Logística

Terceira Rodovia dos Imigrantes avança e projeto executivo entra na fase final

O projeto executivo da terceira Rodovia dos Imigrantes está próximo de ser concluído, informou a concessionária Ecovias-Imigrantes. Após a finalização, o documento será encaminhado à Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), responsável pela análise e aprovação do projeto e pela definição do valor estimado para a execução da obra.

A nova ligação entre o Planalto e a Baixada Santista foi planejada para reduzir a sobrecarga no Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI). A expectativa é melhorar o deslocamento de veículos de passeio e ampliar a eficiência do transporte de cargas com destino à região e ao Porto de Santos.

Licenciamento ambiental já começou

A obra já conta com a Licença Ambiental Prévia, emitida pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) em março deste ano.

De acordo com a Ecovias-Imigrantes, também foi iniciado o processo para obtenção da Licença de Instalação, documento necessário para autorizar o começo das intervenções. A concessionária afirma que já protocolou a primeira etapa do procedimento junto à Cetesb.

Governo de São Paulo avalia reequilíbrio do contrato

Durante visita à Baixada Santista, o secretário estadual de Parcerias em Investimentos, Rafael Benini, explicou que o valor definitivo da obra será conhecido após a análise e aprovação do projeto executivo pela Artesp.

A partir desse montante, o Governo de São Paulo poderá definir como será feito o reequilíbrio econômico-financeiro do contrato de concessão. Segundo Benini, serão avaliadas alternativas relacionadas ao prazo contratual e à eventual necessidade de participação financeira do Estado.

Depois que os cálculos forem concluídos, a documentação deverá passar pela análise do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) e do Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP).

O secretário ressaltou que diferentes possibilidades já estão sendo estudadas pelo Estado, mas que a definição depende do custo final da nova rodovia.

Concorrência deve definir empresa responsável pela obra

A Ecovias-Imigrantes deverá promover um processo para selecionar a empreiteira responsável pela construção da terceira pista.

Por se tratar de um empreendimento de grande porte, a expectativa do Governo de São Paulo é que seja realizada uma disputa entre empresas. A medida busca ampliar a concorrência e possibilitar a contratação pelo menor preço.

Nova rodovia terá 21,6 quilômetros

O projeto prevê uma pista com 21,6 quilômetros de extensão, sendo cerca de 80% do trajeto formado por túneis.

Um dos túneis terá mais de seis quilômetros de comprimento e, caso seja construído conforme a previsão atual, poderá se tornar o maior túnel rodoviário do Brasil.

A nova estrutura deverá aumentar em aproximadamente 25% a capacidade do trecho de Serra do Sistema Anchieta-Imigrantes. O impacto esperado envolve tanto o tráfego de veículos quanto o transporte de cargas para a Baixada Santista.

Outro efeito previsto é a ampliação para mais do que o dobro da capacidade de circulação de caminhões com destino ao Porto de Santos.

Ligação terá conexão com Rodoanel e Cônego Domênico Rangoni

De acordo com o projeto, a terceira pista deverá começar no km 43 da Rodovia dos Imigrantes, com ligação ao Rodoanel, e terminar no km 265 da Rodovia Cônego Domênico Rangoni, nas proximidades do polo industrial de Cubatão.

A configuração pretende facilitar o acesso tanto à margem direita quanto à margem esquerda do Porto de Santos, criando uma alternativa para o fluxo de cargas e reduzindo pontos de estrangulamento no sistema viário regional.

Terceira pista e túnel Santos-Guarujá entram em planejamento integrado

Além da terceira pista, o túnel imerso Santos-Guarujá é considerado um dos projetos com potencial para transformar a mobilidade na Baixada Santista. As duas obras deverão ser avaliadas em conjunto dentro de um planejamento mais amplo para a região.

A estratégia faz parte do Plano de Logística e Investimentos do Estado de São Paulo (PLI-SP), que terá horizonte até 2050 e deverá estabelecer diretrizes específicas para os nove municípios da Baixada Santista.

A previsão é que o plano seja concluído até o fim deste ano.

PLI-SP vai considerar transporte de cargas e infraestrutura regional

Segundo a secretária estadual de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende, a elaboração do PLI-SP considera informações obtidas junto às regiões administrativas, ao setor produtivo e à sociedade.

O objetivo é identificar os principais gargalos logísticos e estabelecer soluções para diferentes horizontes de tempo, incluindo medidas de curto, médio e longo prazo.

Na avaliação da secretária, a terceira pista da Imigrantes, os acessos ao Porto de Santos e o transporte de cargas precisam ser analisados dentro de uma mesma rede de infraestrutura, levando em conta a conexão entre rodovias e os demais modais.

Estado quer integrar diferentes projetos de transporte

Natália Resende destacou que o planejamento não deve considerar cada empreendimento de maneira isolada. A proposta é avaliar como obras como o túnel Santos-Guarujá, a terceira pista da Imigrantes e os acessos às duas margens do Porto de Santos vão se relacionar e afetar a mobilidade regional.

O planejamento também deverá envolver o Governo Federal em assuntos que ultrapassam a esfera estadual, especialmente nas questões relacionadas ao Porto de Santos.

A expectativa é que o PLI-SP funcione como uma referência para orientar a definição de novos investimentos em infraestrutura e logística nos próximos anos.

FONTE: A Tribuna
TEXTO: Redação
IMAGEM: Vanessa Rodrigues/AT

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Sustentabilidade

Petrobras investirá R$ 6 bilhões em polo de biocombustíveis na Refinaria de Cubatão

A Petrobras aprovou um investimento de US$ 1,2 bilhão, equivalente a cerca de R$ 6 bilhões, para implantar sua primeira unidade dedicada exclusivamente à produção de combustíveis renováveis. O projeto, denominado RPBC Biorrefino, será instalado na Refinaria Presidente Bernardes (RPBC), em Cubatão (SP).

A iniciativa representa um dos principais investimentos da estatal na expansão da produção de biocombustíveis, com foco no atendimento da crescente demanda por combustíveis de menor emissão de carbono.

Unidade terá capacidade para produzir 15 mil barris por dia

A nova planta industrial será voltada à fabricação de bioquerosene de aviação (BioQAV) e diesel renovável, com capacidade para produzir até 15 mil barris diários.

Segundo o cronograma da companhia, a operação comercial está prevista para começar em 2030. Antes disso, a Petrobras deverá concluir a fase final de contratação dos fornecedores e assinatura dos contratos, enquanto o início das obras está previsto para ocorrer até o final de 2026.

Projeto faz parte do plano estratégico da Petrobras

Em comunicado encaminhado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a empresa informou que o empreendimento integra o Plano de Negócios 2026-2030 e foi incluído na carteira de projetos em implantação após avaliação das condições financeiras da companhia.

A Petrobras destaca que o investimento reforça sua estratégia de ampliar a participação no mercado de combustíveis de baixo carbono e contribuir para a transição energética no Brasil.

Produção atenderá novas exigências ambientais da aviação

A implantação da unidade também acompanha as mudanças regulatórias previstas para o setor aéreo.

Entre elas está o Corsia (Esquema de Compensação e Redução de Carbono para a Aviação Internacional), programa coordenado pela Organização da Aviação Civil Internacional (OACI), que tornará obrigatória, a partir de 2027, a compensação das emissões de carbono em voos internacionais que envolvam o Brasil.

Nesse cenário, o BioQAV desponta como uma das principais alternativas para reduzir a pegada de carbono da aviação e cumprir as metas ambientais estabelecidas globalmente.

Lei do Combustível do Futuro impulsiona mercado de biocombustíveis

O projeto também está alinhado à Lei do Combustível do Futuro (Lei nº 14.993/2024), que estabelece diretrizes para ampliar o uso de combustíveis renováveis e incentivar a mobilidade de baixo carbono no país.

A legislação criou o ProBioQAV, programa que determina a redução gradual das emissões de gases de efeito estufa pelas companhias aéreas. A exigência começa em 2027, com meta inicial de 1%, e será ampliada progressivamente até alcançar 10% em 2037.

Além disso, a norma estabelece objetivos para ampliar a participação do diesel verde e das misturas de biodiesel na matriz energética nacional.

Com o novo investimento, a Petrobras fortalece sua atuação no segmento de biocombustíveis, ampliando a capacidade de produção de combustíveis sustentáveis e acompanhando a transformação do mercado energético brasileiro.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pedro Teixeira/Agência Brasil

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