Comércio Exterior

EUA retiram tarifas agrícolas, mas Brasil segue em desvantagem

A decisão dos Estados Unidos de suspender as tarifas recíprocas de 10% para 238 itens agrícolas deve favorecer outros países exportadores, enquanto o Brasil permanece com desvantagem competitiva. A avaliação é da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que lembra que os produtos brasileiros continuam enfrentando uma sobretaxa de 40% no mercado americano, mesmo após o anúncio da Casa Branca.

Para o presidente da entidade, Ricardo Alban, a revisão parcial não muda a realidade atual. Segundo ele, países não afetados pela sobretaxa tendem a ampliar suas vendas aos EUA. Alban defende que o Brasil busque rapidamente um acordo para restabelecer condições mais equilibradas de competição em seu principal destino de exportações industriais.

Produtos beneficiados e limitações do recuo
Uma análise preliminar feita pela CNI indica que a retirada da tarifa de 10% se aplica a 80 produtos brasileiros, entre os 238 listados pelos EUA. Entre os beneficiados estão carne bovina, tomates, café, bananas e outros itens do agronegócio. No entanto, apenas quatro produtos – três tipos de suco de laranja e castanha-do-pará – ficarão totalmente livres de tarifas.

Os demais 76 itens, incluindo setores nos quais o Brasil possui forte presença internacional, como carne bovina e café não torrado, continuarão sujeitos à tarifa de 40% para entrar no mercado americano. Em 2024, as exportações desses 80 produtos somaram US$ 4,6 bilhões, cerca de 11% do total enviado pelo Brasil aos Estados Unidos.

FIEMG vê avanço tímido e impacto ainda incerto
A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) reconhece que o gesto dos EUA representa um avanço, mas ressalta que seus efeitos são limitados para os exportadores brasileiros. A entidade destaca que persistem dúvidas relevantes sobre a manutenção da sobretaxa de 40%, que continua prejudicando segmentos como carnes e café, fundamentais para a competitividade industrial mineira.

Para o presidente da FIEMG, Flávio Roscoe, o movimento americano demonstra disposição ao diálogo, mas ainda está longe de garantir condições adequadas de concorrência. Ele defende que as negociações avancem para eliminar barreiras adicionais e recuperar a competitividade dos produtos brasileiros no mercado dos EUA.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM:  Alex Wong/Getty Images

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Internacional

Acordo Argentina–EUA acende alerta sobre futuro do Mercosul, aponta FIESC

O novo acordo comercial entre Argentina e Estados Unidos levantou preocupações entre representantes da indústria brasileira. Para a Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), o gesto do governo argentino sinaliza um enfraquecimento do compromisso do país com o Mercosul, especialmente por ter sido anunciado de forma unilateral. A entidade acompanha os próximos passos e teme reflexos diretos nas tratativas entre o bloco e a União Europeia, negociadas há cerca de duas décadas.

O presidente da federação, Mario Cezar de Aguiar Seleme, avalia que o movimento argentino pode indicar uma saída iminente do bloco. Segundo ele, ainda não está claro como Brasil, Paraguai e Uruguai vão responder ao episódio ou se haverá impacto no andamento do acordo Mercosul–UE.

Preferência aos produtos norte-americanos
A presidente da Câmara de Comércio Exterior da FIESC, Maria Teresa Bustamante, chama atenção para detalhes publicados pelos dois governos. Os documentos oficiais mostram que a Argentina promete dar preferência a itens produzidos nos EUA em setores estratégicos. Isso poderia afetar diretamente as exportações brasileiras nesses nichos.

Entre os produtos citados pela Casa Branca estão medicamentos, produtos químicos, máquinas, tecnologia da informação, dispositivos médicos, veículos — com destaque para camionetes — e produtos agrícolas.

Bustamante alerta que, em áreas onde o Brasil compete com a Argentina pelo mercado americano, a indústria brasileira tende a perder terreno. Isso porque os produtos argentinos poderão chegar aos EUA com tarifas menores, reduzindo a competitividade das empresas brasileiras.

Redução de barreiras e novos padrões
O acordo firmado também prevê eliminar ou reduzir barreiras não tarifárias, como licenças de importação. Outro ponto relevante é a autorização para que empresas dos Estados Unidos usem seus próprios padrões técnicos — ou normas internacionais — na exportação de produtos, sem exigências extras de conformidade ao mercado argentino.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Visit Buenos Aires

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Portos

Porto de Itajaí fortalece relações com países árabes após visita da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira

O Porto de Itajaí recebeu a Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, entidade que representa os 22 países da Liga Árabe e atua na promoção de oportunidades comerciais. A reunião, realizada na sede da Superintendência, inaugura uma relação institucional voltada a expandir as exportações catarinenses e fortalecer o comércio exterior entre Santa Catarina e mercados árabes.

Setores com maior potencial de expansão

Durante o encontro, foram apresentadas possibilidades de ações conjuntas para abertura de novos mercados, com destaque para produtos de grande aderência ao consumo árabe. Entre os segmentos citados pela Câmara Árabe, estão carnes e proteína animal, com forte demanda no Oriente Médio; madeira e móveis; alimentos e bebidas processadas, inclusive itens com potencial de certificação Halal; além dos setores de têxteis e vestuário, tradicionais em Santa Catarina, e produtos químicos, cosméticos e higiene pessoal, em expansão nos países do Golfo.

A entidade também apresentou o cenário logístico e comercial da região árabe, reforçando o interesse em ampliar parcerias que conectem empresas catarinenses aos mercados do Oriente Médio e do Norte da África.

Participantes destacam potencial da cooperação

Representando o Porto de Itajaí, participaram da reunião o superintendente João Paulo Tavares Bastos Gama, o chefe de gabinete Artur Antunes Pereira e o assessor executivo Marcelo Peres. Pela Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, estiveram presentes o secretário-geral Mohamad Orra Mourad e a representante das Relações Internacionais e Governamentais, Elaine Prates.

Porto de Itajaí amplia papel no desenvolvimento catarinense

A aproximação reforça o protagonismo do Porto de Itajaí como um dos principais motores econômicos do Estado e abre espaço para novas rodadas de negócios, missões comerciais e iniciativas integradas. A expectativa é ampliar a presença de produtos catarinenses no mercado árabe, considerado um dos mais dinâmicos e estratégicos do cenário global.

FONTE: Porto de Itajaí
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Porto de Itajaí

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Exportação

Brasil perde US$ 700 milhões em vendas de carne para os EUA: entenda o impacto

As exportações brasileiras de carne bovina fecharam outubro com faturamento de US$ 1,897 bilhão, avanço de 37,4% na comparação com outubro de 2024. O volume embarcado também cresceu: foram 360,28 mil toneladas, alta de 12,8%. Mesmo com a perda estimada de US$ 700 milhões entre agosto e outubro nas vendas para os Estados Unidos, outros mercados compensaram a queda.

Segundo a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), que analisa dados da Secex/MDIC, os números incluem carne bovina in natura, industrializada, miudezas comestíveis, sebo bovino e demais subprodutos da cadeia.

Receita recorde no acumulado do ano

De janeiro a outubro, o Brasil registrou recorde histórico de receita: US$ 14,655 bilhões, um crescimento de 36% sobre o mesmo período do ano anterior. O volume exportado também atingiu marca inédita, chegando a 3,148 milhões de toneladas, aumento de 18%.

Queda forte nas vendas aos Estados Unidos

Embora seja o segundo maior comprador da carne brasileira, os Estados Unidos reduziram as importações após o tarifaço. Em outubro, as compras de carne bovina in natura recuaram 54%, somando US$ 58 milhões. A carne industrializada caiu 20,3% (US$ 24,9 milhões), enquanto sebo e gorduras bovinas despencaram 70,4% (US$ 5,7 milhões).

No acumulado de janeiro a outubro, porém, ainda há avanço: as vendas totais de produtos bovinos para os EUA cresceram 40,4%, atingindo US$ 1,796 bilhão — reflexo do ritmo forte antes da aplicação das tarifas.

Entre agosto e outubro, período em que as tarifas estiveram válidas, as exportações para o mercado norte-americano caíram 36,4%, resultando na perda de aproximadamente US$ 700 milhões.

A Abrafrigo avalia que, apesar de o aumento das vendas para outros países ter compensado o prejuízo, o Brasil poderia ter registrado desempenho ainda maior sem as tarifas impostas por Washington.

China mantém liderança e UE amplia compras

A China segue como principal destino da carne bovina brasileira. De janeiro a outubro de 2025, o país asiático gerou US$ 7,060 bilhões em receita e importou 1,323 milhão de toneladas, altas de 45,8% e 21,4%, respectivamente.

A União Europeia, tratada como mercado único, foi o segundo maior destino em outubro, com crescimento de 112% em relação ao mesmo mês do ano anterior. O faturamento atingiu US$ 140 milhões. No acumulado do ano, as compras do bloco somaram US$ 815,9 milhões, avanço de 70,2%. O preço médio da carne bovina in natura enviada à região chegou a US$ 8.362 por tonelada.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Amanda Perobelli

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Portos

TCP registra recorde histórico de movimentação de contêineres em outubro

A TCP, administradora do Terminal de Contêineres de Paranaguá, encerrou outubro com o maior volume mensal já movimentado: 148.690 TEUs. O resultado supera o recorde anterior, obtido em setembro, e reflete o avanço das exportações de cargas refrigeradas, especialmente os embarques de carne bovina e frango, que consolidam o terminal como o principal corredor de proteína animal do país.

Em outubro, 13.817 contêineres refrigerados passaram pelo terminal — o terceiro maior volume já registrado pela TCP — reforçando a expansão contínua do segmento ao longo de 2025.

Exportações de proteína impulsionam crescimento

De janeiro a outubro, os embarques de carne bovina atingiram 29.966 boxes, equivalentes a 59.766 TEUs e 838 mil toneladas, crescimento de cerca de 50% frente ao mesmo período de 2024. O desempenho de outubro soma-se aos recordes registrados ao longo de 2025, incluindo as marcas históricas de março, maio e setembro.

O avanço supera também a média nacional. Dados da ABIEC mostram que as exportações brasileiras de carne bovina cresceram 16,6% no período, totalizando 2,79 milhões de toneladas. Cerca de 30% desse volume passou pela TCP, evidenciando sua relevância logística.

Eficiência operacional e infraestrutura como diferenciais

Para Giovanni Guidolim, gerente comercial, de logística e atendimento da TCP, o crescimento contínuo é resultado da combinação entre capacidade operacional, integração logística e qualidade no atendimento às exportações. Ele destaca que as cargas refrigeradas seguem como um dos principais motores da movimentação no terminal.

A TCP possui o maior pátio reefer da América do Sul, com 5.268 tomadas para contêineres refrigerados, capazes de atender grandes volumes que exigem controle rigoroso de temperatura. Outro diferencial é a conexão ferroviária direta à área alfandegada, exclusiva no Sul do Brasil, que amplia a eficiência no escoamento de cargas vindas do interior.

Investimentos sustentam avanço das operações

Guidolim ressalta que o desempenho de outubro confirma a efetividade dos investimentos recentes em infraestrutura, automação e energia, reforçando o compromisso da TCP com eficiência e sustentabilidade. Segundo ele, o terminal está preparado para acompanhar o ritmo crescente das exportações brasileiras nos próximos anos.

FONTE: TCP
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/TCP

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Comércio Exterior

Mato Grosso apresenta rastreabilidade da carne ao mercado chinês

O programa Passaporte Verde, iniciativa do governo de Mato Grosso que acompanha o desempenho socioambiental do rebanho bovino e bubalino, foi apresentado a autoridades e empresários da China durante uma conferência internacional realizada em 10 e 11 de novembro, em Yangxin, na província de Shandong. O objetivo é atender às exigências de mercados rigorosos e ampliar o envio da carne mato-grossense ao país asiático, hoje principal destino das exportações do estado.

A participação do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac) no Beef Trade Cooperation and Development Conference 2025 destacou os avanços regionais em rastreabilidade e sustentabilidade. O encontro reuniu representantes da cadeia da carne dos dois países e abriu espaço para acordos e parcerias comerciais.

Segundo Bruno de Jesus Andrade, diretor de Projetos do Imac, o programa reforça a confiança internacional na pecuária local. “O Passaporte Verde fortalece a reputação positiva da carne de Mato Grosso, mostrando que seguimos as normas ambientais. Também oferece a chance de produtores com pendências se regularizarem e retornarem ao mercado formal”, afirma.

Cooperação técnica entre Brasil e China

Durante a conferência, a comitiva do Imac participou de reuniões com importadores e produtores chineses, além de um encontro com o vice-presidente da China Meat Association (CMA). A agenda discutiu o plano de trabalho previsto no memorando de entendimento firmado entre as instituições em setembro.

O acordo inclui ações de intercâmbio técnico, missões comerciais e atividades voltadas à conscientização de exportadores e importadores sobre boas práticas de sustentabilidade, alinhadas às legislações brasileira e chinesa.

Bruno Andrade adianta que a colaboração deve se intensificar nos próximos anos. “Com essa cooperação, realizaremos visitas técnicas e seminários para apresentar aos importadores chineses a sustentabilidade da produção mato-grossense. Em 2026, teremos uma série de eventos conjuntos, com foco na expansão desse mercado que já recebe tão bem nossos produtos”, destaca.

FONTE: Mato Grosso Canal Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Imac

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Internacional

Estados Unidos e Argentina anunciaram o acordo comercial e de investimento: os detalhes

Os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da Argentina, Javier Milei, anunciaram a criação de um Marco para um Acordo sobre Comércio e Investimento Recíprocos, com o objetivo de fortalecer a relação econômica bilateral, estimular a abertura de mercados e promover a cooperação em áreas estratégicas.

O acordo busca estabelecer condições claras, estáveis e baseadas em regras para o comércio e os investimentos entre os dois países, apoiando-se nas reformas que a Argentina já colocou em prática para modernizar sua economia. A iniciativa inclui benefícios tarifários, abertura de mercados agrícolas e industriais, padrões regulatórios comuns, proteção da propriedade intelectual e cooperação em áreas como trabalho, meio ambiente e comércio digital.

Entre os principais pontos, destaca-se que a Argentina oferecerá acesso preferencial a produtos dos EUA, como medicamentos, máquinas, tecnologias da informação e produtos agrícolas. Por sua vez, os Estados Unidos eliminarão tarifas para certos recursos naturais argentinos e para medicamentos não patenteados, e levarão em conta o impacto do acordo ao aplicar medidas comerciais relacionadas à segurança nacional.

No setor agrícola, ambos os países se comprometeram a melhorar as condições de acesso aos mercados de carne bovina e de aves, além de facilitar o comércio de produtos como miudezas, carne suína e laticínios. Também foi acordado não restringir o uso de determinados termos relacionados a carne e produtos lácteos.

Eliminação de barreiras

O documento destaca que a Argentina eliminará barreiras não tarifárias, como licenças de importação e formalidades consulares, e se comprometeu a desmantelar gradualmente o imposto estatístico sobre produtos dos EUA. Além disso, passará a se alinhar a padrões internacionais em vários setores e reconhecerá certificações de órgãos norte-americanos como a FDA.

Em relação à propriedade intelectual, a Argentina avançará no combate à falsificação e à pirataria e trabalhará para alinhar sua legislação a padrões internacionais, atendendo observações feitas no Relatório Especial 301 do governo dos EUA.

O acordo também inclui compromissos para proibir a importação de bens produzidos com trabalho forçado, combater o desmatamento ilegal, promover o uso eficiente de recursos e aplicar normas internacionais sobre subsídios à pesca.

Os dois países concordaram em cooperar em segurança econômica para enfrentar práticas comerciais distorcivas de terceiros países, alinhar políticas de controle de exportações, investimentos e evasão tarifária, e fortalecer o comércio de minerais críticos. Além disso, a Argentina revisará o papel de suas empresas estatais e os subsídios industriais.

No que diz respeito ao comércio digital, será criado um marco legal que facilite a transferência transfronteiriça de dados pessoais com os EUA, evitando discriminações contra serviços digitais norte-americanos e reconhecendo a validade de assinaturas eletrônicas emitidas sob a legislação dos EUA.

Estados Unidos e Argentina trabalharão para concluir o texto final do acordo e cumprir os procedimentos internos necessários para sua entrada em vigor. Também se comprometeram a supervisionar sua implementação por meio do marco do Acordo TIFA e do Fórum de Inovação e Criatividade para o Desenvolvimento Econômico.

FONTE: Comercio y Justicia
IMAGEM: Reprodução/Comercio y Justicia

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Exportação

Plano de socorro às empresas já libera R$ 7,1 bilhões em crédito contra o tarifaço

O Plano Brasil Soberano, criado para reduzir os impactos do tarifaço sobre o setor produtivo, já soma 517 operações de crédito desde sua implementação. O montante liberado alcança R$ 7,1 bilhões, sendo R$ 4 bilhões destinados à diversificação de mercados e R$ 3,1 bilhões ao capital de giro tradicional.

Os números constam no boletim Macrofiscal da Secretaria de Política Econômica (SPE), divulgado pelo Ministério da Fazenda no dia 13.

Indústria concentra maior parte dos recursos

Desde o início do programa, 126 grandes empresas e 391 médias, pequenas e microempresas foram beneficiadas. A indústria de transformação lidera a contratação, com R$ 5,9 bilhões. Em seguida aparecem os setores de comércio e serviços (R$ 0,8 bilhão), agropecuária (R$ 0,4 bilhão) e indústria extrativa (R$ 100 milhões).

O plano é estruturado em três frentes: fortalecimento do setor produtivo, proteção aos trabalhadores e diplomacia comercial articulada ao multilateralismo.

Medidas incluem crédito facilitado e prorrogação de prazos

Para apoiar empresas afetadas, o governo reservou R$ 30 bilhões do Fundo Garantidor de Exportações, garantindo acesso a financiamentos com taxas reduzidas. Outra medida é a prorrogação, por mais um ano, do prazo para exportação de produtos cujos insumos foram adquiridos com benefícios do regime de drawback.

Tarifas dos EUA derrubam exportações brasileiras

O Ministério da Fazenda aponta que as tarifas adicionais impostas pelos Estados Unidos desde agosto já provocam retração nas vendas externas brasileiras. De agosto a outubro, as exportações para o mercado norte-americano diminuíram US$ 2,5 bilhões, queda de 24,9% em relação ao mesmo período de 2023.

A retração se intensificou ao longo dos meses: -16,5% em agosto, -19,4% em setembro e -37,9% em outubro. Entre os produtos mais afetados estão:

  • Petróleo bruto: -US$ 404 milhões (-30,3%);
  • Carne bovina congelada: -US$ 165,2 milhões (-60,5%);
  • Celulose de eucalipto: -US$ 126 milhões (-33%);
  • Ferro bruto: -US$ 119 milhões (-27,8%);
  • Açúcar refinado de cana: -US$ 111 milhões (-91,6%).

Superávit comercial é mantido apesar da pressão

Mesmo com o impacto das tarifas, as exportações totais brasileiras continuam avançando. Em outubro, a balança comercial registrou superávit de US$ 7 bilhões, reforçando a resiliência do comércio exterior nacional.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

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Comércio Internacional

Alertam que certificados ambientais se tornam novo requisito nos negócios internacionais

As regras do comércio global estão mudando. Cada vez mais, os acordos internacionais e os consumidores exigem que as empresas comprovem seu compromisso ambiental. Os selos verdes, certificações e critérios de sustentabilidade deixaram de ser opcionais e tornaram-se condições de acesso aos mercados mais competitivos. Nesse cenário, surgem desafios para a Argentina — especialmente para as pequenas e médias empresas (PMEs) — na adaptação às novas exigências ambientais impostas pelo comércio internacional.

Para compreender esse processo, o portal serindustria.com.ar entrevistou Adriana H. Narváez, doutora em Relações Internacionais e reitora do Instituto de Capacitação Aduaneira. Com mestrado pela Universidade Paris I Panthéon Sorbonne e experiência em fóruns da Organização Mundial do Comércio (OMC), Narváez também lidera projetos de pesquisa no Ministério da Educação, Ciência e Tecnologia da Argentina.

A especialista destacou que a sustentabilidade se tornou um elemento essencial da competitividade global. Segundo ela, os selos e certificações ambientais estão se transformando em novas barreiras não tarifárias, especialmente em mercados como União Europeia e Japão. Narváez também observou que muitas PMEs argentinas ainda reagem às exigências externas de sustentabilidade apenas quando enfrentam demandas concretas, em vez de adotar essas práticas de forma estratégica.

Ela analisou ainda o impacto do acordo Mercosul-União Europeia, a necessidade de maior divulgação e incentivos governamentais para estimular a certificação ambiental e o cambio geracional na formação dos novos profissionais de comércio exterior.

Narváez ressaltou que, embora existam programas e linhas de crédito voltados à certificação e à sustentabilidade, a falta de divulgação é o principal obstáculo para que as empresas — especialmente as PMEs — tenham acesso a essas oportunidades. Também explicou que as certificações ambientais, longe de representarem um custo, são investimentos estratégicos que aumentam a rentabilidade e a competitividade das empresas no médio e longo prazo.

A especialista concluiu que, à medida que o mundo avança rumo a economias de baixo carbono, a Argentina tem o potencial de se adaptar e competir globalmente, desde que invista na capacitação de suas empresas e na adoção de padrões ambientais internacionais. Segundo ela, “mais cedo ou mais tarde, essa transição será inevitável — e quem se antecipar sairá na frente”.

FONTE: Ser Industria
IMAGEM: Reprodução/Ser Industria

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Exportação

Stellantis inicia exportações da picape Rampage para a Europa a partir de 2026

A Stellantis confirmou que começará a exportar a picape Rampage para a Europa em 2026, marcando um passo importante na expansão global da montadora. O modelo será o primeiro veículo da marca Ram desenvolvido e produzido fora da América do Norte, reforçando o compromisso da empresa em oferecer produtos inovadores e adaptados às exigências de diferentes mercados.

Produção brasileira e engenharia sul-americana

Fabricada no Polo Automotivo de Goiana (PE), a Rampage foi criada integralmente pela equipe de engenharia e design da Stellantis na América do Sul. O projeto envolveu mais de 800 engenheiros e técnicos, com foco em desenvolver uma picape robusta, tecnológica e versátil — características ideais para as condições da região. O resultado é um produto que evidencia a capacidade de inovação da engenharia sul-americana e posiciona o Brasil como um polo estratégico para o desenvolvimento de veículos globais.

Sucesso no mercado brasileiro

Desde seu lançamento em 2023, a Rampage rapidamente se consolidou como referência entre as picapes intermediárias premium. Com design sofisticado, desempenho de alto nível e amplo pacote tecnológico, o modelo já ultrapassou 50 mil unidades vendidas e recebeu 27 prêmios da imprensa especializada, tornando-se um dos veículos mais premiados da categoria no Brasil.

Projetada para consumidores que buscam versatilidade, conforto e potência, a Rampage combina a dirigibilidade de um SUV com a força tradicional da marca Ram, redefinindo o segmento de picapes intermediárias na América Latina.

Expansão global e reconhecimento da engenharia brasileira

Para Herlander Zola, presidente da Stellantis na América do Sul, a exportação da Rampage representa um marco histórico:

“É o reconhecimento da nossa capacidade de desenvolver e produzir veículos com padrão global de qualidade, tecnologia e design. A Rampage simboliza a força da nossa engenharia e o talento das nossas equipes.”

Matias Merino, vice-presidente de Supply Chain da Stellantis na região, destacou que o movimento reforça a competitividade da engenharia brasileira:

“A Rampage conecta inovação e desenvolvimento industrial. Ofereceremos ao público europeu uma picape premium que une performance, versatilidade e estilo de vida urbano.”

Versões e tecnologia de ponta

Na Europa, a Rampage será comercializada em duas versões: Rebel, equipada com motor 2.2 Turbodiesel de 200 cv e 45,9 kgfm, e R/T, com motor 2.0 Hurricane 4 Turbo a gasolina, de 272 cv e 40,8 kgfm.

O modelo traz ainda o pacote completo de tecnologias de assistência à condução (ADAS Nível 2), incluindo alerta de colisão com frenagem autônoma, detecção de pedestres e ciclistas, assistente de permanência em faixa, monitoramento de ponto cego e faróis automáticos.

São sete airbags e recursos de conforto como partida remota, retrovisores elétricos rebatíveis e sensores de chuva e luminosidade, consolidando o padrão de segurança e sofisticação da marca.

FONTE: Stellantis
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Stellantis

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