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FMI alerta que riscos à estabilidade financeira aumentaram

FMI advertiu que o aperto das condições financeiras, junto do aumento da incerteza, está elevando os riscos financeiros em todo o mundo

Os riscos à estabilidade financeira global cresceram de forma significativa desde o outono, impulsionados em grande parte pelo aumento da incerteza econômica em torno do comércio e de outros fatores geopolíticos, alertou o Fundo Monetário Internacional (FMI) nesta terça-feira (22).

Em seu semestral Relatório de Estabilidade Financeira Global, o FMI advertiu que o aperto das condições financeiras, junto do aumento da incerteza, está elevando os riscos financeiros em todo o mundo.

“Tais fragilidades podem amplificar os choques e desencadear um aperto abrupto das condições financeiras, exacerbando as retrações econômicas com custos econômicos adicionais potencialmente consideráveis”, alertou o credor multilateral em seu mais recente relatório.

Especificamente, o FMI apontou três vulnerabilidades que podem pesar sobre a estabilidade financeira no futuro.

Primeiro, as avaliações ainda permanecem altas em alguns mercados de ações e de dívida, apesar das recentes vendas, deixando espaço para novas quedas.

Em segundo lugar, algumas instituições financeiras altamente alavancadas, como os hedge funds, podem ficar sob pressão e exacerbar quaisquer vendas.

E, por fim, mais turbulência pode pesar sobre os mercados de dívida soberana, principalmente para os países com altos níveis de endividamento.

A última atualização do FMI em seu indicador de riscos financeiros ocorre após a eleição do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e seus esforços para impor tarifas abrangentes aos parceiros comerciais em todo o mundo.

O relatório chega no momento em que o FMI e o Banco Mundial iniciam sua reunião semestral em Washington.

Especificamente, o FMI alertou que a turbulência tarifária pode pesar sobre os bancos, já que um choque comercial pode forçar os bancos a reservar mais fundos contra possíveis perdas.

Além de reduzir a receita sem juros se houver uma desaceleração nos mercados ou interromper o financiamento comercial, um impulsionador de US$ 18 bilhões em receita bancária.

“O financiamento comercial depende de fluxos de caixa, cadeias de suprimentos e estruturas regulatórias estáveis, que podem ser prejudicados por mudanças bruscas nas tarifas”, afirma o relatório.

Em resposta a esses riscos, o FMI reiterou seu apelo para que os órgãos reguladores de todo o mundo garantam que os bancos tenham capital e liquidez suficientes, inclusive por meio da implementação do acordo global “Basel III” sobre padrões mais elevados de capital.

O FMI solicitou a “implementação completa, oportuna e consistente” desses novos padrões de capital, o que ocorre em um momento em que os órgãos reguladores dos EUA têm abandonado tentativas anteriores de impor essas regras e, em vez disso, provavelmente tentarão elaborar um novo padrão.

FMI também solicitou uma supervisão “independente e intensiva” dos bancos, com um foco maior na interação entre bancos e instituições não bancárias, que não enfrentam escrutínio semelhante.

Fonte: CNN Brasil

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FMI melhora perspectiva de crescimento do Brasil em 2024 a 3,7% e mantém estimativa para 2025

Projeção do Fundo agora é melhor do que a do próprio governo, que em novembro projetou avanço de 3,3% do PIB em 2024, e também fica acima da estimativa do Banco Central, de 3,5%.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) revisou para cima a estimativa de crescimento da economia do Brasil em 2024 e manteve a perspectiva de desaceleração para 2025, mostraram novas estimativas divulgadas nesta sexta-feira.

Na revisão de seu relatório “Perspectiva Econômica Global”, o FMI elevou a previsão de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2024 para 3,7%. A previsão anterior, de outubro, era de 3,0%.

A projeção do FMI agora é melhor do que a do próprio governo, que em novembro projetou avanço de 3,3% do PIB em 2024, e também fica acima da estimativa do Banco Central do Brasil (BC), de 3,5%.

O FMI manteve o cenário de desaceleração para 2,2% em 2025, mas reduziu a conta para 2026 em 0,1 ponto percentual, passando a ver uma expansão da economia também de 2,2%.

O IBGE divulgará os dados do PIB do quarto trimestre e do acumulado de 2024 em 7 de março.

No terceiro trimestre, a expansão do PIB ficou em 0,9% na comparação com os três meses anteriores. No acumulado do ano até setembro, o Brasil acumula crescimento de 3,3% em relação ao mesmo período de 2023.

A expectativa para o quarto trimestre é de desaceleração gradual da economia no final do ano passado depois de surpreender nos primeiros trimestres, em meio ao ciclo de aperto monetário realizado pelo Banco Central.

Mas, mesmo diante da política monetária contracionista, a economia segue aquecida em meio a um mercado de trabalho saudável e aumento da renda, o que por sua vez gera pressão inflacionária.

Na véspera, o BC informou que seu Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), considerado um sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), avançou 0,1% em relação ao mês anterior, em dado dessazonalizado, melhor do que a expectativa de estagnação.

No final do ano passado, a autoridade monetária elevou a taxa de juros Selic em 1 ponto percentual, a 12,25% ao ano, surpreendendo ao prever mais duas altas da mesma magnitude à frente.

Os resultados esperados pelo FMI para o Brasil superam a perspectiva para o México, que deve crescer 1,8% em 2024, desacelerando a 1,4% em 2025 e depois indo a 2,0% em 2026.

Com isso, o FMI calcula expansão da América Latina e Caribe de 2,4% no ano passado, indo a 2,5% e 2,7%, respectivamente, em 2025 e 2026. O cenário para o ano passado foi melhorado ante 2,1% antes, mas para os outros anos não houve alteração.

A perspectiva para as Economias de Mercados Emergentes e em Desenvolvimento, das quais o Brasil faz parte, permaneceu em 4,2% para o ano passado e este, e subiu 0,1 ponto para 2026, para 4,3%.

“Nos mercados emergentes e economias em desenvolvimento, o crescimento em 2025 e 2026 deve igualar amplamente o de 2024”, disse o FMI.

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