Transporte

Hidrovia do Rio São Francisco terá gestão da Codeba por 25 anos após acordo com o governo federal

A administração da Hidrovia do Rio São Francisco será transferida para a Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba), conforme acordo firmado entre o Ministério de Portos e Aeroportos e o governo baiano. A parceria terá duração de 25 anos e prevê a descentralização da gestão da via navegável, da Eclusa de Sobradinho e das Instalações Portuárias Públicas de Pequeno Porte (IP4) incluídas no convênio.

A formalização do acordo está prevista para esta quarta-feira (4), às 17h, e estabelece uma nova estrutura de administração para um dos principais corredores hidroviários do Nordeste e do Sudeste brasileiro.

Com a transferência, a Codeba ficará responsável pela administração, operação, manutenção, conservação, recuperação e reposição das estruturas contempladas no acordo.

Gestão da hidrovia abrangerá 1.371 quilômetros do Rio São Francisco

O trecho incluído no projeto possui aproximadamente 1.371 quilômetros de extensão, conectando Pirapora, em Minas Gerais, ao polo formado por Juazeiro, na Bahia, e Petrolina, em Pernambuco.

A estrutura também contempla a Eclusa de Sobradinho, considerada importante para as condições de navegação no rio e para a movimentação de embarcações ao longo do corredor.

A descentralização busca estabelecer uma gestão mais próxima das necessidades operacionais da hidrovia, permitindo ações voltadas à melhoria da infraestrutura, da segurança e das condições de navegabilidade.

Agronegócio concentra potencial de cargas para transporte hidroviário

Os estudos da Codeba apontam diferentes oportunidades para ampliar o transporte de mercadorias pelo Rio São Francisco.

Entre as principais cargas identificadas estão a gipsita, utilizada na agricultura e na construção civil, o caroço de algodão, a soja e o milho.

Também existe potencial para movimentar outros produtos, como ração animal, biocombustíveis e açúcar destinado ao abastecimento do mercado interno.

A ampliação dessas operações poderá fortalecer a integração logística entre áreas produtoras de Minas Gerais, Bahia e Pernambuco, oferecendo uma alternativa para o transporte de produtos agrícolas e industriais.

Hidrovia pode fortalecer a agricultura familiar na região

A estruturação do corredor hidroviário também apresenta importância econômica e social para os municípios localizados em sua área de influência.

Dados do Censo Agropecuário de 2017, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e disponibilizados pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), indicam que cinco municípios do corredor logístico entre Minas Gerais, Bahia e Pernambuco reúnem aproximadamente 10,6 mil estabelecimentos de agricultura familiar.

Esse número representa 63,87% do total de estabelecimentos agropecuários dessas localidades.

O fortalecimento da navegação comercial poderá contribuir para melhorar as condições de escoamento da produção regional, além de ampliar as possibilidades de integração econômica entre os municípios atendidos pela hidrovia.

Governo busca recuperar navegação comercial no Rio São Francisco

Segundo o Ministério de Portos e Aeroportos, a transferência da administração para a Codeba faz parte de uma estratégia para estimular a retomada e o desenvolvimento da navegação comercial no Rio São Francisco.

A iniciativa pretende melhorar as condições de navegabilidade, reforçar a segurança das operações e aprimorar a organização administrativa da infraestrutura hidroviária.

Em manifestação oficial, o ministério destacou o papel estratégico do rio para a integração regional e para o transporte de cargas e passageiros entre municípios de Minas Gerais, Bahia e Pernambuco.

Com a vigência de 25 anos, o convênio estabelece uma nova etapa para a gestão da hidrovia, que poderá ampliar sua participação na logística regional e no escoamento da produção agropecuária.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Criada por IA

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