Exportação

Exportações de Mato Grosso avançam com rodadas de negócios internacionais

As exportações de Mato Grosso seguem em expansão mesmo diante de um cenário global desafiador. Em Cuiabá, uma rodada internacional de negócios conectou empresas brasileiras a compradores estrangeiros e movimentou cerca de US$ 1,5 milhão em acordos imediatos. A expectativa é que o volume ultrapasse US$ 4,8 milhões ao longo dos próximos 12 meses.

A iniciativa integra o programa Exporta Mais Brasil, coordenado pela Apex Brasil, com foco em ampliar a presença do agronegócio brasileiro no mercado externo.

Negociações ampliam vendas de produtos agrícolas

Durante o evento, foram negociados mais de 90 contêineres de gergelim, além de cerca de 30 contêineres de amendoim e óleo. A rodada reuniu 13 compradores internacionais de mercados estratégicos como China, Holanda, Israel, Rússia, Colômbia, África do Sul e Quênia.

Ao todo, 26 empresas brasileiras participaram das reuniões, que foram organizadas com base em um processo prévio de análise de perfil, garantindo maior assertividade nas conexões comerciais.

Estratégia fortalece relação direta com compradores

O modelo adotado prioriza o contato direto entre exportadores e importadores. Nas rodadas, os compradores permanecem fixos enquanto as empresas brasileiras se revezam nas reuniões, otimizando o tempo e ampliando oportunidades de negócio.

Um diferencial desta edição foi a realização de visitas técnicas às unidades produtivas em Mato Grosso. Os compradores estrangeiros puderam conhecer de perto a capacidade de produção e o processamento dos produtos, o que contribui para aumentar a confiança nas negociações.

Para representantes do setor, esse contato presencial fortalece vínculos comerciais e favorece acordos de longo prazo, ampliando a competitividade das exportações agrícolas brasileiras.

Abertura de mercado e fidelização de clientes

A estratégia de aproximação direta já começa a gerar resultados concretos, com novos embarques confirmados durante o evento. A experiência in loco permite que compradores internacionais conheçam a qualidade dos produtos e a estrutura produtiva, facilitando a fidelização e a formação de parcerias duradouras.

Essa dinâmica amplia as chances de produtores locais se consolidarem como fornecedores regulares no comércio internacional.

Desafios logísticos pressionam o setor

Apesar do avanço nas negociações, o setor enfrenta obstáculos relevantes. O aumento dos custos de frete marítimo e a volatilidade cambial impactam diretamente a rentabilidade das operações.

Além disso, restrições logísticas em regiões estratégicas, como o Oriente Médio, têm exigido maior planejamento por parte dos exportadores. O encarecimento do transporte internacional, em alguns casos, chegou a dobrar ou triplicar os custos.

Outro fator de atenção é a redução no volume de compras por parte de importadores, reflexo de um ambiente global mais cauteloso.

Agronegócio brasileiro mostra resiliência

Mesmo com as dificuldades, o desempenho das rodadas de negócios reforça a capacidade de adaptação do setor. O agronegócio de Mato Grosso segue competitivo e mantém presença relevante no comércio exterior.

A avaliação de especialistas é que, mesmo em um cenário de incertezas, o Brasil continua ampliando espaço no mercado global, sustentado pela eficiência produtiva e pela demanda internacional por alimentos.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Canal Rural Mato Grosso

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Logística

Corredor logístico para o Pacífico impulsiona parceria entre Mato Grosso e Paraguai

Uma articulação entre Mato Grosso e Paraguai começou a ganhar forma com foco na ampliação das rotas de exportação e no fortalecimento da cooperação no agronegócio. Em reunião realizada nesta terça-feira (17), em Cuiabá, representantes do setor produtivo discutiram alternativas para reduzir custos logísticos e aumentar a competitividade regional.

Estratégia para reduzir custos de exportação

O encontro reuniu integrantes da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) e o senador paraguaio Enrique Salyn Buzarquis. Entre os principais temas debatidos esteve a criação de um corredor logístico para o Pacífico, com հնարավոր instalação de um centro de distribuição em território paraguaio.

A proposta busca encurtar distâncias e baratear o frete para mercados asiáticos — destino relevante para a produção agrícola brasileira. A melhoria da logística de exportação é considerada essencial para garantir maior eficiência no escoamento da safra.

Competitividade e ambiente de negócios

Durante o diálogo, também foram destacados fatores que aumentam a atratividade do Paraguai, como a estrutura tributária simplificada e a autossuficiência energética. Esses elementos vêm despertando o interesse de produtores brasileiros que buscam alternativas para expandir operações.

Dados apresentados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) reforçam o peso econômico de Mato Grosso. O estado responde por 56% do seu PIB com o agronegócio, além de representar cerca de 12% da produção global de soja. Atualmente, 42% do saldo da balança comercial brasileira está ligado à produção mato-grossense.

Intercâmbio tecnológico e fortalecimento do agro

Além da logística, a parceria prevê troca de experiências e conhecimento técnico. O Paraguai demonstra interesse em adaptar modelos de inteligência de mercado e mobilização do setor produtivo utilizados em Mato Grosso.

Segundo o senador Enrique Salyn Buzarquis, a proximidade geográfica pode se transformar em ganhos concretos de eficiência. A ideia é aproximar produtores paraguaios da estrutura e da atuação institucional da Famato.

Parceria de longo prazo

Para representantes da federação, a iniciativa reforça a necessidade de diversificar rotas e ampliar conexões internacionais. A avaliação é de que há espaço para consolidar uma cooperação duradoura, com benefícios mútuos.

A expectativa é que o diálogo evolua para ações práticas, com impacto direto no campo, por meio da troca de informações, experiências e soluções voltadas ao aumento da produtividade e competitividade.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Sistema Famato

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Greve

Greve dos caminhoneiros: paralisação é confirmada em Itajaí e deve impactar portos de Santa Catarina

A mobilização dos caminhoneiros ganhou força no litoral catarinense e já tem data para começar. Em Itajaí e cidades portuárias da região, a paralisação foi confirmada por lideranças da categoria e deve impactar diretamente a logística dos portos.

Paralisação começa em Itajaí nesta quinta-feira

De acordo com o presidente do Sindicato dos Transportadores Autônomos de Cargas e Contêineres em Geral de Navegantes e Região (Sinditac), Vanderlei de Oliveira, a paralisação está confirmada para quinta-feira (19), com início previsto ao meio-dia. O primeiro ponto de concentração será o posto Dalçóquio, em Itajaí, e a mobilização deve se espalhar para outros pontos estratégicos ao longo do dia.

A expectativa é de adesão significativa, especialmente entre caminhoneiros autônomos que atuam diretamente no transporte de cargas para os portos da região.

Região portuária no centro da mobilização

A paralisação envolve profissionais que atendem o complexo portuário de Itajaí, Navegantes, Itapoá e Imbituba — uma das principais rotas logísticas do Sul do Brasil.

Segundo informações do jornal Diarinho, a adesão ao movimento foi definida em reunião realizada no próprio posto Dalçóquio, com a participação de cerca de 200 motoristas. A assembleia foi realizada na terça-feira (17) por iniciativa da Associação Nacional dos Transportadores Autônomos de Carga e do Sindicato dos Transportadores Autônomos de Cargas e Contêineres em Geral de Navegantes (Sinditac). Na região, estima-se que haja aproximadamente 3 mil caminhoneiros autônomos. A expectativa inicial é de adesão entre 60% e 70%.

Ainda conforme o Diarinho, os trabalhadores também destacam dificuldades operacionais no Porto de Itajaí, como:

  • longas filas para carga e descarga;
  • falta de estrutura para parada;
  • condições precárias durante o tempo de espera das operações.

Diesel alto e frete defasado são os principais gatilhos

Segundo Vanderlei de Oliveira, o “gatilho” do movimento está diretamente ligado ao combustível, além da falta de atualização dos valores de frete por parte da ANTT, o que pressiona ainda mais a renda dos motoristas.

Dados citados pelo Diarinho apontam que o diesel chegou a uma média de R$ 6,80, após alta de quase 12% em poucos dias, agravando o cenário para os autônomos.

A categoria também reivindica:

  • cumprimento da tabela mínima de frete;
  • reajustes compatíveis com os custos operacionais;
  • melhores condições de trabalho nos portos.

Efeito pode atingir toda a cadeia logística

Com a forte dependência do transporte rodoviário para escoamento de cargas, a paralisação pode gerar impactos relevantes na operação dos portos catarinenses.

A interrupção no fluxo de caminhões tende a afetar:

  • exportações e importações;
  • abastecimento de indústrias;
  • prazos logísticos em toda a região Sul.

Por se tratar de cidades com forte atividade portuária, como Itajaí e Navegantes, o impacto pode ser sentido rapidamente.

Cenário nacional ainda está em definição

Em nível nacional, a greve ainda depende de alinhamento entre entidades e sindicatos. Lideranças de estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Rio Grande do Sul já sinalizaram apoio à paralisação, especialmente após reunião no Porto de Santos.

Há indicativos de que o movimento pode ganhar escala nacional, mas a adesão ainda não é total. Novas reuniões estão em andamento para unificar as pautas e definir os próximos passos.

O governo federal acompanha a situação e tenta avançar em medidas para conter a mobilização, principalmente diante do risco de desabastecimento.

O que esperar

Com a paralisação confirmada em Itajaí e região portuária de Santa Catarina, o foco agora está na adesão da categoria e na possibilidade de ampliação do movimento.

Caso haja alinhamento nacional, a greve pode ultrapassar o cenário regional e se transformar em uma nova paralisação de grande impacto no país.

Fontes: Diarinho; Sindicato dos Transportadores Autônomos de Cargas e Contêineres em Geral de Navegantes (Sinditac); ANTC; lideranças do setor.

Texto: Conteúdo produzido com suporte de inteligência artificial e curadoria editorial da equipe ReConecta News.

Imagem: Divulgação ANTC

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Exportação

Exportações de soja de Mato Grosso batem recorde em fevereiro

O estado de Mato Grosso registrou um novo marco nas exportações de soja ao enviar 3,85 milhões de toneladas do grão ao mercado internacional em fevereiro. O volume supera o recorde anterior para o mês, de 3,66 milhões de toneladas, registrado em 2022.

Na comparação com janeiro deste ano, o desempenho foi ainda mais expressivo. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) indicam que o total embarcado em fevereiro foi 5,64 vezes maior do que no primeiro mês de 2026.

Avanço da colheita impulsiona embarques

Segundo análise do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o forte ritmo das exportações de soja de Mato Grosso está diretamente ligado ao progresso da colheita no estado.

Até o dia 27 de fevereiro, 78,34% da área cultivada com a oleaginosa já havia sido colhida. O avanço da safra ampliou a disponibilidade do grão, favorecendo o aumento dos embarques para o mercado externo.

China lidera compras da soja mato-grossense

A China permaneceu como principal destino da soja produzida em Mato Grosso. Em fevereiro, o país asiático importou 2,74 milhões de toneladas, o que corresponde a 71,30% de todo o volume exportado pelo estado no período.

De acordo com o Imea, o ritmo de aquisições da potência asiática foi o mais intenso já registrado para o mês de fevereiro nos últimos cinco anos, reforçando a relevância do mercado chinês para o agronegócio brasileiro.

Safra recorde pode manter ritmo forte de exportações

A expectativa para os próximos meses é de continuidade no alto volume de embarques. A projeção de safra recorde de soja em Mato Grosso, estimada em 51,41 milhões de toneladas, tende a sustentar o fluxo acelerado de exportações do grão ao longo de 2026.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

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Agronegócio

Produção de gergelim cresce 17% em Mato Grosso e ganha força como alternativa ao milho

A cultura do gergelim em Mato Grosso vem se firmando como uma das principais apostas da segunda safra no Estado. Na temporada 2024/2025, a produção avançou 17,3%, passando de 246,1 mil para 288,9 mil toneladas, consolidando-se como opção estratégica logo após a soja, atrás apenas do milho.

O crescimento não ocorreu apenas pela expansão de área, mas principalmente pelo ganho de eficiência no campo. A produtividade agrícola saltou de 579 quilos por hectare para 720 quilos por hectare, indicando maior domínio técnico da cultura pelos produtores.

Produtor busca culturas mais adaptadas ao clima

O avanço do gergelim reflete uma mudança no planejamento agrícola. Com janelas climáticas mais curtas e maior risco de estiagem, produtores têm buscado culturas mais resistentes. O plantio do gergelim ocorre entre fevereiro e março, logo após a colheita da soja, com ciclo médio de 120 dias, o que favorece sua inserção no calendário agrícola.

Essa adaptação tem sido especialmente relevante em regiões onde as chuvas costumam cessar mais cedo, reduzindo a segurança do milho de segunda safra.

Exportações impulsionam a expansão da cultura

O principal motor do crescimento está no mercado externo. Atualmente, cerca de 99% do gergelim produzido em Mato Grosso é exportado, com destaque para a Ásia. A recente abertura do mercado chinês ao produto brasileiro ampliou a demanda e acelerou investimentos em certificações, pesquisa e melhoramento genético.

Segundo o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, a entrada da China no rol de compradores foi decisiva para o avanço da cultura. De acordo com ele, mais de 20 empresas já foram credenciadas no Estado, estimulando novos aportes no setor.

Gergelim substitui milho em áreas de maior risco climático

Em regiões como o Vale do Araguaia, onde a estiagem costuma chegar mais cedo, o gergelim tem se mostrado uma alternativa mais segura ao milho. Nessas áreas, o cereal enfrenta maior risco de perdas por falta de chuva, enquanto o gergelim apresenta melhor desempenho agronômico e rentabilidade.

Outro fator que favorece a adoção da cultura é a redução de custos operacionais. Produtores têm conseguido adaptar a mesma colheitadeira utilizada na soja para a colheita do gergelim, o que facilita a transição e diminui a necessidade de novos investimentos em máquinas.

Expectativas para a safra 2025/2026

As projeções da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indicam que a área plantada com gergelim pode alcançar 400 mil hectares na safra 2025/2026. O desafio, segundo especialistas, passa agora pela escolha das variedades mais adequadas ao mercado.

Enquanto a variedade K3, voltada à produção de óleo, é a mais comum no Estado, o mercado asiático paga prêmios maiores pela K2, conhecida como variedade doce. Na China, por exemplo, o consumo de óleo de gergelim supera o de óleo de soja, o que amplia o potencial de demanda pelo produto brasileiro.

O governo estadual aposta ainda na verticalização da produção, com estímulo à industrialização e à abertura de novos mercados. A Zona de Processamento de Exportação é vista como um dos instrumentos para atrair investimentos e manter o ritmo de crescimento da cultura no Estado.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Israel Baumann/ Canal Rural Mato Grosso

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Agronegócio

Passaporte verde para exportação será obrigatório a partir de 2026

A partir de 2026, exportar produtos agropecuários deixará de depender apenas de qualidade e escala. Para acessar mercados externos, especialmente a União Europeia, produtores e empresas terão de apresentar um verdadeiro passaporte verde, comprovando que a produção não está associada ao desmatamento e que cumpre requisitos ambientais e sociais mínimos. Especialistas avaliam que a mudança representa uma transformação estrutural no comércio agrícola, com impactos em toda a cadeia, do pequeno produtor às grandes tradings.

O que muda nas regras dos compradores internacionais

As novas normas europeias contra o desmatamento começam a ser aplicadas de forma efetiva no fim de 2025, com exigência plena ao longo de 2026. Pelas regras, exportadores de soja, carne bovina, madeira, cacau, café, borracha e óleo de palma para a UE precisarão apresentar:

coordenadas geográficas das áreas de produção
• comprovação de ausência de desmatamento após a data de corte definida na legislação
• documentos que comprovem o cumprimento da legislação local

Na prática, cada carga exportada deverá ter rastreabilidade completa e histórico ambiental regular. O movimento não se limita à Europa. Dados globais indicam que cerca de 90% da perda florestal mundial está associada à expansão agrícola para commodities, o que tem ampliado a pressão por cadeias produtivas mais responsáveis.

Empresas ainda não estão prontas e pressão recai sobre o produtor

Apesar do discurso público, muitas empresas seguem longe do padrão desmatamento zero. O Global Forests Report 2024 analisou 881 companhias e identificou que apenas 445 apresentam algum avanço nessa direção. Dessas, somente 64 possuem ao menos uma operação totalmente alinhada ao compromisso. Já o estudo Forest 500, da Global Canopy, aponta que apenas uma pequena parcela das maiores empresas e instituições financeiras do mundo implementou políticas realmente robustas contra o desmatamento.

Segundo analistas, esse atraso no topo da cadeia faz com que a exigência chegue com mais força ao produtor rural. Compradores internacionais e indústrias nacionais já solicitam documentação detalhada de origem, CAR regular, ausência de embargos ambientais, inexistência de sobreposição com áreas protegidas e comprovação de boas práticas trabalhistas. Quem não consegue atender a essas demandas corre o risco de perder contratos ou ser direcionado a mercados menos exigentes e com menor valor agregado.

O que o produtor precisa apresentar na prática

Na porteira para dentro, o passaporte verde se materializa em quatro frentes principais:

Rastreabilidade
Identificação precisa da origem de cada lote, com mapas, CAR atualizado, georreferenciamento e, em muitos casos, integração com sistemas digitais de compradores.

Desmatamento zero
Comprovação de que a área produtiva não foi aberta após a data de corte internacional, mesmo quando o desmate é considerado legal no Brasil.

Conformidade ESG
Cumprimento da legislação ambiental e trabalhista, com documentos organizados e preparados para auditorias.

Transparência
Manutenção de contratos, registros e cadastros acessíveis para verificação por empresas e autoridades.

Esses critérios já aparecem em novos contratos de exportação e programas de certificação e tendem a se tornar padrão entre 2025 e 2026.

Risco de exclusão e vantagem competitiva para quem se adapta

O recado dos grandes mercados é claro. Quem não se adequar pode perder espaço, sofrer descontos ou até ficar fora de destinos estratégicos. Em contrapartida, produtores e empresas que comprovam conformidade ambiental e social ganham vantagens relevantes:

• acesso a mercados premium
• prioridade em programas de compra de grandes redes e indústrias
• melhores condições de financiamento e seguros ligados ao ESG
• possibilidade de obter prêmios por produtos certificados ou de baixa pegada ambiental

Há sinais de que compradores estão dispostos a pagar mais por produtos com garantia de origem e desmatamento zero, sobretudo em cadeias de maior valor, como soja para alimentação humana, carne bovina e insumos para proteína animal.

Pequenos e médios produtores enfrentam maior desafio

Para pequenos e médios produtores, a adaptação tende a ser mais complexa, devido à falta de estrutura técnica, tempo e recursos. Especialistas recomendam ações práticas já a partir de 2025:

• regularizar o Cadastro Ambiental Rural (CAR) e resolver pendências ambientais
• organizar documentação fundiária, trabalhista e fiscal
• buscar apoio de cooperativas, associações e parceiros comerciais que ofereçam plataformas de rastreabilidade
• participar de programas de adequação ambiental e certificação, quando disponíveis

A avaliação do setor é que a transição será menos traumática para quem está inserido em cadeias organizadas, como cooperativas e sistemas integrados, do que para produtores que atuam de forma isolada.

No fim, o passaporte verde não será apenas um selo, mas um conjunto de documentos, mapas, histórico ambiental e boas práticas que definirá quem continuará acessando os mercados mais exigentes do mundo. Para o agro brasileiro, a decisão é estratégica: quem se organizar agora tende a embarcar primeiro; quem adiar pode ficar para trás.

FONTE: Pensar Agro
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Pensar Agro

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Exportação, Exportadores agrícolas, Importação

Exportações agrícolas na Argentina sobem 7,2%, enquanto importações crescem 42,8%

As exportações da potência agrícola da Argentina cresceram 7,2% no último período, atingindo um recorde para o período, conforme anunciou o ministro da Economia, Luis Caputo, em postagem na plataforma X. Apesar do crescimento nas vendas ao exterior, as importações do país aumentaram expressivos 42,8%, o que reduziu o impacto positivo do aumento das exportações no saldo comercial.

Impacto no comércio exterior argentino
De acordo com o Ministério da Economia argentino, o aumento nas exportações agrícolas reflete a forte demanda internacional por produtos do setor. Contudo, o crescimento momentâneo das importações compromete a balança comercial, apresentando desafios para a estabilidade econômica do país.

Segundo analistas, o aumento de 42,8% nas importações pode indicar uma retomada na economia ou uma necessidade de adquirir insumos essenciais, agravando o déficit comercial. A combinação desses fatores requer atenção das autoridades econômicas argentinas para equilibrar o comércio exterior.

Contexto econômico e perspectivas futuras
Dados recentes também apontam que o Produto Interno Bruto (PIB) da Argentina cresceu no primeiro trimestre, impulsionado pelo setor agrícola e por investimentos internos. A expectativa é que, com a manutenção do ritmo de exportações e controle das importações, o país possa avançar para uma maior estabilidade econômica, mesmo diante do aumento expressivo nas compras externas.

Para o ministro Luis Caputo, as marcas recordes nas exportações reafirmam a posição da Argentina como uma potência agrícola global, mas alertam para a necessidade de equilibrar o crescimento com uma política de importações mais controlada.

Fonte: Diário do Povo

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