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Porto Itapoá mira liderança na América do Sul e prevê ampliar capacidade para 3,2 milhões de TEUs

O Porto Itapoá, no litoral norte de Santa Catarina, traça uma estratégia de expansão para se tornar o maior, mais eficiente e mais seguro terminal de contêineres da América do Sul até 2040. Quinze anos após receber seu primeiro navio, o empreendimento ocupa a terceira posição no ranking brasileiro de movimentação de contêineres, gera mais de 2 mil empregos diretos e está entre os terminais que mais crescem no País.

A trajetória também é marcada por dez anos consecutivos de liderança em satisfação dos clientes no setor portuário brasileiro, segundo o indicador NPS (Net Promoter Score).

À frente dessa estratégia, o CEO Ricardo Arten, que acumula 35 anos de experiência em logística e infraestrutura portuária, destaca a ampliação da capacidade operacional, os investimentos em tecnologia e a melhoria dos acessos terrestres e marítimos como pilares para o crescimento do terminal.

Desde o início das operações, foram investidos cerca de R$ 3 bilhões. Agora, a empresa discute uma quinta fase de expansão, que poderá elevar a capacidade anual de movimentação de 1,8 milhão para 3,2 milhões de TEUs até 2033.

Porto Itapoá aposta em expansão e eficiência operacional

A disponibilidade de áreas para crescimento é apontada por Ricardo Arten como uma das principais vantagens competitivas do terminal catarinense. Segundo o executivo, outros importantes complexos portuários brasileiros, como Santos, Itajaí, Navegantes e Paranaguá, enfrentam limitações de espaço para novas expansões.

Outro diferencial está na agilidade para executar projetos estratégicos. Entre as iniciativas prioritárias está o aprofundamento do canal de acesso da Baía da Babitonga para 16 metros, por meio de uma parceria público-privada envolvendo o Porto Itapoá e o Governo de Santa Catarina.

A intervenção deverá permitir a operação de embarcações maiores, com ganhos de escala e eficiência no transporte marítimo.

Paralelamente, o terminal mantém investimentos em automação portuária, equipamentos, operações remotas, inteligência operacional e novas tecnologias. A estratégia busca aumentar a produtividade e movimentar volumes maiores de carga sem comprometer o desempenho das operações.

O planejamento também considera a infraestrutura do entorno. Para a administração do porto, ampliar a capacidade de um terminal exige garantir condições adequadas para o escoamento das mercadorias.

Acessos rodoviários e ferrovia são prioridades logísticas

A expansão do Porto Itapoá depende também de melhorias na conexão com os principais corredores de transporte de Santa Catarina.

Entre as prioridades estão as obras de duplicação das rodovias SC-416 e SC-417, que fazem a ligação do porto com a BR-101. O empreendimento trabalha em conjunto com o governo estadual para viabilizar os investimentos.

Além de beneficiar o transporte de cargas, as intervenções podem contribuir para a mobilidade urbana, o turismo e o desenvolvimento econômico da região.

A implantação de uma ligação ferroviária também integra os planos defendidos pelo terminal. O ramal está previsto no Plano Estadual de Logística e Transporte (PELT) e é considerado estratégico para diversificar as alternativas de escoamento da produção.

A conexão por trilhos poderá reduzir a pressão sobre as rodovias, diminuir congestionamentos e aumentar a eficiência da logística de transporte.

Dragagem pode ampliar a movimentação de contêineres

O aprofundamento da Baía da Babitonga é considerado um dos projetos com maior potencial de impacto econômico para Santa Catarina.

De acordo com Ricardo Arten, cada metro adicional de profundidade permite que um navio de 366 metros transporte entre 800 e 1 mil contêineres extras. Com o aumento previsto de dois metros, a estimativa apresentada pelo executivo é de aproximadamente 130 mil contêineres adicionais por mês, o equivalente a cerca de 1,5 milhão por ano.

Essa capacidade adicional poderá ampliar as oportunidades de importação e exportação para a indústria catarinense, com embarcações transportando volumes maiores em cada viagem.

O executivo também ressalta o efeito econômico da movimentação portuária. Segundo ele, cada contêiner movimentado gera cerca de R$ 10 mil na cadeia logística, envolvendo diferentes serviços e atividades relacionadas ao transporte de mercadorias.

Terminal quer atrair navios maiores e ampliar rotas marítimas

Com o canal mais profundo, o Porto Itapoá pretende ampliar sua participação nas rotas marítimas internacionais e disputar a condição de primeira escala de navios de grande porte em Santa Catarina.

Atualmente, embarcações desse perfil podem realizar sua primeira parada no Porto de Santos. A melhoria das condições de acesso marítimo poderá aumentar a competitividade do terminal catarinense na atração desses serviços.

Outra possibilidade é fortalecer sua atuação como hub port, modelo em que um porto concentra cargas transportadas por grandes navios oceânicos e redistribui parte dos volumes para outros destinos por meio de embarcações menores.

Essa configuração permitiria ao terminal ampliar sua relevância nas rotas do Sul da América do Sul e reforçar a posição de Santa Catarina na rede internacional de transporte marítimo.

Logística eficiente é diferencial para atrair indústrias

Na avaliação de Ricardo Arten, três fatores são fundamentais para atrair novos investimentos industriais para Santa Catarina: políticas de incentivo competitivas, disponibilidade de mão de obra qualificada e eficiência logística.

Antes de escolher onde instalar uma operação, as empresas analisam os custos, a previsibilidade e a confiabilidade de toda a cadeia de transporte. Nesse cenário, a infraestrutura portuária tem papel importante na competitividade dos negócios.

O CEO afirma que a eficiência operacional também ajuda o Porto Itapoá a conquistar cargas que tradicionalmente utilizavam outros terminais brasileiros.

Um dos exemplos citados é o transporte de proteína bovina produzida no Centro-Oeste. Parte dessa carga, antes direcionada principalmente ao Porto de Santos, passou a utilizar Itapoá, mesmo com o percurso rodoviário mais longo.

Segundo o executivo, a escolha está relacionada à disponibilidade operacional, à infraestrutura e à previsibilidade dos serviços oferecidos pelo terminal.

O porto também recebe cargas de celulose e algodão provenientes do Centro-Oeste, ampliando sua atuação para além dos fluxos tradicionalmente associados à economia catarinense.

Porto Itapoá atende exportações e importações da indústria catarinense

O terminal atende a diferentes segmentos da indústria estadual, tanto nas operações de exportação quanto nas de importação.

No mercado externo, destaca-se o atendimento às cadeias de carne suína e de frango, com investimentos para ampliar a capacidade de movimentação de contêineres refrigerados, essenciais ao transporte de produtos que exigem controle de temperatura.

Nas importações, o porto recebe matérias-primas e componentes utilizados pela indústria, incluindo cobre, produtos químicos, peças automotivas e outros insumos industriais.

Essa diversidade de cargas fortalece a integração do terminal com as cadeias produtivas e contribui para a movimentação de mercadorias destinadas a diferentes mercados.

Expansão portuária busca fortalecer a economia de Santa Catarina

Para Ricardo Arten, a atuação do Porto Itapoá vai além da movimentação de contêineres. O terminal busca contribuir para o desenvolvimento da infraestrutura nacional e para o crescimento econômico de Santa Catarina.

Nesse sentido, a empresa mantém articulações com os governos para viabilizar melhorias nos acessos rodoviários, na infraestrutura marítima e, futuramente, na conexão ferroviária.

A estratégia também inclui compromissos sociais e ambientais associados à expansão das operações.

Com o aumento da capacidade, a modernização dos equipamentos e a melhoria das conexões logísticas, o Porto Itapoá pretende fortalecer sua posição no mercado nacional e internacional. A expectativa é que os ganhos de eficiência beneficiem exportadores, importadores, trabalhadores e diferentes setores da indústria catarinense.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação

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Porto de Itapoá antecipa alargamento das praias e se prepara para receber navios gigantes

Com 58,8% das obras de alargamento das praias de Itapoá já executadas, o Porto de Itapoá avalia antecipar a entrega do projeto, inicialmente prevista para o segundo semestre de 2026. Segundo o CEO do terminal, Ricardo Arten, o ritmo acelerado dos trabalhos pode permitir a conclusão ainda no primeiro trimestre deste ano, até o fim de março.

A finalização da intervenção é estratégica para a região, pois vai viabilizar a atracação de navios gigantes de até 366 metros, ampliando a capacidade operacional dos portos do Norte de Santa Catarina.

Dragagem da Baía da Babitonga impulsiona projeto

O engordamento da faixa de areia é resultado direto da dragagem de aprofundamento da Baía da Babitonga, conduzida pelo Porto de São Francisco do Sul. O investimento total chega a R$ 333 milhões, incluindo fiscalização. Desse valor, R$ 300 milhões são custeados pelo Porto de Itapoá, por meio da antecipação de tarifas portuárias, enquanto o restante fica a cargo do Porto de São Francisco do Sul.

Além do aprofundamento do canal de acesso, o projeto prevê o alargamento de cerca de 8 quilômetros da orla de Itapoá, utilizando aproximadamente metade dos 12,6 milhões de metros cúbicos de sedimentos retirados do fundo do mar. As obras tiveram início em outubro de 2025.

Ganho logístico e aumento da produtividade portuária

A combinação entre dragagem e alargamento da praia é considerada um passo decisivo para elevar a produtividade portuária da região. Com a chegada de embarcações maiores, a expectativa é de um crescimento significativo no volume de cargas.

De acordo com Ricardo Arten, a operação com navios de grande porte pode resultar em um aumento de até 40% na movimentação do Porto de Itapoá, além de dobrar a oferta de contêineres no terminal.

Mais empregos e reforço na infraestrutura

O crescimento da movimentação de cargas também deve refletir na geração de empregos. A ampliação das operações exige mais mão de obra, tanto para equipamentos quanto para a logística interna.

Cada portêiner, equipamento responsável pela operação entre navio e cais, envolve cerca de 250 profissionais, além de operadores de tratores, empilhadeiras de grande porte e sistemas automatizados operados remotamente. Recentemente, o terminal recebeu o oitavo portêiner, o que deve elevar em 20% a capacidade do cais.

Impacto urbano e benefício social

Além do efeito econômico, o alargamento das praias de Itapoá traz reflexos diretos para a cidade. Segundo o CEO do porto, a obra fortalece a integração entre o terminal e a população, ampliando os espaços de lazer e convivência ao longo da orla.

Com praias mais largas, moradores e turistas já começam a ocupar as áreas revitalizadas, promovendo atividades esportivas e recreativas próximas ao complexo portuário.

Tecnologia e operação da dragagem

A dragagem é executada por uma embarcação da empresa Jan De Nul, com 166 metros de comprimento e capacidade para transportar 18 mil metros cúbicos de sedimentos. O navio opera com 32 tripulantes e utiliza o sistema de sucção e arrasto, bombeando a areia até a cisterna e, posteriormente, transferindo o material por tubulações para o alargamento da faixa de areia.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/JDN

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