Comércio

Vendas de veículos no Brasil batem recorde em setembro; elétrico entra no top 3

O mercado automotivo brasileiro registrou um recorde de vendas de veículos em setembro. Dados divulgados pela Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores) apontam 509.686 emplacamentos no mês.

O resultado representa crescimento de 1,15% em relação a agosto e avanço de 8,32% na comparação com setembro de 2025.

No acumulado de 2026, o país já soma 4,23 milhões de veículos novos emplacados. O volume é quase 15% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior.

A Fenabrave decidiu manter, por enquanto, sua previsão de crescimento para o mercado automotivo em 2026. A entidade, porém, sinalizou que as estimativas poderão ser atualizadas em novembro.

Venda de carros cresce mais de 16% em um ano

O segmento de automóveis e comerciais leves foi um dos principais responsáveis pelo desempenho positivo. Em setembro, foram comercializadas 268.721 unidades.

Na comparação com agosto, houve alta de 2,13%. Já diante de setembro do ano passado, o crescimento chegou a 16,16%.

O resultado reforça o ritmo de expansão do mercado de carros novos no Brasil ao longo de 2026.

Carro elétrico entra pela primeira vez no top 3

A principal novidade do ranking de setembro veio do segmento de carros elétricos.

A Fiat Strada permaneceu na primeira colocação entre os veículos mais vendidos do país, seguida pelo Volkswagen Polo. Logo atrás apareceu o BYD Dolphin Mini, modelo totalmente elétrico que alcançou 9.385 emplacamentos.

Com o resultado, o modelo da BYD conquistou a terceira posição geral e estabeleceu um marco para o mercado brasileiro: foi a primeira vez que um carro 100% elétrico entrou no top 3 de vendas do país.

O desempenho mantém a tendência de crescimento dos modelos eletrificados, que vêm conquistando espaço entre os veículos mais procurados pelos consumidores brasileiros.

Marcas chinesas avançam entre os SUVs

A presença das fabricantes chinesas também ganhou destaque no mercado de SUVs médios.

O GWM Haval H6 terminou setembro na liderança da categoria. Na sequência, o Caoa Chery Tiggo 7 também apresentou desempenho suficiente para superar modelos tradicionais do segmento, como Jeep Compass e Toyota Corolla Cross.

Entre os SUVs compactos, o Volkswagen T-Cross foi o líder de vendas no mês.

Carros mais vendidos em setembro

Confira os dez modelos que registraram os maiores volumes de emplacamentos no Brasil em setembro:

  1. Fiat Strada — 16.002 unidades
  2. Volkswagen Polo — 11.095 unidades
  3. BYD Dolphin Mini — 9.385 unidades
  4. Volkswagen T-Cross — 9.339 unidades
  5. Volkswagen Tera — 8.725 unidades
  6. Fiat Argo — 8.603 unidades
  7. Fiat Pulse — 7.150 unidades
  8. Chevrolet Onix — 7.133 unidades
  9. Fiat Mobi — 6.395 unidades
  10. Hyundai HB20 — 6.314 unidades

A lista mostra a força dos modelos compactos e de SUVs no mercado brasileiro, ao mesmo tempo em que evidencia o avanço dos veículos elétricos entre os líderes de vendas.

FONTE: ND+
TEXTO: Redação
IMAGEM: Magnific

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Transporte

Venda de caminhões novos cresce 2,5% em setembro no Brasil

O mercado brasileiro de caminhões novos apresentou recuperação em setembro, com avanço tanto na comparação mensal quanto sobre o mesmo período de 2025. Segundo dados da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), foram emplacadas 9.845 unidades no mês.

O resultado representa alta de 2,51% em relação a agosto, quando 9.604 caminhões foram licenciados. Na comparação com setembro do ano passado, que registrou 9.591 unidades, o crescimento foi de 2,65%.

Apesar da melhora mensal, o desempenho acumulado ainda está abaixo do registrado em 2025. Entre janeiro e setembro, o mercado soma 78.665 caminhões emplacados, contra 81.850 no mesmo intervalo do ano passado. A retração é de 3,89%.

Custo financeiro ainda pesa sobre o mercado de caminhões

Para o presidente da Fenabrave, Arcelio Junior, o custo do financiamento continua sendo um dos principais fatores que influenciam a demanda por veículos pesados.

Segundo ele, os incentivos oferecidos pelo programa Move Brasil ajudaram a interromper a sequência de resultados negativos observada anteriormente. As linhas especiais destinadas ao programa, entretanto, já foram esgotadas.

O impacto das operações contratadas pelo Move Brasil ainda pode aparecer nos próximos resultados. O prazo para protocolar financiamentos destinados à renovação de frotas terminou em 28 de agosto, enquanto a comunicação das contratações ao BNDES foi encerrada em 28 de setembro.

Existe, portanto, um intervalo entre a contratação do financiamento, o faturamento e o efetivo emplacamento do veículo. Por esse motivo, parte dos negócios realizados por meio do programa pode ser contabilizada nas estatísticas das próximas semanas.

Mercado precisa manter ritmo para recuperar perdas

O desempenho de setembro reduziu parcialmente a diferença acumulada em relação a 2025, mas ainda não foi suficiente para colocar o segmento no campo positivo.

Nos nove primeiros meses, foram licenciados 3.185 caminhões a menos que no mesmo período do ano passado. Para diminuir essa distância, o mercado precisará manter uma sequência de resultados positivos durante o último trimestre.

A trajetória também influencia as projeções para o encerramento de 2026. A Fenabrave estima atualmente 102.245 caminhões emplacados no ano, contra 110.873 unidades em 2025. Se confirmado, o resultado representará uma queda de 7,8%.

A previsão foi revisada para baixo. A estimativa anterior era de 114.752 caminhões, volume que representaria crescimento de 3,5% sobre o resultado de 2025.

Com as 78.665 unidades registradas até setembro, o setor já alcançou aproximadamente 77% da projeção anual. Para atingir a estimativa atual, seriam necessários cerca de 23,6 mil novos caminhões emplacados entre outubro e dezembro.

Implementos rodoviários têm desempenho melhor

O mercado de implementos rodoviários apresentou resultado superior ao dos caminhões em setembro. Foram 6.821 unidades licenciadas, contra 6.567 em agosto, alta de 3,87%.

Na comparação anual, o avanço foi ainda maior. Em setembro de 2025, foram emplacados 5.941 implementos, o que significa crescimento de 14,81% no resultado deste ano.

O desempenho foi suficiente para levar o acumulado de 2026 para o campo positivo. De janeiro a setembro, foram registradas 53.879 unidades, contra 53.695 no mesmo período do ano passado. A alta acumulada é de 0,34%.

Para a Fenabrave, o resultado sinaliza uma mudança na trajetória do segmento, depois de períodos de retração.

Renovação de frota influencia desempenho

A entidade avalia que a melhora dos implementos rodoviários está relacionada, entre outros fatores, às condições de investimento dos transportadores e aos estímulos destinados à renovação de frota.

A continuidade do crescimento dependerá, portanto, da capacidade das empresas de transporte de realizar novos investimentos e substituir veículos e equipamentos.

Apesar da reação observada em setembro, a previsão da Fenabrave para o fechamento do ano permanece abaixo do resultado de 2025.

A entidade projeta 63.516 implementos rodoviários emplacados em 2026, contra 71.030 no ano passado, o que representaria retração de 10,6%. A estimativa anterior era de 72.450 unidades, com expectativa de crescimento de 2%.

Até setembro, porém, o mercado já alcançou cerca de 85% da projeção anual, com 53.879 implementos licenciados.

Mercedes-Benz lidera vendas de caminhões em setembro

A Mercedes-Benz foi a marca com maior participação no mercado brasileiro de caminhões em setembro, respondendo por 28,88% dos emplacamentos.

A Volkswagen Caminhões e Ônibus ficou em segundo lugar, com 26,74%, enquanto a Volvo alcançou 18,86%.

Na sequência aparecem:

  • Scania: 10,86%;
  • Iveco: 6,98%;
  • DAF: 6,02%;
  • Foton: 1,70%;
  • Demais marcas: 0,96%.

Somadas, Mercedes-Benz, Volkswagen e Volvo concentraram 74,48% das vendas de caminhões no mês.

Disputa pela liderança segue equilibrada no acumulado

No acumulado entre janeiro e setembro, a diferença entre Mercedes-Benz e Volkswagen permanece pequena.

A Mercedes-Benz lidera com 27,78% de participação, enquanto a Volkswagen Caminhões e Ônibus aparece logo atrás, com 27,39%.

A Volvo ocupa a terceira posição, com 18,06%, seguida por Scania, com 11,05%; Iveco, com 7,75%; DAF, com 5,91%; Foton, com 1,48%; e demais fabricantes, que somam 1%.

Os números mostram algumas diferenças entre o desempenho mensal e o acumulado. Em setembro, a Mercedes-Benz alcançou 28,88%, acima dos 27,78% registrados no acumulado. A participação da Volkswagen, por outro lado, foi de 26,74% no mês, abaixo dos 27,39% acumulados.

A Volvo também ganhou participação em setembro, passando de 18,06% no acumulado para 18,86% no resultado mensal.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gerada por IA

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Comércio

Vendas de carros no Brasil devem alcançar 2,5 milhões em 2026, projetam concessionárias

Mercado automotivo fecha 2025 abaixo do esperado
As vendas de veículos no Brasil encerraram 2025 em um patamar inferior às projeções iniciais. Foram licenciados 2,54 milhões de automóveis e comerciais leves, crescimento de 2,6% na comparação com o ano anterior, segundo dados divulgados pela Fenabrave, entidade que representa os concessionários.

O resultado ficou levemente abaixo da estimativa anterior, que apontava avanço de 3%, mas ainda assim manteve o mercado em trajetória de crescimento.

Expectativa positiva para 2026
Apesar do desempenho mais moderado em 2025, a perspectiva para o próximo ano é otimista. A Fenabrave estima que o Brasil deve vender cerca de 2,52 milhões de carros em 2026, o que representaria um crescimento de 3% sobre o volume atual.

De acordo com o vice-presidente da entidade, Sérgio Dante Zonta, trata-se de um número expressivo, embora ainda distante do recorde histórico do setor.

Mercado segue abaixo do pico histórico
O maior volume de vendas da história do mercado automotivo brasileiro foi registrado em 2012, quando os emplacamentos somaram 3,63 milhões de veículos. Mesmo com a recuperação gradual, a expectativa para 2026 ainda é cerca de 30% inferior a esse patamar.

Segundo Zonta, a principal limitação continua sendo o ambiente de juros elevados, que afeta diretamente o crédito e o poder de compra dos consumidores.

Desempenho forte em dezembro
Em dezembro, os emplacamentos de veículos alcançaram 267,1 mil unidades. O número representa alta de 17,6% em relação a novembro e crescimento de 9,6% na comparação com dezembro do ano anterior.

O desempenho mensal ajudou a sustentar o crescimento anual, mesmo em um cenário macroeconômico desafiador.

Salão do Automóvel teve impacto limitado
Na avaliação da Fenabrave, a realização do Salão do Automóvel, que voltou a ocorrer após sete anos de hiato, não teve influência significativa sobre as vendas.

O evento, realizado em novembro, registrou bom público, mas não foi suficiente para impulsionar os emplacamentos em um ano marcado por crédito restrito e taxas de juros elevadas, segundo o diretor executivo da entidade, Marcelo Franciulli.

Endividamento das famílias freia consumo
Embora a renda per capita esteja em crescimento no país, o alto nível de endividamento das famílias limita a decisão de compra de bens de maior valor, como automóveis.

Esse fator tem funcionado como um freio adicional à expansão mais acelerada do mercado.

Carro Sustentável deve estimular demanda
Como contrapeso, a Fenabrave avalia que o programa Carro Sustentável seguirá estimulando as vendas em 2026. A iniciativa prevê isenção de IPI para veículos com menor nível de emissões e preços mais acessíveis.

Segundo a economista e consultora da entidade, Tereza Fernandez, a expectativa é ampliar o programa para incluir veículos elétricos e híbridos de maior valor agregado, o que pode impulsionar novos segmentos do mercado.

FONTE: Estadão
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Estadão

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