Informação

Petróleo dispara 9% após Irã prometer manter Estreito de Ormuz fechado

Os preços do petróleo registraram forte alta nesta quinta-feira, impulsionados pelo agravamento das tensões no Oriente Médio e pela promessa do governo do Irã de manter fechado o estratégico Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes para o comércio global de energia.

A escalada do conflito elevou o temor de interrupção no fluxo de petróleo da região, levando o mercado a reagir com uma valorização expressiva do barril no mercado internacional.

Brent supera US$ 100 e atinge maior nível em quase quatro anos

Os contratos futuros do petróleo Brent, referência global, encerraram o dia cotados a US$ 100,46 por barril, alta de US$ 8,48 (9,2%). Durante a sessão, o preço chegou a atingir US$ 101,60.

Já o West Texas Intermediate (WTI), principal referência nos Estados Unidos, fechou a US$ 95,70 por barril, com valorização de 9,7%.

Com esse desempenho, ambos os contratos alcançaram os níveis mais altos desde agosto de 2022, refletindo o aumento da incerteza no mercado global de petróleo.

Fechamento do Estreito de Ormuz preocupa mercado

Analistas apontam que o bloqueio do Estreito de Ormuz, passagem estratégica por onde circula grande parte do petróleo exportado do Oriente Médio, tem provocado forte desequilíbrio entre oferta e demanda.

Segundo Jim Burkhard, vice-presidente e chefe global de pesquisa de petróleo da S&P Global, o mercado enfrenta um cenário de forte instabilidade.

Na avaliação do especialista, a normalização do setor energético depende da reabertura da rota marítima e da retomada das atividades de produção e distribuição de petróleo na região — algo que não deve ocorrer rapidamente.

EUA avaliam escolta naval para navios petroleiros

O secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, afirmou à emissora CNBC que a Marinha americana ainda não está escoltando navios pelo Estreito de Ormuz.

No entanto, ele indicou que a medida pode ser implementada até o final do mês caso as tensões persistam.

Apesar da escalada do conflito, Wright avaliou que é improvável que o preço do petróleo alcance US$ 200 por barril, mesmo com a continuidade dos ataques na região.

Ataques a navios e paralisação de portos aumentam tensão

Autoridades de segurança do Iraque informaram que dois navios-tanque foram atingidos por embarcações iranianas carregadas com explosivos em águas do país.

Após os ataques, os portos petrolíferos iraquianos suspenderam completamente suas operações, aumentando ainda mais a preocupação com a interrupção do abastecimento global de petróleo.

Além disso, o governo de Omã retirou todas as embarcações do terminal de exportação de petróleo em Mina Al Fahal, localizado próximo ao Estreito de Ormuz, como medida preventiva diante do risco de novos incidentes.

Mercado teme impacto no abastecimento global

A escalada das tensões na região reforça o receio de interrupções no transporte internacional de petróleo, já que o Estreito de Ormuz é responsável por uma parcela significativa do comércio global da commodity.

Caso o bloqueio se prolongue, especialistas avaliam que o mercado de energia poderá enfrentar novas pressões de preços, afetando combustíveis, transporte e custos de produção em diversos países.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Stringer

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Internacional

OMI pede respeito à liberdade de navegação após ataques a navios no Estreito de Ormuz

A Organização Marítima Internacional (OMI) manifestou preocupação diante dos recentes ataques a navios mercantes no Estreito de Ormuz, que resultaram na morte de pelo menos sete tripulantes e deixaram vários marinheiros feridos, alguns em estado grave.

O alerta foi feito pelo secretário-geral da entidade, Arsenio Domínguez, que reforçou a necessidade de garantir a liberdade de navegação e a segurança das operações marítimas em uma das rotas comerciais mais estratégicas do planeta.

Declaração foi feita durante reunião técnica da OMI

O posicionamento ocorreu durante a abertura da 12ª sessão do Subcomitê de Sistemas e Equipamentos Navais (SSE) da OMI, realizada na sede da organização, em Londres, com programação até o dia 13 de março.

Na ocasião, Domínguez classificou como inadmissíveis os ataques contra embarcações civis e profissionais do setor marítimo.

Segundo ele, “qualquer ataque contra tripulantes inocentes ou navios mercantes é inaceitável”, ressaltando que os marítimos desempenham papel essencial no transporte global de mercadorias e energia.

OMI reforça princípio da liberdade de navegação

Durante o pronunciamento, o secretário-geral destacou que o respeito à liberdade de navegação é um dos pilares do direito marítimo internacional e deve ser preservado por todas as partes envolvidas.

Diante do cenário de instabilidade na região, a organização recomendou que empresas de navegação e operadores marítimos redobrem os cuidados ao transitar pelo Estreito de Ormuz, avaliando inclusive a possibilidade de evitar a área quando necessário.

A região é considerada estratégica para o comércio internacional, especialmente no transporte de petróleo e energia, o que amplia o impacto potencial de incidentes de segurança.

Organização monitora situação e alerta para risco de desinformação

A OMI informou que segue acompanhando a evolução do cenário e reforçou que decisões operacionais no setor marítimo devem se basear em informações verificadas e confiáveis.

A entidade também alertou para o risco da desinformação, que pode comprometer avaliações de risco e estratégias de navegação em áreas sensíveis.

Como medida de apoio ao setor, a organização lançou um portal informativo dedicado, com atualizações sobre a situação na região. O objetivo é fornecer dados atualizados para marítimos, companhias de navegação e autoridades marítimas.

Solidariedade às vítimas e profissionais do setor

Ao final de sua manifestação, Domínguez expressou solidariedade aos marinheiros feridos, às famílias das vítimas fatais e aos profissionais que continuam operando em zonas marítimas consideradas de alto risco.

Ele também destacou a importância de proteger os trabalhadores do transporte marítimo, responsáveis por sustentar grande parte da logística e do comércio global.

FONTE: Mundo Marítimo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Notícias

Explosão em navio no Estreito de Ormuz deixa três tripulantes desaparecidos

Uma explosão em um navio de carga no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo, deixou três tripulantes desaparecidos. O incidente ocorreu após a embarcação ser atingida por projéteis, segundo informações divulgadas pelo Ministério dos Transportes da Tailândia.

Ao todo, 20 integrantes da tripulação foram resgatados com vida após abandonarem o navio em um bote salva-vidas. O resgate foi realizado pela Marinha de Omã, que atua na segurança da região.

Incêndio atingiu casa de máquinas da embarcação

De acordo com as autoridades tailandesas, a explosão ocorreu na parte traseira do navio, provocando um incêndio na casa de máquinas.

Os três tripulantes que seguem desaparecidos estavam trabalhando nesse setor no momento da explosão. As autoridades ainda não confirmaram o paradeiro dos trabalhadores nem detalharam as causas do ataque contra a embarcação.

O Estreito de Ormuz é considerado uma área sensível para a segurança do transporte marítimo internacional, já que conecta o Golfo Pérsico ao Oceano Índico e concentra parte relevante do fluxo global de petróleo e cargas.

Conflito no Oriente Médio amplia tensão na região

O incidente ocorre em meio à escalada de tensões no Oriente Médio, marcada pelo confronto militar entre Estados Unidos, Israel e Irã.

Segundo relatos do conflito, a guerra começou em 28 de fevereiro após um ataque conjunto de Estados Unidos e Israel em Teerã que resultou na morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei. A ofensiva também teria eliminado outras figuras importantes do governo iraniano.

Autoridades americanas afirmam que operações militares posteriores destruíram navios iranianos, sistemas de defesa aérea, aeronaves e outras estruturas militares do país.

Irã responde com ataques na região

Como resposta, o governo iraniano realizou ofensivas contra alvos em diferentes países do Oriente Médio, incluindo Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã.

Segundo autoridades iranianas, os ataques teriam como alvo interesses dos Estados Unidos e de Israel presentes nesses territórios.

Dados da Human Rights Activists News Agency indicam que mais de 1.200 civis morreram no Irã desde o início da guerra. Já a Casa Branca informou que ao menos sete soldados americanos morreram em ataques relacionados ao conflito.

Escalada militar alcança o Líbano

A crise também se espalhou para o Líbano após ataques do Hezbollah contra o território israelense, apresentados como resposta à morte de Ali Khamenei.

Em reação, Israel passou a realizar ofensivas aéreas contra posições do Hezbollah em território libanês. Os confrontos já deixaram centenas de mortos no país, de acordo com balanços preliminares.

Irã escolhe novo líder supremo

Com a morte de grande parte da liderança iraniana durante os ataques iniciais, um conselho político do país escolheu Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei, como novo líder supremo do Irã.

Analistas avaliam que a escolha indica continuidade da linha política do regime, sem mudanças estruturais significativas.

A decisão foi criticada pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que classificou a escolha como um “grande erro” e afirmou que o processo deveria contar com participação americana. Segundo ele, a liderança de Mojtaba seria “inaceitável” para o país.

FONTE: CNN
TEXTO: Redação
IMAGEM: ROYAL THAI NAVY/ VIA REUTERS

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Internacional

Irã Instala Minas Navais no Estreito de Ormuz e Aumenta Tensão com EUA

O Irã começou a instalar minas navais no Estreito de Ormuz, ponto estratégico responsável por cerca de 20% do petróleo bruto mundial, segundo fontes próximas a relatórios de inteligência americana. A ação ocorre em um momento de alta tensão entre Teerã e Washington.

Instalação de minas ainda parcial, mas capacidade é alta

Fontes afirmam que, até o momento, foram colocadas algumas dezenas de minas, mas a maior parte da frota iraniana — entre 80% e 90% de pequenas embarcações e navios lança-minas — ainda está disponível. Com esses recursos, o Irã poderia implantar centenas de minas ao longo da hidrovia, ampliando significativamente o risco para o tráfego marítimo internacional.

Reação dos Estados Unidos

O presidente dos EUA, Donald Trump, reagiu exigindo a remoção imediata das minas caso elas tenham sido instaladas. Em postagem na rede social Truth Social, Trump alertou que a não retirada das explosivos acarretaria “consequências militares de magnitude sem precedentes” para o Irã.

Guarda Revolucionária controla o estreito

A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, em parceria com a marinha tradicional, passou a controlar efetivamente o estreito. Segundo a CNN, a força dispõe de uma rede de embarcações dispersas para lançamento de minas, barcos-bomba e baterias de mísseis em terra, tornando a travessia extremamente arriscada.

O estreito está sendo descrito como um “vale da morte“, já que qualquer embarcação enfrenta risco elevado. Autoridades americanas informaram que a Marinha dos EUA ainda não escoltou navios na região, embora Trump tenha sinalizado na segunda-feira (9) que estudava opções para proteger a passagem de embarcações estratégicas.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN

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Economia

Dólar cai 0,15% e fecha em R$ 5,15 com incertezas sobre conflito no Irã

O dólar hoje encerrou a terça-feira praticamente estável, com leve recuo de 0,15%, fechando em R$ 5,1582. Durante a sessão, a moeda oscilou entre mínimas de R$ 5,1326 e máximas próximas de R$ 5,16, refletindo a reação do mercado a informações sobre o conflito no Irã. No acumulado do ano, a divisa registra queda de 6,03% frente ao real.

O dólar futuro para abril, mais negociado na B3, cedia 0,27%, cotado a R$ 5,1850 às 17h02. No dólar comercial, a cotação de compra e venda ficou em R$ 5,157.

Influência do conflito no Irã na cotação

O mercado reagiu às notícias de que o Irã poderia instalar minas no Estreito de Ormuz, passagem estratégica por onde circula cerca de 20% do petróleo mundial. Mais cedo, a expectativa de um possível desfecho rápido da guerra entre EUA e Irã, sinalizado pelo presidente Donald Trump, havia pressionado o dólar para baixo.

Trump afirmou, em conversas com parlamentares e entrevistas à mídia, que a guerra “será concluída muito rapidamente” e que poderia dialogar com o Irã. O otimismo reduziu os preços do petróleo para perto de US$ 83 o barril em Nova York e fortaleceu o Ibovespa, além de diminuir os prêmios na curva de Depósitos Interfinanceiros (DIs).

Dólar recupera força após alerta de minas

Na parte da tarde, a moeda voltou a subir após a CBS News divulgar que a inteligência americana identificou sinais de que o Irã estaria se preparando para instalar minas no Estreito de Ormuz. Em resposta, Trump exigiu que qualquer mina fosse removida sob risco de “consequências militares sem precedentes”, apesar de não haver confirmação de que elas já tenham sido colocadas.

O temor de escalada no conflito no estreito, crucial para o transporte global de petróleo e gás, fez com que o dólar praticamente zerasse suas perdas no Brasil e fortalecesse a moeda também no exterior. O petróleo se afastou das mínimas intradiárias, refletindo a volatilidade provocada pelas notícias internacionais.

Intervenção do Banco Central

O Banco Central do Brasil atuou no mercado vendendo 50 mil contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de abril, reforçando a liquidez e estabilizando a cotação da moeda.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Infomoney

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Seguro Internacional

Seguro marítimo dispara com escalada do conflito no Irã e tensão no Estreito de Ormuz

O agravamento do conflito no Golfo Pérsico está provocando uma forte alta nos custos de seguro marítimo de risco de guerra, com prêmios que, em alguns casos, aumentaram mais de 1.000%. A elevação repentina das tarifas pressiona o transporte internacional de energia por uma das rotas marítimas mais estratégicas do planeta.

A escalada do conflito começou após ataques aéreos conduzidos por Israel e pelos Estados Unidos contra alvos em Teerã no dia 28 de fevereiro. Desde então, o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz — um dos principais gargalos do comércio global — passou a enfrentar sérios riscos operacionais.

Tensão militar eleva risco para navios

No início de março, o governo iraniano declarou que poderia abrir fogo contra embarcações que tentassem atravessar a região. Desde o início das hostilidades, ao menos nove navios sofreram danos nas proximidades do estreito.

Esse cenário levou seguradoras a rever rapidamente as condições do seguro de risco de guerra para navios, cobertura que protege armadores contra prejuízos provocados por conflitos armados ou atos de terrorismo. Embora a maioria das apólices seja anual, algumas são contratadas especificamente para viagens em áreas consideradas perigosas.

Segundo especialistas do setor, a escalada militar aumentou significativamente a exposição das companhias de navegação e das empresas de energia que dependem da rota para transportar cargas.

Custos de transporte e energia sob pressão

O aumento das tarifas de seguro evidencia como o conflito está elevando os custos do transporte marítimo global. Analistas alertam que, se a crise se prolongar, o impacto poderá chegar ao consumidor final, pressionando a inflação.

Stephen Rudman, responsável pela área marítima da Ásia na corretora global Aon, explicou que o mercado reagiu rapidamente devido ao risco de perdas concentradas.

De acordo com ele, caso vários navios sejam atingidos simultaneamente na mesma região, os prejuízos podem alcançar cifras bilionárias.

Rudman também afirmou que os prêmios adicionais para navios que transitam em zonas de alto risco estão subindo de forma acentuada e devem continuar variando no curto prazo.

Prêmios de seguro podem chegar a milhões por embarcação

Estimativas de analistas da Jefferies indicam que as perdas potenciais do setor, considerando navios já atingidos desde o início do conflito, podem alcançar até US$ 1,75 bilhão.

Com petroleiros avaliados normalmente entre US$ 200 milhões e US$ 300 milhões, o novo custo de seguro chega a cerca de 3% do valor do casco. Isso significa que o prêmio de seguro de guerra marítimo pode atingir aproximadamente US$ 7,5 milhões por embarcação.

Antes da escalada militar, a taxa média girava em torno de 0,25%, equivalente a cerca de US$ 625 mil.

Estreito de Ormuz concentra grande parte do petróleo mundial

O impacto da crise é ainda maior devido à importância estratégica da rota. Dados da empresa de análise Vortexa mostram que mais de 20 milhões de barris por dia de petróleo e derivados passam pelo Estreito de Ormuz.

Esse volume representa cerca de um quinto do petróleo consumido globalmente.

Atualmente, cerca de mil embarcações permanecem no Golfo Pérsico e regiões próximas, metade delas formada por petroleiros e navios de gás. O valor total desses navios supera US$ 25 bilhões.

Seguradoras acompanham situação e mantêm cobertura

Segundo Sheila Cameron, diretora-executiva da Lloyd’s Market Association, a maioria dessas embarcações está segurada no mercado londrino, e as apólices continuam válidas por enquanto.

Ainda assim, o mercado acompanha de perto os desdobramentos do conflito.

Especialistas alertam que resseguradoras podem reagir elevando os limites mínimos de perdas para cobertura ou reduzindo a capacidade de proteção oferecida às seguradoras primárias, o que aumentaria ainda mais os riscos financeiros.

Rotas alternativas podem encarecer cadeias globais

Caso o trânsito pelo estreito se torne inviável, embarcações poderão ser forçadas a utilizar rotas alternativas, como o Cabo da Boa Esperança, ou recorrer a corredores terrestres.

Essa mudança aumentaria significativamente o tempo de transporte e os custos logísticos das cadeias de suprimento internacionais.

EUA avaliam escolta naval para petroleiros

Diante da tensão crescente, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a Marinha norte-americana pode começar a escoltar petroleiros que atravessarem o Estreito de Ormuz.

Além disso, o governo norte-americano avalia oferecer seguro de risco político e garantias financeiras para o comércio marítimo na região.

Ainda não está claro, porém, se eventuais medidas abrangeriam embarcações e cargas de todas as nacionalidades.

Sem alternativas imediatas, muitos armadores devem manter suas operações e aceitar pagar os prêmios mais altos de seguro.

Para o economista Michel Léonard, do Insurance Information Institute, a situação atual ilustra bem o nível de risco enfrentado pelo setor. Segundo ele, “é como tentar segurar um prédio em chamas”.

FONTE: Portal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Internacional

Produção de petróleo do Iraque despenca após bloqueio do Estreito de Ormuz

A produção de petróleo do Iraque sofreu uma queda abrupta após a interrupção das exportações pelo Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas para o comércio global de energia. O impacto está diretamente ligado à escalada do conflito com o Irã, que tem dificultado a circulação de navios-tanque na região.

Segundo fontes do setor ouvidas pela agência Reuters neste domingo (8), os principais campos petrolíferos do sul do país registraram uma redução de cerca de 70% na produção.

Queda drástica na produção de petróleo

Antes do agravamento do conflito, a produção iraquiana nesses campos alcançava aproximadamente 4,3 milhões de barris por dia. Com as dificuldades logísticas e o bloqueio da principal rota de escoamento, o volume despencou para cerca de 1,3 milhão de barris diários.

De acordo com um funcionário da estatal Basra Oil Company (BOC), responsável pelas operações na região, o armazenamento de petróleo bruto já atingiu o limite máximo.

Com isso, a produção restante deve ser direcionada principalmente ao abastecimento das refinarias locais.

Estreito de Ormuz é rota vital para o petróleo mundial

O Estreito de Ormuz conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e é considerado uma passagem estratégica para o comércio global de energia. Pela via marítima circula aproximadamente um quinto de todo o petróleo e gás natural liquefeito transportado no mundo.

A instabilidade na região tem provocado restrições severas à navegação, afetando diretamente países exportadores que dependem dessa rota para escoar sua produção.

Exportações também despencam

Além da queda na produção, as exportações iraquianas registraram forte retração. Neste domingo, o volume exportado caiu para cerca de 800 mil barris por dia.

A redução ocorre porque poucos navios-tanque conseguiram chegar aos terminais do sul do país. Segundo fontes do setor, apenas duas embarcações estavam carregando petróleo, já que a navegação pelo estreito está severamente limitada.

Autoridades do setor afirmam que, sem a chegada de novos navios, existe a possibilidade de interrupção total das exportações até o fim do dia no horário local.

Economia do Iraque pode ser gravemente afetada

A crise no setor petrolífero representa uma ameaça direta às finanças públicas do Iraque. O país depende fortemente da exportação de petróleo bruto para sustentar sua economia.

Dados do Ministério do Petróleo indicam que, em fevereiro, as exportações provenientes dos campos do sul alcançaram média de 3,334 milhões de barris por dia.

Com a queda abrupta da produção e das vendas externas, especialistas avaliam que o governo poderá enfrentar sérias dificuldades fiscais, já que mais de 90% da receita nacional provém do petróleo.

Uma autoridade de alto escalão do Ministério do Petróleo iraquiano classificou o cenário como a maior ameaça operacional enfrentada pelo setor energético do país nas últimas duas décadas.

Tags: petróleo, Iraque, Estreito de Ormuz, exportação de petróleo, mercado global de energia, Opep, crise no petróleo, guerra no Oriente Médio

Fonte: Reuters

TEXTO: Conteúdo produzido com suporte de IA, sob curadoria editorial da equipe ReConecta News.

IMAGEM: Reprodução Infomoney / REUTERS / Eli Hartman

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Exportação

Guerra no Irã ameaça exportações brasileiras de carne e pode afetar bilhões em negócios

A escalada da guerra no Irã começa a gerar impactos no comércio global de alimentos e pode comprometer parte das exportações brasileiras de carne bovina destinadas ao Oriente Médio. Um relatório da consultoria DATAGRO aponta que aproximadamente 7% dos embarques da proteína podem ser afetados pela instabilidade na região.

O alerta surge após uma operação militar conjunta realizada por Estados Unidos e Israel contra o Irã, no dia 28. O ataque resultou na morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, que estava no poder há quase quatro décadas, ampliando as tensões e abrindo caminho para um conflito de grandes proporções na região.

O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a ofensiva militar pode se estender por até cinco semanas.

Exportações brasileiras de carne para o Oriente Médio

O Brasil exportou cerca de 3,1 milhões de toneladas de carne bovina in natura em 2025, segundo dados do setor. Desse volume, aproximadamente 210,6 mil toneladas foram destinadas ao Oriente Médio, o que corresponde a 6,8% das exportações totais.

Esse fluxo comercial coloca a região entre os mercados estratégicos para a carne bovina brasileira, especialmente para produtos que seguem o padrão halal, exigido por países de maioria muçulmana.

Rotas marítimas sob risco no comércio global

Os primeiros reflexos do conflito já aparecem no transporte internacional de mercadorias. Navios cargueiros começaram a evitar o Estreito de Ormuz, considerado uma das rotas mais importantes para o comércio mundial de commodities.

A passagem marítima, responsável pelo fluxo de grandes volumes de petróleo, gás natural e fertilizantes, está sob ameaça de bloqueio por parte do Irã e, na prática, encontra-se com circulação fortemente restrita.

Além disso, diversas empresas de navegação suspenderam operações no corredor marítimo formado pelo Mar Vermelho, pelo estreito de Bab el-Mandeb e pelo Canal de Suez, outro eixo crucial para o comércio internacional.

Bilhões em exportações podem ser impactados

De acordo com estimativas da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes, considerando também cargas que passam por centros logísticos intermediários antes de chegar ao destino final, entre US$ 5 bilhões e US$ 6 bilhões em exportações brasileiras podem sofrer impacto.

Somente as exportações diretas de carne bovina para o Oriente Médio movimentaram cerca de US$ 2 bilhões em 2025, segundo a entidade.

Entre os países que mais importam a proteína brasileira na região estão a Arábia Saudita, responsável por quase 30% das compras regionais, os Emirados Árabes Unidos, com mais de 22%, além de Israel e Líbano.

Mercado global de alimentos halal segue em expansão

O Brasil ocupa posição de destaque como maior produtor e exportador mundial de carne bovina halal, segmento que segue regras religiosas específicas para o consumo islâmico.

Grandes empresas do setor, como JBS e Marfrig, ampliaram investimentos no Oriente Médio nos últimos anos, considerando a região estratégica para expansão internacional.

O mercado global de alimentos halal movimenta atualmente mais de US$ 2 trilhões por ano, com a proteína animal liderando o consumo. Estimativas da Nielsen indicam que o consumo de carnes halal pode ultrapassar US$ 1,5 trilhão até 2027.

Hoje, cerca de 1,9 bilhão de pessoas seguem a dieta tradicional islâmica em todo o mundo.

Custos logísticos aumentam com o conflito

Além das dificuldades nas rotas marítimas, o setor enfrenta aumento expressivo no custo do transporte internacional.

Empresas de navegação já começaram a cobrar uma taxa adicional de risco de guerra, que pode chegar a US$ 4 mil por contêiner, encarecendo as operações destinadas ao Oriente Médio ou que utilizam rotas próximas ao conflito.

Indústria de carne sente impacto na produção

Segundo a Abiec, a intensificação da crise militar já provoca interrupções no fluxo logístico global. Algumas companhias marítimas suspenderam novas reservas de contêineres para cargas com destino ou trânsito pelo Golfo Pérsico.

Também existem cargas de carne bovina brasileira em trânsito aguardando autorização para atracar em portos da região, diante da instabilidade nas rotas marítimas.

Frigoríficos brasileiros relatam impactos diretos no planejamento de produção. Dependendo do nível de exposição ao mercado do Oriente Médio, entre 30% e 40% das exportações de algumas empresas podem ser afetadas.

Diante das dificuldades logísticas, algumas companhias já avaliam reduzir ou suspender temporariamente a produção de cortes específicos destinados ao mercado halal, enquanto aguardam maior previsibilidade no transporte marítimo internacional.

FONTE: Exame
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Exame

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Exportação

Guerra no Oriente Médio muda rota de navios com commodities brasileiras e encarece exportações

A escalada do conflito no Oriente Médio já começa a afetar a logística de exportações brasileiras de commodities. Navios carregados com produtos do agronegócio do Brasil que seguiam para países da região estão interrompendo a viagem antes do destino final e descarregando mercadorias em portos considerados seguros.

Segundo relatos de traders e exportadores, a carga está sendo retirada das embarcações em portos fora da zona de conflito e depois segue por transporte terrestre até o destino final.

A mudança logística envolve remessas com destino a países como Israel, Iraque, Irã, Kuwait e Emirados Árabes Unidos, áreas que têm enfrentado tensões militares e riscos para o transporte marítimo.

Navios interrompem viagens e redirecionam cargas

De acordo com um operador do mercado de açúcar, algumas companhias marítimas estão declarando o chamado “fim de viagem” em determinadas rotas. Na prática, isso significa que os navios não chegam ao destino originalmente contratado.

Em vez disso, a carga é descarregada em um porto intermediário e os clientes precisam organizar a retirada e o transporte até o destino final.

Alguns contêineres de açúcar brasileiro já passaram por esse processo. As mercadorias foram descarregadas em portos alternativos e seguiram por via terrestre. Nesse caso, os custos adicionais da nova logística foram repassados aos compradores.

Exportadores de carne recebem aviso de redirecionamento

Uma empresa brasileira de médio porte do setor de exportação de carne bovina informou ter recebido um comunicado da Mediterranean Shipping Company (MSC) anunciando o encerramento de viagens para cargas destinadas ao Golfo Pérsico.

Dois contêineres da companhia, que estavam a caminho de Dubai, podem ser desviados para outro porto fora da área de risco. Nesse caso, os custos extras devem ser pagos pelo próprio exportador.

No aviso enviado aos clientes, a transportadora informou que toda carga atualmente em trânsito será desviada para o porto seguro mais próximo, onde será descarregada e disponibilizada para retirada.

Além disso, será aplicada uma taxa adicional obrigatória de US$ 800 por contêiner para cobrir despesas decorrentes da mudança de rota. Custos de movimentação, armazenagem e outras taxas portuárias também passam a ser responsabilidade do dono da carga.

Mudança de destino depende de nova reserva

Exportadores que desejarem enviar a mercadoria para outro destino precisarão fazer uma nova reserva de transporte marítimo.

Outra alternativa é solicitar a mudança do porto final — processo conhecido como Change of Destination (COD). No entanto, a aceitação desse pedido dependerá de fatores como:

• viabilidade operacional
• rotas disponíveis dos navios
• evolução da situação de segurança no Oriente Médio

Mesmo quando aceito, o pedido não garante que a carga chegará exatamente ao destino solicitado e não elimina custos extras gerados pelo conflito.

Seguro marítimo e Canal de Suez geram novas preocupações

Outro desafio envolve o seguro de guerra para transporte marítimo. Para navios que já estavam em viagem rumo ao Oriente Médio, as condições permanecem inalteradas.

Já para novos embarques, seguradoras passaram a cancelar coberturas ou revisar contratos individualmente, geralmente com prêmios mais elevados.

O presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes, Roberto Perosa, afirmou que o conflito também tem provocado restrições no tráfego do Canal de Suez.

Uma alternativa para os navios é contornar o Cabo da Boa Esperança, rota mais longa que liga o Atlântico ao Índico.

Segundo Perosa, o impacto ainda é limitado, mas tende a crescer.

Empresas que já enviaram mercadorias à região devem negociar soluções logísticas e compensações com importadores. A prioridade, segundo ele, é garantir que clientes recebam produtos que já foram pagos.

Exportações de carne podem sofrer impacto bilionário

As exportações brasileiras de carne bovina para o Oriente Médio movimentaram cerca de US$ 2 bilhões em 2025.

Entretanto, a guerra envolvendo o Irã e possíveis restrições no Estreito de Ormuz podem afetar até US$ 6 bilhões em negócios, estima a Abiec.

Esse valor inclui cargas que passam pelo hub logístico da região antes de seguir para outros mercados — cerca de 30% a 40% de tudo o que o Brasil enviou no ano passado.

Companhias marítimas também já suspenderam novas reservas de contêineres refrigerados para cargas com destino ao Oriente Médio ou que precisem transitar pela região.

No caso do mercado global de açúcar, operadores afirmam que ainda não houve interrupções relevantes no fluxo de comércio.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Exportação

Estreito de Ormuz: bloqueio pode impactar exportações brasileiras e logística global

A escalada da guerra no Irã reacendeu preocupações no comércio internacional. O possível bloqueio do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo, pode gerar impactos relevantes nas exportações brasileiras, especialmente para países do Golfo Pérsico.

Localizado entre o Golfo de Omã e o Golfo Pérsico, o corredor marítimo é fundamental para o fluxo global de mercadorias. O Irã afirma ter restringido a passagem de embarcações na região após o início dos ataques conduzidos por Estados Unidos e Israel, o que aumentou a tensão no mercado de energia e logística.

Corredor vital para petróleo e comércio internacional

Dados da consultoria MTM Logix indicam que cerca de 20% de todo o petróleo mundial passa pelo Estreito de Ormuz. Além disso, a região concentra o transporte de aproximadamente 25% dos fertilizantes, 35% dos químicos e plásticos e cerca de 15% dos grãos comercializados globalmente, destinados principalmente aos países do Golfo.

Essa movimentação torna o estreito um ponto crítico para o comércio internacional. Qualquer restrição no tráfego pode provocar atrasos nas cadeias logísticas e aumento de custos no transporte marítimo.

Exportações brasileiras dependem da rota

Para o Brasil, os reflexos se concentram principalmente nos embarques destinados a Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Irã, Iraque e Kuwait. Como esses países estão localizados no Golfo Pérsico, os navios que seguem para esses destinos precisam atravessar obrigatoriamente o Estreito de Ormuz.

Levantamento da consultoria Datamar mostra que, em 2024, cerca de 158,3 mil contêineres foram enviados do Brasil para esses mercados. A maior parte das cargas era composta por proteína animal, responsável por 67,9% do volume transportado — com destaque para a carne de frango.

Outros produtos relevantes incluíram madeira (13,4%) e papel (2,8%).

Impacto no setor de proteína animal

No total, os embarques destinados aos países do Golfo representaram 4,87% das exportações marítimas brasileiras. No entanto, para determinados segmentos, a dependência desse mercado é ainda maior.

No caso da proteína animal, os envios chegaram a 14,8% da pauta de exportação, enquanto a carne de frango alcançou participação de 23,4%.

Segundo Andrew Lorimer, diretor-executivo da Datamar, o volume de mercadorias transportadas por contêineres na rota é significativo.

Além do risco logístico, a instabilidade também afeta os custos do transporte. Empresas de navegação já começaram a aplicar taxas de risco de guerra, que podem variar entre US$ 2 mil e US$ 4 mil por contêiner, elevando o preço do frete e aumentando a incerteza no comércio exterior.

Redução no tráfego de navios

Com o avanço do conflito militar, o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz registrou queda acentuada. Grandes companhias de transporte começaram a suspender operações na região.

A gigante chinesa Cosco anunciou a paralisação de serviços para países do Golfo, afetando rotas que atendem Bahrein, Iraque, Catar e Kuwait, além de algumas áreas dos Emirados Árabes Unidos e da Arábia Saudita.

A empresa informou que apenas alguns portos fora da rota direta do estreito, como Jidá, no Mar Vermelho, e Khor Fakkan e Fujairah, no Golfo de Omã, continuarão operando normalmente.

Outras grandes companhias de navegação, como Maersk, CMA CGM e Hapag-Lloyd, também decidiram suspender temporariamente o tráfego na área devido aos riscos do conflito.

Seguradoras discutem plano para garantir transporte

O aumento do risco na região mobilizou o setor de seguros. As corretoras internacionais Marsh e Aon iniciaram negociações com o governo dos Estados Unidos para criar um plano de proteção para navios que atravessam o estreito.

O presidente norte-americano Donald Trump afirmou que a US International Development Finance Corporation (DFC) poderá oferecer seguros a preços reduzidos para garantir a continuidade do transporte marítimo no Golfo.

Aviação também sofre impacto do conflito

O setor aéreo também enfrenta reflexos da escalada militar. Desde o início dos confrontos, mais de 20 mil voos foram cancelados em hubs do Oriente Médio.

A companhia aérea Emirates prorrogou a suspensão das operações para Dubai por uma semana, enquanto a Qatar Airways anunciou paralisação de voos até sexta-feira.

Dos 36 mil voos programados na região desde o fim de fevereiro, mais da metade foi cancelada, afetando cerca de 4,4 milhões de assentos. Passageiros enfrentam dificuldades para encontrar rotas alternativas, muitas vezes mais longas e caras.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Stringer/Foto de arquivo

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