Informação

CSN Mineração reduz produção de minério em MG após alta do frete

A CSN Mineração anunciou na terça-feira (29) uma redução temporária na produção de minério de ferro de baixa qualidade no complexo de Pires, em Ouro Preto (MG). A medida foi adotada diante do aumento dos custos de frete e de um cenário mais restritivo para o mercado de minério.

A mudança afeta a unidade de beneficiamento a seco do complexo e também levou a companhia a revisar suas projeções para 2026, tanto para a produção quanto para a aquisição de minério de terceiros.

Produção de minério será menor em 2026

Com a revisão, a previsão de produção e compras de minério de terceiros da CSN Mineração caiu de 45 milhões a 47 milhões de toneladas para uma faixa entre 39 milhões e 41 milhões de toneladas em 2026.

A empresa também atualizou a estimativa para o custo caixa C1, indicador utilizado para medir os custos diretos relacionados à produção do minério.

A projeção anterior, que variava de US$ 22 a US$ 23,50 por tonelada, passou para US$ 25 a US$ 26 por tonelada.

Frete pressiona margens do minério de menor qualidade

Segundo a companhia, a decisão está relacionada ao ambiente mais pressionado do mercado, especialmente ao impacto da alta do frete sobre as margens do minério de ferro de menor qualidade.

Nesse cenário, a redução das atividades no complexo de Pires busca adequar a produção às atuais condições econômicas do produto.

A CSN Mineração destacou, porém, que a medida tem caráter temporário. A produção poderá ser retomada caso o mercado volte a apresentar condições que permitam margens consideradas adequadas para esse tipo de minério.

Compras de minério de terceiros também serão reduzidas

Além de diminuir a produção própria, a companhia prevê menores volumes de compra de minério de terceiros nos próximos meses.

Essa expectativa também foi considerada na revisão das projeções para 2026 e contribuiu para a redução da estimativa total de volumes.

Novas estimativas serão divulgadas pela companhia

As projeções atualizadas serão incorporadas ao Formulário de Referência da CSN Mineração e disponibilizadas nos sistemas da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e na página de relações com investidores da empresa.

A companhia ressaltou que as estimativas estão sujeitas a fatores de mercado que não estão sob seu controle. Por isso, os números apresentados para 2026 ainda poderão ser revisados novamente.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/CSN

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Logística

CSN vende participação na MRS Logística por R$ 3,35 bilhões e reorganiza ativos do grupo

A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) concluiu a venda de sua participação na MRS Logística S.A. para a CSN Mineração (CMIN), empresa que integra o mesmo grupo econômico. A operação foi fechada pelo valor de R$ 3,35 bilhões e teve impacto direto no caixa das duas companhias antes do encerramento do ano.

Recursos migram do caixa da mineração para a siderurgia

Segundo informações divulgadas ao mercado, o montante foi integralmente transferido do caixa da CSN Mineração para o caixa da CSN Siderurgia. A movimentação faz parte de uma reorganização interna de ativos, com o objetivo de concentrar a participação na operadora ferroviária em uma empresa mais alinhada ao escoamento da produção mineral.

MRS Logística é peça-chave na estratégia do grupo

A MRS Logística é considerada um ativo estratégico para os setores industrial e mineral do Sudeste brasileiro. A companhia administra uma das principais malhas ferroviárias do país, com atuação relevante no transporte de minério de ferro, produtos siderúrgicos e carga geral.

A operação reforça o papel da logística ferroviária no modelo de negócios da CSN, especialmente no suporte à cadeia produtiva da mineração.

Destino dos recursos ainda não foi detalhado

Até o momento, a CSN não informou como pretende utilizar os R$ 3,35 bilhões obtidos com a venda da participação. O mercado acompanha com atenção se os recursos serão direcionados para redução do endividamento, novos investimentos industriais, expansão logística ou reforço de caixa, em um ambiente econômico que ainda exige cautela.

Impactos financeiros e governança entram no radar

Por envolver empresas do mesmo conglomerado, a transação também desperta análises sobre eficiência operacional, governança corporativa e os efeitos no balanço consolidado do grupo CSN. Especialistas avaliam como a redistribuição dos ativos pode influenciar a estrutura financeira e estratégica da companhia no médio e longo prazo.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Jornal Portuário

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