Portos

Leilão do Porto de Fortaleza prevê R$ 450 milhões em investimentos para novo terminal de contêineres

O Governo Federal marcou para 9 de dezembro o leilão da área MUC 04, destinada à implantação do novo Terminal de Contêineres e Carga Geral do Porto de Fortaleza, no Ceará. O projeto prevê investimentos de aproximadamente R$ 450 milhões ao longo de 25 anos de concessão e busca ampliar a capacidade logística e a competitividade do porto no comércio exterior.

O anúncio foi feito na quinta-feira, dia 8, pelo ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca. A disputa será realizada na B3, em São Paulo, e representa a primeira licitação federal para arrendamento de um terminal de contêineres em dez anos.

Novo terminal poderá movimentar 360 mil TEUs por ano

O projeto do Porto de Fortaleza prevê uma capacidade operacional de até 360 mil TEUs por ano. A sigla corresponde à unidade equivalente a um contêiner de 20 pés, utilizada internacionalmente para medir a movimentação de cargas conteinerizadas.

A estrutura será voltada às operações de longo curso, realizadas entre países, e à cabotagem, modalidade de transporte marítimo entre portos de um mesmo país.

Um dos destaques será o atendimento às cargas refrigeradas, especialmente frutas destinadas à exportação. A infraestrutura deverá contribuir para ampliar as condições de armazenamento e transporte de mercadorias que exigem controle de temperatura durante a operação logística.

No ano passado, a movimentação provisória de contêineres no porto alcançou aproximadamente 99 mil TEUs, volume equivalente a quase 54 mil unidades de contêineres.

Leilão integra agenda de concessões portuárias

A disputa pelo terminal MUC 04 faz parte de uma rodada de leilões organizada pelo Governo Federal, que também contemplará áreas nos portos de Salvador, na Bahia, e Itaqui, no Maranhão.

Em setembro, o Tribunal de Contas da União (TCU) autorizou o projeto de arrendamento da área destinada ao novo terminal de Fortaleza, permitindo o avanço do processo de concessão.

Além do MUC 04, o planejamento prevê futuras licitações das áreas MUC 03 e MUC 05, também localizadas no Porto de Fortaleza. Esses espaços serão destinados à movimentação de granéis sólidos minerais, ampliando as possibilidades de operação do complexo portuário.

Porto de Fortaleza busca ampliar competitividade e atrair empresas

Para a Companhia Docas do Ceará (CDC), responsável pela administração do porto, o novo terminal representa uma oportunidade de modernizar a infraestrutura e ampliar a capacidade de movimentação de mercadorias.

O diretor-presidente da companhia, Quintino Vieira, destaca que o empreendimento poderá fortalecer a posição do Ceará no comércio internacional, além de criar condições para atrair novos investimentos e atender ao crescimento futuro da demanda.

A expectativa é que a ampliação da estrutura contribua para melhorar a eficiência das operações portuárias e ofereça novas oportunidades aos setores produtivos que dependem do transporte marítimo.

Investimentos devem impulsionar logística e comércio exterior

O arrendamento do MUC 04 integra a estratégia de expansão do complexo portuário de Fortaleza, que busca ampliar sua capacidade operacional e diversificar os serviços oferecidos aos usuários.

Com a previsão de R$ 450 milhões em investimentos e capacidade projetada de 360 mil TEUs anuais, o novo terminal poderá reforçar a movimentação de cargas conteinerizadas, especialmente aquelas destinadas aos mercados internacionais.

A iniciativa também pretende fortalecer a infraestrutura logística do Ceará, criando condições para ampliar as exportações, melhorar o escoamento da produção e aumentar a participação do estado no comércio exterior brasileiro.

FONTE: O Povo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Samuel Setubal/ O POVO

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Exportação

Exportações de frutas caem 10% em setembro, mas receita cresce com alta dos preços

As exportações brasileiras de frutas encerraram setembro de 2026 com queda no volume embarcado, mas o avanço dos preços ajudou a sustentar o faturamento do setor. No mês, o país enviou ao exterior 115,4 mil toneladas de frutas e nozes frescas ou secas, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Na comparação com setembro de 2025, o volume exportado apresentou redução de 10%. Como o mês teve 21 dias úteis neste ano, contra 22 no ano passado, a análise pela média diária aponta recuo de 9,8%.

A média passou de aproximadamente 6,09 mil toneladas por dia em setembro de 2025 para 5,49 mil toneladas neste ano.

Embarques de frutas oscilam ao longo de setembro

O ritmo das exportações de frutas brasileiras variou durante as semanas de setembro.

Na primeira parcial do mês, a média diária de embarques estava 19,6% abaixo da registrada no mesmo período de 2025. Na segunda semana, a diferença diminuiu para 7,3%.

Nas parciais seguintes, porém, o desempenho voltou a apresentar uma leve deterioração, encerrando o mês com queda de 9,8% na comparação entre as médias diárias.

Apesar da retração no volume, o resultado financeiro apresentou comportamento oposto.

Preço médio sobe e impulsiona receita

A receita média diária das exportações ficou 10,3% acima da registrada em setembro de 2025, mesmo com a redução da quantidade de frutas embarcadas.

O principal fator para esse desempenho foi a valorização do preço médio dos produtos vendidos ao mercado internacional.

Em setembro, cada tonelada exportada alcançou valor médio de aproximadamente US$ 1.254,31, alta de 22,3% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

Dessa forma, o aumento do valor por tonelada compensou o menor fluxo de embarques e permitiu que a receita mantivesse trajetória positiva.

Preços maiores compensam menor volume

O desempenho de setembro reforça uma tendência observada no comércio exterior de frutas nos últimos meses: preços de exportação mais elevados têm ajudado a compensar a redução dos volumes enviados ao exterior.

O mesmo comportamento já havia sido identificado no fechamento de agosto, quando a valorização dos preços contribuiu para um resultado financeiro mais favorável, mesmo diante de um ritmo menos intenso dos embarques.

Com isso, setembro terminou marcado por uma combinação de menor volume exportado e maior preço médio, cenário que manteve a receita do setor em alta apesar da retração na quantidade comercializada.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

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Comércio Internacional

Chile e China firmam acordo para facilitar exportações de frutas frescas

Entrou em vigor um novo Memorando de Entendimento (MoU) entre Chile e China para facilitar e agilizar as exportações de frutas frescas chilenas ao mercado asiático. O acordo foi firmado pelo Ministério da Agricultura do Chile, por meio do Serviço Agrícola e Pecuário (SAG), e pela Administração Geral de Alfândegas da China (GACC).

O entendimento complementa os requisitos fitossanitários aplicados aos produtos chilenos e busca tornar mais eficientes os processos de embarque e de entrada das frutas no principal mercado de destino do setor.

Acordo amplia flexibilidade para exportadores

O ministro da Agricultura do Chile, Jaime Campos, afirmou que o acordo representa um avanço para o setor exportador do país.

Segundo o ministro, as novas regras devem contribuir para a otimização dos processos logísticos e operacionais, além de oferecer maior flexibilidade às empresas e facilitar o cumprimento das exigências fitossanitárias estabelecidas com a China.

A expectativa é fortalecer a competitividade da fruta chilena no mercado chinês e tornar as operações de comércio exterior mais eficientes.

Novas opções de embalagem para cerejas

De acordo com o diretor nacional do SAG, Domingo Rojas, o Memorando estabelece medidas para modernizar os procedimentos relacionados às exportações de frutas frescas para a China.

Uma das mudanças prevê a ampliação das alternativas de embalagem para cerejas e frutas de caroço provenientes de áreas regulamentadas devido à presença da mosca-das-frutas (Ceratitis capitata).

A medida permite maior flexibilidade operacional aos exportadores, mantendo as exigências necessárias para a proteção fitossanitária do mercado chinês.

Tratamento a frio será ampliado

O acordo também amplia a possibilidade de realização do tratamento a frio em trânsito nas câmaras dos navios para todas as espécies de frutas autorizadas a entrar no mercado chinês.

Além disso, serão incorporados novos modelos de tratamento a frio baseados em padrões fitossanitários internacionais.

A atualização dos procedimentos pretende adequar as operações às necessidades do comércio internacional e facilitar a logística das exportações chilenas.

Exigências para identificação dos embarques serão simplificadas

Outra mudança prevista no acordo é a simplificação dos requisitos relacionados à identificação das cargas de frutas.

Segundo o SAG, serão eliminadas exigências vinculadas a certificados de inspeção específicos para pallets. A alteração reduz parte da documentação necessária nas operações de exportação.

Com as novas regras, Chile e China buscam tornar os processos mais ágeis, mantendo os critérios fitossanitários exigidos para a entrada dos produtos no mercado asiático.

China é mercado estratégico para frutas chilenas

As mudanças reforçam a relação comercial entre os dois países no setor de fruticultura e comércio exterior. Para os exportadores chilenos, a simplificação dos procedimentos pode facilitar o envio de diferentes espécies de frutas frescas ao mercado chinês.

O novo entendimento reúne medidas relacionadas a embalagens, tratamentos fitossanitários e documentação, criando condições operacionais mais flexíveis para o comércio de frutas entre Chile e China.

FONTE: Portal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuário

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Portos

Novo terminal de Fortaleza terá foco na exportação de frutas refrigeradas

O Porto de Fortaleza, no Ceará, está prestes a ganhar um novo terminal de contêineres com foco na movimentação de cargas do agronegócio, especialmente frutas destinadas ao mercado internacional. O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou a modelagem do edital para o leilão do MUC04, projeto que representa a retomada, depois de cerca de 20 anos, da licitação de um novo terminal desse segmento no país.

A futura estrutura deverá ampliar a capacidade logística do porto e oferecer condições mais adequadas para o transporte de cargas refrigeradas, setor fundamental para a exportação de frutas.

Terminal receberá R$ 429 milhões em investimentos

O vencedor do leilão assumirá um contrato de arrendamento com duração de 25 anos e deverá investir aproximadamente R$ 429 milhões na implantação e modernização da infraestrutura.

Atualmente, a movimentação de contêineres no Porto de Fortaleza ocorre de maneira descentralizada e é amparada por um contrato de transição. As operações estão concentradas em uma área de aproximadamente 88 mil metros quadrados.

Com o novo arrendamento, o MUC04 passará a ocupar uma área contínua de cerca de 148 mil metros quadrados, o que permitirá reorganizar o espaço, melhorar o fluxo operacional e implementar estruturas mais eficientes.

Estrutura amplia capacidade logística do Ceará

A expansão deverá fortalecer a oferta de serviços portuários para a hinterlândia do Ceará — região que concentra a área de influência econômica e logística do porto e que alcança diferentes estados do Nordeste e do Centro-Oeste.

A expectativa é que a nova infraestrutura contribua para reduzir custos logísticos, aumentar a competitividade das empresas e tornar mais eficiente o transporte da produção destinada aos mercados nacional e internacional.

Com capacidade projetada para movimentar até 360 mil TEUs por ano, o terminal também deverá gerar impactos no mercado de trabalho. A estimativa é de 379 empregos diretos, distribuídos entre atividades administrativas e operacionais.

Terminal será estratégico para exportação de frutas

O MUC04 será utilizado para movimentação e armazenamento de cargas conteinerizadas e terá importância estratégica para a logística regional.

Um dos principais focos está no escoamento da produção agrícola, especialmente de frutas. Esse tipo de carga exige cuidados específicos durante o transporte, já que a manutenção da temperatura adequada é essencial para preservar qualidade e validade até a chegada ao consumidor.

Por isso, a infraestrutura deverá contar com tomadas para contêineres refrigerados (reefer) e condições adequadas para garantir a eficiência da cadeia de frio.

A estrutura poderá facilitar o acesso de produtores e exportadores do Nordeste aos mercados internacionais, reduzindo etapas logísticas e aumentando a agilidade no embarque de produtos perecíveis.

Próximos passos do leilão

Após a avaliação das contribuições e recomendações apresentadas pelo TCU, o projeto seguirá para a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

A agência será responsável por dar continuidade aos procedimentos necessários para a realização do leilão do MUC04.

A expectativa é que a implantação do terminal represente um avanço na modernização do Porto de Fortaleza e amplie sua capacidade de atender às demandas do comércio exterior, principalmente em segmentos que dependem de infraestrutura especializada para cargas refrigeradas.

FONTE: Portal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuário

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Exportação

Exportações brasileiras de frutas em contêineres crescem 20,4% no primeiro semestre de 2026

As exportações brasileiras de frutas em contêineres avançaram 20,4% no primeiro semestre de 2026, segundo dados da Datamar. Entre janeiro e junho, o país embarcou 36.552 TEUs de frutas, acima do volume registrado no mesmo período de 2025.

Em todo o ano passado, os embarques brasileiros de frutas em contêineres alcançaram 80.179 TEUs.

Além do transporte conteinerizado, o Brasil movimentou 48.846 toneladas de frutas em navios frigoríficos convencionais (reefers) no primeiro semestre deste ano.

Considerando os embarques realizados nos dois modais, o volume total exportado chegou a 498.915 toneladas entre janeiro e junho de 2026. O resultado representa crescimento de 29,2% em comparação com os primeiros seis meses de 2025.

Exportações de frutas podem ter novo recorde em 2026

Para Andrew Lorimer, CEO da Datamar, os números preliminares da companhia acompanham as estatísticas oficiais do Comex Stat e indicam um cenário positivo para o setor.

Segundo o executivo, o desempenho ganha relevância porque parte expressiva das exportações de algumas das principais frutas brasileiras ocorre tradicionalmente no segundo semestre.

A expectativa, portanto, é de que o ritmo registrado na primeira metade do ano contribua para que 2026 termine com um novo recorde nas exportações do segmento.

Melão, melancia e manga lideram embarques em contêineres

Entre as principais frutas exportadas por via conteinerizada, melões e melancias ocuparam a primeira posição no primeiro semestre, com 9.825 TEUs.

Na sequência apareceram as mangas, responsáveis por 9.399 TEUs, e os limões e limas, com 8.849 TEUs.

Juntos, os três grupos concentraram a maior parcela dos embarques de frutas brasileiras transportadas em contêineres no período.

Europa concentra maior parte das exportações brasileiras

Os dados da Datamar também revelam uma forte concentração dos destinos das exportações de frutas do Brasil.

Os Países Baixos foram responsáveis pelo recebimento de 20.321 TEUs no primeiro semestre, equivalente a 55,6% do total registrado pelo DataLiner.

A Espanha apareceu na segunda colocação, com 5.499 TEUs e participação de 15,1%. O Reino Unido completou o grupo dos principais destinos, com 5.218 TEUs, correspondentes a 14,3%.

Somados, os três países europeus concentraram aproximadamente 85% dos embarques brasileiros de frutas em contêineres nos primeiros seis meses de 2026.

Safras brasileiras ajudam a abastecer mercado europeu

A forte presença da Europa entre os destinos está relacionada, entre outros fatores, à complementaridade das safras entre o Brasil e os países europeus.

De acordo com Andrew Lorimer, o calendário de produção brasileiro permite ampliar a oferta de frutas em períodos nos quais a produção local europeia é menor.

O efeito é observado especialmente em produtos como melão, manga e uva. No caso do melão, por exemplo, a produção brasileira ganha espaço durante o inverno europeu, quando a oferta espanhola diminui.

Para o executivo, essa característica cria uma relação comercial complementar e, ao mesmo tempo, não impede que o Brasil avance na abertura e no desenvolvimento de novos mercados internacionais.

Navios frigoríficos também ganham espaço

O crescimento das exportações não está limitado ao transporte em contêineres. Segundo a Datamar, aproximadamente 10% das exportações marítimas de frutas realizadas no primeiro semestre foram embarcadas em navios reefer convencionais.

Esse tipo de transporte vem aumentando sua participação nos últimos anos e continua relevante para a logística internacional da fruticultura brasileira.

Para Lorimer, a expansão observada nos diferentes modais mostra que o avanço das exportações de frutas é mais abrangente do que os números referentes exclusivamente aos contêineres indicam.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Magnific

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Transporte

Latam Cargo amplia transporte aéreo de frutas do Brasil em 42% no primeiro semestre de 2026

A Latam Cargo registrou um crescimento expressivo no transporte aéreo de frutas do Brasil durante o primeiro semestre de 2026. A companhia movimentou 18,6 mil toneladas de cargas, volume 42,3% superior ao registrado no mesmo período de 2025, quando foram transportadas 13 mil toneladas.

O desempenho foi impulsionado, principalmente, pela ampliação da conectividade entre o Brasil e a Europa, principal mercado de destino das frutas brasileiras embarcadas pela empresa.

Latam lidera mercado de transporte de frutas

De acordo com levantamento da WorldACD referente a abril de 2026, a Latam Cargo alcançou 37% de participação no mercado de transporte aéreo de frutas, consolidando sua posição como uma das principais operadoras logísticas para os exportadores brasileiros.

O resultado reforça a importância da companhia na ligação entre a produção nacional e os mercados internacionais, especialmente o europeu.

Europa concentra principais destinos das exportações

Entre os destinos com maior volume de cargas transportadas estão Lisboa, Londres e Madri, que lideraram as operações de exportação no semestre.

No Brasil, o Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos concentrou cerca de 80% dos embarques realizados. Fortaleza respondeu por 11% das cargas, enquanto Recife e Viracopos, em Campinas, somaram juntos os 9% restantes.

Mamão lidera crescimento das exportações

O mamão foi a fruta que mais contribuiu para o avanço das exportações transportadas pela companhia no período. Também tiveram destaque produtos como manga, limão e abacate, que figuraram entre as cargas de maior volume embarcado.

Segundo Cláudio Torres, diretor Comercial da Latam Cargo na América do Sul, o crescimento demonstra a relevância da conectividade internacional para ampliar a competitividade do agronegócio brasileiro.

De acordo com o executivo, a empresa segue investindo na expansão da capacidade operacional e em soluções logísticas voltadas ao transporte de cargas perecíveis, garantindo agilidade, confiabilidade e preservação da qualidade dos produtos até o destino final.

Mais voos fortalecem logística internacional

A ampliação da capacidade para a Europa foi um dos fatores determinantes para o crescimento das operações. O aumento das frequências de aeronaves cargueiras e da malha internacional de passageiros do Grupo Latam ampliou a oferta de espaço para exportações.

Entre os destaques está a rota entre São Paulo/Guarulhos e Amsterdã, que passou a contar com seis voos semanais desde abril de 2026.

Atualmente, a Latam Cargo conecta o Brasil a importantes centros logísticos europeus, como Londres, Paris, Frankfurt, Milão, Lisboa, Madri, Barcelona, Amsterdã, Bruxelas e Roma. Juntas, as operações para Madri, Paris, Barcelona e Lisboa responderam por 40% do crescimento registrado pela companhia no semestre.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Exportação

China amplia mercado para polpas e frutas congeladas brasileiras com nova autorização de exportação

A China abriu um novo caminho para ampliar as importações de produtos brasileiros ao liberar os procedimentos necessários para a exportação de polpas e frutas congeladas produzidas no Brasil. Com a medida, empresas do setor já podem iniciar o processo de habilitação para comercializar esses alimentos no mercado chinês.

De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a Administração-Geral das Alfândegas da China (GACC) passou a disponibilizar em seu sistema o modelo oficial do certificado sanitário que acompanhará as exportações brasileiras. A inclusão do documento representa um passo essencial para que os embarques sejam autorizados.

Cadastro no sistema chinês é obrigatório para exportadores

Com a publicação do certificado, os estabelecimentos interessados já podem solicitar o registro no China Import Food Enterprise Registration (Cifer), plataforma obrigatória para empresas que desejam acessar o mercado chinês.

O cadastro deve ser realizado diretamente pelo exportador, que é responsável por apresentar toda a documentação exigida pelas autoridades da China. Após a análise e aprovação do pedido, a empresa recebe um número de registro, requisito indispensável para embarcar os produtos ao país asiático.

Produtos autorizados incluem açaí, manga e maracujá

A autorização contempla polpas e frutas congeladas obtidas de espécies já reconhecidas pelas autoridades chinesas como alimentos aptos para consumo humano.

Entre as frutas liberadas estão:

  • Açaí
  • Manga
  • Goiaba
  • Abacaxi
  • Maracujá

Outras espécies já aprovadas pela legislação chinesa também poderão ser exportadas. Já as frutas que ainda não possuem esse reconhecimento continuam sujeitas aos procedimentos específicos previstos para novos alimentos.

Certificado sanitário será exigido nos embarques

Além do registro no sistema Cifer, todas as exportações deverão ser acompanhadas pelo certificado sanitário oficial acordado entre Brasil e China.

O Ministério da Agricultura orienta que os exportadores consultem previamente todas as exigências sanitárias, técnicas e aduaneiras definidas pelas autoridades chinesas antes de iniciar o processo de habilitação.

Depois da aprovação do cadastro pela GACC e da emissão do certificado sanitário pela autoridade brasileira competente, as empresas estarão aptas a realizar as exportações conforme as normas vigentes entre os dois países.

FONTE: Correio do Povo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gabriel Pitome / CeasaRS / Especial / CP

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Exportação

Exportação de frutas cresce 13% no Brasil e receita supera US$ 700 milhões no primeiro semestre de 2026

O Brasil encerrou o primeiro semestre de 2026 com resultados positivos nas exportações de frutas, consolidando o avanço da fruticultura brasileira no mercado internacional. Entre janeiro e junho, o país embarcou 619 milhões de quilos de frutas, volume 13,32% maior do que o registrado no mesmo período de 2025.

Além do crescimento em quantidade, o setor também ampliou o faturamento. As vendas externas somaram US$ 707 milhões, valor que representa um aumento de 20,6% na comparação anual.

Em nota, a Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas) destacou que o desempenho evidencia a competitividade da produção nacional e o fortalecimento da presença das frutas brasileiras nos mercados internacionais.

Manga lidera exportações; limão, melão, melancia e maçã também se destacam

Entre as principais frutas exportadas pelo Brasil, a manga liderou o ranking em receita, alcançando US$ 142,9 milhões no semestre.

Na sequência aparecem:

  • Limões e limas: US$ 105,1 milhões;
  • Melões: US$ 97,6 milhões;
  • Melancias: US$ 58,2 milhões;
  • Maçãs: US$ 44,4 milhões.

Essas culturas concentraram boa parte das receitas obtidas com as exportações brasileiras no período.

Exportações de melão recuam em junho por entressafra e maior concorrência

Apesar do desempenho positivo da fruticultura como um todo, o melão registrou queda nas exportações em junho. O volume embarcado foi de 2,5 mil toneladas, redução de 55% em relação a maio.

Considerando o período entre abril e junho, o Brasil exportou cerca de 20 mil toneladas da fruta, resultado 21% inferior ao observado no mesmo intervalo de 2025.

Segundo o Cepea, o principal motivo para essa retração é a entressafra nos estados do Rio Grande do Norte e Ceará, principais produtores nacionais, onde a nova safra deve ganhar ritmo apenas a partir do fim de julho.

Safra europeia e custos logísticos também impactam embarques

Os pesquisadores do Cepea apontam que outro fator relevante foi a forte oferta de melões produzidos na Europa, especialmente na Espanha, que abasteceu grande parte do mercado consumidor durante o período.

Com maior disponibilidade de frutas europeias e menor oferta brasileira, a demanda pelos melões nacionais perdeu força nos principais destinos internacionais, mesmo com melhora na qualidade dos frutos após o período de chuvas no Nordeste.

No primeiro semestre, os principais compradores do melão brasileiro foram:

  • Reino Unido (44%);
  • Países Baixos (32%);
  • Espanha (9%).

Além disso, o Cepea destaca que o aumento da produção em países concorrentes da América Central elevou a competitividade internacional. A redução da produtividade dos pomares nordestinos após as chuvas e o aumento dos custos logísticos, impulsionado pela alta do diesel em meio ao conflito no Oriente Médio, também contribuíram para a diminuição dos embarques da fruta.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

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Exportação

Frutas brasileiras ganham espaço na Índia com missão comercial apoiada pelo Mapa

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) apoiou uma missão comercial da Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas) à Índia com o objetivo de ampliar a presença das frutas brasileiras no mercado indiano. A iniciativa reuniu exportadores nacionais, importadores, redes varejistas e operadores logísticos em uma série de encontros voltados à geração de negócios e à abertura de novas oportunidades comerciais.

Entre os produtos destacados na agenda estiveram abacate, limão tahiti e maçã, frutas que apresentam potencial de crescimento em um país com mais de 1,4 bilhão de habitantes e demanda crescente por alimentos importados.

Missão fortalece relacionamento com importadores e varejistas

A programação contou com o apoio do adido agrícola do Brasil na Índia, Roberto Papa, em articulação com a Embaixada do Brasil em Nova Délhi.

Durante a visita, a delegação percorreu diferentes etapas da cadeia de distribuição de frutas, conhecendo de perto o funcionamento do mercado local e identificando oportunidades para ampliar a participação dos produtos brasileiros.

Em Nova Délhi, os representantes do setor visitaram o Azadpur Subzi Mandi, considerado o principal centro atacadista de frutas e hortaliças da capital indiana. A agenda também incluiu passagens por mercados tradicionais, lojas especializadas em produtos importados, frutarias e estabelecimentos voltados ao segmento de alimentos orgânicos.

Segundo os participantes da missão, representantes do varejo indiano demonstraram interesse crescente na importação de frutas produzidas no Brasil.

Logística e requisitos sanitários estiveram entre os temas discutidos

Outro compromisso da delegação ocorreu na empresa Suri Agrofresh, localizada em Kundli, no estado de Haryana. No local, os exportadores conheceram estruturas de armazenamento refrigerado e debateram questões relacionadas à logística internacional, exigências sanitárias e condições comerciais para a entrada de frutas brasileiras no mercado indiano.

As discussões buscaram identificar caminhos para fortalecer a competitividade da fruticultura brasileira e facilitar o acesso dos produtos nacionais aos canais de distribuição da Índia.

Evento apresentou potencial da produção brasileira

A programação em Nova Délhi foi encerrada com o evento “Terroir of Brazil: a taste of Brazilian fruits and typical dishes”, realizado na Residência Oficial da Embaixada do Brasil.

O encontro reuniu autoridades, empresários, importadores e representantes do setor privado indiano para promover degustações, apresentar a diversidade da produção nacional e destacar oportunidades de negócios ligadas ao setor de frutas frescas.

Durante o evento também foi lançado o Centro de Distribuição Móvel (CDM), uma iniciativa da Adidância Agrícola em Nova Délhi destinada à promoção de produtos brasileiros. A ferramenta permite o acesso a informações sobre empresas, produtos e oportunidades comerciais por meio de QR Code, com conteúdo disponível em português, inglês e hindi.

Participação em feira reforça estratégia de expansão

Após os compromissos na capital indiana, a missão seguiu para Mumbai, onde participou da Fresh India Show 2026, uma das principais feiras do setor de frutas e hortaliças da região.

A agenda também incluiu uma visita técnica ao Porto de Mumbai para avaliação das condições logísticas voltadas à importação de frutas frescas, etapa considerada estratégica para o fortalecimento das exportações brasileiras.

Exportações de frutas mantêm trajetória de crescimento

A missão ocorre em um momento favorável para o setor. Dados recentes mostram que as exportações brasileiras de frutas frescas registraram crescimento superior a 20% em valor e 13% em volume no primeiro trimestre de 2026, na comparação com o mesmo período do ano anterior.

Desde 2023, o Brasil conquistou 34 novas aberturas de mercado para frutas nacionais, ampliando o alcance internacional da produção e fortalecendo a posição do país no comércio global de alimentos.

A busca por novos parceiros comerciais na Índia reforça a estratégia de diversificação dos destinos de exportação e amplia as perspectivas para a fruticultura brasileira nos próximos anos.

FONTE: Ministério ds Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Abrafrutas

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Exportação

Exportações de frutas frescas ganham impulso com aproximação entre Brasil e importadores da Colômbia

O Brasil intensificou as ações para expandir as exportações de frutas frescas para a Colômbia. Em uma iniciativa coordenada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com apoio da Embaixada do Brasil em Bogotá, representantes do setor produtivo participaram de uma agenda estratégica voltada à abertura de novas oportunidades comerciais no país vizinho.

A missão foi organizada pela Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas) e contou com o suporte do adido agrícola brasileiro na Colômbia, Clóvis Serafini.

Importadores colombianos demonstram interesse em ampliar compras do Brasil

Durante a programação, integrantes da Abrafrutas se reuniram com representantes da Associação Colombiana de Importadores de Frutas Frescas (Asifrut) para discutir formas de ampliar a presença dos produtos brasileiros no mercado colombiano.

O encontro evidenciou o interesse dos importadores locais em diversificar seus fornecedores, cenário que abre novas perspectivas para o fortalecimento do comércio internacional de frutas entre os dois países.

Atualmente, uma parcela significativa das frutas consumidas na Colômbia é importada de mercados tradicionais como Chile e Peru. Nesse contexto, o Brasil busca ampliar sua participação oferecendo produtos com qualidade reconhecida, fornecimento contínuo e vantagens logísticas.

Maçã brasileira registra boa aceitação na Colômbia

Um dos destaques apresentados durante a reunião foi a chegada da primeira carga de maçã Royal Gala brasileira à Colômbia. O lote desembarcou no porto de Cartagena das Índias e, segundo a Asifrut, teve desempenho comercial positivo.

A entidade destacou que o produto apresentou boa receptividade entre compradores locais e tempo de trânsito competitivo em comparação com frutas importadas de outras origens.

Mercado colombiano avalia novas oportunidades para frutas brasileiras

Além das maçãs, os importadores colombianos manifestaram interesse em ampliar o portfólio de frutas adquiridas do Brasil. Entre os produtos com potencial de crescimento nas negociações estão cítricos, nectarinas, ameixas, figos, goiabas e caquis.

A diversificação da pauta exportadora é vista como uma oportunidade para fortalecer a presença brasileira em um mercado que busca novas alternativas de abastecimento.

Setor registra crescimento nas exportações em 2026

A aproximação com a Colômbia ocorre em um momento favorável para o setor nacional de frutas frescas. No primeiro trimestre de 2026, as exportações brasileiras apresentaram crescimento superior a 20% em valor e 13% em volume em relação ao mesmo período do ano anterior.

O desempenho reforça as estratégias conduzidas pelo Mapa em parceria com entidades públicas e privadas para ampliar o acesso dos produtos brasileiros aos mercados internacionais.

Desde 2023, o trabalho de abertura comercial já resultou em 34 novas oportunidades de exportação para as frutas produzidas no Brasil, ampliando a presença do setor no cenário global.

FONTE: MAPA
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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