Portos

Portonave completa 19 anos com investimentos de R$ 2 bilhões para ampliar capacidade e modernizar operações

Terminal portuário de Navegantes celebra trajetória no comércio exterior com novas tecnologias, equipamentos elétricos e perspectiva de elevar a capacidade de movimentação para 2 milhões de TEUs

A Portonave completa 19 anos de operação em 2026 consolidada como um dos principais terminais portuários de contêineres do Brasil. Localizada em Navegantes, no Litoral Norte de Santa Catarina, a empresa iniciou suas atividades em 2007 como o primeiro terminal portuário privado de contêineres do país. Desde então, tornou-se um importante elo da cadeia logística e do comércio exterior brasileiro, com investimentos voltados à produtividade, à modernização da infraestrutura e à redução dos impactos ambientais. Atualmente é considerado o terminal mais eficiente do país, de acordo com dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ). Em 2025 a Portonave registrou média de 114 movimentos por hora (MPH) na produtividade dos navios. 

Para marcar uma nova etapa de desenvolvimento, a empresa mantém um plano de investimentos de R$ 2 bilhões, que contempla obras de adequação do cais e a aquisição de equipamentos destinados a ampliar a capacidade operacional e preparar o terminal para receber navios de maior porte.

Entre os investimentos mais recentes está a compra de 30 Terminal Tractors elétricos (e-TTs), utilizados no transporte de contêineres no pátio, e cinco Reach Stackers elétricas (e-RSs), empregadas na movimentação e no empilhamento de cargas. O aporte é de aproximadamente R$ 61 milhões, e a previsão é que todos os equipamentos estejam em operação até janeiro de 2027. A mudança irá reduzir em cerca de 30% as emissões de gases de efeito estufa da frota de Terminal Tractors e em 80% as emissões da frota de Reach Stackers.

O plano de modernização inclui também a adequação do cais para permitir a operação de navios com até 400 metros de comprimento e calado de até 17 metros. A iniciativa faz parte da estratégia para ampliar a capacidade do terminal, que deverá passar de 1,5 milhão para 2 milhões de TEUs por ano. Até 30 de setembro mais de 98% das obras de ampliação do cais estavam finalizadas.

O pacote de investimentos também prevê a aquisição de dois guindastes Ship-to-Shore (STS), responsáveis pela movimentação de contêineres entre o navio e o cais, que devem chegar em novembro, e 14 equipamentos elétricos Rubber Tyred Gantry (e-RTG), utilizados nas operações no pátio, em operação desde agosto. Além disso, dois scanners para inspeção de cargas e movimentação de contêineres estão em operação desde o ano passado, e outras estruturas necessárias para capacitação dos colaboradores e manutenção dos novos equipamentos estão sendo feitas. 

Produtividade e impacto na economia regional

A relevância da Portonave vai além da movimentação de cargas. A atividade do terminal está conectada a uma ampla rede de serviços relacionados ao transporte marítimo, à logística, ao comércio exterior e às operações de importação e exportação, contribuindo para a dinâmica econômica de Navegantes e de outras cidades da região. 

Atualmente, a companhia gera aproximadamente 1,4 mil empregos diretos e 5,5 mil indiretos, segundo dados divulgados pela empresa. A dimensão dessa estrutura reforça a importância do setor portuário para a geração de trabalho e para o funcionamento das cadeias logísticas que atendem empresas brasileiras e mercados internacionais.

Em nome de toda a equipe do ReConecta News, parabenizamos a Portonave pelos seus 19 anos de história, marcados por inovação, desenvolvimento e contribuição para o fortalecimento do comércio exterior brasileiro. Desejamos que essa trajetória continue sendo pautada pela excelência, pela sustentabilidade e por novas conquistas, impulsionando o desenvolvimento de Navegantes e de toda a região. Que venham muitos anos de crescimento, conexões e sucesso!

Fonte: Portonave

Texto: Redação

Imagem: Portonave

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Indústria

Dexco encerra produção de louças sanitárias em Cabo de Santo Agostinho, em Pernambuco

O conselho de administração da Dexco aprovou, nesta segunda-feira, o encerramento das atividades industriais de sua unidade de louças sanitárias em Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana do Recife, em Pernambuco. A decisão foi comunicada pela companhia em fato relevante encaminhado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Dexco busca ampliar eficiência e competitividade

Segundo a empresa, a medida faz parte da estratégia de transformação do negócio de louças sanitárias, com foco no fortalecimento da competitividade, na melhoria da eficiência operacional e no aumento da rentabilidade e da sustentabilidade a longo prazo.

A companhia informou ainda que pretende concentrar a produção em segmentos nos quais a marca Deca apresenta maior potencial de diferenciação e geração de valor.

Unidade de Jundiaí receberá parte da produção

Apesar do encerramento das operações em Pernambuco, a Dexco destacou que o segmento de louças sanitárias continuará sendo relevante para seu portfólio.

Parte da produção atualmente realizada em Cabo de Santo Agostinho será transferida para a unidade de Jundiaí, em São Paulo. A fábrica paulista recebeu, nos últimos anos, investimentos em automação industrial, tecnologia e modernização, fatores que contribuirão para absorver parte das atividades da unidade pernambucana.

FONTE: UOL
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/UOL

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Especialista

Quando reduzir custo pode sair caro: o que a experiência na logística me ensinou

Ao longo de quase 30 anos trabalhando com transporte e logística, aprendi que um dos grandes desafios de uma operação é encontrar o equilíbrio entre custo e eficiência.

Em um mercado cada vez mais pressionado por preços, buscar redução de despesas é natural. O problema surge quando o menor custo passa a ser visto como sinônimo de melhor decisão.

Na logística, uma economia feita no lugar errado pode aparecer depois em forma de atrasos, manutenção, retrabalho, perda de produtividade ou até perda de clientes.

Por isso, antes de perguntar “quanto custa?”, é importante perguntar também: “qual será o impacto dessa escolha na operação?”

O frete mais barato pode custar um cliente

Escolher um transporte apenas pelo menor valor pode parecer vantajoso, mas é preciso considerar prazo, segurança, flexibilidade e as necessidades específicas da operação.

Se uma carga atrasa ou sofre uma avaria, o impacto ultrapassa o custo do transporte. Pode comprometer o relacionamento com o cliente e até uma oportunidade comercial.

Na prática, não adianta economizar em uma etapa e criar um problema maior em outra.

Manutenção e combustível: olhar além do preço

A manutenção é outro exemplo. Buscar sempre a alternativa mais barata pode reduzir o desembolso imediato, mas uma escolha inadequada pode aumentar as paradas, comprometer a disponibilidade da frota e gerar novos custos.

Em transporte, veículo parado significa atraso, reprogramação e perda de produtividade.

O mesmo vale para o combustível. O preço por litro é importante, mas consumo, desempenho e impactos na manutenção também precisam entrar na conta.

O que importa é avaliar o custo total da operação, e não apenas o preço de cada item isoladamente.

Pessoas e fornecedores também fazem parte da equação

A redução de custos também pode atingir equipes e fornecedores. Mas diminuir pessoas ou estrutura sem avaliar as consequências pode gerar sobrecarga, falhas de comunicação, erros e retrabalho.

Quem está no dia a dia conhece dificuldades que nem sempre aparecem nos indicadores. Por isso, ouvir a equipe é fundamental.

Na escolha de fornecedores, preço também não deve ser o único critério. Prazo, qualidade, segurança, confiabilidade e capacidade de atendimentoprecisam fazer parte da análise.

Um fornecedor mais barato que não entrega no prazo pode gerar um custo muito maior para a operação.

Eficiência não é simplesmente gastar menos

Depois de tantos anos acompanhando diferentes etapas da logística, uma das principais lições que levo para o meu trabalho é que redução de custo e eficiência não são necessariamente a mesma coisa.

Reduzir custo significa diminuir uma despesa. Buscar eficiência é utilizar melhor os recursos disponíveis para alcançar um resultado.

Em alguns casos, reduzir uma despesa será a melhor decisão. Em outros, investir mais em determinada etapa pode evitar perdas muito maiores adiante.

Por isso, antes de escolher pelo menor preço, procuro responder:

Qual é o impacto dessa decisão na operação?

O que estamos economizando agora e o que podemos gastar depois?

Essa escolha realmente melhora o resultado?

Minha experiência na estrada, na operação, na gestão de frota, na logística portuária, na cabotagem e na área comercial me ensinou a olhar a cadeia de forma integrada.

Uma operação competitiva não é necessariamente aquela que tem o menor custo em cada item. É aquela que consegue equilibrar custo, qualidade, segurança, produtividade, prazo e resultado.

Porque, na logística, nem sempre economizar em uma etapa significa gastar menos no final.

Antes de buscar o menor preço, é preciso entender o custo da decisão.


Fábio Lins é profissional do setor de transporte e logística, com 30 anos de experiência e uma trajetória construída da operação à gestão. Formado em Gestão Comercial, atualmente, integra a Sigatrans Logística, aliando conhecimento prático, experiência em gestão e visão estratégica para o desenvolvimento de soluções logísticas eficientes.

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Tecnologia

Infraestrutura e tecnologia ajudam transportadoras a crescer em cenário de incerteza

A instabilidade econômica aumenta a pressão sobre as margens das transportadoras brasileiras e torna mais cauteliosas as decisões de investimento. Ao mesmo tempo, esse ambiente cria oportunidades para empresas capazes de operar com mais eficiência e conquistar espaço em um mercado cada vez mais competitivo.

Nesse cenário, crescer não significa simplesmente ampliar o número de caminhões. As empresas que conseguem avançar são aquelas que buscam extrair mais produtividade dos ativos que já possuem e utilizam a gestão de frotas como ferramenta para reduzir custos e aumentar a segurança.

Dados transformam gestão de frotas

Uma das principais mudanças está na substituição de uma gestão reativa por um modelo preventivo e orientado por dados.

Esperar o fechamento do mês para descobrir que uma rota consumiu combustível acima do esperado ou que determinados motoristas apresentaram maior exposição a riscos significa agir depois que o prejuízo já aconteceu.

Com o uso de videotelemetria, as transportadoras conseguem acompanhar o comportamento dos veículos em tempo real, identificar desvios e adotar medidas corretivas antes que pequenas ocorrências se transformem em perdas financeiras.

O diferencial está justamente na capacidade de transformar informações em decisões rápidas e aplicáveis à rotina operacional.

Segurança também reduz custos operacionais

Na operação de veículos pesados, segurança e eficiência estão diretamente relacionadas. Comportamentos que elevam o risco de acidentes também costumam aumentar as despesas da frota.

Excesso de velocidade, acelerações intensas, frenagens bruscas e utilização inadequada da faixa de rotação podem elevar o consumo de diesel e acelerar o desgaste de pneus, freios e outros componentes.

Quando a tecnologia permite identificar e corrigir esses hábitos durante a operação, o efeito aparece diretamente no custo por quilômetro rodado.

Estudos técnicos e projetos de videotelemetria na gestão de frotas pesadas indicam que a substituição de uma condução agressiva por um comportamento mais econômico e preventivo pode proporcionar uma redução de 5% a 12% no consumo de diesel.

Além da economia de combustível, a prevenção ajuda a evitar prejuízos maiores relacionados a acidentes. Uma ocorrência grave pode deixar caminhões parados, comprometer cargas e provocar impactos em toda a programação logística e financeira da empresa.

Eficiência pode valer mais do que uma frota maior

Em um cenário de margens apertadas, os dados também ajudam a identificar desperdícios que nem sempre são percebidos na operação cotidiana.

Informações sobre ociosidade, tempo de espera em pátios, deslocamentos desnecessários e circulação de veículos vazios permitem ao gestor entender onde estão os principais gargalos.

A partir desse diagnóstico, uma frota menor, mas com maior disponibilidade e uma roteirização eficiente, pode realizar o mesmo volume de trabalho por um custo inferior.

A lógica passa a ser utilizar melhor os recursos existentes antes de simplesmente ampliar a estrutura.

Tecnologia como proteção de margem

A resistência aos investimentos em tecnologia costuma aumentar durante períodos de volatilidade econômica. No entanto, enxergar essas ferramentas apenas como uma nova despesa pode limitar a capacidade de reação das transportadoras.

Combustíveis, juros e condições das rodovias estão entre os fatores que as empresas não conseguem controlar diretamente. Por isso, ampliar o domínio sobre as variáveis internas da operação ganha ainda mais importância.

Nesse contexto, a tecnologia para transporte funciona como uma ferramenta de proteção de margem, ajudando a aumentar a previsibilidade, reduzir desperdícios e diminuir a exposição a riscos.

Tecnologia precisa estar ligada à gestão

Apesar dos ganhos proporcionados pelas ferramentas digitais, a tecnologia, por si só, não resolve os problemas da operação.

Os resultados aparecem quando os dados são incorporados à rotina de gestão e utilizados para orientar ações concretas. O processo também depende do desenvolvimento contínuo dos motoristas, com treinamento, acompanhamento e correção de comportamentos.

Ou seja, não basta instalar equipamentos ou contratar sistemas. É necessário transformar as informações produzidas pela tecnologia em práticas capazes de melhorar a operação.

Cortes indiscriminados podem gerar prejuízo

Em períodos de orçamento pressionado, cortar despesas imediatamente costuma parecer uma solução natural. Porém, reduzir investimentos em manutenção de frota ou treinamento sem avaliar os impactos pode criar uma economia apenas aparente.

Um veículo que deixa de receber manutenção adequada pode apresentar falhas mais caras posteriormente. Da mesma forma, a redução de treinamentos pode elevar a exposição a acidentes e outros eventos que comprometem a operação.

Por isso, proteger a margem não significa apenas gastar menos. Significa identificar desperdícios, antecipar riscos e aumentar a eficiência dos recursos disponíveis.

Em um setor marcado por variáveis externas difíceis de controlar, a capacidade de atuar sobre aquilo que está dentro do alcance da empresa se torna um diferencial estratégico. É essa combinação entre infraestrutura, tecnologia, segurança e gestão eficiente que pode sustentar o crescimento das transportadoras mesmo em períodos de maior incerteza.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Bing Guan

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Especialista, O ESPECIALISTA

Gestão de frota: onde estão os custos que podem comprometer uma operação?

Em 30 anos trabalhando com transporte e logística, aprendi que gerir uma frota vai muito além de controlar caminhões, rotas e manutenção.

É preciso entender onde estão os custos e como cada decisão interfere no resultado da operação.

Muitas vezes, o problema não está em um grande gasto, mas na soma de pequenas ineficiências que se repetem todos os dias.

O custo vai além do combustível

Combustível é um dos principais itens, mas está longe de ser o único.

Manutenção, pneus, disponibilidade dos veículos, tempo parado, quilometragem improdutiva e produtividade também precisam entrar na análise.

Uma frota pode estar rodando muito e, ainda assim, não ser eficiente.

Por isso, não basta saber quanto cada veículo custa. É preciso entender quanto ele produz e qual resultado entrega.

Manutenção também é gestão

Esperar um problema aparecer para agir pode sair muito mais caro.

A manutenção preventiva ajuda a reduzir paradas inesperadas e permite planejar melhor os custos e a disponibilidade dos veículos.

Um caminhão parado não representa apenas uma despesa de oficina. Pode significar atraso, perda de produtividade e impacto no atendimento ao cliente.

Produtividade precisa estar no radar

Também considero fundamental acompanhar a produtividade da frota.

Quantos quilômetros o veículo percorre? Quanto tempo fica parado? A capacidade está sendo bem aproveitada? Existe possibilidade de carga na volta?

Essas perguntas ajudam a encontrar custos que nem sempre aparecem claramente na planilha.

Eficiência não significa simplesmente gastar menos. Significa utilizar melhor os recursos disponíveis.

Olhar o todo faz diferença

Ao longo da minha trajetória, aprendi que uma decisão sobre um custo pode gerar impactos em várias outras áreas da operação.

Por isso, o gestor precisa conhecer os números, mas também entender a realidade por trás deles.

Foi vivendo a estrada e acompanhando a operação que aprendi a enxergar a frota não apenas como um conjunto de veículos, mas como parte estratégica do negócio.

Gestão de frota é acompanhar custos, indicadores, manutenção e produtividade para tomar decisões melhores.

Porque, na logística, cada quilômetro, cada parada e cada decisão impactam o resultado.

Fábio Lins é profissional do setor de transporte e logística, com 30 anos de experiência e uma trajetória construída da operação à gestão. Formado em Gestão Comercial, atualmente, integra a Sigatrans Logística, aliando conhecimento prático, experiência em gestão e visão estratégica para o desenvolvimento de soluções logísticas eficientes.

Imagem Ilustrativa: Magnific.com

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Sustentabilidade

Latam Cargo amplia eletrificação das operações e pode reduzir até 187 toneladas de CO₂ por ano

A Latam Cargo deu um importante passo em sua estratégia de sustentabilidade ao atingir praticamente 100% de eletrificação dos equipamentos utilizados nas operações em solo no Brasil. A modernização inclui os principais equipamentos de movimentação de cargas, especialmente as empilhadeiras, responsáveis por grande parte das atividades nos terminais e pelo potencial de evitar a emissão de até 187 toneladas de CO₂ anualmente.

A iniciativa reforça o compromisso da empresa em combinar inovação, eficiência operacional e redução dos impactos ambientais.

Modernização avança nos terminais de carga brasileiros

Atualmente, a transformação já está presente em nove dos 30 Terminais de Cargas (Teca) da companhia no Brasil que utilizam esses equipamentos. O processo vem sendo implementado de forma gradual e deve alcançar a totalidade da frota de empilhadeiras até o fim de 2026.

Em 2025, cerca de 72% desses equipamentos já eram elétricos. Utilizadas tanto na movimentação de mercadorias dentro dos terminais quanto no transporte até as aeronaves, as empilhadeiras elétricas contribuem para tornar as operações mais seguras, produtivas e ambientalmente responsáveis.

Segundo Otávio Meneguette, diretor da Latam Cargo Brasil, a estratégia busca unir desempenho operacional e responsabilidade ambiental.

“Para a Latam Cargo, sustentabilidade e eficiência precisam caminhar juntas. Ao modernizar nossas operações em solo e reduzir seu impacto ambiental, também fortalecemos a segurança, a produtividade e a qualidade do serviço prestado aos nossos clientes. São decisões operacionais que, somadas, geram resultados concretos para a companhia”, afirmou.

Novas baterias aumentam produtividade e reduzem tempo de recarga

Além dos benefícios ambientais, a adoção de equipamentos elétricos trouxe ganhos relevantes em eficiência energética. As novas baterias de lítio oferecem rendimento de até 95%, enquanto o tempo de recarga caiu de um intervalo entre oito e 12 horas para cerca de duas horas.

Outro avanço é a maior autonomia das baterias, que elimina a necessidade de substituições durante a operação. Nos modelos movidos a Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), a troca dos cilindros exigia a participação de duas pessoas e podia consumir até 20 minutos, reduzindo a produtividade das equipes.

Grupo Latam amplia ações para reduzir emissões de carbono

A eletrificação integra um conjunto mais amplo de iniciativas adotadas pelo Grupo Latam Airlines para diminuir as emissões de carbono sem comprometer a eficiência das operações. Atualmente, a companhia estima evitar a liberação de mais de um milhão de toneladas de CO₂ por ano graças a medidas operacionais e tecnológicas voltadas à redução do consumo de combustível.

Entre as ações estão o taxiamento das aeronaves utilizando apenas um motor, a aplicação do revestimento AeroSHARK, inspirado na pele de tubarão para reduzir a resistência aerodinâmica, a utilização de assentos mais leves e a retirada gradual das telas suspensas que deixaram de ser utilizadas nas cabines.

Reconhecimento internacional em sustentabilidade

As iniciativas fazem parte da estratégia de descarbonização e melhoria contínua dos processos do Grupo Latam. Como resultado, a empresa foi reconhecida pelo segundo ano consecutivo pela S&P Global entre as companhias aéreas com melhor desempenho em sustentabilidade no mundo.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Portos

Porto de Itajaí ganha novas rotas internacionais da JBS Terminais e investimento milionário

O cenário do comércio exterior em Santa Catarina recebe um importante impulso com a expansão das operações da JBS Terminais no Porto de Itajaí. A partir de junho, o complexo portuário passa a contar com duas novas linhas regulares de longo curso, consolidando o terminal catarinense como um hub logístico estratégico para o escoamento de mercadorias brasileiras, com foco especial no setor de congelados e resfriados.

Conexões estratégicas com as Américas, Europa e África

As novas opções de transporte marítimo internacional ampliam o alcance das exportações a partir do Sul do país. O atendimento será dividido em duas rotas principais:

  • UCLA/Gulf to Saec String 1: Interligará o terminal de Itajaí à costa leste dos Estados Unidos, contando ainda com paradas estratégicas na região do Caribe e na porção norte do continente sul-americano.
  • Bossa Nova/Sirius 1: Focada no mercado europeu e africano, a linha estabelecerá conexões diretas por meio de grandes complexos portuários globais, como Algeciras, na Espanha, e Tânger, no Marrocos.

Com essas adições, a JBS Terminais eleva para 12 o número de serviços regulares ativos em Itajaí. Essa malha marítima conecta Santa Catarina aos principais mercados da Ásia, Américas, Europa, África e Oriente Médio, estruturada sob medida para atender a forte demanda de exportação de proteína animal e demais produtos que exigem controle de temperatura.

Investimento em frota própria otimiza a logística portuária

Além de abrir novas fronteiras comerciais, a companhia anunciou um aporte de cerca de R$ 9 milhões para a compra de 25 caminhões voltados exclusivamente ao ambiente portuário. Os novos veículos farão a movimentação interna de contêineres entre as zonas de pátio e o cais de atracação.

Com a chegada da frota própria — prevista para ser entregue ainda em maio e integrada à operação ao longo de junho —, a empresa assume a gestão total do fluxo terrestre interno. O objetivo central do investimento é otimizar a eficiência operacional, diminuir o tempo de permanência dos navios e garantir maior previsibilidade logística para os clientes.

Infraestrutura robusta para cargas refrigeradas

A expansão operacional é suportada por uma estrutura robusta projetada para a movimentação de contêineres em larga escala. O terminal conta atualmente com:

  • Área operacional: 180 mil metros quadrados.
  • Capacidade de atracação: 1.030 metros de cais divididos em quatro berços, com profundidade de até 14 metros.
  • Estrutura para refris: 1.705 tomadas dedicadas a contêineres refrigerados (reefers).
  • Acesso terrestre: Oito portões (gates) reversíveis para agilizar a entrada e saída de caminhões.

O avanço das atividades da JBS Terminais não apenas eleva os índices de movimentação do Porto de Itajaí, mas também injeta competitividade na balança comercial do Brasil perante mercados altamente exigentes da Europa e da América do Norte.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/JP

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Informação

Gestão de requerimentos de certificação avança e reduz prazos e estoque em 2025

A adoção de uma gestão mais eficiente dos requerimentos de certificação trouxe resultados expressivos ao longo de 2025. Com foco em previsibilidade para o setor privado e maior efetividade institucional, o acompanhamento sistemático por meio de indicadores de desempenho passou a orientar as ações voltadas à redução dos prazos e do volume de processos em análise.

Monitoramento por indicadores orienta a gestão

Durante o ano, a condução das atividades esteve centrada na análise contínua de indicadores relacionados ao tempo médio de permanência dos processos em estoque e ao quantitativo total de requerimentos pendentes. A estratégia priorizou a diminuição do tempo de tramitação, especialmente a partir do segundo semestre de 2025.

Queda no tempo médio de certificação

Os dados apontam uma redução consistente no tempo médio de permanência dos requerimentos de certificação ao longo do segundo semestre. Em julho de 2025, o indicador registrava 418 dias. A partir desse período, houve queda progressiva, com encerramento do ano em 243 dias, refletindo maior agilidade na análise dos processos.

Menor volume de processos em estoque

No mesmo intervalo, também foi registrada redução significativa no estoque total de requerimentos. Em julho de 2025, havia 296 processos aguardando análise. Esse número caiu para 187 requerimentos ao final de dezembro, acompanhando a melhora observada nos indicadores de tempo.

Mudança no perfil do estoque de processos

A distribuição dos requerimentos por faixa de tempo de espera evidenciou uma alteração na composição do estoque. Houve diminuição expressiva da concentração de processos com maior tempo de permanência, com aumento relativo daqueles em fases mais recentes de tramitação.

Um dos principais destaques foi a queda no número de requerimentos com mais de 365 dias em estoque, que passou de 198 processos em julho para 50 ao final de dezembro de 2025. O cenário indica um estoque majoritariamente formado por processos com menor tempo de análise.

Ações estruturantes impulsionaram os resultados

A melhora dos indicadores está diretamente relacionada a um conjunto de ações estruturantes implementadas pela Gerência Operacional, com foco em padronização, previsibilidade e fortalecimento da gestão das equipes.

Entre as medidas adotadas, destacam-se a definição de um plano de ação específico, a orientação para dedicação exclusiva das EqOEAs às atividades de certificação e a maior regularidade na distribuição dos requerimentos, o que permitiu melhor planejamento e equilíbrio da carga de trabalho.

Padronização técnica e evolução do sistema

No campo técnico, foram implementadas iniciativas voltadas à padronização das análises, com alinhamento de critérios, aprimoramento das orientações internas e formalização de parâmetros para validações em formato virtual. A consolidação dessas diretrizes em um manual próprio, além da obrigatoriedade do uso de scripts, contribuiu para reduzir assimetrias entre as equipes.

Paralelamente, avançou o trabalho de evolução do sistema OEA, em cooperação com o Serpro, com foco no aprimoramento das funcionalidades e no suporte às atividades de certificação.

Mais eficiência e previsibilidade no Programa OEA

As iniciativas adotadas a partir de julho de 2025 sustentaram a redução dos prazos de certificação e a diminuição do volume de processos pendentes, reforçando o compromisso com a eficiência operacional, a uniformidade de procedimentos e a previsibilidade do Programa OEA.

FONTE: Receita Federal
TEXTO: Redação
IMAGENS: Reprodução/Receita Federal e Sistemas OEA

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Especialista, O ESPECIALISTA

O ESPECIALISTA: RENATA PALMEIRA

Por que 2026 será o ano das empresas que planejam com dados, compliance e inteligência tributária

À medida que 2025 se encerra, muitas empresas começam a desenhar suas estratégias para 2026. Antes de definir metas ousadas ou investir em novos projetos, é fundamental avaliar o cenário atual do negócio com precisão.

O planejamento eficaz exige dados confiáveis, visão realista e decisões estratégicas — nada de basear planos apenas em expectativas ou otimismo.


Assim, temos 5 pontos importantes a salientar para que 2026 você possa alcançar mais oportunidades de negócio:  

  1. Avaliação financeira: entenda a realidade do seu negócio, o ponto de partida é um diagnóstico financeiro completo. Isso significa analisar não só números, mas também interpretar balanços, fluxo de caixa e indicadores de desempenho. É importante verificar liquidez, endividamento, margens operacionais e ciclo financeiro. Esses dados mostram se a empresa está preparada para crescer ou se precisa primeiro reestruturar dívidas e otimizar custos.
  1. Revisão tributária e compliance fiscal: Em 2026, a fiscalização tributária continuará intensa. Revisar o regime tributário da empresa — Simples, Lucro Presumido ou Lucro Real — identificar créditos pendentes e mapear riscos fiscais é essencial. Empresas que investem em compliance reduzem o risco de autuações e fortalecem sua base para investimentos futuros.
  1. Custos e precificação: evite surpresas, conhecer o custo real de produtos e serviços é vital. Muitos negócios subestimam despesas fixas e indiretas, como encargos trabalhistas e depreciação, o que pode comprometer a rentabilidade. O planejamento de 2026 deve incluir análise de ponto de equilíbrio, revisão da estrutura de custos e definição de preços baseados em dados precisos, utilizando ferramentas de gestão que permitam controle de despesas e centros de custos.
  1. Cenário econômico e regulatório: fique atento às mudanças. O ambiente externo causa impacto diretamente os negócios. Em 2026, fatores como inflação, taxa Selic, Reforma Tributária (PEC 45/110) e novas exigências de ESG e legislação trabalhista devem influenciar decisões estratégicas. Monitorar essas variáveis ajuda a ajustar investimentos, planejar fluxo de caixa e antecipar mudanças que possam afetar operações e competitividade.
  1. Capital humano e eficiência operacional: Nenhuma estratégia prospera sem equipes capacitadas. Avaliar talentos, identificar gargalos, investir em treinamentos e criar processos eficientes é essencial para o crescimento sustentável. A retenção de profissionais-chave e a preparação da equipe para novas demandas garantem que a empresa possa executar planos estratégicos com segurança e produtividade. 

O planejamento para 2026 não é sobre adivinhar o futuro, mas agir com clareza e método. Negligenciar análises financeiras, fiscais, operacionais ou de pessoas aumenta o risco de definir metas irreais. Empresas que planejam com base em dados e estratégia sabem onde investir, onde crescer e até quando é necessário pausar projetos. O sucesso do próximo ano começa agora, com decisões conscientes e gestão inteligente.

Governança e compliance

Investir em governança corporativa e compliance não é apenas uma exigência legal, mas uma estratégia para proteger a empresa de riscos fiscais, trabalhistas e reputacionais. Processos bem estruturados e políticas internas claras ajudam a prevenir erros e fraudes, garantindo segurança para sócios, investidores e colaboradores.

Além disso, a governança eficiente facilita a adaptação às mudanças regulatórias e às novas exigências tributárias e contábeis. Empresas com compliance ativo conseguem reduzir passivos, melhorar a relação com órgãos fiscalizadores e se posicionar de forma competitiva no mercado.


Áreas de Livre Comércio

O modelo das Áreas de Livre Comércio cujo segue o padrão similar ao da Zona Franca de Manaus (ZFM), especialmente no que diz respeito aos benefícios tributários concedidos às empresas ali instaladas e as condições para sua utilização.

As Áreas de Livre Comércio são uma porta aberta para a economia tributária e expansão de negócios. Poucos sabem, no entanto, que o Brasil possui Áreas de Livre Comércio (ALCs) com incentivos fiscais robustos, voltados especialmente para quem atua com exportação e industrialização para fora do país. E em 2026, essas zonas especiais continuam sendo uma das alternativas mais eficazes para economizar com tributos federais e estaduais.

Mas, o que são as áreas de livre comércio (ALCs)?

As ALCs são regiões localizadas, principalmente no Norte do Brasil, criadas para:

  • Estimular o desenvolvimento regional;
  • Incentivar a industrialização e o comércio exterior;
  • Oferecer incentivos fiscais às empresas que operam com insumos, produtos ou serviços voltados à exportação.
  • Elas funcionam como mini zonas francas, com benefícios semelhantes aos da Zona Franca de Manaus, mas com regras específicas e adaptadas a cada região.


As Áreas de Livre Comércio, são boas opções de negócios se dão a partir de investimentos em matéria-prima local utilizando-se de incentivos fiscais semelhantes aos da Zona Franca de Manaus ou até mesmo da instalação de comércios atacadistas de produtos importados para atender às necessidades das populações locais e adjacentes.

Atualmente, as Áreas de Livre Comércio contempladas no perímetro do modelo Zona Franca de Manaus são as seguintes: Boa Vista e Bonfim, no Estado de Roraima; Guajará-Mirim, no Estado de Rondônia; Brasiléia, com extensão a Epitaciolândia, e Cruzeiro do Sul, no Estado do Acre; Tabatinga, no Estado do Amazonas; Macapá e Santana, no Estado do Amapá e Itajaí em Santa Catarina. 

Renata Palmeira é CEO do RêConecta News, executiva comercial e especialista em Logística, Comércio Exterior e Gestão de Pessoas. Com mais de 15 anos de experiência nos setores de vendas e logística, atua na gestão comercial, desenvolvimento de equipes e soluções logísticas integradas. Fundadora do portal RêConecta News, trabalha para ampliar a visibilidade e o posicionamento estratégico de empresas e profissionais de Comex e Logística, além de atuar como palestrante nas áreas de vendas, marketing e logística.

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Portos

Derrocagem no Porto de São Francisco do Sul é retomada para ampliar profundidade do berço

Os trabalhos de derrocagem de pedra submersa no Porto de São Francisco do Sul foram retomados nesta semana, marcando uma etapa decisiva para a melhoria da infraestrutura portuária. A intervenção ocorre próxima a um dos principais berços de atracação utilizados por navios graneleiros.

A obra é considerada uma das mais aguardadas pela comunidade portuária e está sendo executada de forma planejada, em duas fases, para reduzir impactos na operação do terminal.

Execução em etapas evita paralisações

A primeira etapa dos trabalhos foi realizada em janeiro e teve duração aproximada de um mês. A estratégia permitiu evitar a interrupção prolongada das operações no berço, especialmente durante o pico da safra de soja.

Com o encerramento do período de maior movimentação agrícola, a derrocagem foi retomada. O objetivo é remover um afloramento rochoso de 370 metros cúbicos, volume equivalente a cerca de cinco contêineres.

Mais profundidade e eficiência operacional

A rocha está localizada a 10,5 metros de profundidade, entre os berços 101 e 102. Após a remoção, a meta é alcançar 14 metros de profundidade no local, ampliando a capacidade operacional do porto.

Atualmente, as embarcações precisam realizar manobras adicionais durante o carregamento para evitar contato com a rocha, o que eleva o tempo de operação e gera custos extras que podem chegar a R$ 100 mil por atracação.

Com a nova profundidade, cada navio poderá embarcar até 1,5 mil toneladas adicionais de carga, aumentando a produtividade logística e reduzindo custos operacionais.

Técnica sem explosivos reduz impactos ambientais

A derrocagem submersa está sendo executada com métodos mecânicos de alta precisão, sem a utilização de explosivos, conforme exigência da licença ambiental do Ibama. Martelos de fundo e rompedores hidráulicos são utilizados para fragmentar a rocha, enquanto um guindaste realiza a retirada do material.

Essa metodologia garante maior segurança operacional e reduz significativamente os impactos ambientais, preservando o equilíbrio da área portuária.

Autoridades destacam ganhos para o Porto

Segundo o secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias, Beto Martins, o planejamento foi fundamental para viabilizar a obra sem comprometer as operações. Ele destaca que a intervenção representa um avanço importante para a eficiência do terminal.

Já o presidente do Porto de São Francisco do Sul, Cleverton Vieira, ressalta que a derrocagem tem impacto direto no desenvolvimento portuário de Santa Catarina, ao fortalecer a eficiência, a segurança da navegação e a sustentabilidade ambiental das operações.

FONTE: Porto de São Francisco do Sul
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Porto de São Francisco do Sul

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