Economia, Informação, Tributação

Dólar alcança R$ 5,50 e bolsa cai 2,1% após decisão de Dino

Dúvidas sobre Lei Magnitsky pesaram contra ações de bancos na bolsa

Em um dia marcado por tensões em torno da aplicação da Lei Magnitsky, usada pelos Estados Unidos para sancionar o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, o dólar aproximou-se de R$ 5,50. A bolsa teve a segunda maior queda do ano, puxada por ações de bancos.

O dólar comercial encerrou esta terça-feira (19) vendido a R$ 5,499, com alta de R$ 0,065 (+1,19%). A cotação chegou a operar em estabilidade nos primeiros minutos de negociação, mas disparou para R$ 5,47 ainda durante a manhã. Na máxima do dia, por volta das 16h30, chegou a ultrapassar R$ 5,50.

No maior nível desde 5 de agosto, a moeda estadunidense acumula queda de 1,82% em agosto. Em 2025, a divisa recua 11,02%.

O mercado de ações também teve um dia tenso. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 134.432 pontos, com queda de 2,1%. O indicador está no menor patamar também desde 5 de agosto.

As ações de bancos puxaram as perdas nesta terça, devido a dúvidas sobre possíveis sanções a instituições financeiras brasileiras que não aplicarem as restrições contra Moraes. As maiores perdas foram registradas em bancos com filiais nos Estados Unidos.

Ao analisar decisão da Justiça do Reino Unido sobre indenização a vítimas do desastre de Mariana e Brumadinho (MG), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino esclareceu que leis estrangeiras não valem automaticamente no Brasil, precisando ser confirmadas pela Justiça brasileira.

Embora não cite a Lei Magnitsky, a decisão de Dino poderia proteger cidadãos brasileiros da legislação estadunidense, usada pelo governo de Donald Trump para sancionar o ministro Alexandre de Moraes, do STF, restringindo seu acesso a serviços financeiros. A sanção faz parte das ações adotadas pelos Estados Unidos contra importações e autoridades brasileiras para interferir no julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no processo da trama golpista, que está em fase final.

Entre as sanções previstas estão o bloqueio de contas bancárias, de bens e interesses em bens dentro da jurisdição em solo norte-americano, além da proibição de entrada no país. Essa última medida já havia sido aplicada a Moraes e outros ministros do STF.

Além disso, um efeito indireto, mesmo para quem não possui bens no país, seria a possibilidade de interrupção de serviços como os relacionados à operadoras de cartão de crédito e serviços digitais, de empresas que operem sob leis americanas ou mantenham relações bancárias nos EUA, uma vez que seriam, em tese, obrigadas a respeitar a sanção.

Em despacho no início da tarde, Dino reafirmou não haver eficácia automática de leis estrangeiras em território nacional, mas esclareceu que decisões de tribunais internacionais vigoram no Brasil.

Fonte: Agencia Brasil

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Informação

Pix do BRICS? Conheça o BRICS Pay, sistema que promete reduzir dependência do dólar

Brasil lidera o BRICS Pay, sistema global inspirado no Pix que promete reduzir a dependência do dólar e transformar o comércio internacional. Entenda como funciona

O bloco econômico BRICS, formado por Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul e novos membros como Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Irã e Indonésia, está perto de lançar o BRICS Pay, uma plataforma de pagamentos digitais internacionais inspirada no Pix brasileiro.

O BRICS Pay foi desenvolvido com tecnologia blockchain e capacidade para processar até 20 mil transações por segundo. A plataforma promete operações rápidas, seguras e de baixo custo, conectando bancos centrais e instituições financeiras dos países participantes.

A proposta é permitir que as transações comerciais ocorram diretamente em moedas locais, como real, yuan e rúpia, eliminando a necessidade de conversão para o dólar.

Pix como modelo e Brasil no centro da inovação

O sucesso do Pix, lançado pelo Banco Central do Brasil em 2020 e responsável por movimentar R$ 7 trilhões somente no primeiro trimestre de 2025, serviu como referência para a criação do BRICS Pay. A experiência brasileira com pagamentos instantâneos foi decisiva para a concepção de um modelo adaptado ao comércio exterior.

Objetivos estratégicos do BRICS Pay

  • Reduzir a dependência do dólar nas transações internacionais
  • Facilitar o comércio em moedas locais
  • Fortalecer a autonomia financeira frente a sanções
  • Aumentar a competitividade das exportações

Resposta a pressões internacionais

A criação do BRICS Pay acontece em um momento de tensões com países ocidentais. Nos Estados Unidos, autoridades veem o sistema como uma ameaça à supremacia do dólar, que participa de 84% das transações globais.

O ex-presidente Donald Trump chegou a ameaçar impor tarifas de até 100% a países que deixarem de usar a moeda americana.

Economistas como Sergey Glazyev, conselheiro russo para integração econômica, afirmam que a plataforma representa um marco para o Sul Global e um passo importante para reduzir riscos de bloqueios financeiros.

O Pix dos BRICS: Integração com sistemas já existentes

O BRICS Pay pretende unificar redes de pagamento instantâneo de cada país, como o Pix no Brasil, o SBP na Rússia, o UPI na Índia, o IBPS na China e o PayShap na África do Sul. A interoperabilidade entre esses sistemas permitirá transações em tempo real e ampliará o alcance do comércio intrabloco.

Potencial e desafios

Projeções indicam que, até 2030, o BRICS Pay poderá movimentar centenas de bilhões de dólares por ano, rivalizando com o sistema SWIFT. Apesar disso, a iniciativa enfrenta obstáculos como integração tecnológica, harmonização tributária e pressões políticas externas.

O Brasil, que assumirá a presidência rotativa do BRICS em 2026, terá papel fundamental para viabilizar a plataforma e consolidar sua posição como referência global em soluções de pagamento digital.

Fonte: Melhor Investimento

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Economia

Tendência é de dólar mais fraco e moedas emergentes em alta, diz Goldman Sachs

Relatório do banco avalia que cortes graduais do Fed e juros elevados em países como Brasil e África do Sul favorecem estratégias de carry trade em emergentes

O dólar tende a perder valor nos próximos meses porque a economia dos Estados Unidos não sustenta mais a alta precificação da moeda, afirma o Goldman Sachs em relatório enviado ao mercado na sexta-feira (15).

No documento, os analistas dizem que a fraqueza recente do mercado de trabalho reforça essa leitura, o que pode abrir espaço para uma queda gradual da moeda em relação a outros ativos globais. A expectativa é de que o simpósio anual de Jackson Hole, promovido pelo Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos) e que ocorrerá neste ano entre 21 e 23 de agosto, traga discursos semelhantes aos do ano passado, quando Jerome Powell e outros membros do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) evitaram sinalizar um caminho fechado para os juros antes da divulgação dos próximos dados de emprego e inflação.

Para o banco, quem espera um sinal mais direto de política monetária no encontro pode se frustrar. O Goldman Sachs observa que os discursos recentes das autoridades do Fed e os números divulgados até agora mantêm espaço para cortes adicionais na taxa de juros de curto prazo.

Os estrategistas citam ainda que o dólar pode continuar a ter um desempenho inferior em relação a outros ativos cíclicos, já que parte do Fomc defende uma postura de cortes mais graduais por conta da contração da oferta de trabalho. Esse movimento, segundo os analistas, sugere um ritmo mais baixo de criação de empregos e crescimento potencial reduzido, o que pesa sobre a moeda.

Os especialistas do Goldman Sachs escrevem que os dados de inflação da semana passada ajudam a entender que os preços ao consumidor não devem limitar as decisões do Fed. Já os números do índice de preços ao produtor (PPI, em inglês) sinalizam um ambiente de negócios volátil e incerto.

Outro fator que pesou no mercado de câmbio foi a especulação de que o relatório mensal de emprego poderia ser suspenso. Apesar do esclarecimento posterior da Casa Branca, a questão da governança institucional nos Estados Unidos voltou ao radar dos investidores de moedas e pode levar a uma depreciação adicional do dólar conforme gestores globais reconsideram sua posição em ativos considerados porto seguro.

Na leitura do banco, parte da queda do dólar na semana também esteve ligada à baixa liquidez e a fatores externos, como as apostas em uma possível alta de juros pelo Banco do Japão (BoJ). A instituição avalia que a ajuda de eventos externos tende a ser cada vez mais necessária para que a trajetória de depreciação da moeda americana se mantenha, já que os preços atuais estão menos favoráveis para movimentos mais rápidos.

Moedas de mercados emergentes

Em relação às moedas de mercados emergentes, o Goldman Sachs nota que agosto tem sido positivo. A valorização tem sido mais forte entre as moedas de maior retorno em juros, como o real e o rand sul-africano, que ainda são considerados subavaliados e sensíveis ao comportamento do yuan chinês.

Já as moedas asiáticas, de maneira geral, ficaram para trás, e o peso mexicano mostrou desempenho inferior ao de outras moedas de alto retorno. De acordo com o relatório, isso se explica pela maior dependência da economia mexicana da demanda dos Estados Unidos, além do fato de a moeda estar mais próxima de seu valor justo.

O banco explica que, mesmo com cortes de juros ao longo do ano no México, o peso seguiu relativamente estável, o que se deve a fatores externos mais relevantes para sua cotação. A leitura é de que o Banco do México deve reduzir o ritmo de cortes e que a moeda seguirá reagindo de forma mais sensível às variações dos rendimentos dos títulos norte-americanos. O Goldman Sachs diz que, se o mercado precificar novos cortes do Fed, a moeda mexicana pode se beneficiar em parte, mas ainda vê melhores oportunidades em outras divisas emergentes.

No caso do real e do rand, os analistas afirmam que há espaço para ganhos adicionais, já que as duas moedas continuam com retorno elevado e mantêm forte correlação com o yuan. A expectativa é que estratégias de carry trade (operações em que investidores buscam lucrar com a diferença de juros entre países) sigam atraentes enquanto o crescimento dos Estados Unidos ficar abaixo da tendência, sem sinais de uma recessão global mais acentuada.

Fonte: InfoMoney


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Economia

Dólar cai de 70% para 58% nas reservas mundiais enquanto novo ‘dólar’ da China avança e altera comércio brasileiro

É o fim do dólar? Entenda como o novo “dólar” da China pode impactar o Brasil e seus investimentos. Especialistas analisam a ascensão do yuan no comércio global e os riscos e oportunidades para a economia brasileira

O avanço do novo “dólar” da China — o yuan — no comércio internacional está acendendo um alerta entre economistas e investidores. Empresas brasileiras, como a Chilli Beans, já anunciaram que vão abandonar o dólar em operações de importação e adotar a moeda chinesa diretamente. O movimento reflete uma tendência global de diversificação cambial, acelerada após sanções dos Estados Unidos contra a Rússia.

Atualmente, o dólar representa 54% do comércio mundial e domina o mercado financeiro, mas perde espaço em reservas internacionais e pagamentos globais. Já o yuan, embora responda por apenas 2% das reservas globais e 7% das transações cambiais, cresce de forma constante e estratégica. Para especialistas, esse cenário coloca o Brasil em uma posição única — e potencialmente vantajosa — nas disputas comerciais entre EUA e China.

A ascensão do yuan e o reposicionamento global

De acordo com dados recentes, o dólar caiu de 70% para 58% na participação das reservas cambiais mundiais desde o início dos anos 2000. Nesse mesmo período, o yuan passou a integrar oficialmente as reservas internacionais, ganhando força no comércio asiático e em operações bilaterais.

O professor de economia internacional ouvido pela reportagem lembra que a história das moedas hegemônicas é cíclica: a libra esterlina perdeu espaço para o dólar no século XX, e agora o avanço da China como maior potência industrial pode abrir caminho para o yuan. No entanto, a falta de transparência do sistema chinês e o controle estatal ainda geram desconfiança entre investidores globais.

Oportunidades e riscos para o Brasil

O Brasil é hoje o maior fornecedor de matérias-primas para a China e um parceiro comercial relevante para os Estados Unidos. Isso o coloca no centro de uma disputa que pode render ganhos estratégicos se o país souber negociar. Especialistas defendem que o Brasil deveria adotar uma postura de neutralidade e exigir contrapartidas — como transferência de tecnologia e instalação de indústrias locais — em troca do fornecimento de insumos.

Com os preços das commodities em alta e o real ganhando força, o país já sente impactos positivos: o índice EWZ, que mede a bolsa brasileira em dólar, cresceu 25,01% em 2025, superando os 9,64% do S&P 500 no mesmo período. Mesmo sem reformas fiscais significativas, o cenário externo tem favorecido a economia brasileira.

O investidor brasileiro nesse novo cenário

Para quem investe, a recomendação de analistas é diversificar a carteira internacional e se preparar para possíveis mudanças no sistema monetário global. A queda do dólar no Brasil abre oportunidades para compra de ativos externos a preços mais atraentes, mas a instabilidade geopolítica exige cautela.

A disputa cambial não será resolvida a curto prazo, e o Brasil precisa decidir se quer apenas reagir aos movimentos das potências ou atuar de forma ativa para se beneficiar desse realinhamento econômico.

novo “dólar” da China ainda está longe de substituir o dólar como principal moeda global, mas sua expansão já influencia estratégias comerciais e investimentos. O Brasil, se bem posicionado, pode ser um dos grandes beneficiados — desde que alinhe política externa, setor industrial e interesses de longo prazo.

Fonte: Click Petróleo e Gás

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Economia

Ibovespa cai e dólar sobe com reação do mercado ao tarifaço

Na Europa, os principais índices fecharam em queda. Já na Ásia, as bolsas oscilaram.

O mercado financeiro avalia, nesta quinta-feira (31), os efeitos do tarifaço aplicado pelo governo Donald Trump ao Brasil. O dólar oscila durante todo o dia. No começo da tarde, operava em leve alta de 0,03%, cotado aos R$ 5,59. Já o Ibovespa caia 0,57%, aos 133.229 pontos.

Na Europa, os principais índices fecharam em queda:

  • Stoxx 600: queda de 0,71%, aos 546,34 pontos;
  • FTSE 100 (Londres): queda de 0,08%, aos 9.130,04 pontos;
  • DAX (Frankfurt): queda de 0,81%, aos 24.065,47 pontos;
  • CAC 40 (Paris): queda de 1,14%, aos 7.771,97 pontos;

Na Ásia, os principais índices oscilaram:

  • Nikkei 225 (Tóquio): alta de 1,1%, para 41.069,82 pontos;
  • Kospi (Seul): queda de 0,3%, para 3.245,44 pontos;
  • Hang Seng (Hong Kong): queda de 1,5%, para 24.803,18 pontos;
  • Xangai Composto (Xangai): queda de 1,2%, para 3.573,21 pontos;
  • S&P ASX 200 (Austrália): queda de 0,2%, para 8.742,80 pontos;
  • Taiex (Taiwan): alta de 0,3%, para 23.542,52 pontos;
  • BSE Sensex (Índia): alta de 0,2%, para 81.642,81 pontos.

Impacto para os setores

Quase 60% dos produtos brasileiros ainda serão taxados em 50% quando entrarem nos Estados Unidos, se não houver acordo. A medida assinada pelo presidente Donald Trump afeta produtos como o café, frutas, pescado e carne bovina.

O diretor-geral do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil, o Cecafé, Marcos Matos, disse, em entrevista ao CBN São Paulo, que as negociações continuam em andamento.

Ele ressaltou que, apesar das tarifas, uma queda do preço do café no mercado interno não deve acontecer no momento. Marcos Matos explica que isso depende de outros fatores:

“O mercado já começou a trabalhar. As tarifas são só mais um item dessa equação, mais uma variável – ela é incerta porque, a todo momento, também as condições mudam, os acordos comerciais com cada país mudam. Continuamos a trabalhar para que a gente consiga colocar o produto na lista de exceções, mas sempre buscando o diálogo entre os dois países que é primordial também”, afirmou.

O setor de pescados também ficou de fora da lista de exceções. Em entrevista ao Jornal da CBN, o diretor-executivo da ABIPESCA, Jairo Gund, explicou que as exportações serão inviáveis para o mercado americano.

“Estamos vivendo talvez o momento mais sensível da história recente do nosso setor. E, agora, a gente fica numa situação onde temos a perda total de de competitividade, comparado com os nossos principais concorrentes externos. Fica completamente inviável. Já estava tendo retenções de embarque pelo receio da confirmação da entrada em vigor -que se confirmou na data de ontem. Agora, nós teremos um impacto severo na redução da produção primária”, explica.

Os mercados caribenho e asiático, que são os concorrentes, também foram tarifados, mas em taxas menores do que a do Brasil.

Uma situação similar atinge o setor de carnes. Segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne, a carga tributária total ultrapassaria os 76%, dificultando o processo. A Abiec afirmou em nota que ainda busca uma negociação com os importadores norte-americanos e com o governo brasileiro.

A tarifa também afetará a competitividade dos derivados de cacau brasileiro e pode gerar riscos fiscais e operacionais para o setor. Segundo a Associação Nacional das Indústrias Processadoras de Cacau, os Estados Unidos responderam por 18% do valor total exportado pelo Brasil.

A Associação Brasileira de Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados ainda acompanha o desdobramentos de negociações entre os dois países.

Em relação ao setor do Alumínio, a Associação Brasileira do Alumínio estima um prejuízo de mais de R$ 1 bilhão para o setor. De acordo com a Abal, as tarifas também ameaçam a cadeia de reciclagem.

Fonte: CBN

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Economia

Dólar fecha em alta e Bolsa tem forte queda após acordo tarifário entre EUA e União Europeia

O dólar fechou em alta de 0,54% segunda-feira (28), cotado a R$ 5,592, um dia depois dos Estados Unidos e da União Europeia chegarem a um acordo sobre tarifas de importação. Essa é a maior cotação para a moeda desde abril deste ano.

A pauta comercial ditou os negócios globalmente. Por aqui, o mercado monitorou os esforços do Brasil para evitar a ameaça tarifária do presidente Donald Trump, mas ainda não há sinais de que o lado norte-americano está disposto a negociar.

Pressionada pela percepção de risco sobre o Brasil, a Bolsa fechou em forte queda de 1,04%, a 132.129 pontos.

Estados Unidos e União Europeia concordaram em estabelecer tarifas de 15% sobre a maioria dos produtos do bloco, mesma taxa acordada com o Japão na semana passada.

Segundo o presidente dos EUA, a UE gastará US$ 750 bilhões adicionais em produtos do setor de energia dos EUA, investirá US$ 600 bilhões no país e comprará “uma enorme quantidade” de equipamentos militares americanos, no valor de “centenas de bilhões de dólares”, como parte do acordo.

Já Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, afirmou que a taxa básica de 15% deve ser aplicada a automóveis, semicondutores e produtos farmacêuticos, e que uma tarifa zero por zero foi estabelecida para certos produtos estratégicos, como aeronaves e peças de aeronaves, químicos e medicamentos genéricos. Nenhuma decisão foi tomada sobre vinhos e bebidas alcoólicas ainda.

O acordo é, de certa forma, uma vitória para Trump, avalia Leonel Mattos, analista de Inteligência de Mercado da StoneX. “Ele está conseguindo concessões importantes para os Estados Unidos, como abertura de mercados externos, acordos ou promessas de investimentos no país e ainda tarifas de importação a um nível bem mais alto do que o observado antes”, afirma.

Da ótica dos mercados, o entendimento encerra, ao menos por ora, uma novela que inspirou cautela globalmente. Grandes parceiros comerciais e duas das maiores potências econômicas do mundo, EUA e UE estavam em negociação sobre as tarifas desde o “dia da libertação”, em 2 de abril, quando o tarifaço empurrou os mercados financeiros para uma queda livre.

Se não chegassem a um acordo até 1º de agosto, Trump afirma que os produtos do bloco seriam taxados em 30%. A resolução deixa os mercados menos apreensivos, especialmente sobre os ativos norte-americanos: o dólar vinha se enfraquecendo nos últimos meses diante da perspectiva de que os EUA seriam os principais prejudicados por uma guerra comercial global.

Com o entendimento, o índice DXY, que compara a força do dólar em relação a seis outras moedas fortes, saltou 1,04%, a 98,65 pontos.

Para o Brasil, porém, não há muito espaço para otimismo. O prazo para negociar as sobretaxas de 50% a produtos brasileiros também é 1º de agosto, mas os canais de comunicação dos Estados Unidos estão, até agora, fechados.

O governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem tentado dialogar com os norte-americanos há semanas e, a poucos dias do prazo, afirma que seguirá apostando na saída diplomática. O chanceler Mauro Vieira estará em Nova York nesta semana para uma conferência da ONU e já sinalizou disposição para viajar à capital Washington, caso o governo Trump queira sentar à mesa para negociar.

O próprio presidente Lula fez um apelo nesta segunda para que Trump “reflita sobre a importância do Brasil”.

“Espero que o presidente dos Estados Unidos resolva fazer aquilo que no mundo civilizado a gente faz: tem divergência? Tem, sente numa mesa, coloque a divergência do lado e vamos tentar resolver”, afirmou em discurso durante cerimônia da inauguração de usina termelétrica a gás natural no Rio de Janeiro.

Mas, ao que parece, há pouco espaço para um entendimento. Um funcionário da Casa Branca com acesso às tratativas ligadas às tarifas afirmou à Folha de S.Paulo na sexta-feira (25) que o governo Trump avalia não ter recebido engajamento relevante ou propostas significativas por parte do Brasil para negociar os tributos.

Membros do governo brasileiro viram nessa afirmação dois possíveis indicativos: o de que os americanos preparam a narrativa para culpar o governo Lula pela imposição das tarifas e um sinal de que Trump indica querer tratar mesmo de questões não comerciais, mas políticas -o que a gestão brasileira rechaça.

Na carta endereçada ao presidente Lula em 9 de julho, Trump atribuiu a decisão de elevar a tarifação do país, “em parte”, ao que vê como uma “caça às bruxas” contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. Também citou “centenas de ordens” judiciais que censurariam a liberdade de expressão.

Auxiliares de Lula ressaltam que não haverá concessão na parte política ligada ao tarifaço. O Brasil quer levar a conversa ao campo comercial.

Mas, segundo a agência de notícias Bloomberg, o governo Trump está preparando uma nova declaração como base legal para impor tarifas sobre o Brasil. O presidente republicano tem usado esse mecanismo para justificar seu tarifaço global, mas ainda não há detalhes do texto.

Trump também citou ter déficit com o Brasil, o que é incorreto, porque os EUA têm superávit com o país, então os americanos devem buscar alguma justificativa, fora da política, para deixar o decreto mais robusto.

“Agora, o Brasil entra no radar de Washington e uma nova tarifa de até 50% pode ser anunciada a partir de 1º de agosto. A medida, vista como retaliação política, eleva o grau de incerteza sobre o câmbio e as exportações brasileiras”, diz Diego Costa, head de câmbio para o Norte e Nordeste da B&T XP.

Fora do âmbito comercial, os mercados também avaliarão as decisões de juros do Brasil e dos Estados Unidos na quarta-feira. A expectativa é que tanto o BC (Banco Central) quanto o Fed (Federal Reserve) mantenham suas taxas.

Fonte: Folha de São Paulo

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Economia

Dólar dispara com notícia de que EUA preparam base legal para tarifaço

A cotação do dólar subiu de forma acentuada no início da tarde desta sexta-feira (25/7). Às 10h30, a moeda americana operava em alta de 0,25% frente ao real, a R$ 5,53. Às 15 horas, entretanto, a elevação era de 0,82%, a R$ 5,56. Pouco antes disso, ela havia atingido R$ 5,57.

O salto ocorreu depois da veiculação de uma notícia da agência Bloomberg, segundo à qual o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prepara uma nova declaração de emergência sobre as tarifas que pretende impor contra os produtos exportados pelo Brasil.

Em 9 de julho, Trump anunciou que fixaria uma sobretaxa de 50% sobre as exportações brasileiras, valor que será cobrado a partir de 1º de agosto. A ação do republicano ocorreu como uma demonstração de apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Agora, nova medida cogitada pela Casa Branca seria necessária para confirmar a tarifa, uma vez que a balança comercial dos EUA é superavitária em relação ao Brasil. Isso não ocorria nas relações comerciais com os outros países que foram alvo de sanção semelhante por parte do governo americano.

Ibovespa acentua queda

Com o novo tumulto no front externo, a Bolsa brasileira (B3) acentuou a tendência de queda. Às 15h10, o Ibovespa, o principal índice da B3, caía 0,32%, aos 133.295 pontos. Pouco depois das 10 horas, ele registrava uma leve elevação de 0,07%, aos 133.898 pontos.

Fonte: Metrópoles 

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Economia

Dólar mais caro, imposto retroativo: como decisão de Moraes sobre o IOF afeta você?

STF restabelece decreto do governo com aumento do IOF e aplica efeitos retroativos; empresas e especialistas apontam risco jurídico e insegurança tributária

A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de restabelecer parcialmente o decreto presidencial que elevou o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) reacendeu o debate sobre segurança jurídica e previsibilidade tributária no país. Publicado em 11 de junho, o decreto havia sido sustado pelo Congresso, mas volta a valer com efeitos retroativos, segundo a decisão do STF, exceto no ponto que tratava da tributação de operações com risco sacado.

A seguir, veja os principais pontos da decisão e seus desdobramentos:

Viajar ficou mais caro

Com o aumento do IOF para 3,5% em diversas operações cambiais, viajar ao exterior ficou mais caro para os brasileiros. A nova alíquota atinge diretamente o uso de cartões de crédito, débito e pré-pagos internacionais, além de compras de moeda estrangeira em espécie e remessas para contas pessoais no exterior para gastos gerais.

Na prática, isso significa que cada transação feita fora do país ou cada dólar comprado no Brasil será mais onerosa, encarecendo despesas comuns em viagens como hospedagem, alimentação e compras. A medida eleva o custo efetivo de viajar, especialmente para quem não possui conta em moeda estrangeira no exterior.

Veja as novas alíquotas:

  • Cartões internacionais (crédito, débito e pré-pagos): alíquota sobe para 3,5%
  • Remessas para contas de pessoas físicas no exterior (gastos pessoais): de 1,1% para 3,5%
  • Compra de moeda estrangeira em espécie: de 1,1% para 3,5%

Investir em moeda estrangeira também

Investir no exterior também ficou mais caro com as mudanças no IOF. A alíquota para remessas destinadas a aplicações financeiras, que antes era de 0,38%, passou a ser de 1,1% com o novo decreto. Isso impacta diretamente investidores que transferem recursos para corretoras ou contas de investimento no exterior.

Além disso, aportes em planos de previdência privada do tipo VGBL, que eram isentos, agora estão sujeitos a uma cobrança de 5% sobre valores anuais que excedam R$ 300 mil, com o limite subindo para R$ 600 mil a partir de 2026.

Leandro Turaça, sócio da Ouro Preto Investimentos, afirmou que a decisão “impõe um custo alto: a perda de previsibilidade”. Segundo ele, o impacto será direto sobre o mercado de crédito estruturado, “especialmente via FIDCs”, que também começaram a ser tributados, exigindo revisão nas estruturas e rentabilidades dos produtos.

Veja as novas alíquotas:

  • Remessas para contas de pessoas físicas no exterior (investimentos): de 0,38% para 1,1%
  • Aportes em previdência privada VGBL: antes isentos, passam a estar sujeitos a 5% sobre valores acima de R$ 300 mil (em 2025) e R$ 600 mil (em 2026).
  • Compra de cotas primárias de FIDCs: antes isentas, passam a estar sujeitas a 0,38%

O que ficou de fora

Moraes retirou da decisão a tributação sobre o risco sacado, ao considerar que essas operações de antecipação de recebíveis não se equiparam a operações de crédito. Segundo o ministro, tratam-se de “transações comerciais sobre direitos creditórios”, o que justificaria seu tratamento diferenciado.

O risco sacado, também conhecido como forfait, ocorre quando uma empresa credora vende ao banco o direito de receber um pagamento futuro de outra empresa. O banco antecipa o valor ao fornecedor, com desconto, e passa a receber diretamente o valor no prazo originalmente definido.

Efeito retroativo preocupa

A retroatividade da medida — que obriga a cobrança do IOF a partir de 11 de junho — provocou reações entre tributaristas e investidores. O escritório Cepeda Advogados alertou que o impacto da decisão deve ser avaliado por empresas e instituições financeiras para apuração de eventual passivo, inclusive com juros e multa, referente ao período entre 27 de junho e 16 de julho, quando o decreto estava suspenso.

“O risco existente para os responsáveis tributários, é o passivo tributário que se estabelece, não só em relação ao principal, mas também à multa e aos juros”, diz o escritório em nota.

Ainda não se sabe se os bancos e fintechs irão arcar com esse custo para repassar ao governo, como alguns chegaram a fazer após o decreto do governo ser sustado pelo Congresso, ou se o consumidor terá que arcar de alguma forma com o tributo.

Para Mary Elbe Queiroz, presidente do Cenapret, a majoração do IOF por decreto “fere os princípios da legalidade e da anterioridade tributária”. Ela afirmou que a decisão “abre um precedente preocupante”, ao permitir que o Executivo altere tributos de forma unilateral.

Justificativas de Moraes

Na decisão, Moraes argumentou que o IOF é um “importantíssimo instrumento de regulação do mercado financeiro”, com função extrafiscal e regulatória. Ele escreveu que “a excepcionalidade de incidência dos princípios tributários da legalidade e da anterioridade” é justificada nesse caso, por se tratar de instrumento de política econômica.

Ao tratar da exclusão do risco sacado, Moraes sustentou que houve “excesso normativo”, pois o decreto do Executivo ampliou a base de incidência do IOF sem respaldo legal. “A equiparação normativa realizada pelo decreto presidencial feriu o princípio da segurança jurídica”, afirmou.

Aumento na percepção de risco?

A decisão é considerada uma vitória para o governo federal, que argumentava que a elevação do IOF fazia parte de uma política de justiça tributária. Segundo análise da LCA Consultores, a decisão e os avanços recentes no Congresso ajudam a reequilibrar o cenário político para o Executivo após o desgaste com a derrubada do decreto.

Analistas, no entanto, veem o cenário com preocupação. Para a Ativa Investimentos, a decisão piora a previsibilidade econômica. “Alterar o passado afeta profundamente o planejamento dos agentes e seu comportamento futuro”, escreveu Étore Sanchez, economista-chefe da casa.

Nesta quinta, também pressionados pelo ambiente externo, o dólar subiu e as taxas dos títulos públicos voltaram a avançar. Segundo especialistas, o receio é de que o embate entre governo e Congresso contribua para piorar ainda mais o cenário fiscal, apesar de as contas de curto prazo terem ficado mais encaminhadas.

Quando começa a valer?

A cautelar de Moraes ainda será submetida ao plenário do STF, mas já está em vigor. Especialistas alertam que novos ajustes podem ser feitos, caso os impactos econômicos e operacionais da medida sejam demonstrados ao relator. O Judiciário está de recesso e volta aos trabalhos apenas em agosto.

Fonte: InfoMoney

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Economia

Lula desafia supremacia do dólar: ‘Ninguém determinou que fosse a moeda padrão’

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou nesta 2ª feira (7.jul.2025) que ninguém determinou que o dólar é a moeda padrão de negociação do mundo, tampouco houve um fórum internacional para que isso fosse discutido. Ele defendeu a necessidade de uma moeda unificada para o comércio entre os países do Brics.

“Ninguém determinou que o dólar é a moeda padrão. Em que fórum foi determinado? E obviamente que nós temos todas as responsabilidades de fazer isso com muito cuidado. Os nossos Bancos Centrais precisam discutir isso com os Bancos Centrais dos outros países, mas é uma coisa que não tem volta. Isso vai acontecer aos poucos, e vai acontecer até que seja consolidado”, disse os jornalistas depois da cúpula do bloco, no Rio.

A declaração do petista é um contraponto ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano). O norte-americano quer importar uma tarifa adicional de 10% para países alinhados às “políticas antiamericanas do Brics” . Em janeiro, Trump também disse que tributaria em 100% os países caso o grupo criasse uma moeda própria.

Segundo Lula, o mundo precisa encontrar um jeito que a relação comercial não precisa passar pelo dólar. “Quando for com os EUA, ela passa pelo dólar, quando for com a Argentina, não precisa passar, quando for com a China, não precisa passar, quando for com a Índia, não precisa passar. Quando for com a Europa, discuta-se em euro”, disse.

Uma moeda do Brics é alvo de resistência entre os próprios países do bloco, como a Índia. A Rússia defende a medida. A presidente do NBD, o Banco dos Brics, a ex-presidente do Brasil Dilma Rousseff, apoia a demanda russa. Seu mandato à frente do banco foi renovado em julho por indicação do presidente Vladimir Putin .

Fonte: Poder 360

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Economia

Bolsa fecha em alta recorde e dólar cai ao menor valor em um ano, a R$ 5,40

Dados dos EUA e movimento da bolsa norte-americana impulsionaram negócios por aqui

Ibovespa bateu novo recorde nesta quinta-feira (3), com blue chips como Itaú e Vale entre os principais suportes, enquanto agentes também repercutem dados do mercado de trabalho norte-americano mais fortes do que as expectativas.

O índice referência do mercado acionário brasileiro fechou o dia em alta de 1,35%, a 140.927,86 pontos, tendo alcançado 141.303,55 pontos no melhor momento.

Enquanto isso, o dólar a vista caiu 0,27%, cotado em R$ 5,4047, no menor valor desde 24 de junho de 2024, quando encerrou aos R$ 5,3904. No ano, a divisa acumula baixa de 12,53%.

Os movimentos do real nesta sessão tinham como pano de fundo a força da divisa norte-americana no exterior, depois que o governo dos EUA informou que foram criados 147 mil postos de trabalho no país em junho, acima dos 144 mil empregos abertos em maio, em dado revisado para cima.

O resultado veio bem acima do esperado por economistas em pesquisa da Reuters, que projetavam a criação de 110 mil vagas. O relatório ainda mostrou que a taxa de desemprego caiu para 4,1% em junho, de 4,2% em maio. A expectativa era de que a taxa subiria para 4,3%.

Os números de emprego, que eram amplamente aguardados durante toda a semana, vieram na contramão de dados recentes que mostraram uma inflação moderada e uma desaceleração do mercado de trabalho, o que vinha fomentando as apostas em cortes de juros pelo Fed.

Com o novo sinal de força do mercado de trabalho desta quinta, operadores passaram a precificar 53 pontos-base de afrouxamento monetário neste ano, de 66 pontos antes do relatório. As chances de um corte já na próxima reunião, em julho, estavam em 6%, de 24% mais cedo.

Os dados ainda devem reforçar a atual postura defendida pelo chair do Fed, Jerome Powell, que tem dito que o banco central dos EUA não tem pressa para reduzir os juros, uma vez que aguarda evidências dos impactos de tarifas sobre a inflação.

O índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — subia 0,62%, a 97,357.

Para moedas mais arriscadas, como o real, o adiamento das apostas em cortes de juros era um fator de pressão, já que indica um diferencial de juros menos atrativo para investimentos estrangeiros do que o esperado anteriormente.

Para além da agenda de dados, as negociações comerciais em andamento dos EUA com seus parceiros também pode afetar as negociações ao longo do dia, à medida que se aproxima o prazo de 9 de julho para que os países fechem acordos a fim de evitar a imposição de tarifas mais altas.

Na véspera, o presidente Donald Trump anunciou um acordo comercial com o Vietnã, mas ainda negociava com Japão, União Europeia e Índia.

Mais tarde, as negociações podem ter menor liquidez, uma vez que os mercados dos EUA fecham mais cedo, às 14h, e permanecerão fechados na sexta-feira devido ao feriado do Dia.

Fonte: CNN Brasil

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