Economia

Lula desafia supremacia do dólar: ‘Ninguém determinou que fosse a moeda padrão’

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou nesta 2ª feira (7.jul.2025) que ninguém determinou que o dólar é a moeda padrão de negociação do mundo, tampouco houve um fórum internacional para que isso fosse discutido. Ele defendeu a necessidade de uma moeda unificada para o comércio entre os países do Brics.

“Ninguém determinou que o dólar é a moeda padrão. Em que fórum foi determinado? E obviamente que nós temos todas as responsabilidades de fazer isso com muito cuidado. Os nossos Bancos Centrais precisam discutir isso com os Bancos Centrais dos outros países, mas é uma coisa que não tem volta. Isso vai acontecer aos poucos, e vai acontecer até que seja consolidado”, disse os jornalistas depois da cúpula do bloco, no Rio.

A declaração do petista é um contraponto ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano). O norte-americano quer importar uma tarifa adicional de 10% para países alinhados às “políticas antiamericanas do Brics” . Em janeiro, Trump também disse que tributaria em 100% os países caso o grupo criasse uma moeda própria.

Segundo Lula, o mundo precisa encontrar um jeito que a relação comercial não precisa passar pelo dólar. “Quando for com os EUA, ela passa pelo dólar, quando for com a Argentina, não precisa passar, quando for com a China, não precisa passar, quando for com a Índia, não precisa passar. Quando for com a Europa, discuta-se em euro”, disse.

Uma moeda do Brics é alvo de resistência entre os próprios países do bloco, como a Índia. A Rússia defende a medida. A presidente do NBD, o Banco dos Brics, a ex-presidente do Brasil Dilma Rousseff, apoia a demanda russa. Seu mandato à frente do banco foi renovado em julho por indicação do presidente Vladimir Putin .

Fonte: Poder 360

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Economia

Bolsa fecha em alta recorde e dólar cai ao menor valor em um ano, a R$ 5,40

Dados dos EUA e movimento da bolsa norte-americana impulsionaram negócios por aqui

Ibovespa bateu novo recorde nesta quinta-feira (3), com blue chips como Itaú e Vale entre os principais suportes, enquanto agentes também repercutem dados do mercado de trabalho norte-americano mais fortes do que as expectativas.

O índice referência do mercado acionário brasileiro fechou o dia em alta de 1,35%, a 140.927,86 pontos, tendo alcançado 141.303,55 pontos no melhor momento.

Enquanto isso, o dólar a vista caiu 0,27%, cotado em R$ 5,4047, no menor valor desde 24 de junho de 2024, quando encerrou aos R$ 5,3904. No ano, a divisa acumula baixa de 12,53%.

Os movimentos do real nesta sessão tinham como pano de fundo a força da divisa norte-americana no exterior, depois que o governo dos EUA informou que foram criados 147 mil postos de trabalho no país em junho, acima dos 144 mil empregos abertos em maio, em dado revisado para cima.

O resultado veio bem acima do esperado por economistas em pesquisa da Reuters, que projetavam a criação de 110 mil vagas. O relatório ainda mostrou que a taxa de desemprego caiu para 4,1% em junho, de 4,2% em maio. A expectativa era de que a taxa subiria para 4,3%.

Os números de emprego, que eram amplamente aguardados durante toda a semana, vieram na contramão de dados recentes que mostraram uma inflação moderada e uma desaceleração do mercado de trabalho, o que vinha fomentando as apostas em cortes de juros pelo Fed.

Com o novo sinal de força do mercado de trabalho desta quinta, operadores passaram a precificar 53 pontos-base de afrouxamento monetário neste ano, de 66 pontos antes do relatório. As chances de um corte já na próxima reunião, em julho, estavam em 6%, de 24% mais cedo.

Os dados ainda devem reforçar a atual postura defendida pelo chair do Fed, Jerome Powell, que tem dito que o banco central dos EUA não tem pressa para reduzir os juros, uma vez que aguarda evidências dos impactos de tarifas sobre a inflação.

O índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — subia 0,62%, a 97,357.

Para moedas mais arriscadas, como o real, o adiamento das apostas em cortes de juros era um fator de pressão, já que indica um diferencial de juros menos atrativo para investimentos estrangeiros do que o esperado anteriormente.

Para além da agenda de dados, as negociações comerciais em andamento dos EUA com seus parceiros também pode afetar as negociações ao longo do dia, à medida que se aproxima o prazo de 9 de julho para que os países fechem acordos a fim de evitar a imposição de tarifas mais altas.

Na véspera, o presidente Donald Trump anunciou um acordo comercial com o Vietnã, mas ainda negociava com Japão, União Europeia e Índia.

Mais tarde, as negociações podem ter menor liquidez, uma vez que os mercados dos EUA fecham mais cedo, às 14h, e permanecerão fechados na sexta-feira devido ao feriado do Dia.

Fonte: CNN Brasil

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Economia

Dólar a R$ 5,40: o que explica a queda de 12% em 2025 e o que esperar no 2º semestre?

Analistas veem fraqueza do dólar principalmente por questões globais e projetam mais quedas, ainda que modestas, na segunda metade do ano

O primeiro semestre de queda global do dólar continuará? O enfraquecimento da divisa americana pelo mundo também foi refletido no Brasil, ainda que alguns desafios fiscais tenham segurado uma valorização maior do real frente à moeda dos EUA.

Na última segunda-feira (30), de fechamento de mês, trimestre e semestre, o dólar fechou na casa dos R$ 5,43, no menor nível desde 19 de setembro do ano passado.

Após subir 27,34% em relação ao real em 2024, o dólar terminou o primeiro semestre com perdas de 12,07%. No mês a divisa acumulou baixa de 4,99% e, no trimestre, recuo de 4,76%.

Conforme destacou a LCA Consultores, alguns fatores levaram a um enfraquecimento do dólar, local e globalmente.

O movimento é reflexo da crescente desconfiança dos investidores em relação aos Estados Unidos, especialmente no que diz respeito às políticas tarifária e fiscal. Outro elemento que reforça essa fraqueza é a intenção do governo norte-americano de tributar ganhos de investimentos estrangeiros em ativos financeiros nos EUA.

Adicionalmente, o diferencial de juros doméstico, que se mantém atrativo para os investidores, tem sido um fator relevante no fortalecimento do real.

“Também merece destaque a melhora da percepção de risco do Brasil em comparação com outros mercados emergentes, possivelmente em função da nossa menor exposição às tarifas recíprocas americanas e do crescimento econômico consistente registrado no país”, ressalta a consultoria.

José Faria Junior, sócio e diretor da Wagner Investimentos, reforça os pontos de que o Congresso dos EUA se aproxima de aprovar os cortes de gastos de Trump – e essa legislação tem ajudado na queda do dólar. Adicionalmente, inflação relativamente baixa sugere que o Federal Reserve, o Banco Central dos EUA, cortará os juros ao menos duas vezes este ano conforme a CME: “há 100% de chance de dois cortes e 63% de chance de um terceiro corte, na reunião de dezembro”.

A queda dos juros nos EUA favorece o “carry trade” para a moeda brasileira, dados os juros baixos por aqui. No carry trade, o investidor toma dinheiro emprestado barato em moeda forte e depois investe em outra com rendimentos mais elevados.

Na última sessão do semestre, cabe ressaltar, as divisas emergentes também se beneficiaram da melhora do apetite ao risco com sinais de que os EUA podem fechar acordos comerciais com parceiros relevantes antes de 9 de julho, data que marcaria a volta das tarifas recíprocas anunciadas por Trump em 2 de abril, no chamado “Liberation Day”. As negociações com o Canadá, que forma interrompidas, serão retomadas após o país revogar impostos a empresas de tecnologia dos EUA. Assim, logo os primeiros dias deste segundo semestre serão importantes para definir o rumo do dólar para o restante do ano.

Dólar seguirá em queda?

O diretor de Pesquisa Econômica do Banco Pine, Cristiano Oliveira, que em maio projetava recuo do dólar para R$ 5,40, vê espaço para mais uma rodada de queda da taxa de câmbio. “Nossos modelos de curto prazo apontam que o ritmo de valorização de real deve diminuir, mas a apreciação segue sendo a tendência pelos próximos dois, três meses. Acreditamos em dólar a R$ 5,33 até meados de agosto”, afirma Oliveira.

No exterior, o índice DXY – termômetro do comportamento do dólar ante uma cesta de seis divisas fortes – rompeu na véspera o piso dos 97,000 pontos, com mínima a 96,806 pontos. O Dollar Index terminou junho com perdas ao redor de 2,6%, levando a desvalorização no ano para perto de 11%, no menor nível desde março de 2022.

O economista-chefe da Equador Investimentos, Eduardo Velho, reforça a visão de que dados recentes dos EUA – como o Índice de Preços de Gastos com Consumo Pessoal (PCE) de maio e a queda nas expectativas de inflação apurada pela Universidade de Michigan – apoiam nos últimos dias a perspectiva de cortes de juros pelo Fed no segundo semestre.

“Temos também um componente estrutural, que é a perda de apelo do dólar como reserva de em favor de commodities metálicas, em especial o ouro, desde o Liberation Day, que trouxe muita incerteza sobre a economia americana”, afirma Velho, para quem a apreciação do real ao longo do primeiro semestre se deve fundamentalmente ao recuo global do dólar.

O fundador e estrategista-chefe da DA Economics, Alex Lima, projeta mais apreciação do real e diz que seus modelos apontam para taxa de câmbio próxima de R$ 5,30. “Temos uma visão de dólar global mais fraco, com a execução meio desengonçada das políticas comerciais e econômicas da gestão Donald Trump”, afirma Lima, em comentário no LinkedIn.

O estrategista acrescenta que, por aqui, a preocupação com o quadro fiscal permanece em segundo plano, com investidores já de certa forma antecipando uma possível troca de governo para uma gestão “um pouco mais fiscalmente responsável” após as eleições de 2026. “Vemos alguns sinais de que o mercado está precificando menos risco”, afirma.

Na última segunda à tarde, o boletim Firmus divulgado pelo Banco Central mostrou que as empresas não-financeiras no Brasil reduziram suas projeções para a taxa de câmbio no período de seis meses à frente, mas mantiveram a expectativa de que a inflação nos próximos anos seguirá acima do centro da meta.

A mediana das expectativas em maio para a taxa de câmbio seis meses adiante aponta para um dólar a R$ 5,80, ante R$ 6,00 projetados na pesquisa anterior, de fevereiro. No boletim Focus divulgado pela manhã, a mediana das projeções das instituições financeiras para o dólar no fim de 2025 estava em R$ 5,70.

O Santander também aponta que podemos estar em uma nova era de fraqueza sustentada do dólar americano, e não se trata apenas de movimentos de curto prazo do mercado — “trata-se de mudanças estruturais mais profundas”.

“Diversas forças estão convergindo para impulsionar essa tendência. Primeiro, há uma crescente incerteza em torno da política comercial dos EUA, o que está tornando os investidores globais mais cautelosos. Segundo, crescem as preocupações com a independência do Federal Reserve, levantando questões sobre a credibilidade a longo prazo da política monetária americana. E terceiro, os EUA estão adotando políticas — como repressões generalizadas contra a imigração e o aumento do protecionismo — que podem, em última análise, reduzir a produtividade”, avaliam os estrategistas do banco.

Juntos, aponta o Santander, esses fatores estão remodelando o papel do dólar na economia global e sinalizando uma potencial mudança de longo prazo em sua força.

O Bradesco avalia que o euro é o principal beneficiado pelo enfraquecimento recente do dólar, apesar da vulnerabilidade do continente às políticas comerciais americanas. Contudo, o Brasil também é afetado: o ambiente global de expectativas de moderação de crescimento e cortes de juros aumentou o apetite por risco em emergentes.

Para o cenário doméstico, isso reduziu pressões inflacionárias e sobre as expectativas de juros. o O câmbio mais apreciado levou a projeção de IPCA de 5,4% para 5,0%, neste ano. A equipe econômica espera que a taxa de câmbio encerre o ano em R$ 5,50 para o dólar, ante projeção anterior de R$ 5,70. Para 2026, a projeção também passou de R$ 5,70 para R$ 5,50.

Fonte: InfoMoney

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Economia, Finanças

Bancos centrais priorizam ouro sobre dólar para reservas, mostra pesquisa

Bancos centrais de todo o mundo esperam que suas reservas de ouro aumentem em proporção nos próximos cinco anos, ao mesmo tempo em que projetam que suas reservas em dólares serão menores, segundo uma pesquisa do World Gold Council (WGC).

A demanda de ouro por bancos centrais tem crescido significativamente nos últimos três anos, apesar de seu preço ter atingido recordes consecutivos. 

O ouro atingiu um recorde histórico de US$3.500,05 por onça em abril, um aumento de 95% desde fevereiro de 2022, quando a Rússia invadiu a Ucrânia.

Setenta e três bancos centrais responderam à pesquisa do WGC, realizada entre 25 de fevereiro e 20 de maio, e 76% deles esperam que suas reservas de ouro sejam maiores em cinco anos, em comparação com 69% no ano passado.

Quase 75% dos entrevistados esperam que as reservas denominadas em dólares sejam menores em cinco anos, em comparação com 62% no ano passado.

“O desempenho do ouro em tempos de crise, a diversificação de portfólio e a proteção contra a inflação são alguns dos principais temas que impulsionam os planos de acumular mais ouro no próximo ano”, disse o WGC em um comunicado.

Os bancos centrais acumularam mais de 1.000 toneladas métricas de ouro em cada um dos últimos três anos, disse o WGC, acrescentando que isso representou um aumento significativo em relação à média de 400-500 toneladas na década anterior.

“Essa aceleração acentuada no ritmo de acumulação ocorreu em um cenário de incerteza geopolítica e econômica”, disse o WGC.

Um recorde de 95% dos entrevistados acredita que as reservas de ouro dos bancos centrais aumentarão nos próximos 12 meses, em comparação com 81% no ano passado, de acordo com a pesquisa do WGC, que também mostrou que o Banco da Inglaterra continua sendo o local mais popular para reservas de ouro.

Conflitos comerciais e tarifas foram citados por 59% dos bancos centrais na pesquisa como relevantes para a gestão de suas reservas, segundo a pesquisa

“Uma porcentagem maior desses bancos centrais veio de mercados emergentes e economias em desenvolvimento – 69% – do que os entrevistados de economias avançadas – 40%”, disse o WGC.

Fonte: MSN

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Economia

Dólar renova mínima do ano com Oriente Médio e juros no radar; bolsa sobe

Em momentos de tensões geopolíticas, o dólar em geral é visto como um ativo seguro e tende a ser favorecido pelo sentimento de aversão ao risco que domina os mercados

O Ibovespa teve forte alta e o dólar à vista caiu ante o real nesta segunda-feira (16), pela primeira vez abaixo dos R$ 5,50 este ano, com agentes financeiros ainda atentos aos desdobramentos envolvendo o conflito entre Israel e Irã e à espera de decisões de política monetária nesta semana.

O dólar à vista teve queda de 0,98%, a R$ 5,4871 na venda, renovando o menor valor deste ano. Esse patamar também é o mais baixo desde 7 de outubro do ano passado, quando encerrou em R$ 5,4865.

Já o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, subiu 1,49%, a 139.255,91 pontos.

Cenário exterior

Os movimentos do real nesta sessão tinham como pano de fundo a fraqueza da moeda norte-americana no exterior, com o dólar devolvendo ganhos obtidos na semana anterior na esteira da escalada do conflito entre Israel e Irã.

Em momentos de tensões geopolíticas, o dólar em geral é visto como um ativo seguro e tende a ser favorecido pelo sentimento de aversão ao risco que domina os mercados. Esse cenário foi observado na sexta, quando a moeda dos Estados Unidos avançou sobre seus pares.

Neste pregão, no entanto, o dólar não conseguia sustentar seus ganhos, já que os investidores seguem demonstrando uma certa aversão a ativos dos EUA em meio às incertezas provocadas pela política comercial errática do presidente Donald Trump, que gera preocupações de desaceleração econômica global.

Os mercados estão ansiosos com a aproximação do prazo que Trump estabeleceu para fechar acordos comerciais, que se dá em três semanas, com os EUA distantes de entendimentos com seus principais parceiros, como Japão e União Europeia.

O receio pelo retorno das taxas punitivas no próximo mês ofuscava momentaneamente os temores gerados pela guerra no Oriente Médio.

“As tensões geopolíticas têm proporcionado pouco impulso ao dólar até o momento, refletindo a persistente desconfiança dos mercados em seu status de porto-seguro”, disse Eduardo Moutinho, analista de mercados do Ebury Bank.

“Os investidores estão relutantes em desfazer suas posições vendidas em dólar.”

O índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — caía 0,29%, a 97,991.

Os agentes financeiros também estão se posicionando para uma série de decisões de política monetária nesta semana, incluindo do Federal Reserve e do Banco Central do Brasil.

A autoridade monetária norte-americana divulgará sua decisão na quarta, com ampla expectativa de que mantenha a taxa de juros inalterada mais uma vez, enquanto avalia os impactos econômicos das políticas do governo Trump.

Cenário no Brasil

Já o BC brasileiro entrará no encontro desta semana com suas opções em aberto, com as apostas de investidores divididas entre a manutenção dos juros em 14,75% ano – com 68% de chance – e uma alta de 0,25 ponto percentual – com 32% – para o anúncio de quarta-feira (18), segundo dados da LSEG.

“Não há consenso se o Copom manterá a Selic ou se vai promover um último ajuste. A inflação continua pressionada, e a incerteza fiscal voltou ao centro do debate”, afirmou Diego Costa, head de câmbio para o Norte e Nordeste da B&T XP, em nota.

Na frente de dados, a economia no Brasil iniciou o segundo trimestre com crescimento acima do esperado em abril, de acordo com dados do BC.

O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), considerado um sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), teve expansão de 0,2% em abril, ante projeção de ganho de 0,1%.

Fonte: CNN Brasil


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Economia

Dólar cai a R$ 5,48, menor cotação desde outubro, acompanhando movimento no exterior

Moeda chegou a sua menor cotação de 2025

O dólar fechou a segunda-feira em queda firme ante o real e abaixo dos R$5,50, renovando a menor cotação de 2025, em sintonia com o recuo quase generalizado da divisa norte-americana no exterior, enquanto investidores reagiam aos desdobramentos do conflito entre Israel e Irã e aguardavam as decisões de bancos centrais nesta semana.

Qual a cotação do dólar hoje?

O dólar à vista fechou em baixa de 0,98%, aos R$5,4871 — menor valor de fechamento desde 7 de outubro do ano passado, quando encerrou em R$5,4865, e a primeira vez que o dólar termina a sessão abaixo de R$5,50 este ano.

Em 2025 a divisa acumulou baixa de 11,20%.

Às 17h11, na B3 o dólar para julho — atualmente o mais líquido no Brasil — cedia 1,16%, aos R$5,5040.

Dólar comercial

  • Compra: R$ 5,487
  • Venda: R$ 5,487

Dólar turismo

  • Compra: R$ 5,541
  • Venda: R$ 5,721

O que aconteceu com dólar hoje?

O dia começou com dados positivos das vendas do varejo da China, que cresceram 6,4% em maio ante abril, acima da expectativa de 5,0%, enquanto a produção industrial chinesa avançou 5,8% em maio ante o mesmo mês do ano anterior, abaixo dos 5,9% esperados.

Embora permaneçam os receios em torno da disputa tarifária entre EUA e China, os números deram força a diversas moedas de países exportadores de commodities. O movimento foi favorecido ainda pelo alívio nos preços do petróleo, que durante a tarde cediam cerca de 2% no mercado internacional.

Em todo o mundo investidores se mantiveram atentos aos desdobramentos do conflito entre Israel e Irã, em meio a notícias de que os iranianos buscam um cessar-fogo.

Neste cenário, o dólar cedia ao redor do mundo e, no Brasil, permaneceu no território negativo durante todo o dia, variando entre a cotação máxima de R$5,5385 (-0,05%) às 9h06 e a mínima de R$5,4856 (-1,01%) às 16h49.

“O recuo da moeda americana frente a pares globais, impulsionado por dados mais fracos da indústria nos EUA e indicadores positivos da China, somado à queda do petróleo com sinais positivos vindo no Oriente Médio, criou um ambiente propício ao aumento do apetite por risco”, resumiu Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad.

Investidores também aguardavam pela “Super-Quarta”, quando o Federal Reserve e o Banco Central do Brasil decidirão sobre suas taxas de juros.

As apostas de uma elevação adicional de 25 pontos-base da Selic, precificadas de forma majoritária no mercado, favoreciam o recuo do dólar ante o real, em meio à percepção de que o Brasil seguirá atrativo ao capital externo. Atualmente a Selic está em 14,75% ao ano.

No exterior, o dólar seguia em baixa no fim da tarde. Às 17h32, o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — caía 0,15%, a 98,129.

Pela manhã, em sua operação diária de rolagem, o Banco Central vendeu toda a oferta de 35.000 contratos de swap cambial tradicional. Em uma operação separada, o BC vendeu US$1 bilhão em dois leilões de linha (venda de dólares com compromisso de recompra), também para rolagem.

Fonte: InfoMoney


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Economia, Finanças

O dólar renova mínimas e já se aproxima dos R$ 5,50. Até onde vai a queda?

Tendência de dólar mais fraco por conta das políticas de Donald Trump é vento de cauda para a divisa brasileira, mas uma queda estrutural abaixo dos R$ 5,50 depende muito da situação fiscal, apontam especialistas

“Deus inventou o câmbio para humilhar os economistas”, diz um ditado do mercado, mostrando a imprevisibilidade das moedas.

Mas, com o dólar apontando para baixo e renovando mínima atrás de mínima nos últimos pregões para o menor patamar desde outubro, a pergunta é inevitável: até onde vai a queda?

Antes de mais nada, a ordem dos fatores importa: mais do que uma valorização do real, trata-se de um enfraquecimento do dólar.

É um movimento global, puxado por alguma perda de confiança na economia dos Estados Unidos em meio ao caos tarifário e as políticas erráticas do presidente, como pela própria vontade patente de Donald Trump de reduzir o que ele acredita que seja uma sobrevalorização da moeda americana, que prejudica a competitividade da indústria local.

Quando observada a conjuntura doméstica no Brasil, o único motivo para a apreciação do real foi uma correção da desvalorização extrema ao fim de 2024, quando foi apresentado o pacote de corte de gastos.

Com poucos cortes e o anúncio da isenção do Imposto de Renda (IR) para quem ganha até R$ 5 mil, a percepção de risco disparou e a moeda ficou em níveis estressados.

“Mas hoje é consenso que foi uma reação um pouco exagerada, o dólar a R$ 7 seria uma possibilidade caso o Banco Central parasse de vender dólar [o que não ocorreu]. Aquele exagero no final do ano passado foi sendo compensado ao longo dos primeiros meses de 2025”, afirma Danillo Igliori, economista-chefe da Nomad.

Para fins de comparação, o economista cita que o dólar estava em R$ 4,85 no começo de 2024. Agora, está acima de R$ 5,50 – ou seja, a divisa ainda tem um longo caminho a percorrer para atingir patamares de anos anteriores.

Outro fator para real mais forte é o petróleo, que sobe 7,6% em dólar. “Como somos exportadores de petróleo, essa somatória de dólar fraco e petróleo forte, me parece uma melhor explicação do real está sendo negociado próximo dos R$ 5,50”, comenta Álvaro Frasson, estrategista macro do BTG Pactual.

O diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos bastante elevado também ajuda a atrair capital para cá, comenta Gustavo Sung, economista-chefe da Suno Research.

“Além disso, a gente está no fim ou muito próximo do fim do ciclo da alta de juros e, portanto, isso dá mais previsibilidade e maior apetite à renda variável”, afirma.

O interesse maior, no entanto, é no fiscal brasileiro, que pode mudar o jogo completamente. No atual cenário, a pauta em questão são as medidas do governo para substituir a revogação de parte do decreto do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

Segundo Sung, se houver algum problema na discussão entre o executivo e o legislativo em relação à Medida Provisória (MP) que será apresentada, isso pode aumentar as incertezas fiscais e se refletir no câmbio.

“Mas se a gente aproveitar essa janela de oportunidade que temos agora no terceiro trimestre, antes das eleições, para discutir e conseguir aprovar medidas mais estruturais em relação ao fiscal, vai ser importante para reduzir o risco e até levar o dólar a uma cotação abaixo dos R$ 5,50.”E o que o mercado está mais de olho – e é um dos principais riscos – são as eleições em 2026.

“Podemos entrar em um momento em uma antecipação de um debate eleitoral, que pode começar a fazer algum preço na moeda. E aí não iremos conseguir explicar por fatores econômicos ou de mercado”, diz Frasson.

Guerra comercial desvaloriza o dólar

A aposta dos grandes gestores está dividida. Ao abrirem a carteira, grandes casas como Verde, Gauss e Kapitalo estão comprados em real – em nenhuma delas essa é uma das posições relevantes, mas a aposta na valorização do câmbio brasileiro está presente.

Do outro lado, Itaú Optimus, ASA e Armor Capital já veem uma possibilidade de depreciação da moeda e apostam em posições vendidas.

Um consenso maior é a desvalorização da moeda americana: Legacy, Ibiuna, Ace, Gauss, entre várias outras estão vendidos em dólar contra diversas moedas, especialmente as fortes, como o euro.

Fato é que a guerra comercial imposta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, desagradou o mercado, que passou a não ver mais os ativos americanos como porto-seguro.

“Essa dificuldade de encontrar alguma resolução, algum equilíbrio, do choque de tarifas, vem trazendo um tipo de desconfiança. O fluxo não está correndo para os EUA por conta dessas políticas de má qualidade”, afirma Frasson.

Isso se reflete em um dólar mais fraco, não só quando você olha o desempenho do real, mas em relação às moedas de todos os emergentes, que se apreciaram no ano.

Índice DXY, que mede o desempenho do dólar ante uma cesta de moedas de seis países, incluindo euro, iene japonês, libra esterlina, dólar canadense, coroa sueca e franco suíço, se desvalorizou 9% em 2025. (Na mesma linha, o real acumula valorização de quase 10% no ano.)

Para lá ou para cá

O questionamento do dólar como moeda segura em termos de incerteza causada pelos próprios Estados Unidos faz os impactos da guerra comercial dividirem opiniões.

“A redução de tensões comerciais entre Estados Unidos e outros países aumenta a chance de continuidade do excepcionalismo americano, resultando em um dólar mais forte globalmente”, disse ontem o Itaú BBA em relatório, comentando as notícias de um ‘acordo de Genebra’ entre China e Estados Unidos.

O banco aponta para um dólar a R$ 5,75 em 2025 e 2026 – enquanto o BTG é mais otimista, apontando para R$ 5,60 em 2025.

“Em relação ao acordo fechado com a China, não vejo [que fortalece] o dólar dessa forma agora”, Alexandre Pletes, head de renda variável da Faz Capital.

“A ideia da reindustrialização necessariamente permeia grandes investimento nos EUA, e para que eles se tornem competitivos, coisa que não acontece hoje, essas empresas precisam se instalar novamente lá, com um dólar alto, isso fica muito custoso e vão para outras alternativas.”

Fonte: Exame

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Economia, Finanças

Fluxo cambial total em 2025, até 6 de junho, é negativo em US$ 9,727 bilhões, diz BC

O comercial teve entrada líquida de US$ 22,362 bilhões.

O fluxo cambial do Brasil ficou negativo em US$ 9,727 bilhões em 2025, até o dia 6 de junho, segundo dados preliminares divulgados pelo Banco Central nesta quarta-feira, 11. O canal financeiro acumulou saída líquida de US$ 32,089 bilhões. O comercial teve entrada líquida de US$ 22,362 bilhões.

O segmento financeiro teve compras de US$ 246,114 bilhões e vendas de US$ 278,203 bilhões no período. Esse canal inclui investimentos diretos e em carteira, remessas de lucro, pagamento de juros e outras operações.

O canal comercial teve importações de US$ 99,718 bilhões e exportações de US$ 122,080 bilhões. Nas exportações, estão inclusos US$ 14,108 bilhões em adiantamento de contrato de câmbio (ACC), US$ 32,966 bilhões em pagamento antecipado (PA) e US$ 75,005 bilhões em outras operações.

Mensal

Conforme os dados preliminares do BC, o fluxo cambial do Brasil foi positivo em US$ 437 milhões na primeira semana de junho. O canal financeiro teve entrada líquida de US$ 69 milhões. O canal comercial, de US$ 368 milhões.

Os dados dizem respeito ao período de 2 a 6 de junho, e também representam o acumulado do mês até a última sexta-feira.

O segmento financeiro teve compras de US$ 9,754 bilhões e vendas de US$ 9,675 bilhões.

O canal comercial teve importações de US$ 4,656 bilhões e exportações de US$ 5,024 bilhões. Nas exportações, estão inclusos US$ 1,038 bilhão em adiantamento de contrato de câmbio, US$ 1,008 bilhão em pagamento antecipado e US$ 2,978 bilhões em outras operações.

Fonte: InfoMoney

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Economia, Internacional

Dólar cai a R$ 5,58 com conversa entre Trump e Xi, bolsa recua com bancos

Os temores de que os EUA serão os principais prejudicados da guerra comercial de Trump têm gerado a fraqueza do dólar no exterior

O dólar à vista e o Ibovespa fecharam em queda nesta quinta-feira (5), conforme os investidores reagiam à notícia de um telefonema entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder chinês, Xi Jinping, com dados da maior economia do mundo no radar.

O dólar à vista caiu 1,03%, a R$ 5,5871 na venda.

Já o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, teve queda de 0,56%, a 136.236,37 pontos, pressionado principalmente por bancos e com Hapvida na ponta negativa.

Na quarta-feira (4), o dólar à vista fechou em alta de 0,14%, a R$ 5,6450.

Tarifas e dados dos EUA

A semana tem sido marcada pela percepção de que a política comercial dos EUA está começando a prejudicar a economia norte-americana, com uma série de dados econômicos para o mês de maio apresentando resultados mais fracos do que o esperado, acirrando as preocupações de investidores.

Na véspera, um relatório da ADP sobre o setor privado mostrou que foram criados muito menos vagas de emprego do que o esperado em maio, enquanto uma pesquisa do Instituto de Gestão de Fornecimento (ISM) revelou que o setor de serviços teve contração no mês passado.

Com isso, as atenções se voltavam novamente nesta sessão para dados dos EUA, com o governo informando mais cedo que os pedidos semanais de auxílio-desemprego subiram para 247 mil na última semana, acima dos 235 mil pedidos projetados em pesquisa da Reuters.

Já o déficit comercial dos EUA ficou em US$ 61,6 bilhões em abril – melhor do que o esperado –, quando Trump anunciou suas tarifas do “Dia da Libertação” e anunciou uma pausa de 90 dias para permitir negociações, mantendo uma taxa mínima de 10% sobre todas as importações para os EUA.

Os temores de que os EUA serão os principais prejudicados da guerra comercial de Trump têm gerado a fraqueza do dólar no exterior, com a moeda norte-americana rondando os menores patamares em vários anos e impulsionando divisas de países emergentes.

O foco dos mercados estará agora em torno da divulgação do relatório de emprego do governo, na sexta-feira.

O índice do dólar – que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas – caía 0,15%, a 98,653.

Também estava no radar a mais recente decisão de política monetário do Banco Central Europeu, que voltou a reduzir a taxa de juros em 0,25 ponto percentual, para 2,0%.

Cenário nacional

No Brasil, entretanto, os ganhos potenciais do real têm sido contidos com novas preocupações sobre o cenário fiscal brasileiro, conforme governo e Congresso discutem alternativas para o decreto do Executivo que elevou as alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que propostas serão apresentadas para lideranças partidárias em reunião no domingo.

Pesquisas recentes que reforçam a tendência de aumento da desaprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda têm levantado temores de que o governo possa apostar em medidas de impulso fiscal para melhorar a imagem do governante.

“A queda na aprovação cria um pequeno temor no mercado de que isso possa ser acompanhado com medidas que aumentam os gastos”, disse Matheus Massote, especialista em câmbio da One Investimentos. “Mas hoje o dia tende a ser mais tranquilo.”

Fonte: CNN Brasil

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Economia, Finanças

Focus: veja as projeções atualizadas para PIB, IPCA, Selic e dólar em 2025 e 2026

Analistas consultados pelo Banco Central elevaram a projeção para o crescimento da economia brasileira neste ano,  enquanto as expectativas em relação à inflação e à taxa de juros foram mantidas inalteradas, de acordo com a pesquisa Focus divulgada nesta segunda-feira, 26.

O levantamento mostrou que a expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB) é de crescimento de 2,14% em 2025, acima da previsão de alta de 2,02% na pesquisa anterior. Para 2026, a projeção para o crescimento econômico do país foi mantida em 1,70%.

A mudança ocorreu na esteira da elevação da expectativa do próprio Ministério da Fazenda para o PIB brasileiro em 2025, com a nova previsão indicando alta de 2,4%, de 2,3% anteriormente. Para 2026, a Fazenda manteve a projeção de crescimento de 2,5%.

IPCA

Para a inflação medida pelo IPCA, a projeção para 2025 se manteve estável em 5,50%. Para 2026, a expectativa permaneceu em 4,50%.

A partir deste ano, a meta de inflação é contínua, com base no IPCA acumulado em 12 meses. O centro é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto porcentual para mais ou para menos. Se o IPCA ficar fora desse intervalo por seis meses consecutivos, considera-se que o BC perdeu o alvo.

Selic e dólar

Foi mantida também a projeção para a taxa básica de juros neste ano e no próximo. A mediana das projeções para a Selic ao final de 2025 é de permanecer no nível atual de 14,75%, enquanto para o término de 2026 a previsão é de que a taxa atinja 12,50%.

Já para o câmbio, a previsão para o preço do dólar no final de 2025 caiu para R$ 5,80, de R$ 5,82 na pesquisa anterior. Em 2026, o dólar continua sendo projetado em R$ 5,90.

Fonte: Istoé Dinheiro

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