Internacional

Rússia volta a atacar Kiev após pausa durante visita de enviados dos EUA

A Rússia retomou os ataques contra Kiev nesta terça-feira, após uma breve interrupção durante a visita de negociadores de paz dos Estados Unidos à Ucrânia. O bombardeio com drones e mísseis deixou cinco mortos na capital, segundo o prefeito Vitali Klitschko, e provocou incêndios em diferentes pontos da cidade.

As autoridades ucranianas informaram que pelo menos 14 edifícios foram atingidos. Entre os locais danificados estão um dormitório, uma escola, uma clínica e depósitos.

“Kiev estava explodindo e pegando fogo”, afirmou Katarina Mathernova, embaixadora da União Europeia na Ucrânia.

Ataques deixam mortos e dezenas de feridos

Duas das vítimas morreram após um ataque contra um depósito, elevando para cinco o número de mortos em Kiev. Segundo as autoridades locais, aproximadamente 30 pessoas ficaram feridas durante a ofensiva.

Em outro ponto da capital, um drone russo atingiu parcialmente o edifício de uma emissora de televisão ucraniana, de acordo com o presidente Volodymyr Zelenskiy.

A ofensiva também atingiu outras áreas do país. O primeiro-ministro Sergii Koretskyi afirmou que, além de Kiev, outras oito regiões foram atacadas.

Na região de Sumy, no norte da Ucrânia, drones russos atingiram um trem, levando à retirada de aproximadamente 100 pessoas. Já nos arredores de Odessa, no Mar Negro, um ataque contra um mercado deixou três feridos, segundo o governador regional.

Rússia retoma ofensiva após passagem de negociadores dos EUA

A nova onda de ataques ocorreu depois que os enviados do governo dos Estados Unidos, Jared Kushner e Steve Witkoff, deixaram Kiev no domingo. Eles haviam se reunido com Zelenskiy como parte dos esforços do governo de Donald Trump para avançar nas negociações e tentar encerrar a guerra entre Rússia e Ucrânia, que já dura quatro anos e meio.

A visita dos representantes norte-americanos aconteceu após reuniões em Moscou. Na sequência, o Kremlin afirmou que não descartava a possibilidade de retomada das negociações envolvendo Rússia, Ucrânia e Estados Unidos.

Durante três dias, Moscou e Kiev haviam interrompido os ataques contra as respectivas capitais para garantir a segurança dos negociadores norte-americanos.

Ucrânia pede mais pressão sobre Moscou

O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, acusou o presidente russo Vladimir Putin de ordenar um novo ataque em larga escala logo após a saída dos representantes dos EUA.

Em publicação na rede social X, Sybiha pediu aos aliados ocidentais que ampliem a pressão sobre Moscou e reforcem o envio de interceptadores capazes de combater mísseis balísticos. Segundo ele, os estoques ucranianos desse tipo de armamento estão em níveis criticamente baixos.

Antes da chegada dos negociadores, a Rússia já havia ampliado a frequência dos ataques aéreos contra Kiev e regiões próximas. A ofensiva passou a ocorrer praticamente durante todo o dia, e não apenas no período noturno, com o uso de drones a jato mais rápidos, que causaram mortes e interrupções na rotina da população.

Moscou diz ter atingido alvos militares e logísticos

O Ministério da Defesa da Rússia afirmou que suas forças atingiram instalações militares e logísticas em Kiev e na região ao redor da capital. Segundo agências de notícias russas, também houve ataques contra o porto de Chornomorsk, no Mar Negro.

O presidente Volodymyr Zelenskiy classificou a ofensiva como complexa e afirmou que as forças russas empregaram diferentes tipos de armamentos, incluindo mísseis balísticos, mísseis de cruzeiro, armamentos navais e drones Shahed movidos a jato.

Zelenskiy também destacou a dificuldade de interceptar mísseis balísticos, considerados uma das principais ameaças às defesas aéreas ucranianas.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/UOL

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook