Internacional

Consulados dos EUA podem ser fechados em cinco países, incluindo Canadá e Japão

O governo dos Estados Unidos estuda reduzir sua presença diplomática no exterior com o fechamento de cinco representações em diferentes países. A informação foi revelada por fontes ouvidas pela Reuters, que afirmam que o Departamento de Estado já comunicou o plano ao Congresso norte-americano.

Caso seja confirmada, a medida representará uma rara redução da rede diplomática dos EUA sem relação direta com uma crise geopolítica específica.

Missões afetadas estão na Ásia, América e África

Segundo as fontes, a notificação enviada a comissões do Congresso prevê o encerramento das atividades da embaixada em St. George’s, em Granada, além dos consulados localizados em Nagoya (Japão), Medan (Indonésia) e Winnipeg (Canadá).

O plano também inclui o fechamento do escritório de extensão da embaixada dos EUA em Douala, nos Camarões.

Essas representações exercem papel importante na prestação de serviços consulares e na defesa dos interesses americanos em regiões distantes das capitais, onde normalmente estão instaladas as embaixadas.

Redução faz parte de reestruturação diplomática

De acordo com a Reuters, a iniciativa integra um processo mais amplo de reorganização da estrutura do Departamento de Estado iniciado durante o governo do presidente Donald Trump.

Ainda no início da atual administração, estudos internos passaram a avaliar o encerramento de quase uma dúzia de missões diplomáticas como parte da política “America First”, voltada à redução de custos e à reestruturação da burocracia federal.

O Escritório de Gestão e Orçamento da Casa Branca chegou a defender um plano ainda mais amplo, com a possibilidade de fechamento de até 30 representações diplomáticas no exterior.

Governo defende eficiência da rede diplomática

Integrantes da administração argumentam, de forma reservada, que algumas missões de menor porte apresentam baixa relação entre custos e resultados, tornando-se dispensáveis dentro da estratégia de racionalização dos gastos públicos.

Em nota divulgada no domingo (2), o Departamento de Estado não confirmou oficialmente o fechamento das unidades, mas afirmou que trabalha para garantir uma presença diplomática “eficiente e eficaz” ao redor do mundo.

O órgão também destacou que seguirá todos os procedimentos legais de comunicação ao Congresso antes da adoção de qualquer medida.

O secretário de Estado, Marco Rubio, tem defendido as iniciativas de redução de despesas, afirmando que a reestruturação busca tornar a instituição mais enxuta e menos burocrática.

Especialistas alertam para impacto estratégico

A proposta, porém, enfrenta críticas de parlamentares democratas e de ex-integrantes das áreas de política externa e segurança nacional.

Na avaliação desses grupos, a diminuição da presença diplomática dos Estados Unidos, somada ao enfraquecimento da Agência dos EUA para o Desenvolvimento Internacional (USAID), pode reduzir a influência norte-americana em diversas regiões do mundo.

Segundo essa análise, o eventual recuo diplomático abriria espaço para que países como China e Rússia ampliem sua atuação internacional.

China mantém presença em parte das cidades

Durante o governo do ex-presidente Joe Biden, os Estados Unidos ampliaram sua rede diplomática principalmente na região do Pacífico, considerada estratégica na disputa por influência com a China.

Entre as cidades incluídas no atual plano de cortes, a China mantém representações diplomáticas em St. George’s, Nagoya e Medan. Já em Douala e Winnipeg, não há missões diplomáticas chinesas em funcionamento.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Paul Weaver/Unsplash

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook