Portos

Porto de São Sebastião implanta primeiro Port Community System do Brasil

O Porto de São Sebastião, no Litoral Norte de São Paulo, tornou-se o primeiro ativo portuário do Brasil a operar com um Port Community System (PCS). Desenvolvida pela Companhia Docas de São Sebastião (CDSS), a plataforma entrou em funcionamento em 14 de agosto e busca aumentar a eficiência logística, a transparência e a agilidade das operações, além de reduzir custos.

O PCS funciona como um ambiente digital compartilhado para o acompanhamento das atividades portuárias em tempo real. Empresas privadas, operadores e órgãos públicos podem aderir voluntariamente ao sistema, cadastrar informações operacionais e consultar dados disponibilizados por outros participantes da cadeia.

Segundo a CDSS, vinculada ao Governo do Estado de São Paulo, o sistema representa uma camada digital de dados e serviços compartilhados que integra o ecossistema informatizado do porto.

Plataforma reúne informações da operação portuária

A implantação do sistema digital portuário também aproveitou investimentos feitos anteriormente em soluções tecnológicas que já estavam em funcionamento. Essas ferramentas foram posteriormente integradas ao novo ecossistema.

A CDSS informa que, sem considerar os sistemas desenvolvidos antes da implantação do PCS, foram aplicados até o momento R$ 400 mil no aprimoramento do ecossistema portuário.

O presidente da companhia, Ernesto Sampaio, afirma que o acesso à plataforma é gratuito para os usuários e que novas funcionalidades serão incorporadas de maneira gradual. Atualmente, o sistema reúne 50 empresas e 47 usuários cadastrados.

O desenvolvimento do projeto começou aproximadamente três anos antes da entrada em operação. A proposta é reunir em um único ambiente informações que anteriormente permaneciam sob domínio da autoridade portuária ou eram obtidas de maneira fragmentada.

Com a digitalização, a expectativa é facilitar o compartilhamento desses dados entre os diferentes integrantes da comunidade portuária.

Menos burocracia e mais previsibilidade

Entre os benefícios esperados estão a redução de procedimentos manuais e da circulação de documentos físicos, além de maior previsibilidade para o fluxo de cargas.

A plataforma oferece recursos como:

  • acompanhamento de exigências regulatórias;
  • controle de pendências e documentos;
  • monitoramento do transporte terrestre de cargas;
  • gestão de acessos e agendamentos;
  • indicadores operacionais;
  • acompanhamento de custos.

Com as informações disponíveis em tempo real, os participantes podem se preparar antecipadamente para as próximas etapas das operações.

A previsão de encerramento do atendimento de um navio, por exemplo, pode ajudar operadores a organizar equipes. Agentes marítimos também podem acompanhar atracações e desatracações para coordenar atividades com a Praticagem e empresas de rebocadores.

Outro objetivo é reduzir a dispersão das comunicações. Informações que antes poderiam ser trocadas por telefone, e-mail ou aplicativos de mensagens passam a ficar concentradas em uma plataforma comum.

O PCS também possui integração com o Porto Sem Papel, sistema do Governo Federal. Dessa forma, os usuários poderão consultar informações dos dois ambientes por meio da plataforma, diminuindo a necessidade de acessar diferentes sistemas.

Desenvolvimento contou com participação do setor

A construção do Port Community System foi precedida por reuniões com representantes da comunidade portuária. Segundo Ernesto Sampaio, a CDSS realizou dezenas de encontros para identificar as principais demandas e estabelecer quais informações deveriam ser compartilhadas.

Participaram do processo profissionais das áreas de operações, Guarda Portuária e Tecnologia da Informação, além de representantes dos diversos segmentos envolvidos nas atividades do porto.

O levantamento também identificou dados já produzidos pelo sistema de gestão portuária que poderiam ser disponibilizados aos usuários. Informações internas e aquelas protegidas por sigilo comercial ficaram fora do compartilhamento.

A CDSS ressalta que o PCS não foi simplesmente adquirido como uma solução pronta. O sistema foi desenvolvido de forma conjunta com os integrantes da comunidade portuária e deverá continuar evoluindo conforme surgirem novas necessidades.

Sugestões de funcionalidades e melhorias poderão ser encaminhadas ao conselho consultivo para avaliação da autoridade portuária.

Projeto de PCS em Santos foi interrompido

A implantação do sistema em São Sebastião ocorre após outras iniciativas para levar o PCS aos portos brasileiros.

Em 2023, o Ministério de Portos e Aeroportos selecionou Santos, Itajaí (SC), Suape (PE) e Rio de Janeiro (RJ) para um projeto-piloto apoiado pelo governo britânico. O trabalho seria desenvolvido pela Universidade de São Paulo (USP), por meio do Instituto de Tecnologia de Software e Serviços (ITS), com recursos do Reino Unido.

De acordo com Angelino Caputo, presidente-executivo da Associação Brasileira de Terminais e Recintos Alfandegados (Abtra), as discussões sobre a implantação do modelo no Brasil começaram por volta de 2018, no contexto das iniciativas relacionadas ao Acordo Mundial de Facilitação do Comércio, estabelecido pela Organização Mundial do Comércio (OMC) em 2013.

Segundo Caputo, o projeto contava inicialmente com recursos do Prosperity Fund UK, mas o financiamento foi reduzido. A iniciativa chegou a mapear processos e previa um projeto-piloto em Santos, mas acabou sendo interrompida durante a pandemia.

A Autoridade Portuária de Santos (APS) informou à Reportagem que atualmente não possui projeto para implantação do PCS. Segundo a companhia, o estudo para implementar um programa com esse nome deixou de ser discutido em 2021.

Abtra destaca impacto na competitividade

Para a Abtra, a adoção do Port Community System pode gerar ganhos para toda a cadeia logística. O modelo é utilizado na Europa há cerca de quatro décadas e tem como característica conectar os diferentes sistemas empregados por terminais, autoridades, praticagem, despachantes e prestadores de serviços.

Caputo explica que o PCS não substitui as ferramentas utilizadas individualmente por cada participante. A função é criar uma camada de integração capaz de permitir a troca de informações entre esses sistemas.

Na avaliação do executivo, esse compartilhamento pode aumentar a velocidade das operações, melhorar a segurança das informações, preservar o sigilo comercial e reduzir erros de inserção de dados.

O impacto também pode alcançar a competitividade dos portos e contribuir para a redução do chamado Custo Brasil. Para a associação, a finalidade do sistema é facilitar a comunicação entre os agentes e acelerar o fluxo logístico, e não ampliar o controle governamental sobre empresas privadas.

Segundo Caputo, embora diferentes portos possuam sistemas próprios de relacionamento com suas comunidades portuárias, o Porto de São Sebastião é atualmente o único no Brasil com um PCS desenvolvido de acordo com os padrões reconhecidos pela International Port Community Systems Association (IPCSA).

FONTE: A Tribuna
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Semil

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Especialista

O que a Transamazônica me ensinou e que hoje levo para a gestão da frota

Por Fábio Lins

Minha história na logística começou muito antes de ocupar uma posição de gestão. Comecei como ajudante de motorista, conciliando uma rotina pesada de trabalho e estudos. Foi na estrada que tive minhas primeiras experiências com o transporte e comecei a entender, na prática, os desafios que envolvem uma operação logística.

Hoje, atuo como gestor comercial, de projetos e de frota na Sigatrans Logística. Depois de cerca de 30 anos no setor, percebo que grande parte da visão profissional que tenho atualment foi construída justamente durante os anos em que estive na operação.

Ao longo dessa trajetória, percorri o Brasil de norte a sul, literalmente do Chuí ao Oiapoque. Em 2010, vivi uma das experiências mais marcantes: a Transamazônica.

Enfrentei longos trechos de estrada de chão, percursos em que cerca de 60 quilômetros podiam representar 12 horas de viagem, além de situações de insegurança e dificuldades em regiões como Barra do Corda, onde passei por áreas de reserva indígena.

Essas experiências me ensinaram algo que continua presente na minha rotina: distância não é apenas quilometragem. É tempo, combustível, desgaste, manutenção, risco e custo.

Hoje, esse conhecimento prático contribui diretamente para minhas decisões na gestão de frota. Consigo olhar para números de distância, consumo e despesas dos veículos considerando também a realidade encontrada nas rotas.

Da operação para a gestão

A mudança da operação para a gestão também transformou minha forma de enxergar as pessoas.

Durante minha trajetória, vivi situações difíceis e até humilhações dentro de empresas e transportadoras. Quando passei a liderar, escolhi fazer diferente.

A empatia se tornou uma ferramenta indispensável de gestão. Antes de cobrar um resultado, procuro entender a dificuldade de quem está na ponta. O motorista enfrenta condições de estrada, pressão, imprevistos e longas jornadas. Conhecer essa realidade muda a maneira de tomar decisões.

Essa experiência também reforçou uma convicção: logística é feita por pessoas antes de ser feita por caminhões.

Três aprendizados de 30 anos de logística

Minha experiência profissional pode ser resumida em três aprendizados:

1. Pessoas vêm antes da operação.
Uma frota eficiente depende de uma equipe preparada e de uma gestão próxima.

2. Comercial e operação precisam caminhar juntos.
Prometer ao cliente é fácil quando não se conhece a realidade operacional. O resultado acontece quando as duas áreas trabalham alinhadas.

3. Quem conhece a estrada conhece melhor o cliente.
A experiência prática ajuda a compreender prazos, rotas, custos e dificuldades que nem sempre aparecem em uma planilha.

Não acredito em operação perfeita. Acredito em equipes preparadas, gestão presente e pessoas dispostas a resolver problemas.

Depois de três décadas na logística, minha experiência na estrada continua sendo uma ferramenta importante para a gestão. A diferença é que, hoje, ela se soma aos indicadores, aos projetos e aos números necessários para uma tomada de decisão mais precisa.

A Transamazônica, as longas viagens e as rotas difíceis foram uma espécie de faculdade prática. E é esse conhecimento que continuo levando comigo todos os dias: entender a estrada para compreender a operação, os custos, o cliente e, principalmente, as pessoas que fazem a logística acontecer.

Fábio Lins é profissional do setor de transporte e logística, com 30 anos de experiência e uma trajetória construída da operação à gestão. Formado em Gestão Comercial, atualmente, integra a Sigatrans Logística, aliando conhecimento prático, experiência em gestão e visão estratégica para o desenvolvimento de soluções logísticas eficientes.

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Portos

Quando o navio espera, o Brasil paga: os gargalos que travam a logística

ReConecta News acompanhou o 5º Fórum Conexão Porto e Indústria que debateu os impactos dos gargalos portuários no Custo Brasil e os investimentos necessários para ampliar a eficiência logística.

Os gargalos de infraestrutura e os impactos econômicos provocados pela espera de navios nos portos brasileiros estiveram no centro dos debates do 5º Fórum Conexão Porto e Indústria, realizado na sexta-feira (4), em Santos (SP). Promovido pela RECORD Litoral e Vale, em parceria com a RECORD News, o encontro reuniu autoridades, instituições, empresas e representantes de diferentes segmentos ligados à logística e ao comércio exterior.

O ReConecta News esteve presente acompanhando as discussões, com cobertura dos principais debates e dos temas que impactam diretamente a competitividade do comércio exterior brasileiro.

O ponto central do fórum foi o chamado Custo Brasil e a necessidade de reduzir ineficiências que encarecem a operação logística. Entre os assuntos discutidos esteve o custo gerado pelas filas de navios e pela limitação da infraestrutura portuária diante do crescimento da demanda.

O Porto de Santos (SP), principal complexo portuário do país, vem registrando volumes históricos de movimentação. Só nesse ano já movimentou mais de 186 milhões de toneladas – quantidade histórica. O cenário reforça a necessidade de investimentos em infraestrutura, acessos e eficiência operacional para garantir que o crescimento da movimentação seja acompanhado pela capacidade de atendimento, não apenas em Santos, mas em todos os portos do país.

Monitoramento da saturação portuária

A abertura do evento contou com palestra do ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, que apresentou investimentos realizados pelo governo e anunciou a criação de um novo grupo de trabalho voltado ao monitoramento da saturação portuária.

Segundo o ministro, a iniciativa deverá avaliar a demanda, a capacidade instalada e o nível de serviço dos portos brasileiros, permitindo identificar gargalos e apontar soluções. “O resultado desse grupo de trabalho vai justamente apontar as demandas, a capacidade instalada e as soluções necessárias para os portos, não apenas o Porto de Santos, mas para todos os portos do Brasil.”

A proposta é ampliar a capacidade de planejamento do setor e antecipar problemas que possam comprometer o fluxo de cargas nos próximos anos.

Eficiência agora e grandes obras para o futuro

O fórum foi dividido em dois painéis. O primeiro tratou da eficiência operacional e das medidas que podem ser adotadas no curto prazo para melhorar o desempenho dos portos.

Já o segundo debateu grandes obras e projetos de infraestrutura, considerando investimentos de maior porte e prazos mais longos de implantação. Durante as discussões, o presidente da Autoridade Portuária de Santos, Anderson Pomini, destacou a necessidade de pensar a estrutura portuária para as próximas décadas, com investimentos tanto no canal de navegação quanto nos acessos terrestres. A visão de longo prazo considera a necessidade de garantir maior agilidade para a entrada e saída de navios, além da melhoria das áreas secas e das vias de acesso ao complexo portuário.

Diálogo entre setor público e iniciativa privada

Outro ponto que ganhou destaque ao longo do encontro foi a necessidade de ampliar o diálogo entre empresas, terminais, entidades e poder público. A avaliação compartilhada durante o fórum é de que a construção de soluções para os gargalos logísticos depende de uma atuação coordenada entre os diferentes atores envolvidos na cadeia.

Para o ReConecta News, acompanhar esse tipo de debate é também uma forma de aproximar o mercado das discussões que definem os rumos da infraestrutura brasileira. Renata Palmeira, CEO do ReConecta News, destaca a importância de estar próximo dos principais debates do setor. “O ReConecta tem como propósito conectar pessoas, empresas e informações que movimentam o comércio exterior e a logística. Estar presente em um fórum como este é fundamental para acompanhar de perto as discussões que impactam toda a cadeia e levar ao nosso público os principais desafios, oportunidades e caminhos apontados pelos especialistas e autoridades.”

O debate realizado em Santos reforçou que a eficiência portuária não é uma questão restrita aos terminais. Os impactos alcançam toda a cadeia logística e podem refletir diretamente nos custos das empresas, na competitividade das exportações e importações e, consequentemente, na economia brasileira.

Com o aumento da movimentação de cargas e a perspectiva de crescimento da demanda, o desafio é encontrar um equilíbrio entre ações imediatas de eficiência e investimentos estruturantes de longo prazo.

TEXTO E IMAGENS: ReConecta News

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Inovação, Logística, Transporte

Sigatrans lança novo site e oferece diagnóstico logístico gratuito para ajudar empresas a reduzir custos e ganhar eficiência

A transformação digital também chegou ao relacionamento entre operadores logísticos e seus clientes. Com foco em oferecer uma experiência mais estratégica desde o primeiro contato, a Sigatrans acaba de lançar seu novo site, uma plataforma que vai além da apresentação institucional e passa a funcionar como um canal de relacionamento, conteúdo e geração de oportunidades de negócios.

A principal novidade é o Diagnóstico Logístico Gratuito, ferramenta criada para que empresas possam identificar gargalos operacionais, reduzir desperdícios e encontrar alternativas para tornar suas operações mais eficientes, sem qualquer custo ou compromisso de contratação.

Segundo Gabriel Angonese, executivo comercial da Sigatrans, o novo portal acompanha o momento de crescimento da empresa e reforça sua proposta de atuar como parceira estratégica dos clientes. “Nosso objetivo é deixar de ser apenas um fornecedor de transporte e nos tornar um parceiro estratégico para o crescimento dos nossos clientes.”

Diagnóstico identifica oportunidades de melhoria

Disponível diretamente no site, o Diagnóstico Logístico Gratuito permite que empresas agendem uma reunião em data e horário de sua preferência. Durante o encontro, especialistas da Sigatrans analisam a operação, identificam pontos críticos, avaliam processos e apresentam recomendações personalizadas de acordo com a realidade de cada negócio.

A iniciativa atende uma demanda cada vez mais presente no mercado: empresas que cresceram ao longo dos anos, mas que nem sempre revisaram seus processos logísticos de forma estratégica. Isso pode resultar em custos elevados, baixa previsibilidade nas entregas, falhas na gestão de transportadores e pouca integração entre etapas da cadeia logística.

Mesmo sem a contratação dos serviços da empresa, o diagnóstico entrega informações que podem contribuir para decisões mais assertivas e maior competitividade das operações.

Da cotação à consultoria

Ao apostar em uma abordagem consultiva, a Sigatrans busca romper com o modelo tradicional de propostas comerciais baseadas apenas em preço. Antes de apresentar uma solução, a empresa procura compreender a realidade operacional do cliente para desenvolver um projeto alinhado às suas necessidades.

A estratégia reforça o posicionamento da transportadora em um mercado que exige cada vez mais eficiência, previsibilidade e personalização dos serviços logísticos. “Primeiro entendemos a operação, ouvimos o cliente, analisamos seus desafios e somente depois construímos uma solução logística sob medida,” destaca Gabriel.

Canal de relacionamento e novos negócios

Além da nova ferramenta, o site também reúne informações sobre os serviços, estrutura operacional e diferenciais da Sigatrans, facilitando o contato com empresas que buscam parceiros para operações dedicadas, transporte de contêineres, cargas industriais e outras soluções logísticas.

Com a nova plataforma, a expectativa da empresa é fortalecer o relacionamento com clientes desde a identificação dos desafios logísticos, criando conexões mais próximas e oportunidades para parcerias de longo prazo.

A iniciativa acompanha a evolução do setor, no qual tecnologia, inteligência operacional e atendimento consultivo tornam-se fatores decisivos para empresas que buscam mais eficiência, redução de custos e maior competitividade em suas cadeias de suprimentos.

Quem somos

Com mais de uma década de atuação no mercado, a Sigatrans se consolidou como uma referência em soluções logísticas integradas, oferecendo serviços de transporte de contêineres, cargas dedicadas, armazenagem e operações de cross-docking para empresas de diversos segmentos.

A empresa conta com uma frota própria de mais de 30 caminhões novos, mais de 35 mil metros quadrados de área de armazenagem e uma estrutura operacional estrategicamente distribuída em Itajaí (SC), Garuva (SC), São José dos Pinhais (PR), Campinas (SP) e Porto Alegre (RS), garantindo agilidade e eficiência no atendimento em importantes corredores logísticos do país.

Com investimentos contínuos em tecnologia, infraestrutura e qualificação da equipe, a Sigatrans reforça seu compromisso de atuar não apenas como transportadora, mas como parceira estratégica na otimização das operações de seus clientes.

Texto e imagens: ReConecta News

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Transporte

Move Brasil 2: CMN regulamenta programa com R$ 21,2 bilhões para crédito de ônibus e caminhões

O Conselho Monetário Nacional (CMN) oficializou a regulamentação da Medida Provisória nº 1.353/2026, que inaugura a nova etapa do Move Brasil 2, programa voltado ao financiamento de ônibus e caminhões. A iniciativa contará com R$ 21,2 bilhões, somando R$ 14,5 bilhões do Tesouro Nacional e R$ 6,7 bilhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Desse total, R$ 2 bilhões serão destinados exclusivamente a caminhoneiros autônomos, enquanto outros R$ 2 bilhões serão aplicados em linhas de ônibus.

Objetivo: modernização da frota e eficiência logística

De acordo com o Ministério da Fazenda, o programa busca facilitar o acesso ao crédito com condições favorecidas para transportadores autônomos, cooperativas, empresários individuais e empresas do setor. A proposta também visa impulsionar a modernização da frota, aumentar a eficiência logística e reduzir a emissão de poluentes.

As operações de financiamento ocorrerão de forma indireta, por meio de instituições financeiras credenciadas pelo BNDES, que assumirão o risco das concessões.

Quem pode participar do Move Brasil 2

A nova fase contempla diferentes perfis do setor de transporte:

  • Transportadores autônomos de carga e pessoas físicas vinculadas a cooperativas
  • Empresários individuais
  • Empresas de transporte rodoviário e urbano de cargas e passageiros

Taxas de juros variam conforme perfil e sustentabilidade

As taxas de financiamento foram definidas de acordo com o perfil do tomador e critérios ambientais:

  • 1% ao ano: autônomos que comprarem veículos novos ou seminovos com comprovação de sucateamento
  • 2% ao ano: autônomos que adquirirem seminovos sem contrapartida ambiental
  • 3% ao ano: empresas que comprarem veículos novos com sucateamento comprovado
  • 5,5% ao ano: empresas sem exigência ambiental

Já as taxas das instituições financeiras seguem estes limites:

  • até 8,8% ao ano para autônomos
  • até 3% ao ano para empresas
  • até 1,25% ao ano para o BNDES

Prazos e limites de financiamento

Os prazos foram ajustados para atender demandas do setor:

  • até 120 meses, com carência de até 12 meses, para transportadores autônomos
  • até 60 meses, com até 6 meses de carência, para empresas

O valor máximo de financiamento permanece em R$ 50 milhões por beneficiário.

Critérios ambientais e exigências técnicas

O programa reforça a adoção de critérios de sustentabilidade, com destaque para o descarte adequado de veículos antigos, o que garante taxas mais baixas. Também serão exigidos:

  • uso de conteúdo nacional nos veículos financiados
  • conformidade com padrões de emissão do Proconve

Segundo a Fazenda, a iniciativa integra a estratégia federal de fortalecimento do setor de transporte, promovendo maior resiliência econômica, redução de custos operacionais e avanço na sustentabilidade ambiental.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Logística

Navegação noturna no RS marca avanço histórico na logística hidroviária após 42 anos

O Rio Grande do Sul registrou um marco inédito em sua logística hidroviária nesta quarta-feira (15). Pela primeira vez em mais de quatro décadas, uma embarcação de grande porte realizou navegação noturna, consolidando avanços na infraestrutura e na eficiência do transporte pelo sistema de hidrovias.

Operação histórica impulsiona transporte hidroviário

O feito foi protagonizado pelo navio PGC Taormina, que chegou a Porto Alegre após partir do Porto de Rio Grande na tarde do dia anterior. A travessia durante a noite simboliza uma nova etapa na modernização do setor no Estado.

A operação só foi possível graças a investimentos em dragagem e melhorias na sinalização náutica, dentro do Plano Rio Grande — programa estadual voltado à reconstrução e ao fortalecimento da infraestrutura logística.

Redução no tempo de viagem e ganho de eficiência

Com carga de cerca de 1.600 toneladas de gás bruto (C4), a embarcação, de bandeira de Malta, saiu de Aratu (BA) com destino ao terminal da Braskem, na capital gaúcha.

A navegação noturna representa um avanço significativo ao permitir a redução de até dois dias no tempo de deslocamento. Esse ganho operacional impacta diretamente o custo do frete e contribui para maior competitividade no setor.

Integração logística fortalece competitividade

A iniciativa reforça a importância da integração entre modais e amplia o papel das hidrovias como eixo estratégico da logística no Rio Grande do Sul. A otimização do transporte também favorece a movimentação de cargas líquidas, ampliando as possibilidades operacionais do Porto de Porto Alegre.

Além disso, a redução de custos logísticos pode refletir no preço final de produtos ao consumidor, fortalecendo a economia regional.

Trabalho conjunto garantiu sucesso da operação

O sucesso da navegação noturna envolveu planejamento técnico iniciado há cerca de três meses, após a liberação do canal para grandes embarcações.

A ação contou com a atuação integrada de diferentes instituições, incluindo autoridades marítimas, operadores portuários e equipes de praticagem. A coordenação entre os órgãos foi essencial para garantir segurança e eficiência durante todo o trajeto.

Investimentos em infraestrutura viabilizam avanço

A melhoria contínua das condições de navegação, com ações de manutenção de canais, dragagem e modernização da sinalização, foi determinante para viabilizar a operação.

Os investimentos em infraestrutura asseguram padrões de segurança adequados e abrem caminho para a ampliação das operações noturnas no Estado.

Novo capítulo para o setor portuário gaúcho

A retomada da navegação noturna para navios de grande porte representa um avanço estratégico para o setor portuário. A iniciativa amplia a capacidade operacional, reduz custos e fortalece a posição do Rio Grande do Sul no cenário logístico nacional.

Com isso, o Estado dá um passo importante rumo a um sistema de transporte mais eficiente, integrado e competitivo.

FONTE: Governo do Estado do Rio Grande do Sul
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ascom Portos RS

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Portos

Superporto no Brasil vai receber navios gigantes e impulsionar comércio internacional

O Brasil, que perde bilhões todos os anos por gargalos de infraestrutura, dá um passo importante para o comércio exterior. As obras de ampliação em portos estratégicos, como o Porto de Itapoá (SC) e as dragagens em Santos (SP), estão sendo concluídas antes do prazo, preparando o país para receber navios gigantes de 366 metros, conhecidos como New Panamax.

A modernização desses terminais não apenas aumenta a capacidade de movimentação de cargas, como também posiciona o Brasil na rota das principais linhas de navegação global, deixando de ser apenas um destino secundário.

Navios colossais: o que são e por que importam

Um navio New Panamax de 366 metros é comparável a mais de três campos de futebol enfileirados ou a um prédio de 120 andares deitado. Cada um desses gigantes do mar pode transportar até 15.000 contêineres, aumentando significativamente a eficiência do comércio internacional.

A chegada desses navios ao litoral brasileiro representa não apenas avanço tecnológico, mas também um impacto direto na competitividade do país no mercado global, tornando exportações mais rápidas e baratas.

Dragagem e alargamento: obras essenciais para operação segura

Para que esses supernavios possam atracar, os portos precisam de calado profundo e canais de acesso mais largos. As obras de aprofundamento em Santos e ampliação em Itapoá garantem a segurança das manobras e permitem que os navios operem com carga máxima.

Além de fortalecer a logística, algumas intervenções, como a recuperação de faixas de areia, podem beneficiar o turismo local. No entanto, o foco principal continua sendo econômico: aumentar a eficiência e reduzir perdas no transporte de cargas.

Impacto econômico para produtores e consumidores

O efeito dessas obras é sentido em todo o país. Com portos capazes de receber navios maiores, o custo do frete internacional por contêiner diminui, reduzindo o chamado “Custo Brasil”. Isso torna produtos como a soja do Mato Grosso e manufaturados de São Paulo mais competitivos em mercados da Ásia e da Europa.

A ANTAQ (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) acompanha de perto o setor, garantindo que os ganhos logísticos se reflitam em maior eficiência e menor custo para produtores e consumidores.

Brasil preparado para o novo ciclo global

Com terminais privados entregando obras antecipadas e concessões públicas em andamento, o país demonstra preparo para um novo ciclo do comércio internacional. A capacidade de receber navios colossais não é apenas um diferencial: é uma exigência para competir globalmente.

Para acompanhar o andamento das obras, o site do Porto de Santos disponibiliza atualizações constantes sobre dragagens, ampliações e modernizações dos terminais.

FONTE: BMC News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/BMC News

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Logística

Flexibilidade na logística impulsiona agilidade e competitividade

O setor logístico brasileiro está em plena transformação, impulsionado por consumidores que exigem entregas mais rápidas e personalizadas e por demandas cada vez maiores do mercado corporativo. Empresas do segmento têm adotado modelos operacionais flexíveis como forma de se diferenciar e responder rapidamente a cenários dinâmicos.

O Third-Party Logistics Study 2025 aponta que 61% dos emissores e 73% dos operadores logísticos consideram o gerenciamento de mudanças um fator crítico no mercado atual, evidenciando a importância da adaptação e da flexibilidade nas operações frente às pressões do mercado e às expectativas dos clientes.

Flexibilidade como diferencial competitivo

Conceitos como versatilidade, adaptabilidade e flexibilidade tornaram-se essenciais na estruturação de serviços logísticos modernos. Empresas como a Cargocenter têm ajustado rotas, prazos e processos conforme a necessidade do cliente, mantendo a qualidade e garantindo eficiência operacional.

Especializadas em transporte de cargas expressas e soluções personalizadas, essas empresas exemplificam como a logística ágil se tornou um diferencial estratégico. A Cargocenter, que atua no transporte aéreo e rodoviário de cargas, organiza suas operações para responder rapidamente a demandas emergenciais, comuns em operações de alto desempenho.

Flexibilidade operacional e gestão da qualidade

Segundo conceitos de gestão da qualidade, a flexibilidade logística permite ajustar atividades sem comprometer conformidade, rastreabilidade ou desempenho, desde que padrões sejam monitorados.

Estudos da Science Direct destacam que a flexibilidade está ligada à melhoria na qualidade de serviço e à capacidade de resposta em ambientes incertos. Processos adaptáveis aumentam a satisfação do cliente, mesmo diante de condições de mercado instáveis.

Desafios e estratégias no transporte de cargas

No transporte de cargas, fatores externos como trânsito, condições climáticas e atuação de terceiros tornam a adaptabilidade operacional ainda mais relevante. Para manter eficiência, empresas investem em tecnologia, monitoramento e capacitação de equipes, garantindo decisões rápidas e assertivas.

Michael Boff, diretor da Cargocenter, afirma:

“Para nós, a flexibilidade vai muito além: é cultura organizacional, é competência comportamental, refere-se à integração de capacidades da empresa que se refletem no desempenho percebido por clientes e parceiros.”

Flexibilidade e eficiência em entregas expressas

Em operações super expressas, padrões rígidos podem comprometer respostas a situações emergenciais. A gestão que equilibra flexibilidade e padrões de qualidade permite cumprir prazos, manter segurança operacional e oferecer níveis consistentes de serviço, mesmo em condições variáveis.

Competitividade e capacidade de adaptação

Em um mercado logístico cada vez mais complexo, manter capacidade de adaptação contínua é essencial para a competitividade. Empresas que alinham processos às mudanças do mercado e às necessidades dos clientes conseguem se destacar, garantindo eficiência e qualidade ao longo do tempo.

FONTE: Terra
TEXTO: Redação
IMAGEM: FreePik / DINO

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Portos

Porto de Santos investe em logística verde e se consolida como “Porto do Futuro”

O Porto de Santos, no litoral de São Paulo, passa por uma profunda transformação que une tecnologia de ponta e responsabilidade ambiental. Em linha com as diretrizes do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), a Autoridade Portuária de Santos (APS) implementa projetos que incluem redes 5G, Gêmeos Digitais (Digital Twin) e fornecimento de energia limpa para navios atracados.

O objetivo é consolidar o maior complexo portuário do hemisfério sul como um Porto Inteligente (Smart Port), seguindo padrões internacionais de eficiência logística e sustentabilidade energética.

Crescimento alinhado à sustentabilidade

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, as iniciativas em Santos mostram que desenvolvimento e preservação ambiental podem caminhar juntos.
“Estamos vendo a materialização do conceito de ‘Porto do Futuro’. Ao investir em tecnologia como 5G e energia limpa, o Porto de Santos opera com máxima eficiência logística e lidera a agenda de descarbonização”, afirma o ministro.

O secretário nacional de Portos, Alex Ávila, destaca o ganho operacional. “A implementação do VTMIS e dos Gêmeos Digitais eleva o nível de gestão do porto, trazendo segurança e previsibilidade. Transformamos nosso principal ativo logístico em um hub inteligente e sustentável, alinhado aos portos mais avançados do mundo”, explica Ávila.

Monitoramento digital e conectividade

A segurança e fluidez da navegação são pilares da modernização. A APS está em processo de contratação do VTMIS (Vessel Traffic Management Information System), sistema que funciona como uma “torre de controle do mar”, usando radares, câmeras e sensores para monitorar o tráfego de embarcações em tempo real.

A rede privativa 5G e os Gêmeos Digitais permitem simular cenários operacionais, prever manutenções e otimizar o fluxo logístico. Com isso, é possível reduzir gargalos, custos e aumentar a eficiência de toda a cadeia portuária.

Logística de baixo carbono

O Porto de Santos avança também na eletrificação do cais, por meio do sistema Onshore Power Supply, que permite aos navios desligar motores a combustão ao atracarem, conectando-se à rede elétrica do porto. A iniciativa reduz emissões de gases de efeito estufa e o ruído na região.

A energia utilizada é 100% renovável, proveniente da Usina Hidrelétrica de Itatinga, gerida pela APS. O projeto inclui estudos para a produção de hidrogênio verde (H2V), combustível do futuro que poderá abastecer máquinas e veículos do complexo.

Incentivos e políticas verdes

Para estimular a adesão a práticas sustentáveis, a APS prorrogou e ampliou descontos tarifários para navios verdes, avaliados pelo Índice Ambiental de Navios (ESI). A medida beneficia embarcações com menor impacto ambiental e reforça o compromisso do governo federal com a descarbonização da logística.

O Ministério de Portos e Aeroportos destaca que o modelo de Santos serve de referência, provando que é possível aumentar a movimentação de cargas enquanto se investe em inovação tecnológica e proteção ambiental.

FONTE: Santa Portal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Vosmar Rosa/MPor

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Inovação

Gestão da cadeia de custódia pode elevar segurança no transporte de cargas

A evolução das operações logísticas tem reforçado a importância de uma gestão mais profissionalizada da cadeia de custódia, especialmente em setores que movem produtos sensíveis, de alto valor e sujeitos a regulamentações específicas. Com diversas etapas de circulação e inúmeras interfaces operacionais, manter a integridade da carga depende cada vez mais do uso de tecnologias capazes de fornecer visibilidade contínua e dados confiáveis.

A Fractal, focada em segurança tecnológica para cadeias logísticas, destaca que integrar sensores, sistemas de rastreabilidade e análises de eventos oferece um controle mais inteligente do percurso, apoiando empresas na prevenção de perdas, na garantia de conformidade e no atendimento aos padrões exigidos pelo mercado.

Para José Roberto Mesquita, diretor executivo da empresa, a digitalização se tornou uma aliada estratégica da governança logística. “A inspeção visual já não é suficiente para sustentar operações complexas. Quando dispositivos e plataformas se comunicam, é possível validar cada etapa da custódia e responder rapidamente a inconsistências operacionais”, afirma.

Segundo o executivo, a gestão orientada a dados fortalece auditorias, reduz incertezas e melhora a tomada de decisão. “Informações estruturadas permitem identificar e corrigir desvios antes que se transformem em prejuízos. A prevenção passa a ser resultado de monitoramento inteligente, não apenas de intervenção reativa”, explica Mesquita.

A Fractal ressalta que interoperabilidade e histórico auditável ampliam a confiabilidade das operações, modernizando rotinas e contribuindo para uma logística mais segura, eficiente e alinhada a padrões nacionais e internacionais.

A empresa reforça que profissionalizar a cadeia de custódia é um movimento essencial para quem deseja garantir previsibilidade, proteger ativos e manter a continuidade operacional em um ambiente de negócios cada vez mais exigente.

TEXTO E IMAGEM: DIVULGAÇÃO FRACTAL

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