Economia

Economia brasileira cresce 0,5% em agosto após dois meses de queda, aponta FGV

Após registrar retração por dois meses consecutivos, a economia brasileira voltou a crescer em agosto. A atividade econômica avançou 0,5% em relação a julho, segundo estimativa da Fundação Getulio Vargas (FGV). Com o resultado, a expansão acumulada em 12 meses chegou a 1,8%.

Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (19), por meio do Monitor do PIB, levantamento mensal produzido pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), ligado à FGV.

O estudo acompanha o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB), indicador que representa o valor total dos bens e serviços produzidos no país. Para isso, considera informações de setores como indústria, comércio, serviços e agropecuária.

Por funcionar como uma antecipação do resultado oficial, o Monitor do PIB é utilizado como um dos principais indicadores para acompanhar os rumos da atividade econômica nacional.

Atividade econômica volta a crescer em agosto

A estimativa da FGV mostra uma recuperação após as quedas registradas em junho e julho. Confira a variação mensal da economia brasileira ao longo do ano:

  • Agosto: alta de 0,5%
  • Julho: queda de 0,3%
  • Junho: queda de 0,9%
  • Maio: alta de 0,6%
  • Abril: alta de 0,3%
  • Março: alta de 0,1%
  • Fevereiro: alta de 0,5%
  • Janeiro: alta de 0,6%

Na comparação com agosto do ano anterior, a atividade econômica apresentou crescimento de 1,5%. Já o trimestre encerrado em agosto registrou expansão de 1,7% em relação ao mesmo intervalo de 2025.

Indústria extrativa e serviços impulsionam a economia

De acordo com a FGV, o avanço observado em agosto foi favorecido principalmente pela indústria extrativa e pela continuidade do crescimento do setor de serviços.

O economista Claudio Considera, pesquisador associado do Ibre, explica que, sob a perspectiva da oferta, esses segmentos contribuíram para o resultado positivo.

Pelo lado da demanda, o desempenho também recebeu influência favorável das exportações e dos gastos do governo, apesar da desaceleração no ritmo de crescimento do consumo das famílias.

Considera destaca que a economia brasileira demonstra capacidade de recuperação mesmo diante de um cenário de inflação persistente e de política monetária restritiva, caracterizada pela manutenção de juros elevados.

No trimestre encerrado em agosto, o consumo das famílias cresceu 0,4%, impulsionado principalmente pela contribuição dos bens duráveis, como eletrodomésticos, veículos e outros produtos de maior vida útil.

Em valores correntes, a estimativa da FGV indica que o PIB brasileiro acumulado até agosto alcançou R$ 9,020 trilhões.

Projeções para o crescimento do PIB em 2026

Outros indicadores e instituições também divulgaram estimativas sobre o desempenho da economia brasileira. Na sexta-feira (16), o Banco Central apresentou o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), que apontou crescimento de 0,3% entre julho e agosto e expansão de 1,6% no acumulado de 12 meses.

Já o relatório Focus, divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira, reúne as expectativas de instituições do mercado financeiro e projeta crescimento de 1,83% para o PIB em 2026.

O Boletim Macrofiscal da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda, publicado em setembro, prevê uma expansão de 2% para a economia brasileira neste ano.

O Fundo Monetário Internacional (FMI), por sua vez, estima que o Brasil crescerá 2,2% em 2026. A instituição também projeta que o país deverá recuperar, em 2027, a posição de oitava maior economia do mundo.

As projeções apresentam diferenças em razão das metodologias e das avaliações econômicas adotadas por cada instituição, mas apontam para a continuidade do crescimento econômico brasileiro ao longo do ano.

Quando será divulgado o resultado oficial do PIB?

O cálculo oficial do Produto Interno Bruto é divulgado trimestralmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A próxima publicação está prevista para 2 de dezembro e apresentará os dados referentes ao terceiro trimestre do ano.

No resultado mais recente, divulgado no início de setembro, o IBGE informou que a economia brasileira cresceu 0,5% no segundo trimestre, enquanto a expansão acumulada em 12 meses ficou em 1,9%.

A divulgação dos próximos resultados permitirá avaliar se a recuperação observada em agosto terá continuidade e como os diferentes setores contribuirão para o desempenho da economia brasileira nos meses seguintes.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

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Indústria

Confiança da indústria no Brasil cai pelo terceiro mês seguido em setembro, diz FGV

A confiança da indústria brasileira recuou pelo terceiro mês consecutivo em setembro, segundo dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta segunda-feira. A queda foi disseminada entre os diferentes segmentos pesquisados e indica uma percepção mais negativa dos empresários sobre o desempenho do setor.

O Índice de Confiança da Indústria (ICI) registrou baixa de 2,4 pontos em relação a agosto, chegando a 91,3 pontos.

Avaliação sobre o cenário atual também piora

O Índice de Situação Atual (ISA), que acompanha a percepção dos empresários sobre as condições presentes da indústria, caiu 1,3 ponto e ficou em 93,6 pontos.

Esse foi o menor nível do indicador desde dezembro de 2025, de acordo com a FGV.

Para Stéfano Pacini, economista do FGV IBRE, os dados continuam mostrando sinais de enfraquecimento da demanda e aumento dos estoques, movimento observado nos últimos três meses.

Segundo o economista, esse cenário eleva a possibilidade de as empresas promoverem ajustes nos níveis de produção diante de uma demanda menos aquecida.

Expectativas para os próximos meses recuam

A percepção dos empresários sobre o futuro também apresentou deterioração. O Índice de Expectativas (IE) caiu 3,4 pontos em setembro, para 89,2 pontos.

O resultado representa o nível mais baixo do indicador desde novembro de 2025 e reforça a cautela do setor industrial em relação aos próximos meses.

De acordo com Pacini, as projeções para a produção industrial apontam para a continuidade da desaceleração da atividade econômica durante o segundo semestre.

Selic elevada limita recuperação da indústria

Na avaliação da FGV, o ambiente econômico continua impondo obstáculos a uma recuperação mais consistente da confiança empresarial.

Entre os fatores apontados está a política monetária restritiva, com a Selic em 13,75%, além de um cenário de maior incerteza. Segundo Pacini, esse ambiente tende a ficar ainda mais complexo com a aproximação das eleições.

A combinação de juros elevados, menor dinamismo da demanda e maior incerteza mantém a indústria brasileira em um cenário de cautela, refletido tanto na avaliação das condições atuais quanto nas expectativas para os próximos meses.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Rafael Martins

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Mercado de trabalho

Cruzeiros movimentam R$ 4,76 bilhões e geram 72 mil empregos no Brasil

A temporada de cruzeiros 2025/2026 movimentou R$ 4,76 bilhões na economia brasileira, considerando tanto as operações de cabotagem quanto a passagem de navios internacionais pelo litoral do país. O impacto inclui os gastos das companhias com operação e logística, além das despesas realizadas por passageiros e tripulantes nas cidades de embarque, desembarque e escala.

O levantamento, realizado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) em parceria com a Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos (Clia Brasil), também aponta efeitos sobre o mercado de trabalho e a arrecadação de impostos.

Cabotagem concentra maior parte do impacto econômico

A operação de cruzeiros de cabotagem respondeu por R$ 4,28 bilhões do impacto total registrado na temporada. A atividade esteve relacionada à manutenção de 64.529 postos de trabalho e gerou R$ 166,3 milhões em tributos federais, estaduais e municipais.

Dos recursos movimentados pela cabotagem, R$ 2,28 bilhões tiveram origem nos gastos das próprias companhias de cruzeiro com operações, logística e demais atividades necessárias ao funcionamento dos navios.

Outros R$ 2 bilhões foram gerados pelos gastos de passageiros e tripulantes nas cidades brasileiras incluídas nos roteiros, abrangendo locais de embarque, desembarque e escalas.

Turismo de cruzeiros movimenta comércio e serviços

O impacto econômico dos navios não fica restrito aos portos brasileiros. A presença dos cruzeiristas também movimenta atividades como alimentação, comércio, transporte, hotelaria e outros serviços.

Na temporada 2025/2026, 602.864 passageiros embarcaram em navios de cabotagem no país. Segundo o estudo, para cada R$ 1 investido pelas empresas de cruzeiros, foram movimentados R$ 3,89 na economia brasileira.

O resultado mostra como a atividade pode gerar efeitos econômicos nas cidades que integram os itinerários, especialmente nos destinos que recebem passageiros durante as escalas.

Navios internacionais acrescentam R$ 480,94 milhões

O levantamento da FGV e da Clia Brasil também considera os navios de longo curso que passaram pelo litoral brasileiro durante a temporada.

Ao todo, 21 embarcações internacionais estiveram em trânsito pelo país. Essas operações foram responsáveis por um impacto econômico estimado em R$ 480,94 milhões, além de sustentarem aproximadamente 7.500 postos de trabalho.

A atividade relacionada aos navios internacionais também gerou R$ 51,15 milhões em impostos.

Somados os segmentos de cabotagem e longo curso, os cruzeiros marítimos estiveram associados a cerca de 72 mil postos de trabalho na temporada 2025/2026.

Portos passam por modernização para receber cruzeiros

O crescimento do turismo marítimo aumenta a necessidade de investimentos em infraestrutura. Para acompanhar a evolução do setor, os portos brasileiros passam por projetos voltados à melhoria do atendimento, segurança e eficiência dos terminais de passageiros.

A agenda conduzida pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) inclui a qualificação das instalações, a ampliação da capacidade de atendimento e a preparação dos terminais para receber navios de diferentes tamanhos e características.

Um dos projetos está no Terminal Marítimo de Passageiros do Porto de Maceió, em Alagoas. Em 2026, o MPor formalizou o contrato de arrendamento da estrutura, que possui 5,6 mil metros quadrados e capacidade para atender até 612 passageiros diariamente.

Entre as intervenções previstas estão a implantação de estacionamento, a renovação do mobiliário e a instalação de equipamentos para controle de passageiros e bagagens. O projeto também contempla melhorias nos sistemas de segurança e controle de acesso.

Terminal no Pará foi preparado para receber navios

No Pará, outro projeto de infraestrutura foi concluído em novembro de 2025. A requalificação do Terminal Portuário de Outeiro preparou o espaço para receber navios de passageiros durante a COP30.

Além de atender ao evento, a estrutura foi planejada para possibilitar a utilização de embarcações como hotéis flutuantes. De acordo com o MPor, o terminal também poderá fazer parte de futuras rotas regulares de turismo marítimo.

As obras fazem parte de uma estratégia mais ampla de qualificação da infraestrutura portuária voltada ao turismo, com atenção não apenas aos terminais, mas também à integração com as cidades e com a cadeia de serviços oferecida aos visitantes.

Portos conectam turismo e economia local

A operação de um navio de cruzeiro envolve uma extensa rede de serviços, que inclui infraestrutura portuária, transporte, abastecimento, logística, atendimento aos passageiros e prestação de serviços.

Nesse contexto, os portos funcionam como portas de entrada para destinos turísticos e conectam os visitantes a diferentes atividades econômicas nas cidades.

O fluxo de passageiros e tripulantes movimenta empresas, trabalhadores, restaurantes, hotéis, transportadoras, comerciantes e outros prestadores de serviços. Dessa forma, os efeitos dos cruzeiros no Brasil vão além da operação dos navios e alcançam diretamente as economias locais.

Em 2025, o MPor também discutiu a expansão do turismo de cruzeiros em parceria com a ONU Turismo, com foco na modernização dos portos, no crescimento do setor e na integração da atividade às economias das cidades brasileiras.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/MPor

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Comércio Exterior

Exportações brasileiras ficam mais concentradas em poucos produtos em 2026, aponta FGV

As exportações brasileiras registraram maior concentração em poucos produtos nos primeiros sete meses de 2026. De acordo com o Indicador de Comércio Exterior (Icomex), da Fundação Getulio Vargas (FGV), os cinco principais itens da pauta exportadora responderam por 46,7% das vendas externas do país entre janeiro e julho. No mesmo período de 2025, essa participação era de 43,3%.

O cenário ocorre em meio às incertezas do comércio internacional, marcadas por tensões geopolíticas e pelos impactos associados ao chamado “efeito Trump”.

Petróleo e soja lideram contribuição para as exportações

No acumulado do ano, o petróleo foi o principal destaque entre os produtos exportados pelo Brasil, com contribuição de 33,2% para o desempenho das vendas externas. A soja aparece na sequência, com 22,44%.

A carne bovina também esteve entre os produtos relevantes da pauta exportadora. Em julho, porém, os efeitos foram diferentes entre as principais commodities. Petróleo, soja e óleo combustível contribuíram positivamente para o resultado, enquanto carne bovina e minério de ferro exerceram pressão negativa.

No caso do petróleo, a quantidade exportada caiu 8,2% em julho na comparação anual. A valorização de 35,2% nos preços, entretanto, compensou a redução do volume e garantiu impacto positivo sobre o resultado das exportações.

Comércio exterior avança em valor apesar da queda nos volumes

Os dados da FGV mostram que o comércio exterior brasileiro apresentou desempenho positivo em valor em julho, mesmo com retração nos volumes negociados.

As exportações cresceram 6,2% em relação a julho de 2025, enquanto as importações avançaram 7,6%. Por outro lado, o volume exportado diminuiu 4,0%, e os preços das exportações subiram 10,7%. Nas importações, houve aumento de 8,0% nos preços, acompanhado também por redução no volume.

No acumulado de janeiro a julho, as exportações brasileiras cresceram 10,5%, resultado de uma alta de 2,8% no volume e de 7,1% nos preços.

As importações tiveram crescimento de 5,5% no período, com avanço de apenas 0,2% no volume e aumento de 5,2% nos preços.

Superávit comercial chega a US$ 49 bilhões

A balança comercial brasileira encerrou julho com superávit de US$ 7,1 bilhões. Com isso, o saldo positivo acumulado em 2026 chegou a US$ 49 bilhões, US$ 11,8 bilhões acima do registrado no mesmo intervalo de 2025.

Entre os principais parceiros comerciais, a China apresentou melhora significativa no saldo para o Brasil, com aumento de US$ 8,1 bilhões. A relação comercial com a União Europeia também registrou avanço, com ganho de US$ 2,9 bilhões.

Já nas operações com os Estados Unidos, o déficit comercial aumentou de US$ 2,1 bilhões para US$ 2,3 bilhões.

Com a Argentina, o superávit brasileiro recuou de US$ 3,5 bilhões para US$ 1,2 bilhão no acumulado até julho.

Concentração aumenta em meio às incertezas do comércio global

Os números do Icomex indicam que, apesar do crescimento das exportações brasileiras em 2026, a pauta externa está mais dependente de um grupo restrito de produtos, especialmente commodities como petróleo e soja.

A combinação entre preços internacionais, volumes exportados e cenário geopolítico segue sendo determinante para o desempenho do comércio exterior brasileiro.

Fonte: Fundação Getulio Vargas (FGV), por meio do Indicador de Comércio Exterior (Icomex).

Texto: Redação

Imagem: Arquivo ReConecta News

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Economia

Confiança empresarial permanece em 90,9 pontos em maio, aponta FGV

O Índice de Confiança Empresarial (ICE) manteve-se estável em maio na comparação com abril, permanecendo em 90,9 pontos, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV). O resultado interrompe uma sequência de dois meses de queda, considerando a série com ajuste sazonal.

Apesar da estabilidade no indicador principal, a média móvel trimestral registrou retração de 0,5 ponto, sinalizando cautela no ambiente de negócios.

Situação atual dos negócios segue estável

De acordo com o pesquisador Aloisio Campelo Jr., do Ibre/FGV, o comportamento dos indicadores mostra que a atividade econômica dos setores analisados continua relativamente estável. O Índice de Situação Atual Empresarial (ISA-E) recuou levemente 0,1 ponto em maio, alcançando 93,1 pontos.

Entre os componentes do indicador, a avaliação sobre a situação corrente dos negócios caiu 0,4 ponto, chegando a 91,6 pontos. Em contrapartida, o indicador que mede a percepção sobre a demanda atual avançou 0,2 ponto, atingindo 94,7 pontos.

Expectativas empresariais apresentam leve melhora

O Índice de Expectativas Empresariais (IE-E) registrou alta de 0,2 ponto em maio, alcançando 88,8 pontos. O movimento interrompe a trajetória de queda observada nos dois meses anteriores.

Segundo a FGV, o indicador que mede o otimismo em relação à demanda para os próximos três meses subiu 0,3 ponto, chegando a 88,5 pontos. Já a expectativa sobre a evolução dos negócios para os seis meses seguintes avançou 0,1 ponto, alcançando 89,2 pontos.

Cenário econômico ainda inspira cautela

Embora os dados indiquem estabilidade e uma leve recuperação das expectativas, a trajetória da confiança empresarial nos próximos meses ainda é considerada incerta.

Na avaliação de Campelo, fatores externos podem influenciar o desempenho da economia brasileira, especialmente os desdobramentos do conflito no Oriente Médio e seus possíveis reflexos sobre a atividade econômica nacional.

Indústria e serviços lideram avanço da confiança

Entre os quatro principais setores analisados, dois apresentaram crescimento nos índices de confiança em maio:

  • Indústria: alta de 1,1 ponto;
  • Serviços: avanço de 0,9 ponto;
  • Construção: estabilidade (0,0 ponto);
  • Comércio: queda de 2,0 pontos.

O levantamento também mostra que 55% dos 49 segmentos pesquisados registraram aumento da confiança em abril.

A coleta de informações para a pesquisa de maio foi realizada entre os dias 1º e 26 do mês.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Magnific

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Exportação

Exportações para a China crescem 28,6% e neutralizam impacto do tarifaço dos EUA

O crescimento das exportações brasileiras para a China ajudou a compensar a forte retração nas vendas ao mercado americano após a entrada em vigor do tarifaço dos Estados Unidos, iniciado em agosto. No período entre agosto e novembro, o Brasil conseguiu equilibrar sua balança externa ao ampliar o fluxo comercial com o principal parceiro asiático.

Dados mostram que o valor exportado para a China avançou 28,6% em comparação com o mesmo intervalo de 2024. No sentido oposto, as exportações destinadas aos Estados Unidos recuaram 25,1% no mesmo período.

Volume exportado segue tendência semelhante

O comportamento se repete quando analisado o volume das exportações. As vendas brasileiras para portos e aeroportos chineses registraram alta de 30%, enquanto os embarques para os Estados Unidos caíram 23,5%. A diferença entre valor e volume está relacionada, sobretudo, à variação dos preços dos produtos exportados.

As informações constam no Indicador de Comércio Exterior (Icomex), elaborado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV), com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

China consolida liderança como principal destino das exportações

A China, responsável por cerca de 30% das exportações brasileiras, manteve a posição de principal parceiro comercial do Brasil, à frente dos Estados Unidos. Segundo o Icomex, esse peso foi decisivo para mitigar os efeitos negativos do tarifaço americano.

O relatório aponta que o governo dos EUA superestimou sua capacidade de provocar danos amplos às exportações brasileiras, ao considerar que o país possui elevada diversificação de mercados.

Setores mais afetados pelas tarifas americanas

Entre agosto e novembro, alguns segmentos registraram quedas expressivas nas vendas aos Estados Unidos, com destaque para:

Extração de minerais não metálicos, com retração de 72,9%
Fabricação de bebidas, queda de 65,7%
Fabricação de produtos do fumo, recuo de 65,7%
Extração de minerais metálicos, redução de 65,3%
Produção florestal, baixa de 60,2%
Produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos, queda de 51,2%
Produtos de madeira, recuo de 49,4%

Evolução mensal das exportações em 2025

O levantamento da FGV mostra que as exportações brasileiras para os Estados Unidos cresceram de abril a julho, sempre na comparação anual. No entanto, após a adoção das tarifas, o país acumulou quatro meses consecutivos de retração.

Já as exportações para a China aceleraram de forma significativa a partir de agosto, com taxas mensais expressivas, impulsionadas principalmente pelo embarque de soja, concentrado no segundo semestre.

Segundo a pesquisadora do Ibre/FGV Lia Valls, o redirecionamento dos embarques teve papel relevante no desempenho global do comércio exterior brasileiro. Ela explica que o aumento das vendas à China ocorreu justamente quando as exportações aos Estados Unidos começaram a cair.

No acumulado até novembro, as exportações totais do Brasil cresceram 4,3% em relação aos mesmos 11 meses de 2024.

Argentina tem crescimento, mas impacto limitado

O Icomex também analisou o desempenho das exportações para a Argentina, terceiro maior parceiro comercial do Brasil. Entre agosto e novembro, houve crescimento de 5% em valor e 7,8% em volume.

Apesar do avanço, Lia Valls ressalta que o peso da Argentina na pauta exportadora brasileira é reduzido e não tem capacidade de compensar perdas geradas pelo tarifaço americano, sobretudo porque o comércio bilateral é concentrado no setor automotivo.

Entenda o tarifaço imposto pelos Estados Unidos

O tarifaço de Donald Trump entrou em vigor em agosto de 2025, elevando impostos sobre produtos importados com o objetivo declarado de estimular a produção interna americana. No caso do Brasil, a medida incluiu sobretaxas de até 50%, uma das mais elevadas aplicadas pelo governo dos EUA.

Além de razões econômicas, Trump chegou a justificar a medida como retaliação política ao Brasil, em meio às críticas ao tratamento dado ao ex-presidente Jair Bolsonaro, posteriormente condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Desde então, os dois países negociam ajustes no acordo comercial. No último dia 20, o governo americano retirou uma sobretaxa adicional de 40% sobre 269 produtos, principalmente do setor agropecuário, como carnes e café. Segundo o Icomex, os efeitos dessa decisão devem ser percebidos apenas a partir de dezembro e janeiro.

O vice-presidente e ministro do Mdic, Geraldo Alckmin, estima que 22% das exportações brasileiras para os Estados Unidos ainda seguem sujeitas às tarifas adicionais.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Agência Brasil

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Economia

Clima Econômico da América Latina avança no 3º trimestre de 2025

O Indicador de Clima Econômico (ICE) na América Latina apresentou alta de 8,7 pontos entre o segundo e o terceiro trimestre de 2025, alcançando 86,8 pontos, segundo levantamento do Ibre/FGV. O movimento reflete um comportamento mais alinhado entre as principais economias latino-americanas, que exibiram tendência positiva no período.

Recuperação ligada ao cenário dos EUA

De acordo com a FGV, a retomada nas economias onde o ICE melhorou está fortemente associada ao ciclo econômico dos Estados Unidos. Uma agenda comercial menos rígida e um desempenho norte-americano menos negativo contribuíram para a recuperação do clima econômico na região.

Situação atual e expectativas sobem

O Índice de Situação Atual (ISA) registrou crescimento de 7,6 pontos, chegando a 81,0 pontos no trimestre. Já o Índice de Expectativas (IE) avançou 9,8 pontos e atingiu 92,7 pontos.

Embora os indicadores tenham melhorado, todos permanecem abaixo de 100 pontos, nível considerado favorável. A FGV destaca ainda que a diferença histórica entre IE e ISA vem diminuindo desde 2022, sinalizando menor otimismo com o futuro econômico latino-americano.

Brasil vai na direção contrária

Entre os países avaliados, o Brasil foi o único a apresentar queda no trimestre. O ICE brasileiro recuou 3,6 pontos, ficando em 66,1 pontos. O ISA caiu para 83,3 pontos, enquanto o IE desceu para 50,0 pontos, refletindo maior incerteza econômica no curto prazo.

Ambiente internacional segue instável

O estudo ressalta que o cenário global continua marcado por volatilidade, incluindo pressões geopolíticas dos Estados Unidos sobre Venezuela, Colômbia e México. A maior aproximação da América Latina com a China e as eleições previstas na região em 2026 podem intensificar tensões.

A FGV recomenda cautela: apesar do avanço do ICE, o momento exige prudência diante das incertezas internacionais.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Economia

Economia brasileira cresce 0,1% no 3º trimestre de 2025, aponta FGV

A economia brasileira registrou crescimento de 0,1% no terceiro trimestre de 2025 em comparação com o trimestre anterior, acumulando avanço de 2,5% nos últimos 12 meses. Na passagem de agosto para setembro, o desempenho foi estável, sem variação significativa, segundo o Monitor do PIB, estudo mensal do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da FGV divulgado nesta terça-feira (18).

O levantamento estima o Produto Interno Bruto (PIB) do país em R$ 9,370 trilhões até o terceiro trimestre. As comparações entre trimestres e meses foram dessazonalizadas, eliminando efeitos temporários e sazonais para permitir análises consistentes ao longo do tempo.

Serviços e consumo das famílias estagnados

Segundo a economista Juliana Trece, coordenadora da pesquisa, o desempenho tímido do trimestre se deve principalmente à estagnação do setor de serviços e do consumo das famílias, que são os maiores componentes do PIB. Outros setores pouco contribuíram para um crescimento mais expressivo.

No comparativo interanual, o consumo das famílias, que vinha crescendo acima de 3% ao ano desde 2021, desacelerou significativamente em 2025, registrando apenas 0,2% de expansão em relação ao mesmo período de 2024. O consumo de bens duráveis e não duráveis apresentou resultados negativos, enquanto o consumo de serviços, embora positivo, perdeu ritmo.

Formação de capital e exportações

A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), indicador que mede investimentos em capacidade produtiva, recuou 0,4% em comparação interanual, impactada principalmente pelo desempenho fraco de máquinas e equipamentos. Esta é a primeira queda do indicador desde o trimestre móvel encerrado em janeiro de 2023.

Por outro lado, as exportações brasileiras cresceram 7% no mesmo período, a maior alta desde maio de 2024. Todos os grupos de produtos exportados apresentaram expansão, com destaque para a indústria extrativa, responsável por cerca de 44% do crescimento total.

Monitoramento e próximos dados oficiais

O Monitor do PIB serve como termômetro da economia brasileira, mas outros indicadores também são acompanhados de perto. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-BR) apontou queda de 0,2% entre agosto e setembro e recuo de 0,9% no trimestre frente ao anterior, com expansão de 3% no acumulado anual.

O resultado oficial do PIB é divulgado trimestralmente pelo IBGE, e a próxima publicação referente ao terceiro trimestre de 2025 está prevista para 4 de dezembro.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Comércio Exterior

Tarifaço dos EUA altera destinos e estrutura das exportações brasileiras, aponta FGV

O tarifaço imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros está reconfigurando os mercados de destino e a pauta de exportações do Brasil, segundo o relatório do Icomex (Indicador de Comércio Exterior) divulgado nesta terça-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV).

O estudo mostra que exportadores de carne e café conseguiram compensar parte das perdas no mercado norte-americano com aumento das vendas para outros países. Em setembro, produtos como madeira e fumo também registraram crescimento nas exportações para novos destinos.

Mudanças na pauta e desafios nas negociações

De acordo com o relatório, os efeitos do tarifaço ainda estão em fase de transição. A situação pode mudar caso as negociações comerciais entre Brasil e Estados Unidos avancem positivamente.

“Cada lado tenta demonstrar ganhos e justificar concessões com benefícios. Dada a assimetria entre os países, o maior desafio recai sobre o Brasil”, destacou o Icomex.

Exportações e importações em alta

Em setembro de 2025, as exportações brasileiras cresceram 7,2% em valor e 9,6% em volume em relação ao mesmo mês de 2024. Já as importações tiveram avanço de 17,7% em valor e 16,2% em volume no mesmo período.

No acumulado de janeiro a setembro de 2025, o país exportou 3,5% mais do que no mesmo intervalo do ano anterior, enquanto as importações aumentaram 9,4%.

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 3 bilhões em setembro e US$ 45,5 bilhões no acumulado do ano, resultado US$ 13,2 bilhões menor do que em 2024.

Destinos das exportações: China e Argentina ganham espaço

O crescimento das exportações em setembro foi impulsionado pelos aumentos nas vendas para Argentina (+22%), China (+15%) e União Europeia (+5,7%). No acumulado até setembro, o volume exportado subiu 48,9% para a Argentina e 5,8% para a China.

A China respondeu por 28% das exportações brasileiras, enquanto a Argentina representou 5,9%. Já os Estados Unidos, com 8,4% de participação, apresentaram queda de 19,1% no volume mensal exportado e 0,8% no acumulado do ano, segundo a FGV.

“A retração das exportações para os Estados Unidos foi parcialmente compensada pelo aumento das vendas à China”, ressalta o documento.

Diversificação de mercados

O relatório indica que, a partir de julho, houve crescimento das remessas para a Ásia (excluindo a China), América do Sul (sem a Argentina) e México, o que sugere diversificação dos destinos e redução da dependência dos EUA.

Mesmo com destaque para a Argentina, o estudo aponta sinais de desaceleração: após crescer acima de 40% no início do ano, as exportações para o país vizinho subiram 22% em setembro, reflexo da piora econômica local.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Amanda Perobelli

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Importação

Importações de bens duráveis caem e revelam desaceleração da economia brasileira

O ritmo de importações de bens duráveis pelo Brasil — como eletrodomésticos, eletrônicos e móveis — vem diminuindo nos últimos meses, evidenciando a desaceleração da economia brasileira em meio aos juros elevados. Após registrar altas expressivas até o início de 2025, o volume de compras externas desses produtos caiu pela primeira vez em julho e manteve desempenho fraco até setembro, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

China lidera queda nas exportações de bens duráveis ao Brasil

A China, responsável por mais da metade das importações brasileiras de bens duráveis, foi o principal vetor dessa retração. Entre julho e setembro, o Brasil importou US$ 423,9 milhões em produtos chineses — uma queda de 11,1% em relação ao mesmo período de 2024. Mesmo com as tarifas de 30% impostas pelos Estados Unidos ao país asiático, o temor de que isso redirecionasse produtos ao mercado brasileiro não se confirmou.
Entre os itens mais afetados estão os smartphones, com redução de 2,9% nas compras (US$ 135,8 milhões), e os refrigeradores, que despencaram 18,8%, totalizando US$ 44,6 milhões.

Alta dos juros freia consumo e atividade econômica

Para Lia Valls, pesquisadora do FGV/Ibre e coordenadora do Indicador de Comércio Exterior (Icomex), a desaceleração é reflexo direto da política monetária restritiva.

“O Brasil vinha em um ritmo elevado de importações, mas a desaceleração da atividade econômica freou o movimento”, explica Valls.
A queda nas importações atingiu também outros parceiros comerciais. No caso dos Estados Unidos, segunda principal origem dos duráveis comprados pelo país, houve recuo de 27,8% em setembro, totalizando US$ 20,8 bilhões.

Máquinas e equipamentos seguem o mesmo caminho

O setor de máquinas e equipamentos apresenta comportamento semelhante. Após crescer mais de 20% em 2024, o avanço caiu para 3% no segundo trimestre de 2025 e chegou a registrar retração em agosto. Em setembro, o crescimento só ocorreu por conta da importação pontual de uma plataforma de US$ 2,4 bilhões vinda de Singapura.
De acordo com José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), o alto custo do crédito tem limitado novos investimentos:

“Os juros altos estão freando o consumo e os investimentos. Isso explica a queda nas compras de duráveis e equipamentos”, avalia.

Estoques elevados e desaceleração global também pesam

Castro acrescenta que o país acumulou grandes estoques de produtos importados da China no ano passado, o que reduz a necessidade de novas compras neste momento de atividade econômica mais fraca.

“O Brasil importou muito quando a economia estava aquecida. Agora, com a desaceleração, o consumo diminuiu e os estoques permanecem altos”, afirma.
Além disso, a leve desaceleração da economia mundial contribui para o quadro. “Há dois anos, a China vendia a preços altos; hoje, vende mais barato e em menor volume”, observa o presidente da AEB.

Indicadores reforçam cenário de enfraquecimento

O Banco Central também vem registrando sinais de enfraquecimento da atividade econômica. O IBC-Br, índice que antecipa o PIB, caiu 0,5% em julho, na terceira queda consecutiva.
No mercado de trabalho, o Caged mostrou a criação de 147 mil vagas formais em agosto, o pior resultado histórico para o mês, reforçando a perda de fôlego do crescimento.
Enquanto isso, as importações de bens não duráveis e semiduráveis, menos dependentes de crédito, avançaram 46,7% e 9,3%, respectivamente, em setembro — mostrando que o consumo tem se mantido apenas em produtos de menor valor e pagamento à vista.

FONTE: Folha de São Paulo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Eduardo Anizelli/Folhapress

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