Internacional

China anuncia 7 medidas para ampliar consumo de casas inteligentes

O governo da China anunciou um conjunto de sete medidas para estimular o consumo de eletrodomésticos inteligentes e ampliar a adoção de tecnologias voltadas às chamadas casas inteligentes.

O plano de ação foi divulgado na terça-feira (15.set.2026) por oito departamentos governamentais, entre eles o Ministério do Comércio da China.

Plano prevê incentivos e ampliação da oferta

Entre as iniciativas apresentadas estão ações para aumentar a disponibilidade de eletrodomésticos inteligentes e aperfeiçoar os sistemas de padronização do setor.

O pacote também prevê apoio a subsídios para consumidores, além do desenvolvimento de produtos adaptados às necessidades da população idosa.

Outra frente estabelecida pelo governo envolve a melhoria das cadeias de reciclagem, com medidas destinadas a aprimorar o reaproveitamento e a destinação desses equipamentos.

A estratégia busca acompanhar a expansão do mercado de tecnologia para casas inteligentes, ao mesmo tempo em que estabelece padrões para produtos e serviços relacionados ao segmento.

China divulga novas normas de segurança na mineração

Além das medidas voltadas ao consumo, a China anunciou quatro normas nacionais obrigatórias de segurança na mineração.

As regras têm como objetivo identificar e controlar riscos desde a origem das operações. Entre as determinações está a realização de um censo abrangente a cada três anos.

As normas também estabelecem requisitos técnicos de segurança para células e módulos de baterias, levando em consideração as condições específicas de funcionamento encontradas em minas subterrâneas.

Dessa forma, os novos padrões abrangem tanto a segurança dos equipamentos quanto os riscos associados ao ambiente operacional das minas subterrâneas.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Informação

Varejo brasileiro registra queda recorde em agosto, enquanto e-commerce avança

O varejo brasileiro registrou nova retração em agosto de 2026, enquanto o e-commerce manteve trajetória de crescimento. Segundo o Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA), as vendas do setor recuaram 2,0% em termos reais na comparação com agosto de 2025.

Com o resultado, o varejo chegou ao 15º mês consecutivo de queda real, evidenciando um cenário de maior pressão sobre o consumo no país.

Agosto tem pior desempenho para o varejo desde 2020

O resultado registrado em agosto foi o mais negativo para o mês desde 2020. A retração também superou as quedas observadas nos períodos anteriores.

Em julho de 2026, o recuo havia sido de 1,4%, enquanto agosto de 2025 apresentou redução de 1,5%. O novo resultado, portanto, reforça a sequência de desempenho negativo do comércio varejista.

E-commerce cresce enquanto lojas físicas avançam em ritmo menor

A diferença entre os canais de venda ficou ainda mais evidente em agosto. Enquanto o comércio eletrônico apresentou crescimento nominal de 5,1%, o varejo físico avançou apenas 1,2%.

A diferença entre os desempenhos chegou a 3,9 pontos percentuais, indicando uma maior força das vendas pela internet em relação às lojas físicas.

O cenário mostra uma mudança no comportamento do consumidor, que vem ampliando sua presença nos canais digitais mesmo diante da retração registrada pelo varejo como um todo.

Consumidor muda hábitos de compra

Os números de agosto reforçam a transformação na dinâmica do consumo no Brasil. A expansão do e-commerce contrasta com a dificuldade enfrentada pelo varejo tradicional, sinalizando que os canais digitais seguem ganhando espaço nas decisões de compra.

Enquanto o setor acumula meses de retração real, as vendas pela internet apresentam desempenho mais favorável, ampliando a distância em relação ao comércio físico.

FONTE: Correio Braziliense
TEXTO: Redação
IMAGEM: Minervino Júnior/CB/D.A.Press

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Economia

Modelo econômico focado no consumo deve manter Selic em dois dígitos em 2026, avalia especialista.

Cenário econômico para 2026

A economia brasileira em 2026 deve enfrentar um ambiente desafiador, marcado pela tensão entre política fiscal expansionista e o esforço de controle da inflação, segundo análise da economista Rita Mundim, apresentada no especial Perspectivas 2026, da CNN Brasil.

De acordo com a especialista, a estratégia econômica baseada no estímulo ao consumo tende a dificultar a redução dos juros e prolongar a permanência da taxa Selic em patamar elevado.

Incertezas e retirada do forward guidance

Durante o debate, Mundim explicou que o Banco Central decidiu retirar o forward guidance — mecanismo de sinalização sobre decisões futuras de política monetária — diante das incertezas provocadas pela isenção do imposto de renda.

Segundo ela, os efeitos da medida começarão a ser sentidos já no início de 2026. “Ainda não há clareza sobre como as famílias irão utilizar os cerca de R$ 28 bilhões que devem ser injetados na economia, o que aumenta a imprevisibilidade do cenário”, avaliou.

Selic em dois dígitos

A economista projeta que a Selic deve encerrar 2026 em torno de 12,5%. Para Mundim, enquanto persistir um modelo que prioriza o consumo via crédito ou por meio de benefícios sociais, os juros básicos continuarão em dois dígitos.

Esse contexto, segundo a análise, limita investimentos, encarece o crédito e reduz o potencial de crescimento sustentável da economia.

Conflito entre política fiscal e monetária

Um dos principais alertas feitos pela especialista é o desalinhamento entre política fiscal e política monetária. Enquanto o governo adota medidas para estimular a demanda, o Banco Central atua de forma restritiva, elevando os juros para conter a inflação.

Para ilustrar o cenário, Mundim comparou a dinâmica econômica a um movimento contraditório: o governo acelera os estímulos, enquanto a autoridade monetária freia a economia, pressionando ainda mais a taxa de juros, influenciada pelo Risco Brasil e pela necessidade de controlar a inflação.

Risco Brasil e impacto político

O debate também abordou o papel do Risco Brasil, indicador que reflete a confiança dos investidores internacionais na estabilidade econômica e política do país. A inflação elevada, segundo a análise, afeta diretamente o poder de compra da população e influencia a percepção econômica, com reflexos nas decisões eleitorais.

Diante desse cenário, a economista avalia que 2026 será um ano decisivo não apenas do ponto de vista econômico, mas também político, exigindo maior coordenação entre as políticas públicas.

Fonte: Com informações da CNN Brasil.
Texto: Redação

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Comércio

Vendas no varejo na Black Friday sobem 1,9% e mostram força do e-commerce

As vendas no varejo na Black Friday registraram avanço de 1,9% em comparação ao mesmo período de 2024, conforme dados do Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA). Apesar de ser o menor crescimento desde 2019, o resultado reflete uma base elevada do ano anterior e a forte expansão do e-commerce, que aumentou 16,1% e atingiu recorde histórico de transações. No varejo físico, houve retração de 1,9%.

Impacto do calendário e comportamento do consumidor
Segundo a Cielo, o desempenho mais modesto também foi influenciado pela coincidência da data com o pagamento de salários e a liberação do 13º tanto em 2024 quanto em 2025, o que tende a neutralizar efeitos típicos da sazonalidade. No varejo presencial, parte das compras foi antecipada para as semanas anteriores, diluindo a demanda da sexta-feira.

Força do comércio digital
No ambiente digital, o padrão permaneceu: pico de vendas na virada da madrugada, concentração de transações e tíquetes mais altos. Foram registradas 32,8 milhões de operações online, o maior volume já observado pela empresa.

O vice-presidente de Negócios da Cielo, Carlos Alves, destaca que a data segue como um “termômetro do varejo brasileiro” e reforça a necessidade de ampliar investimentos em tecnologia, integração de canais e estratégias baseadas em dados.

Desempenho por setor
Entre os macrossetores, Serviços liderou com alta de 10,8%, impulsionado por Turismo & Transporte, que avançou 18,6%. Drogarias e farmácias cresceram 6,1%, enquanto bens duráveis e semiduráveis caíram 3,2%, impacto atribuído ao crédito mais restrito e ao alto endividamento das famílias.

No e-commerce, todos os setores subiram: Serviços (19,4%), Bens Não Duráveis (10,6%) e Bens Duráveis e Semiduráveis (6,2%), consolidando o digital como protagonista da Black Friday.

Formas de pagamento mais usadas
O crédito parcelado registrou o maior tíquete médio geral: R$ 813,67. No digital, representou 70,4% do faturamento, com tíquete acima de R$ 1.100. Já no varejo físico, o débito à vista liderou em volume, com 58,6% das vendas. O Pix seguiu em expansão e atingiu 6,9% das transações presenciais.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Economia

Manutenção da Selic em 15% preocupa indústria e comércio

A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) de manter a taxa Selic em 15% ao ano provocou críticas de representantes da indústria, do comércio, da construção civil e do movimento sindical. Para a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a taxa elevada freia a atividade econômica e coloca o Brasil em desvantagem frente a países que já reduziram juros.

Setor industrial alerta para impactos no crédito

Em nota, o presidente da CNI, Ricardo Alban, disse que a política monetária “excessivamente contracionista” prejudica a economia. “A Selic tem freado a economia além do necessário, mesmo com a inflação em queda. O custo elevado ameaça o mercado de trabalho e o bem-estar da população”, afirmou.

Pesquisa inédita da entidade mostra que 80% das indústrias apontam os juros como principal obstáculo ao crédito de curto prazo, enquanto 71% consideram a taxa um entrave ao financiamento de longo prazo.

Construção civil sente efeitos do ciclo prolongado de juros altos

O setor da construção também manifestou preocupação. Para o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Renato Correia, juros altos encarecem o crédito imobiliário e dificultam novos projetos. “A construção é sensível ao custo do crédito e à confiança do consumidor. Uma Selic de 15% torna muitos empreendimentos inviáveis”, disse.

A CBIC reduziu sua projeção de crescimento do setor em 2025 de 2,3% para 1,3%, citando impactos do ciclo prolongado de juros elevados.

Sindicatos alertam para impactos fiscais e sociais

As centrais sindicais também criticaram a decisão. A Contraf-CUT afirma que cada ponto percentual da Selic aumenta em cerca de R$ 50 bilhões os gastos públicos com juros da dívida. “Quase R$ 1 trilhão poderiam ser investidos em saúde, educação e infraestrutura”, afirmou Juvandia Moreira, presidenta da Contraf-CUT.

A Força Sindical classificou a política como “era dos juros extorsivos”, destacando que compromete o consumo e a renda das famílias.

Setor de supermercados e consumo sob pressão

Segundo a Associação Paulista de Supermercados (APAS), o Brasil está na contramão do mundo, mantendo a segunda maior taxa real de juros global. O economista-chefe da entidade, Felipe Queiroz, apontou que o cenário prejudica investimentos, consumo das famílias e o desenvolvimento econômico.

Cautela monetária do Banco Central

A Associação Comercial de São Paulo (ACSP) pondera que a manutenção da Selic reflete a necessidade de política monetária cautelosa, diante de inflação acima da meta, expansão fiscal, resiliência do mercado de trabalho e incertezas externas. “Esse contexto justifica uma postura prudente do Banco Central”, disse o economista Ulisses Ruiz de Gamboa.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Tânia Rêgo/Agência Brasil

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Informação

Nova fase da Reforma Tributária já tem data marcada: IBS entra em vigor em 2027

O Brasil está prestes a viver uma das maiores mudanças em sua história tributária. Após décadas de debates, a Reforma Tributária finalmente saiu do papel e já tem data marcada para transformar a vida de consumidores e empresas. A partir de 2027, começa a vigorar o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), um tributo nacional que unificará o ICMS (estadual) e o ISS (municipal), mudando a forma como são cobrados os impostos sobre consumo.

A mudança é considerada histórica por especialistas porque atinge diretamente a base da economia brasileira: o consumo. Hoje, o Brasil é conhecido por ter um dos sistemas mais complexos do mundo, com sobreposição de tributos, guerra fiscal entre estados e insegurança jurídica. O IBS promete simplificação, previsibilidade e eficiência — mas também traz impactos imediatos no bolso da população.

Como funcionará o IBS na prática

O IBS será um imposto de valor agregado, ou seja, será cobrado ao longo da cadeia de produção e consumo, mas sempre de forma transparente para o consumidor.

Diferente do que ocorre hoje, com cobranças cumulativas, o IBS seguirá o modelo adotado em países como Canadá e União Europeia, em que o imposto pago em uma etapa pode ser compensado na seguinte.

Entre 2027 e 2032, haverá um período de transição:

  • O ICMS e o ISS continuarão existindo, mas com alíquotas gradualmente reduzidas.
  • O IBS ganhará participação progressiva até se tornar o único imposto sobre bens e serviços em 2033.
  • A gestão da arrecadação será compartilhada por estados e municípios, por meio de um comitê gestor nacional, evitando disputas diretas entre entes federativos.

Segundo o Ministério da Fazenda, essa transição permitirá que empresas e consumidores se adaptem ao novo sistema sem choques abruptos.

Impactos para consumidores

Para a população, a mudança promete mais transparência. Hoje, poucos sabem exatamente quanto pagam de ICMS ou ISS embutido nos produtos e serviços. Com o IBS, a ideia é que o valor do imposto seja discriminado claramente na nota fiscal, o que aumenta a percepção sobre a carga tributária real.

No curto prazo, especialistas alertam que alguns setores podem sentir aumento de carga, especialmente serviços que atualmente pagam apenas ISS, geralmente mais baixo que o ICMS. Isso significa que escolas particulares, cursos de idiomas, clínicas médicas e outros prestadores de serviço podem repassar parte desse custo ao consumidor.

Por outro lado, a indústria e setores produtivos devem se beneficiar, já que o IBS elimina a cumulatividade e reduz a chamada “guerra fiscal” entre estados. Isso pode significar mais competitividade e preços menores a médio prazo.

Impactos para empresas

Para as empresas, a mudança será radical. O ICMS é hoje considerado um dos tributos mais complexos do mundo, com mais de 25 legislações estaduais diferentes. O IBS acaba com essa fragmentação e cria uma cobrança nacional única, centralizada no comitê gestor.

Segundo projeções da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o custo burocrático das empresas com obrigações tributárias pode cair em até 70% com a simplificação. Hoje, muitas companhias precisam de equipes inteiras dedicadas apenas a calcular tributos estaduais e municipais.

A simplificação também favorece investimentos estrangeiros, já que multinacionais reclamam há anos da insegurança jurídica brasileira. O Banco Mundial já classificou o Brasil como um dos países onde mais se gasta tempo apenas para lidar com tributos.

Receita Federal e o fim das “notas frias”

Outra promessa da reforma é a redução da sonegação fiscal. Como o IBS será cobrado automaticamente em cada operação eletrônica, e de forma transparente, o espaço para fraudes como notas frias deve diminuir consideravelmente.

De acordo com dados do Ministério da Fazenda, o Brasil perde cerca de R$ 500 bilhões por ano em sonegação tributária. A unificação e a tecnologia aplicada ao IBS poderão reduzir significativamente esse rombo, fortalecendo os cofres públicos sem aumentar formalmente a carga tributária.

O Brasil no cenário internacional

Com o IBS, o Brasil se aproxima de modelos já consolidados em economias desenvolvidas. O IVA europeu, por exemplo, é apontado como inspiração para a reforma. A expectativa é que a mudança melhore o ambiente de negócios e posicione o Brasil em patamar mais competitivo para atrair investimentos estrangeiros.

No entanto, há desafios políticos. Governadores e prefeitos ainda disputam fatias da arrecadação e temem perder autonomia sobre suas receitas. Por isso, o comitê gestor do IBS será peça-chave para garantir equilíbrio federativo e evitar novos conflitos.

Reforma Tributária e o futuro do consumo

A implementação do IBS em 2027 será apenas o começo de uma década de ajustes. Até 2033, a população ainda conviverá com o sistema híbrido, mas já sentirá mudanças significativas na forma como paga impostos.

A grande promessa é de um sistema mais justo, transparente e eficiente. Mas a dúvida que fica é: o consumidor realmente sentirá alívio no bolso ou apenas verá a cobrança mais explícita?

O IBS não é apenas mais um imposto. É a espinha dorsal da nova Reforma Tributária, uma tentativa de simplificar um dos sistemas mais complicados do mundo. Ele pode trazer eficiência e transparência, mas também riscos de aumento de custo em alguns setores.

Em 2027, quando começar a ser cobrado, o Brasil terá a oportunidade de mostrar se a mudança trará competitividade e justiça tributária ou se será apenas mais um capítulo de promessas não cumpridas.

FONTE: Click Petróleo e Gás
IMAGEM: Reprodução/Click Petróleo e Gás

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