Exportação

União Europeia deve decidir até novembro sobre exportação de aves e mel do Brasil

O Brasil aguarda até novembro uma decisão da União Europeia (UE) sobre a retomada das exportações de carne de frango e mel para o bloco. As compras de produtos de origem animal brasileiros foram suspensas em 3 de setembro, após autoridades europeias apontarem falta de comprovação sobre o controle do uso de antimicrobianos na produção agropecuária.

A liberação depende da aprovação do Comitê Permanente de Plantas, Animais, Alimentos e Rações da União Europeia (Scopaff), que tem reuniões previstas para os dias 20 e 21 de outubro e também em novembro.

Brasil avança nas negociações para retomar as exportações

O secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Augusto Billi, esteve em Bruxelas, na Bélgica, para discutir a situação com representantes europeus. Segundo ele, as conversas apresentam sinais positivos e aumentam a expectativa de uma solução para os setores de aves e mel.

O Brasil já recebeu um parecer técnico favorável após uma missão europeia visitar, em agosto, unidades produtivas e avaliar o sistema sanitário nacional. A inspeção concluiu que os segmentos brasileiros de carne de aves e mel demonstraram capacidade de assegurar a não utilização de antimicrobianos, conforme as exigências avaliadas.

Agora, o documento precisa ser validado pelo Scopaff para que o país volte a integrar a lista de fornecedores autorizados a exportar esses produtos ao mercado europeu.

Durante a abertura do espaço brasileiro na Sial Paris, feira internacional de alimentos realizada na capital francesa, Billi afirmou que o relatório favorável será apresentado às autoridades do bloco na reunião de novembro.

O secretário acrescentou que ainda não há uma data definida para a publicação da decisão, mas a expectativa do governo brasileiro é que o resultado seja divulgado até dezembro, permitindo a retomada dos embarques.

Setor avícola espera liberação imediata dos embarques

O presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, avalia que o impasse tem caráter burocrático e acredita que a situação possa ser resolvida sem comprometer a parceria comercial entre Brasil e União Europeia.

Em declarações durante a Sial Paris, Santin afirmou que espera uma decisão baseada nos critérios técnicos apresentados pelo Brasil. Segundo ele, o setor confia nos procedimentos europeus, mas poderá solicitar uma resposta do governo brasileiro caso a decisão não siga os fundamentos técnicos discutidos.

A indústria brasileira de carne de frango também afirma estar preparada para retomar os embarques assim que houver autorização. De acordo com o dirigente da ABPA, a produção destinada ao mercado europeu não foi interrompida durante o período de restrição.

A possibilidade de uma retomada rápida é relevante para o setor exportador, que aguarda a conclusão da análise europeia para voltar a atender os compradores do bloco.

Exportação de carne bovina enfrenta cenário mais incerto

A situação é diferente para a carne bovina brasileira, cuja volta ao mercado europeu pode levar mais tempo. O presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), Roberto Perosa, destacou que a União Europeia responde por aproximadamente 5% do volume de carne bovina exportado pelo Brasil.

Apesar da participação relativamente pequena no total embarcado, o mercado europeu tem importância estratégica por sua influência na formação dos preços internacionais da proteína bovina.

Perosa informou que representantes dos governos brasileiro e europeu, assim como integrantes da iniciativa privada, mantêm conversas para buscar uma solução e retirar as restrições comerciais.

O objetivo, segundo o dirigente, é restabelecer o fluxo de negócios o mais rapidamente possível. Até que haja avanços nas negociações, porém, a retomada das vendas de carne bovina permanece menos previsível do que a expectativa para aves e mel.

Decisão europeia é aguardada pelo agronegócio brasileiro

A análise do Scopaff será determinante para definir os próximos passos das exportações brasileiras de produtos de origem animal à União Europeia. Enquanto os setores de aves e mel contam com um parecer técnico favorável, a cadeia da carne bovina segue em busca de avanços nas tratativas diplomáticas e comerciais.

A eventual liberação poderá permitir a retomada dos embarques de frango e mel, enquanto o setor bovino continua negociando a retirada das restrições impostas pelo bloco.

FONTE: Globo Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Raphael Salomão/Ed. Globo

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Exportação

UE pode suspender barreiras às exportações de aves e mel do Brasil

A União Europeia (UE) deverá reavaliar a suspensão das exportações brasileiras de carne de aves e mel após uma auditoria realizada no Brasil em agosto. O relatório elaborado pelo bloco apresentou conclusões positivas sobre os controles adotados pelo país para o uso de antimicrobianos, incluindo antibióticos, nessas duas cadeias produtivas.

As exportações dos produtos brasileiros para o mercado europeu estão suspensas desde 3 de setembro. Na avaliação inicial, a UE considerou que o sistema brasileiro de controle não oferecia garantias suficientes para atender às novas regras europeias sobre a utilização de antibióticos.

Segundo fontes diplomáticas ouvidas pela coluna, o resultado da auditoria representa uma sinalização favorável e abre a possibilidade de que aves e mel brasileiros voltem ao mercado europeu até novembro.

Carne bovina enfrenta prazo mais longo

A situação é diferente para a carne bovina brasileira. O principal desafio para o governo está na retirada do produto da lista de itens excluídos pela União Europeia.

Como o critério adotado pelo bloco considera o tempo de vida dos animais, a suspensão relacionada à proteína bovina pode durar significativamente mais. Segundo as informações levantadas pela coluna, o prazo poderia chegar a dois anos.

O governo brasileiro também recebeu a informação oficial de que uma nova auditoria sobre a cadeia de carne de aves deverá ser realizada pela UE em 2027.

De acordo com fontes oficiais, a nova inspeção serviria também para responder a setores europeus que questionaram o resultado positivo da primeira auditoria.

Relatório aponta adequação dos controles brasileiros

O documento elaborado após a missão técnica concluiu que a estrutura brasileira apresenta condições para atender às exigências europeias relacionadas ao uso de antimicrobianos.

Segundo o relatório, a legislação, os procedimentos adotados e o treinamento dos fiscais, além dos mecanismos de controle utilizados no país, são considerados capazes de cumprir as exigências previstas no Regulamento (UE) 2019/6 para as cadeias de aves e mel.

Na produção avícola, um dos pontos destacados foi a separação da linha destinada ao mercado europeu. No caso do mel, a avaliação levou em conta a ausência de produtos registrados para utilização em abelhas e os controles aplicados ao fornecimento desses produtos aos apicultores.

A auditoria também considerou que o sistema brasileiro de fiscalização oferece uma base adequada para que as autoridades nacionais possam certificar o cumprimento das restrições europeias sobre determinados antimicrobianos nos certificados sanitários exigidos para as exportações.

Governo brasileiro questiona suspensão

Apesar da avaliação positiva, integrantes da diplomacia brasileira questionam os motivos que levaram à suspensão dos produtos e os impactos econômicos e de imagem provocados pela medida.

Fontes diplomáticas citadas pela coluna avaliam que pressões protecionistas na Europa podem ter influenciado a decisão. Segundo esse entendimento, parte do setor europeu vê o Brasil como um concorrente de grande escala no agronegócio e defende mecanismos de proteção ao mercado do bloco.

Essa discussão ganhou relevância após a entrada em vigor do acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia, cuja negociação se estendeu por mais de 25 anos.

Comitê técnico vai decidir sobre retorno dos produtos

O próximo passo será a convocação de um comitê técnico da União Europeia, responsável por avaliar a retirada das restrições e a eventual reinclusão de aves e mel brasileiros na lista de produtos autorizados para entrada no bloco.

Embora seja um órgão de caráter técnico, fontes diplomáticas apontam que a decisão também está sujeita a pressões políticas.

França, Irlanda e Polônia estão entre os países que lideram a oposição ao acordo entre Mercosul e UE. Segundo uma fonte diplomática, um eventual voto contrário desses países à relistagem brasileira poderia reforçar a interpretação de que a suspensão teve motivação protecionista, e não exclusivamente relacionada ao cumprimento das normas sanitárias.

A decisão, porém, não depende de unanimidade. Até o momento, as autoridades europeias ainda não informaram ao governo brasileiro a data exata da votação.

Brasil avalia medidas caso barreira seja mantida

O governo brasileiro acompanha o processo e pretende continuar pressionando pela retirada das restrições. Fontes diplomáticas não descartam a adoção de medidas de reequilíbrio comercial caso as barreiras europeias permaneçam.

Também está no radar a possibilidade de levar a questão a organismos internacionais, incluindo a Organização Mundial do Comércio (OMC). Embora o sistema multilateral de comércio enfrente dificuldades, inclusive em razão da ofensiva do governo Donald Trump contra mecanismos multilaterais, a organização continua sendo considerada uma via possível, ainda que com efeitos principalmente simbólicos.

Reino Unido fará auditoria sobre carne brasileira

Outra avaliação importante ocorrerá em outubro. Na semana de 13 de outubro, o Reino Unido deverá enviar uma missão ao Brasil para verificar os controles relacionados ao uso de antimicrobianos na produção destinada à exportação de carne de aves, mel e carne bovina.

Um resultado positivo na auditoria britânica, especialmente em relação à carne bovina, poderá contribuir para uma futura revisão da posição europeia e favorecer a reintegração do Brasil ao mercado da União Europeia também nesse segmento.

FONTE: UOL
TEXTO: Redação
IMAGEM: Paulo Whitaker

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Exportação

Exportações de aves e mel: Brasil avança para retomar vendas à União Europeia

O Brasil deu mais um passo para retomar as exportações de carne de aves e mel para a União Europeia. O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou que terminou, na manhã da última sexta-feira (4/9), a auditoria realizada por autoridades sanitárias europeias nas cadeias produtivas dos dois segmentos.

Segundo o governo brasileiro, os técnicos da União Europeia consideraram satisfatórios os controles sanitários e os procedimentos oficiais adotados pelo país. A avaliação positiva representa um avanço no processo que poderá levar o Brasil de volta à lista de fornecedores autorizados a vender produtos de origem animal ao bloco europeu.

Auditoria avaliou sistema de defesa agropecuária

A missão das autoridades europeias começou em 24 de agosto e incluiu visitas a estabelecimentos produtores e órgãos oficiais.

Durante a auditoria, equipes técnicas brasileiras apresentaram os mecanismos de controle e fiscalização utilizados no país. Os procedimentos permitiram aos representantes europeus verificar diretamente a estrutura e o funcionamento do sistema brasileiro de defesa agropecuária.

Ao final da avaliação, os controles relacionados às cadeias de aves e mel foram considerados adequados pelas autoridades sanitárias europeias.

O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, destacou o resultado e afirmou que agora o processo depende principalmente das etapas burocráticas para a efetiva reinclusão do Brasil na relação de fornecedores autorizados.

Brasil aguarda conclusão do processo burocrático

Apesar da avaliação positiva, a retomada das vendas ainda depende da conclusão dos procedimentos administrativos da União Europeia.

O governo brasileiro avalia que a análise representa uma etapa importante para a recuperação do acesso ao mercado europeu, um dos destinos relevantes para os produtos agropecuários nacionais.

Desde a decisão tomada pela União Europeia em 12 de maio de 2026, o Brasil intensificou as negociações políticas e técnicas com representantes do bloco.

Nesse período, o país adotou medidas para atender aos requisitos exigidos pelas autoridades europeias e encaminhou documentos e informações referentes às cadeias produtivas destinadas à exportação.

Negociações envolvem outras cadeias agropecuárias

Embora a auditoria concluída nesta sexta-feira tenha concentrado atenção em carne de aves e mel, as tratativas entre Brasil e União Europeia também abrangem outros segmentos do agronegócio.

Entre as cadeias acompanhadas no processo estão pescados, carne bovina e ovos, além das próprias aves e do mel.

O objetivo do governo brasileiro é avançar no atendimento às exigências sanitárias europeias e ampliar novamente o acesso dos produtos nacionais ao mercado do bloco.

Avaliação reforça controle sanitário brasileiro

Para o Mapa, o resultado da auditoria demonstra a capacidade do país de manter padrões de segurança alimentar e qualidade sanitária.

O sistema oficial de defesa agropecuária é responsável pelo controle dos produtos destinados tanto ao mercado interno quanto aos compradores internacionais.

Atualmente, o Brasil exporta produtos agropecuários para mais de 150 países, o que torna a manutenção dos padrões sanitários uma questão estratégica para o comércio exterior.

Próximos passos para a retomada das exportações

Com a conclusão da auditoria, o Ministério da Agricultura continuará acompanhando as próximas etapas junto às autoridades europeias.

O governo também mantém contato com os setores produtivos envolvidos para monitorar o processo de reinclusão do Brasil na lista de países habilitados a exportar aves e mel para a União Europeia.

A expectativa é que, após o cumprimento das etapas burocráticas restantes, o país possa recuperar oficialmente o acesso ao mercado europeu para esses produtos.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério da Agricultura e Pecuária

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