Logística

Investimento de R$ 175 milhões fortalece logística no Nordeste com aeroportos e portos

Um novo pacote de investimentos em infraestrutura logística promete impulsionar o desenvolvimento do Nordeste brasileiro. Ao todo, R$ 175 milhões serão destinados à modernização de aeroportos e portos em cidades estratégicas, ampliando a capacidade de transporte e criando novas oportunidades para o setor.

Os recursos contemplam os municípios de Patos, Ilhéus e Cabedelo, reforçando a estratégia de descentralização das operações logísticas no país.

Obras ampliam capacidade e eficiência operacional

Os aportes incluem melhorias em aeroportos regionais e na estrutura portuária, com destaque para o Porto de Cabedelo, que tem papel relevante na movimentação de cargas no litoral nordestino.

Na prática, as intervenções devem aumentar a eficiência das operações, reduzir gargalos e melhorar o desempenho de empresas que dependem dessas rotas para distribuição de mercadorias.

Integração entre modais ganha força

Com a modernização, a expectativa é fortalecer a logística intermodal, integrando diferentes tipos de transporte, como aéreo, rodoviário e marítimo.

Essa integração cria alternativas mais ágeis e eficientes, além de aliviar a sobrecarga do transporte rodoviário, historicamente predominante no Brasil.

Regiões ganham protagonismo econômico

Os investimentos também devem estimular o crescimento econômico local. Com melhor infraestrutura, cidades como Ilhéus e Patos passam a ter mais relevância no cenário logístico nacional.

Esse avanço tende a atrair novos negócios, ampliar a presença de centros de distribuição e fortalecer cadeias produtivas regionais, especialmente nos setores industrial e comercial.

Infraestrutura logística impulsiona desenvolvimento

O pacote de investimentos reforça uma tendência crescente no país: o fortalecimento da infraestrutura logística regional como motor de desenvolvimento econômico.

Além de abrir novas rotas, a iniciativa exige adaptação das empresas a um modelo logístico mais distribuído, estratégico e eficiente, acompanhando as transformações do mercado.

FONTE: Multimodal Nordeste
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/

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Logística

Corredor logístico sustentável: ANTT inicia projeto pioneiro no Brasil

A Agência Nacional de Transportes Terrestres deu início à estruturação do primeiro corredor logístico sustentável do Brasil, em reunião realizada na última quarta-feira (19). O encontro reuniu representantes de órgãos públicos, iniciativa privada e sociedade civil para alinhar os primeiros passos do projeto.

Integração entre logística, inovação e sustentabilidade

A proposta, batizada de Conexão Litoral, busca combinar eficiência logística, uso de tecnologia e práticas de sustentabilidade ambiental. Participaram das discussões equipes técnicas da ANTT, da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), do Ministério dos Transportes, além de representantes do Governo do Paraná, do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), da Portos do Paraná e da concessionária EPR Litoral Pioneiro.

O objetivo principal é criar um modelo de transporte mais moderno e integrado, capaz de atender às demandas econômicas e aos desafios impostos pelas mudanças climáticas.

Paraná como eixo estratégico do projeto

O estado do Paraná foi escolhido como base do projeto devido à sua relevância na produção agrícola e industrial. A região conta com uma estrutura logística essencial para o escoamento de exportações.

Os principais corredores rodoviários convergem para Curitiba e seguem em direção ao litoral, conectando-se ao Porto de Paranaguá. Nesse cenário, a BR-277 se destaca como principal via de ligação entre a capital, o litoral e os terminais portuários.

Impactos econômicos e geração de empregos

Durante o encontro, representantes da concessionária destacaram os benefícios esperados do corredor logístico sustentável, incluindo o fortalecimento do agronegócio, o aumento da competitividade no comércio exterior e o desenvolvimento regional.

As estimativas indicam que o projeto abrangerá cerca de 605 quilômetros de rodovias ao longo de 30 anos de concessão, com gestão de 12 trechos rodoviários. Os investimentos previstos chegam a R$ 19,6 bilhões, com potencial de geração de aproximadamente 110 mil empregos e impacto direto em 27 municípios.

Em Paranaguá, por exemplo, cerca de 44% dos empregos estão ligados à atividade portuária, evidenciando a importância estratégica da região.

Cronograma e próximas etapas

O projeto será desenvolvido em seis fases: planejamento e diagnóstico, modelagem e governança, execução, monitoramento, avaliação técnica e encerramento.

A previsão é que a execução tenha início em 21 de abril de 2026, com conclusão estimada para janeiro de 2028. A iniciativa busca consolidar um novo padrão de infraestrutura logística no Brasil, alinhando crescimento econômico com responsabilidade ambiental.

FONTE: ANTT
TEXTO: Redação
IMAGEM: Alberto Ruy/ANTT

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Negócios

Cursos de capacitação abrem espaço para mulheres na construção naval do Amazonas

A indústria naval na Amazônia tem registrado aumento da participação feminina em um setor historicamente dominado por homens. Nos estaleiros da região, são construídas balsas e embarcações responsáveis pelo transporte de pessoas, combustíveis, alimentos e mercadorias pelos rios, principais vias de deslocamento da região, e iniciativas de qualificação profissional vêm abrindo novas oportunidades para mulheres.

Programa de soldagem do Estaleiro Juruá fortalece presença feminina

Criado pelo Estaleiro Juruá, na região metropolitana de Manaus, o programa de capacitação em soldagem MIG/MAG e eletrodo revestido tem contribuído para ampliar a inserção feminina na construção naval. Desde 2024, o curso já formou 287 mulheres, com turmas atuais somando 61 participantes.

A capacitação tem 70 horas de duração, combinando aulas teóricas e práticas ao longo de cerca de 20 dias úteis, e concede certificação ao final. Até o momento, 210 alunas foram contratadas pelo estaleiro, representando 27% do quadro de soldadores da empresa.

Segundo Déborah Camely, diretora de operações do Estaleiro Juruá, o programa nasceu para enfrentar a escassez de mão de obra qualificada na indústria naval local. “A adesão à primeira turma foi uma grata surpresa. Muitas participantes viviam sua primeira experiência de trabalho formal, o que gerou senso de pertencimento e compromisso”, afirmou.

Impacto na carreira e transformação de trajetórias

Para muitas mulheres, o curso representa uma oportunidade concreta de mudança de vida. É o caso de Jacira da Silva Pacheco, 45 anos, que começou como auxiliar de cozinha e se tornou soldadora após participar da primeira turma do programa.

“Hoje, sou independente, construí minha casa e conquistei meus bens graças a essa oportunidade. Ver uma embarcação pronta, sabendo que meu trabalho está ali, é uma emoção indescritível”, conta Jacira, mãe de seis filhos. A experiência inspirou até uma das filhas, que também ingressou como soldadora no estaleiro.

Mulheres e o fortalecimento do transporte hidroviário

O aumento da presença feminina na construção naval reflete uma tendência nacional de inclusão em áreas técnicas do setor hidroviário. Na Amazônia, onde rios são essenciais para a mobilidade de pessoas e mercadorias, a formação de mão de obra qualificada é estratégica para o desenvolvimento regional.

Iniciativas como a do Estaleiro Juruá não apenas ampliam oportunidades de trabalho, mas também fortalecem a cadeia produtiva do transporte aquaviário, impulsionando o desenvolvimento econômico e a sustentabilidade da região.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Portos

Cooperação entre CODEBA e DNIT marca retomada do projeto

A CODEBA passará a administrar o Porto de Pirapora (MG) e iniciou, em parceria com o DNIT, o processo de reativação da Hidrovia do Rio São Francisco. O avanço foi formalizado em reunião realizada na terça-feira (3), em Belo Horizonte, quando as duas instituições definiram as bases da cooperação técnica e operacional.

Durante o encontro, foram estabelecidos os procedimentos para a regularização documental do Porto de Pirapora, além das primeiras ações voltadas à recuperação das embarcações e à retomada da navegação entre o município mineiro e os polos logísticos de Juazeiro (BA) e Petrolina (PE).

Intervenções no trecho navegável e dragagem do canal

Segundo a CODEBA, a retomada das operações da nova Hidrovia do São Francisco exigirá intervenções ao longo do trecho navegável entre Pirapora, Juazeiro e Petrolina. O chefe de gabinete da companhia, Carlos Luciano, destacou que as medidas seguem determinação do Governo Federal e visam estruturar o corredor hidroviário.

A autoridade portuária já contratou empresa responsável pela recuperação e revisão das embarcações que farão o trajeto inicial. Além disso, os estudos técnicos para a dragagem de manutenção do canal devem ser concluídos no primeiro semestre, etapa considerada essencial para garantir a navegabilidade.

Porto de Pirapora volta ao mapa logístico

Para o superintendente regional do DNIT em Minas Gerais, Antônio Gabriel Oliveira dos Santos, a cooperação com a CODEBA representa um passo decisivo para a reativação do terminal. “O objetivo é devolver ao Porto de Pirapora sua função logística e impulsionar o desenvolvimento regional”, afirmou.

A reunião contou ainda com a presença de técnicos e gestores das duas instituições, que irão atuar de forma integrada na execução do projeto.

Terminal estratégico para a logística nacional

Inaugurado em 1981, o Porto de Pirapora foi projetado para a movimentação de granéis sólidos. Com a nova gestão da CODEBA, o terminal passa a integrar oficialmente o projeto da Nova Hidrovia do Rio São Francisco, considerada estratégica para a logística nacional.

A iniciativa é vista como fundamental para o abastecimento da região Sudeste e de estados como Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, ampliando a eficiência do transporte hidroviário e fortalecendo a integração regional.

FONTE: CODEBA
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Transporte

Transnordestina avança no Ceará e reforça logística e desenvolvimento do Nordeste

A Transnordestina segue como um dos principais projetos de infraestrutura ferroviária do país, essencial para o escoamento da produção do Nordeste brasileiro. Para acompanhar o andamento das obras, o secretário Nacional de Transporte Ferroviário, Leonardo Ribeiro, vistoriou os Lotes 9 e 10, trechos estratégicos da fase 1 do empreendimento no Ceará.

Em dezembro, o Governo Federal liberou R$ 2 bilhões pelo Novo PAC para este trecho, garantindo 100% de liberação das obras no estado.

“O avanço dessas obras demonstra a importância da Transnordestina para o Nordeste. A ferrovia permitirá transporte de cargas mais eficiente, descarbonizando o setor logístico”, afirmou Ribeiro.

Trecho cearense e impacto regional

O trecho visitado atravessa os municípios de Baturité, Aracoiaba, Redenção, Acarape, Guaiúba, Palmácia, Maranguape e Caucaia, somando 97 quilômetros. Ele integra a fase 1 da ferrovia, conectando o Piauí ao litoral cearense.

Para o governador do Ceará, Elmano de Freitas, a ferrovia vai muito além da geração de empregos: “É a principal obra de logística da história do estado, ligando regiões produtoras de grãos e minérios ao Porto do Pecém, conectando o Ceará aos mercados internacionais.”

A fase 1 da Transnordestina conta com 727 quilômetros finalizados de um total de 1.053 quilômetros, representando 80% de conclusão, enquanto os 326 quilômetros restantes seguem em execução. O investimento já aplicado soma R$ 11,3 bilhões.

Testes operacionais avançam

Neste mês, a ferrovia deu mais um passo rumo à operação plena com o segundo teste operacional, transportando 946,12 toneladas de sorgo do Terminal Intermodal do Piauí (TIPI) até o Terminal Logístico de Iguatu (TLI), no Ceará, em 16 horas e 34 minutos.

Os testes começaram em dezembro de 2025 e devem incluir, em etapas futuras, diversificação de mercadorias transportadas pela linha férrea.

“Essa obra vai transformar o Nordeste. Com mais de 1.200 quilômetros de ferrovia, todos os lotes contratados e infraestrutura de primeiro mundo, a região terá um grande desenvolvimento econômico”, destacou Tufi Daher Filho, diretor-executivo de Infraestrutura e Logística da CSN.

Integração econômica e logística do Nordeste

A Transnordestina terá 1.206 quilômetros na linha principal e 73 quilômetros em ramais secundários, atravessando 53 municípios. Do total, 608 quilômetros estão em solo cearense, beneficiando 28 municípios, enquanto 18 piauienses e 7 pernambucanos também serão contemplados.

Segundo Ribeiro, a ferrovia é um motor de desenvolvimento: “Além de escoar a produção agrícola com mais eficiência e menor emissão de gases, gera emprego, renda e infraestrutura logística no entorno, como terminais e portos secos, fortalecendo a competitividade brasileira no mercado internacional.”

Com papel central no escoamento da produção do Matopiba — região que inclui Maranhão, Piauí, Bahia e Tocantins — a Transnordestina reduz custos logísticos e impulsiona o desenvolvimento econômico regional, redesenhando o mapa da logística do Nordeste.

FONTE: Ministério dos Transportes
TEXTO: Redação
IMAGEM: Michel Corvello/MT

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Portos

Porto de Itajaí, Associação Comercial de Itajaí e Sebrae alinham projetos para impulsionar a economia azul na região

O Porto de Itajaí, a Associação Comercial de Itajaí (ACI) e o Sebrae alinharam, na última sexta-feira (23), uma agenda conjunta de projetos que serão desenvolvidos ao longo de 2026 com o objetivo de impulsionar a economia azul e fortalecer o ambiente de negócios na região da AMFRI.

A parceria prevê a realização de eventos, ações de aproximação com a comunidade, projetos de encadeamento produtivo e iniciativas voltadas ao turismo, com foco especial no fomento às micro e pequenas empresas e aos microempreendedores da região. A proposta é integrar o Porto de Itajaí de forma estratégica ao desenvolvimento econômico local, ampliando oportunidades, renda e inovação.

Segundo o diretor de Administração do Porto de Itajaí, Celso Zuchi, o alinhamento marca um novo momento de execução. “Temos muitas ações já convergidas e, agora, vamos partir para a execução. Em breve, teremos boas iniciativas para fortalecer ainda mais a relação entre o Porto e a cidade”, destacou. O diretor também agradeceu a visita das equipes da ACI e do Sebrae à Superintendência do Porto de Itajaí.

Participaram da reunião o vice-presidente de Marketing da Associação Comercial de Itajaí, Wagner Souza Rodrigues, a executiva Liria A. Santos, o gerente regional do Sebrae Foz do Itajaí, Aloísio Salomon, além das executivas do Sebrae Juliana Bernardi e Valdirene Ramos. Pelo Porto de Itajaí, estiveram presentes o chefe de gabinete Artur Pereira e a secretária de Comunicação, Dayane Nunes.

A agenda conjunta reforça o compromisso das instituições com o desenvolvimento sustentável, a geração de emprego e renda e a consolidação da economia azul como vetor estratégico para o crescimento da região.

FONTE: Porto de Itajaí
IMAGEM: Reprodução/Porto de Itajaí

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Logística

Governo Federal investe mais de R$ 500 milhões em hidrovias e registra recorde em 2025

O Governo Federal aplicou mais de R$ 500 milhões em hidrovias ao longo de 2025, alcançando um volume recorde de investimentos voltados à modernização da infraestrutura aquaviária, ampliação da navegabilidade e aumento da segurança no transporte fluvial. As ações foram coordenadas pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), em parceria com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).

Os recursos contemplam obras de dragagem, sinalização náutica, recuperação de estruturas, operação de eclusas e melhorias em canais de navegação em diversas regiões do país.

Amazônia e corredores estratégicos concentram investimentos

Grande parte dos recursos foi direcionada às hidrovias da região Amazônica e a corredores logísticos estratégicos. Entre os trechos atendidos estão os rios Madeira, Amazonas, Solimões e Tocantins, além do Delta do Parnaíba e dos rios Grajaú, Pindaré e Mearim, no Maranhão. No Sul, receberam investimentos os rios Jacuí e Taquari, no Rio Grande do Sul.

Somente na hidrovia do Rio Tocantins, foram aplicados R$ 11,6 milhões em melhorias no canal de navegação, com foco no escoamento da produção e no aumento da segurança das embarcações. Já no Rio Solimões, cerca de R$ 11 milhões foram destinados a serviços de dragagem para garantir a navegabilidade, especialmente durante o período de estiagem.

Infraestrutura fortalece integração e logística nacional

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, os investimentos reforçam o papel estratégico das hidrovias no desenvolvimento do país.
“Estamos promovendo melhorias estruturais que tornam o transporte fluvial mais eficiente, reduzem custos logísticos e contribuem para a integração nacional, especialmente em regiões onde os rios são essenciais para a mobilidade”, afirmou.

O secretário nacional de Hidrovias e Navegação, Otto Luiz Burlier, destacou que o objetivo é assegurar a navegabilidade durante todo o ano. “Essas ações garantem rotas seguras e contínuas para o transporte de cargas e passageiros, fortalecendo a logística e a economia regional”, explicou.

Terminais fluviais ampliam acesso e impacto social

Os investimentos também alcançaram terminais fluviais em diferentes estados. No Amazonas, foram beneficiados municípios como Barcelos, Lábrea, Santo Antônio do Içá, São Gabriel da Cachoeira e São Paulo de Olivença. No Pará, os recursos chegaram a Juruti, Oriximiná, Conceição do Araguaia, Vitória do Xingu e Abaetetuba. Já no Amapá, o município de Santana recebeu mais de R$ 10 milhões, além de aportes em cidades da Bahia e de Alagoas.

De acordo com o diretor do Departamento de Gestão Hidroviária, Eliezé Bulhões, os terminais têm papel essencial na vida das comunidades ribeirinhas. “Eles garantem mobilidade, acesso a serviços básicos e melhoram significativamente a qualidade de vida das populações atendidas”, afirmou.

Ações no Sul e recuperação pós-enchentes

No Sul do país, o MPor destinou R$ 3,2 milhões para dragagem e sinalização da Lagoa Mirim, além de R$ 12,8 milhões para recuperar a navegabilidade das hidrovias do Rio Grande do Sul afetadas pelas enchentes de 2024.

Outros investimentos relevantes incluem R$ 155 milhões para operação de terminais hidroviários, R$ 46,6 milhões para operação de eclusas e mais de R$ 174 milhões voltados à recuperação de estruturas públicas, especialmente na Região Hidrográfica Amazônica.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Vosmar Rosa/MPor

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Investimento

CIM-Amfri recebe empresários da China e avança em negociações para investimentos na região

A região da foz do rio Itajaí-Açu foi palco, no último fim de semana, de uma agenda institucional com representantes de grupos empresariais da China. A recepção foi conduzida pelo prefeito de Itajaí e presidente do Consórcio Intermunicipal Multifinalitário da Região da Amfri (CIM-Amfri), Robison Coelho (PL).

Desdobramento de missão oficial à China
A visita é resultado direto da missão internacional à China, realizada no mês passado com a participação de prefeitos da região e coordenação do CIM-Amfri. Estiveram presentes no encontro em Itajaí Liu Xinghua, presidente dos grupos Wanlong Logística, Sempre Verde Exportação e Espaço Trading, além de Zhuang Sidi, assistente da presidência, e Paulo Evaristo, vice-presidente da Espaço Trading.

Cooperação econômica e industrial em pauta
Em nota, o consórcio destacou que a agenda representa avanços concretos da atuação internacional dos municípios. A iniciativa transforma a diplomacia subnacional em negociações presenciais voltadas à cooperação econômica, reforçando o papel do CIM-Amfri na atração de investimentos estrangeiros e no fortalecimento da base produtiva regional.

Interesse em industrialização da cadeia da madeira
Durante as reuniões, os empresários chineses sinalizaram interesse na instalação de operações de beneficiamento de madeira na região. Atualmente, o setor atua majoritariamente na exportação de toras, com baixo valor agregado.

A proposta apresentada prevê, no médio prazo, a criação de uma zona industrial dedicada, com potencial para geração de empregos, estímulo à industrialização local, transferência de tecnologia e fortalecimento da economia regional.

Agenda estratégica do CIM-Amfri
Além de Robison Coelho, participou do encontro o diretor-executivo do CIM-Amfri, Jaylon Cordeiro. Ambos conduzem as agendas estratégicas voltadas ao desenvolvimento econômico regional e à promoção de oportunidades para os municípios consorciados.

Segundo o consórcio, a visita integra uma série de agendas técnicas programadas, que aprofundam os vínculos estabelecidos durante a missão à China e reforçam a importância da cooperação internacional entre governos locais como instrumento de governança e desenvolvimento territorial.

FONTE: Diarinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CIM-Amfr

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Eventos

Simpósio ABDT reúne Ministros, Autoridades, Entidades, Advogados e Lideranças para debater o cenário jurídico do setor portuário Catarinense e Nacional. 

Na manhã desta segunda-feira, (24), Itajaí recebeu autoridades de toda a região para um dos eventos mais relevantes do calendário jurídico e portuário nacional. Organizado pela Academia Brasileira do Direito Tributário (ABDT), e coordenado pela Macedo & Winter Advogados Associados, o Simpósio ABDT PORTOS promoveu debates estratégicos sobre o futuro do sistema portuário brasileiro, a atuação do Tribunal de Contas da União (TCU) e os impactos das mudanças legislativas em andamento, em especial o PL nº 733/2025 que ora tramita no Congresso Nacional. 

O encontro reuniu uma audiência altamente qualificada composta por Desembargadores, Juízes, CEOs de empresas portuárias, Advogados(as), Presidentes das Comissões Temáticas da OAB e profissionais ligados ao setor portuário e comércio exterior. A equipe do ReConecta também marcou presença acompanhando de perto os diálogos e conexões estabelecidas. 

PL em tramitação promete alterar o sistema portuário 

Um dos destaques do evento foi a discussão sobre o Projeto de Lei nº 733/2025, que está em tramitação no Congresso Nacional e faz parte do trabalho da CEPORTOS. O tema foi abordado pelo ministro Douglas Alencar Rodrigues, do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que apresentou uma análise sobre os avanços previstos no texto e sua relevância. 

Segundo o ministro, o PL foi elaborado por uma comissão de juristas com o objetivo de modernizar o marco legal do setor portuário, trazendo maior clareza e eficiência às relações contratuais e regulatórias, bem como, segurança jurídica nas relações portuárias. 

O Ministro explicou que o projeto “estrutura o setor, buscando segurança jurídica, eficiência, mais competitividade, além de melhorar a gestão dos contratos administrativos, alavancando nossa economia”. 

Durante sua fala, Douglas Alencar reforçou que, dentro de uma estrutura moderna de governança e livre concorrência, a geração de riqueza é responsabilidade das empresas — e que o ambiente regulatório deve favorecer crescimento sustentável, inovação e investimentos. 

O papel do TCU nas desestatizações do setor portuário 

Outro momento de grande atenção foi a apresentação do Ministro Walton Alencar, do Tribunal de Contas da União (TCU), que destacou o papel da instituição no acompanhamento das desestatizações e concessões de bens públicos no setor portuário. “O TCU fiscaliza todas as desestatizações de bens públicos. Como o setor portuário são bens da União, basicamente, a atuação do TCU é absoluta na verificação da correção dos procedimentos nas desestatizações. Essa verificação se faz a partir de critérios de legalidade na realização do certame, se não houve beneficiamento de um em detrimento de outro. Todas as concessões são objeto de prévio exame do Tribunal de Contas da União”, explica. 

A fala do Ministro também trouxe novidades sobre o processo de arrendamento definitivo do Porto de Itajaí, atualmente em andamento. “Esse processo está em análise pelos órgãos técnicos do TCU, pela Secretaria de Portos e, após a emissão dos pareceres, será levado a julgamento pelo relator — que sou eu. Por enquanto, o processo não chegou ao gabinete.” 

Itajaí no centro dos grandes debates nacionais 

A realização do Simpósio ABDT reforça o protagonismo de Itajaí no cenário portuário brasileiro, não apenas como polo logístico e econômico, mas também como espaço de formulação e reflexão sobre políticas públicas, segurança jurídica e competitividade no comércio exterior. 

ReConecta continuará acompanhando os desdobramentos das discussões, especialmente no que diz respeito ao PL nº 733/2025 e ao andamento do processo de arrendamento definitivo do Porto de Itajaí e Concessão do Canal de Acesso — temas que influenciam diretamente o ambiente de negócios e o desenvolvimento regional. 

TEXTO: REDAÇÃO 

IMAGENS: RECONECTA NEWS 

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Comércio

Alckmin inaugura ZPE de Cáceres e destaca papel estratégico na integração sul-americana

O presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, inaugurou nesta sexta-feira (24) a Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Cáceres, no Mato Grosso. Essa é a quarta ZPE em operação no Brasil, ao lado das unidades de Uberaba (MG), Pecém (CE) e Parnaíba (PI).

Nova ZPE vai impulsionar exportações e gerar empregos

Durante a cerimônia, Alckmin ressaltou o papel das Zonas de Processamento de Exportação como instrumentos de estímulo ao comércio exterior e à industrialização regional.

“A ZPE é um instrumento que estimula a exportação e o comércio exterior, em que os setores que exportam encontram facilidades, o que é fundamental para que o país possa crescer”, afirmou o ministro.

Localizada próxima à fronteira, Cáceres é considerada uma cidade estratégica para a integração econômica sul-americana. Segundo Alckmin, a nova ZPE deve atrair investimentos, fortalecer a indústria local e gerar emprego e renda para a população.

Estrutura moderna e posição estratégica

Com 240 hectares de área total, a ZPE de Cáceres recebeu R$ 51,3 milhões em investimentos voltados à infraestrutura e à construção de sua área administrativa. Inserida na rota do Quadrado Rondon, importante corredor logístico regional, a nova zona de livre comércio já abriga sua primeira empresa em operação, a TRC Agroflorestal, produtora de placas de madeira e teca voltadas para exportação.

As ZPEs funcionam como áreas de livre comércio destinadas à produção de bens e serviços para exportação, oferecendo incentivos fiscais e aduaneiros. Empresas instaladas nesses espaços têm suspensão de impostos como IPI, PIS/Cofins, Imposto de Importação e AFRMM (Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante) na aquisição de insumos e matérias-primas, podendo converter esses benefícios em isenção total no caso de exportações efetivas.

Expansão das ZPEs reforça política de desenvolvimento regional

As Zonas de Processamento de Exportação são vistas pelo governo como ferramentas para reduzir desigualdades regionais e estimular o desenvolvimento econômico em áreas estratégicas. A Comissão de Zonas de Processamento de Exportação (CZPE), responsável por deliberar sobre a criação e gestão das ZPEs, é presidida pelo MDIC e conta com representantes da Casa Civil e dos ministérios da Fazenda, Integração e Desenvolvimento Regional, Meio Ambiente e Mudança do Clima, Planejamento e Orçamento, Portos e Aeroportos e Transportes.

Com a inauguração da unidade de Cáceres, o Brasil dá mais um passo na consolidação de um modelo de integração produtiva e logística voltado à ampliação das exportações e à competitividade industrial no mercado internacional.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Júlio César Silva/MDIC

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