Economia

Dólar cai para R$ 5,06 e Ibovespa recua com mercado atento a Brasil, China e EUA

O dólar comercial recuou para R$ 5,06 nesta segunda-feira, enquanto o Ibovespa perdeu força após iniciar o pregão em alta. O desempenho dos mercados financeiros foi influenciado pela divulgação de indicadores econômicos brasileiros, pelas informações sobre a economia chinesa e pelas expectativas em relação à política monetária dos Estados Unidos.

Investidores também acompanharam o Relatório Focus, do Banco Central, e o Monitor do PIB, elaborado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), além dos desdobramentos do cenário eleitoral brasileiro e de notícias do mercado corporativo.

Dólar hoje: moeda americana opera em baixa

Por volta das 13h, o dólar comercial era negociado a R$ 5,060, com queda de 0,27% em relação ao fechamento de sexta-feira.

Apesar do recuo na abertura da semana, a moeda americana acumulou valorização de aproximadamente 1,6% na semana anterior, passando da faixa de R$ 4,99 para R$ 5,07.

O comportamento do câmbio reflete a combinação de fatores domésticos e internacionais, incluindo as expectativas para os juros americanos, os fluxos de capital estrangeiro e as perspectivas para a economia brasileira.

A queda dos preços do petróleo também pode contribuir para aliviar as pressões inflacionárias globais e reduzir a necessidade de juros elevados nos Estados Unidos. Esse cenário tende a favorecer moedas de economias emergentes, embora o efeito dependa da evolução dos demais indicadores econômicos.

Antonio Patrus, CEO da Bossa Invest, destaca que a dinâmica cambial brasileira permanece condicionada às perspectivas para a política monetária americana e às condições econômicas internas.

Relatório Focus reduz projeção para o PIB brasileiro

O mercado financeiro também repercutiu o Relatório Focus, divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira. A pesquisa manteve as estimativas para a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), e para a taxa básica de juros, a Selic, neste ano.

Por outro lado, houve redução na projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.

Outro indicador relevante foi o Monitor do PIB da FGV, que apontou expansão de 0,5% da atividade econômica em agosto, na comparação com julho, após dois meses consecutivos de retração.

Pelo lado da oferta, a indústria extrativa e o setor de serviços contribuíram para o resultado positivo. Na perspectiva da demanda, as exportações e o consumo do governo ajudaram a sustentar o crescimento, apesar da desaceleração do consumo das famílias.

Os dados oferecem aos investidores novas referências para avaliar a trajetória da economia nacional e as possíveis decisões futuras sobre os juros.

Eleições brasileiras mantêm investidores em alerta

O cenário político continua entre os fatores que influenciam os negócios na Bolsa e no mercado de câmbio.

Pesquisas de intenção de voto divulgadas por Atlas/Bloomberg e BTG/Nexus reforçaram o cenário de disputa acirrada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, e o senador Flávio Bolsonaro (PL).

Segundo William Castro Alves, estrategista-chefe da Avenue Securities, parte da valorização dos ativos brasileiros observada após o primeiro turno das eleições perdeu intensidade nos últimos dias.

A Bolsa entrou em um período de acomodação, enquanto o câmbio e os juros devolveram parte dos movimentos registrados anteriormente.

Para o especialista, esse comportamento é compatível com um ambiente de incerteza eleitoral, no qual investidores tendem a ajustar posições conforme surgem novas informações sobre a disputa política e seus possíveis impactos econômicos.

China e Estados Unidos influenciam os mercados globais

No exterior, os investidores acompanham os indicadores de atividade econômica da China, incluindo os resultados do PIB do terceiro trimestre, a produção industrial e as vendas no varejo.

As informações ajudam a dimensionar o ritmo de crescimento da segunda maior economia do mundo e suas possíveis consequências para a demanda internacional por commodities.

A decisão chinesa sobre as taxas preferenciais de empréstimo também está no radar dos agentes financeiros, pois pode oferecer sinais sobre a condução da política econômica do país.

Nos Estados Unidos, a atenção permanece concentrada na inflação e nos próximos passos do Federal Reserve (Fed), o banco central americano.

Os indicadores de preços ao consumidor e ao produtor divulgados na semana anterior vieram acima das expectativas, aumentando a cautela dos investidores em relação à trajetória inflacionária.

Apesar disso, a manutenção dos juros na reunião de outubro continuava sendo o cenário predominante entre os participantes do mercado, enquanto novos dados econômicos e declarações de dirigentes do Fed poderiam alterar as projeções.

Gabriel Mollo, analista da Daycoval Corretora, ressalta que as perspectivas para os juros americanos influenciam diretamente os rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos e a movimentação internacional de capitais, com reflexos sobre o dólar e as moedas emergentes.

Ibovespa perde força após abertura positiva

O Ibovespa hoje iniciou o pregão com valorização de 0,32%, aos 206.140 pontos, mas perdeu fôlego ao longo da manhã.

Após as 13h, o principal índice da B3 recuava 0,45%, aos 204.510 pontos.

Na sessão anterior, o indicador havia encerrado aos 205.430 pontos, com volume financeiro de aproximadamente R$ 24 bilhões.

Ao longo do dia, o desempenho das commodities, a movimentação dos investidores estrangeiros e a repercussão dos indicadores econômicos devem continuar influenciando os negócios na Bolsa brasileira.

Suporte técnico entra no radar dos investidores

A análise técnica também faz parte das avaliações sobre o comportamento do índice. Lucas Piza, analista do Itaú BBA, observa que o Ibovespa permanece próximo de uma região de suporte, sem aprofundar de maneira expressiva o movimento de correção.

Segundo o especialista, as oscilações intradiárias seguem relativamente limitadas, enquanto o setor de petróleo tem contribuído para sustentar o mercado em níveis recentes.

Uma reação positiva nessa região pode favorecer a recuperação de ações que acumularam altas expressivas. Por outro lado, a perda do suporte pode abrir espaço para correções mais acentuadas e novas oportunidades de entrada após os ajustes de preços.

Mercado corporativo: confira os principais destaques

Além dos indicadores econômicos e do cenário internacional, anúncios de empresas brasileiras movimentaram o noticiário corporativo nesta segunda-feira.

Braskem

A Braskem informou que o FIP Shine passará a deter 50,11% do capital votante da companhia. A operação envolveu a aquisição de 2.850 ações ordinárias e 17.133 ações preferenciais classe A, sem compra de ações preferenciais classe B.

Localiza

A Localiza aprovou a emissão de R$ 1 bilhão em debêntures, com prazo de 24 meses.

A remuneração dos títulos será vinculada à taxa DI, acrescida de uma sobretaxa de 0,65% ao ano. Os juros serão pagos semestralmente, nos meses de abril e outubro.

Automob

A Automob registrou receita bruta de R$ 4,014 bilhões no terceiro trimestre, crescimento de 9% em relação ao período de comparação informado pela companhia.

O desempenho foi favorecido pela maior diversidade de modelos disponíveis no portfólio e pelo avanço das vendas diretas, impulsionadas por ações das montadoras e programas como Carro Sustentável e Move Brasil.

Caixa Seguridade

A Caixa Seguridade informou que espera um efeito positivo de aproximadamente R$ 210 milhões no lucro líquido de 2026.

O impacto está relacionado ao pagamento de uma multa à controlada Too Seguros pela rescisão de um contrato de distribuição com o Banco Pan.

M. Dias Branco

A M. Dias Branco anunciou a aquisição de 80% da Grespan Congelados, empresa do segmento de pães congelados. O valor da transação não foi divulgado.

Com a operação, a companhia amplia sua atuação e passa a investir também no mercado de pães congelados, diversificando seu portfólio de produtos.

O que acompanhar nos próximos pregões

O desempenho do dólar e do Ibovespa continuará condicionado à divulgação de indicadores econômicos, às expectativas para os juros americanos, ao comportamento das commodities e às incertezas políticas no Brasil.

No mercado doméstico, as projeções do Banco Central e os dados de atividade econômica serão importantes para avaliar as perspectivas de crescimento e inflação. No exterior, a evolução da economia chinesa e as decisões do Federal Reserve poderão determinar o fluxo de recursos para mercados emergentes.

Para os investidores, a combinação desses fatores exige atenção tanto às tendências macroeconômicas quanto aos resultados e comunicados das empresas listadas na B3.

FONTE: UOL
TEXTO: Redação
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Economia

Ibovespa sobe 0,94% com alta da Petrobras e petróleo acima de US$ 104; dólar fecha a R$ 5,02

O Ibovespa encerrou a quinta-feira em alta, impulsionado principalmente pela valorização das ações da Petrobras em meio à disparada dos preços internacionais do petróleo. Ao mesmo tempo, investidores acompanharam as pesquisas eleitorais e seus possíveis reflexos sobre o mercado financeiro brasileiro.

O principal índice da Bolsa brasileira avançou 0,94%, aos 206.220,24 pontos. Durante o pregão, oscilou entre a mínima de 203.984,57 pontos e a máxima de 207.953,74 pontos. O volume financeiro movimentado na sessão chegou a R$ 60,2 bilhões.

No mercado cambial, o dólar à vista registrou leve valorização de 0,17%, encerrando o dia cotado a R$ 5,0240. Apesar da alta diária, a moeda norte-americana passou a acumular queda de 8,47% no ano.

Petróleo dispara e impulsiona ações da Petrobras

O avanço das cotações internacionais do petróleo foi um dos principais fatores por trás da alta da Bolsa brasileira. Os contratos futuros do Brent, referência internacional da commodity, subiram 4,1%, fechando a US$ 104,28 por barril.

A valorização ocorreu em meio à retomada das preocupações com a guerra no Oriente Médio e aos riscos de interrupções no abastecimento provocados pela aproximação de um furacão à costa do Golfo dos Estados Unidos.

Nesse cenário, as ações da Petrobras ganharam força e ajudaram o Ibovespa a apresentar desempenho diferente do observado em Nova York. O índice S&P 500, por exemplo, terminou o dia com queda de 0,45%.

A alta do petróleo também favoreceu outras companhias do setor de energia, que acompanharam o movimento positivo da commodity no exterior.

Petrobras, PRIO e PetroReconcavo fecham em alta

Entre os principais destaques do pregão, as ações da Petrobras registraram ganhos expressivos. Os papéis preferenciais (PETR4) subiram 2,12%, enquanto os ordinários (PETR3) avançaram 3,13%.

Outras empresas do setor de petróleo também encerraram a sessão no campo positivo:

  • PetroReconcavo (RECV3): alta de 3,42%.
  • PRIO (PRIO3): valorização de 1,82%.

A combinação entre petróleo mais caro e expectativas relacionadas ao cenário político brasileiro contribuiu para sustentar o interesse dos investidores pelos papéis da estatal.

Pesquisa eleitoral mantém investidores atentos

O cenário político continuou no centro das atenções do mercado financeiro. Pesquisa PoderData/Aya divulgada pela manhã apontou o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 53% dos votos válidos em uma simulação de segundo turno, contra 47% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A margem de erro informada foi de 1,8 ponto percentual.

Os investidores também aguardavam a divulgação de uma pesquisa do Datafolha sobre a disputa presidencial, prevista para o início da noite.

Parte dos agentes financeiros associa uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro à possibilidade de mudanças na condução da política fiscal. Essa avaliação tem influenciado as expectativas sobre juros, câmbio e investimentos em ações, embora propostas concretas de ajuste das contas públicas ainda sejam uma questão em aberto.

O chefe de alocação de investimentos e sócio da AW Capital, Gabriel Magno, avaliou que o resultado da pesquisa PoderData/Aya reforçou expectativas já presentes no mercado e contribuiu para manter o interesse pela Petrobras.

Dólar fecha em leve alta após oscilar durante o pregão

O dólar comercial apresentou variações moderadas ao longo da sessão, acompanhando as expectativas políticas e o comportamento das moedas internacionais.

A moeda norte-americana chegou a R$ 5,0282 na máxima do dia, com alta de 0,25%, e recuou até R$ 5,0011 na mínima, quando perdia 0,29%. No encerramento, avançou 0,17%, para R$ 5,0240.

O contrato futuro de dólar com vencimento em novembro, o mais negociado na B3, registrava alta de 0,01%, a R$ 5,0440, às 17h21.

No exterior, o comportamento da divisa foi misto. O dólar perdeu força diante de algumas moedas de países exportadores de commodities, como o peso chileno e o rand sul-africano, mas avançou frente a diversas outras moedas durante a tarde.

O índice do dólar, que mede o desempenho da moeda dos Estados Unidos em relação a uma cesta de seis divisas, recuava 0,18%, aos 102,070 pontos, às 17h17.

Debate sobre contas públicas influencia o câmbio

As expectativas sobre a política fiscal brasileira também contribuíram para orientar as negociações no mercado de câmbio.

Parte dos investidores considera que uma eventual mudança de governo poderia aumentar as chances de controle das despesas públicas. Na avaliação desses agentes, uma trajetória fiscal mais equilibrada poderia abrir espaço para juros menores no futuro.

Essa perspectiva contribuiu para a redução dos prêmios na curva de juros futuros nos últimos dias e para a desvalorização recente do dólar em relação ao real. Após o primeiro turno, a moeda norte-americana acumulava queda de 3,70%.

O debate ganhou força após a publicação de informações de que a equipe de Flávio Bolsonaro estudava mudanças nos critérios de reajuste das aposentadorias e na correção de despesas obrigatórias com saúde e educação.

Em entrevista à imprensa, o senador afirmou que pretende reajustar as aposentadorias acima da inflação e negou planos para alterar as regras atuais de correção dos benefícios previdenciários e do Benefício de Prestação Continuada (BPC).

Já o ministro da Fazenda, Dario Durigan, criticou as expectativas atribuídas ao candidato. Em entrevista à CNN Brasil, afirmou que as propostas representariam uma “ilusão” para o mercado por não considerarem adequadamente os efeitos sobre a atividade econômica e o emprego.

Banco Central realiza operação de swap cambial

No mercado doméstico, o Banco Central realizou, no fim da manhã, a venda de 50 mil contratos de swap cambial para a rolagem do vencimento previsto para 3 de novembro.

A operação faz parte dos instrumentos utilizados pela autoridade monetária para administrar a exposição cambial e dar continuidade aos contratos que estão próximos do vencimento.

O pregão terminou, assim, com a Bolsa brasileira favorecida pela valorização do petróleo e das ações da Petrobras, enquanto o dólar registrou uma pequena alta em meio à expectativa por novos sinais sobre a disputa presidencial e a condução da política econômica.

FONTE: Forbes
TEXTO: Redação
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Economia

Dólar volta a superar R$ 5 e Ibovespa recua em sessão de ajuste no mercado financeiro

O mercado financeiro brasileiro passou por uma sessão de correção nesta quarta-feira (7), após a forte valorização registrada nos dias seguintes ao primeiro turno das eleições. O dólar voltou a ficar acima de R$ 5, enquanto o Ibovespa caiu 0,74%, aos 204.302,33 pontos.

O movimento acompanhou o desempenho negativo dos mercados internacionais, em um cenário marcado pela manutenção dos juros dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos em níveis elevados e pela valorização do petróleo, que permaneceu acima de US$ 100 por barril.

Dólar fecha acima de R$ 5

O dólar à vista encerrou o pregão com alta de 0,83%, cotado a R$ 5,016. Durante a sessão, a moeda norte-americana chegou a R$ 5,017.

A alta interrompeu uma sequência de dois pregões de queda, período em que o dólar acumulou desvalorização de 4,65%. Apesar da recuperação desta quarta-feira, a moeda ainda registra queda de 3,94% na semana e de 8,62% no acumulado de 2026.

No mercado internacional, o índice DXY, que acompanha o desempenho do dólar diante de uma cesta formada por seis moedas, avançou 0,36%, para 102,280.

Juros nos Estados Unidos pressionam mercados

Um dos fatores acompanhados pelos investidores foi a trajetória dos juros dos títulos do Tesouro norte-americano. A rentabilidade dos papéis de dez anos chegou a 5,36%, maior patamar em 24 anos, antes de recuar para aproximadamente 5,28%.

A manutenção de juros elevados em economias desenvolvidas tende a aumentar a atratividade desses mercados para os investidores. Com isso, países emergentes, como o Brasil, podem enfrentar saída de recursos, pressionando tanto o câmbio quanto o mercado acionário.

Ibovespa interrompe sequência de alta

O Ibovespa encerrou o dia em queda de 0,74%, aos 204.302,33 pontos. O índice oscilou entre a mínima de 204.176,12 pontos e a máxima de 206.877,47 pontos.

O volume financeiro movimentado durante o pregão foi de R$ 57,2 bilhões, antes dos ajustes finais.

Mesmo com a queda, o principal índice da Bolsa brasileira mantém desempenho positivo. Em outubro, o Ibovespa acumula alta de 9,64%, enquanto, no ano, a valorização chega a 26,8%.

Nos Estados Unidos, o movimento também foi negativo. O S&P 500, índice que reúne as ações das 500 maiores empresas norte-americanas, recuou 0,22%.

Petróleo permanece acima de US$ 100

Os preços do petróleo perderam força durante a tarde, mas o barril do tipo Brent para dezembro continuou sendo negociado acima de US$ 100.

A cotação da commodity permanece no radar dos investidores em meio às novas tensões no Oriente Médio, que aumentam as preocupações sobre a oferta global de petróleo e seus possíveis impactos sobre a inflação.

Mercado acompanha decisões do Federal Reserve

Os investidores também analisaram a ata da reunião de setembro do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos. Na ocasião, a autoridade monetária elevou a taxa básica de juros para a faixa entre 3,75% e 4%.

O documento revelou divergências entre os dirigentes sobre os motivos que justificaram a elevação dos juros. A inflação continua entre as principais preocupações do Fed e permanece como um dos fatores determinantes para as próximas decisões de política monetária.

Principais indicadores

  • Dólar à vista: R$ 5,016, alta de 0,83%
  • Dólar em 2026: queda de 8,62%
  • Ibovespa: 204.302,33 pontos, queda de 0,74%
  • Ibovespa em outubro: alta de 9,64%
  • Ibovespa em 2026: alta de 26,8%
  • S&P 500: queda de 0,22%
  • Petróleo Brent: acima de US$ 100 por barril

Fonte: Agência Brasil, com informações da Reuters.

Texto: Redação

Imagem: Reprodução Agência Brasil / Walter Campanato

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Economia

Cotação do Dólar Hoje: Moeda americana desaba abaixo de R$ 5 após 1º turno das eleições

O mercado financeiro brasileiro abriu a semana em forte compasso de ajuste. A cotação do dólar hoje despencou mais de 4%, rompendo a barreira psicológica e operando abaixo da faixa de R$ 5. O movimento é reflexo direto da repercussão dos investidores aos números do primeiro turno das eleições presidenciais.

Reação do mercado e queda do dólar frente ao real

Nesta segunda-feira (5), o dólar à vista registrou uma queda expressiva de 4,44%, cotado a R$ 4,985, enquanto o dólar comercial seguiu a mesma tendência. No mercado futuro da B3, os contratos mais negociados para novembro também recuaram 4,38%, atingindo R$ 5,023.

A valorização do real brasileiro ocorre de forma descolada do cenário internacional. Enquanto o índice DXY opera em alta de 0,32% (aos 102,247 pontos), o recuo acentuado do par USD/BRL é puramente motivado por fatores internos e pela reprecificação do risco político pelos agentes econômicos.

Cenário político e surpresa nas urnas

O tom da economia nesta manhã é ditado pelo resultado das urnas no último domingo. Contrariando a maioria das pesquisas de intenção de voto divulgadas na reta final da campanha, o senador Flávio Bolsonaro (PL) liderou o pleito com 47,03% dos votos válidos. O candidato Lula apareceu logo em seguida com 45,16%, configurando uma diferença de cerca de 2,2 milhões de votos.

Durante pronunciamento, o líder do primeiro turno declarou o fim da era petista e prometeu que, se eleito no segundo turno, focará em um único mandato com o compromisso de abolir a reeleição. Em contrapartida, a campanha adversária já articula estratégias para tentar virar o jogo na disputa decisiva, marcada para o próximo 25 de outubro.

Desempenho da Bolsa de Valores e outros ativos

Enquanto a moeda americana derrete, a Bolsa de Valores registra forte otimismo. O Ibovespa saltou 2,63%, alcançando 192.114 pontos logo nos primeiros negócios da sessão.

Outras moedas fortes também sentiram a pressão vendedora no mercado de câmbio nacional:

  • Euro: R$ 5,5859 (-4,84%)
  • Dólar Comercial (Venda): R$ 4,985 (-4,63%)

A expectativa de uma agenda fiscal e econômica considerada mais amigável ao mercado impulsiona os ativos locais, embora analistas alertem que o segundo turno ainda reserva momentos de volatilidade.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Magnific

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Economia

Dólar cai 0,92% e Ibovespa dispara 3,20% em forte alta dos ativos brasileiros

O dólar comercial recuava 0,92% frente ao real nesta quarta-feira (2), cotado a R$ 5,10 às 12h27. No mesmo horário, o Ibovespa, principal índice da B3, avançava 3,20%, aos 185.637 pontos.

O desempenho reforça o movimento positivo dos ativos brasileiros, em uma sessão marcada pelo maior apetite dos investidores por ações e pela atenção aos fatores externos e às perspectivas para a economia nacional.

Ibovespa amplia sequência de ganhos

A Bolsa brasileira acelerou a alta ao longo do pregão, depois de registrar valorização de 1,27% na terça-feira (1º), quando encerrou aos 179.676 pontos.

Com o resultado anterior, o Ibovespa chegou à décima sessão consecutiva de alta, em um movimento associado, entre outros fatores, à entrada de capital estrangeiro no mercado brasileiro e às expectativas relacionadas ao cenário eleitoral de 2026.

A forte valorização desta quarta-feira mantém o índice em trajetória positiva e aumenta a percepção de demanda por ativos domésticos.

Petróleo favorece ações da Petrobras

A alta do preço do petróleo também contribui para o desempenho das ações de empresas produtoras da commodity, entre elas a Petrobras.

O petróleo Brent permanece em níveis elevados em meio às tensões geopolíticas internacionais, cenário que tende a favorecer as companhias do setor. Ao mesmo tempo, a valorização da commodity aumenta a preocupação dos mercados com possíveis impactos sobre a inflação global.

Produção industrial perde ritmo

No ambiente doméstico, os investidores também analisam os indicadores de atividade econômica.

A produção industrial brasileira cresceu 0,2% em julho na comparação com junho. Na relação com julho de 2025, entretanto, houve retração de 0,5%.

O resultado aponta para uma perda de ritmo da indústria no começo do segundo semestre e entra no radar dos investidores na avaliação das perspectivas para a economia brasileira.

Dólar mantém trajetória de queda

O dólar frente ao real também acompanha o ambiente mais favorável aos ativos brasileiros.

Na sessão anterior, a moeda norte-americana fechou cotada a R$ 5,15, com queda de 0,47%. Nesta quarta-feira, a divisa mantém a trajetória de baixa e era negociada a R$ 5,10 no início da tarde.

A combinação de dólar em queda e Bolsa em alta sinaliza maior procura por ativos brasileiros durante o pregão.

O movimento ocorre mesmo diante de um cenário externo mais desafiador, marcado pela valorização do petróleo e pelas preocupações dos investidores com inflação e possíveis efeitos sobre as taxas de juros.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Economia

Dólar fecha em R$ 5,12 e Bolsa avança após desaceleração da inflação no Brasil

O dólar encerrou esta terça-feira (28) cotado a R$ 5,122, com alta de 0,20% frente ao fechamento anterior. O desempenho da moeda ocorreu em um dia marcado pela divulgação do IPCA-15, prévia da inflação oficial, que mostrou desaceleração dos preços e reforçou as expectativas de um novo corte na taxa Selic na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).

Na renda variável, o cenário foi positivo. O Ibovespa, principal índice da B3, manteve trajetória de alta ao longo do pregão e fechou valorizado em 0,58%, aos 176.352 pontos, depois de atingir a máxima intradiária de 178.538 pontos.

Inflação mais baixa fortalece expectativa de redução dos juros

O principal fator que movimentou os mercados foi o resultado do IPCA-15 de julho, que registrou alta de apenas 0,06%, abaixo das projeções do mercado financeiro. Com isso, a inflação acumulada em 12 meses desacelerou para 4,52%, embora ainda permaneça acima da meta estabelecida pelo Banco Central.

O indicador é o último dado relevante antes da reunião do Copom, marcada para os dias 4 e 5 de agosto, quando será definida a próxima decisão sobre a Selic. A leitura mais favorável da inflação elevou as apostas de uma redução de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros.

Queda do petróleo influencia câmbio e reduz apoio ao real

Outro fator que chamou a atenção dos investidores foi a forte queda do preço do petróleo no mercado internacional.

O barril do tipo Brent, referência global, recuou 4,41%, sendo negociado a US$ 82,08 para contratos de outubro. Já o WTI, referência nos Estados Unidos, caiu 4,06%, fechando a US$ 79,26 por barril.

A desvalorização da commodity ocorreu em meio à redução das tensões geopolíticas após o governo dos Estados Unidos sinalizar avanço nas negociações com o Irã, embora tenha mantido a possibilidade de retomar ações militares caso as conversas não avancem.

Banco Central anuncia rolagem de swaps cambiais

O Banco Central informou que iniciará, a partir de 5 de agosto, leilões para a rolagem dos contratos de swap cambial com vencimento em setembro.

Esse instrumento financeiro funciona como uma operação no mercado futuro que ajuda a reduzir oscilações cambiais, oferecendo proteção aos investidores e aumentando a liquidez em dólares.

Mercados internacionais acompanham balanços e setor de tecnologia

As bolsas asiáticas tiveram um dia de forte volatilidade. Na Coreia do Sul, o índice Kospi chegou a ter as negociações interrompidas após registrar forte queda, pressionado principalmente pelas ações das fabricantes de semicondutores Samsung Electronics e SK Hynix.

O setor global de tecnologia segue enfrentando incertezas diante do avanço de fabricantes chinesas de chips voltados à inteligência artificial, cenário que tem levado investidores a reverem expectativas para empresas do segmento.

Na Europa, os resultados financeiros de grandes companhias, como Mercedes-Benz, Barclays, Orange, Coca-Cola e Unilever, também influenciaram o desempenho dos mercados.

Temporada de balanços movimenta empresas na B3

A divulgação dos resultados corporativos também impactou as negociações na Bolsa brasileira.

A TIM Brasil informou lucro líquido ajustado de R$ 1,036 bilhão no segundo trimestre, crescimento de 6,1% em relação ao mesmo período de 2025. Apesar do avanço nos resultados, as ações da operadora encerraram o dia em queda.

A Telefônica Brasil, controladora da marca Vivo, registrou lucro de R$ 1,6 bilhão, alta de 17% na comparação anual. O desempenho foi impulsionado pelo crescimento das receitas nos segmentos de telefonia móvel, fibra óptica, serviços digitais e soluções corporativas, mas os papéis também recuaram durante o pregão.

Já a Simpar apresentou receita líquida de R$ 11,3 bilhões no segundo trimestre, avanço de 8,8% em relação ao ano anterior. A holding de logística ainda reduziu sua alavancagem financeira ao menor nível desde sua abertura de capital, movimento que contribuiu para a valorização das ações.

Investidores aguardam decisão do Copom

Com a divulgação da prévia da inflação e o avanço da temporada de balanços, o mercado volta suas atenções para a próxima reunião do Copom, que poderá definir um novo ciclo de redução da taxa Selic. Até lá, indicadores econômicos, desempenho das commodities e o cenário internacional devem continuar influenciando o comportamento do dólar e da Bolsa de Valores.

FONTE: UOL
TEXTO: Redação
IMAGEM: O Antagonista

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Economia

Dólar fecha no menor nível desde junho e Ibovespa dispara com apoio do petróleo e capital estrangeiro

O dólar comercial encerrou a quarta-feira (22) em seu menor patamar de fechamento desde 2 de junho, refletindo um cenário favorável ao mercado brasileiro. A valorização do petróleo, o aumento do fluxo de investidores estrangeiros e a atratividade dos juros elevados no Brasil contribuíram para a desvalorização da moeda norte-americana.

O ambiente positivo também impulsionou o Ibovespa, que avançou mais de 2% e voltou a ultrapassar a marca dos 177 mil pontos, acompanhando a forte alta do petróleo no mercado internacional.

Indicadores do mercado no fechamento

  • Dólar à vista: R$ 5,053 (-0,42%)
  • Ibovespa: 177.547,57 pontos (+2,44%)
  • Petróleo Brent (setembro): US$ 94,07 (+3,36%)
  • Petróleo WTI (setembro): US$ 86,83 (+2,95%)
  • Dólar em 2026: queda acumulada de 7,95%
  • Ibovespa em 2026: valorização de 10,19%

Fluxo estrangeiro fortalece o real

A moeda norte-americana registrou a terceira queda consecutiva, encerrando o dia cotada a R$ 5,053. Apesar de iniciar o pregão em alta, o dólar perdeu força após a abertura da bolsa, acompanhando o desempenho positivo dos ativos brasileiros e de outras moedas de países emergentes. Entre os fatores que sustentaram o movimento está a entrada de recursos internacionais no mercado nacional, favorecida pelo diferencial entre os juros brasileiros e os praticados nos Estados Unidos.

Outro elemento relevante foi a valorização do petróleo, cujo barril voltou a se aproximar dos US$ 95. Como o Brasil é exportador líquido da commodity, preços mais elevados tendem a melhorar as perspectivas para a balança comercial e aumentar a entrada de divisas no país.

Mesmo com a entrada em vigor da tarifa de 25% aplicada pelos Estados Unidos sobre parte dos produtos brasileiros e com o anúncio de medidas de apoio às empresas afetadas, o mercado reagiu de forma limitada. Para os investidores, esses acontecimentos já estavam amplamente incorporados às expectativas.

Dados divulgados pelo Banco Central também reforçaram o cenário positivo. O fluxo cambial acumulado até julho apresentou saldo positivo de US$ 17,946 bilhões, resultado impulsionado principalmente pelo desempenho do segmento financeiro em relação ao mesmo período do ano passado.

Ibovespa interrompe sequência negativa

O principal índice da Bolsa de Valores brasileira subiu 2,44% e fechou aos 177.547,57 pontos, alcançando o maior nível desde o último dia 10 e encerrando uma sequência de cinco pregões consecutivos de perdas. O avanço foi liderado pelas ações de empresas dos setores de mineração, petróleo e financeiro. Os papéis da Petrobras acompanharam a valorização da commodity no exterior: as ações ordinárias avançaram 2,39%, enquanto as preferenciais registraram alta de 2,21%.

Na avaliação de analistas, o retorno do capital estrangeiro à bolsa brasileira também foi favorecido pela busca de investidores por ativos considerados mais descontados em comparação ao mercado norte-americano, mesmo com os principais índices de Nova York fechando em queda.

Tensões no Oriente Médio elevam preço do petróleo

Os contratos futuros do petróleo encerraram o quarto pregão consecutivo em alta, impulsionados pelo agravamento das tensões entre Estados Unidos e Irã e pelas preocupações com possíveis interrupções nas principais rotas marítimas utilizadas para o transporte da commodity.

O barril do Brent, referência internacional, avançou 3,36%, fechando cotado a US$ 94,07. Já o WTI, negociado nos Estados Unidos, registrou alta de 2,95%, encerrando o dia a US$ 86,83.

O mercado segue monitorando os riscos de bloqueios nos estreitos de Ormuz e Bab-el-Mandeb, corredores estratégicos para o comércio global de petróleo. As ameaças do grupo Houthi, no Iêmen, e novas declarações de autoridades iranianas elevaram as preocupações sobre a oferta mundial da commodity, mesmo após os Estados Unidos informarem um aumento nos estoques de petróleo acima das expectativas.

Tags: dólar, dólar hoje, Ibovespa, mercado financeiro, petróleo Brent, petróleo WTI, fluxo cambial, Banco Central, Petrobras, economia brasileira

Fonte: Agência Brasil / Com informações da Reuters

Texto: Redação

Imagem: Agência Brasil / Valter Campanato

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Economia

Dólar fecha o primeiro semestre de 2026 a R$ 5,16; veja as perspectivas para a cotação até o fim do ano

A cotação do dólar encerrou junho em R$ 5,16, acumulando queda de 5,95% no primeiro semestre de 2026. Apesar do resultado positivo para o real, o período foi marcado por momentos distintos, alternando fases de valorização da moeda brasileira e aumento da volatilidade provocado pelo cenário internacional.

Especialistas avaliam que os próximos meses devem ser influenciados tanto pelos rumos da economia global quanto pelas condições fiscais e políticas do Brasil.

O que influenciou o dólar no primeiro semestre de 2026?

Entre janeiro e março, o real ganhou força diante do dólar impulsionado pelo bom desempenho das commodities, principalmente o petróleo, além do diferencial de juros favorável ao Brasil em comparação com outras economias.

Esse ambiente contribuiu para a entrada de capital estrangeiro e fortaleceu a moeda brasileira. No entanto, a partir de março, a intensificação das tensões envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos aumentou a busca dos investidores por ativos considerados mais seguros, favorecendo novamente o dólar.

Segundo o economista sênior da Nomad, Vitor Kayo, esse novo cenário elevou a aversão ao risco e pode comprometer parte da valorização acumulada pelo real ao longo do ano.

Juros nos Estados Unidos reforçaram a valorização do dólar

Outro fator apontado por analistas foi a postura mais rígida do Federal Reserve (Fed) em relação à política monetária. O mercado passou a considerar a possibilidade de novos aumentos dos juros americanos, fortalecendo a moeda norte-americana frente às principais divisas.

Na avaliação de Matthew Ryan, estrategista global da Ebury, mesmo após a redução das tensões geopolíticas, o dólar continuou resiliente devido às expectativas de manutenção dos juros elevados nos Estados Unidos.

Bruno Perri, economista-chefe da Forum Investimentos, acrescenta que a redução do diferencial entre os juros brasileiros e americanos também colaborou para o movimento, especialmente após o Copom reduzir a Selic para 14,25%.

Real apresentou forte valorização antes da reversão

Ao longo do semestre, a trajetória do câmbio passou por diferentes fases. O ano começou com o dólar próximo de R$ 5,40, seguido por uma valorização consistente do real, que levou a cotação para a faixa de R$ 5,20 e chegou ao piso de aproximadamente R$ 4,90 em maio.

Entretanto, a mudança do cenário internacional interrompeu esse movimento, elevando novamente a cotação da moeda americana durante junho.

O que esperar do dólar até o fim de 2026?

A expectativa dos especialistas é que o segundo semestre continue marcado por elevada volatilidade cambial. Embora o dólar ainda possa perder força em alguns momentos no mercado internacional, fatores como juros elevados nos Estados Unidos e maior cautela dos investidores tendem a favorecer a moeda americana diante das moedas de países emergentes.

Além do ambiente externo, questões internas também devem influenciar o comportamento do câmbio.

Cenário político e fiscal seguirá no radar

Economistas destacam que a situação fiscal brasileira e o avanço do calendário eleitoral podem aumentar a incerteza dos investidores, reduzindo o fluxo de recursos para o país e pressionando o real.

Nesse contexto, a Nomad projeta que o dólar possa encerrar 2026 próximo de R$ 5,40, retornando gradualmente aos níveis observados no fim de 2025.

Matthew Ryan pondera, porém, que uma eventual desaceleração da inflação nos Estados Unidos e futuras expectativas de redução dos juros poderão enfraquecer o dólar no longo prazo, embora esse processo deva ocorrer de maneira lenta e depender da evolução dos indicadores econômicos.

Mercado prevê estabilidade com oscilações

No mercado brasileiro, Rodrigo Caetano, gerente de investimentos do Sicredi Soma, observa que os contratos futuros negociados na B3 indicam expectativa de relativa estabilidade para o câmbio no curto prazo. Ainda assim, a previsão é de que as oscilações permaneçam elevadas diante das incertezas no cenário econômico global e doméstico.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pixabay

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Economia

Inflação 2026: mercado eleva previsão do IPCA para 4,89%, aponta Banco Central

A expectativa do mercado financeiro para a inflação no Brasil voltou a subir. Segundo dados do Boletim Focus divulgados nesta segunda-feira (4), a projeção para o IPCA 2026 avançou de 4,86% para 4,89%. O índice é considerado o principal termômetro da inflação oficial brasileira.

Pressões externas elevam projeções de inflação

A revisão para cima ocorre em meio ao cenário internacional instável. A guerra no Oriente Médio tem impactado diretamente os preços de combustíveis, refletindo também no custo de alimentos e pressionando a economia brasileira.

Com isso, já são oito semanas consecutivas de alta nas previsões para o índice de inflação, que ultrapassa o teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Atualmente, o objetivo é manter a inflação em 3%, com margem de tolerância entre 1,5% e 4,5%.

Inflação recente mostra avanço nos preços

Dados mais recentes indicam aceleração da inflação. Em março, o IPCA registrou alta de 0,88%, puxada principalmente pelos setores de transporte e alimentação. No acumulado de 12 meses, o índice atingiu 4,14%, conforme levantamento do IBGE.

Para os próximos anos, as projeções permanecem relativamente estáveis:

  • 2027: 4%
  • 2028: 3,64%
  • 2029: 3,5%

Taxa Selic segue como principal ferramenta de controle

A taxa Selic, principal instrumento do Banco Central para conter a inflação, está atualmente em 14,5% ao ano. Na última reunião, o Copom reduziu os juros em 0,25 ponto percentual, marcando o segundo corte consecutivo.

Apesar do movimento de queda, o cenário ainda inspira cautela. Entre junho de 2025 e março de 2026, a Selic permaneceu em 15% ao ano — o maior patamar em quase duas décadas.

O Banco Central indicou que acompanha de perto os desdobramentos do cenário externo, especialmente os impactos do conflito internacional sobre os preços. A próxima reunião do Copom está marcada para os dias 16 e 17 de junho.

As projeções do mercado para a Selic são:

  • 2026: 13% ao ano
  • 2027: 11% ao ano
  • 2028 e 2029: 10% ao ano

Entenda o impacto dos juros na economia

O aumento da taxa de juros encarece o crédito, reduz o consumo e ajuda a conter a inflação. Por outro lado, também pode frear o crescimento econômico. Já a redução da Selic tende a estimular o consumo e a produção, embora possa pressionar os preços.

Além da Selic, os bancos consideram fatores como risco de inadimplência, custos operacionais e margem de lucro na definição das taxas ao consumidor.

PIB e dólar: projeções do mercado

O Boletim Focus também trouxe atualizações para outros indicadores:

  • PIB 2026: crescimento estimado em 1,85%
  • 2027: 1,75%
  • 2028 e 2029: 2%

Em 2025, a economia brasileira cresceu 2,3%, marcando o quinto ano seguido de expansão, com destaque para o setor agropecuário.

Já a previsão para o dólar indica:

  • 2026: R$ 5,25
  • 2027: R$ 5,30

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Joédson Alves/Agência Brasil

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Internacional

Estreito de Ormuz impacta dólar, petróleo e bolsas globais após reabertura

A decisão do Irã de reabrir totalmente o Estreito de Ormuz nesta sexta-feira (17) trouxe alívio imediato aos mercados financeiros. O movimento foi interpretado como um avanço rumo ao fim do conflito envolvendo Estados Unidos e Israel, refletindo diretamente no comportamento de ativos globais.

Com a redução das tensões, houve queda nos preços ligados à energia e valorização das principais bolsas internacionais, tanto nos Estados Unidos quanto na Europa.

Petróleo despenca com menor risco no fornecimento

Os preços do petróleo registraram forte recuo após o anúncio. O barril do tipo Brent caiu cerca de 11%, sendo negociado a US$ 88,04, enquanto o WTI também recuou no mesmo ritmo, cotado a US$ 83,39 no contrato para maio.

Durante o período mais crítico do conflito, o fechamento do Estreito de Ormuz pressionou os preços da commodity. Em 9 de março, o Brent atingiu US$ 119, impulsionado pela redução da produção por países do Golfo diante das ameaças iranianas.

Bolsas sobem com alívio no cenário global

A reabertura da rota marítima também favoreceu os mercados acionários. Em Nova York, os principais índices operaram em alta:

  • Dow Jones avançou 2%;
  • S&P 500 subiu 1,17%;
  • Nasdaq ganhou 1,35%.

No Brasil, o Ibovespa já havia reagido positivamente a sinais anteriores de distensão. Em 31 de março, o índice subiu 2,71%, alcançando 187.461,84 pontos, refletindo expectativas de encerramento do conflito.

Dólar oscila com tensões e expectativas de acordo

O comportamento do dólar ao longo do conflito foi marcado por forte volatilidade. Logo após o início dos ataques, em 3 de março, a moeda subiu 2,05%, sendo cotada a R$ 5,27. O pico ocorreu em 13 de março, quando atingiu R$ 5,32.

Já o menor nível foi registrado em 13 de abril, em meio a declarações sobre possíveis negociações entre EUA e Irã, quando o dólar fechou a R$ 4,98. Nesta sexta-feira, a moeda manteve patamar semelhante, chegando à mínima de R$ 4,95.

A maior queda diária ocorreu em 31 de março, quando o dólar recuou 1,35% frente ao real, sendo negociado a R$ 5,18.

Estreito de Ormuz segue como peça-chave do mercado global

A crise evidenciou a importância estratégica do Estreito de Ormuz para o comércio internacional de petróleo. A abertura ou bloqueio da passagem influenciou diretamente os movimentos de commodities, câmbio e mercados acionários ao longo das últimas semanas.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Infomoney

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