Exportação

Exportações de maçã do RS para a União Europeia crescem 70%

As exportações de maçã do Rio Grande do Sul para a União Europeia registraram crescimento de 70% em valor e volume no período analisado, alcançando US$ 7,658 milhões em receita e 7.460 toneladas embarcadas. O resultado acompanha a recuperação da produção brasileira após quatro anos de safras reduzidas e os efeitos da redução de tarifas comerciais entre os dois blocos.

No mercado europeu, os embarques gaúchos ganharam espaço, embora o avanço das vendas esteja relacionado principalmente à maior disponibilidade de frutas no Brasil, segundo representantes do setor.

Exportações brasileiras de maçã avançam em 2026

O Brasil ampliou as vendas externas de maçã para a Europa em relação a 2025. A receita cresceu 111%, passando de US$ 7,5 milhões para US$ 15,832 milhões. Já o volume exportado aumentou 104%, de aproximadamente 7,3 mil para 14,940 mil toneladas.

O Rio Grande do Sul respondeu por US$ 9,427 milhões, equivalentes a 59,54% do faturamento total, e por 9.161 toneladas, o que representa 61,31% do volume comercializado.

Na comparação com 2024, a participação gaúcha havia sido ainda mais expressiva em 2025, quando o estado concentrou 83% das toneladas exportadas e 85% da receita obtida com os embarques brasileiros para o continente.

Considerando especificamente a União Europeia, sem incluir Reino Unido e Rússia, as exportações do Rio Grande do Sul cresceram 70%, atingindo US$ 7,658 milhões e 7.460 toneladas.

Acordo entre Mercosul e União Europeia favorece o comércio

A redução das tarifas de importação contribuiu para ampliar a competitividade da maçã brasileira no mercado europeu. Segundo Rafael de Oliveira, vice-presidente de Comercialização da Associação Gaúcha dos Produtores de Maçã (Agapomi) e diretor comercial da Castelo Representações Comerciais, a retirada dos impostos, que giravam em torno de 10%, facilitou as operações.

Apesar disso, o dirigente destaca que o principal fator para o crescimento foi a recuperação da oferta nacional.

De acordo com Oliveira, o aumento dos embarques para a Europa está ligado sobretudo à retomada da produção brasileira em níveis normais, depois de quatro anos marcados por safras menores.

Perspectivas positivas para a safra de 2027

Os dados consolidados até agosto não devem sofrer alterações significativas até o fim do ano, uma vez que os embarques brasileiros já foram encerrados para o período analisado, enquanto os produtores europeus estão em plena colheita.

Para o próximo ciclo, as expectativas do setor são favoráveis. A quebra de safra europeia na variedade Gala, uma das principais maçãs cultivadas no Brasil, pode abrir espaço para ampliar as exportações nacionais.

A perspectiva de uma boa produção brasileira também contribui para o otimismo. No entanto, o volume efetivamente colhido dependerá das condições climáticas, especialmente das chuvas previstas para outubro e novembro.

O comportamento do clima será determinante para avaliar o tamanho da próxima safra e a capacidade do país de atender à demanda internacional.

Exigências fitossanitárias continuam sendo um desafio

Mesmo com a perspectiva de crescimento, o acesso ao mercado europeu exige atenção rigorosa às normas de segurança alimentar e aos limites de resíduos de defensivos agrícolas.

Representantes do setor ressaltam que as regras fitossanitárias permanecem rigorosas, impondo desafios aos produtores brasileiros. As diferenças climáticas ajudam a explicar parte dessa dificuldade: na Europa, o menor volume de chuvas tende a reduzir a incidência de determinadas pragas e, consequentemente, a necessidade de tratamentos nos pomares.

Além disso, os limites de resíduos exigidos pelo bloco europeu podem ser difíceis de alcançar até mesmo nas condições de produção locais.

Embora seja um destino relevante para a maçã brasileira, a Europa não ocupa atualmente a posição de principal mercado comprador do país.

Brasil amplia exportações e Rio Grande do Sul mantém protagonismo

No conjunto dos mercados internacionais, o Brasil exportou aproximadamente 50 mil toneladas de maçã no período mencionado. O volume representa um aumento de quase 500% em relação ao ano anterior e de cerca de 350% frente à média dos quatro anos anteriores.

O desempenho remete à safra de 2021, quando o país embarcou aproximadamente 100 mil toneladas e obteve US$ 73 milhões em receita. Naquele ano, o Rio Grande do Sul respondeu por 82% do volume exportado.

Na temporada atual, os produtores gaúchos foram responsáveis por cerca de 76% das exportações brasileiras de maçã, reforçando a importância do estado para a fruticultura nacional.

Apesar dos resultados positivos, o setor avalia que o país poderia ter embarcado volumes maiores. O atraso na colheita e os impactos da guerra no Oriente Médio limitaram as operações comerciais.

Índia, Bangladesh e Arábia Saudita concentram aproximadamente 70% dos embarques brasileiros, evidenciando a importância dos mercados asiático e do Oriente Médio para o escoamento da produção.

Para a próxima safra, a expectativa dos representantes do setor é dobrar o volume exportado em 2026. O objetivo dependerá do desempenho da produção nacional, das condições climáticas e das oportunidades comerciais no exterior.

Atualmente, o Rio Grande do Sul responde por cerca de 48% da produção brasileira de maçãs, consolidando sua posição estratégica no setor.

FONTE: Correio do Povo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gilmar Ribeiro Nachtigall / Embrapa Uva e Vinho / Divulgação / CP

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Exportação

Exportação de maçã cresce em 2026 e impulsiona recuperação do setor brasileiro

A exportação de maçã brasileira apresentou forte recuperação nos primeiros meses de 2026, refletindo o aumento da produção e a melhora na qualidade da fruta. Após uma safra anterior marcada por menor produtividade e redução dos embarques, o setor volta a ganhar fôlego no mercado internacional.

Os resultados positivos observados ao longo do primeiro semestre reforçam as perspectivas de uma balança comercial mais equilibrada para a cadeia produtiva da maçã neste ano.

Produção maior favorece avanço das exportações

Durante a safra 2024/25, o desempenho das exportações foi afetado pela menor oferta de frutas, consequência de uma produtividade abaixo do esperado. Já na safra 2025/26, o cenário mudou com a recuperação dos pomares e o aumento dos volumes produzidos.

Esse crescimento da oferta tem permitido ao Brasil ampliar sua presença nos mercados internacionais e atender à demanda de importantes compradores da fruta.

Embarques triplicam nos cinco primeiros meses do ano

Dados do Comex Stat mostram que o Brasil exportou cerca de 38 mil toneladas de maçãs entre janeiro e maio de 2026. O volume é três vezes superior ao registrado no mesmo período do ano anterior.

O desempenho também se refletiu na receita gerada pelas vendas externas. Os embarques renderam aproximadamente US$ 39,64 milhões FOB, resultado que representa um avanço de 222% em comparação aos cinco primeiros meses de 2025.

Qualidade da fruta fortalece competitividade

Além da recuperação produtiva, a melhora da qualidade das maçãs brasileiras tem sido um fator importante para o crescimento das exportações.

Com frutas de melhor padrão, os exportadores ampliaram sua competitividade em mercados estratégicos e fortaleceram o posicionamento do produto brasileiro no comércio internacional.

Índia, Arábia Saudita e Rússia lideram compras

Entre os principais destinos da maçã brasileira, destacam-se a Índia, a Arábia Saudita e a Rússia.

Juntos, esses três mercados responderam por cerca de 76% do total exportado pelo Brasil no período, consolidando-se como os principais compradores da fruta nacional.

Estoques elevados sustentam perspectivas positivas

O setor mantém uma expectativa favorável para os próximos meses. Com ampla disponibilidade de frutas armazenadas no mercado interno, a tendência é de continuidade do atual ritmo de embarques ao exterior.

Caso esse cenário se confirme, a exportação de maçãs deverá contribuir para reduzir o déficit da balança comercial do segmento ao longo de 2026, fortalecendo a rentabilidade dos produtores e ampliando a participação do Brasil no mercado global da fruta.

FONTE: HF Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Exportação

Maçã de SC ganha exportação direta pelos portos catarinenses e reduz custos logísticos

A exportação de maçã em Santa Catarina passou a contar com um novo modelo que elimina etapas burocráticas e melhora a competitividade do setor. Agora, a fruta produzida no estado pode ser embarcada diretamente pelos portos catarinenses, sem a necessidade de deslocamento para outras regiões.

Certificação sanitária passa a ser feita no estado

A principal mudança está na realização da certificação fitossanitária, que agora ocorre nos próprios polos produtores, como São Joaquim e Fraiburgo, com auditor do Ministério da Agricultura e Pecuária.

Antes, os produtores precisavam enviar a carga até Vacaria ou aguardar liberação no Porto de Itajaí, o que elevava os custos com transporte e armazenagem.

Logística mais eficiente e fruta mais fresca

Com a certificação realizada na origem, a maçã segue diretamente para embarque em portos mais próximos, como o Porto de Imbituba. A mudança encurta o tempo de deslocamento e melhora a eficiência da logística de exportação.

Por se tratar de um produto perecível, o ganho de tempo é decisivo. Segundo o governo estadual, o novo modelo pode ampliar em até 15 dias a vida útil da fruta, aumentando sua qualidade no mercado internacional.

Produção forte e expectativa de exportação

Em São Joaquim, um dos principais polos da produção de maçã, cerca de 530 toneladas já foram certificadas localmente nesta safra. A previsão é que Santa Catarina exporte aproximadamente 20 mil toneladas no ciclo 2025/2026.

O estado responde por mais da metade da produção nacional, superando 1 milhão de toneladas anuais. Para a safra atual, a estimativa inclui mais de 265 mil toneladas da variedade gala e cerca de 234 mil toneladas de fuji.

Demanda antiga do setor

A liberação da certificação dentro do próprio estado era uma reivindicação histórica dos produtores. A medida foi articulada junto ao Ministério da Agricultura e deve ter impacto mais significativo nesta safra, marcada por maior volume de produção.

A certificação é uma exigência dos países importadores e garante que a carga esteja livre de pragas. O processo conta com apoio da Cidasc, responsável pelo monitoramento sanitário nos pomares.

Exportação ajuda a equilibrar preços

O aumento das exportações de maçã é estratégico, especialmente em anos de safra elevada. Além de facilitar o escoamento da produção, a venda ao mercado externo contribui para sustentar os preços no mercado interno.

FONTE: Diarinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: Departamento Regional de São Joaquim/Cidasc

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