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Operação Perfume de Mulher investiga esquema de descaminho de perfumes e lavagem de dinheiro

A Receita Federal, o Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) deflagraram nesta terça-feira (22) a Operação Perfume de Mulher, que apura a atuação de uma suposta organização criminosa envolvida com descaminho de perfumes, evasão de divisas e lavagem de capitais.

A investigação alcança operações realizadas nos estados de Mato Grosso do Sul, São Paulo e Pernambuco. Segundo os órgãos, o grupo seria responsável pela entrada irregular de perfumes importados no Brasil e pela posterior distribuição dos produtos para diferentes regiões do país.

Investigação aponta mais de 20 apreensões

As apurações começaram a partir do trabalho conjunto dos órgãos de fiscalização e investigação. Entre 2024 e 2026, foram identificadas mais de 20 apreensões relacionadas ao grupo investigado.

Uma das principais ações ocorreu em outubro de 2025, quando foram retidos aproximadamente R$ 10 milhões em perfumes importados irregularmente.

O mercado clandestino de perfumes estrangeiros provoca impactos na arrecadação de impostos, na concorrência com empresas regulares e na economia formal. De acordo com os investigadores, esses produtos estão entre as mercadorias de maior valor agregado comercializadas ilegalmente no país.

Perfumes entravam pelo Paraguai

Segundo os elementos reunidos durante a investigação, os produtos, principalmente perfumes árabes, eram introduzidos clandestinamente no território brasileiro pela região de fronteira de Ponta Porã (MS).

Depois de ingressarem no país, as mercadorias eram encaminhadas para depósitos clandestinos. Inicialmente, parte dos produtos era armazenada em Campo Grande. Posteriormente, a estrutura teria sido ampliada para centros de distribuição localizados em São Paulo e Pernambuco.

A partir desses pontos, os perfumes eram enviados para consumidores de diferentes estados brasileiros.

Vendas usavam redes sociais e marketplaces

As investigações apontam que a comercialização ocorria principalmente pela internet, utilizando redes sociais, marketplaces e plataformas de comércio eletrônico.

O grupo também teria recorrido a influenciadores digitais para ampliar a divulgação dos produtos. Em um dos sites associados à estrutura investigada, a empresa se apresentava como uma das principais referências em perfumaria árabe no Brasil e afirmava contar com diversas revendas espalhadas pelo país.

Investigação aponta uso de empresas e documentos falsos

Para dar aparência regular às operações, os investigadores identificaram indícios de utilização de notas fiscais inidôneas, declarações de conteúdo falsas e diferentes pessoas jurídicas.

Também foram encontrados elementos que apontam para possíveis práticas de lavagem de dinheiro, incluindo empresas de fachada, uso de terceiros para movimentações e ocultação de patrimônio.

As análises ainda identificaram transações financeiras incompatíveis com a capacidade econômica atribuída aos investigados. Segundo os órgãos envolvidos, parte das operações com fornecedores estrangeiros teria utilizado criptoativos.

Movimentação financeira supera R$ 300 milhões

As análises financeiras realizadas durante a investigação apontaram movimentações superiores a R$ 300 milhões em contas bancárias relacionadas aos investigados.

O volume financeiro identificado, segundo as autoridades, demonstra a dimensão econômica atribuída ao esquema sob investigação.

Operação cumpre 16 mandados de busca e apreensão

Por determinação da 3ª Vara Federal de Campo Grande, as equipes cumprem 16 mandados de busca e apreensão em Mato Grosso do Sul, São Paulo e Pernambuco.

A decisão judicial também autorizou a apreensão de bens relacionados aos investigados até o limite de R$ 100 milhões, incluindo ativos em criptomoedas.

Além das medidas patrimoniais, foi determinada a prisão da pessoa apontada pela investigação como responsável pela coordenação das atividades do grupo.

Mais de 100 agentes participam da operação

A força-tarefa reúne 130 integrantes dos órgãos envolvidos. A Receita Federal participa com 50 auditores-fiscais e analistas tributários. O Ministério Público Federal mobilizou outros 50 integrantes, enquanto o Ministério Público de Mato Grosso do Sul participa com 30.

Segundo os órgãos, esta é a primeira operação realizada em Mato Grosso do Sul com a participação simultânea da Receita Federal, GAECO-MPF e GAECO-MPE/MS.

A investigação busca esclarecer a extensão da estrutura, identificar os responsáveis pelas diferentes etapas do esquema e avançar sobre o patrimônio supostamente obtido por meio das atividades investigadas.

FONTE: Receita Federal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Receita Federal

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Operação Três Corpos: Receita Federal recolhe equipamentos de academia importados irregularmente no RS

A Receita Federal deu início à segunda etapa da Operação Três Corpos, voltada ao combate à importação irregular de equipamentos para academias. A ação, realizada com apoio da Polícia Federal, envolve a desmontagem e retirada de aparelhos de origem estrangeira encontrados em unidades de uma rede de academias inaugurada em 2024 nas cidades de Quaraí, Bagé e Uruguaiana, no Rio Grande do Sul.

Segundo o órgão, os equipamentos foram introduzidos no país sem o cumprimento dos procedimentos aduaneiros exigidos e sem o recolhimento dos tributos correspondentes.

Fiscalização identificou centenas de equipamentos estrangeiros

A primeira fase da operação ocorreu em abril deste ano e revelou a existência de centenas de aparelhos importados, em sua maioria de fabricação chinesa, com fortes indícios de irregularidades na entrada no território nacional.

Durante a fiscalização, os responsáveis pelos estabelecimentos tiveram a oportunidade de apresentar documentos que comprovassem a importação legal dos equipamentos ou a aquisição regular no mercado brasileiro.

Após a análise da documentação entregue, a Receita Federal concluiu que parte das mercadorias não possuía comprovação de regularidade, resultando na lavratura de autos de infração e na aplicação da pena de perdimento dos bens.

Equipamentos permanecerão sob custódia da Receita

Os aparelhos recolhidos serão encaminhados para depósitos da Receita Federal, onde permanecerão armazenados até que seja definida sua destinação, conforme previsto na legislação aduaneira vigente.

A medida faz parte dos procedimentos adotados em casos de mercadorias importadas sem a devida regularização fiscal e documental.

Investigação apura crimes fiscais e financeiros

A Operação Três Corpos tem como foco a apuração de possíveis crimes relacionados à importação irregular de equipamentos para academias, incluindo descaminho, falsidade ideológica, evasão de divisas e lavagem de dinheiro.

Na primeira etapa da investigação, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão e um mandado de busca pessoal, expedidos pela Justiça Federal de Rio Grande (RS), nos municípios de Bagé, Uruguaiana e Quaraí.

As investigações continuam com a análise dos materiais e documentos apreendidos durante as diligências.

Receita destaca combate à concorrência desleal

De acordo com a Receita Federal, ações desse tipo buscam preservar a concorrência leal entre empresas e combater prejuízos causados pela sonegação de tributos.

Além do impacto direto na arrecadação pública, a entrada irregular de equipamentos afeta o setor de comercialização desses produtos, que atua dentro das normas legais, e também as academias que investem na compra de aparelhos regularmente importados e tributados.

O órgão reforça que o combate às infrações aduaneiras e fiscais permanece como uma das prioridades para garantir maior equilíbrio nas relações comerciais e proteger os segmentos que operam em conformidade com a legislação.

FONTE: Receita Federal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Receita Federal

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