Tecnologia

Xiaomi Robot: robô humanoide fará estreia oficial em Pequim

A Xiaomi confirmou que o Xiaomi Robot, seu robô humanoide, terá a primeira apresentação pública oficial durante a Conferência Mundial de Robótica de 2026, em Pequim. A informação foi divulgada por Lu Weibing, presidente da companhia, durante uma teleconferência sobre os resultados da empresa realizada na terça-feira (18).

O evento ocorre entre 19 e 23 de agosto e será a oportunidade para a fabricante demonstrar o funcionamento do robô humanoide da Xiaomi em condições próximas às aplicações do mundo real.

Xiaomi Robot mira o ambiente industrial

A estratégia inicial da Xiaomi é utilizar o robô em fábricas inteligentes, especialmente em atividades manuais e repetitivas. A expectativa é empregar a tecnologia para elevar a produtividade e a precisão de tarefas realizadas nas linhas de produção.

Com aproximadamente 1,7 metro de altura, o Xiaomi Robot foi desenvolvido em tamanho semelhante ao de um ser humano. A proposta é criar uma plataforma com maior capacidade de adaptação, tanto no aspecto físico quanto nos sistemas de inteligência artificial responsáveis por controlar seus movimentos.

A empresa pretende, dessa forma, permitir que o humanoide seja utilizado em diferentes ambientes e execute uma variedade maior de tarefas.

Robô atingiu 98% de sucesso em testes

O desempenho do Xiaomi Robot já foi avaliado em uma fábrica de automóveis da própria companhia. Durante um período de quatro meses de testes, descrito como uma espécie de estágio, o humanoide apresentou evolução significativa na instalação de porcas.

A taxa de sucesso da tarefa passou de 90,2% para 98%, segundo os resultados divulgados pela Xiaomi.

O robô também conseguiu trabalhar com peças flexíveis e componentes utilizados no acabamento interno dos veículos. Em períodos prolongados de operação, o equipamento manteve cerca de 90% de eficiência.

Os resultados indicam que a companhia pretende desenvolver o humanoide para atividades industriais que exigem repetição, precisão e funcionamento contínuo.

Xiaomi quer integrar robô a carros e casas inteligentes

Apesar do foco inicial na indústria automotiva, o projeto não deve ficar restrito às fábricas.

Lu Weibing afirmou que o Xiaomi Robot fará parte do conceito de “pessoas, carros e casa”, estratégia que busca conectar diferentes produtos e serviços do ecossistema da empresa.

No futuro, a tecnologia dos robôs humanoides poderá ser integrada a veículos autônomos e sistemas de automação residencial. A ideia é criar uma rede de dispositivos capazes de interagir e prestar assistência de maneira conectada.

Preço do Xiaomi Robot ainda não foi revelado

A Xiaomi ainda não informou quanto deverá custar uma versão comercial do Xiaomi Robot. Diante da complexidade tecnológica envolvida no desenvolvimento do humanoide, a expectativa é de que o preço possa ficar na faixa de dezenas de milhares de yuans.

A chegada de uma versão destinada ao uso doméstico, porém, pode levar mais tempo.

Neste primeiro momento, a estratégia da Xiaomi indica uma prioridade para o uso industrial de robôs humanoides, permitindo que a companhia avance no desenvolvimento e na aplicação da tecnologia antes de ampliar sua utilização para o cotidiano dos consumidores.

FONTE: Tudo Celular
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Tudo Celular

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Tecnologia

China acelera digitalização da manufatura com IA, 5G e fábricas inteligentes

A China vem ampliando de forma acelerada a digitalização da manufatura, apostando em inteligência artificial (IA), redes 5G e fábricas inteligentes para modernizar suas linhas de produção. A estratégia busca elevar a eficiência operacional, reduzir custos e fortalecer a competitividade da indústria em escala global.

Empresas industriais têm adotado equipamentos autônomos, migrado dados para a computação em nuvem e estruturado clusters industriais inteligentes, promovendo maior integração entre tecnologia e produção.

Milhares de fábricas inteligentes já estão em operação

Dados oficiais indicam que, em 2025, o país já contava com mais de 7 mil fábricas inteligentes de nível avançado e mais de 500 classificadas como de nível excelente. O avanço também se reflete na conectividade industrial, com mais de 20 mil projetos de redes privadas 5G e cerca de 8 mil fábricas conectadas ao 5G.

O ecossistema industrial chinês reúne ainda mais de 600 mil pequenas e médias empresas inovadoras, 504 mil companhias de alta tecnologia, 140 mil PMEs especializadas e diferenciadas, além de 17,6 mil “pequenas gigantes” e 1.862 campeãs individuais da manufatura.

IA fortalece cadeias produtivas e inovação

Para Du Chuanzhong, diretor do Instituto de Economia Industrial da Universidade de Nankai, a integração da IA à manufatura eleva o nível de digitalização e amplia a resiliência das cadeias industriais e de suprimentos. Segundo ele, a tecnologia estimula novos modelos produtivos e contribui diretamente para o crescimento econômico.

Política pública acelera a indústria inteligente

O governo chinês lançou o documento “Opiniões sobre a Implementação da Ação Especial ‘Inteligência Artificial + Manufatura’”, que define duas frentes principais. A primeira prioriza a industrialização da inteligência, fortalecendo a oferta tecnológica. A segunda amplia o uso da IA nas fábricas, acelerando a inteligência da indústria.

O objetivo é consolidar o ecossistema industrial, integrar inovação científica e produtiva e promover um desenvolvimento inteligente, verde e integrado da manufatura.

Casos práticos mostram ganhos expressivos

Em Qingdao (Shandong), uma fábrica de equipamentos adotou AGVs, sistemas de inspeção visual por IA e sensores em tempo real. O índice de precisão na identificação de defeitos chegou a 99,7%, enquanto a manutenção preditiva antecipa falhas com até 72 horas, elevando a eficiência global dos equipamentos para mais de 85%.

Já em Mianyang (Sichuan), um parque de manufatura inteligente de robôs opera veículos autônomos sob um sistema integrado de “um cérebro, múltiplos controles”, reduzindo custos e melhorando a gestão. A plataforma em nuvem desenvolvida localmente conecta drones, robôs quadrúpedes e equipamentos autônomos.

Digitalização melhora produtividade e reduz desperdícios

Em Shenyang (Liaoning), uma fabricante de equipamentos passou a utilizar guindastes automatizados, máquinas CNC e painéis digitais de monitoramento. Após a transformação digital, a eficiência no processamento de componentes centrais aumentou 28,2%, além da economia anual de 1,9 milhão de desenhos técnicos.

Em Nanjing (Jiangsu), uma empresa de equipamentos de comunicação sem fio implementou AGVs, braços robóticos com câmeras de IA e redes privadas 5G. O sistema elevou a eficiência produtiva em 42% e reduziu a taxa de defeitos em 47%, apoiando mais de mil empresas dos setores eletrônico, mineral e siderúrgico.

Manufatura digital amplia serviços e modelos de negócio

Segundo Yang Gangqiang, professor associado da Universidade de Wuhan, a digitalização expande a manufatura para o setor de serviços inteligentes, com modelos baseados em plataformas digitais e soluções modulares, especialmente voltadas às PMEs.

Desafios incluem custos e formação de talentos

Apesar dos avanços, Du Chuanzhong alerta que os investimentos iniciais podem pressionar o caixa das pequenas e médias empresas. Ele defende subsídios governamentais, fundos específicos para digitalização, fortalecimento do ecossistema de serviços e a formação de profissionais que combinem conhecimento tecnológico, gestão e operação industrial.

FONTE: China 2 Brazil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Xinhua

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