Internacional

Contêineres do GFS Pride ficam à deriva no Estreito de Hormuz após naufrágio

Imagens divulgadas pelo jornal The Independent mostram contêineres boiando no Estreito de Hormuz após o naufrágio do cargueiro GFS Pride. Parte das estruturas aparece aberta, enquanto caixas e outros materiais permanecem espalhados pela superfície do mar.

Imagens mostram destroços espalhados pelo mar

Os registros revelam contêineres à deriva nas proximidades do local onde o GFS Pride afundou. Também é possível observar pessoas perto da embarcação e barcos menores ao redor, aparentemente envolvidos na operação de retirada da tripulação.

Os 21 tripulantes foram resgatados em segurança, sem registro de feridos. Diante dos episódios envolvendo embarcações comerciais na região, a Autoridade Marítima e Portuária de Cingapura manifestou preocupação com os ataques no estreito.

A Marinha da Guarda Revolucionária do Irã afirmou que o cargueiro seguia por uma rota considerada “não autorizada e perigosa”. Segundo a força iraniana, o navio pegou fogo após atingir uma mina naval.

O serviço britânico de monitoramento marítimo também recebeu um relato sobre um navio porta-contêineres atingido por um projétil de origem desconhecida. Até o momento, não há confirmação de que essa ocorrência esteja relacionada ao caso do GFS Pride.

Outro cargueiro enfrenta risco de afundamento

Além do GFS Pride, o Cape Dao, navio com bandeira de Antígua e Barbuda, também está em situação crítica. A embarcação foi atingida por um projétil nas proximidades do Estreito de Hormuz em 23 de setembro.

De acordo com a empresa britânica de gestão de riscos marítimos Vanguard, o cargueiro está afundando após uma tentativa de resgate não ter obtido sucesso.

Naufrágios aumentam preocupação com o tráfego marítimo

O afundamento do GFS Pride representa o segundo naufrágio registrado desde o início da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro, conforme dados da Organização Marítima Internacional (OMI), agência das Nações Unidas responsável por questões relacionadas ao transporte marítimo.

Antes do conflito, entre 125 e 140 grandes embarcações comerciais atravessavam diariamente o Estreito de Hormuz. A passagem é estratégica para o comércio internacional de energia: aproximadamente um quinto do petróleo e do gás transportados por via marítima no mundo passava pela região.

A presença de contêineres à deriva, somada aos ataques e aos riscos enfrentados por outros cargueiros, evidencia os impactos do conflito sobre a segurança da navegação em uma das principais rotas marítimas globais.

FONTE: Bol Uol
TEXTO: Redação
IMAGEM: Mídia Social/via REUTERS

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