Transporte

Companhias de navegação registram 5% de cancelamentos até 3 de maio

O setor de transporte marítimo de contêineres mantém cancelamentos limitados, mas enfrenta sinais de pressão operacional crescente, segundo a última análise da consultoria Drewry. Entre 28 de março e 3 de maio (semanas 14 a 18), 38 viagens de um total de 706 programadas foram canceladas, correspondendo a uma taxa de 5%, o que indica que 95% dos serviços seguem operando normalmente.

Rotas mais afetadas pelos cancelamentos

O relatório detalha que a maior concentração de cancelamentos ocorre na rota transpacífica Leste, representando 58% dos cortes, seguida pelas rotas Ásia-Europa/Mediterrâneo (26%) e transatlântica Oeste (16%). Entre as empresas, a Gemini Cooperation se destaca como a aliança mais confiável, com taxa de cancelamento de apenas 1% nas principais rotas Leste-Oeste.

Pressões operacionais e ajustes estratégicos

Segundo a Drewry, os cancelamentos refletem ajustes mais profundos nas redes de navegação, motivados pelo aumento dos custos operacionais e pelo contexto geopolítico envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. Apesar disso, o impacto ainda é limitado: a capacidade de transporte permanece estável e não há interrupções generalizadas nos serviços essenciais, diferentemente de crises anteriores, como a ocorrida no Mar Vermelho.

Congestionamento portuário e redirecionamento de cargas

A consultoria alerta que o congestionamento portuário está crescendo no Sul da Ásia e em terminais alternativos no Oriente Médio, com portos indianos absorvendo volumes redirecionados. Os atrasos em pontos de transbordo importantes estão aumentando, trazendo mais complexidade ao planejamento operacional.

Tarifas em alta no transporte de contêineres

O cenário já impacta os preços. O Índice Mundial de Contêineres (WCI) da Drewry registrou aumento semanal de 5%, chegando a US$ 2.279 por FEU em 26 de março. As tarifas da rota Ásia-Europa/Mediterrâneo subiram 8%, enquanto as rotas Transpacífica e Transatlântica tiveram alta de 3%.

Perspectivas para proprietários de carga

Embora as condições ainda sejam administráveis, a Drewry alerta que o ambiente está se tornando mais desafiador. Aumento de custos e previsibilidade reduzida nas rotas exigem que os proprietários de carga adotem planejamento rápido e flexível para manter a eficiência operacional.

FONTE: Mundo Marítimo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Modais em Foco

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Transporte

Cancelamentos de viagens marítimas chegam a 8% em meio a tensões no Estreito de Ormuz

O aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio, especialmente envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, já começa a refletir no transporte marítimo de contêineres. De acordo com análise da consultoria Drewry, cerca de 8% dos itinerários programados por companhias de navegação foram cancelados nas principais rotas globais nas próximas semanas.

A instabilidade em torno do Estreito de Ormuz, uma das rotas mais estratégicas para o comércio mundial, levou algumas linhas de navegação a suspender reservas relacionadas ao Golfo Pérsico e redirecionar embarcações para trajetos alternativos.

Desvios de rotas e atrasos no Mar Vermelho pressionam o setor

Além da situação no Golfo, o setor também continua lidando com atrasos na normalização das rotas pelo Mar Vermelho e pelo Canal de Suez.

Com a persistência dos riscos na região, muitos serviços seguem operando pelo trajeto mais longo ao redor do Cabo da Boa Esperança, aumentando tempo de trânsito e custos operacionais para o transporte marítimo internacional.

Mais de 50 cancelamentos registrados entre março e abril

Segundo levantamento da Drewry, entre as semanas 11 e 15 do calendário logístico — período de 9 de março a 12 de abril — foram anunciados 55 cancelamentos de viagens, considerando aproximadamente 705 partidas programadas.

O volume representa uma taxa de cancelamento de 8% nas rotas analisadas. Ainda assim, o impacto operacional permanece relativamente controlado no curto prazo.

A expectativa é de que 92% das viagens planejadas sejam realizadas conforme o cronograma, mantendo a maior parte da capacidade marítima ativa.

Rota transpacífica concentra maioria dos cancelamentos

A análise também indica que os cancelamentos estão concentrados em rotas específicas do comércio global.

A distribuição observada foi a seguinte:

  • 53% dos cancelamentos ocorreram na rota transpacífica em direção ao leste
  • 27% na rota transatlântica rumo ao oeste
  • 20% nos serviços entre Ásia e Europa/Mediterrâneo

Esses corredores marítimos fazem parte das chamadas rotas leste-oeste, consideradas as mais importantes do transporte global de contêineres.

Alianças marítimas apresentam desempenhos diferentes

Entre as alianças operacionais avaliadas pela Drewry, a Gemini Cooperation apresentou um desempenho considerado mais estável.

A parceria registrou uma taxa de cancelamento de apenas 3%, sem interrupções nas principais rotas leste-oeste, o que indica maior regularidade na programação de serviços.

Tarifas de frete apresentam leve alta global

O cenário de incerteza também começa a influenciar o mercado de fretes marítimos. O Índice Mundial de Contêineres (WCI) da Drewry registrou alta semanal de 3%, alcançando US$ 1.958 por FEU (contêiner de 40 pés).

Entre as principais rotas, o comportamento das tarifas foi distinto:

  • Transpacífico: aumento de 8%
  • Transatlântico: queda de 2%
  • Ásia–Europa/Mediterrâneo: valores relativamente estáveis

Risco de capacidade reduzida no transporte marítimo

Para a consultoria, apesar da estabilidade atual das tarifas, fatores operacionais podem alterar esse cenário nas próximas semanas.

Entre os pontos de atenção estão:

  • congestionamento portuário
  • desvios de rotas marítimas
  • ajustes na programação das companhias

Além disso, viagens mais longas podem manter navios e contêineres vazios ocupados por períodos maiores, reduzindo gradualmente a capacidade efetiva disponível no mercado.

Impacto para embarcadores pode aumentar

No curto prazo, os donos de carga (shippers) tendem a sentir impacto limitado. No entanto, se as interrupções nas rotas persistirem, o mercado pode enfrentar:

  • tempos de trânsito mais longos
  • redução de capacidade logística
  • maior volatilidade nas tarifas de frete marítimo

Esse cenário afetaria principalmente as principais rotas leste-oeste do comércio global, fundamentais para o fluxo de mercadorias entre Ásia, Europa e Américas.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Comércio Exterior

Tarifas marítimas sobem 12% nas principais rotas globais

As tarifas marítimas voltaram a subir nas principais rotas internacionais de contêineres. O World Container Index (WCI), elaborado pela consultoria Drewry, registrou alta de 12% na última semana, alcançando US$ 2.182 por contêiner de 40 pés. Este é o terceiro avanço semanal consecutivo do índice.

De acordo com a Drewry, o movimento foi impulsionado principalmente pelos reajustes nas rotas transpacíficas e Ásia–Europa, que concentraram os maiores aumentos de preços no período.

Recuperação nas rotas transpacíficas

Após a queda observada na semana anterior — que levou as tarifas spot ao segundo menor patamar desde janeiro de 2025 —, os valores no tráfego transpacífico voltaram a se recuperar.

As tarifas entre Xangai e Nova York avançaram 19%, atingindo US$ 3.293 por contêiner de 40 pés. Já os embarques com destino a Los Angeles tiveram aumento de 18%, chegando a US$ 2.474 por unidade.

Alta de dois dígitos no eixo Ásia–Europa

No corredor Ásia–Europa, os reajustes também foram expressivos. A rota Xangai–Gênova registrou crescimento de 10%, com tarifas alcançando US$ 3.314 por contêiner de 40 pés. No trajeto Xangai–Rotterdam, a alta foi de 8%, elevando os valores para US$ 2.539.

Segundo a Drewry, as tarifas spot nesse eixo vêm se mantendo estáveis ou em alta há três semanas consecutivas, refletindo uma mudança no comportamento sazonal da demanda.

Demanda firme e perspectiva de novos reajustes

A consultoria destaca que, nos últimos três anos, houve crescimento mensal de dois dígitos na demanda durante o mês de dezembro, consolidando volumes elevados no fim do ano como uma nova normalidade no transporte marítimo de contêineres.

Além disso, as companhias marítimas já começam a registrar reservas antecipadas relacionadas ao Ano Novo Lunar, que em 2026 ocorrerá em fevereiro. Diante desse cenário, a Drewry projeta novos aumentos moderados nas tarifas marítimas ao longo da próxima semana.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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