Internacional

PIB dos EUA desacelera e inflação segue elevada, aponta OCDE

A OCDE revisou suas projeções para a economia dos Estados Unidos e passou a indicar uma desaceleração gradual do PIB dos EUA nos próximos anos, acompanhada por uma inflação ainda acima da meta. De acordo com relatório divulgado nesta quinta-feira, o crescimento econômico deve recuar de 2% em 2026 para 1,7% em 2027.

Crescimento perde força com impacto no consumo

Segundo a organização, o ritmo da economia norte-americana continuará sendo sustentado, em parte, pelos investimentos ligados à inteligência artificial, mas esses ganhos tendem a ser compensados pela desaceleração da renda real e pela redução nos gastos do consumidor.

Na atualização mais recente, a OCDE elevou a projeção de crescimento para 2026 em 0,3 ponto percentual, enquanto reduziu a estimativa para 2027 em 0,2 ponto, em comparação com o relatório anterior.

Inflação nos EUA segue pressionada

O cenário inflacionário também foi revisado. A projeção para a inflação nos EUA em 2026 subiu para 4,2%, um aumento de 1,2 ponto percentual. Já para 2027, a expectativa foi reduzida para 1,6%.

A OCDE destaca que a alta recente nos preços globais de energia e os riscos às cadeias de suprimentos contribuem para manter a inflação pressionada no curto prazo. Por outro lado, o encarecimento da energia pode estimular a expansão da produção doméstica, apesar das incertezas geopolíticas.

Tarifas e comércio influenciam cenário econômico

O relatório também aponta mudanças nas tarifas comerciais dos Estados Unidos. Desde meados de novembro, a taxa efetiva sobre importações caiu de 14% para 9,9%, o que pode ter impactos sobre o comércio exterior e a dinâmica de preços.

Juros devem permanecer estáveis até 2027

No campo da política monetária, a expectativa da OCDE é de que o Federal Reserve mantenha os juros nos EUA inalterados ao longo de 2026 e 2027.

A decisão reflete a combinação de inflação ainda elevada, especialmente nos núcleos inflacionários, e um crescimento econômico considerado resiliente, ainda que em desaceleração.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pixabay

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Economia

Dólar supera R$ 5,50 e acumula quarta alta seguida com ruídos políticos no Brasil

Moeda reage a cenário eleitoral e avança no mercado doméstico

O dólar voltou a ganhar força no mercado brasileiro nesta quarta-feira, registrando a quarta alta consecutiva e ultrapassando novamente o patamar de R$ 5,50. O movimento reflete o aumento das incertezas políticas ligadas às eleições presidenciais de 2026, especialmente diante da possível candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL), enquanto, no exterior, a moeda norte-americana também manteve valorização.

No encerramento do pregão, o dólar à vista avançou 1,07%, cotado a R$ 5,5223. Apesar da sequência recente de ganhos, a divisa ainda acumula queda de 10,63% no ano.

Dólar futuro tem leve alta na B3

Por volta das 17h07, o contrato de dólar futuro para janeiro, atualmente o mais negociado na B3, subia 0,13%, a R$ 5,5350, indicando manutenção do viés de cautela entre os investidores.

Pesquisa eleitoral amplia cautela dos investidores

Na véspera, o mercado já havia reagido a uma pesquisa Genial/Quaest, que apontou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em posição confortável na corrida presidencial frente a adversários da direita.

Em um dos cenários estimulados, Lula aparece com 41% das intenções de voto no primeiro turno, seguido por Flávio Bolsonaro, com 23%, e Tarcísio de Freitas, com 10%. O levantamento indica ainda vitória de Lula em todos os cenários de segundo turno.

Mercado avalia impacto da possível candidatura de Flávio Bolsonaro

A leitura predominante entre agentes financeiros é que uma eventual consolidação de Flávio Bolsonaro como nome da direita pode inviabilizar a candidatura de Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo e visto por parte do mercado como uma alternativa mais alinhada à agenda econômica liberal. Esse cenário tende a favorecer a reeleição de Lula, aumentando a aversão ao risco nos ativos brasileiros.

As preocupações ganharam força após informação divulgada pelo site Metrópoles, segundo a qual o senador Ciro Nogueira (PP-PI) teria indicado a investidores que Tarcísio deve buscar a reeleição em São Paulo, enquanto Flávio avançaria como candidato ao Planalto.

Ibovespa cai e juros futuros sobem

Durante a tarde, o dólar acompanhou a queda do Ibovespa e a alta expressiva das taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros). Às 13h51, a moeda atingiu a máxima intradiária de R$ 5,5320, com valorização de 1,24%.

Cenário externo também favorece o dólar

No mercado internacional, os investidores seguem atentos aos próximos passos da política monetária do Federal Reserve (Fed). Além disso, o dólar avançou frente à libra esterlina, diante da expectativa de corte de juros pelo Banco da Inglaterra.

No fim da tarde, o índice do dólar (DXY) — que mede o desempenho da moeda americana frente a uma cesta de seis divisas — subia 0,17%, aos 98,382 pontos.

Fonte: Com informações do mercado financeiro e agências internacionais.
Texto: Redação

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