Internacional

Estreito de Ormuz: proposta pode ampliar controle do Irã sobre rota estratégica de petróleo

Uma proposta em negociação entre Irã e Omã pode alterar o controle do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais para o transporte de petróleo e gás. Segundo fontes ouvidas pela Reuters, o acordo em discussão prevê que Teerã passe a exercer autoridade sobre os navios que ingressam no Golfo Pérsico, representando uma das maiores concessões já consideradas nas tratativas para encerrar o conflito entre Irã e Estados Unidos.

Até o momento, o governo norte-americano não comentou oficialmente o conteúdo da proposta. Embora o presidente Donald Trump tenha afirmado que um acordo para a reabertura da passagem marítima estaria próximo, autoridades dos Estados Unidos reiteraram anteriormente que não aceitariam conceder ao Irã o controle sobre a navegação na região.

Mudança pode alterar o equilíbrio geopolítico no Oriente Médio

Caso seja implementado, o acordo poderá representar uma mudança significativa no equilíbrio de poder no Oriente Médio, fortalecendo a posição estratégica do Irã após meses de conflito com Estados Unidos e Israel.

Antes da guerra, iniciada em fevereiro, o Estreito de Ormuz operava com livre circulação de embarcações, sem cobrança de taxas para o tráfego internacional.

De acordo com fontes regionais, as negociações entre Irã e Omã avançaram nas últimas semanas. O governo iraniano afirma que houve progresso relevante nas conversas e defende que tanto a entrada quanto a saída de navios ocorram por águas sob sua jurisdição.

Irã ameaça infraestrutura energética em caso de novos ataques

Paralelamente às negociações diplomáticas, o Irã enviou alertas a países do Golfo informando que eventuais novos ataques dos Estados Unidos ao território iraniano provocariam retaliações contra instalações estratégicas de energia na região.

Segundo fontes consultadas pela Reuters, Teerã busca aumentar o custo político e militar de uma nova ofensiva ao sinalizar que poderá atingir aliados regionais de Washington.

Nos últimos meses, o Irã respondeu ao conflito com o lançamento de mísseis e drones contra aliados dos Estados Unidos e também intensificou ações contra embarcações comerciais que cruzavam o estreito sem autorização iraniana.

Taxas sobre navios seguem como principal impasse

Apesar dos avanços nas negociações, ainda existem divergências importantes sobre o formato do eventual acordo.

Uma das principais discussões envolve a cobrança de tarifas para embarcações que utilizarem o Estreito de Ormuz. Segundo uma autoridade iraniana, Teerã propõe taxas entre 5% e 7% sobre o valor das cargas transportadas. Omã trabalha com uma alternativa próxima de 3%, enquanto os Estados Unidos defendem que não haja qualquer cobrança.

Outro ponto ainda sem consenso diz respeito ao nível de controle que o Irã teria sobre os navios que deixam o Golfo Pérsico, além daqueles que ingressam na região.

Irã afirma que negociações avançam para fase final

Em declarações à agência estatal IRNA, o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, afirmou que o modelo discutido prevê a passagem de embarcações comerciais por águas territoriais iranianas tanto na entrada quanto na saída do estreito.

Segundo o diplomata, as conversas com Omã alcançaram entendimentos considerados fundamentais e estariam próximas da conclusão.

Gharibabadi também afirmou que o governo iraniano recebeu mensagens dos Estados Unidos indicando disposição para retomar compromissos assumidos em um memorando firmado em meados de junho, condição considerada essencial por Teerã para a reabertura da rota marítima. Apesar disso, o representante iraniano declarou que não houve negociações diretas recentes entre os dois países.

Pressão política cresce sobre Donald Trump

Enquanto busca uma solução diplomática para o conflito, o presidente Donald Trump enfrenta crescente pressão interna. Pesquisas apontam resistência significativa do eleitorado norte-americano à continuidade da guerra, especialmente às vésperas das eleições legislativas de novembro.

Após meses de confrontos, os Estados Unidos ainda não conseguiram reduzir a influência iraniana sobre o Estreito de Ormuz. Fontes militares também indicam preocupação com a redução dos estoques de armamentos de precisão utilizados durante a campanha militar.

Nos mercados internacionais, os preços do petróleo registraram queda nos últimos dias após Trump suspender novos ataques ao Irã e indicar que as negociações diplomáticas podem abrir caminho para o fim do conflito.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/National Geographic

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Internacional

Navio-tanque é atingido no Estreito de Ormuz e reforça alerta sobre segurança marítima

Mais um navio-tanque foi alvo de um ataque no Estreito de Ormuz, segundo informações divulgadas pela Operação de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO), órgão responsável pelo monitoramento da navegação na região.

De acordo com o relatório, uma embarcação de carga emitiu um pedido de socorro pelo canal VHF 16 nas primeiras horas da terça-feira (4), no horário local. A tripulação informou que o navio havia sido atingido por um projétil de origem desconhecida.

Ataque ocorreu próximo à costa de Omã

A UKMTO informou que o navio-tanque, cuja identidade não foi revelada, foi atingido a aproximadamente 20 milhas náuticas (cerca de 37 quilômetros) a nordeste de Al Khasab, em Omã, na porção sul do Estreito de Ormuz.

Até o momento, o relatório oficial não aponta quem seria o responsável pelo ataque, e não há detalhes adicionais sobre os danos causados à embarcação.

Sequência de ocorrências preocupa setor marítimo

O novo episódio ocorre em meio ao aumento de incidentes envolvendo embarcações que transitam pelas águas próximas de Omã.

Na última sexta-feira (31), outro navio-tanque sem capacidade operacional também foi atingido a cerca de 12 milhas (aproximadamente 20 quilômetros) a nordeste de Lima, em Omã.

Já no sábado (1º), o comandante de uma terceira embarcação que navegava pelo Estreito de Ormuz relatou ter observado uma explosão seguida de um impacto na água nas proximidades, reforçando o clima de preocupação com a segurança marítima na região.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Stringer

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Internacional

Estreito de Ormuz amplia tensão entre EUA e Irã e aumenta incertezas sobre negociações

As perspectivas de retomada do diálogo entre Estados Unidos e Irã voltaram a ficar indefinidas após um navio ser atingido nas proximidades do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas para o comércio mundial de energia. O episódio elevou as preocupações do mercado e contribuiu para a recuperação dos preços do petróleo, que reagiram após a forte queda registrada na sessão anterior.

De acordo com a agência britânica de segurança marítima UKMTO, uma embarcação foi atingida por um projétil de origem ainda desconhecida próximo à costa de Omã. O incidente ocorreu em meio às dúvidas sobre uma possível solução diplomática para o conflito envolvendo Washington e Teerã.

Irã nega negociações anunciadas por Trump

Na segunda-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que conversas com o governo iraniano estariam em andamento e classificou o momento como uma “última oportunidade” para que Teerã aceite um acordo.

O governo iraniano, no entanto, voltou a negar qualquer negociação direta com Washington. Segundo autoridades do país, os únicos contatos em andamento relacionados ao Estreito de Ormuz ocorrem com Omã, sem previsão de reuniões de alto nível com representantes norte-americanos.

Trump também declarou que as tratativas estariam sendo incentivadas por países como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Catar, além do próprio Irã.

Petróleo reage após queda acentuada

As incertezas geopolíticas refletiram imediatamente no mercado internacional de energia. Após encerrar a sessão anterior com perdas de aproximadamente 7%, o contrato futuro do Brent voltou a subir quase 3%, com investidores revisando o otimismo sobre uma solução diplomática rápida.

Analistas do banco ING consideraram que a forte desvalorização registrada anteriormente foi precipitada, destacando que o cenário continua cercado por riscos e elevada imprevisibilidade.

Estreito de Ormuz segue com tráfego reduzido

O conflito também continua afetando a movimentação no Estreito de Ormuz, passagem por onde normalmente circula cerca de um quinto das exportações globais de petróleo e gás natural liquefeito.

Enquanto o Irã mantém restrições à navegação na região e os Estados Unidos preservam medidas de bloqueio relacionadas ao país, o fluxo de embarcações permanece abaixo do normal.

Dados da empresa Kpler indicam que apenas três petroleiros e três navios graneleiros cruzaram o estreito na segunda-feira. Em períodos de estabilidade, mais de 100 embarcações utilizam diariamente essa rota estratégica.

Segundo fontes do setor marítimo ouvidas pela Reuters, o navio atingido era um graneleiro. Após o ataque, a tripulação abandonou a embarcação, e um dos tripulantes foi dado como desaparecido.

Irã diz não querer ampliar o conflito

Apesar da escalada da tensão, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país não pretende expandir o confronto militar.

Segundo ele, o objetivo do governo é proteger suas fronteiras, sem buscar uma ampliação da guerra na região.

Ainda assim, especialistas avaliam que Teerã continua utilizando sua posição estratégica no Golfo Pérsico como forma de aumentar a pressão sobre os adversários e elevar os custos econômicos do conflito.

Mediação internacional tenta reaproximar os dois países

Nos bastidores, seguem os esforços diplomáticos para restabelecer o diálogo entre Washington e Teerã.

Autoridades do Paquistão, que participam das tentativas de mediação, afirmaram que mantêm contato com ambos os governos na tentativa de criar condições mínimas para uma nova rodada de negociações.

O objetivo, segundo fontes ligadas às conversas, é convencer os dois lados a retomarem o diálogo antes que novos episódios de violência agravem ainda mais a crise.

Impasse sobre Ormuz continua no centro da disputa

O controle do Estreito de Ormuz permanece como um dos principais pontos de divergência entre os dois países.

Os Estados Unidos sustentam que um memorando firmado anteriormente previa a reabertura plena da rota marítima. Já o governo iraniano afirma que o documento preserva sua autoridade sobre a gestão do tráfego na região.

Enquanto não há consenso, permanecem as dúvidas sobre o futuro das negociações, mantendo elevados os riscos para o comércio internacional de energia e para a estabilidade no Oriente Médio.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Stringer

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Informação

Produção de petróleo no Brasil atinge recorde histórico em junho, aponta ANP

A produção de petróleo no Brasil alcançou um novo recorde em junho, segundo dados divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O resultado foi impulsionado, principalmente, pelo desempenho do pré-sal, consolidando o país em um momento de forte instabilidade no mercado internacional de energia.

Produção supera marca anterior e cresce mais de 19% em um ano

De acordo com a ANP, o país produziu, em média, 4,475 milhões de barris de petróleo por dia durante o mês de junho. O volume representa crescimento de 4% em relação a maio e avanço de 19,1% na comparação com o mesmo período de 2025.

O desempenho supera o recorde anterior, registrado em abril, quando a produção nacional havia atingido 4,340 milhões de barris diários.

Pré-sal lidera expansão da produção

O principal responsável pelo resultado foi o pré-sal, que respondeu por cerca de 3,699 milhões de barris por dia no período.

A participação crescente dessa camada continua sendo determinante para o aumento da produção nacional e reforça a importância dos campos marítimos na expansão da indústria petrolífera brasileira.

Mercado acompanha cenário internacional de tensão

O novo recorde ocorre em um contexto de elevada volatilidade nos preços do petróleo no mercado global. Nos últimos meses, as cotações da commodity sofreram fortes oscilações devido às tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos, Irã e Israel.

Um dos fatores que mais preocupou o setor foi o fechamento temporário do Estreito de Ormuz, rota estratégica responsável por cerca de 20% do comércio mundial de petróleo. A interrupção elevou os receios sobre o abastecimento global e impulsionou as cotações internacionais.

Petróleo chegou a superar US$ 100 por barril

Durante o período de maior tensão, o barril do petróleo ultrapassou a marca de US$ 100, refletindo o temor de restrições na oferta mundial.

Posteriormente, os preços recuaram para a faixa entre US$ 70 e US$ 80 com o aumento das expectativas de uma solução diplomática para o conflito no Oriente Médio e a possível retomada do tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz.

Declarações de Trump e resposta do Irã influenciam mercado

No fim de semana, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que poderia suspender uma nova ofensiva militar contra o Irã caso fosse firmado rapidamente um acordo relacionado ao programa nuclear iraniano e à reabertura do Estreito de Ormuz.

O governo iraniano, entretanto, negou ter solicitado qualquer interrupção das ações militares norte-americanas. Segundo a agência estatal Mehr, autoridades militares classificaram a declaração de Trump como falsa e afirmaram que as Forças Armadas iranianas permanecem em estado de alerta diante da possibilidade de novos confrontos.

Apesar das divergências entre os governos, a expectativa de retomada das negociações reduziu parte da tensão entre os investidores e contribuiu para a queda das cotações internacionais.

Brent e WTI registram forte queda

Por volta das 10h50, o barril do Brent, referência para o mercado internacional, era negociado a US$ 82,84, com recuo de 5,79%.

Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, registrava queda de 7,23%, sendo cotado a US$ 78,55 por barril.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Internacional

Irã busca controle temporário do Estreito de Ormuz em negociação com Omã

O governo do Irã pretende assumir posição predominante na administração da rota marítima do Estreito de Ormuz durante um período provisório que pode variar de um a três meses. A informação foi divulgada por um integrante da equipe iraniana responsável pelas negociações com Omã.

Negociação ocorre apenas entre Irã e Omã

Segundo Teerã, as conversas em andamento envolvem exclusivamente o governo omanense e não incluem os Estados Unidos. O objetivo é estabelecer um acordo bilateral sobre a operação da passagem marítima estratégica, localizada entre o Golfo Pérsico e o Mar de Omã.

Em entrevista à emissora estatal IRIB, o negociador Saeed Ajorlu afirmou que a proposta iraniana prevê arranjos temporários sob predominância do país, argumentando que serviços como segurança da navegação, remoção de minas e assistência marítima já são administrados pelo Irã.

Ainda de acordo com Ajorlu, a posição iraniana é de que o regime jurídico da passagem pelo Estreito de Ormuz não retorne ao modelo existente antes do conflito, quando nenhum país exercia controle sobre o tráfego marítimo na região.

Irã acusa EUA de descumprirem memorando

O representante iraniano também acusou os Estados Unidos de violarem o Artigo 5 do memorando firmado em junho, ao criarem um corredor marítimo ao sul do estreito, próximo ao litoral de Omã.

O dispositivo estabelece que o Irã deve garantir, por 60 dias e sem cobrança de tarifas, a passagem segura de embarcações comerciais entre o Golfo Pérsico e o Mar de Omã, nos dois sentidos.

Segundo Ajorlu, a resolução dessa questão é prioridade antes da continuidade das negociações. Ele afirmou que outros pontos previstos no memorando também precisam ser solucionados, incluindo o encerramento da guerra, um cessar-fogo no Líbano, a suspensão de sanções econômicas, a liberação de recursos iranianos bloqueados no exterior e o fim das restrições impostas aos portos iranianos.

Corredor único será adotado provisoriamente

Na segunda-feira, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, informou que a proposta negociada com Omã prevê a criação de um único corredor de navegação, substituindo o modelo anteriormente discutido, que previa duas rotas distintas — uma próxima ao litoral iraniano e outra junto à costa omanense.

De acordo com Baghaei, esse corredor central terá caráter temporário e permanecerá em funcionamento até que as partes cheguem a um consenso sobre uma solução definitiva para a navegação no Estreito de Ormuz.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters

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Internacional

Mar Vermelho: por que a Arábia Saudita quer criar uma coalizão internacional para proteger a navegação?

A Arábia Saudita articula a formação de uma coalizão internacional para reforçar a segurança no Mar Vermelho diante da escalada de ataques promovidos pelos houthis, grupo armado do Iêmen apoiado pelo Irã. A iniciativa surge em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio e às ameaças que colocam em risco uma das rotas marítimas mais importantes do comércio global.

Segundo informações divulgadas pela agência Reuters, dezenas de países receberam convite para integrar a aliança, cuja sede deverá ser instalada em Riad. A expectativa é de que o grupo seja oficialmente anunciado após a confirmação dos participantes.

Coalizão busca proteger uma rota estratégica do comércio mundial

A movimentação saudita ocorre dias após os houthis anunciarem um bloqueio marítimo contra o reino, em 20 de julho. A medida passou a atingir embarques de petróleo redirecionados para o Mar Vermelho depois das restrições impostas no Estreito de Ormuz.

Além disso, o grupo iemenita também sinalizou a intenção de cobrar taxas para a passagem de embarcações pelo Estreito de Bab al-Mandeb, ampliando a preocupação com possíveis impactos sobre o comércio internacional e os preços da energia.

Com o aumento da instabilidade, governos e empresas acompanham os reflexos sobre as cadeias globais de abastecimento e o transporte marítimo.

Quais países podem integrar a aliança?

Embora a lista oficial ainda não tenha sido divulgada, veículos internacionais informam que países como Estados Unidos, Egito, Paquistão, Turquia, Djibuti, Somália, Sudão, além de nações europeias como Alemanha, França e Itália, receberam convites para participar da coalizão.

Segundo o portal Al-Monitor, Egito, Djibuti e Sudão já teriam aceitado integrar a iniciativa. O governo saudita também teria estabelecido um prazo para que aproximadamente 50 países confirmem sua adesão.

Os Estados Unidos ainda não anunciaram oficialmente sua participação, apesar de serem considerados um dos principais aliados estratégicos da Arábia Saudita.

Reunião entre Arábia Saudita e EUA reforça diálogo sobre segurança regional

O ministro da Defesa saudita, príncipe Khalid bin Salman, esteve em Washington para reuniões com o presidente Donald Trump e o vice-presidente JD Vance.

De acordo com informações divulgadas pela imprensa norte-americana, o representante saudita afirmou que o país pretende evitar uma nova escalada militar envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, mas destacou que o reino está preparado para responder a ameaças à sua segurança.

Ainda segundo os relatos, a avaliação saudita é de que o país possui capacidade para enfrentar os houthis no Iêmen sem necessidade de participação direta das forças americanas.

Enquanto isso, Estados Unidos e Arábia Saudita realizaram operações conjuntas contra grupos armados apoiados pelo Irã no Iraque, ampliando as tensões na região.

Por que o Mar Vermelho é tão importante para o comércio global?

O Mar Vermelho conecta o Mediterrâneo ao Oceano Índico por meio do Canal de Suez e do Estreito de Bab al-Mandeb, formando um dos principais corredores marítimos do planeta.

Estima-se que até 30% do tráfego mundial de navios utilize essa rota, responsável pelo escoamento de mercadorias e, principalmente, de petróleo produzido pelos países do Golfo.

Somente em 2024, aproximadamente 4,1 bilhões de barris de petróleo e derivados passaram pelo estreito de Bab al-Mandeb, volume equivalente a cerca de 5% da produção mundial transportada por via marítima.

Com as restrições impostas ao Estreito de Ormuz, a Arábia Saudita passou a utilizar com maior intensidade seus terminais no Mar Vermelho para manter as exportações de petróleo, tornando a região ainda mais estratégica.

Entenda os ataques dos houthis no Mar Vermelho

Os houthis controlam a capital do Iêmen, Sanaa, desde 2014 e mantêm um conflito prolongado contra o governo reconhecido internacionalmente e apoiado pela Arábia Saudita.

O grupo afirma que o bloqueio marítimo anunciado em julho é uma resposta às operações militares sauditas e às restrições impostas ao território iemenita ao longo dos últimos anos.

Desde então, navios ligados à Arábia Saudita e instalações petrolíferas passaram a ser alvo de ataques. Em um dos episódios mais recentes, os houthis afirmaram ter lançado mísseis contra o petroleiro saudita NCC Ghazal, obrigando a embarcação a alterar sua rota.

O grupo já havia provocado impactos significativos no comércio marítimo internacional em 2023, ao atacar navios relacionados a Israel durante o conflito na Faixa de Gaza.

Plano para cobrar taxas preocupa comunidade internacional

Outro fator que elevou a tensão foi a possibilidade de os houthis passarem a cobrar tarifas pela passagem de navios no Estreito de Bab al-Mandeb.

Autoridades do governo do Iêmen afirmam que a proposta teria inspiração em iniciativas semelhantes discutidas pelo Irã para o Estreito de Ormuz. Segundo relatos, a intenção seria criar uma estrutura específica para arrecadar valores de companhias marítimas.

Especialistas destacam que, pelas normas do direito marítimo internacional, países que controlam estreitos utilizados pela navegação internacional não podem cobrar pedágio apenas pela passagem das embarcações. A cobrança é permitida somente em casos específicos, como serviços portuários ou de apoio à navegação.

Crise reduz tráfego marítimo e pressiona o preço do petróleo

A insegurança na região já provoca reflexos no transporte marítimo. Dados citados pela Reuters mostram que o fluxo de embarcações no Mar Vermelho caiu para o menor nível dos últimos meses, com apenas 11 navios registrados durante um fim de semana.

Antes do agravamento das tensões, mais de 70 embarcações cruzavam diariamente o Estreito de Bab al-Mandeb.

A instabilidade também voltou a influenciar o mercado internacional de energia. O barril do petróleo Brent registrou nova alta, alcançando US$ 88,09, após oscilar entre US$ 72 e mais de US$ 100 nas últimas semanas, refletindo a preocupação dos investidores com o abastecimento global.

FONTE: Al Jazeera
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Internacional

Irã libera navio do Catar no Estreito de Ormuz após semanas de restrições

O Irã autorizou, nesta quinta-feira (30), a passagem de um navio do Catar carregado com gás natural liquefeito (GNL) pelo Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte de petróleo e gás no mundo. A decisão ocorre após mais de três semanas de restrições impostas por Teerã à navegação na região.

Segundo informações divulgadas pela agência estatal iraniana Fars, a embarcação cumpriu todas as determinações das autoridades locais e atravessou o estreito sem qualquer registro de incidente.

Liberação ocorre em meio à tensão entre Irã e Estados Unidos

A autorização para a travessia acontece em um cenário de forte tensão entre Irã e Estados Unidos, marcado por confrontos e ameaças envolvendo interesses estratégicos na região do Golfo.

Até o momento, não há confirmação oficial de que a flexibilização das restrições será aplicada a outras embarcações, o que mantém a incerteza sobre a normalização da navegação no Estreito de Ormuz.

EUA anunciam nova ofensiva contra alvos iranianos

Em outro desdobramento do conflito, o Comando Central dos Estados Unidos informou ter realizado uma nova ofensiva militar contra o Irã. A ação foi apresentada como resposta à tentativa iraniana de atingir tropas norte-americanas com mísseis balísticos.

Segundo os militares americanos, dezenas de posições ligadas à Guarda Revolucionária Islâmica foram atingidas durante a operação.

Bombardeios deixam mortos e Jordânia intercepta mísseis

A emissora estatal iraniana Irib informou que os ataques resultaram na morte de três pessoas na ilha de Qeshm. Entre as vítimas, estaria uma criança de dois anos.

Paralelamente, as Forças Armadas da Jordânia anunciaram a interceptação de cinco mísseis iranianos. Conforme o governo jordaniano, os projéteis tinham como destino o território do reino.

FONTE: ND+
TEXTO: Redação
IMAGEM: Wikimedia Commons/ND Mais

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Transporte

Tráfego marítimo no Mar Vermelho atinge mínima após ataques dos houthis

O tráfego marítimo no Mar Vermelho registrou forte redução no último domingo, alcançando o menor nível dos últimos meses. Dados da Kpler mostram que apenas 11 embarcações carregadas cruzaram o Estreito de Bab el-Mandeb, um dos corredores marítimos mais estratégicos do comércio global.

A queda ocorre em meio à escalada das tensões na região, após os recentes ataques realizados pelos rebeldes houthis, do Iêmen, contra instalações petrolíferas e navios associados à Arábia Saudita. O grupo, apoiado pelo Irã, anunciou na semana passada a intenção de bloquear as exportações sauditas, ampliando a instabilidade no Mar Vermelho.

Petroleiros seguem operando, mas fluxo permanece reduzido

Entre as 11 embarcações que cruzaram o estreito no domingo, sete eram petroleiros. Três seguiram em direção ao Mar Vermelho, incluindo dois navios do tipo VLCC (Very Large Crude Carrier) destinados ao porto saudita de Yanbu para carregamento de petróleo bruto.

Outros quatro deixaram a região transportando petróleo da Arábia Saudita, dos Emirados Árabes Unidos e da Rússia, com destino à China e ao Paquistão. Entre eles estavam os superpetroleiros New Explorer, carregado com cerca de dois milhões de barris para o porto chinês de Ningbo, e New Pearl, também transportando aproximadamente dois milhões de barris de petróleo saudita rumo a Zhoushan.

Houthis assumem ataques a instalações da Saudi Aramco

O porta-voz militar dos houthis, Yahya Saree, declarou que o grupo realizou ataques contra instalações da Saudi Aramco nas cidades sauditas de Jizan e Yanbu no sábado.

Desde então, a navegação na costa do Iêmen permanece fortemente afetada, aumentando as preocupações sobre a segurança da principal rota utilizada para o transporte internacional de petróleo.

Estreito de Ormuz também registra movimento abaixo do normal

Além da redução no Mar Vermelho, o Estreito de Ormuz apresentou um fluxo marítimo excepcionalmente baixo durante o fim de semana.

Segundo a Kpler, menos de dez embarcações atravessaram diariamente a região. No domingo foram registrados apenas sete navios, enquanto no sábado apenas três cruzaram o estreito, todos navegando com os sistemas de identificação automática desligados.

Exportações sauditas mudam de rota para evitar áreas de conflito

A escalada dos riscos em Bab el-Mandeb também está alterando a logística das exportações de petróleo da Arábia Saudita para os mercados asiáticos.

De acordo com o The Wall Street Journal (WSJ), desde o início das tensões envolvendo o Irã, o país vinha ampliando os embarques a partir de portos localizados no Mar Vermelho para reduzir a dependência do Estreito de Ormuz. No entanto, os ataques dos houthis passaram a comprometer essa estratégia.

Dados da empresa de monitoramento marítimo Vortexa apontam que pelo menos quatro petroleiros carregados com petróleo saudita mudaram de rota antes de alcançar Bab el-Mandeb, seguindo em direção ao Canal de Suez. Paralelamente, a Arábia Saudita aumentou a oferta de cargas para embarque em portos egípcios localizados no Mediterrâneo.

Canal de Suez ganha importância no transporte de petróleo

Ainda segundo a Vortexa, nas três primeiras semanas de julho o transporte de petróleo pelo Canal de Suez atingiu o maior volume registrado em cerca de dois anos e meio. No mesmo período, as importações por meio do oleoduto Sumed cresceram 50% em relação ao mês anterior.

Especialistas avaliam que a mudança nas rotas pode elevar significativamente os custos logísticos das exportações sauditas.

Gregory Brew, analista sênior de Irã e energia do Eurasia Group, destaca que o petróleo ainda pode ser exportado pelo Mar Vermelho, porém por um trajeto mais longo e oneroso para abastecer os mercados asiáticos. Segundo ele, esse cenário pode pressionar ainda mais o mercado internacional da commodity.

Na mesma linha, Helima Croft, chefe de estratégia global de commodities da RBC Capital Markets, avalia que novos ataques dos houthis têm potencial para reduzir de forma relevante o fluxo de petróleo pelo Mar Vermelho e aumentar a percepção de risco nas principais rotas marítimas globais.

Mercado acompanha impacto sobre a logística global

Com a instabilidade em Bab el-Mandeb e as limitações operacionais no Estreito de Ormuz, cresce a preocupação do mercado com a segurança do transporte marítimo e a continuidade do abastecimento de petróleo para a Ásia. A combinação desses fatores amplia as incertezas sobre a logística internacional e o comportamento do mercado global de energia.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Informação

Petróleo dispara com tensões no Oriente Médio e preços se aproximam de US$ 110 por barril

O mercado de petróleo registrou forte valorização nesta semana, com o preço das cargas físicas negociadas no Oriente Médio, Europa e África alcançando os maiores níveis em cerca de dois meses. Em algumas negociações, as cotações ficaram próximas de US$ 110 por barril, refletindo a preocupação global com possíveis interrupções no fornecimento.

O avanço dos preços ocorre em meio ao agravamento dos conflitos envolvendo Irã, Ucrânia e a crescente instabilidade nas principais rotas marítimas de exportação. Diante desse cenário, compradores intensificaram a busca por carregamentos imediatos para garantir o abastecimento.

Brent supera US$ 105 e fortalece referências internacionais

O Brent Datado, principal referência para a precificação de mais de 60% das cargas físicas de petróleo comercializadas no mundo, atingiu US$ 105,70 por barril na quinta-feira, segundo dados da LSEG. O valor representa o maior patamar desde o fim de maio e marca a primeira vez, desde o início de junho, que o indicador supera a barreira dos US$ 100.

Com esse movimento, o petróleo Forties, produzido no Mar do Norte e negociado com base no Brent, alcançou US$ 108,77 por barril nesta sexta-feira.

Ataques no Mar Vermelho pressionam oferta global

A escalada da tensão no Oriente Médio ganhou força após ataques promovidos pelos houthis do Iêmen contra petroleiros que cruzavam o Mar Vermelho. Os incidentes obrigaram parte das cargas sauditas a adotar rotas alternativas contornando o continente africano, elevando custos logísticos e aumentando o tempo de transporte.

O cenário foi agravado pelo fracasso das negociações entre Estados Unidos e Irã, além das dificuldades nas exportações que passam pelo Estreito de Ormuz, uma das rotas estratégicas para o comércio mundial de petróleo.

Segundo o analista Tamas Varga, da PVM, as preocupações com a oferta voltaram a dominar o mercado internacional.

Produção do Cazaquistão também sofre impacto

Além dos problemas no Oriente Médio, o Cazaquistão informou redução significativa na produção após supostos ataques de drones ucranianos provocarem o fechamento do principal terminal de exportação do petróleo CPC Blend, localizado no Mar Negro.

De acordo com fontes do setor, a produção do país caiu aproximadamente pela metade, passando para cerca de 406 mil barris por dia, ampliando a preocupação dos investidores com a disponibilidade da commodity.

Petróleo do Oriente Médio registra forte recuperação

Os preços de referência do petróleo do Oriente Médio também apresentaram forte valorização.

O prêmio à vista do Dubai sobre os contratos de swap dobrou e atingiu US$ 12,74 por barril, enquanto o prêmio do petróleo de Omã subiu para US$ 12,62 por barril. Ambos alcançaram os maiores níveis desde o final de maio.

Já o Murban, principal petróleo exportado por Abu Dhabi, avançou para US$ 19,04 por barril, impulsionado pela escassez de petróleo leve e ácido e pelas restrições logísticas provocadas pelos ataques a embarcações no Mar Negro.

O contrato mais próximo do petróleo Dubai também se valorizou e encerrou o dia cotado a US$ 99,66 por barril.

Refinarias asiáticas aceleram compras e mudam rotas

O aumento dos riscos nas rotas marítimas levou diversas empresas a reorganizarem suas operações. A Saudi Aramco passou a oferecer cargas adicionais para embarque no porto egípcio de Sidi Kerir, no Mediterrâneo, como alternativa às rotas tradicionais.

Refinarias da Ásia intensificaram a busca por cargas embarcadas nesse terminal, mesmo com o aumento do tempo de viagem em aproximadamente um mês devido ao desvio pelo sul da África.

Entre os movimentos do mercado, a sul-coreana SK Energy contratou um superpetroleiro para transportar 2 milhões de barris de petróleo entre o Egito e a Coreia do Sul, evidenciando a corrida por abastecimento diante das incertezas no cenário internacional.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Infomoney

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Internacional

EUA intensificam ataques ao Irã e elevam tensão no Estreito de Ormuz

Os Estados Unidos realizaram nesta segunda-feira (20) o nono dia consecutivo de ataques contra o Irã, ampliando a escalada militar no Oriente Médio. Ao mesmo tempo, cresce a preocupação com a segurança no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte mundial de petróleo, após autoridades iranianas relatarem a explosão e a paralisação de dois petroleiros na região.

O aumento das hostilidades ocorre após o colapso de um acordo de cessar-fogo firmado há cerca de um mês, reacendendo os confrontos e aumentando os riscos para o comércio internacional de energia.

Irã afirma ter atingido bases e instalações militares dos EUA

A Guarda Revolucionária Islâmica informou que lançou mísseis balísticos contra alvos militares americanos em diferentes países da região. Segundo o comunicado, foram atingidas aeronaves dos EUA no aeroporto de Aqaba, na Jordânia, além de instalações militares no campo de Al-Adiri e na Base Aérea Ali Al Salem, no Kuwait. O grupo também afirmou ter atacado posições americanas na Síria.

Em meio aos ataques, o Ministério do Interior do Bahrein informou que sirenes de alerta foram acionadas durante a manhã. Já o Exército do Kuwait declarou ter interceptado drones considerados hostis durante a ofensiva iraniana.

Washington anuncia nova ofensiva militar

O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) confirmou o início de uma nova etapa da operação militar, afirmando que os ataques têm como objetivo reduzir a capacidade do Irã de realizar ações contra embarcações comerciais que transitam pelo Estreito de Ormuz. O órgão, no entanto, não divulgou detalhes sobre os alvos atingidos.

De acordo com a agência iraniana Tasnim, mísseis americanos atingiram diversas cidades durante a madrugada, incluindo Tabriz, Chabahar, Konarak, Bandar Mahshahr e Bandar Imam Khomeini.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que as operações militares continuarão enquanto o Irã representar uma ameaça à navegação internacional.

Segundo Rubio, o Estreito de Ormuz é uma hidrovia de interesse global e os Estados Unidos manterão sua resposta militar sempre que embarcações comerciais forem alvo de ataques. Apesar disso, o governo americano declarou permanecer aberto a uma solução diplomática.

Estreito de Ormuz concentra preocupação do mercado global

As tensões também afetam diretamente a infraestrutura da região. O governo do Kuwait informou que uma usina de dessalinização foi atingida pelo segundo dia consecutivo, provocando um incêndio em uma instalação considerada essencial para o abastecimento de água.

Enquanto isso, o órgão britânico United Kingdom Maritime Trade Operations (UKMTO) informou ter recebido um relato sobre uma embarcação em chamas próxima à costa de Omã, embora a causa do incidente ainda não tenha sido confirmada.

A Guarda Revolucionária iraniana declarou que dois petroleiros ficaram imobilizados após explosões enquanto navegavam por uma rota ao sul do estreito, considerada insegura por Teerã. Segundo o governo iraniano, as embarcações teriam sido orientadas pelas forças americanas a utilizar esse trajeto.

As autoridades iranianas não divulgaram informações sobre os navios, como bandeira, nacionalidade da tripulação ou existência de vítimas.

Em novo comunicado, a Guarda Revolucionária afirmou que o Estreito de Ormuz continuará oferecendo riscos enquanto os ataques americanos persistirem, alertando para possíveis impactos no transporte de petróleo, gás natural e produtos petroquímicos.

Fluxo de navios diminui e petróleo sobe no mercado internacional

Dados da LSEG apontam que apenas quatro embarcações cruzaram o Estreito de Ormuz no domingo, metade do volume registrado no dia anterior. Desde a última sexta-feira (17), ao menos três navios-tanque de derivados e um superpetroleiro ingressaram na região para operações de carregamento.

A instabilidade também repercutiu no mercado internacional, com os preços do petróleo avançando cerca de 2% nesta segunda-feira e superando a marca de US$ 90 por barril.

Conflito amplia número de vítimas militares

As Forças Armadas dos Estados Unidos confirmaram a morte de mais um militar durante uma operação no norte do Iraque. Segundo o CENTCOM, o soldado participava da detonação controlada de munições remanescentes de um drone iraniano abatido.

Anteriormente, Washington havia informado a morte de dois militares na Jordânia e o desaparecimento de um terceiro. No domingo, o comando americano comunicou que restos mortais não identificados foram encontrados no local do ataque e seguem em processo de identificação.

Com a atualização, o número de militares americanos mortos desde o início do conflito chegou a 17, enquanto mais de 420 soldados ficaram feridos.

A guerra teve início em 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra o Irã com o objetivo declarado de enfraquecer os programas nuclear e de mísseis de Teerã. Desde então, o conflito já deixou milhares de mortos, principalmente em território iraniano e no Líbano.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters/CENTCOM

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