Internacional

Estreito de Ormuz: navio com destino ao Brasil consegue atravessar rota controlada pelo Irã

Um navio graneleiro de bandeira panamenha com destino ao Brasil conseguiu atravessar o Estreito de Ormuz utilizando uma rota definida pelas Forças Armadas do Irã. A informação foi divulgada neste domingo (10) pela agência semioficial iraniana Tasnim News Agency.

Segundo a publicação, a embarcação identificada como Mdl Toofan saiu do porto de Ras al-Khair, na Arábia Saudita, e segue viagem com destino ao porto de Rio Grande.

Navio já havia sido impedido de cruzar o estreito

De acordo com a agência iraniana, o cargueiro tentou atravessar o Estreito de Ormuz no último dia 4 de maio, mas acabou barrado pelas forças iranianas.

A passagem autorizada neste domingo marca a segunda travessia realizada desde sábado (9) por meio da rota marítima controlada pelo Irã.

Entenda a crise no Estreito de Ormuz

Desde o início do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, iniciado em 28 de fevereiro, Teerã passou a restringir o tráfego de embarcações na região.

O governo iraniano informou que a navegação pelo estreito só poderia ocorrer sob supervisão das autoridades iranianas e mediante pagamento de taxas.

O Estreito de Ormuz é considerado uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo, responsável pelo transporte de quase 20% do petróleo e gás consumidos globalmente.

Tensão aumentou após ameaça de bloqueio dos EUA

Após o fracasso das negociações para encerrar a guerra, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que forças norte-americanas bloqueariam a entrada e saída de navios em portos iranianos, incluindo operações no Estreito de Ormuz.

Em resposta, o Irã ameaçou retaliar navios militares que cruzassem a região e ampliar ações contra portos de países vizinhos localizados no Golfo Pérsico.

Cessar-fogo no Oriente Médio é mantido

Apesar das ameaças e da tensão na região, o cessar-fogo no Oriente Médio foi prorrogado nos últimos dias.

Com isso, os bombardeios conduzidos por forças dos EUA e de Israel contra alvos em Teerã permanecem temporariamente suspensos.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN Brasil

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Internacional

Irã responde proposta de paz dos EUA e cobra fim da guerra no Oriente Médio

O governo do Irã informou neste domingo (10) que encaminhou aos Estados Unidos uma resposta oficial sobre a proposta de negociações de paz voltadas ao encerramento do conflito na região. A informação foi divulgada pela agência Reuters, com base em relatos da mídia estatal iraniana.

Resposta iraniana prioriza cessar-fogo e segurança marítima

Segundo autoridades iranianas, a comunicação enviada aos norte-americanos teve como foco principal o encerramento das hostilidades em diferentes frentes do conflito, especialmente no Líbano. O documento também abordou a segurança da navegação no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio internacional de petróleo.

Apesar disso, o governo iraniano não detalhou de que forma ou em qual prazo o tráfego marítimo na região poderia ser totalmente retomado.

EUA querem acordo antes de discutir programa nuclear

A proposta apresentada pelos EUA prevê a interrupção dos confrontos armados antes da abertura de negociações mais amplas sobre temas considerados sensíveis, incluindo o programa nuclear iraniano.

O Paquistão, que atua como mediador nas conversas diplomáticas, foi responsável por entregar a resposta do Irã ao governo norte-americano.

Donald Trump critica resposta do Irã

Em publicação na rede social Truth Social, o presidente dos EUA, Donald Trump, classificou a resposta iraniana como “totalmente inaceitável”.

Na mensagem, Trump afirmou que leu o posicionamento enviado pelos representantes iranianos e demonstrou insatisfação com o conteúdo apresentado.

Tensão continua no Golfo Pérsico

Mesmo após um cessar-fogo de aproximadamente um mês e de cerca de 48 horas de relativa tranquilidade na região, drones considerados hostis foram identificados sobre países do Golfo Pérsico neste domingo. O episódio reforça o clima de instabilidade e os riscos de novos confrontos no Oriente Médio.

Navios voltam a cruzar o Estreito de Ormuz

Apesar das restrições e bloqueios recentes, duas embarcações receberam autorização para atravessar o Estreito de Ormuz. Entre elas estava um navio graneleiro de bandeira panamenha com destino ao Brasil, que já havia tentado realizar a travessia no último dia 4 de maio.

De acordo com a agência iraniana Tasnim News Agency, a embarcação utilizou uma rota determinada pelas Forças Armadas do Irã.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters/Stringer

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Internacional

Estreito de Ormuz volta ao centro da tensão após bloqueio de petroleiros pelo EUA

Os Estados Unidos afirmaram estar impedindo a entrada e saída de mais de 70 petroleiros em portos do Irã, ampliando a tensão no Estreito de Ormuz e aumentando a pressão sobre o mercado internacional de petróleo.

A informação foi divulgada pelo Centro de Comando dos EUA para o Oriente Médio, que declarou nas redes sociais que os navios bloqueados têm capacidade para transportar mais de 166 milhões de barris de petróleo iraniano, avaliados em cerca de 13 bilhões de dólares.

Irã acusa EUA de violar cessar-fogo

O anúncio ocorreu no mesmo dia em que o Ministério das Relações Exteriores do Irã acusou Washington de descumprir o acordo de cessar-fogo firmado recentemente entre os dois países.

Segundo o governo iraniano, forças americanas atacaram dois petroleiros próximos ao porto de Jask e ao Estreito de Ormuz, além de realizarem bombardeios em regiões costeiras estratégicas ligadas à hidrovia.

De acordo com o comunicado oficial, os ataques aconteceram entre a noite de quinta-feira e a madrugada de sexta-feira e receberam uma “forte resposta” das forças armadas iranianas, impedindo que os objetivos americanos fossem alcançados.

O governo iraniano classificou as ações como uma “clara violação” do cessar-fogo e acusou os EUA de manterem uma postura “agressiva e provocativa” no Oriente Médio.

Conselho de Segurança da ONU é alertado

O relatório iraniano também foi encaminhado ao Conselho de Segurança das Nações Unidas e ao secretário-geral da ONU, com alertas sobre os riscos da falta de reação internacional diante da atuação americana na região.

Teerã ainda afirmou que a presença militar dos Estados Unidos no Golfo Pérsico e no Golfo de Omã tem aumentado a instabilidade regional, em vez de promover segurança.

Donald Trump ameaça novas ofensivas contra o Irã

O presidente dos EUA, Donald Trump, comentou os recentes confrontos envolvendo forças americanas e iranianas no Estreito de Ormuz e afirmou que o cessar-fogo ainda não estaria consolidado.

Ao ser questionado sobre os ataques, Trump classificou os bombardeios como um “tapa de amor”, mas voltou a ameaçar o Irã com ações militares mais intensas caso o país não aceite um acordo para encerrar o conflito.

“Vocês só vão ter que olhar para um grande clarão vindo do Irã”, declarou o republicano ao comentar possíveis novos ataques.

Trump também afirmou que Teerã “vai sofrer muito” se não houver um entendimento diplomático rápido.

Bombardeios ampliam crise no Oriente Médio

Há cerca de um mês, Trump já havia feito declarações duras contra o Irã antes de anunciar uma trégua temporária de duas semanas.

Nesta quinta-feira, forças americanas voltaram a bombardear instalações militares iranianas após ataques contra navios de guerra dos EUA que navegavam pela rota considerada estratégica para o comércio global de petróleo.

As declarações do presidente americano ocorreram depois de representantes das forças armadas iranianas acusarem Washington de atacar um petroleiro iraniano que seguia em direção ao Estreito de Ormuz.

FONTE: CBN
TEXTO: Redação
IMAGEM: GIUSEPPE CACACE/AFP

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Internacional

EUA e Irã avançam em acordo para encerrar conflito no Golfo

Os Estados Unidos e o Irã estão próximos de formalizar um memorando que pode encerrar a guerra no Golfo, segundo informações de uma fonte do Paquistão envolvida nas negociações. O país atua como mediador nas tratativas entre as duas nações.

Negociações entram na fase final

De acordo com a fonte, o entendimento entre as partes está em estágio avançado. A proposta envolve um documento conciso, com cerca de uma página, que definiria as bases para o fim do conflito.

As informações confirmam reportagem do Axios, que apontou a proximidade de um acordo, com base em relatos de autoridades e fontes ligadas às negociações.

Pontos-chave do possível acordo

Entre os principais elementos discutidos no memorando estão:

  • Compromisso do Irã com uma moratória no programa nuclear
  • Suspensão de sanções econômicas por parte dos Estados Unidos
  • Liberação de recursos financeiros iranianos bloqueados
  • Retomada da circulação no Estreito de Ormuz

Além disso, o documento prevê a suspensão gradual de restrições impostas por ambos os lados, incluindo limitações à navegação e bloqueios navais.

Período de transição e novas negociações

O memorando também estabelece um prazo inicial de 30 dias para negociações mais detalhadas. Durante esse período, os países deverão discutir medidas adicionais, como a abertura definitiva do estreito e limites mais amplos ao programa nuclear iraniano.

Caso não haja consenso ao fim desse prazo, há previsão de retomada de medidas como bloqueios ou ações militares.

Contexto de tensão no Golfo

O avanço nas negociações ocorre após a suspensão de uma operação naval dos EUA voltada à reabertura do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de petróleo. A missão havia sido anunciada pelo presidente Donald Trump, mas não conseguiu restabelecer plenamente o fluxo marítimo.

Nos últimos dias, episódios de ataques a embarcações foram registrados na região, incluindo um incidente com um navio porta-contêineres de uma empresa francesa, que resultou em tripulantes feridos.

Expectativa por acordo definitivo

A interrupção temporária das operações militares foi justificada por “progresso significativo” nas negociações, segundo autoridades norte-americanas. A expectativa agora é pela resposta final do Irã sobre pontos considerados essenciais para a assinatura do acordo.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Dado Ruvic

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Transporte

Navio japonês cruza o Estreito de Ormuz e marca retomada inédita de transporte de petróleo

Um navio japonês do tipo superpetroleiro pode ter realizado a primeira travessia ligada a uma refinaria pelo Estreito de Ormuz desde o início da guerra entre Estados Unidos e Irã, em 28 de fevereiro deste ano.

A embarcação Idemitsu Maru, pertencente à companhia Idemitsu Kosan, teria cruzado a rota marítima na última terça-feira, segundo fontes do setor e dados de rastreamento da plataforma MarineTraffic.

Negociação diplomática viabilizou operação

De acordo com um alto funcionário ouvido pelo Nikkei Asia, a passagem foi resultado de negociações diplomáticas do governo japonês. Ainda segundo a fonte, não houve cobrança de taxas para a travessia.

A mídia estatal iraniana também confirmou que o petroleiro recebeu autorização oficial para cruzar o estreito, considerado estratégico para o comércio global de energia.

Rota e capacidade do superpetroleiro

O superpetroleiro VLCC (Very Large Crude Carrier) partiu da Arábia Saudita com destino à Ásia e deve chegar ao Japão em meados de maio.

Com capacidade estimada de cerca de 2 milhões de barris de petróleo, o navio tem 333 metros de comprimento e foi construído em 2007. A operação é conduzida pela Idemitsu Tanker, subsidiária sediada em Tóquio.

Estreito de Ormuz segue como ponto crítico

O Estreito de Ormuz continua sendo um dos principais gargalos da logística global de petróleo, especialmente para países asiáticos. Desde o início das hostilidades entre Estados Unidos e Irã, o tráfego marítimo na região permanece fortemente reduzido.

A travessia do Idemitsu Maru pode sinalizar uma possível flexibilização pontual, embora o cenário ainda seja considerado instável.

Papel estratégico da Idemitsu no Japão

A Idemitsu Kosan é a segunda maior refinaria de petróleo do Japão, com seis unidades no país. A empresa desempenha papel relevante no fornecimento de combustíveis como gasolina, diesel e insumos petroquímicos, dependentes da importação de petróleo bruto.

Outras embarcações japonesas na região

Desde o início do conflito, três navios japoneses de transporte de GNL (gás natural liquefeito) e GLP (gás liquefeito de petróleo), operados pela Mitsui O.S.K. Lines, também cruzaram o estreito.

No entanto, diferentemente do Idemitsu Maru, essas embarcações pertencem ao setor de transporte marítimo e tinham como destino países como Omã e Índia, e não o Japão.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Internacional

Estreito de Ormuz: navios enfrentam riscos e custos para deixar zona de conflito

Empresas do setor de energia e transporte marítimo intensificaram esforços para retirar embarcações presas no Estreito de Ormuz, uma das rotas mais estratégicas do comércio global de petróleo. Em meio à instabilidade, o petroleiro Akti A conseguiu atravessar a região durante uma breve janela de segurança, transportando cerca de 300 mil barris de diesel.

Operado pela Maersk Tankers e com carga destinada à trading Vitol, o navio deixou o Golfo Pérsico após semanas de espera próximo ao Bahrein, período marcado por ataques com drones e mísseis contra embarcações na área.

Riscos elevados e custos crescentes

A retirada de navios da região tornou-se um dos principais desafios para grandes tradings de petróleo e gás. O cenário de conflito elevou significativamente os custos com seguros, taxas portuárias e manutenção, além de aumentar os riscos operacionais.

Em um dos episódios mais graves, um tripulante morreu após embarcações que transportavam nafta serem atingidas por forças iranianas, evidenciando o nível de perigo enfrentado pelas tripulações.

Janelas de passagem são curtas e imprevisíveis

Durante as semanas de conflito, oportunidades de travessia surgiram de forma pontual, mas se fecharam rapidamente. A travessia completa do estreito pode levar até oito horas — tempo suficiente para mudanças no cenário político ou militar.

Em determinado momento, o Irã chegou a declarar a passagem “completamente aberta” após um cessar-fogo regional, levando armadores a mobilizarem navios. No entanto, a liberação durou pouco e o controle voltou a ser restrito, permitindo passagem apenas a embarcações autorizadas.

Ataques e apreensões aumentam tensão

A escalada do conflito incluiu ataques a navios porta-contêineres e a apreensão de embarcações, em resposta a sanções e bloqueios internacionais. Esse ambiente reforça a insegurança no transporte marítimo internacional e impacta diretamente as cadeias logísticas globais.

Navios de grandes armadores chegaram a iniciar travessias, mas recuaram após incidentes com projéteis e alertas de forças iranianas.

Estratégias alternativas para atravessar o estreito

Diante das restrições, empresas passaram a adotar estratégias variadas para garantir a saída de seus navios. Entre elas, destacam-se parcerias com países que mantêm relações mais próximas com o Irã, como China, Paquistão e Omã.

Em alguns casos, embarcações optaram por rotas próximas à costa omanense, considerada mais segura. Há ainda relatos de propostas envolvendo pagamentos para facilitar a passagem, embora empresas neguem qualquer prática que viole sanções internacionais.

Tráfego inclui cargueiros e navios de cruzeiro

Apesar dos riscos, o fluxo marítimo não foi totalmente interrompido. Além de petroleiros, navios de carga e até embarcações de turismo conseguiram cruzar o estreito em momentos específicos, sob coordenação e autorização de autoridades.

Algumas companhias adotaram medidas extremas, como desligar sistemas de rastreamento para reduzir exposição, embora isso também aumente os riscos operacionais.

Falta de coordenação internacional preocupa setor

Especialistas do setor apontam a ausência de um protocolo global para garantir a segurança da navegação no Estreito de Ormuz. Segundo executivos da indústria, navios com apoio governamental ou conexões diplomáticas têm mais chances de atravessar com segurança.

Para empresas privadas, no entanto, a travessia segue sendo uma operação de alto risco, sem garantias claras de proteção ou estabilidade.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Comércio Internacional

Irã propõe reabertura do Estreito de Ormuz para encerrar conflito e retomar negociações

O Irã apresentou aos Estados Unidos uma proposta para reabrir o Estreito de Ormuz e avançar no encerramento do conflito que já dura cerca de dois meses. A iniciativa foi encaminhada por meio de mediadores paquistaneses, segundo informações divulgadas pela Axios com base em fontes ligadas ao governo norte-americano.

De acordo com o relatório, as discussões sobre o programa nuclear iraniano ficaram para uma fase posterior, separando temporariamente os temas mais sensíveis das negociações diplomáticas.

Trump reforça exigência sobre armas nucleares

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Irã pode retomar o diálogo a qualquer momento, desde que esteja disposto a negociar. Em entrevista, ele destacou que Teerã já conhece as exigências essenciais para um possível acordo.

A principal condição, segundo Trump, é clara: o Irã não pode desenvolver armas nucleares. O posicionamento ocorre após autoridades iranianas cobrarem a retirada de barreiras impostas por Washington, como restrições a portos do país.

Mediação internacional e movimentações diplomáticas

As tratativas envolvem diferentes atores internacionais. O chanceler iraniano, Abbas Araqchi, realizou deslocamentos entre o Paquistão e Omã — países que atuam como mediadores — antes de seguir para a Rússia, onde deve se reunir com o presidente Vladimir Putin.

No sábado (25), as expectativas de avanço sofreram um revés após o cancelamento da visita de enviados norte-americanos ao Paquistão, o que esfriou momentaneamente as negociações.

Impactos econômicos e tensão nos mercados

O impasse diplomático tem reflexos diretos na economia global. A incerteza em torno do Estreito de Ormuz — rota estratégica para o transporte de petróleo — provocou alta nos preços da commodity, valorização do dólar e queda nos futuros das bolsas americanas no início da semana.

Além disso, o bloqueio no transporte marítimo na região tem elevado preocupações sobre inflação e crescimento econômico global.

Impasse nuclear segue como principal obstáculo

O direito de enriquecer urânio continua sendo um dos pontos centrais do desacordo. O Irã sustenta que seu programa tem fins pacíficos, enquanto potências ocidentais veem risco de desenvolvimento de armamento nuclear.

Apesar de um cessar-fogo ter reduzido os confrontos em larga escala desde o início da guerra — desencadeada após ataques dos EUA e de Israel em fevereiro — ainda não há consenso sobre os termos definitivos para encerrar o conflito.

Fonte: Com informações de Reuters e Axios

Texto: Redação

Imagem: Reprodução CNN/Reuters

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Agricultura

Estreito de Ormuz eleva custos da soja e milho em Mato Grosso

A crise no Estreito de Ormuz já impacta diretamente o agronegócio brasileiro, com reflexos imediatos no custo de produção em Mato Grosso. A escalada das tensões na região, considerada estratégica para o comércio global, provocou aumento nos preços do petróleo, combustíveis e insumos agrícolas, pressionando o planejamento da safra 2026/27.

Alta do diesel encarece operações no campo

Um dos principais fatores por trás da elevação dos custos é o avanço no preço do óleo diesel, essencial para as atividades mecanizadas. Em Mato Grosso, o valor médio do combustível subiu de R$ 6,35 por litro em fevereiro para R$ 7,21 em março, segundo dados oficiais.

Esse aumento impacta diretamente etapas como preparo do solo, plantio e manejo, tornando a produção mais cara e reduzindo a margem do produtor rural.

Fertilizantes lideram pressão nos custos da soja

O custo de produção da soja registrou alta de 6,98% no último mês, chegando a R$ 4.435,40 por hectare. O principal responsável por esse avanço foi o encarecimento dos fertilizantes, que representam quase metade do custo total da cultura.

Os insumos tiveram aumento de 10,77% no período, atingindo R$ 2.071,87 por hectare — um dos maiores níveis já registrados. A valorização está ligada à menor oferta global de nitrogenados e fosfatados, afetada pelas tensões geopolíticas.

Diante desse cenário, especialistas reforçam a necessidade de planejamento estratégico na compra de insumos, como forma de reduzir riscos e evitar prejuízos.

Milho também sofre com piora na relação de troca

A produção de milho segue a mesma tendência de alta nos custos. Para a safra 2026/27, o valor estimado é de R$ 3.686,80 por hectare, avanço de 3,38%.

Os principais aumentos foram observados em:

  • fertilizantes (+5,67%);
  • corretivos e defensivos (+3,12%).

Com o preço médio do milho em R$ 43,48 por saca, o poder de compra do produtor caiu. A relação de troca piorou significativamente, exigindo mais produto para adquirir insumos básicos como ureia, MAP e KCl.

Produtores reduzem compras diante da incerteza

O ambiente de volatilidade tem levado agricultores a adotar uma postura mais cautelosa. O volume de insumos negociados e as importações de fertilizantes no estado estão abaixo do registrado no ano anterior.

Essa retração indica menor apetite por risco, diante da instabilidade dos preços internacionais e da incerteza sobre os custos futuros.

Algodão também registra aumento no custo de produção

A cultura do algodão, que exige alto investimento tecnológico, também foi impactada. O custo da safra 2026/27 subiu 2,64%, alcançando R$ 10.531,50 por hectare.

Já o custo total da produção atingiu R$ 18.630,38 por hectare, revertendo a tendência de queda observada anteriormente.

Os gastos com fertilizantes e corretivos aumentaram 6,27%, influenciados por:

  • restrições na oferta global;
  • elevação dos custos logísticos;
  • mudanças nas rotas comerciais devido à crise no Oriente Médio.

Gestão de risco se torna essencial

Com a alta generalizada dos custos, a rentabilidade do produtor fica mais pressionada, especialmente em culturas intensivas como o algodão. Especialistas destacam que o cenário exige maior atenção à gestão de risco, acompanhamento constante do mercado e estratégias como a compra antecipada de insumos.

A instabilidade no Estreito de Ormuz reforça como fatores geopolíticos podem afetar diretamente o agronegócio brasileiro, elevando custos e exigindo decisões mais estratégicas no campo.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

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Internacional

Militares de 30 países debatem em Londres plano para reabertura do Estreito de Ormuz

Representantes militares de cerca de 30 países se reúnem em Londres para avançar na elaboração de um plano voltado à possível reabertura do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo. O encontro ocorre no Quartel-General Conjunto Permanente britânico, em Northwood, ao norte da capital, e terá duração de dois dias, segundo o Ministério da Defesa do Reino Unido.

A proposta é transformar o acordo político firmado na semana anterior, em Paris, em um plano militar operacional detalhado, com foco na garantia da liberdade de navegação em uma via por onde transita cerca de um quinto do petróleo global.

Missão defensiva para proteger o tráfego marítimo

Na última sexta-feira, aproximadamente 50 governos e organizações apoiaram uma iniciativa liderada por França e Reino Unido para criação de uma missão de caráter “estritamente defensivo”. O objetivo é proteger o tráfego comercial no Estreito de Ormuz, região considerada sensível para o comércio internacional de energia.

O cenário de tensão na área se intensificou após a ofensiva lançada por Estados Unidos e Israel contra o Irã, em fevereiro, que elevou preocupações sobre a segurança da navegação.

Cessar-fogo e negociações entre EUA e Irã

O cessar-fogo temporário relacionado ao conflito também entrou em uma nova fase após anúncio do presidente norte-americano Donald Trump, que decidiu prorrogar a trégua a pedido do Paquistão. A medida permanecerá válida até que o Irã apresente proposta para um novo acordo.

Apesar disso, Washington e Teerã ainda não chegaram a um consenso sobre a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz, ponto considerado essencial para o comércio global. O impasse inclui episódios de bloqueio da região por parte do Irã em resposta às ofensivas militares.

Planejamento militar e possíveis desdobramentos

De acordo com o Ministério da Defesa britânico, a reunião em Londres vai analisar capacidades militares disponíveis, estrutura de comando e controle e possíveis condições para o envio de forças à região.

A ideia é deixar a operação pronta para ativação imediata, caso haja evolução positiva nas condições políticas e de segurança.

Segurança energética e economia global em pauta

O ministro da Defesa do Reino Unido, John Healey, afirmou que o objetivo central é construir um plano conjunto de proteção à navegação internacional e contribuir para um cessar-fogo mais duradouro.

Ele destacou ainda que o comércio internacional e a estabilidade da economia global dependem diretamente da livre circulação marítima.

Segundo Healey, uma ação coordenada entre os países pode ser decisiva para garantir a reabertura segura do estreito.

Ampliação de aliados na missão internacional

França e Reino Unido trabalham para ampliar o número de países envolvidos na iniciativa. No entanto, a lista completa de participantes da reunião militar em Northwood ainda não foi divulgada oficialmente.

FONTE: RTP Notícias
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters

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Internacional

Trump amplia cessar-fogo com Irã e mantém pressão militar

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta terça-feira a prorrogação do cessar-fogo com o Irã, poucas horas antes do prazo inicial expirar. A decisão ocorre em meio a impasses diplomáticos e ao adiamento de uma nova rodada de negociações de paz.

Negociações travadas e mediação do Paquistão

A extensão do acordo acontece após a suspensão da viagem do vice-presidente JD Vance ao Paquistão, onde participaria de mais uma etapa das tratativas. Segundo uma autoridade americana, o motivo foi a falta de resposta de Teerã às propostas dos Estados Unidos.

Em publicação nas redes sociais, Trump afirmou que atendeu a um pedido do governo paquistanês, que tenta intermediar o fim do conflito. O presidente também mencionou possíveis divisões internas no governo iraniano como fator relevante para a decisão.

De acordo com Trump, o cessar-fogo estendido permanecerá em vigor até que líderes iranianos apresentem uma proposta unificada para avançar nas negociações.

Reação do Irã minimiza decisão americana

A primeira reação de Teerã veio por meio de um assessor de Mohammad Bagher Ghalibaf. Em tom crítico, Mahdi Mohammadi afirmou que a prorrogação anunciada por Trump “não tem significado”.

A declaração evidencia o clima de tensão e desconfiança entre os dois países, mesmo com a tentativa de manter uma trégua temporária.

Discurso muda em poucas horas

A decisão marca uma mudança significativa no posicionamento de Trump ao longo do dia. Mais cedo, em entrevista à CNBC, o presidente havia adotado um tom mais duro, afirmando que poderia ordenar ataques caso o Irã não aceitasse as exigências americanas.

Apesar da prorrogação, os Estados Unidos mantiveram o bloqueio naval contra o Irã, restringindo a circulação de embarcações nos portos do país. A medida é considerada por Teerã como um ato hostil.

O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, classificou a ação como “ato de guerra”, elevando ainda mais a tensão no cenário internacional.

Impasses seguem nas negociações

Mesmo com a possibilidade de retomada do diálogo, divergências importantes continuam sem solução. Entre os principais pontos estão o programa nuclear iraniano e a segurança no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo e gás.

A ameaça de ataques na região já impacta o fluxo marítimo. Segundo a Marinha dos EUA, ao menos 28 navios foram obrigados a mudar de rota devido aos riscos.

Outros desdobramentos do conflito

  • Energia: O preço do petróleo se aproxima dos US$ 100 por barril, refletindo a incerteza sobre um acordo de paz e pressionando os mercados globais.
  • Líbano: Apesar de um cessar-fogo paralelo entre Israel e Líbano, Israel acusa o grupo Hezbollah de novos ataques. O grupo confirmou os disparos, alegando resposta a violações anteriores.
  • Navio-tanque: O Pentágono informou que forças americanas interceptaram uma embarcação sancionada transportando petróleo iraniano na região do Indo-Pacífico.

FONTE: The New York Times
TEXTO: Redação
IMAGEM: Arash Khamooshi/The New York Times

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