Exportação

Rio de Janeiro registra US$ 45 bilhões em exportações em 2026 e busca ampliar mercados internacionais

O Rio de Janeiro já acumulou US$ 45 bilhões em exportações em 2026 e se aproxima de superar o recorde registrado no ano passado, quando as vendas internacionais do estado alcançaram US$ 49 bilhões. O resultado foi apresentado durante o encontro Conexões Produtivas – Oportunidades para o Desenvolvimento da Indústria Brasileira, realizado no dia 8, na capital fluminense.

O evento reuniu representantes do governo, entidades de apoio ao setor produtivo e empresários para discutir estratégias de comércio exterior, diversificação de mercados e fortalecimento da competitividade da indústria local.

A iniciativa foi promovida pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI).

Entre os participantes estavam o ministro em exercício do MDIC, Márcio Elias Rosa; o presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller; e o presidente da ABDI, Olavo Noleto, além de representantes da Firjan, do BNDES, do Sebrae/RJ e de empresas fluminenses.

Acordo Mercosul-União Europeia abre oportunidades para exportadores

O Acordo Mercosul-União Europeia esteve entre os principais assuntos debatidos no encontro. Segundo o ministro em exercício do MDIC, Márcio Elias Rosa, a parceria comercial já apresenta resultados positivos para as exportações brasileiras e amplia as possibilidades de acesso ao mercado europeu.

De acordo com o ministro, as vendas do Brasil para a União Europeia cresceram aproximadamente 30% entre maio e setembro de 2026. A redução de tarifas para diversos produtos nacionais representa uma oportunidade para as empresas ampliarem seus negócios no exterior.

Rosa também destacou a importância de diversificar os destinos das exportações brasileiras. Em um cenário internacional marcado por tensões geopolíticas e mudanças nas relações comerciais, conquistar novos mercados pode reduzir riscos e contribuir para o aumento da produtividade industrial.

A orientação é que empresas de diferentes portes aproveitem as condições comerciais favoráveis para expandir suas operações internacionais e fortalecer sua presença no mercado europeu.

Exportações do Rio crescem 20% em setores além do petróleo

Embora o petróleo continue sendo o principal produto da pauta exportadora fluminense, outros segmentos industriais também apresentam crescimento expressivo.

Segundo o presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller, as exportações dos demais setores do estado avançaram 20% em 2026. O valor passou de aproximadamente US$ 7 bilhões para cerca de US$ 9 bilhões.

Entre as áreas com potencial para ampliar a presença internacional estão:

  • Moda e indústria criativa;
  • Metalurgia e setor metalmecânico;
  • Indústria automobilística;
  • Alimentos e bebidas;
  • Vinhos e cachaças.

A diversificação da pauta exportadora é considerada estratégica para reduzir a dependência de um único segmento econômico e ampliar as oportunidades para empresas fluminenses.

A ApexBrasil informou que já atendeu cerca de 1,1 mil empresas no estado. A atuação da agência inclui iniciativas para aproximar os negócios locais das oportunidades do comércio internacional, com atenção especial às pequenas e médias empresas.

ApexBrasil identifica 717 oportunidades de negócios para o estado

Para facilitar o acesso das empresas às oportunidades previstas no acordo entre Mercosul e União Europeia, a ApexBrasil apresentou o Painel de Oportunidades do Acordo Mercosul-UE, uma ferramenta pública de inteligência comercial.

O recurso foi desenvolvido para transformar as informações técnicas do acordo em dados que auxiliem os exportadores na identificação de mercados, produtos e possibilidades de expansão.

Segundo Gustavo Ribeiro, gerente de Inteligência de Mercado da ApexBrasil, o painel busca tornar as condições comerciais mais acessíveis às empresas e apoiar decisões estratégicas de internacionalização.

No levantamento específico para o Rio de Janeiro, foram identificadas 717 oportunidades de negócios.

O estado exporta aproximadamente US$ 49 bilhões para diferentes mercados internacionais e US$ 10 bilhões para a União Europeia. Atualmente, 567 empresas fluminenses mantêm presença comercial ativa no bloco europeu.

A ferramenta pode auxiliar tanto empresas que já exportam, mas desejam diversificar seus destinos, quanto negócios que pretendem realizar suas primeiras operações internacionais.

Acordos comerciais ampliam a participação brasileira no comércio global

A secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres, destacou os avanços da política comercial brasileira e a ampliação da rede de acordos internacionais.

Com os entendimentos firmados pelo Mercosul com a União Europeia, Singapura e a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), formada por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein, a parcela do comércio exterior brasileiro coberta por acordos preferenciais passou de 12,4% para mais de 31%.

Para o Rio de Janeiro, a União Europeia representa um mercado especialmente relevante. O bloco absorve cerca de 20% das exportações fluminenses, consolidando sua importância para a economia estadual.

Além do comércio de mercadorias, o acordo também pode abrir espaço para a expansão dos serviços brasileiros na Europa. Entre os segmentos com potencial estão tecnologia da informação, engenharia, arquitetura e consultoria.

A ampliação dessas oportunidades depende da capacidade das empresas de identificar demandas, adequar seus serviços às exigências internacionais e estabelecer parcerias comerciais.

Exportações brasileiras para a União Europeia atingem recorde em 2026

As vendas brasileiras para o mercado europeu também registraram resultados expressivos. Entre janeiro e agosto de 2026, as exportações para a União Europeia somaram US$ 37,3 bilhões, o maior valor já registrado para o período e US$ 4,8 bilhões acima do resultado dos mesmos meses de 2025.

O crescimento alcançou diferentes categorias de produtos contempladas pelo acordo comercial.

Confira os principais resultados:

  • Produtos com tarifa zerada imediatamente: aumento de 27,9%, equivalente a US$ 2,9 bilhões adicionais.
  • Produtos sujeitos a cotas: crescimento de 22,8%, com acréscimo de US$ 1,7 bilhão.
  • Produtos sem exportações para o bloco em 2025: geração de US$ 148,3 milhões em novas vendas.

Considerando o período de maio a setembro de 2026, as exportações brasileiras para a União Europeia totalizaram US$ 27,2 bilhões, alta de 30,6% na comparação anual. O avanço correspondeu a US$ 6,4 bilhões adicionais em vendas.

No mesmo intervalo, as importações brasileiras provenientes do bloco alcançaram US$ 22,5 bilhões, crescimento de 3,1%. A corrente de comércio — soma das exportações e importações — chegou a US$ 49,7 bilhões, avanço de 16,6%.

O saldo comercial também apresentou uma mudança significativa: o déficit de US$ 965,9 milhões registrado no mesmo período de 2025 deu lugar a um superávit de US$ 4,7 bilhões em 2026.

Os números reforçam a relevância do mercado europeu para o comércio exterior brasileiro e indicam oportunidades para empresas interessadas em ampliar suas vendas internacionais.

Política industrial busca fortalecer a competitividade das empresas

A expansão das exportações também depende do fortalecimento da produção nacional. Durante o encontro, o presidente da ABDI, Olavo Noleto, ressaltou a importância da Nova Indústria Brasil (NIB) e do Plano Mais Produção para estimular investimentos, inovação e modernização industrial.

Segundo Noleto, a procura do setor privado por recursos levou à ampliação do programa de financiamento. O volume inicialmente anunciado, de R$ 300 bilhões, foi superado pela demanda, e o plano chegou à marca de R$ 800 bilhões.

O acesso a financiamento e o investimento em tecnologia são considerados instrumentos importantes para que as empresas aumentem a produtividade, modernizem suas operações e atendam às exigências dos mercados internacionais.

A combinação entre política industrial, crédito e abertura comercial pode favorecer a criação de produtos de maior valor agregado e ampliar a participação da indústria brasileira nas cadeias globais de produção.

Empresários discutem desafios para internacionalizar a indústria fluminense

A programação do Conexões Produtivas também abriu espaço para o diálogo direto entre representantes do setor público e empresários do estado.

O painel “A Voz da Indústria Fluminense: desafios e oportunidades para competir no mercado internacional” reuniu Alessa Migani, CEO da Alessa, e Henrique Osório, presidente da SACOR, com moderação de Claudine Bichara, do Sebrae/RJ.

Ao longo do evento, especialistas abordaram temas como acordos comerciais, financiamento público, captação de recursos e estratégias para ampliar a inserção das empresas na Nova Indústria Brasil.

Ana Paula Bernardino, do BNDES, participou das discussões sobre recursos e linhas de financiamento à exportação. Luis Felipe Giesteira apresentou questões relacionadas à política industrial, enquanto Thiago Mendes Lima, da ABDI, abordou soluções ligadas à Indústria 4.0.

A programação também incluiu atendimentos individuais a empresas, com orientações destinadas a facilitar o acesso a instrumentos de apoio e oportunidades de internacionalização.

Diversificação de mercados é estratégica para o crescimento do Rio

Com US$ 45 bilhões em exportações acumuladas em 2026, o Rio de Janeiro se aproxima do resultado recorde do ano anterior. Ao mesmo tempo, o crescimento das vendas de produtos não relacionados ao petróleo indica uma ampliação gradual da participação de outros segmentos na pauta exportadora estadual.

A expansão dos negócios com a União Europeia, aliada ao acesso a ferramentas de inteligência comercial, financiamento e programas de desenvolvimento industrial, pode contribuir para fortalecer a presença das empresas fluminenses no exterior.

O desafio será transformar as oportunidades identificadas em contratos, investimentos e novas rotas comerciais, ampliando a competitividade do estado e reduzindo a concentração das exportações em poucos setores.

FONTE: Apex Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Apex Brasil

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Informação

Missão da ApexBrasil em Angola busca diversificar mercados e ampliar negócios

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) deu início, nesta segunda-feira (24), em Luanda, à Missão Empresarial África Austral 2026. A primeira etapa da agenda tem como objetivo aproximar empresas brasileiras de compradores e potenciais parceiros angolanos, além de ampliar as oportunidades de comércio exterior, investimentos e cooperação empresarial.

A iniciativa faz parte da estratégia brasileira de diversificação de mercados e procura abrir novos caminhos para as exportações nacionais, fortalecendo a presença de empresas brasileiras em mercados com potencial de crescimento.

Brasil e Angola têm espaço para ampliar o comércio

A relação econômica entre Brasil e Angola é construída há décadas e apresenta oportunidades para ampliar e diversificar os negócios. Em 2025, as exportações brasileiras destinadas ao país africano movimentaram aproximadamente US$ 592 milhões.

Entre os principais produtos exportados estão alimentos, máquinas e equipamentos, artigos manufaturados e veículos. O agronegócio também tem participação expressiva na pauta comercial, especialmente com açúcar, carnes, álcool e sementes.

Durante a programação em Luanda, porém, a ApexBrasil pretende identificar oportunidades que vão além dos segmentos tradicionalmente presentes nas exportações brasileiras.

Missão aproxima empresas e potenciais parceiros

A agenda empresarial foi estruturada para promover encontros entre empresários brasileiros, compradores e representantes de empresas angolanas. A intenção é estimular não apenas a comercialização de produtos, mas também a formação de parcerias empresariais, atração de investimentos e desenvolvimento de novos negócios.

Para André Queiroz, representante da ApexBrasil para a Bahia e líder da iniciativa durante a missão, a diversificação dos mercados deve ser encarada como uma estratégia de longo prazo.

“Diversificar significa ampliar nossa presença em mercados com os quais temos complementaridades econômicas, relações históricas e perspectivas de crescimento de longo prazo. E Angola ocupa uma posição muito importante nessa estratégia”, afirma.

Segundo Queiroz, a relação comercial entre os dois países já possui uma base consolidada e pode avançar para novas áreas. A corrente de comércio entre Brasil e Angola chegou a ultrapassar US$ 4 bilhões em 2008, antes de registrar retração. Nos últimos anos, entretanto, os negócios voltaram a apresentar trajetória de crescimento.

A expectativa da missão é contribuir para uma relação comercial mais ampla, que não se limite à compra e venda de mercadorias e passe a incorporar investimentos, acordos empresariais e novas oportunidades de negócios.

África ganha importância na diversificação das exportações

O continente africano ocupa posição estratégica na agenda brasileira de promoção de exportações. Em 2025, o comércio entre o Brasil e os países africanos atingiu US$ 23,7 bilhões.

Além disso, o Mapa de Oportunidades da ApexBrasil identificou mais de 5 mil possibilidades para produtos brasileiros na África. As oportunidades abrangem segmentos como máquinas e equipamentos, produtos químicos, manufaturados e alimentos.

Os dados reforçam o potencial do continente para empresas que buscam novos destinos para suas exportações e mercados com demanda crescente.

Missão segue para África do Sul, Zâmbia e Moçambique

Depois de Luanda, a Missão Empresarial África Austral 2026 terá novas etapas na África do Sul, na Zâmbia e em Moçambique. A programação inclui rodadas de negócios, reuniões empresariais, visitas técnicas e outras ações de promoção comercial.

Em Maputo, a agenda terá ainda um momento de destaque com a participação do Brasil como País de Honra da FACIM 2026. A iniciativa deve ampliar a exposição das empresas brasileiras e facilitar novas conexões com compradores e parceiros do mercado africano.

Ao longo da missão, a ApexBrasil pretende apresentar diferentes possibilidades de entrada e expansão no continente, estimulando relações comerciais capazes de gerar negócios de longo prazo para empresas brasileiras.

FONTE: Apex Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Apex Brasil

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Exportação

Exportadores brasileiros reduzem dependência de EUA e China e buscam diversificação de mercados

Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) mostram que China e Estados Unidos respondem por cerca de 40% das exportações brasileiras. Essa concentração eleva a exposição do país a variações políticas, cambiais e tarifárias, afetando diretamente o planejamento das empresas.

Para especialistas do setor financeiro, essa dependência deixou de ser apenas uma característica do comércio exterior e passou a representar um fator de risco para a previsibilidade dos negócios.

Dependência externa afeta estabilidade das empresas

Segundo Murillo Oliveira, especialista em estruturação financeira internacional e head de tesouraria da Saygo, a concentração em poucos mercados expõe empresas a decisões externas fora de seu controle.

Ele destaca que mudanças em tarifas, sanções ou regulações podem impactar diretamente o fluxo de receita. Nesse contexto, a diversificação de exportações passa a ser vista não apenas como estratégia de crescimento, mas também como proteção financeira.

Novos destinos ganham espaço no comércio exterior

O cenário global recente, marcado por disputas comerciais e ajustes em cadeias de suprimento, tem reconfigurado o fluxo internacional de mercadorias. Tarifas entre grandes economias e restrições sanitárias têm impulsionado a busca por novos fornecedores e mercados.

Nesse movimento, empresas brasileiras começam a ampliar atuação em regiões como Sudeste Asiático, Oriente Médio e mercados europeus fora dos tradicionais centros econômicos.

Expansão exige estratégia e preparo técnico

Apesar das oportunidades, a entrada em novos mercados exige planejamento. A atuação em regiões diferentes demanda conhecimento técnico, análise de risco e adaptação comercial.

Especialistas apontam que a expansão internacional não ocorre de forma automática e depende de estrutura adequada para garantir competitividade.

Diversificação também impacta gestão financeira

A atuação em múltiplos países implica operar com diferentes moedas e ambientes regulatórios, o que aumenta a complexidade da gestão. Por outro lado, essa estratégia reduz a dependência de ciclos econômicos específicos.

Na avaliação de analistas, empresas com presença em mais de um mercado tendem a ter maior estabilidade financeira no médio prazo, equilibrando melhor receitas e riscos.

Barreiras ainda limitam expansão internacional

Apesar do avanço da discussão sobre diversificação de mercados, muitas empresas ainda enfrentam obstáculos operacionais. Entre os principais desafios estão a falta de conhecimento sobre novos destinos, limitações logísticas e ausência de estrutura interna especializada.

Sem esse suporte, a internacionalização pode não gerar os resultados esperados e até aumentar riscos operacionais.

Parceria facilita importações da China para o Brasil

Em paralelo às mudanças no comércio exterior, uma nova iniciativa busca facilitar o fluxo de importações brasileiras da China.

A empresa Axton Global firmou parceria com a Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China (CCIBC) para ampliar o acesso de empresas brasileiras a seguros de crédito e prazos de pagamento mais longos oferecidos por instituições chinesas.

O objetivo é facilitar operações internacionais, melhorar o fluxo de caixa e reduzir riscos, especialmente para empresas de médio porte que enfrentam restrições de crédito no mercado brasileiro.

China segue como principal parceiro comercial

Desde 2004, a China é o principal destino das importações brasileiras, segundo dados do Mapa Bilateral de Comércio e Investimentos Brasil-China 2024. Entre 2019 e 2023, as compras do país asiático cresceram em média 10,2% ao ano.

O movimento reforça a importância da relação comercial entre os dois países, ao mesmo tempo em que evidencia a necessidade de estratégias mais equilibradas de inserção global.

FONTE: Monitor Mercantil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Tânia Rêgo, ABr

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Portos

Articulação internacional abre novos mercados para a banana catarinense via Porto de Itajaí

 O Porto de Itajaí avança em articulações internacionais com foco na abertura de novos mercados para a banana catarinense, fortalecendo a presença do produto no mercado europeu e diversificando destinos de exportação após o tarifaço registrado no ano passado, que impactou o comércio internacional e exigiu novas estratégias do setor produtivo brasileiro.

A agenda inclui tratativas para uma futura parceria com o Porto de Cagliari, localizado na capital da Sardenha, ampliando a conexão logística entre Santa Catarina, Itália e a União Europeia.

A iniciativa é estratégica para regiões catarinenses com forte produção de banana, como o Litoral Norte, o Vale do Itajaí, o Norte do estado e o Sul catarinense, onde a fruticultura tem papel relevante na geração de emprego, renda e desenvolvimento regional.

Segundo o superintendente do Porto de Itajaí, João Paulo Tavares Bastos, a diversificação de mercados é fundamental diante das mudanças recentes no comércio global.

“Depois do tarifaço do ano passado, ficou ainda mais claro que precisamos ampliar mercados e reduzir a dependência de poucos destinos. O Porto de Itajaí atua para abrir novas rotas e garantir competitividade à banana catarinense, fortalecendo toda a cadeia produtiva e gerando emprego e renda em Santa Catarina”, destacou.

A articulação integra uma agenda mais ampla de cooperação entre Brasil e Itália, fortalecendo o intercâmbio comercial entre a União Europeia e o Mercosul. Além da banana brasileira, a cooperação envolve produtos europeus como vinhos, queijos e azeites, ampliando o intercâmbio entre os mercados.

Durante a reunião, o deputado federal italiano Fabio Porta destacou o potencial do Porto de Itajaí como elo estratégico entre os continentes.

“Fomos muito bem acolhidos. Estamos desenvolvendo parcerias entre Brasil e Itália, União Europeia e Mercosul. O Porto de Itajaí tem um potencial enorme, e estamos construindo a ideia de instituir uma parceria com o Porto de Cagliari”, afirmou.

O parlamentar também ressaltou a importância da internacionalização do porto catarinense.

“Queremos fortalecer a internacionalização do Brasil e do Porto de Itajaí na Europa. Nos próximos meses, pretendemos anunciar medidas concretas”, completou.

Participantes
Pela comitiva italiana, participaram da reunião o deputado Fabio Porta, Verônica Salgado, Salvatore Milanese e Luiz Anelli Junior. Pelo Porto de Itajaí, estiveram presentes o superintendente João Paulo Tavares Bastos, o chefe de gabinete Artur Antunes, a secretária de imprensa Dayane Nunes e o assessor executivo Marcelo Peres.

A iniciativa reforça o papel do Porto de Itajaí como vetor de internacionalização da economia catarinense, ampliando mercados para a banana produzida em diferentes regiões do estado e fortalecendo Santa Catarina no comércio internacional.

FONTE: Porto de Itajaí
IMAGEM: Reprodução/Porto de Itajaí

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Exportação

Exportações da UE dobram para parceiros com acordos comerciais

As exportações de bens da União Europeia (UE) cresceram o dobro em 2024 para os 76 países com os quais o bloco mantém acordos comerciais, em comparação com os destinos sem tratados preferenciais, segundo o quinto relatório anual sobre a política comercial da UE, publicado pela Comissão Europeia.

O documento destaca que a ampla rede de acordos do bloco ajuda as empresas europeias a encontrar mercados alternativos e reduzir dependências em um contexto geopolítico desafiador.

De acordo com o estudo, as exportações de mercadorias para parceiros com acordos comerciais aumentaram 1,4%, frente ao 0,7% registrado com países sem acordos. O relatório também enfatiza que esses tratados fortalecem a resiliência e a competitividade dos operadores econômicos europeus.

Como exemplo, a Comissão apontou que as exportações para o Canadá cresceram 51% desde 2017, enquanto as vendas para o restante do mundo aumentaram apenas 20%.

Recorde agroalimentar

O relatório também destacou um novo recorde nas exportações agroalimentares, que atingiram 235 bilhões de euros em 2024, um aumento de 2,8% em relação a 2023.

As exportações de alimentos e bebidas para parceiros preferenciais somaram 138 bilhões de euros, com um crescimento de 3,6%, mais que o dobro do registrado com países sem acordos (1,6%).

Comércio de serviços e diversificação

O comércio de serviços com parceiros preferenciais atingiu 1,3 trilhão de euros e cresceu mais de três vezes em comparação com países fora de tratados (4,5% contra 1,2%).

A Comissão destacou que os acordos comerciais favorecem a diversificação e a estabilidade das cadeias de suprimentos. As exportações para México, Noruega, Suíça e Reino Unido compensaram a queda nas vendas para a Rússia, afetadas pelas sanções impostas após a invasão da Ucrânia.

Energia e barreiras comerciais

O relatório também ressaltou que as importações de gás e gás natural liquefeito (GNL) de Argélia, Cazaquistão e Noruega ajudaram a preencher o vazio deixado pela Rússia.

Por fim, Bruxelas informou que somente em 2024 foram eliminadas 44 barreiras comerciais em países terceiros, reforçando a abertura do comércio europeu. Atualmente, a UE mantém 44 acordos comerciais ativos com 76 parceiros em todo o mundo.

FONTE: Todo Logistica News
IMAGEM: Reprodução/Todo Logistica News

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Comércio Exterior

ApexBrasil aprimora Mapa de Oportunidades e amplia chances de exportação para 175 países

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Atração de Investimentos (ApexBrasil) lançou uma atualização do Mapa de Oportunidades de Exportações Brasileiras para o Mundo, plataforma de inteligência comercial que reúne dados estratégicos sobre exportações, tarifas e acesso a mercados. O objetivo é ajudar empresários a identificar novos destinos potenciais para seus produtos e planejar a inserção internacional de forma mais eficiente.

Criado em 2015, o Mapa de Oportunidades ganhou um design interativo e filtros inteligentes, permitindo análises detalhadas sobre mercados promissores e setores com maior demanda global. A nova versão destaca 45 mil oportunidades de exportação para 175 países, consolidando-se como uma ferramenta essencial para quem busca diversificar mercados e aumentar a competitividade no comércio exterior.

América do Sul e União Europeia concentram as principais oportunidades

Segundo a ApexBrasil, a América do Sul concentra cerca de 14 mil oportunidades, com importações totais de US$ 231 bilhões em 2024. Entre os principais destinos estão Argentina (1.960 oportunidades e US$ 44,6 bilhões), Paraguai (2.056 e US$ 13 bilhões) e Chile (1.731 e US$ 49,8 bilhões).

Na União Europeia, o estudo identificou 6.700 oportunidades, totalizando US$ 771 bilhões. Os destaques são Espanha (416 e US$ 77,2 bilhões), Alemanha (384 e US$ 151,8 bilhões) e França (374 e US$ 107,3 bilhões). Já a China reúne 385 oportunidades de exportação, com importações globais de US$ 811,7 bilhões.

Entre os setores mais promissores estão Máquinas e equipamentos de transporte (9.931 oportunidades e US$ 735,6 bilhões) e Produtos alimentícios e animais vivos (7.133 oportunidades e US$ 439,5 bilhões).

Ferramenta orienta exportadores na tomada de decisão

O Mapa de Oportunidades da ApexBrasil permite ao usuário analisar o desempenho das exportações brasileiras e identificar mercados que já importam produtos similares, informando valores, fornecedores e nível de competitividade do Brasil. A ferramenta cruza dados de oferta e demanda para indicar mercados com potencial de abertura, consolidação, manutenção ou recuperação, conforme o histórico de importações.

O sistema também aponta os principais concorrentes internacionais e a participação brasileira nas importações de cada país, facilitando o planejamento estratégico das empresas exportadoras.

Diversificação de mercados: estratégia essencial para o crescimento sustentável

A diversificação de mercados é considerada fundamental para reduzir riscos e fortalecer a competitividade das empresas brasileiras. Em um cenário global marcado por instabilidades geopolíticas, variações cambiais e mudanças nos padrões de consumo, depender de poucos parceiros comerciais pode comprometer o crescimento sustentável.

Por isso, a Gerência de Inteligência de Mercado da ApexBrasil investe em estudos e ferramentas de apoio estratégico. O Mapa de Oportunidades se destaca como um instrumento acessível e atualizado, disponível no portal da ApexBrasil, permitindo análises por grupos de produtos e países.

Em complemento, a agência lançou em 2025 o Estudo de Diversificação por Estados, que avalia o grau de concentração das exportações estaduais para os Estados Unidos e propõe ações para ampliar a presença internacional dos setores produtivos locais.

FONTE: ApexBrasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/ApexBrasil

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