Exportação

África do Sul restringe importação de frango brasileiro de áreas com focos de Newcastle

A África do Sul decidiu limitar a entrada de carne de frango e outros produtos avícolas brasileiros provenientes de estabelecimentos onde foram identificados focos da doença de Newcastle. A medida não representa um embargo nacional e permite a continuidade das importações de outras regiões do Brasil, desde que sejam cumpridas as exigências sanitárias estabelecidas entre os dois países.

A decisão foi comunicada pelo Ministério da Agricultura brasileiro nesta quarta-feira, em meio ao avanço das medidas de controle da enfermidade em Santa Catarina.

Restrições atingem estabelecimentos com registros da doença

A doença de Newcastle é uma infecção viral altamente contagiosa que afeta aves, mas não representa risco à saúde humana, conforme as informações divulgadas.

As autoridades sul-africanas foram notificadas sobre o primeiro surto em Santa Catarina em 20 de outubro, por meio da comunicação oficial das autoridades brasileiras.

Na véspera do anúncio da restrição, o governo brasileiro informou a identificação de um terceiro foco da enfermidade em uma granja avícola localizada em Nova Erechim, no Oeste catarinense.

Apesar das ocorrências, a África do Sul optou por não suspender as compras de produtos avícolas de todo o território brasileiro, limitando as restrições às áreas e aos estabelecimentos afetados.

Brasil tem participação relevante no mercado sul-africano de frango

O Brasil é um fornecedor estratégico para o mercado sul-africano de carne de frango. A África do Sul importa aproximadamente 20% do volume de aves que consome anualmente, e os produtos brasileiros correspondem a pelo menos 70% dessas importações.

A manutenção parcial do comércio é relevante para preservar o fluxo de exportações brasileiras e evitar que os efeitos dos focos sanitários se estendam a regiões sem registros da doença.

Os certificados sanitários veterinários acordados entre os dois países permitem que as operações comerciais continuem, incluindo embarques de carne de frango in natura, ovos férteis para incubação e pintinhos de um dia, desde que os produtos atendam aos requisitos de importação.

Outros países adotam restrições à carne de frango brasileira

As medidas adotadas pelos parceiros comerciais do Brasil variam conforme o país e o alcance das restrições sanitárias.

Segundo o Ministério da Agricultura brasileiro, importantes compradores, como China, Arábia Saudita e Chile, estabeleceram restrições limitadas a Santa Catarina.

Por outro lado, Malásia e México adotaram proibições que abrangem produtos avícolas de todo o território brasileiro.

As diferentes decisões refletem os critérios sanitários adotados por cada mercado diante dos casos registrados no país.

Exportações dependem do cumprimento das exigências sanitárias

A decisão sul-africana permite preservar parte do comércio bilateral enquanto as autoridades brasileiras conduzem as ações de vigilância e controle da doença de Newcastle.

A continuidade dos embarques dependerá do cumprimento das condições previstas nos certificados veterinários e das regras de importação aplicáveis a cada categoria de produto.

O cenário reforça a importância da sanidade avícola para o comércio internacional e para a manutenção do acesso da produção brasileira aos principais mercados importadores.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

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Agronegócio

Doença de Newcastle: Brasil enfrenta restrições à exportação de produtos avícolas

A confirmação de um foco da doença de Newcastle em uma granja de perus nos arredores de Nova Itaberaba, no Oeste de Santa Catarina, levou parceiros comerciais do Brasil a estabelecer restrições à importação de produtos avícolas. A maior parte dos países deve limitar as medidas à área afetada, conforme os protocolos sanitários firmados com o governo brasileiro.

As exceções incluem China e Malásia, cujos acordos preveem restrições de alcance nacional. A China, porém, decidiu restringir o embargo às unidades produtoras catarinenses, decisão considerada positiva pelas autoridades brasileiras. A Malásia ainda nãoinformou como aplicará as medidas. Já o México suspendeu as importações de produtos avícolas de todo o território brasileiro na última segunda-feira (19).

Ministério da Agricultura orienta certificação das exportações

As diretrizes para a continuidade das exportações foram detalhadas em um ofício circular do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa), vinculado à Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

O documento orienta os auditores fiscais agropecuários sobre os procedimentos de certificação dos produtos destinados ao mercado internacional, respeitando as exigências sanitárias estabelecidas individualmente por cada parceiro comercial.

Como referência para a aplicação das restrições, o ministério definiu 21 de setembro de 2026, data em que foram coletadas as primeiras amostras de aves sem sintomas aparentes na propriedade investigada. As análises levaram à confirmação do foco da doença.

O ofício também determina que certificados internacionais emitidos antes das restrições sejam avaliados conforme as regras de cada país importador, considerando fatores como datas de produção, abate, obtenção da matéria-prima e emissão da certificação.

Inspeção sanitária exige atenção redobrada

Além das medidas relacionadas ao comércio exterior, o Ministério da Agricultura reforçou os procedimentos de vigilância sanitária nos estabelecimentos de abate. Os auditores devem verificar cuidadosamente os registros de mortalidade das aves nas granjas e observar possíveis sinais clínicos durante as inspeções realizadas antes e depois do abate.

Na presença de suspeitas de síndromes respiratórias e nervosas das aves (SRN), o serviço veterinário estadual deverá ser acionado para avaliação. A inspeção post mortem também deve priorizar a identificação de lesões características dessas enfermidades.

Segundo o documento, aves transportadas com a Guia de Trânsito Animal (GTA) estão aptas ao abate, desde que atendam às condições sanitárias exigidas. Caso exista suspeita da doença ainda na propriedade, o trânsito dos animais deve ser interditado.

Quais países restringiram as importações brasileiras?

As medidas variam conforme os acordos sanitários e os tipos de produtos exportados. As restrições foram organizadas em diferentes categorias.

Embargo nacional: China e Malásia possuem protocolos que preveem restrições para todo o território brasileiro. A China, entretanto, limitou sua decisão às unidades catarinenses. O México também suspendeu as compras nacionais, conforme anunciado em 19 de outubro.

Restrições para Santa Catarina: Cazaquistão, Chile, Peru (para produtos processados), Tadjiquistão, Ucrânia, União Europeia, União Aduaneira Euroasiática e Uzbequistão possuem protocolos que estabelecem limitações para o estado, com diferenças conforme o produto.

Restrições à área afetada: África do Sul, Argentina, Arábia Saudita, Canadá, Coreia do Sul, Egito, Emirados Árabes Unidos, Filipinas, Índia, Israel, Japão, Reino Unido, Taiwan, Tailândia, Turquia, Vietnã e outros mercados adotam medidas delimitadas à região afetada ou a um raio específico, conforme as regras bilaterais.

Há também condições particulares para determinados produtos. O Chile, por exemplo, aplica restrições específicas às vísceras comestíveis, enquanto o Peru diferencia as regras para produtos processados e carnes e miúdos in natura, congelados ou resfriados. União Europeia e União Aduaneira Euroasiática também estabelecem exigências específicas para determinadas categorias de derivados e subprodutos.

Butão, Irã e Ilhas Maurício estão entre os países que aplicam restrições aos animais provenientes do foco da doença.

Tratamento térmico pode permitir exportações

Alguns mercados admitem a entrada de determinados produtos avícolas brasileiros desde que sejam submetidos a tratamento térmico, conforme as condições sanitárias estabelecidas nos respectivos protocolos.

Entre os países que preveem essa possibilidade estão África do Sul, Argentina, Reino Unido e Vietnã.

O Ministério da Agricultura informou que as certificações já estavam seguindo as regras aplicáveis desde segunda-feira (19). A publicação da relação oficial dos países que adotaram medidas específicas estava prevista para terça-feira (20).

A abrangência das restrições e as condições de certificação variam de acordo com o destino e a categoria do produto, tornando necessária a verificação individual dos requisitos sanitários antes do embarque.

O que é a doença de Newcastle

A doença de Newcastle é uma enfermidade viral altamente contagiosa que afeta principalmente aves domésticas e silvestres, podendo provocar problemas respiratórios, alterações neurológicas, queda na produção de ovos e mortalidade elevada nos plantéis.

O risco para a população humana é considerado baixo: em situações raras, pessoas expostas diretamente a aves infectadas podem desenvolver conjuntivite leve e temporária. Não há evidências de que o consumo de carne de aves ou ovos devidamente inspecionados e cozidos represente risco de transmissão da doença. Ainda assim, é fundamental seguir as orientações das autoridades sanitárias, reforçar a vigilância nas granjas e evitar o contato com aves doentes ou mortas.

Fonte: Globo Rural / Embrapa / OMSA

Texto: Redação

Imagem: Ilustrativa feita com IA

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Comércio Internacional

China exporta frango mais barato e aumenta concorrência com o Brasil no mercado global

A entrada de frango chinês a preços até 20% menores está intensificando a disputa pelo mercado internacional de carne de aves e pressionando a posição competitiva do Brasil. A China, tradicionalmente uma das principais parceiras comerciais do agronegócio brasileiro, passou a direcionar parte de sua produção excedente para exportação, ampliando a concorrência em destinos historicamente atendidos pelos produtores nacionais.

O movimento está relacionado a mudanças no consumo interno chinês e à estratégia do país de fortalecer sua segurança alimentar. Com maior presença no comércio internacional de proteínas, o gigante asiático assume um papel mais direto na disputa por compradores e exige que as agroindústrias brasileiras reforcem sua competitividade.

Brasil busca novos mercados para ampliar exportações agrícolas

Diante das mudanças no comércio global de carnes, o governo brasileiro intensifica os esforços para diversificar os destinos das exportações do agronegócio. A estratégia busca reduzir a dependência de mercados específicos e ampliar as alternativas para o escoamento da produção nacional.

O Ministério da Agricultura anunciou a abertura de novos mercados para produtos agropecuários brasileiros no Kuwait, na Nicarágua, na Síria e em Bangladesh.

Os acordos ampliam as oportunidades comerciais em regiões do Oriente Médio e da América Central, com possibilidade de inclusão de proteínas animais, conforme as condições estabelecidas em cada negociação bilateral.

A diversificação dos destinos é considerada estratégica para diminuir a exposição a mudanças na demanda internacional, à concorrência de outros fornecedores e a eventuais restrições comerciais.

Recuperações judiciais no agronegócio caem 20,7%

Apesar das pressões no comércio exterior, os indicadores financeiros do setor agropecuário brasileiro apresentam sinais de melhora. Dados da Serasa Experian apontam que o agronegócio registrou 448 pedidos de recuperação judicial no segundo trimestre de 2026.

O volume representa uma redução de 20,7% em comparação com o mesmo período de 2025. Segundo o levantamento, foi a primeira queda para um segundo trimestre desde 2022.

O resultado sugere uma possível melhora nas condições financeiras de parte das empresas do setor, embora a sustentabilidade dessa recuperação dependa de fatores como custos de produção, crédito, preços das commodities e desempenho das exportações.

Agronegócio brasileiro alcança recorde de empregos

O mercado de trabalho também apresenta números positivos. No segundo trimestre de 2026, o agronegócio brasileiro alcançou a marca recorde de 28,4 milhões de pessoas ocupadas.

O contingente corresponde a aproximadamente 26% do total de trabalhadores do país, de acordo com boletim elaborado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Os dados reforçam a importância do setor para a geração de empregos e para a economia nacional, mesmo em um cenário de mudanças na dinâmica do comércio internacional.

A manutenção desse desempenho, contudo, dependerá da capacidade das empresas de preservar sua saúde financeira e enfrentar a concorrência externa sem comprometer investimentos e postos de trabalho.

Sustentabilidade ganha importância no comércio internacional

Além da competitividade comercial e da estabilidade financeira, as práticas de sustentabilidade e ESG — sigla que reúne critérios ambientais, sociais e de governança — ganham espaço nas estratégias do agronegócio.

A adoção de padrões socioambientais e a valorização de iniciativas sustentáveis podem contribuir para fortalecer a imagem dos produtos brasileiros diante de compradores internacionais cada vez mais atentos à origem e aos processos de produção.

Nesse contexto, pescadoras brasileiras receberam reconhecimento como heroínas em uma premiação promovida pela Organização das Nações Unidas (ONU). A iniciativa destacou trajetórias relacionadas à segurança alimentar e à preservação ambiental.

O reconhecimento amplia a visibilidade de iniciativas brasileiras ligadas à sustentabilidade e pode contribuir para valorizar a imagem do país no cenário internacional.

Competitividade será decisiva para o futuro das exportações brasileiras

A combinação entre a expansão das exportações chinesas de frango, a abertura de novos mercados e os indicadores internos do agronegócio evidencia um cenário de oportunidades e desafios para o Brasil.

A redução dos pedidos de recuperação judicial e o recorde de ocupação mostram sinais positivos para a estrutura produtiva nacional. Por outro lado, a concorrência internacional exige ganhos de eficiência, controle de custos e maior capacidade de adaptação às mudanças na demanda.

Nesse ambiente, a diversificação dos destinos comerciais será fundamental para reduzir riscos e ampliar o alcance das empresas brasileiras. A capacidade de combinar competitividade, sustentabilidade e acesso a novos mercados deverá influenciar o desempenho do agronegócio nos próximos anos.

FONTE: Agrimídia
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Agrimídia

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Comércio Exterior

Paraguai realiza primeira exportação de carne de frango para Taiwan

O Paraguai iniciou as exportações de carne de frango para Taiwan com o envio do primeiro contêiner ao mercado asiático. A operação foi viabilizada após a autorização sanitária de Taiwan para a entrada de produtos avícolas paraguaios e marca um novo avanço para o setor agropecuário do país.

O carregamento inaugural soma 150 toneladas de carne de frango, enquanto as estimativas do setor apontam para a possibilidade de alcançar um volume de até 500 toneladas mensais.

Abertura do mercado de Taiwan contou com apoio diplomático e técnico

A concretização do negócio envolveu esforços diplomáticos e negociações sanitárias. Entre os destaques do processo está a participação de José Han, ex-embaixador de Taiwan no Paraguai, que contribuiu para estreitar os laços entre os dois países e fortalecer as relações bilaterais.

O Serviço Nacional de Qualidade e Saúde Animal (Senacsa) também desempenhou um papel decisivo nas tratativas. O órgão participou das negociações e dos procedimentos técnicos necessários para obter a habilitação sanitária, requisito essencial para viabilizar as exportações de produtos avícolas paraguaios.

Exportação amplia oportunidades para a avicultura paraguaia

A inclusão de Taiwan entre os destinos da carne de frango do Paraguai abre novas perspectivas para o comércio exterior do país sul-americano. A iniciativa permite diversificar os mercados compradores, ampliar as oportunidades de negócios e fortalecer a cadeia produtiva da avicultura nacional.

Com a abertura desse novo mercado, o Paraguai passa a contar com mais uma alternativa para expandir a presença de seus produtos no cenário internacional. A expectativa de crescimento dos embarques também representa uma oportunidade para impulsionar a produção avícola e ampliar o alcance comercial do setor.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Comércio Exterior

China pode ampliar exportações de frango e disputar mercado com o Brasil, diz Rabobank

A China deve ampliar as exportações de carne de frango nos próximos anos e poderá se tornar uma concorrente mais forte do Brasil no mercado internacional da proteína. A avaliação é de Chenjun Pan, especialista em carnes do Rabobank, que vê possibilidade de maior disputa entre os dois países em mercados como Oriente Médio, Ásia e África ao longo da próxima década.

A mudança ocorre em um cenário no qual a China, atualmente o principal destino da carne de frango brasileira, passou a ser exportadora líquida da proteína em 2025. O movimento está relacionado principalmente ao aumento da oferta de cortes menos consumidos pelos chineses, como o peito de frango.

China começa a ganhar espaço nas exportações de frango

Segundo Pan, ainda não há uma concorrência direta em grande escala com o Brasil, mas o cenário pode mudar nos próximos anos.

A especialista considera que as exportações chinesas de carne de frango in natura apresentam potencial de crescimento, especialmente porque o país passou a vender maiores volumes de cortes como peito de frango no mercado externo.

A China já exportava produtos avícolas há anos, mas historicamente sua presença internacional estava mais concentrada em carne de frango processada. O avanço recente dos embarques de produtos in natura representa uma mudança importante na estratégia do setor.

Brasil ainda lidera mercado global

A China é atualmente o segundo maior produtor mundial de carne de frango, atrás apenas dos Estados Unidos. Mesmo com o crescimento recente, sua participação nas exportações ainda está muito abaixo da brasileira.

Em 2025, a China exportou pouco mais de 1 milhão de toneladas de carne de frango, segundo relatório anual da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

No mesmo ano, o Brasil manteve a liderança mundial e atingiu o recorde de 5,3 milhões de toneladas exportadas.

A diferença mostra a distância que ainda separa os dois países, embora o avanço da produção chinesa possa alterar a dinâmica do comércio internacional nos próximos anos.

Hábitos de consumo geram excedentes exportáveis

Um dos fatores que ajudam a explicar o crescimento das exportações chinesas é o perfil de consumo doméstico.

Segundo Pan, os consumidores chineses demonstram maior preferência por asas e pés de frango, enquanto o peito tem menor procura no mercado interno. Com o aumento da produção, esse desequilíbrio gera excedentes de determinados cortes que podem ser direcionados para outros países.

A produção chinesa vem crescendo em ritmo próximo de 10%, enquanto a demanda doméstica avança mais lentamente.

Entre os destinos das exportações chinesas estão Rússia, Hong Kong, Coreia do Norte e países do Oriente Médio.

União Europeia, Japão e Coreia do Sul seguem fora da disputa

Apesar da expansão, a China ainda encontra restrições importantes em alguns dos principais mercados consumidores de frango.

A União Europeia, o Japão e a Coreia do Sul não aceitam carne proveniente de aves vacinadas contra a gripe aviária. A China utiliza a vacinação como parte de sua estratégia para reduzir os impactos da doença, o que limita o acesso de seus produtos a esses mercados.

Por isso, a competição com o Brasil tende a ser mais relevante em regiões que aceitam a carne chinesa, como partes da Ásia, África e Oriente Médio.

Produção chinesa cresce mais de 9% no primeiro semestre

A expansão da oferta continua acelerada. No primeiro semestre de 2026, a produção chinesa de carne de frango aumentou mais de 9% na comparação anual, depois de crescer cerca de 7% em 2025.

Para Pan, o ritmo de expansão da produção supera o crescimento da demanda doméstica.

Esse cenário aumenta a disponibilidade de proteína para o mercado externo e reforça a possibilidade de crescimento das exportações chinesas.

Estratégia busca reduzir dependência da carne suína

O aumento da produção de frango também está relacionado à política chinesa de diversificação das fontes de proteína animal.

O governo busca reduzir a dependência da carne suína, que ocupa posição central na alimentação do país e tem a China como maior mercado consumidor mundial.

Durante a crise provocada pela peste suína africana, entre 2019 e 2021, a redução da oferta de carne suína provocou forte alta nos preços. A valorização da proteína também beneficiou o mercado de frango e estimulou novos investimentos na avicultura chinesa.

Com a expansão da produção, a participação do frango no mercado chinês de carnes chegou a aproximadamente 28%.

Frango também é estratégico para reduzir uso de ração

Outro fator considerado pelo governo chinês é a eficiência da produção de frango em relação à suinocultura.

A criação de aves demanda menos milho e farelo de soja para produzir uma determinada quantidade de proteína. A característica ganha importância diante do esforço de Pequim para diminuir a dependência das importações de grãos destinados à alimentação animal.

Na avaliação do Rabobank, uma eventual migração do consumo para proteínas que utilizam menos ração, combinada à expectativa de redução da produção de carne suína, pode limitar o crescimento futuro da demanda chinesa por soja.

Carne bovina pode ganhar espaço no mercado chinês

Enquanto o mercado de frango enfrenta forte expansão da oferta, a carne bovina apresenta perspectivas diferentes.

Pan considera que o consumo chinês de carne bovina ainda tem espaço para crescer no futuro. Atualmente, porém, o mercado enfrenta restrições relacionadas à oferta e às condições de importação.

Entre os fatores que afetam o Brasil estão as tarifas de importação extracota aplicadas à carne bovina brasileira e de outros países.

Brasil pode encontrar novas oportunidades após 2028

Segundo a especialista, as tarifas mais elevadas devem permanecer até 2028. Depois desse período, o cenário poderá oferecer novas oportunidades aos exportadores brasileiros.

A perspectiva está relacionada também à mudança no perfil do consumidor chinês, que tende a buscar produtos com maior processamento e valor agregado.

Nesse contexto, embora a China possa aumentar sua presença como exportadora de frango, o mercado chinês continuará sendo estratégico para o agronegócio brasileiro, especialmente se o Brasil conseguir avançar na oferta de proteínas e produtos de maior valor agregado.

FONTE: Folha de São Paulo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Keiny Andrade/Folhapress

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Exportação

Abate de frangos cresce no Brasil e exportações de carne batem recorde em 2026

A avicultura brasileira iniciou 2026 em ritmo de expansão, com aumento no abate de aves e um novo recorde nas exportações de carne de frango. Os resultados reforçam a dimensão da cadeia produtiva e a importância crescente da tecnologia na produção avícola.

No primeiro trimestre de 2026, o Brasil registrou o abate de 1,71 bilhão de frangos, volume 3,6% superior ao contabilizado no mesmo período de 2025.

O desempenho também foi positivo no comércio exterior. No primeiro semestre, as exportações brasileiras de carne de frango alcançaram 2,936 milhões de toneladas, alta de 12,9% na comparação anual, segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

Produção de ovos também avança

A cadeia avícola apresenta crescimento em diferentes segmentos. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção brasileira chegou a 1,21 bilhão de dúzias de ovos no primeiro trimestre de 2026.

O volume corresponde a aproximadamente 14,6 bilhões de ovos, evidenciando a dimensão da produção nacional.

Com o aumento da escala e da tecnificação da avicultura, os cuidados relacionados à sanidade das aves passam a ter papel ainda mais estratégico para o setor.

Sanidade ganha importância com avanço da tecnologia

Para Beatriz Santos, assistente técnica de avicultura da Zoetis Brasil, o crescimento da atividade exige uma abordagem cada vez mais integrada sobre os processos sanitários.

Segundo ela, a adoção de novas tecnologias precisa estar acompanhada do monitoramento das operações, da análise dos resultados e da geração de informações capazes de apoiar decisões mais precisas.

Esse acompanhamento ganha relevância em uma cadeia que trabalha com volumes cada vez maiores e precisa manter padrões elevados de biossegurança e prevenção de doenças.

Vacinação in ovo amplia precisão nos incubatórios

Entre as tecnologias utilizadas na produção avícola está a vacinação in ovo, método que permite imunizar os embriões ainda durante o período de incubação.

A técnica já é empregada globalmente na vacinação de aproximadamente 20 bilhões de frangos por ano. Em sistemas automatizados, a aplicação pode atingir uma capacidade de cerca de 40 mil ovos por hora.

Além de aumentar a escala do processo, a automação permite maior padronização e precisão na aplicação das vacinas.

Ferramenta digital monitora processo de vacinação

Para acompanhar a qualidade das operações nos incubatórios, a Zoetis utiliza o Poultry View 360, uma ferramenta digital voltada ao monitoramento de diferentes etapas da vacinação.

O sistema avalia aspectos como preparação da vacina, assepsia, funcionamento dos equipamentos, procedimentos de limpeza e condições de armazenamento.

A plataforma também permite identificar oportunidades de melhoria e comparar indicadores entre diferentes operações, contribuindo para uma gestão mais orientada por dados.

Escala e precisão são desafios para a avicultura brasileira

Com bilhões de aves produzidas e uma presença consolidada tanto no mercado brasileiro quanto no comércio internacional, a avicultura precisa combinar expansão produtiva com eficiência e controle sanitário.

Nesse cenário, a integração entre escala, tecnologia, prevenção e monitoramento de processos tende a ganhar ainda mais relevância para preservar a produtividade e a competitividade da cadeia brasileira de proteína animal.

FONTE: R7
TEXTO: Redação
IMAGEM: Zoetis

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Comércio Exterior

Missão da União Europeia avalia controles sanitários da avicultura e do mel no Brasil

Uma missão da União Europeia (UE) permanecerá no Brasil pelas próximas duas semanas para avaliar os sistemas de produção, processamento e fiscalização de carne de frango e mel. O objetivo é verificar se os controles brasileiros atendem às exigências europeias, especialmente em relação ao uso de antimicrobianos nas cadeias produtivas.

A avaliação ocorre às vésperas de uma possível suspensão das exportações brasileiras de carne de aves, bovinos, mel e pescado para o mercado europeu, prevista para entrar em vigor em 3 de setembro.

UE avalia uso de antimicrobianos

Em maio, a União Europeia anunciou a retirada do Brasil da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal para o bloco. Segundo as autoridades europeias, o país não teria demonstrado controles considerados suficientes sobre o emprego de antimicrobianos na produção animal.

No setor de avicultura, porém, a expectativa é de que a inspeção apresente resultados positivos. Fontes familiarizadas com o processo afirmam que os técnicos devem encontrar procedimentos já adotados há anos pelas empresas brasileiras, como a separação de aves destinadas ao mercado europeu e a proibição do uso de antimicrobianos como promotores de crescimento.

Ainda assim, a eventual retomada do Brasil à lista de exportadores autorizados dependerá exclusivamente das autoridades europeias após a conclusão da missão.

Exportações de frango podem ser afetadas

Mesmo com uma avaliação favorável, existe a possibilidade de uma interrupção temporária nas vendas ao bloco europeu. Equipes oficiais de inspeção em frigoríficos brasileiros já receberam orientação para não certificar, a partir de 3 de setembro, produtos que estejam em desacordo com as normas europeias sobre antimicrobianos.

A decisão sobre a permanência ou o retorno do Brasil à lista de países autorizados será analisada pelo Comitê Permanente de Plantas, Animais, Alimentos e Rações da Comissão Europeia (Scopaff). Reuniões extraordinárias podem ser convocadas, embora a próxima reunião ordinária esteja prevista para novembro.

Brasil exportou US$ 680 milhões em frango para a UE

Em 2026, o Brasil embarcou 226,2 mil toneladas de carne de frango para a União Europeia, com receita próxima de US$ 680 milhões. Somente em julho, foram exportadas 36,8 mil toneladas, movimentando US$ 104,2 milhões, segundo dados do Agrostat, sistema de estatísticas de comércio exterior do Ministério da Agricultura.

O mercado europeu é, portanto, relevante para a indústria avícola brasileira, e qualquer restrição às exportações pode gerar impactos sobre frigoríficos habilitados e sobre a cadeia produtiva.

Inspeções serão realizadas em quatro empresas

A delegação europeia iniciou reuniões com o Ministério da Agricultura, em Brasília, nesta segunda-feira (24). Na sequência, os técnicos visitarão quatro empresas avícolas localizadas no Paraná e em Mato Grosso do Sul que possuem autorização para exportar ao mercado europeu.

A programação também inclui inspeções em apiários no Paraná, em uma unidade de processamento de mel no interior de São Paulo e em órgãos estaduais responsáveis pela fiscalização agropecuária.

A missão permanecerá no Brasil até 4 de setembro, quando está prevista uma reunião final em Brasília. A partir dos resultados da avaliação, caberá às autoridades da União Europeia decidir sobre a continuidade ou eventual retomada das exportações brasileiras de produtos de origem animal para o bloco.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Valor International

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Exportação

Exportação de carne de frango do Brasil cresce e vendas à Arábia Saudita avançam

As exportações brasileiras de carne de frango ganharam força em julho, com destaque para o aumento das compras da Arábia Saudita. Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), os sauditas importaram 39,7 mil toneladas do produto brasileiro no mês, volume 26,2% superior ao registrado em julho de 2025.

Com esse resultado, a Arábia Saudita ficou na terceira posição entre os principais destinos do frango produzido no Brasil.

Emirados Árabes reduzem compras

Na segunda colocação do ranking de compradores, os Emirados Árabes Unidos adquiriram 41,1 mil toneladas de carne de frango brasileira em julho. Apesar do volume, houve queda de 19,9% em relação ao mesmo mês do ano passado.

A China permaneceu como principal mercado para o produto brasileiro. Japão, União Europeia e África do Sul completaram o grupo dos cinco maiores destinos no período.

O desempenho mostra a diversificação da exportação de proteína animal brasileira, com diferentes mercados contribuindo para o resultado do setor.

Exportações de frango avançam em julho

No total, o Brasil embarcou 519,2 mil toneladas de carne de frango em julho. O volume representa crescimento de 29,9% em comparação com as exportações registradas no mesmo mês de 2025.

A receita também apresentou forte expansão. As vendas externas movimentaram US$ 991,2 milhões, alta de 34,3% na comparação anual.

O avanço ocorreu tanto em volume quanto em faturamento, reforçando a participação do Brasil no mercado internacional de carne de frango.

Acumulado do ano supera 3,4 milhões de toneladas

Considerando os primeiros sete meses do ano, as exportações brasileiras de frango chegaram a 3,455 milhões de toneladas.

O resultado representa crescimento de 15,2% sobre o mesmo período do ano anterior. Em receita, os embarques somaram US$ 6,69 bilhões, aumento de 19,3%.

Os números indicam uma expansão consistente das vendas externas da indústria brasileira de proteína animal ao longo do ano.

Base de comparação influencia resultado

O presidente da ABPA, Ricardo Santin, atribuiu parte do desempenho à presença do produto brasileiro em diferentes mercados internacionais. Ele também destacou que a comparação ocorre com julho de 2025, período em que o setor ainda enfrentava os efeitos das restrições provocadas por um caso de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade.

O episódio, que já foi superado, havia levado alguns países a suspender temporariamente as compras de frango brasileiro.

Com a normalização do comércio e a manutenção da demanda em diferentes destinos, as exportações voltaram a apresentar crescimento expressivo, especialmente em mercados importantes do Oriente Médio e da Ásia.

FONTE: ANBA
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Exportação

Exportações de frango pelos portos do Paraná atingem 47,3% do total brasileiro em 2026

Os portos paranaenses consolidaram sua posição de destaque no comércio exterior brasileiro ao responderem por 47,3% das exportações de frango do país entre janeiro e maio de 2026. No período, foram embarcadas 1,04 milhão de toneladas de carne de aves congeladas para o mercado internacional, o maior volume já registrado para os cinco primeiros meses do ano.

Somente em maio, os embarques ultrapassaram 208 mil toneladas. O desempenho reforça a liderança do Porto de Paranaguá no segmento e o coloca entre os principais polos mundiais de movimentação de proteínas animais.

Crescimento supera resultados de anos anteriores

O volume exportado representa um avanço de 13,1% em comparação ao mesmo período de 2025, quando foram embarcadas 921,9 mil toneladas. O recorde anterior havia sido alcançado em 2023, com 945,9 mil toneladas exportadas.

Os números são do Comex Stat, plataforma oficial do Governo Federal que reúne estatísticas do comércio exterior brasileiro.

Segundo o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, os resultados refletem os investimentos realizados nos últimos anos em infraestrutura e modernização operacional.

Ele destaca que os aportes em tecnologia, melhorias estruturais e qualificação das equipes têm contribuído para aumentar a competitividade dos portos paranaenses e elevar a qualidade dos serviços oferecidos ao mercado.

Receita com exportações ultrapassa US$ 1,8 bilhão

Além da liderança em volume, a Portos do Paraná também registrou a maior participação na receita gerada pelas exportações brasileiras de carne de frango. Em valores FOB, as cargas embarcadas pelos terminais paranaenses somaram US$ 1,88 bilhão, de um total nacional de US$ 4,08 bilhões.

China lidera entre os principais destinos da carne de frango

A China permaneceu como principal compradora da carne de frango exportada pelos portos do Paraná. O país asiático recebeu 114,2 mil toneladas do produto, o equivalente a 11% de todo o volume embarcado em Paranaguá.

Entre os demais mercados de destaque estão África do Sul, Emirados Árabes Unidos, Japão e Arábia Saudita. Ao todo, mais de 120 países importaram carne de frango pelos terminais paranaenses neste ano.

Estrutura refrigerada impulsiona competitividade

De acordo com o diretor de operações da Portos do Paraná, Gabriel Vieira, um dos principais diferenciais do Porto de Paranaguá é sua capacidade logística para movimentação de cargas refrigeradas.

O terminal possui mais de 5,2 mil tomadas para contêineres refrigerados, conhecidos como reefers, configurando a maior estrutura do gênero no Brasil. Essa capacidade é considerada fundamental para o escoamento da produção avícola destinada ao mercado internacional.

Paraná mantém protagonismo na produção avícola

O desempenho das exportações também acompanha a força da avicultura paranaense. Atualmente, o estado responde por cerca de 35% da produção nacional de aves para abate, sendo que grande parte desse volume é destinada ao mercado externo por meio dos portos locais.

Exportações de proteínas animais crescem quase 10%

Ao considerar todas as categorias de proteínas animais, incluindo carnes de frango, bovina, suína, caprina e pescados, os portos do Paraná embarcaram mais de 1,4 milhão de toneladas entre janeiro e maio de 2026.

O volume representa 37% das exportações brasileiras do segmento e corresponde a um crescimento de 9,9% em relação ao mesmo período do ano passado.

Carne bovina e suína também apresentam resultados expressivos

Nas exportações de carne bovina, o Porto de Paranaguá movimentou 277,5 mil toneladas nos cinco primeiros meses do ano, alcançando participação de 24,7% no total exportado pelo Brasil. Os principais destinos foram China, Estados Unidos e Rússia.

Já os embarques de carne suína chegaram a 84,8 mil toneladas no acumulado de 2026. O resultado supera em 6,5% o volume registrado no mesmo intervalo de 2025, quando foram exportadas 79,6 mil toneladas.

Mais de 50 países importaram carne suína pelos portos paranaenses, com destaque para Filipinas, Hong Kong e Singapura.

FONTE: Portal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuário

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Exportação

Exportadores brasileiros de frango buscam alternativas para África e Ásia devido à guerra no Irã

O conflito no Irã e o fechamento do Estreito de Ormuz têm levado exportadores brasileiros de carne de frango a buscar rotas alternativas, desviando cargas inicialmente destinadas ao Oriente Médio para países da África e Ásia, afirmou Ricardo Santin, presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), em entrevista à Globo News.

Bloqueio de rotas e portos de transbordo

Com o estreito inacessível, navios que já haviam partido aguardam em portos de transbordo ou de segurança até que a situação se normalize. Segundo Santin, algumas empresas estão redirecionando embarques para o Mar Mediterrâneo ou para o Mar Vermelho, mesmo com o Canal de Suez parcialmente fechado.

Rotas alternativas para o Oriente Médio

Para alcançar países como a Arábia Saudita, o setor considera contornar a África pelo Cabo da Boa Esperança e seguir até portos de Omã, ou atravessar o Estreito de Bab al-Mandab, entre o Iêmen e a costa africana. O desvio aumentaria o tempo de trânsito em 10 a 15 dias, mas sem comprometer a qualidade das cargas, de acordo com o executivo.

“Algumas companhias que antes não faziam esse trajeto agora afirmam que é possível e seguro”, disse Santin. Ele destacou que múltiplas opções estão sendo avaliadas para manter o fornecimento de carne brasileira ao Oriente Médio, apesar do conflito.

Dependência do Oriente Médio da carne brasileira

Atualmente, cerca de 350 contêineres de carne de frango saem do Brasil diariamente para o Oriente Médio, região que representa 30% das exportações totais da proteína. A dependência é alta: 57% da carne importada pela Arábia Saudita vem do Brasil, enquanto nos Emirados Árabes Unidos esse percentual chega a 74% e na Jordânia a aproximadamente 90%.

Santin ressaltou que outros grandes exportadores, como Estados Unidos e Europa, também estão impactados pelo conflito, aumentando a importância do Brasil como fornecedor confiável.

Acompanhamento do governo brasileiro

O presidente da ABPA relatou que manteve conversas com o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, e com secretários da pasta, incluindo Luis Rua e Carlos Goulart, para garantir a validade documental das cargas redirecionadas. Segundo ele, o governo se comprometeu a apoiar os exportadores nessa logística emergencial.

Impactos no setor

Para os produtores brasileiros, o conflito não deve afetar imediatamente a produção. No entanto, caso a situação se prolongue por dois a três meses, podem surgir desafios logísticos e de planejamento para garantir o abastecimento do mercado internacional.

FONTE: Globo Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Canva/Creative Commons

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