Comércio Exterior

Guerra Comercial EUA-China: quem vai recuar primeiro, Trump ou Xi?

A tensão entre Estados Unidos e China se intensifica à medida que a disputa comercial entre as duas maiores economias do mundo ganha novos desdobramentos. As negociações seguem estagnadas, enquanto ambos os países impõem tarifas pesadas que podem impactar diretamente o comércio global.

Disputa entre Washington e Pequim se agrava

Apesar de sucessivas rodadas de conversas, Washington e Pequim não avançaram significativamente nas negociações, exceto em um possível acordo sobre o TikTok. As novas tarifas devem entrar em vigor no próximo mês, e a expectativa é de que tragam efeitos negativos sobre a economia global.

Na quarta-feira, o presidente Donald Trump declarou que a “guerra comercial já está em curso”, reforçando a postura de confronto. Já o secretário do Tesouro, Scott Bessent, admitiu que ainda há espaço para uma trégua tarifária, mas ressaltou que as tratativas ocorrerão “nas próximas semanas”.

As tensões aumentaram após a China anunciar restrições à exportação de minerais críticos, insumos estratégicos usados na produção de veículos elétricos, semicondutores e equipamentos de inteligência artificial. O domínio chinês sobre esses recursos preocupa os EUA, que veem o movimento como um risco direto à indústria tecnológica e de defesa.

“Os Estados Unidos agora precisam lidar com um adversário capaz de ameaçar setores vitais da sua economia”, afirmou Henry Farrell, cientista político da Universidade Johns Hopkins, ao The New York Times.

A China, por sua vez, segue insatisfeita com as sanções tecnológicas impostas pelo Ocidente, especialmente as que restringem o acesso a chips e tecnologias avançadas de IA (inteligência artificial).

EUA tentam reduzir dependência dos minerais chineses

O governo Trump aposta em uma política industrial fortalecida para diminuir a dependência de insumos importados da China. O plano inclui investimentos estratégicos em empresas nacionais, como a Intel, para reforçar a competitividade americana.

“Quando se enfrenta uma economia não orientada pelo mercado, como a da China, é preciso adotar políticas industriais”, destacou Bessent em evento da CNBC.

Trump e o presidente Xi Jinping devem se encontrar na Cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico, na Coreia do Sul, ainda este mês. O encontro pode definir os próximos passos da disputa.

Ambos os lados precisam mostrar resultados: a China enfrenta baixo consumo interno e instabilidade econômica, enquanto os agricultores americanos sofrem com a redução das exportações de soja. Em outro ponto de sua política externa, Trump afirmou que o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, se comprometeu a interromper a compra de petróleo russo, pressionando Pequim a seguir o mesmo caminho.

Justiça suspende demissões durante paralisação do governo

A juíza Susan Illston, do Tribunal Distrital de São Francisco, suspendeu temporariamente as demissões planejadas em meio ao fechamento parcial do governo. Segundo ela, a administração Trump “age como se as leis não se aplicassem mais”. O Departamento de Justiça alega que o presidente possui autoridade para reorganizar o funcionalismo federal.

Trump mira o Fisco americano

De acordo com o Wall Street Journal, o governo avalia indicar aliados de Trump para cargos estratégicos no IRS, o Fisco dos Estados Unidos. O objetivo seria enfraquecer a atuação de advogados internos e abrir espaço para investigações contra grupos ligados à esquerda, como a família Soros.

Suprema Corte analisa pacote bilionário de Elon Musk

A Suprema Corte de Delaware avaliou o pacote de remuneração de Elon Musk na Tesla, anulado anteriormente por questões de governança corporativa. Ainda sem decisão, o bilionário pode se beneficiar caso o novo plano de compensação seja aprovado após a reincorporação da Tesla no Texas.

Chobani alcança valor de mercado de US$ 20 bilhões

A Chobani levantou US$ 650 milhões em uma nova rodada de investimento, elevando sua avaliação para US$ 20 bilhões, segundo o DealBook. Os recursos financiarão a expansão da fábrica em Idaho (US$ 500 milhões) e a construção de uma nova planta em Nova York (US$ 1,2 bilhão).

Fundada há 20 anos, a empresa projeta US$ 3,8 bilhões em vendas líquidas em 2025, crescimento de 28% em relação ao ano anterior, e lucros de US$ 780 milhões, alta de 53%. A Chobani, que começou com iogurtes proteicos, agora aposta em leite vegetal, cafés e cremes, e recentemente adquiriu a Daily Harvest, produtora de alimentos à base de plantas.

“Este investimento é mais do que capital — é o reconhecimento do que construímos”, afirmou o fundador e CEO Hamdi Ulukaya.

Mammoth Brands compra fabricante de fraldas premium

A Mammoth Brands, dona das marcas Harry’s e Lume, anunciou a aquisição da Coterie, fabricante de fraldas premium, por um valor que pode ultrapassar US$ 1 bilhão. A Coterie, criada em 2018, tem receita anual acima de US$ 200 milhões e crescimento de 60% no último ano, mantendo lucratividade há três anos consecutivos.

O negócio inclui pagamento em dinheiro e ações, além de bônus vinculados ao desempenho. A empresa planeja entrar no varejo físico e ampliar sua linha de produtos para bebês.

“O segmento premium é o que mais cresce — estamos criando uma nova categoria”, declarou Jess Jacobs, CEO da Coterie.

Glass Lewis muda estratégia e abandona modelo único de voto

A consultoria Glass Lewis, uma das maiores do mundo em voto por procuração (proxy voting), anunciou que deixará de oferecer uma única recomendação de voto a partir de 2027. Seus 1.300 clientes poderão optar por políticas personalizadas, incluindo pautas ambientais, sociais e de governança (ESG).

A decisão ocorre após pressões políticas de republicanos contrários às recomendações favoráveis a pautas ESG. O CEO Bob Mann afirmou que o antigo modelo “não reflete mais a diversidade da base de clientes”.

“Com eleitores mais dispersos, a tendência é que a administração vença”, explicou Ann Lipton, professora de governança corporativa da Universidade do Colorado.

FONTE: New York Times
TEXTO: Redação
IMAGEM: Haiyun Jiang/The New York Times

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Internacional

Colômbia fortalece liderança cafeeira nos EUA

As exportações de café colombiano vivem um momento histórico, impulsionado pela guerra tarifária entre o Brasil e os Estados Unidos, o que permitiu ao país ganhar participação no mercado norte-americano.

Em 2024, a Colômbia ocupou a segunda posição com 19% de participação, atrás do Brasil, com 32%. No entanto, as medidas tarifárias de 2025 podem reduzir essa diferença.

Entre janeiro e agosto deste ano, as exportações de café colombiano para os Estados Unidos cresceram 14,7%, alcançando 3,3 milhões de sacas de 60 quilos, segundo dados da Dian analisados pela Analdex e Asoexport. Em contraste, o Brasil registrou uma queda de 20,7% no mesmo período, reflexo do impacto comercial entre os dois países.

📈 Recorde histórico de exportações
A Colômbia pode ultrapassar os US$ 5 bilhões em exportações de café em 2025 — o maior valor de sua história. Até agosto, o acumulado foi estimado em US$ 4,1 bilhões, um aumento de 76% em relação ao mesmo período de 2024. Esse desempenho se explica pelo preço internacional, que se mantém acima de US$ 3 por libra, com uma média de 354,31 centavos — muito superior à do ano anterior.

Segundo Gustavo Gómez, presidente da Asoexport, o país pode se tornar o principal fornecedor de café para os Estados Unidos, fortalecendo a renda de milhares de famílias produtoras.

🌍 Europa aumenta as compras
A Alemanha se consolidou como o segundo destino, com 8% de participação e crescimento de 30% em relação a 2024. Em seguida vêm Canadá, Bélgica e Japão, além de novos mercados como França, Países Baixos e Egito, que apresentaram aumentos significativos.

Cúpula Cafeeira 89
O tema será central na Cúpula Cafeeira 89, organizada pela Analdex e Asoexport, que será realizada nos dias 6 e 7 de novembro em Cartagena. No evento, serão debatidos o futuro do setor, a sustentabilidade e a logística das exportações de café colombiano.

FONTE: Todo Logística News
IMAGEM: Reprodução/Todo Logística News

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Comércio Exterior

Tarifaço dos EUA altera destinos e estrutura das exportações brasileiras, aponta FGV

O tarifaço imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros está reconfigurando os mercados de destino e a pauta de exportações do Brasil, segundo o relatório do Icomex (Indicador de Comércio Exterior) divulgado nesta terça-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV).

O estudo mostra que exportadores de carne e café conseguiram compensar parte das perdas no mercado norte-americano com aumento das vendas para outros países. Em setembro, produtos como madeira e fumo também registraram crescimento nas exportações para novos destinos.

Mudanças na pauta e desafios nas negociações

De acordo com o relatório, os efeitos do tarifaço ainda estão em fase de transição. A situação pode mudar caso as negociações comerciais entre Brasil e Estados Unidos avancem positivamente.

“Cada lado tenta demonstrar ganhos e justificar concessões com benefícios. Dada a assimetria entre os países, o maior desafio recai sobre o Brasil”, destacou o Icomex.

Exportações e importações em alta

Em setembro de 2025, as exportações brasileiras cresceram 7,2% em valor e 9,6% em volume em relação ao mesmo mês de 2024. Já as importações tiveram avanço de 17,7% em valor e 16,2% em volume no mesmo período.

No acumulado de janeiro a setembro de 2025, o país exportou 3,5% mais do que no mesmo intervalo do ano anterior, enquanto as importações aumentaram 9,4%.

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 3 bilhões em setembro e US$ 45,5 bilhões no acumulado do ano, resultado US$ 13,2 bilhões menor do que em 2024.

Destinos das exportações: China e Argentina ganham espaço

O crescimento das exportações em setembro foi impulsionado pelos aumentos nas vendas para Argentina (+22%), China (+15%) e União Europeia (+5,7%). No acumulado até setembro, o volume exportado subiu 48,9% para a Argentina e 5,8% para a China.

A China respondeu por 28% das exportações brasileiras, enquanto a Argentina representou 5,9%. Já os Estados Unidos, com 8,4% de participação, apresentaram queda de 19,1% no volume mensal exportado e 0,8% no acumulado do ano, segundo a FGV.

“A retração das exportações para os Estados Unidos foi parcialmente compensada pelo aumento das vendas à China”, ressalta o documento.

Diversificação de mercados

O relatório indica que, a partir de julho, houve crescimento das remessas para a Ásia (excluindo a China), América do Sul (sem a Argentina) e México, o que sugere diversificação dos destinos e redução da dependência dos EUA.

Mesmo com destaque para a Argentina, o estudo aponta sinais de desaceleração: após crescer acima de 40% no início do ano, as exportações para o país vizinho subiram 22% em setembro, reflexo da piora econômica local.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Amanda Perobelli

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Comércio Exterior

MDIC atualiza lista de produtos brasileiros afetados por tarifas adicionais dos EUA

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) divulgou nesta segunda-feira (13) uma atualização da lista de produtos brasileiros afetados pelas tarifas adicionais impostas pelos Estados Unidos. As medidas estão vinculadas à Ordem Executiva de 30 de julho de 2025, emitida pelo governo norte-americano, que ampliou as restrições sobre exportações do Brasil.

De acordo com o MDIC, a nova versão da tabela — publicada como anexo à Portaria Conjunta MDIC/MF nº 4, de 11 de setembro de 2025 — traz alterações em 211 códigos NCM da Tarifa Externa Comum (TEC). Foram 101 novos códigos incluídos, 75 excluídos e 35 ajustados entre as listas de produtos impactados.

Alterações representam 2% da Tarifa Externa Comum

Com as mudanças, 9.803 códigos NCM permanecem sujeitos às tarifas adicionais aplicadas exclusivamente ao Brasil, o que representa 2,01% do total de 10.504 códigos que compõem a TEC. Segundo o ministério, as alterações fazem parte de uma revisão técnica programada, voltada a adequar o mapeamento dos produtos afetados e corrigir inconsistências identificadas após a implementação da medida pelos Estados Unidos.

Ajustes integram resposta brasileira às medidas dos EUA

O MDIC destacou que a atualização já estava prevista e ocorre no contexto da execução do Plano Brasil Soberano, iniciativa coordenada pelo governo federal para mitigar os impactos econômicos e comerciais das sanções norte-americanas. A revisão também reflete esclarecimentos complementares à Ordem Executiva e aprimora a operacionalização das ações de defesa comercial do Brasil.

Confira a tabela atualizada de produtos afetados.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gabriel Lemes/MDIC

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Investimento

Pentágono planeja investir US$ 1 bilhão em minerais críticos para reforçar estoque estratégico

O Pentágono pretende adquirir até US$ 1 bilhão em minerais críticos, segundo informações do Financial Times. O objetivo é fortalecer o estoque estratégico dos Estados Unidos, em meio à crescente preocupação com a dependência de matérias-primas da China. Os dados foram obtidos a partir de documentos recentes divulgados pela Agência de Logística de Defesa (DLA).

Reação às restrições chinesas e tensões comerciais

O plano de compra surge logo após o Ministério do Comércio da China anunciar novas restrições à exportação de terras raras e outros materiais essenciais para os setores de defesa e tecnologia. Em resposta, o presidente Donald Trump declarou na sexta-feira (10) que imporá uma tarifa adicional de 100% sobre produtos chineses a partir de 1º de novembro. Ele também prometeu estabelecer controles de exportação sobre softwares estratégicos.

China domina produção global de terras raras

Atualmente, a China é responsável por cerca de 70% da produção mundial de terras raras, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). Esse monopólio chinês é visto há anos como uma ferramenta de pressão geopolítica, dada a importância desses elementos para a indústria militar e tecnológica.

Investimento em cobalto, antimônio e tântalo

De acordo com o Financial Times, a DLA pretende adquirir até US$ 500 milhões em cobalto, US$ 245 milhões em antimônio e US$ 100 milhões em tântalo. Esses minerais são fundamentais para a produção de baterias, ligas metálicas e componentes eletrônicos avançados.

Atualmente, a agência mantém estoques estratégicos de ligas metálicas, minérios e metais preciosos armazenados em diferentes depósitos pelo país. Em 2023, os ativos da DLA foram avaliados em aproximadamente US$ 1,3 bilhão, segundo o jornal britânico.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Stringer

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Comércio Exterior

Empresas chinesas migram para a Malásia em meio ao endurecimento das tarifas dos EUA

O aumento das tarifas impostas pelos Estados Unidos está provocando uma reorganização no cenário global de produção. Grandes empresas chinesas de tecnologia estão transferindo parte de suas operações para a Malásia, em busca de novos polos industriais fora do alcance direto das sanções norte-americanas. A movimentação é resultado das novas medidas do Departamento de Comércio dos EUA, que ampliaram o alcance das restrições a subsidiárias de empresas incluídas na chamada “lista negra”.

EUA fecham brechas e ampliam controle sobre subsidiárias estrangeiras

A mais recente regra, anunciada pelo Bureau de Indústria e Segurança (BIS) em 29 de setembro, determina que qualquer empresa com participação majoritária (50% ou mais) de uma entidade listada estará sujeita às mesmas restrições de exportação. A medida, segundo o governo norte-americano, fecha uma “brecha significativa” que permitia a empresas sancionadas continuarem operando por meio de afiliadas internacionais.

As novas regras também se estendem às companhias incluídas na Lista de Usuários Finais Militares e a entidades sujeitas a sanções específicas, ampliando o cerco contra conglomerados tecnológicos chineses.

Washington busca reduzir dependência de chips de Taiwan

Em paralelo, o governo dos EUA estabeleceu uma meta ambiciosa de independência tecnológica: reduzir pela metade a dependência de semicondutores avançados de Taiwan, responsável por 95% da produção global desses chips.

O secretário de Comércio, Howard Lutnick, afirmou que o objetivo é que 50% dos chips avançados utilizados no país sejam produzidos dentro dos EUA ou em nações aliadas, como Japão e países do Oriente Médio. A medida reflete preocupações com segurança nacional e com a vulnerabilidade das cadeias de suprimento em meio às tensões geopolíticas no Indo-Pacífico.

Malásia emerge como novo polo industrial chinês

A Malásia desponta como um dos principais destinos para o capital chinês em meio à guerra comercial. Segundo Dersenish Aresandiran, diretor comercial do Malaysia Aviation Group, a procura por voos executivos entre China e Malásia aumentou consideravelmente, impulsionada por novos investimentos industriais.

Empresas chinesas têm se instalado no país do Sudeste Asiático para contornar tarifas norte-americanas e aproveitar incentivos fiscais locais. Setores como semicondutores, veículos elétricos e infraestrutura são os mais beneficiados por essa reconfiguração da cadeia global de produção.

Pequim aposta em novo visto para atrair talentos globais

Enquanto os EUA restringem a entrada de profissionais estrangeiros, a China lançou o “visto K”, voltado para jovens talentos estrangeiros das áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM).

O programa, anunciado pelo Ministério das Relações Exteriores chinês, tem como objetivo atrair especialistas internacionais e fortalecer a capacidade tecnológica nacional, especialmente em segmentos estratégicos como os semicondutores. A medida faz parte da estratégia de Pequim para contrabalançar as sanções americanas e consolidar sua posição na disputa pela liderança tecnológica global.

Setor de alta tecnologia acelera na economia chinesa

Mesmo sob pressão internacional, a indústria de alta tecnologia chinesa continua em expansão. O Índice da Nova Economia (NEI), calculado pelo Caixin BBD, subiu para 31,2 pontos em setembro, alta de 1,3 ponto em relação a agosto.

O crescimento reflete o aumento dos investimentos em biotecnologia, inovação e mão de obra qualificada, compensando a retração dos aportes de capital. O índice monitora o peso das indústrias emergentes na economia chinesa, que hoje representam 31,2% do total de insumos econômicos do país.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Internacional

EUA confirmam que Filipe Martins não entrou no país e contestam decisão de Alexandre de Moraes

O Departamento de Alfândega e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos (CBP) confirmou, em comunicado divulgado nesta sexta-feira (10), que o ex-assessor da Presidência Filipe Martins não entrou nos Estados Unidos em 30 de dezembro de 2022, data citada em documentos usados pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para decretar sua prisão preventiva.

CBP aponta erro em registro e abre investigação

De acordo com o texto oficial, o CBP realizou uma “revisão minuciosa de todas as evidências disponíveis” e concluiu que não há registro de entrada de Filipe Martins no país na data mencionada. O órgão norte-americano informou ainda que um erro interno fez com que o dado incorreto fosse inserido no sistema, e que uma investigação foi aberta para apurar a origem da falha.

A nota também faz referência direta às ações de Alexandre de Moraes, afirmando que “essa constatação contradiz diretamente as afirmações feitas pelo ministro do STF, recentemente sancionado pelos Estados Unidos por supostas violações de direitos humanos”.

Defesa contesta prisão preventiva no STF

Durante o ano de 2024, a defesa de Filipe Martins apresentou diversos pedidos de liberdade ao Supremo Tribunal Federal, todos negados. Os advogados sustentaram que não havia provas de que o ex-assessor tivesse deixado o país e que a prisão preventiva se prolongava por tempo excessivo, sem justificativa adequada.

Governo americano reforça compromisso com integridade e direitos humanos

Na conclusão do comunicado, o CBP destacou que “condena qualquer uso indevido de registros falsos para justificar prisões ou condenações”, reforçando o compromisso da agência com a integridade dos sistemas fronteiriços, a justiça e o respeito aos direitos humanos.

FONTE: Gazeta do Povo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Agência Senado

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Comércio Exterior

Soja brasileira ganha espaço na China em meio à guerra comercial entre EUA e o país asiático

Brasil assume protagonismo nas exportações de soja para a China.

A guerra comercial entre Estados Unidos e China tem redefinido o mercado global de commodities agrícolas, beneficiando diretamente o Brasil. Entre junho e agosto de 2025, o país asiático suspendeu a compra de soja norte-americana e passou a priorizar fornecedores alternativos, como o Brasil e a Argentina.

O levantamento é da American Farm Bureau Federation (AFBF), principal entidade representativa do setor agrícola dos Estados Unidos, que reúne cerca de 6 milhões de produtores rurais. O estudo mostra que as importações chinesas de soja dos EUA despencaram para o menor nível histórico neste ano, enquanto o Brasil consolidou sua posição como principal exportador do grão ao mercado chinês.

Queda recorde nas importações de soja americana

De janeiro a agosto de 2025, a China importou apenas 5,8 milhões de toneladas de soja norte-americana, ante 26,5 milhões de toneladas no mesmo período de 2024, o que representa uma redução de quase 80%.

O relatório aponta ainda que, entre junho e agosto, os Estados Unidos “virtualmente não embarcaram nada” de soja para a China — e o país asiático não adquiriu novos volumes da safra futura.

Enquanto isso, o Brasil exportou mais de 77 milhões de toneladas do produto para o mercado chinês no mesmo intervalo. A Argentina também ampliou suas vendas após suspender temporariamente o imposto de exportação, que voltou a ser aplicado quando o valor exportado ultrapassou US$ 7 bilhões.

Estratégia chinesa de diversificação de fornecedores

De acordo com a AFBF, o cenário atual é resultado de uma política de diversificação de fornecedores adotada pela China desde 2018, quando teve início a primeira guerra comercial sob o governo Donald Trump. Desde então, o país asiático vem reduzindo sua dependência dos produtores norte-americanos, mesmo diante de uma demanda interna crescente.

Impacto em outras exportações dos EUA

A perda de espaço no mercado chinês não se restringe à soja. Segundo o relatório, as exportações de milho, trigo e sorgo dos Estados Unidos à China caíram a zero em 2025, enquanto as vendas de carne suína e algodão seguem em ritmo reduzido.

O Departamento de Agricultura dos EUA projeta que o valor total das exportações agrícolas para a China cairá para US$ 17 bilhões neste ano — uma retração de 30% em relação a 2024 e mais de 50% abaixo do registrado em 2022. Para 2026, a previsão é ainda mais negativa: US$ 9 bilhões, o menor patamar desde 2018.

Governo Trump prepara novo pacote de apoio ao setor agrícola

Diante das perdas, o governo Donald Trump planeja um novo pacote de ajuda financeira aos produtores rurais, semelhante ao de 2019, quando mais de US$ 22 bilhões foram destinados ao setor durante a primeira fase da disputa comercial.

Usaremos os recursos das tarifas para apoiar nossos agricultores”, afirmou Trump em sua rede Truth Social. Paralelamente, o Tesouro norte-americano estuda medidas emergenciais para conter o déficit comercial agrícola.

Além dos efeitos da guerra comercial, os produtores enfrentam queda nos preços das commodities e aumento dos custos logísticos, agravados pelo baixo nível do Rio Mississippi, rota crucial para o escoamento da safra. O Departamento de Agricultura estima que a renda agrícola dos EUA caia 2,5% em 2025, atingindo o menor valor desde 2007.

Fonte: Agência Brasil

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGEM: REPRODUÇÃO AGÊNCIA BRASIL / Reuters/Brian Snyder

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Exportação

Exportações de SC para os Estados Unidos caem 55% em setembro

Efeitos do tarifaço impactam produtos relevantes da pauta exportadora de SC, como motores elétricos (-11,9%), partes de motor (-57,1%) e móveis (-14,5%); EUA recuam para 4ª posição entre os principais destinos dos produtos de SC em setembro

As tarifas de 50% aplicadas pelos Estados Unidos sobre exportações de produtos brasileiros já afetam significativamente as vendas de Santa Catarina para o mercado norte-americano. Dados da balança comercial compilados pelo Observatório FIESC mostram que em setembro, as exportações para os EUA caíram 55% em relação a igual período do ano anterior, para US$ 78,7 milhões.

Considerando o total das vendas externas catarinenses, de US$ 1,06 bilhão, o recuo foi de 1,24% no período. “A manutenção do tarifaço em 50% já prejudica seriamente as exportações catarinenses para os EUA, com repercussões graves, como demissões. Dados de emprego já mostram perda de vagas na indústria”, afirmou o presidente da Federação das Indústrias (FIESC) Gilberto Seleme.

Dentre os principais produtos da pauta exportadora do estado em setembro, o item partes de motor foi que apresentou o maior declínio, de 57,1%. As vendas de outros móveis caíram 14,5% e as de motores elétricos recuaram 11,9%. “A abertura do diálogo com os EUA cria a expectativa para que a negociação possa partir para argumentos mais técnicos e qualificados. O diálogo é a única alternativa para reverter o tarifaço”, avaliou Seleme.

Por outro lado, as exportações de soja avançaram 21,2%, as vendas externas de carne suína cresceram 19,1% e as de carnes de aves aumentaram 8,5% no nono mês do ano.

Acumulado no ano
De janeiro a setembro, as exportações de Santa Catarina somaram US$ 9 bilhões, o que representa um incremento de 5,1% frente a igual período de 2024. O resultado se deve, em parte, ao incremento de vendas dos dois principais produtos da pauta exportadora de SC: as exportações de carnes de aves tiveram alta de 8,1% e as de carne suína cresceram 13,5% no período. O aumento de vendas para alguns mercados como Argentina (28%), e Japão (13,5%) e Chile (40,5%) contribuíram para o resultado.

Importações
Em setembro, as importações de SC cresceram 2,11% em comparação com igual período do ano anterior, para US$ 2,94 bilhões. No acumulado do ano, o incremento foi de 2,54% frente ao período de janeiro a setembro de 2024, para US$ 25,43 bilhões. A China segue como a principal origem das compras, seguida pelos Estados Unidos, Chile, Alemanha e Argentina.

FONTE: FIESC
IMAGEM: Reprodução/Portonave

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Comércio Exterior

Em meio a tarifaço, exportações do Brasil para os EUA seguem em queda e caem 20,3%

Apesar do valor registrado nas exportações para os EUA, as importações brasileiras foram na contramão

Em setembro, a balança comercial brasileira teve um saldo positivo de US$ 2,99 bilhões. Porém, o país continuou registrando queda nas exportações com os norte-americanos, com uma ampliação de 18,5%, em agosto, para 20,3% no mês passado.

O resultado ocorre no segundo mês do tarifaço de 50% imposto a produtos brasileiros pelos Estados Unidos. Os dados são do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), divulgados nesta segunda-feira (6).

Apesar do valor registrado nas exportações para os EUA, as importações brasileiras foram na contramão e tiveram um aumento de US$ 0,5 bilhões, resultando em 14,3%.

Em relação aos resultados gerais, o valor do saldo positivo foi alcançado com exportações de US$ 30,531 bilhões e importações de US$ 27,541 bilhões.

Comparado ao ano anterior, o país teve um crescimento de 7,2% nas exportações e 17,7% nas importações.

Tarifaço

Em 30 de julho, Trump oficializou, por meio de uma ordem executiva, a tarifa de 50% a produtos brasileiros.

Os norte-americanos deixaram de fora 694 itens. Entre eles, estão suco de laranja, aviões comerciais, combustíveis, petróleo e minério de ferro.

Commodities brasileiras com grande fluxo comercial para os Estados Unidos, como carne bovina, café e cacau, não foram incluídas nas exceções e serão taxadas em 50%.

FONTE: R7
IMAGEM: Reprodução/Ministério da Infraestrutura


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