Sustentabilidade

Energia renovável no Brasil cresce e deve adicionar 9 GW em 2026

O Brasil deve registrar um forte avanço na energia renovável em 2026, com a instalação de 9.142 megawatts (MW) em nova capacidade elétrica. O volume, projetado pela Agência Nacional de Energia Elétrica, representa um crescimento de 23,4% em relação ao ano anterior e equivale à geração de cerca de nove usinas do porte de Angra III.

Energia solar lidera expansão da matriz

A energia solar será a principal responsável pela expansão, com previsão de 4.560 MW adicionados — um salto de 61,7% frente a 2025. O ritmo indica que o país deve inaugurar, em média, uma usina solar de médio porte por dia útil ao longo do ano.

Já a energia eólica deve contribuir com 1.430 MW, abaixo do registrado no ano anterior, indicando uma desaceleração no segmento e uma mudança no protagonismo entre as fontes renováveis.

Termelétricas ainda têm peso relevante

Apesar do avanço das fontes limpas, as termelétricas fósseis seguem presentes na expansão da matriz, com previsão de 2.770 MW — quase 30% do total.

Outras fontes, como biomassa e pequenas centrais hidrelétricas, completam a expansão com participação menor, somando pouco mais de 300 MW.

Brasil mantém uma das matrizes mais limpas do mundo

O país já se destaca globalmente pela alta participação de fontes renováveis. Em janeiro de 2026, a capacidade instalada total chegou a 215,9 gigawatts (GW), sendo 84,63% provenientes de fontes limpas.

Esse percentual é mais que o dobro da média global, estimada em cerca de 40%, colocando o Brasil entre as matrizes energéticas mais sustentáveis do mundo.

Primeiro trimestre já indica forte crescimento

Os dados iniciais de 2026 reforçam a tendência de expansão. Apenas nos três primeiros meses do ano, foram adicionados 2.426 MW — o equivalente a 26,5% da meta anual.

Em março, a predominância foi ainda mais evidente:

  • 27 usinas inauguradas;
  • 25 delas solares;
  • mais de 1.100 MW vindos da fonte fotovoltaica.

Estados como Ceará, Bahia, Goiás e Pernambuco lideraram os novos projetos.

Geração distribuída amplia ainda mais a expansão

Vale destacar que os números oficiais consideram apenas a geração centralizada. A geração distribuída, com painéis solares instalados em residências, empresas e propriedades rurais, cresce paralelamente e não está incluída nesses dados.

Isso significa que a expansão real da energia solar no Brasil é ainda maior do que os números indicam.

Comparação internacional e desafios

Embora expressivo, o crescimento brasileiro ainda é menor que o de grandes potências. Países como China e Estados Unidos adicionam dezenas de gigawatts por ano.

Por outro lado, o Brasil já possui uma base renovável consolidada, o que reduz a necessidade de uma transição inicial e direciona o foco para a expansão e modernização do sistema.

Dependência de fontes fósseis ainda é necessária

A presença das termelétricas na expansão reflete uma necessidade técnica. Essas usinas garantem segurança energética em momentos de baixa geração hídrica, solar ou eólica.

No futuro, soluções como armazenamento por baterias podem reduzir essa dependência, mas a tecnologia ainda está em fase inicial no país.

Projeções podem variar

As estimativas para 2026 dependem da entrada efetiva das usinas em operação. Fatores como licenciamento ambiental, financiamento e condições climáticas podem impactar o resultado final.

Mesmo assim, o cenário aponta para a consolidação do Brasil como protagonista em energia limpa, com crescimento acelerado da solar e avanço contínuo das renováveis.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Sustentabilidade

Energia solar em Itaipu pode dobrar capacidade e impulsionar diversificação energética

A usina de Itaipu, localizada na fronteira entre Brasil e Paraguai, vem ampliando suas pesquisas em energia solar fotovoltaica como alternativa complementar à geração hidrelétrica. O projeto utiliza o próprio reservatório da usina, que possui cerca de 1,3 mil km² de área, como base para instalação de painéis solares flutuantes.

O lago tem aproximadamente 170 km de extensão e largura média de 7 km, o que abre espaço para estudos sobre o aproveitamento do espelho d’água na produção de eletricidade.

Planta piloto utiliza menos de 10 mil m² do lago

O experimento em andamento conta com 1.584 painéis fotovoltaicos instalados em uma área inferior a 10 mil m², posicionados a cerca de 15 metros da margem paraguaia, em região com profundidade média de 7 metros.

A estrutura tem capacidade de gerar até 1 megawatt-pico (MWp), energia suficiente para abastecer cerca de 650 residências. Toda a produção é destinada ao consumo interno da usina e não está conectada ao sistema hidrelétrico principal.

Projeto funciona como laboratório de pesquisa

A chamada “ilha solar” de Itaipu tem caráter experimental e serve como plataforma de testes para futuras aplicações em escala maior. Os estudos envolvem desde a eficiência dos painéis até impactos ambientais, como comportamento de peixes, variação de temperatura da água e influência de ventos no desempenho da estrutura.

Também são avaliadas a estabilidade dos flutuadores, a fixação no solo e a durabilidade do sistema em ambiente aquático.

Potencial energético pode se aproximar da hidrelétrica

Segundo o superintendente de Energias Renováveis da Itaipu Binacional, Rogério Meneghetti, o potencial teórico da tecnologia é significativo. Ele destaca que, caso cerca de 10% do reservatório fosse coberto por placas solares, a geração poderia se aproximar da capacidade de uma nova usina do porte de Itaipu.

Apesar disso, ele reforça que a hipótese ainda é distante e depende de diversos estudos técnicos e ambientais.

Integração com novas fontes e atualização do tratado

A expansão da energia solar em Itaipu também levanta discussões sobre o Tratado de Itaipu, firmado em 1973 entre Brasil e Paraguai, que regulamenta a operação da usina.

Estimativas preliminares indicam que a instalação de uma capacidade solar de 3 mil MW poderia levar cerca de quatro anos, o equivalente a aproximadamente 20% da potência atual da hidrelétrica.

O investimento inicial do projeto é de US$ 854,5 mil (cerca de R$ 4,3 milhões), executado por um consórcio binacional formado pelas empresas Sunlution (Brasil) e Luxacril (Paraguai).

Itaipu investe em múltiplas fontes de energia

A diversificação energética da usina vai além da solar. O complexo Itaipu Parquetec, em Foz do Iguaçu, desenvolve projetos em hidrogênio verde, baterias e biocombustíveis, consolidando um ecossistema de inovação em energia limpa.

Hidrogênio verde ganha destaque em pesquisas

No Centro Avançado de Tecnologia de Hidrogênio, pesquisadores trabalham com a produção de hidrogênio verde por meio da eletrólise da água, processo que separa hidrogênio e oxigênio sem emissão de dióxido de carbono.

A tecnologia é considerada estratégica para setores como indústria química, siderúrgica, agrícola e transporte.

Segundo o gerente do centro, Daniel Cantani, o espaço funciona como plataforma de testes para empresas e instituições que desenvolvem soluções movidas a hidrogênio.

Um dos projetos já resultou na apresentação de um barco movido a hidrogênio durante a COP30, em Belém, utilizado em ações de coleta seletiva em comunidades ribeirinhas.

Pesquisa em armazenamento de energia avança

Outro eixo de inovação no Itaipu Parquetec envolve o desenvolvimento de sistemas de armazenamento energético, com foco em baterias e células protótipo. As pesquisas buscam soluções para garantir reserva de energia em instalações fixas e industriais.

Biogás transforma resíduos em combustível limpo

A usina também investe na produção de biogás e biometano a partir de resíduos orgânicos gerados internamente e materiais apreendidos em ações de fiscalização.

O processo de biodigestão transforma esses resíduos em energia utilizada em veículos dentro do complexo de Itaipu.

Em quase nove anos, mais de 720 toneladas de resíduos foram processadas, gerando combustível suficiente para percorrer cerca de 480 mil quilômetros — o equivalente a 12 voltas ao redor da Terra.

Futuro aponta para combustíveis avançados

Além do biogás, a planta experimental também desenvolve o bio-syncrude, um óleo sintético que pode ser usado na produção de SAF (combustível sustentável de aviação).

Para especialistas do setor, combustíveis como hidrogênio, SAF e biometano devem ganhar protagonismo na próxima década, impulsionados por novas legislações e metas de transição energética.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Tânia Rêgo/Agência Brasil

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Informação

Produção de etanol de milho deve alcançar 16 bilhões de litros até 2033

O Brasil segue ampliando sua capacidade de produção de etanol de milho, com previsão de atingir cerca de 9,97 bilhões de litros na safra atual. O volume já corresponde a quase 60% da meta estimada para a próxima década, indicando um crescimento acelerado do setor.

Atualmente, o país conta com 27 biorrefinarias em operação e outras 16 em fase de construção. A expectativa da indústria é alcançar 16,63 bilhões de litros até 2033, impulsionada pelo fortalecimento da infraestrutura e pela ampliação dos investimentos em biocombustíveis.

Coprodutos impulsionam cadeia de alimentos

Além da produção de combustível, o avanço do setor também impacta diretamente a cadeia de alimentos. Um dos principais destaques é o DDG (grãos de destilaria), coproduto rico em proteína utilizado na nutrição animal.

As usinas têm priorizado o melhor aproveitamento do milho, apostando na eficiência produtiva e na geração de valor agregado. Esse movimento contribui para integrar diferentes segmentos do agronegócio, ampliando as oportunidades econômicas.

Diversificação energética e mercado global

A produção de etanol de milho no Brasil também está ligada à diversificação da matriz energética, historicamente concentrada na cana-de-açúcar. O setor agora busca atender demandas internacionais, como o combustível sustentável de aviação (SAF).

Esse cenário tem atraído investimentos voltados à redução da intensidade de carbono, fator essencial para a competitividade no mercado externo e para atender exigências ambientais globais.

Integração com pecuária fortalece competitividade

O modelo de biorrefinaria adotado no país permite transformar o milho em combustível e, ao mesmo tempo, destinar resíduos para a produção de ração. Essa integração com a pecuária cria um ciclo eficiente de aproveitamento e reforça a competitividade do Brasil no cenário internacional.

Especialistas apontam que a viabilidade econômica dos novos projetos depende justamente dessa sinergia entre energia e proteína, garantindo sustentabilidade financeira e operacional.

Sustentabilidade e regulação em debate

O crescimento do setor também envolve discussões sobre marcos regulatórios e financiamento de novas tecnologias. O objetivo é aumentar a eficiência ambiental e assegurar que o etanol brasileiro atenda às metas globais de descarbonização.

A evolução da indústria reforça o papel estratégico do Brasil tanto na produção de biocombustíveis quanto no fornecimento de insumos para a cadeia alimentar.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

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Informação

Etanol ganha força no Brasil com aumento da mistura e demanda aquecida

A produção de etanol no Brasil deve avançar na safra 2026/27, impulsionada pelo aumento da mistura obrigatória na gasolina e pelo aquecimento da demanda interna por biocombustíveis. A estimativa é que o volume total, somando etanol hidratado e anidro, se aproxime de 43 bilhões de litros.

O crescimento será sustentado tanto pelo etanol de cana-de-açúcar quanto pelo etanol de milho, refletindo a diversificação da matriz produtiva nacional.

Aumento da mistura impulsiona consumo

A elevação da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina, que passou para E30 em 2025, já vem impactando positivamente o consumo. A expectativa de avanço para E35 ao longo de 2026 deve intensificar ainda mais essa demanda.

Segundo projeções do mercado, cada ponto percentual adicional na mistura pode gerar um aumento de cerca de 920 milhões de litros no consumo anual. Com isso, uma elevação de cinco pontos percentuais pode acrescentar aproximadamente 4,6 bilhões de litros à demanda em um ano.

Inicialmente, a mudança de E27 para E30 previa crescimento de 1,65 bilhão de litros, mas o maior consumo de gasolina elevou essa projeção para cerca de 2,76 bilhões de litros.

Usinas priorizam etanol e reduzem produção de açúcar

Diante da maior atratividade do mercado de etanol, as usinas brasileiras devem ajustar seu mix produtivo, priorizando o biocombustível em detrimento do açúcar.

Como consequência, as exportações de açúcar tendem a cair na safra 2026/27. A previsão é de recuo de quase 15%, com os embarques passando de 33,8 milhões para cerca de 29 milhões de toneladas.

Essa mudança estratégica reflete a maior competitividade do etanol no mercado interno, além de reforçar o papel do Brasil como referência global na produção de energia renovável.

Safra de cana cresce, com destaque para o Centro-Sul

A produção de cana-de-açúcar também deve avançar. A estimativa é de 677,7 milhões de toneladas na safra 2026/27, alta de 3,15% em relação ao ciclo anterior.

A região Centro-Sul continuará como principal polo produtor, com moagem prevista de 620 milhões de toneladas, crescimento de 3,7%.

Por outro lado, as regiões Norte e Nordeste devem registrar retração de 2,2%, com produção estimada em 57,7 milhões de toneladas.

Produção de açúcar deve recuar

Mesmo com o aumento da moagem, a produção de açúcar no Brasil deve cair cerca de 7,36%, totalizando 40,3 milhões de toneladas.

A redução está diretamente ligada à priorização do etanol pelas usinas, que respondem aos sinais de mercado mais favoráveis ao biocombustível.

Brasil reforça protagonismo em biocombustíveis

O cenário projetado indica uma reconfiguração do setor sucroenergético, com maior foco na produção de etanol. Esse movimento fortalece a posição do Brasil como líder global em biocombustíveis, ao mesmo tempo em que ajusta sua participação no mercado internacional de açúcar.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

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Sem Categoria

Porto de Imbituba recebe missão internacional para avaliar energia eólica offshore

O Porto de Imbituba sediou uma missão internacional voltada à análise do potencial da energia eólica offshore na região. A visita integra a Parceria Energética Brasil-Dinamarca (BRADEP), iniciativa que promove cooperação técnica entre os dois países no setor de energia renovável.

Cooperação internacional foca energia limpa no Brasil

A agenda reuniu representantes do Ministério de Portos e Aeroportos, da Embaixada da Dinamarca no Brasil e da COWI, empresa global especializada em projetos de infraestrutura sustentável.

Além de Imbituba, a programação também incluiu atividades no Porto de Laguna, ampliando o mapeamento das condições logísticas no litoral de Santa Catarina.

Avaliação técnica analisa infraestrutura portuária

Durante a visita, as equipes realizaram uma imersão nas áreas operacionais dos portos, com foco na coleta de dados e no intercâmbio de informações técnicas.

O objetivo principal foi avaliar:

  • a infraestrutura portuária disponível
  • a capacidade de apoio a projetos de energia eólica no mar
  • a eficiência logística para futuras operações

A análise também considerou critérios de sustentabilidade e viabilidade de longo prazo para implantação de parques eólicos offshore.

Portos ganham papel estratégico na transição energética

O movimento ocorre em meio ao avanço das discussões sobre a estrutura necessária para desenvolver a cadeia de energia eólica offshore no Brasil.

Nesse cenário, os portos tendem a assumir funções estratégicas, como:

  • movimentação de equipamentos de grande porte
  • suporte logístico para instalação de turbinas
  • apoio às operações de manutenção

Imbituba e Laguna buscam protagonismo no setor

De acordo com o presidente da SCPAR Porto de Imbituba, Christiano Lopes, os portos catarinenses trabalham para se consolidar como hubs logísticos voltados à transição energética.

A estratégia se apoia na localização geográfica e na infraestrutura já existente, fatores considerados decisivos para atrair investimentos no setor.

Investimentos em energia solar reforçam sustentabilidade

Paralelamente, o Porto de Imbituba vem adotando medidas para diversificar sua matriz energética. Entre as iniciativas está a implantação de um sistema de energia solar fotovoltaica, que já responde por cerca de 15% do consumo elétrico do complexo.

A ação reforça o compromisso do porto com práticas sustentáveis e com a ampliação do uso de fontes renováveis.

FONTE:
TEXTO: Redação
IMAGEM: Porto de Imbituba

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Negócios

IDB Invest financia expansão da produção de lítio da Rincon Mining na Argentina

O IDB Invest anunciou participação em um pacote de financiamento de até US$ 1,175 bilhão para a Rincon Mining, parte do grupo multinacional Rio Tinto, com o objetivo de apoiar o desenvolvimento e a ampliação de seu projeto de lítio no Salar del Rincón, na província de Salta, Argentina.

O projeto busca aumentar a produção desse recurso estratégico global, essencial para baterias de mobilidade elétrica e armazenamento de energia, abrangendo toda a cadeia de operação: extração, processamento e infraestrutura.

Benefícios econômicos e sociais

A expansão do projeto deve impulsionar o desenvolvimento econômico da Argentina, especialmente em Salta, fortalecendo a produção mineral, as exportações e a integração de fornecedores locais às cadeias globais de produção. Além disso, a iniciativa deve gerar empregos formais durante a construção e operação do projeto, beneficiando trabalhadores e empresas da região.

Como parte do Triângulo do Lítio, junto com Bolívia e Chile, a Argentina detém reservas estratégicas do mineral. O aumento da produção permitirá ao país ampliar sua inserção nas cadeias globais de valor e diversificar a pauta de exportações frente à crescente demanda internacional.

Estrutura do financiamento

O pacote de US$ 1,175 bilhão inclui:

  • Empréstimo do IDB Invest de até US$ 100 milhões
  • Empréstimo da International Finance Corporation (IFC) de até US$ 400 milhões
  • Empréstimo do Export Finance Australia (EFA) de até US$ 275 milhões
  • Empréstimo do Japan Bank for International Cooperation (JBIC) de até US$ 240 milhões
  • Empréstimos cobertos pelo JBIC totalizando US$ 160 milhões, fornecidos por bancos comerciais

Além do financiamento, o IDB Invest oferecerá assessoria técnica especializada, fortalecendo gestão, governança e práticas de sustentabilidade. Isso inclui: implementação de um plano ambiental e social, adoção de padrões internacionais de mineração sustentável, desenvolvimento de cadeias de valor locais, gestão de riscos e fortalecimento das relações comunitárias.

Alinhamento estratégico com a Argentina

Segundo Viviana Alva Hart, representante do Grupo BID na Argentina:
“O apoio do IDB Invest a este projeto reafirma o potencial da Argentina como protagonista no mercado global de minerais críticos. O investimento expande a capacidade de produção de lítio, estimula economias regionais, fortalece cadeias de valor locais e promove padrões de sustentabilidade alinhados às melhores práticas internacionais.”

O projeto está alinhado à Estratégia País Argentina 2025–2028, do Grupo BID, que visa promover liberalização econômica, estimular investimentos privados e modernizar setores estratégicos, incluindo a produção de minerais críticos, impulsionando o desenvolvimento sustentável do país.

FONTE: IDB Invest
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/IDB Invest

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Comércio Internacional

FIESC recebe delegação chinesa e amplia diálogo comercial entre Santa Catarina e China

A Federação das Indústrias de Santa Catarina recebeu, na terça-feira (31), uma comitiva oficial da Província de Heilongjiang para discutir a ampliação das relações comerciais com o estado catarinense.

O encontro teve como foco o fortalecimento do comércio bilateral e a busca por novas oportunidades de cooperação entre empresas brasileiras e chinesas.

Proposta busca equilibrar a balança comercial

Durante a reunião, o presidente da FIESC, Gilberto Seleme, destacou a necessidade de diversificar a pauta comercial. Segundo ele, o objetivo é reduzir a dependência de commodities nas exportações e incentivar a internalização de etapas produtivas no Brasil.

A estratégia inclui atrair investimentos para a produção local de componentes e ampliar a participação da indústria catarinense em cadeias globais de valor.

Descarbonização e energia limpa entram na pauta

A agenda também apresentou iniciativas do Hub de Descarbonização da FIESC, com destaque para projetos voltados à energia renovável e à produção de biogás a partir de resíduos da suinocultura — setor em que Santa Catarina é referência nacional.

Essas ações reforçam o compromisso com a sustentabilidade industrial e abrem espaço para parcerias tecnológicas com o mercado chinês.

Cooperação inclui governo e área ambiental

Além da visita à FIESC, a delegação chinesa cumpriu agenda com o Governo de Santa Catarina e realizou encontros técnicos na EPAGRI, abordando temas como ecologia, proteção ambiental e inovação no agronegócio.

As atividades foram acompanhadas pelo secretário de Articulação Internacional, Paulo Bornhausen, reforçando o caráter institucional da missão.

Parceria mira inovação e cadeias produtivas

A aproximação entre Santa Catarina e a China sinaliza novas possibilidades de cooperação em áreas estratégicas, como indústria, energia e agronegócio. A expectativa é ampliar investimentos, fomentar inovação e fortalecer a presença do estado no cenário global de negócios internacionais.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/FIESC

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Sustentabilidade

Outorga Verde em Suape impulsiona projeto de energia a partir de resíduos

O Complexo Industrial Portuário de Suape foi escolhido como área de referência para a implementação da primeira Outorga Verde aprovada pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). A proposta faz parte de um programa inovador que busca estimular soluções voltadas à transição energética nos portos e ao fortalecimento da economia circular no Brasil.

O projeto selecionado, apresentado pela empresa Hardrada Energy Tech, prevê investimentos de até R$ 28,8 milhões e será desenvolvido dentro de um ambiente regulatório experimental da agência.

Projeto transforma resíduos em energia limpa e insumos industriais

A iniciativa contempla a instalação de uma planta voltada ao processamento de resíduos urbanos e portuários, com foco na geração de energia renovável e na produção de novos insumos industriais.

Entre as tecnologias previstas estão a gaseificação e a pirólise, processos que permitem a decomposição térmica de materiais orgânicos em altas temperaturas, sem presença de oxigênio. O projeto também prevê integração com a cadeia de reciclagem e com a logística regional, garantindo o abastecimento de matéria-prima.

Suape reforça papel estratégico em inovação sustentável

A participação de Suape ocorre por meio de apoio institucional, alinhado à estratégia do complexo de incentivar a inovação tecnológica, a sustentabilidade e a descarbonização das operações portuárias.

As etapas de implantação seguirão os procedimentos regulatórios específicos, incluindo uso de áreas e formalizações exigidas em cada fase do projeto.

Segundo a diretora interina da Antaq, Cristina Castro, a Outorga Verde representa um marco para o setor. A iniciativa busca transformar compromissos climáticos e políticas públicas de energia limpa em ações práticas, com colaboração entre agentes públicos e privados.

Já o diretor-presidente de Suape, Armando Monteiro Bisneto, destaca que o projeto reforça a capacidade do complexo de atrair iniciativas que conciliam desenvolvimento econômico e responsabilidade ambiental.

Ambiente experimental amplia soluções de baixo carbono

Para o diretor de Sustentabilidade e Inovação de Suape, Sóstenes Alcoforado, o projeto contribui para expandir o ambiente de testes tecnológicos no porto. A proposta estimula alternativas capazes de transformar resíduos em recursos úteis, além de reduzir as emissões de carbono nas operações.

A Outorga Verde integra o primeiro sandbox regulatório da Antaq, que já selecionou propostas em áreas como energia renovável, combustíveis alternativos, eletrificação portuária e abastecimento com combustíveis limpos.

FONTE: Suape
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Suape

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Logística

Hyundai lança caminhões a hidrogênio na América do Sul com projeto inovador no Uruguai

A Hyundai deu início à operação da primeira frota de caminhões a hidrogênio na América do Sul, marcando um avanço relevante no transporte sustentável da região. O projeto está sendo implementado no Uruguai, com oito unidades do modelo Hyundai XCIENT Fuel Cell voltadas para a logística de madeira.

A iniciativa vai além da introdução dos veículos e aposta em um modelo integrado que inclui produção de hidrogênio verde, infraestrutura de abastecimento e uso final no mesmo ecossistema.

Modelo integrado impulsiona hidrogênio verde

O projeto faz parte do chamado Projeto Kahirós, conduzido por um consórcio local que reúne empresas de energia, logística e parceiros da montadora. A proposta envolve a construção de uma planta de eletrólise abastecida por energia solar, com capacidade estimada de produzir cerca de 77 toneladas de hidrogênio verde por ano.

Com investimento aproximado de US$ 40 milhões — financiado pelo Grupo Santander e com apoio da International Finance Corporation e de um fundo ligado à ONU — o projeto prevê operação contínua ao longo da próxima década.

A estratégia adota um modelo verticalizado, no qual a produção e o consumo do hidrogênio ocorrem no mesmo local, reduzindo custos logísticos e aumentando a eficiência do sistema.

Aplicação prática ainda depende de projetos estruturados

O uso de caminhões movidos a hidrogênio ainda está concentrado em operações específicas, com rotas bem definidas e demanda previsível. No caso uruguaio, a escolha da cadeia florestal atende a esses critérios, permitindo melhor planejamento da infraestrutura e controle de custos.

Diferentemente dos caminhões elétricos a bateria, que já avançam em modelos mais amplos, o hidrogênio ainda exige projetos estruturados para garantir viabilidade econômica e operacional.

Desempenho do Hyundai XCIENT Fuel Cell

O modelo utilizado na operação, o Hyundai XCIENT Fuel Cell, já está presente em mercados como Europa e América do Norte. O caminhão combina duas células de combustível que geram potência equivalente a 245 cv, alimentando um motor elétrico de 469 cv e torque de 2.237 Nm.

O sistema conta com dez tanques de armazenamento, com capacidade total de 68 kg de hidrogênio, além de uma bateria de 72 kWh. A autonomia pode chegar a 720 quilômetros, com reabastecimento mais rápido em comparação aos veículos elétricos tradicionais.

Voltado ao transporte pesado, o caminhão suporta até 37,2 toneladas de peso bruto combinado.

Tecnologia validada, mas com desafios de escala

A Hyundai já acumula experiência global com o modelo. Na Europa, os caminhões superam 20 milhões de quilômetros rodados desde 2020, enquanto na América do Norte já ultrapassaram 1,6 milhão de quilômetros desde 2023.

Apesar da validação técnica, a expansão da tecnologia ainda enfrenta desafios importantes, como o alto custo do hidrogênio e a necessidade de infraestrutura dedicada.

O projeto no Uruguai demonstra que o hidrogênio verde no transporte é viável quando há integração entre produção, abastecimento e uso. No entanto, a ampliação para um mercado mais amplo ainda depende de avanços estruturais e econômicos.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Modais em Foco

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Internacional

Biocombustíveis ganham importância estratégica para o Brasil em meio à guerra no Oriente Médio

A escalada do conflito no Oriente Médio, envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, colocou novamente a segurança energética no centro das discussões globais. Nesse cenário, os biocombustíveis brasileiros passaram a assumir um papel mais amplo do que apenas o de alternativa sustentável.

Tradicionalmente associados à descarbonização e à agenda ambiental, etanol e biodiesel começam a ser vistos também como instrumentos estratégicos capazes de reduzir a vulnerabilidade do país a oscilações no mercado internacional de petróleo.

A mudança ocorre em um momento de forte instabilidade no setor energético global, impulsionada pela alta do petróleo Brent e pelos riscos de interrupção no fluxo de petróleo em áreas estratégicas, como o Estreito de Ormuz.

Dependência de combustíveis fósseis aumenta vulnerabilidade global

A elevação do preço do petróleo reacendeu um debate antigo: a dependência excessiva de combustíveis fósseis importados pode deixar economias mais expostas a crises internacionais.

Quando conflitos armados atingem regiões produtoras ou rotas logísticas relevantes, como ocorre atualmente no Oriente Médio, o impacto rapidamente se espalha pelo mercado global de energia, pressionando preços de combustíveis, fretes marítimos e cadeias de abastecimento.

Nesse contexto, países que possuem fontes internas de energia renovável conseguem reduzir parte dessa exposição.

Mistura obrigatória fortalece a matriz energética brasileira

O Brasil ocupa uma posição diferenciada nesse cenário por conta de sua política de mistura obrigatória de biocombustíveis nos combustíveis fósseis.

Desde agosto de 2025, a gasolina comum e aditivada passou a conter 30% de etanol anidro, enquanto o diesel é comercializado com 15% de biodiesel.

Essa estrutura regulatória não elimina os impactos de uma crise internacional, mas cria uma espécie de proteção parcial. Com maior participação de energia renovável produzida internamente, o país reduz a necessidade de importação de derivados de petróleo.

Etanol se destaca como amortecedor de preços

Entre os biocombustíveis, o etanol é o que mais aparece diretamente para o consumidor.

Dados recentes da Agência Nacional do Petróleo (ANP) indicam preços médios próximos de R$ 6,30 por litro para a gasolina, R$ 4,60 para o etanol hidratado e cerca de R$ 6,15 para o diesel S10.

Esses valores mostram que o etanol entra no atual cenário internacional em uma posição relativamente competitiva. Caso a pressão sobre o petróleo continue, o biocombustível pode ganhar ainda mais espaço, principalmente entre os veículos flex, funcionando como um mecanismo de amortecimento de preços.

Mistura na gasolina reforça autonomia energética

Além do preço nas bombas, o etanol possui um papel estrutural dentro da matriz energética brasileira.

A presença obrigatória do combustível na gasolina faz com que parte do consumo nacional seja automaticamente atendida por produção renovável doméstica.

Em períodos de estabilidade econômica, essa política é vista sobretudo como instrumento ambiental. Em momentos de crise internacional, porém, ela também passa a ser considerada uma ferramenta de resiliência econômica.

Quanto maior a proporção de etanol anidro na gasolina, menor é a necessidade de gasolina de origem fóssil para abastecer o mercado interno.

Biodiesel também tem papel estratégico na logística

No caso do biodiesel, o impacto é menos perceptível para o consumidor final, mas igualmente relevante para a economia.

O diesel é o principal combustível da logística brasileira, utilizado no transporte rodoviário de cargas, no agronegócio e em diversos setores produtivos.

Por isso, em um cenário de aumento dos preços internacionais do petróleo, cada ponto percentual de mistura obrigatória de biodiesel ajuda a reduzir a dependência de combustíveis fósseis importados.

Biocombustíveis passam a integrar estratégia econômica

A atual crise energética global também altera a forma como os biocombustíveis são discutidos no debate político e econômico.

Em condições normais, etanol e biodiesel costumam aparecer ligados à transição energética e à redução de emissões de carbono. No contexto de tensões geopolíticas, porém, passam a ser vistos também como instrumentos de soberania energética.

Isso não significa que o Brasil esteja imune aos efeitos da volatilidade internacional. O país continua exposto às oscilações do preço do petróleo, do diesel e do frete global.

A diferença é que a presença consolidada dos biocombustíveis na matriz energética oferece mecanismos capazes de amenizar parte desses impactos.

Nova centralidade dos biocombustíveis na política energética

A crise atual tende a reorganizar as prioridades do debate energético no Brasil. A pauta ambiental continua relevante, mas deixa de ser o único fator de análise.

Com a instabilidade no mercado internacional de energia, etanol e biodiesel passam a ocupar um papel mais amplo: reduzir vulnerabilidades externas e fortalecer a autonomia energética brasileira.

Em um cenário global em que o petróleo voltou a carregar forte peso geopolítico, os biocombustíveis ganham status de componente estratégico da infraestrutura energética do país.

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