Tecnologia

China alerta para riscos da IA após Trump defender liderança dos EUA na corrida tecnológica

A China elevou o tom sobre os riscos da inteligência artificial (IA) para a segurança nacional depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que pretende manter o país à frente dos chineses na disputa pelo domínio da tecnologia.

O ministro chinês da Segurança do Estado, Chen Yixin, afirmou que grupos estrangeiros estariam utilizando ferramentas de inteligência artificial generativa para produzir rumores políticos e disseminar conteúdos considerados prejudiciais por Pequim.

Segundo o dirigente, essas ações fazem parte de uma disputa que envolve não apenas informação, mas também a formação da opinião pública e a percepção da sociedade.

China vê IA como ameaça à segurança nacional

Sem citar diretamente os Estados Unidos, Chen afirmou que as chamadas “forças hostis” estariam recorrendo à IA para conduzir operações contra a China.

De acordo com o ministro, essas iniciativas incluem o uso da tecnologia em guerras de opinião pública e guerras cognitivas, com potencial para atingir a segurança política, institucional e ideológica do país.

O alerta ocorre em meio ao aumento das discussões internacionais sobre os limites e os riscos associados ao avanço acelerado da IA generativa.

Debate sobre os riscos da inteligência artificial ganha força

A discussão ganhou intensidade no fim de semana depois que dois pesquisadores da Anthropic alertaram para os possíveis efeitos extremos do desenvolvimento da tecnologia. Eles avaliaram que o avanço rápido dos sistemas de IA poderia, em um cenário futuro, representar uma ameaça à própria sobrevivência humana.

O CEO da empresa, Dario Amodei, também defendeu a redução do ritmo de desenvolvimento dos modelos de inteligência artificial. Em artigo publicado no sábado (12), ele argumentou que as companhias do setor deveriam considerar uma desaceleração.

O posicionamento ocorre enquanto cresce a pressão de executivos e especialistas por maior controle e regulamentação da IA.

Trump rejeita ideia de desacelerar a IA

Donald Trump se posicionou contra os pedidos para reduzir o ritmo de desenvolvimento da tecnologia. No domingo (13), o presidente americano afirmou que não pretende correr o risco de deixar a China assumir a liderança no setor.

Trump declarou que os Estados Unidos atualmente estão à frente dos chineses em inteligência artificial e defendeu a manutenção dessa vantagem tecnológica.

Ao ser questionado sobre a possibilidade de desacelerar ou regulamentar mais fortemente a indústria, o presidente classificou os alertas mais alarmistas como manifestações de forças negativas e afirmou que alguns dos cenários apresentados não deverão ocorrer.

Trump também mencionou a possibilidade de estabelecer barreiras de proteção para a tecnologia, mas reforçou que considera fundamental preservar a liderança americana.

EUA e China discutem governança da inteligência artificial

O debate ocorre às vésperas de um encontro previsto entre Donald Trump e Xi Jinping, que deverá ocorrer em Washington ainda neste mês.

Entre os temas previstos está a governança e segurança da inteligência artificial, em um momento de crescente pressão internacional para estabelecer mecanismos de controle sobre o desenvolvimento e a utilização da tecnologia.

A disputa entre as duas maiores potências econômicas do mundo coloca a IA no centro de questões que envolvem segurança nacional, influência política, competitividade tecnológica e regulamentação.

Ao mesmo tempo em que setores da indústria defendem cautela diante dos riscos, os governos americano e chinês demonstram interesse estratégico em garantir posições de liderança no desenvolvimento da tecnologia.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: BRENDAN SMIALOWSKI/AFP

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