Sustentabilidade

Leilão de energia renovável da China sinaliza desafios para desenvolvedores de energia solar

Os preços da energia solar no primeiro leilão provincial da China sob seu novo mecanismo de precificação de energia renovável foram tão baixos que poderiam desencorajar novos investimentos em projetos no país, disseram analistas.

O leilão da semana passada realizado na província de Shandong, considerado um termômetro para os leilões nacionais, sinaliza que os preços das energias renováveis no futuro serão mais baixos do que no sistema anterior — embora não necessariamente tão baixos quanto em Shandong, onde um excesso de investimentos em energia solar fez com que os preços caíssem.

Com base nos resultados, “eu não seria muito otimista em outras províncias, a menos que seja em províncias litorâneas com forte crescimento de (demanda de) energia”, disse Alan Lau, analista da Jefferies.

O leilão faz parte de uma reforma anunciada em fevereiro com o objetivo de introduzir uma precificação de mercado no maior produtor mundial de energia renovável.

Anteriormente, os projetos de energia renovável na China contavam com uma taxa de retorno garantida, vinculada ao preço de referência do carvão. Isso oferecia aos desenvolvedores uma previsibilidade valiosa, mas corria o risco de gerar investimentos excessivos.

A partir de junho, os operadores da rede de transmissão local concederão contratos para novos projetos de energia renovável com base em leilões que determinam um preço de liquidação conforme o maior lance, após selecionar as propostas da menor para a maior até que a meta de geração da província seja atingida.

Os geradores renováveis devem vender no mercado, mas serão compensados se o preço cair abaixo do preço de compensação do leilão, ou preço de exercício.

Shandong, uma das principais províncias para energias renováveis, foi a primeira a realizar leilões.

O preço de liquidação para a energia solar foi de 225 iuanes (US$31,58) por megawatt-hora (MWh), de acordo com uma reportagem da mídia estatal na sexta-feira, citando a operadora de rede de Shandong. Os desenvolvedores poderiam apresentar propostas entre 123 iuanes/MWh e 350 iuanes/MWh.

Os investidores teriam dificuldades para obter uma taxa de retorno aceitável a esse preço, disse Lau.

Muitos dos projetos de Shandong já estavam concluídos e, portanto, estavam “desesperados” para vender sua energia a uma taxa fixa, disse Lauri Myllyvirta, cofundador do Centre for Research on Energy and Clean Air, com sede em Helsinque.

O sistema oferece mais segurança do que a alternativa de vender no mercado spot de Shandong.

Fonte: Reuters

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Porto do Açu e Sempen assinam contrato de reserva de área para planta de amônia verde

O Porto do Açu e a empresa Sempen, especializada na produção de combustíveis renováveis, assinaram nesta semana um contrato de reserva de área no hub de hidrogênio de baixo carbono e derivados do complexo porto-indústria, localizado no Norte do estado do Rio de Janeiro, para a construção de uma fábrica de amônia verde.

A nova planta terá capacidade de produção de 1 milhão de toneladas de amônia verde por ano. A decisão final de investimento (FID) está prevista para 2027-2028, com o início da produção das primeiras moléculas verdes em 2030. Com esse novo acordo, o Porto do Açu fortalece ainda mais seu papel na transição energética do Brasil, consolidando-se como um hub estratégico na cadeia de baixo carbono.

“O Porto do Açu avança no tema da transição energética ao desenvolver sua plataforma integrada para a economia de baixo carbono. A chegada da Sempen nos coloca como líder em projetos para a produção de hidrogênio e amônia verde no país”, disse Mauro Andrade, Diretor Executivo de Desenvolvimento de Negócios da Prumo Logística.

O Açu oferece uma das melhores infraestruturas do país para apoiar de forma sustentável a descarbonização da indústria, com calado profundo, terrenos disponíveis com acesso direto ao cais e um cluster de serviços que reúne múltiplos fornecedores de suporte portuário e marítimo.

“Somos o primeiro porto no país a licenciar um hub de hidrogênio e derivados de baixo carbono de 1 milhão de m² e, no momento, estamos licenciando uma nova área de 2 milhões de m² para ampliar nossas operações. A Sempen será alocada a esse novo hub, e sua parceria conosco é mais um passo para estabelecer o Açu como um hub para soluções de energia sustentável, refletindo nosso compromisso com projetos inovadores que contribuem para a transição energética global’’, completou o CEO do Porto do Açu, Eugenio Figueiredo.

“A parceria com o Porto do Açu representa um marco importante em nossa jornada para impulsionar a produção de amônia verde e combustíveis sustentáveis no Brasil. Estamos entusiasmados com o potencial de contribuir para a transição energética global e de fazer parte de um hub estratégico de baixo carbono que apoiará o desenvolvimento sustentável da indústria de energia renovável e hidrogênio verde no país.” — Juan Pablo Freijo, CEO da Sempen.

O complexo porto-indústria tem um ecossistema preparado e vantagens competitivas com calado profundo, área disponível com acesso direto ao cais e um cluster de serviços que reúne múltiplos fornecedores de suporte portuário e marítimo, consolidando-se como um hub de soluções de energia sustentável.

FONTE: Portos Navios
Porto do Açu e Sempen firmam acordo para fábrica de amônia verde

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Eletrobras e Antaq firmam acordo para descarbonização de portos e terminais

 Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) firmaram uma parceria voltada para a descarbonização das operações em portos e terminais.

A empresa e a agência assinaram um protocolo de intenções durante o lançamento do inventário de emissões de gases de efeito estufa pelo setor aquaviário, em Brasília.

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O acordo envolve o levantamento de portos e terminais aptos para migrar ao mercado livre, no qual é possível escolher o fornecedor da eletricidade e estabelecer as condições contratuais, com a compra de energia renovável. O protocolo também pretende apoiar operadores aquaviários no abatimento das emissões de gases de efeito estufa por consumo em 2024, via emissão de certificados de energia renovável (I-Rec).

A parceria inclui também o levantamento do potencial para aplicação de soluções em eletrificação, como o On-Shore Power Supply (OPS), ou a eletrificação de quipamentos portuários, para que navios atracados possam ser atendidos pela rede elétrica local, no lugar da queima de combustíveis fósseis.

Fonte: Valor
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Marcos Troyjo: Trump, geopolítica e o mercado de energia

No Episódio 8 de POWER, Adriano Pires conversa com Marcos Troyjo sobre o Governo Trump e suas repercussões para o mercado de energia e a geopolítica mundial.

Troyjo, que presidiu o Novo Banco de Desenvolvimento — o chamado Banco dos BRICs entre 2020 e 2023, disse que a desregulamentação, a desburocratização e o corte de impostos de Trump vão turbinar os investimentos em petróleo e gás natural.

Para ele, a economia americana se desindustrializou, e um dos fatores foi a adoção de políticas ambientalistas que exigiam altos investimentos em energia renovável. Agora, o país precisa se reindustrializar, e para isso vai voltar a investir nos combustíveis fósseis.

Apesar do foco de Trump em tentar reduzir o preço do petróleo, as relações dos EUA com Arábia Saudita continuarão fortes, diz Troyo, um diplomata de carreira.

A energia nuclear também deve ser foco da Casa Branca, e Elon Musk será “o novo Kissinger” nas relações com a China, disse Troyo.

Para ele, a relação entre Brasil e EUA nunca foi tão distante quanto agora, um quadro que não deve ser revertido durante o Governo Lula.

FONTE: Brazil Jounal
Marcos Troyjo: Trump, geopolítica e o mercado de energia – Brazil Journal

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