Agronegócio

Brasil e Guatemala ampliam cooperação agropecuária com novo acordo bilateral

Brasil e Guatemala deram um novo passo para fortalecer suas relações no setor agropecuário. Os governos dos dois países assinaram, na Cidade da Guatemala, um Memorando de Entendimento (MoU) que amplia a cooperação em áreas consideradas estratégicas para o desenvolvimento do agronegócio, da inovação tecnológica e da produção sustentável.

A assinatura do acordo coincide com a celebração de 50 anos de cooperação bilateral e estabelece uma agenda mais ampla de atuação conjunta entre os ministérios da agricultura das duas nações.

Parceria abrange pesquisa, bioinsumos e agricultura sustentável

O documento prevê ações de cooperação em diversos segmentos da atividade agropecuária, incluindo pesquisa agrícola, sanidade animal e vegetal, recursos genéticos, bioinsumos, agricultura regenerativa, recuperação de solos e desenvolvimento de tecnologias voltadas ao aumento da produtividade.

Também estão previstas iniciativas para capacitação técnica, atração de investimentos e facilitação do comércio agropecuário entre os dois países.

A assinatura ocorreu durante missão oficial do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) à América Central, liderada pelo secretário-executivo Cleber Soares.

Relação comercial avança com habilitação de frigoríficos brasileiros

O novo acordo também reforça entendimentos construídos nos últimos meses entre Brasil e Guatemala.

Entre os avanços recentes está a habilitação de seis frigoríficos brasileiros de carne bovina para exportação ao mercado guatemalteco, resultado de negociações realizadas após visita oficial da ministra da Agricultura da Guatemala, María Fernanda Rivera Dávila, ao Brasil.

A medida amplia as oportunidades para empresas brasileiras e fortalece o intercâmbio comercial entre os dois países.

Intercâmbio tecnológico está entre as prioridades

Durante os encontros bilaterais, representantes dos governos identificaram novas oportunidades de cooperação técnica, especialmente em áreas ligadas à agricultura resiliente às mudanças climáticas, manejo sustentável dos solos, monitoramento agroclimático e uso de tecnologias para elevar a eficiência da produção agrícola.

O memorando estabelece ainda mecanismos permanentes de coordenação, incluindo grupos de trabalho conjuntos, intercâmbio de especialistas, missões técnicas e desenvolvimento de projetos voltados ao fortalecimento do setor agropecuário.

Guatemala busca apoio brasileiro em genética animal

Outro tema de destaque nas negociações foi o interesse da Guatemala em ampliar a cooperação com o Brasil em programas de melhoramento genético de bovinos e pescado.

O governo guatemalteco reconheceu a experiência brasileira em inovação agropecuária e manifestou interesse em ampliar a transferência de tecnologia para fortalecer seu rebanho e aumentar a competitividade da pecuária local.

A expertise brasileira em genética animal e produtividade rural foi apontada como referência internacional durante as discussões.

Comércio e sanidade também entram na pauta

As delegações também discutiram medidas para ampliar o fluxo de comércio entre os dois países, incluindo avanços em processos sanitários relacionados a produtos de origem animal e mecanismos para facilitar novas oportunidades de negócios.

O fortalecimento das relações comerciais é visto como um dos pilares da parceria, especialmente diante do crescimento da demanda por alimentos e da busca por maior integração entre os mercados da América Latina e da América Central.

Cooperação regional ganha reforço com participação do IICA

A agenda oficial incluiu ainda uma reunião estratégica no Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), onde foram debatidas iniciativas de alcance regional.

Entre os temas abordados estiveram bioinsumos, cafeicultura, agricultura sustentável, adaptação às mudanças climáticas, genética animal e fortalecimento institucional dos sistemas agrícolas da região.

As discussões ampliaram as perspectivas de cooperação entre Brasil, Guatemala e organismos internacionais para o desenvolvimento de projetos voltados à inovação, sustentabilidade e segurança alimentar.

Com o novo acordo, os dois países reforçam a intenção de aprofundar a integração técnica e comercial, criando oportunidades para o crescimento do setor agropecuário e para a expansão dos negócios agrícolas no continente.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: IICA

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Internacional

Brasil e México estabelecem Marco legal para cooperação agropecuária

Memorando foi assinado nesta quarta-feira (27), em reunião secretário de Agricultura e Desenvolvimento Rural mexicano; em pauta, também, regionalização nos eventuais casos de IAAP
Durante missão oficial liderada pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviço, Geraldo Alckmin, no México, o Ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, se reuniu com o Secretário Julio Antonio Berdegué Sacristán, titular da Secretaria de Agricultura e Desenvolvimento Rural (SADER).

Após o encontro nesta quarta-feira (27) foi assinado o Memorando de Entendimento sobre cooperação entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e a SADER, tratando de interesses em áreas mútuas entre os dois países na produção agrícola e pecuária, acompanhamento técnico de pequenos e médios produtores, soberania alimentar, sanidade animal e vegetal, promoção de pesquisa e inovação tecnológica, financiamento e seguro rural, além de instrumentos que facilitem a comercialização de produtos agrícolas.

De acordo com o memorando, Brasil e México realizarão intercâmbio de informações, tecnologias e boas práticas; visitas técnicas e atividades estratégicas de facilitação do comércio bilateral. Para isso, será criado um grupo de trabalho com representantes das áreas técnicas de ambos os países que irá identificar as áreas de interesse comum, planejar, implementar e atualizar o Plano de Trabalho.

REUNIÃO DE TRABALHO

Além da assinatura do memorando, a reunião entre os ministros avançou nas relações comerciais entre Brasil e México. Fávaro destacou a importância da relação com o México e o comprometimento do Brasil com a rastreabilidade bovina.

“A abertura do tão sonhado mercado de carne bovina e suína no México já vem trazendo resultados muito positivos para ambos os países. No caso do Brasil, após o período de consolidação dessa abertura, empresas privadas começaram a efetivar negócios, resultando em um crescimento de aproximadamente 250% nas exportações de carne bovina em apenas 2 anos e 8 meses. No mesmo período, as vendas de carne suína aumentaram 95% e as de frango, 14%. Esses avanços são benéficos não apenas para o Brasil, mas também para o México, que, em seu programa de combate à inflação dos alimentos, encontra a oportunidade de adquirir carnes de alta qualidade”, detalhou.

Já o secretário de Agricultura e Desenvolvimento Rural do México, Júlio Berdegué firmou o compromisso do país com a análise, em até dez dias a partir de eventual surgimento de casos de infecção em plantel aviário, de um protocolo de regionalização, mantendo o fluxo das exportações brasileiras.

Ele ainda comentou que a presidente do México, Claudia Sheinbaun, recomendou que ele buscasse, durante a reunião, a experiência brasileira no combate à fome e a pobreza, que fez com quem o Brasil fosse reconhecido pela ONU como fora do Mapa da Fome novamente.

A medida foi destacada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, que reforçou a parceria entre Brasil e México com avanço nas tratativas.

Além do compromisso mexicano com a regionalização para comércio de frango, avançaram as negociações para a importação de pêssego mexicano pelo Brasil, bem como para a ampliação do mercado de atum brasileiro no México.

A reunião realizada na sede da chancelaria mexicana na tarde desta quarta-feira (27) contou com a presença da ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet; do presidente da Apex, Jorge Viana, dos embaixadores Francisco Canabrava e Celso de Tarso; do secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Luis Rua e da Adida Agrícola no México, Adriane Cruvinel.

Fonte: MAPA

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Agronegócio, Negócios

Ministro Fávaro recebe autoridades nigerianas para discutir cooperação agropecuária

Ministros dos dois países se reuniram no Mapa para ampliar parcerias técnicas e alinhar ações conjuntas no combate à fome e na promoção da segurança alimentar

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, recebeu nesta segunda-feira (19) os ministros nigerianos da Agricultura e Segurança Alimentar, Abubakar Kyari, e do Desenvolvimento da Pecuária, Idi Mukhtar Maiha, para discutir o fortalecimento das relações bilaterais e a ampliação da cooperação técnica entre os dois países. O encontro, realizado na sede do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), antecede o II Diálogo Brasil-África sobre Segurança Alimentar, Combate à Fome e Desenvolvimento Rural, que ocorre nesta semana no Palácio Itamaraty, em Brasília.

Durante a reunião, foram abordadas oportunidades de cooperação voltadas ao melhoramento genético do rebanho bovino nigeriano, por meio de tecnologias desenvolvidas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). A Nigéria, maior economia do continente africano, busca aprimorar sua produção pecuária diante dos desafios impostos pelas mudanças climáticas, como secas extremas e enchentes.

Segundo o ministro Fávaro, o estreitamento dos laços com países africanos é uma diretriz do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele destacou que a Embrapa está à disposição para ajudar a Nigéria a aprimorar seu rebanho bovino, por meio da transferência de tecnologias de melhoramento genético. “Temos similaridades de clima e solo que facilitam o intercâmbio de tecnologias. A Embrapa, com sua expertise em pesquisa agropecuária, está à disposição para cooperar com a Nigéria nesse processo”, afirmou.

O ministro da Agricultura nigeriano comentou sobre os desafios agropecuários enfrentados pela Nigéria, que sofre com secas extremas e enchentes, dificultando o plantio e a colheita, além dos impactos das mudanças climáticas. Ele reconheceu o expressivo desenvolvimento da agropecuária brasileira nas últimas três décadas e afirmou que a ampliação da parceria e da cooperação técnica entre os países pode beneficiar a Nigéria, especialmente no enfrentamento da insegurança alimentar.

Já o ministro nigeriano do Desenvolvimento da Pecuária ressaltou o papel estratégico da pecuária no crescimento econômico, geração de empregos e combate à fome. Segundo ele, a visita do presidente da Nigéria ao Brasil despertou grande interesse na experiência brasileira, especialmente no uso do melhoramento genético para aprimorar a qualidade dos rebanhos. “Assim como o Brasil, também temos uma predominância de zebuínos. Queremos seguir esse caminho de progresso com o apoio da Embrapa”, declarou.

O ministro Fávaro compartilhou a experiência brasileira no desenvolvimento do rebanho bovino e lembrou que, há 70 anos, o Brasil importava zebuínos da Índia. Com o avanço do melhoramento genético e da ciência aplicada pela Embrapa, o país passou a exportar para outros países — inclusive de volta para a Índia.

“Há mais ou menos 70 anos, o Brasil fez a primeira importação de material genético de zebuíno. Há 20 anos, quando o presidente Lula assumiu o seu primeiro mandato, ele conseguiu destravar a segunda leva de importação de material genético da Índia, para que a gente pudesse fazer o choque de sangue do rebanho brasileiro. Com esse material genético e a ciência acessada na Embrapa, nós conseguimos, nesses últimos anos, nos tornar exportadores de volta para a Índia do zebuíno melhorado. Quando a Nigéria passar a importar material genético brasileiro, tenham a certeza de que estarão importando o que há de melhor do zebuíno mundial. Tenho convicção de que isso vai representar um salto de qualidade na criação de zebu da Nigéria”, afirmou Fávaro.

Além do gado bovino, o Brasil manifestou interesse em exportar para a Nigéria material genético avícola e carne processada. A delegação nigeriana reforçou o desejo de formalizar a cooperação com a Embrapa para o desenvolvimento de sua pecuária.

Participaram também do encontro o embaixador da Nigéria no Brasil, Christopher John Nonyelum Okeke, o secretário-adjunto de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Marcel Moreira, o coordenador-geral de Promoção de Investimentos Estrangeiros e Cooperação, André Okubo, e o adido agrícola Frederique Abreu.

II Diálogo Brasil-África reúne lideranças para discutir segurança alimentar

O II Diálogo Brasil-África sobre Segurança Alimentar, Combate à Fome e Desenvolvimento Rural acontece entre os dias 19 e 22 de maio de 2025, em Brasília. A programação inclui visitas técnicas a áreas de produção agrícola de interesse das delegações africanas.

A iniciativa reflete o compromisso da política externa brasileira em fortalecer os vínculos com os países do continente africano, com base na solidariedade, no respeito mútuo e na cooperação para o desenvolvimento sustentável.

Estão previstas as participações de ministros da Agricultura de diversos países africanos, além de representantes de organizações internacionais, bancos multilaterais de desenvolvimento, instituições de pesquisa, entidades da agricultura familiar e do setor privado.

Entre os principais temas em debate estão: produção agropecuária e aquícola, políticas públicas eficazes, inovação tecnológica, valorização da agricultura familiar, sustentabilidade, financiamento e investimentos, além da apresentação da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza.

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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