Internacional

Estreito de Ormuz: Irã limita passagem de navios e eleva tensão global

O Irã decidiu restringir o fluxo de embarcações no Estreito de Ormuz, autorizando a travessia de no máximo 15 navios por dia. A medida, segundo a agência russa TASS, teria sido acordada no contexto do cessar-fogo no Oriente Médio envolvendo Estados Unidos e Israel, conforme relatou uma fonte iraniana de alto escalão.

A região é considerada vital para o comércio internacional, já que concentra uma das principais rotas de escoamento de petróleo global e outros produtos essenciais.

Importância estratégica e impacto no mercado

Com cerca de 34 quilômetros de largura, o Estreito de Ormuz conecta o Golfo Pérsico ao Oceano Índico e responde pelo trânsito de aproximadamente um quinto de toda a oferta mundial de petróleo, além de cargas como fertilizantes.

Desde o início do conflito, no fim de fevereiro, o Irã vinha restringindo a circulação na área, o que contribuiu para a alta nos preços internacionais da commodity e aumentou a preocupação com a segurança energética global.

Novo fechamento amplia incertezas

Mesmo após o anúncio de trégua, o governo iraniano voltou a declarar o fechamento do estreito na quarta-feira (8). A decisão ocorre após novos ataques de Israel no Líbano, elevando o nível de instabilidade na região.

Agências iranianas indicam que Teerã avalia abandonar o acordo de cessar-fogo, que previa a interrupção das hostilidades por duas semanas em diferentes frentes, incluindo o território libanês.

Tráfego reduzido e risco de escalada

Antes da interrupção mais recente, apenas dois petroleiros haviam conseguido atravessar o estreito desde o início da trégua, evidenciando o impacto direto sobre o transporte marítimo.

A limitação no fluxo de navios e a possibilidade de retomada dos confrontos aumentam os riscos para o equilíbrio geopolítico e para o abastecimento global de energia.

Conflito no Líbano agrava cenário

Os ataques realizados por Israel no Líbano na quarta-feira deixaram 254 mortos e 837 feridos, segundo autoridades locais de saúde. O episódio reforça o clima de tensão e amplia as preocupações com uma escalada mais ampla no Oriente Médio.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Stringer

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Internacional

Estreito de Ormuz registra aumento na movimentação após cessar-fogo entre EUA e Irã

Poucas horas após o início do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, o Estreito de Ormuz voltou a apresentar intensa circulação de navios. Sites de monitoramento, como o Vessel Finder, registraram dezenas de embarcações na manhã desta quarta-feira (8/04/2026), refletindo o impacto imediato da trégua.

A pausa nos conflitos, acordada na terça-feira, prevê a suspensão de ataques norte-americanos e israelenses ao território iraniano por duas semanas. Em contrapartida, o Irã concordou em reabrir o estreito, uma rota estratégica para o transporte de petróleo, responsável por cerca de 20% do consumo global diário.

Histórico de tensão e bloqueios

Desde o início da escalada militar, Teerã ameaçava fechar o estreito em retaliação a ataques dos EUA e de Israel, colocando em risco embarcações comerciais. Durante a manhã, a TV estatal iraniana informou que o primeiro navio cruzou o estreito com segurança após a implementação do cessar-fogo.

Fontes do setor indicam que o Irã pretende cobrar uma taxa de passagem, embora ainda não haja registros de cobrança.

Negociações no Paquistão e papel da mediação

O cessar-fogo permitirá que delegações do Irã e dos EUA se encontrem em Islamabad, no Paquistão, para discutir um acordo de paz definitivo. O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, anunciou que as negociações ocorrerão na sexta-feira (10/04/2026), destacando a importância do diálogo para a estabilidade regional.

O presidente americano, Donald Trump, e o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, afirmaram que a trégua terá validade de duas semanas, mantendo o estreito aberto. A delegação iraniana será liderada pelo presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, enquanto os EUA ainda não confirmaram oficialmente os participantes, mas podem incluir o vice-presidente J.D. Vance, o enviado especial Steve Witkoff e Jared Kushner.

Condições do Irã e expectativas de paz

O ministro das Relações Exteriores do Irã confirmou que a passagem pelo Estreito será segura durante o período da trégua, com coordenação das Forças Armadas do país. Araghchi afirmou que os EUA aceitaram usar a proposta de 10 pontos do Irã como base para negociação, que inclui: não agressão, controle iraniano do estreito, suspensão de sanções, revogação de resoluções internacionais e compensações financeiras.

O presidente Trump declarou que os objetivos militares dos EUA já foram alcançados e que a trégua oferece tempo para concluir um acordo de paz definitivo. Segundo ele, quase todos os pontos de divergência já foram resolvidos, e as negociações de duas semanas permitirão finalizar o pacto.

Riscos e tensão contínua

Apesar da trégua, a Guarda Revolucionária iraniana alertou que permanecerá “com as mãos no gatilho” caso haja ataques adicionais de EUA ou Israel. Bombardeios recentes atingiram infraestruturas estratégicas no Irã, incluindo a ilha de Kharg e instalações petrolíferas, enquanto Israel atacou pontes, ferrovias e petroquímicas.

Analistas alertam que qualquer nova ofensiva pode impactar o fornecimento de energia e a estabilidade regional, reforçando a importância das negociações em Islamabad para evitar escaladas futuras.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/ Vessel Finder

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Comércio Internacional

Rússia e China vetam resolução sobre o Estreito de Ormuz no Conselho de Segurança da ONU

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) rejeitou uma proposta de resolução que tratava da crise no Estreito de Ormuz, após veto de dois membros permanentes: Rússia e China. O texto havia sido apresentado pelo Bahrein, representando países do Golfo Pérsico, e previa a condenação do Irã pelo bloqueio da via marítima.

A proposta recebeu apoio de 11 integrantes do colegiado, incluindo Estados Unidos, Reino Unido e França. Já Colômbia e Paquistão optaram pela abstenção.

Críticas ao conteúdo da resolução

O projeto foi alvo de críticas por focar exclusivamente nas ações do Irã, sem mencionar ataques atribuídos aos Estados Unidos e a Israel. O texto defendia a soberania dos países do Golfo, mas não abordava a integridade territorial iraniana. Além disso, a proposta reforçava o direito dos Estados-membros de proteger suas embarcações, com base no direito internacional, diante de ameaças à navegação.

O Estreito de Ormuz é uma das principais rotas energéticas do mundo, responsável pelo trânsito de cerca de 20% do petróleo e gás global. Diante desse cenário, países do Golfo alertaram para os riscos globais do bloqueio da passagem. O chanceler do Bahrein, Abdullatif bin Rashid Al Zayani, afirmou que a rejeição da resolução envia um sinal negativo à comunidade internacional sobre a segurança das rotas marítimas.

Irã defende bloqueio como resposta a ataques

O governo iraniano justificou o fechamento do estreito como uma medida de retaliação a ações militares conduzidas por Estados Unidos e Israel. Segundo o embaixador do país na ONU, Amir Saeid Iravani, o projeto apresentado buscava penalizar o Irã por defender seus interesses estratégicos. Teerã também declarou que embarcações de países considerados não hostis continuam autorizadas a transitar pela região.

A Rússia classificou a proposta como desequilibrada e potencialmente perigosa para a estabilidade regional. O embaixador russo, Vassily Nebenzia, argumentou que o documento ignorava ações consideradas ilegais por parte de Washington e Tel Aviv. O diplomata também citou precedentes internacionais, como a intervenção na Líbia em 2011, para alertar sobre interpretações amplas de resoluções da ONU.

Já a China apontou que o texto não abordava de forma completa as origens do conflito. O embaixador Fu Cong defendeu uma análise mais ampla e equilibrada da situação e criticou a pressa na votação. Pequim também pediu a interrupção das ações militares e reforçou a necessidade de tratar as causas estruturais da crise.

Estados Unidos defendem liberdade de navegação

Os Estados Unidos destacaram a relevância estratégica do Estreito de Ormuz para o comércio global e criticaram o bloqueio imposto pelo Irã. O representante norte-americano afirmou que a rota não pode ser utilizada como instrumento de pressão geopolítica. Washington também acusou Rússia e China de apoiarem um regime que busca pressionar países do Golfo.

Após ataques atribuídos aos Estados Unidos e a Israel, o Irã intensificou ações contra bases militares e estruturas energéticas ligadas a esses países na região do Golfo. O governo iraniano sustenta que nações que permitem o uso de seus territórios para operações militares passam a integrar o conflito.

A crise no Estreito de Ormuz segue como um dos principais pontos de tensão no Oriente Médio, com impactos diretos no mercado global de energia e na segurança internacional.

Fonte: Agência Brasil

Texto: Redação

Imagem: Reprodução Agência Brasil / Reuters / David “Dee” Delgado

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Internacional

Irã endurece posição e desafia Donald Trump sobre o Estreito de Ormuz

O governo do Irã elevou o tom contra os Estados Unidos após mais um ultimato do presidente Donald Trump. Em comunicado divulgado no domingo (5), a Marinha da Guarda Revolucionária afirmou que o Estreito de Ormuz “nunca mais voltará a ser como antes”, especialmente para EUA e Israel.

Segundo a corporação, estão em fase final os preparativos para uma “nova ordem” no Golfo Pérsico, indicando mudanças estratégicas no controle da região.

Novas regras para o Estreito de Ormuz

A proposta iraniana prevê a criação de novas regras de navegação no Estreito de Ormuz, rota responsável por cerca de 20% do fluxo global de petróleo e gás. O plano inclui cooperação com Omã, excluindo a participação de potências estrangeiras.

Atualmente, o estreito permanece fechado desde o início do conflito envolvendo EUA e Israel, com passagem restrita a embarcações autorizadas por Teerã.

Em resposta, Trump ameaçou intensificar a ofensiva caso a rota não seja reaberta até terça-feira (7), prometendo consequências severas ao país persa.

Negociações travadas e exigências divergentes

Um plano com 15 pontos apresentado por Washington tenta encerrar o conflito, incluindo o fim do programa nuclear iraniano e o desmonte do arsenal balístico. No entanto, o governo iraniano rejeitou a proposta.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baghaei, classificou as شروط como “excessivas, incomuns e ilógicas”.

Entre as exigências de Teerã estão:

  • Compensações financeiras pelos danos da guerra
  • Retirada das forças militares dos EUA da região
  • Encerramento completo das hostilidades, incluindo conflitos no Líbano e na Faixa de Gaza

Já o porta-voz militar Mohammad Akraminia declarou que o objetivo agora é forçar o adversário a um “arrependimento genuíno”, a fim de evitar novos confrontos.

Escalada militar e novos ataques

O conflito segue com intensificação das ações militares. O porta-voz do quartel-general Khatam al-Anbiya, Ibrahim Zulfiqari, anunciou a 98ª onda de ataques iranianos.

Entre os alvos atingidos estariam:

  • Um navio porta-contêineres
  • Áreas consideradas estratégicas em cidades israelenses como Tel Aviv, Haifa e Be’er Sheva

O comando iraniano também alertou que qualquer ataque contra civis será respondido com ações ainda mais intensas contra interesses adversários na região.

Morte de chefe de inteligência agrava crise

Em meio à escalada, o Irã confirmou a morte do chefe de inteligência da Guarda Revolucionária, Seyed Majid Khademi. Ele foi morto em um ataque aéreo atribuído a Israel na capital Teerã.

O episódio aumenta ainda mais a tensão no Oriente Médio e reduz as chances de uma solução diplomática no curto prazo.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Agência de Notícias da republica Islâmica.

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Internacional

Estreito de Ormuz: Irã autoriza passagem de ajuda humanitária em meio à crise

O governo do Irã anunciou a liberação do trânsito de bens humanitários pelo Estreito de Ormuz, em meio às tensões geopolíticas que afetam uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo. A medida ocorre após restrições impostas durante a escalada do conflito com Estados Unidos e Israel.

Autorização para navios com carga humanitária

De acordo com informações divulgadas pela agência estatal iraniana, autoridades portuárias receberam instruções para permitir a passagem de embarcações que transportem carga humanitária.

A decisão inclui:

  • Elaboração de uma lista de navios considerados prioritários
  • Emissão de autorizações oficiais para empresas de transporte
  • Coordenação com operadores portuários para viabilizar o fluxo

A iniciativa busca garantir o abastecimento de itens essenciais mesmo em meio às restrições no tráfego marítimo.

Estreito de Ormuz no centro da tensão global

O Estreito de Ormuz se tornou ponto crítico após o início dos confrontos envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel. A região é responsável por cerca de 20% do transporte global de petróleo, sendo vital para o equilíbrio do mercado internacional de energia.

Durante o auge da crise, o Irã chegou a interromper o tráfego e ameaçar embarcações, o que provocou forte alta no preço do petróleo e preocupação nos mercados globais.

Liberação parcial para países não hostis

Após o fechamento inicial, o governo iraniano flexibilizou o acesso ao permitir a passagem de navios de países considerados neutros ou não envolvidos no conflito.

Desde o início da flexibilização, embarcações de nações como França, Omã e Japão já conseguiram cruzar o estreito, sinalizando uma abertura controlada do corredor marítimo.

Estados Unidos mudam o tom sobre intervenção

Em meio à crise, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou a sugerir uma possível ação militar para garantir a abertura do estreito, incluindo ataques à infraestrutura iraniana.

No entanto, dias depois, o discurso foi suavizado. O governo americano afirmou que o país possui baixa dependência do petróleo que passa pela região, indicando que outras nações deveriam assumir maior responsabilidade pela segurança da rota.

Importância estratégica para o comércio global

O Estreito de Ormuz conecta o Golfo Pérsico ao Oceano Índico e é considerado um dos principais gargalos marítimos do mundo. Além de petróleo, a rota também é essencial para o transporte de commodities agrícolas, insumos e produtos industriais.

Qualquer interrupção no fluxo impacta diretamente o comércio internacional, elevando custos logísticos e gerando incertezas nos mercados de energia e alimentos.

Cenário segue sob monitoramento

Apesar da liberação para cargas humanitárias, o tráfego no estreito ainda é visto como instável. Analistas acompanham os desdobramentos do conflito, que podem influenciar o fluxo de mercadorias e a dinâmica da economia global nas próximas semanas.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters/Hamad

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Agronegócio

Gargalos marítimos globais: riscos crescentes para o agronegócio brasileiro

A dinâmica do comércio internacional continua sendo fortemente influenciada por rotas estratégicas marítimas. Desde as grandes navegações, o controle de passagens estreitas determina fluxos econômicos e relações de poder. Em 2026, a escalada de tensões no Golfo Pérsico voltou a evidenciar como esses pontos críticos — conhecidos como chokepoints — permanecem essenciais para o funcionamento da economia global.

Atualmente, cerca de 80% do comércio mundial em volume é transportado por via marítima. Esse fluxo depende diretamente de corredores específicos, cuja interrupção pode gerar efeitos em cadeia sobre energia, alimentos e insumos agrícolas.

O papel estratégico dos gargalos marítimos

Os principais gargalos marítimos do mundo incluem rotas como Ormuz, Bab el-Mandeb, Suez e Malaca, além de passagens como Gibraltar, Bósforo e o Canal do Panamá. Esses pontos concentram grande parte da circulação de commodities agrícolas, energia e insumos industriais.

Mais do que rotas de petróleo, esses corredores são fundamentais para o transporte de grãos, proteínas animais, fertilizantes, celulose e açúcar. Para o Brasil — uma potência exportadora do agronegócio — compreender essas rotas é uma questão estratégica.

Dependência externa expõe fragilidade estrutural

Apesar de ser um dos maiores produtores de petróleo do mundo, o Brasil ainda depende significativamente da importação de derivados como diesel. Esse combustível é essencial para toda a cadeia do agronegócio, desde o plantio até o transporte.

  • O país importa cerca de 25% do diesel consumido
  • O GLP também tem dependência semelhante
  • Já o querosene de aviação possui dependência menor, mas relevante

Essa vulnerabilidade impacta diretamente os custos logísticos e a competitividade do setor agrícola, especialmente em cenários de crise internacional.

Fertilizantes: o maior risco para a produção agrícola

Se a dependência de combustíveis preocupa, a dos fertilizantes é ainda mais crítica. O Brasil importa aproximadamente 85% dos insumos agrícolas utilizados no campo.

Com a tensão no Golfo Pérsico e o fechamento do Estreito de Ormuz em 2026:

  • Os preços da ureia dispararam
  • Houve suspensão de ofertas no mercado internacional
  • Cresceu o risco de desabastecimento

Além disso, restrições de exportação por grandes fornecedores globais e danos à infraestrutura no Oriente Médio agravam o cenário.

Entre os insumos mais críticos estão:

  • Ureia
  • Enxofre
  • Fosfatos

A escassez desses produtos pode comprometer diretamente a safra 2026/2027.

Impactos diretos no agronegócio brasileiro

A crise logística internacional afeta o Brasil em duas frentes principais:

Custos mais altos

O aumento nos preços de frete e seguros marítimos eleva o custo final das exportações e insumos.

Risco à produção

A dificuldade de acesso a fertilizantes pode reduzir a produtividade agrícola e pressionar margens.

Além disso, o Oriente Médio é um mercado relevante para o Brasil, especialmente na compra de milho e outros produtos agrícolas.

Biocombustíveis ganham protagonismo

Em meio à crise, os biocombustíveis surgem como alternativa estratégica. O Brasil possui vantagens competitivas nesse setor:

  • Mistura de etanol na gasolina
  • Uso crescente de biodiesel
  • Frota de veículos flex

Esses fatores ajudam a reduzir a dependência externa e amortecer os impactos das oscilações no mercado global de النفط e derivados.

Os principais gargalos marítimos do mundo

1. Estreito de Ormuz — risco crítico

Principal rota de petróleo e fertilizantes, concentra grande volume de energia global.

2. Bab el-Mandeb — risco crítico

Conecta o Mar Vermelho ao Golfo de Áden e é essencial para o acesso ao Canal de Suez.

3. Estreito de Malaca — risco médio

Um dos corredores mais movimentados do mundo, vital para o comércio asiático.

4. Bósforo e Dardanelos — risco alto

Fundamentais para o escoamento de trigo, milho e fertilizantes do Mar Negro.

5. Canal de Suez — risco alto

Principal ligação entre Ásia e Europa, responsável por grande parte do transporte global.

6. Canal do Panamá — risco moderado

Importante para cargas entre Atlântico e Pacífico, com destaque para grãos.

7. Estreito de Gibraltar — risco baixo

Rota estratégica para fertilizantes e comércio entre Europa e África.

Um novo cenário global exige estratégia

A crise de 2026 reforça uma tendência: eventos geopolíticos deixaram de ser exceção e passaram a ser recorrentes. Para o Brasil, isso exige mudanças estruturais.

Entre os principais desafios:

  • Reduzir a dependência de fertilizantes importados
  • Diversificar fornecedores internacionais
  • Investir na produção nacional de insumos
  • Criar estoques estratégicos

Em um cenário global instável, fortalecer a segurança de abastecimento é fundamental para manter a competitividade do agronegócio brasileiro.

FONTE: Estadão
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Notícias

Hapag-Lloyd tem navios encalhados no Golfo Pérsico e prejuízo cresce com conflito

A companhia de navegação Hapag-Lloyd enfrenta um cenário crítico no transporte marítimo internacional após a escalada do conflito no Oriente Médio. Seis navios da empresa permanecem encalhados no Golfo Pérsico, gerando custos adicionais estimados entre US$ 40 milhões e US$ 50 milhões por semana.

O impacto financeiro foi classificado pelo CEO, Rolf Habben Jansen, como “insustentável a longo prazo”.

Navios parados e tripulações à espera de solução

De acordo com o executivo, cerca de 150 tripulantes estão a bordo das embarcações impedidas de operar. As equipes seguem recebendo suprimentos básicos, como água e alimentos, enquanto a empresa busca alternativas para liberar os navios.

A situação é considerada um dos principais desafios atuais da companhia, que depende da normalização das rotas para retomar suas operações regulares.

Fechamento do Estreito de Ormuz agrava crise logística

A paralisação das embarcações está diretamente ligada às restrições no Estreito de Ormuz, uma das rotas mais importantes para o comércio global de energia e mercadorias.

O corredor marítimo permanece com limitações desde o fim de fevereiro, após o aumento das tensões envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. O bloqueio parcial tem provocado efeitos em cadeia no transporte marítimo global, elevando custos e ampliando a incerteza logística.

Empresa adota medidas para conter prejuízos

Diante do cenário adverso, a Hapag-Lloyd intensificou estratégias de redução de custos e passou a explorar sinergias operacionais com a Maersk, parceira em operações logísticas.

A iniciativa busca mitigar os impactos financeiros enquanto a empresa aguarda uma solução para o impasse geopolítico.

Projeções mantidas, mas riscos permanecem

Apesar das dificuldades, a companhia manteve suas projeções para o ano fiscal de 2026. A expectativa é compensar os custos adicionais ao longo dos próximos meses.

Ainda assim, o CEO alertou que os efeitos do conflito podem se prolongar, especialmente se houver retração na demanda por transporte marítimo, o que pode pressionar ainda mais os resultados da empresa no longo prazo.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: Modais em Foco

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Internacional

Porto de Karachi dispara em transbordo após crise no Estreito de Ormuz

O porto de Karachi, no Paquistão, registrou um salto expressivo na movimentação de contêineres nas últimas semanas, impulsionado pela crise no Estreito de Ormuz. Em apenas 24 dias, o terminal movimentou um volume equivalente a todo o ano de 2025, refletindo mudanças nas rotas do transporte marítimo internacional.

Crescimento acelerado na movimentação de cargas

De acordo com o ministro federal de Assuntos Marítimos, Muhammad Junaid Anwar Chaudhry, o porto havia registrado cerca de 8.300 contêineres em operações de transbordo ao longo de 2025. No entanto, somente nas últimas semanas, o volume chegou a 8.313 contêineres, evidenciando a rápida expansão da demanda.

Conflito no Oriente Médio altera rotas marítimas

O aumento está diretamente ligado à interrupção no tráfego do Estreito de Ormuz, considerada uma das principais rotas globais de energia e comércio. O bloqueio, iniciado em 2 de março após tensões envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel, levou companhias de navegação a suspender operações em portos estratégicos do Golfo.

Com isso, hubs tradicionais como o porto de Jebel Ali, em Dubai, perderam capacidade operacional, forçando o redirecionamento de cargas para alternativas regionais, como Karachi.

Incentivos e estrutura favorecem o Paquistão

Além do cenário geopolítico, o crescimento foi impulsionado por medidas adotadas pelo governo paquistanês. Entre elas, a concessão de descontos de até 60% nas taxas portuárias, em vigor desde 18 de março, que tornou o terminal mais competitivo.

A presença de grandes operadores logísticos, como Hutchison Ports, Maersk e Cosco, também facilitou a adaptação das rotas. Outro fator relevante foi a capacidade ociosa dos terminais, ampliada pela redução do comércio de trânsito com o Afeganistão.

Desafios para se tornar hub logístico

Especialistas avaliam que o aumento do transbordo de cargas pode fortalecer a imagem do Paquistão como um potencial hub logístico regional. No entanto, alertam que a consolidação desse crescimento dependerá de políticas estáveis e de investimentos robustos em infraestrutura portuária e logística.

Apesar do momento favorável, ainda há dúvidas sobre a capacidade do país de sustentar o avanço sem ampliar sua estrutura ao longo de toda a cadeia logística.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Datamar News

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Internacional

Irã confirma morte de comandante ligado ao fechamento do Estreito de Ormuz

O governo do Irã confirmou nesta segunda-feira (30) a morte do comandante da Marinha da Guarda Revolucionária, Alireza Tangsiri. Ele não resistiu aos ferimentos provocados por um bombardeio realizado por Israel na semana passada, segundo comunicado oficial.

De acordo com a nota, o militar foi atingido durante um ataque que causou danos significativos a estruturas estratégicas e acabou falecendo após complicações decorrentes dos ferimentos.

Ataque ocorreu no sul do Irã e já havia sido reivindicado

A morte de Tangsiri já havia sido anunciada por Israel no dia 26 de março. Conforme o governo israelense, o comandante foi morto em uma operação noturna em Bandar Abbas, no sul do país, junto a outros integrantes de alto escalão da força naval iraniana.

As autoridades israelenses atribuem a Tangsiri a responsabilidade pelo fechamento do Estreito de Ormuz, rota considerada vital para o transporte global de petróleo.

Irã promete resposta e continuidade das ações militares

Em seu posicionamento, a Guarda Revolucionária destacou que a morte do comandante não interromperá suas operações. O órgão afirmou que seguirá com ações contra EUA e Israel, prometendo “golpes contundentes” na região do Estreito de Ormuz.

Tangsiri foi descrito como um “comandante corajoso”, que atuava no fortalecimento da defesa costeira e na organização das forças militares iranianas.

Outras mortes e escalada do conflito

Além de Tangsiri, Israel declarou ter eliminado também Behnam Rezaei, chefe de Inteligência da Marinha da Guarda Revolucionária. No entanto, a informação ainda não foi confirmada pela mídia estatal iraniana.

A morte do comandante ocorre em meio a uma sequência de ações contra autoridades de alto escalão do Irã, intensificando a crise no Oriente Médio. Entre os nomes mais relevantes citados no conflito estão o líder supremo Ali Khamenei e o chefe do Conselho Supremo de Segurança, Ali Larijani.

Importância estratégica do Estreito de Ormuz

O Estreito de Ormuz é uma das principais rotas marítimas do mundo, por onde circula cerca de 20% do petróleo global. O bloqueio da via, que já dura quase um mês, tem impacto direto na economia global e nas cadeias de abastecimento energético.

Israel também acusa Tangsiri de liderar ataques contra petroleiros e embarcações comerciais ao longo dos últimos anos, o que teria agravado tensões na região do Golfo Pérsico.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Alireza Tangsiri no X

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Internacional

Estreito de Bab el-Mandeb entra no radar e amplia tensão global no Oriente Médio

A crescente tensão no Oriente Médio ganhou um novo ponto de atenção além do já conhecido Estreito de Ormuz. O Estreito de Bab el-Mandeb, rota estratégica para o transporte de energia, passou a ser citado como possível alvo de bloqueio por parte do Irã, elevando a preocupação nos mercados globais de petróleo.

A ameaça surge em meio ao agravamento do cenário geopolítico e à pressão sobre rotas marítimas essenciais para o comércio internacional.

Rota estratégica liga o Mar Vermelho ao Canal de Suez

Localizado entre Iêmen, Djibuti e Eritreia, o Estreito de Bab el-Mandeb é um dos principais corredores marítimos do mundo. A passagem conecta o Mar Vermelho ao Canal de Suez, sendo responsável por cerca de 12% do transporte marítimo global de petróleo.

Nos últimos meses, a importância da rota aumentou ainda mais, especialmente após restrições no fluxo pelo Estreito de Ormuz, transformando o local em alternativa relevante para o escoamento de petróleo da região.

Irã sinaliza possível bloqueio com apoio de aliados

De acordo com informações divulgadas pela agência iraniana Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária, o grupo Houthi — apoiado por Teerã — estaria preparado para atuar no controle da passagem marítima.

Segundo fontes militares citadas pela agência, os combatentes do movimento Ansar Allah teriam capacidade de interromper o tráfego na região, caso haja necessidade de ampliar a pressão contra adversários.

A sinalização reforça a estratégia do Irã de utilizar pontos logísticos sensíveis como instrumento de influência na geopolítica internacional.

Alertas aumentam após ameaças e movimentações militares

As declarações também vieram acompanhadas de avisos direcionados aos Estados Unidos. Segundo fontes iranianas, qualquer ação considerada imprudente envolvendo o Estreito de Ormuz poderia ampliar o conflito para outras rotas estratégicas.

O cenário se torna ainda mais delicado diante da presença militar americana na região, o que eleva o risco de escalada e impactos diretos na segurança energética global.

Ataque dos houthis eleva nível de tensão

No sábado (28), o grupo Houthi realizou um ataque com mísseis contra Israel, marcando a primeira ofensiva desse tipo desde o início recente das hostilidades.

De acordo com os próprios houthis, o alvo seriam posições militares estratégicas israelenses. O governo de Israel informou que o projétil foi interceptado com sucesso.

O episódio reforça o ambiente de instabilidade e amplia as preocupações sobre possíveis impactos no fluxo de petróleo e no comércio marítimo internacional.

Mercado acompanha riscos para o petróleo

Com duas rotas estratégicas sob ameaça, cresce a atenção de analistas e investidores quanto aos efeitos sobre o preço do petróleo e a logística global.

Qualquer interrupção no tráfego por estreitos como Bab el-Mandeb ou Ormuz pode gerar volatilidade nos mercados, afetando diretamente a economia mundial.

FONTE: Diário do Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Diário do Brasil

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