Infraestrutura

Fundo da Marinha Mercante aprova R$ 2,29 bilhões para projetos navais no Sudeste

O Fundo da Marinha Mercante (FMM) aprovou R$ 2,29 bilhões em investimentos para 55 projetos de construção naval, modernização de embarcações e infraestrutura portuária na região Sudeste. As iniciativas foram autorizadas durante a 64ª reunião do Conselho Diretor do Fundo da Marinha Mercante (CDFMM), realizada em 8 de outubro, e têm potencial para gerar cerca de 1.700 empregos diretos.

A carteira de projetos inclui a construção de 40 barcaças em São Paulo, melhorias no Estaleiro Aliança, em Niterói (RJ), e a implantação de um terminal portuário em Aracruz (ES). Também estão previstos serviços de manutenção, reparo e modernização em 14 embarcações e unidades destinadas a operações marítimas e de perfuração.

Os investimentos buscam atender às necessidades de transporte de madeira para a indústria de celulose, movimentação de cargas nos portos e atividades dos setores de petróleo e gás. A execução ficará a cargo de estaleiros e empresas especializadas em construção naval, reparação de embarcações e infraestrutura marítima.

Terminal portuário no Espírito Santo recebe maior investimento

O projeto de maior valor entre os empreendimentos aprovados é o da Hanseatic Global Terminals Aracruz, no Espírito Santo, com investimento de R$ 1,119 bilhão.

A proposta prevê a construção de 750 metros de cais, além de profundidade de 17 metros no canal de acesso, nos berços de atracação e na bacia de manobra. A infraestrutura foi planejada para receber navios porta-contêineres de até 366 metros de comprimento.

O empreendimento tem previsão de gerar 243 empregos diretos, com prazo estimado de execução de 18 meses. A obra amplia a carteira de investimentos em infraestrutura portuária contemplada pelo fundo na região.

Estaleiro Aliança terá modernização de R$ 288,9 milhões

O Rio de Janeiro concentra 15 projetos aprovados, que totalizam R$ 1,02 bilhão em investimentos. Entre eles está a modernização do Estaleiro Aliança, localizado em Niterói, com recursos de R$ 288,9 milhões.

A iniciativa prevê a criação de 345 empregos diretos e um período de execução de 24 meses. O plano inclui dragagem, ampliação dos cais, instalação de equipamentos e adequações nas áreas operacionais e administrativas.

Com as melhorias, o estaleiro deverá ampliar sua capacidade de atendimento aos segmentos de petróleo e gás, apoio marítimo e reparação naval.

Projetos de perfuração concentram recursos para petróleo e gás

A Commodore Marine teve dois projetos aprovados, que somam R$ 532,3 milhões. Do total, R$ 229,4 milhões serão destinados à modernização do navio-sonda Carolina, enquanto R$ 302,9 milhões serão aplicados na unidade semissubmersível de perfuração Victoria.

As intervenções têm como objetivo preparar as duas unidades para contratos com a Petrobras, com atividades previstas na Baía de Guanabara.

No caso do Carolina, a estimativa é de 220 empregos diretos e cinco meses para a execução dos serviços. Já a modernização da Victoria deverá gerar 250 postos de trabalho diretos, com prazo previsto de sete meses.

Outro investimento aprovado contempla a GranEnergia, que receberá R$ 104,5 milhões para docagem, reparos e manutenção da CSS Venus. A unidade semissubmersível compacta é utilizada para alojamento e suporte a trabalhadores de plataformas de petróleo.

O projeto prevê a geração de 50 empregos diretos e prazo de execução de nove meses.

Recursos apoiam manutenção e reparo de embarcações

Na área de manutenção naval, a Camorim contará com R$ 11 milhões para serviços em quatro embarcações, incluindo reparos e docagem em Niterói. A proposta reúne trabalhos já concluídos e intervenções previstas, com foco na segurança e na continuidade das operações da frota.

A OceanPact, por sua vez, teve três projetos aprovados, totalizando R$ 81,9 milhões. As iniciativas abrangem seis embarcações e incluem manutenção, reparos em unidades utilizadas no atendimento a derramamentos de óleo e modernização de barcos de apoio marítimo.

De acordo com a documentação apresentada, os serviços relacionados aos projetos da OceanPact já foram concluídos.

São Paulo terá construção de 40 barcaças para transporte de madeira

Em São Paulo, o destaque é a construção de 40 barcaças da MSFC Florestal, com investimento aprovado de R$ 155,8 milhões. A empresa é responsável pelo fornecimento parcial de madeira utilizada na fábrica de celulose da Bracell no estado.

As embarcações serão produzidas na unidade do estaleiro Rio Maguari em Araçatuba. O projeto prevê a criação de 66 empregos diretos e prazo de execução de 20 meses.

Cada barcaça terá porões com capacidade volumétrica de 2.406 metros cúbicos. As unidades serão organizadas em comboios formados por um empurrador e quatro barcaças, configuração voltada ao transporte de madeira por vias navegáveis.

A MSFC Florestal será proprietária das embarcações, enquanto os serviços de navegação serão contratados de uma empresa responsável pela operação.

Fundo da Marinha Mercante impulsiona a indústria naval

A aprovação dos projetos reforça o papel do Fundo da Marinha Mercante no financiamento da indústria naval brasileira. Os recursos contemplam desde a construção de novas embarcações até a modernização de estaleiros e a expansão da infraestrutura portuária.

Com investimentos direcionados ao transporte aquaviário, ao apoio marítimo e às operações de petróleo e gás, as iniciativas buscam ampliar a capacidade logística e operacional do setor, além de estimular a geração de empregos na região Sudeste.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Imetame

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Transporte

Estaleiro brasileiro inicia construção do primeiro de quatro navios Handymax para a Transpetro

O estaleiro Ecovix, localizado em Rio Grande, no Rio Grande do Sul, iniciou a construção do primeiro de quatro navios do tipo Handymax encomendados pela Transpetro, subsidiária de logística da Petrobras. A iniciativa faz parte do Programa Mar Aberto, criado para renovar e ampliar a frota própria da companhia petrolífera brasileira.

O início dos trabalhos foi marcado pela cerimônia de colocação da quilha, etapa simbólica que representa o começo da construção estrutural de uma embarcação. A tradição, mantida há séculos na indústria naval, também está associada aos desejos de segurança e boa sorte para o navio e sua tripulação.

Programa Mar Aberto impulsiona investimentos na frota naval

A construção das novas embarcações representa a retomada dos investimentos da Transpetro em sua frota própria. Segundo Jones Soares, diretor de Transporte Marítimo da empresa, o projeto busca ampliar a capacidade operacional para acompanhar o crescimento da demanda e da produção de petróleo no Brasil.

A iniciativa integra a estratégia de fortalecimento da logística marítima de petróleo e derivados, com foco na expansão da capacidade de transporte e no atendimento às necessidades do mercado nacional.

Navios Handymax transportarão combustíveis e derivados

As quatro embarcações encomendadas serão utilizadas no transporte de derivados leves de petróleo, incluindo diferentes tipos de combustíveis.

Entre os produtos previstos para o transporte estão:

  • Diesel marítimo;
  • Diesel S10;
  • Diesel S500;
  • Gasolina de aviação.

A incorporação dos navios deverá contribuir para ampliar a capacidade de movimentação desses produtos e reforçar a estrutura logística da Petrobras e de sua subsidiária.

Ecovix construirá 13 embarcações para a Transpetro

Além dos quatro navios Handymax, o contrato de construção naval prevê outras nove embarcações, totalizando 13 unidades destinadas à Transpetro nos próximos anos.

O programa contempla três categorias de navios:

  • Quatro Handymax: destinados ao transporte de derivados leves de petróleo.
  • Cinco navios-tanque pressurizados: projetados para transportar gás liquefeito de petróleo (GLP) e seus derivados.
  • Quatro embarcações MR1 (Medium Range): navios de médio porte voltados ao transporte marítimo de produtos.

O conjunto de encomendas amplia a carteira de projetos do estaleiro e reforça a participação da indústria naval brasileira no atendimento às demandas do setor energético.

Construção naval pode gerar até 5 mil empregos

As obras das 13 embarcações têm potencial para criar até 5 mil empregos diretos e indiretos, conforme estimativas relacionadas aos impactos do programa.

A expectativa é que os investimentos contribuam para movimentar a economia regional, estimular a cadeia de fornecedores e fortalecer a geração de empregos na indústria naval.

Com a construção dos novos navios, a Transpetro avança no plano de renovação de sua frota, enquanto o setor naval brasileiro ganha novas oportunidades de produção e desenvolvimento industrial.

FONTE: Portal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuário

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Indústria

Fundo da Marinha Mercante aprova R$ 953,2 milhões para impulsionar indústria naval na Bahia

O Fundo da Marinha Mercante (FMM) aprovou R$ 953,2 milhões em investimentos para fortalecer a indústria naval do Nordeste. A decisão foi tomada durante a 64ª reunião do Conselho Diretor do fundo, realizada na última quinta-feira (8), e contempla quatro projetos voltados à construção de 13 embarcações na Bahia.

As iniciativas serão executadas no estaleiro Belov Offshore Industrial, localizado em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador. A expectativa é de que os empreendimentos gerem 750 empregos diretos, além de movimentar fornecedores e prestadores de serviços ligados à cadeia produtiva naval.

Os projetos incluem empurradores fluviais, rebocadores portuários e balsas destinadas ao transporte de cargas e ao apoio marítimo.

Construção de empurradores terá investimento de R$ 402,7 milhões

A maior parcela dos recursos aprovados, de R$ 402,7 milhões, será destinada à LHG Logística para a construção de quatro empurradores fluviais. O projeto tem prazo de execução de quatro anos e previsão de criação de 300 postos de trabalho diretos.

As embarcações serão utilizadas no transporte de minérios pelos rios Paraguai e Paraná, em um trajeto que liga Corumbá, no Mato Grosso do Sul, a Nueva Palmira, no Uruguai.

No destino, a carga será transferida para navios de longo curso, responsáveis pelo transporte dos produtos ao mercado internacional.

Embora a operação logística esteja concentrada fora do Nordeste, a fabricação dos equipamentos na Bahia amplia a participação dos estaleiros regionais na cadeia de exportação mineral.

SAAM Towage investirá R$ 343,85 milhões em rebocadores

Dois projetos apresentados pela SAAM Towage Brasil receberam aprovação para a construção de seis rebocadores portuários, com investimentos combinados de R$ 343,85 milhões. A previsão é de geração de outros 300 empregos diretos.

A primeira iniciativa prevê a fabricação de quatro embarcações, com orçamento de R$ 223,35 milhões e prazo de execução de 36 meses.

O segundo projeto contempla dois rebocadores, com investimento de R$ 120,5 milhões e conclusão prevista em até 18 meses. Essas unidades contarão com motores projetados para reduzir as emissões de dióxido de carbono (CO₂).

Os rebocadores são fundamentais para auxiliar navios durante manobras de atracação e desatracação, contribuindo para a segurança e a eficiência das atividades portuárias. Os projetos aprovados, entretanto, não especificam os portos onde as embarcações serão empregadas.

Belov Engenharia terá R$ 206,7 milhões para construir três embarcações

A Belov Engenharia também teve um projeto aprovado, no valor de R$ 206,7 milhões, para ampliar sua frota. A iniciativa prevê a construção de três embarcações, com prazo de execução de 20 meses e expectativa de gerar 150 empregos diretos.

O plano inclui duas balsas de 60 metros, destinadas ao transporte de carga geral e a atividades de apoio marítimo, além de uma balsa autoelevatória, equipamento utilizado em operações de suporte no mar e em atividades offshore.

Assim como nos demais projetos, não foram divulgados os locais onde as embarcações deverão atuar.

Investimentos fortalecem a indústria naval do Nordeste

A aprovação dos recursos pelo Fundo da Marinha Mercante representa um estímulo à indústria naval da Bahia e ao desenvolvimento econômico regional. A construção das embarcações deve beneficiar não apenas os estaleiros, mas também empresas fornecedoras de materiais, equipamentos e serviços especializados.

Além da geração de empregos, os investimentos podem ampliar a circulação de renda e criar oportunidades de qualificação profissional, contribuindo para o desenvolvimento de mão de obra especializada no setor.

O financiamento também favorece a expansão da capacidade produtiva dos estaleiros brasileiros e a modernização da infraestrutura industrial. Com isso, a indústria naval nordestina poderá atender à demanda de diferentes segmentos econômicos, inclusive de operações realizadas em outras regiões do país e no exterior.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Estaleiro Belov

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Transporte

COSCO Shipping encomenda 18 navios porta-contêineres por quase US$ 3 bilhões

A COSCO Shipping Holdings anunciou a encomenda de 18 novos navios porta-contêineres, em contratos de construção naval que somam mais de US$ 2,9 bilhões. Os acordos foram firmados por sua subsidiária COSCO Asset Management com estaleiros chineses.

O investimento amplia a capacidade da companhia no transporte marítimo de contêineres e inclui embarcações de grande porte movidas a combustível de menor intensidade de carbono, além de navios destinados a operações regionais.

COSCO encomenda 12 navios de 22 mil TEUs

O maior dos dois contratos prevê a construção de 12 porta-contêineres com capacidade para 22 mil TEUs cada. As embarcações serão produzidas pelo Shanghai Waigaoqiao Shipbuilding, em parceria comercial com a China Shipbuilding Trading.

Cada navio terá custo de aproximadamente US$ 224 milhões, levando o valor total do contrato a US$ 2,688 bilhões.

Os novos navios serão equipados com propulsão bicombustível a gás natural liquefeito (GNL). A entrega das unidades está prevista para ocorrer gradualmente entre 2028 e 2030.

Navios de grande porte serão usados em rotas Europa-Ásia

De acordo com o planejamento da companhia, os navios de 22 mil TEUs deverão ser empregados em importantes rotas marítimas internacionais, incluindo serviços entre o Extremo Oriente e o noroeste da Europa.

A incorporação dessas embarcações deve reforçar a presença da COSCO em rotas de longa distância e nos principais corredores do comércio marítimo global.

Segundo contrato prevê seis porta-contêineres menores

O segundo acordo contempla a construção de seis navios porta-contêineres de 3.200 TEUs. As embarcações serão produzidas pelo CSSC Huangpu Wenchong Shipbuilding, também em conjunto com a China Shipbuilding Trading.

O contrato tem valor total de CNY 2,039 bilhões, equivalente a cerca de US$ 302,05 milhões.

A previsão é que esses navios sejam entregues entre 2028 e 2029 e destinados principalmente a operações de feeder, conectando portos regionais aos grandes portos concentradores de carga.

Financiamento poderá contar com empréstimos bancários

A COSCO informou que poderá financiar até 70% do preço de aquisição de cada embarcação por meio de dívida externa ou empréstimos bancários.

O valor restante será pago com recursos financeiros próprios da companhia.

Segundo a empresa, a escolha dos estaleiros levou em consideração fatores como prazo de entrega, capacidade técnica e atendimento às necessidades operacionais previstas para os navios.

A companhia também afirmou que os preços negociados estavam próximos dos menores valores identificados durante as avaliações preliminares das propostas.

FONTE: Baird Maritime
TEXTO: Redação
IMAGEM: HoaMeee / MarineTraffic

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Transporte

Transporte do submarino Riachuelo: operação de 619 toneladas exigiu 11 horas, 320 rodas e bloqueio na BR-493

O transporte do submarino Riachuelo mobilizou uma grande operação logística em Itaguaí, no Rio de Janeiro. Para deslocar 619 toneladas de três seções já unidas do submarino S40, a Marinha do Brasil precisou coordenar uma movimentação especial de apenas 5 quilômetros, que levou 11 horas para ser concluída.

A estrutura foi transportada sobre uma plataforma com 320 rodas, teve dimensões próximas às de um prédio de quatro andares e exigiu medidas como a retirada temporária de trechos da rede elétrica e a interrupção controlada do tráfego na BR-493.

Operação de transporte do submarino Riachuelo envolveu grande planejamento

O deslocamento ocorreu entre a Unidade de Fabricação de Estruturas Metálicas (UFEM) e o Estaleiro de Construção da Ilha da Madeira, no Complexo Naval de Itaguaí.

A carga transportada tinha 39,86 metros de comprimento e 12,30 metros de altura. Devido ao tamanho e ao peso do conjunto, a rota precisou ser preparada previamente para garantir a segurança da operação e evitar impactos na infraestrutura local.

A movimentação foi realizada nos dias 13 e 14 de janeiro de 2018, reunindo equipes da Marinha do Brasil e da Itaguaí Construções Navais, responsável por atividades relacionadas à construção dos submarinos no complexo naval.

Submarino Riachuelo era parte do programa PROSUB

O submarino Riachuelo é a primeira unidade convencional construída dentro do PROSUB (Programa de Desenvolvimento de Submarinos), iniciativa da Marinha voltada ao fortalecimento da capacidade naval brasileira.

O programa previa a construção de quatro submarinos convencionais e o desenvolvimento do primeiro submarino brasileiro com propulsão nuclear.

Na época do transporte, três seções do submarino já estavam integradas e precisavam ser levadas ao estaleiro para a continuidade da montagem. As duas partes restantes, com 487 toneladas e aproximadamente 30 metros de comprimento, seriam transportadas posteriormente.

Plataforma de 320 rodas distribuiu as 619 toneladas da carga

Para realizar o deslocamento, as estruturas do Riachuelo foram colocadas sobre uma plataforma móvel de 320 rodas. O equipamento foi escolhido para distribuir o peso de maneira uniforme e reduzir a concentração de carga sobre o solo.

A tecnologia permitiu maior estabilidade durante o percurso e possibilitou o controle de uma estrutura com quase 40 metros de comprimento.

Além do peso elevado, a altura de 12,30 metros representava um desafio adicional. Por isso, foi necessário avaliar todo o trajeto e remover temporariamente obstáculos, incluindo partes da rede elétrica, para liberar a passagem.

Transporte de 5 km levou 11 horas devido à complexidade da rota

Apesar da curta distância, o percurso entre a UFEM e o estaleiro exigiu deslocamento em baixa velocidade e acompanhamento constante das condições da via.

A passagem pela BR-493 demandou controle do trânsito em determinados pontos para permitir o avanço seguro da plataforma especial.

Durante a operação, fatores como curvas, acessos, altura dos obstáculos e distribuição do peso foram monitorados pelas equipes responsáveis pela logística naval.

Rede elétrica e trânsito precisaram ser adaptados para a passagem

Uma operação desse porte depende de meses de preparação. A equipe responsável precisou identificar possíveis obstáculos e adaptar a rota antes do início do transporte.

Entre as principais medidas adotadas esteve a retirada temporária de trechos da rede elétrica, evitando que os cabos interferissem no deslocamento da estrutura.

O bloqueio parcial do tráfego também foi necessário para transformar o trecho rodoviário em uma rota controlada para o transporte de uma carga de grandes proporções.

Montagem final do submarino Riachuelo após a transferência

Após chegar ao estaleiro, o submarino seguiria para a etapa de montagem final. O planejamento da época indicava que o lançamento ao mar poderia ocorrer no segundo semestre de 2018.

A operação de transporte mostrou a complexidade envolvida na construção de um submarino, que exige não apenas tecnologia naval, mas também uma estrutura de engenharia, logística pesada e planejamento para movimentar grandes componentes.

Mesmo percorrendo apenas 5 quilômetros, o deslocamento do Riachuelo se tornou uma das etapas mais desafiadoras do projeto, envolvendo 320 rodas, retirada de obstáculos urbanos e controle de uma das principais vias da região.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Internacional

Índia supera China e se torna o segundo maior fornecedor de marítimos do mundo

A Índia alcançou uma posição inédita no mercado marítimo internacional ao ultrapassar a China e assumir o posto de segundo maior fornecedor de profissionais do setor no mundo. A liderança continua com as Filipinas, conforme aponta o Relatório da Força de Trabalho de Marítimos BIMCO-ICS 2026.

Segundo o levantamento, o país asiático conta atualmente com 311.936 marítimos atuando na frota mundial, o equivalente a 12,16% da força de trabalho global. O avanço representa uma evolução significativa em relação a 2015, quando a Índia respondia por apenas 5,2% do total de profissionais embarcados.

Número de oficiais e tripulantes cresce em ritmo acelerado

Do contingente de trabalhadores indianos, 140.718 são oficiais, representando 13,41% da categoria em nível mundial. Outros 171.218 profissionais atuam como tripulantes (ratings), o que corresponde a 11,29% da força de trabalho global nesse segmento.

Com esse crescimento, a Índia deixou para trás países tradicionalmente fortes na formação de mão de obra marítima, como China, Rússia e Indonésia, consolidando sua relevância no setor de transporte marítimo internacional.

Expansão da mão de obra acompanha investimentos na indústria naval

Embora tenha avançado rapidamente na formação de profissionais, a participação da Índia na construção naval ainda é considerada modesta. Atualmente, o país ocupa posições entre o 19º e o 22º lugar no ranking mundial, com menos de 1% de participação no mercado, segundo dados da consultoria KPMG.

Para reduzir essa diferença em relação aos líderes globais — China, Coreia do Sul e Japão, responsáveis por cerca de 93% da produção mundial de navios —, o governo indiano lançou um programa de incentivos de aproximadamente 69.725 crore de rúpias, valor equivalente a cerca de R$ 44 bilhões.

Os recursos serão destinados à ampliação da capacidade dos estaleiros e ao fortalecimento do financiamento da indústria naval.

Brasil enfrenta déficit de oficiais da Marinha Mercante

Enquanto a Índia amplia sua presença no mercado internacional, o Brasil convive com uma escassez crescente de profissionais da Marinha Mercante, especialmente de oficiais.

Levantamento realizado pela Associação Brasileira de Armadores de Cabotagem (Abac) em parceria com o Syndarma/Abeam identificou, no primeiro semestre de 2025, 356 vagas não preenchidas entre as empresas associadas. O número não considera demandas da Petrobras e da Transpetro, o que indica um déficit ainda maior.

A falta de mão de obra especializada tem levado empresas a recorrer às chamadas dobras de embarque, prática em que o oficial permanece embarcado além do período originalmente previsto, aumentando a carga de trabalho e os desafios operacionais.

Estudos apontam déficit ainda maior nos próximos anos

As projeções para o setor indicam que a situação pode se agravar até o fim da década.

Pesquisa elaborada pela Fundação Vanzolini, em parceria com o Centro de Inovação em Logística e Infraestrutura Portuária (CILIP) da USP, estima uma carência entre 2 mil e 4 mil oficiais da Marinha Mercante até 2030. Em um cenário mais crítico, o déficit poderá alcançar 11.363 profissionais.

O estudo recomenda ampliar significativamente a formação de novos oficiais, sugerindo a capacitação de pelo menos 500 marítimos adicionais por ano.

Capacidade de formação é considerada insuficiente

Atualmente, a formação de oficiais da Marinha Mercante no Brasil é realizada exclusivamente pela Marinha do Brasil, por meio do Centro de Instrução Almirante Graça Aranha (CIAGA), no Rio de Janeiro, e do Centro de Instrução Almirante Braz de Aguiar (CIABA), em Belém.

As duas instituições formam, juntas, pouco menos de 300 novos oficiais por ano, volume considerado insuficiente para atender à crescente demanda dos setores naval, portuário e offshore, que seguem em expansão no país.

FONTE: Portos e Navios
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portos e Navios

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Logística

Porta-contêineres impulsionam estaleiro chinês, que fecha contratos bilionários em meio à transição verde

A corrida global por embarcações mais eficientes e alinhadas às metas de descarbonização está movimentando a indústria naval. Nesse cenário, o estaleiro Huangpu Wenchong, controlado pela estatal chinesa CSSC, anunciou a assinatura de contratos para a construção de 13 navios porta-contêineres em apenas uma semana, reforçando sua posição em um mercado cada vez mais voltado para a renovação da frota mundial.

Com os novos acordos, a empresa alcança a marca de 39 embarcações de médio porte encomendadas, consolidando uma das maiores carteiras de pedidos do segmento.

Encomendas podem superar US$ 1 bilhão

De acordo com estimativas divulgadas pelo portal especializado Eworldship, o conjunto dos 13 navios contratados possui valor aproximado de 7,3 bilhões de yuans, equivalente a cerca de US$ 1,07 bilhão. O cálculo é baseado nos preços atuais de mercado e não representa um valor oficialmente informado pelo estaleiro.

Os contratos envolvem três armadores, nacionais e internacionais, e abrangem embarcações com capacidade superior a 5.000 TEUs, unidade padrão utilizada para medir a capacidade de transporte de contêineres.

Diferentes modelos atendem à demanda por renovação da frota

O pacote de encomendas inclui:

  • Três navios com capacidade para 5.300 TEUs;
  • Quatro embarcações de 6.200 TEUs;
  • Seis unidades de 6.400 TEUs.

A diversidade dos modelos reflete a estratégia dos armadores de modernizar suas operações e ampliar a eficiência logística em um período de forte demanda pelo transporte marítimo de cargas.

Transição verde acelera investimentos na construção naval

Segundo o próprio estaleiro, o novo lote de contratos representa um marco para a empresa e acompanha o movimento global de renovação da frota marítima impulsionado pelas exigências de baixo carbono e pelas novas regras ambientais do setor.

A busca por navios mais sustentáveis, com melhor desempenho energético e menor impacto ambiental, tem levado companhias de navegação a investir na substituição de embarcações mais antigas por modelos mais modernos.

Embora o comunicado da empresa não detalhe as especificações ambientais dos navios contratados, a construção naval vem passando por uma profunda transformação para atender às metas globais de redução de emissões.

Modelo de 5.300 TEUs é destaque do portfólio

Entre os projetos contratados, o porta-contêiner de 5.300 TEUs ocupa posição de destaque. Desenvolvido internamente pelo estaleiro, o modelo possui 235 metros de comprimento, boca moldada de 37,5 metros e capacidade de carga estimada em 71.500 toneladas.

A embarcação foi projetada para atender à crescente demanda por navios de médio porte, segmento considerado estratégico para diversas rotas comerciais internacionais.

China amplia protagonismo na indústria marítima global

Localizada em Guangzhou, na província chinesa de Guangdong, a Huangpu Wenchong é uma subsidiária da CSSC e integra um dos principais polos de construção naval do mundo.

O crescimento da carteira de pedidos reforça o protagonismo da China na indústria marítima internacional e evidencia como a transição energética está influenciando decisões de investimento, modernização de frotas e expansão da capacidade produtiva dos grandes estaleiros.

À medida que armadores buscam embarcações mais eficientes e alinhadas às metas ambientais, a indústria naval tende a acelerar seu processo de transformação, criando novas oportunidades de negócios e fortalecendo a competitividade dos fabricantes que lideram essa mudança.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Logística

COSCO aposta em newcastlemax com capacidade para contêineres e amplia encomendas de navios porta-contêineres

A COSCO Shipping Bulk, braço de granéis secos do grupo chinês, está redefinindo os limites entre o transporte graneleiro e o liner shipping. A companhia encomendou uma série de newcastlemax capazes de transportar contêineres, movimento que reforça a flexibilidade de carga como ativo estratégico em um mercado cada vez mais volátil.

Paralelamente, a COSCO também confirmou uma grande rodada de encomendas de navios porta-contêineres, totalizando 18 novas embarcações, com investimento estimado em US$ 2,7 bilhões.

Detalhes do projeto dos newcastlemax multifuncionais

A construção de três graneleiros de 210 mil toneladas de porte bruto (dwt) ficará a cargo do estaleiro CSSC Qingdao Beihai Shipbuilding. As embarcações terão projeto preparado para metanol e amônia e capacidade para transportar contêineres, carga geral e granéis sólidos.

O design foi desenvolvido pelo Shanghai Merchant Ship Design and Research Institute (SDARI) e os navios serão classificados pela China Classification Society. Com cerca de 300 metros de comprimento e 50 metros de boca, os navios mantêm as dimensões típicas de um newcastlemax, mas incorporam a possibilidade de embarque de contêineres, algo inédito nesse segmento tradicionalmente dedicado apenas a granéis.

O contrato envolve, além da COSCO Shipping Bulk, o estaleiro CSSC Beihai Shipbuilding, a CSSC Trading e a Zheshang Financial Leasing, evidenciando o porte financeiro e estratégico do projeto.

Beihai reforça liderança no mercado global

O novo desenho representa uma evolução significativa da plataforma 210.000 dwt, considerada um dos principais produtos do estaleiro Beihai, que mantém posição dominante no mercado global de newcastlemax. Recentemente, o estaleiro também garantiu novos contratos com o Seacon Shipping Group, fortalecendo ainda mais sua liderança no segmento.

Estratégia da COSCO para modernizar a frota

Para a COSCO, o acordo faz parte de um plano mais amplo de expansão e modernização da frota de newcastlemax. O grupo também aparece como operador final de quatro novos navios de 210 mil dwt encomendados ao Dalian Shipbuilding Industry Co, marcando a segunda rodada de pedidos desse tipo em 2025.

No início do ano, a empresa já havia aprovado a construção de dez unidades semelhantes nos estaleiros COSCO Shipping Heavy Industry Zhoushan e CSSC Qingdao Beihai, com entregas previstas até o final de 2028.

Flexibilidade de carga ganha protagonismo

Embora a ideia de transportar contêineres em graneleiros já tenha sido vista como algo pontual, o conceito ganhou força durante a pandemia, quando os mercados de frete sofreram fortes distorções. Nesse período, contêineres passaram a ser embarcados em graneleiros, madeira foi transportada em newcastlemax, e até veículos ocuparam espaço em navios originalmente projetados para outras cargas.

Em 2022, a Star Bulk foi uma das primeiras armadoras de capesize a obter aprovação de classe para transporte de contêineres. Empresas como Swire Bulk também utilizaram navios de granéis secos para esse fim. A escassez de capacidade no transporte regular e os altos valores de afretamento estimularam soluções criativas — experiência que a COSCO agora incorpora diretamente em seus novos projetos de construção.

Histórico de inovação entre segmentos

Maior armador do mundo, a COSCO já tem histórico de misturar funções entre tipos de navios. Em 2022, por exemplo, a empresa passou a transportar automóveis em um navio pulp carrier, após desenvolver uma estrutura dobrável que permitia empilhar veículos em embarcações não convencionais para esse tipo de carga.

Mega encomenda de porta-contêineres e aposta em LNG

Além dos graneleiros, a COSCO confirmou a encomenda de 18 navios porta-contêineres, reforçando escala e opções de combustível alternativo em sua frota.

De acordo com registros regulatórios, foram encomendados:

  • 12 navios de 18.000 TEU, com propulsão dual-fuel LNG, no estaleiro Jiangnan Shipyard;
  • 6 navios de 3.000 TEU, com propulsão convencional, no COSCO Zhoushan Shipyard.

Os navios movidos a GNL (LNG) têm custo unitário de pouco menos de RMB 1,4 bilhão (cerca de US$ 200,7 milhões), totalizando RMB 16,8 bilhões. As entregas estão programadas para 2028 e 2029.

Este será o primeiro grande movimento da COSCO com LNG como combustível marítimo alternativo. Até então, o grupo vinha priorizando projetos preparados para metanol, além da propulsão tradicional.

Projeto consolidado e cronograma de entregas

Segundo a Alphaliner, os novos porta-contêineres de 18.000 TEU seguem um projeto próprio do estaleiro Jiangnan, que já possui 12 navios idênticos encomendados pela CMA CGM, parceira da COSCO na Ocean Alliance, também com entregas previstas para 2028 e 2029.

O estaleiro Jiangnan mantém uma longa relação com a COSCO, tendo entregue anteriormente navios de 5.100 TEU, 4.700 TEU e 21.000 TEU ao grupo.

Já os seis navios de 3.000 TEU construídos em Zhoushan terão preço unitário próximo de RMB 330 milhões (cerca de US$ 47,3 milhões) e devem ser entregues entre meados e o final de 2028.

FONTE: Splash 247
TEXTO: Redação
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Plano de Trump para taxar navios chineses pode elevar custos e prejudicar economia dos EUA, alerta setor marítimo

Um plano do governo Trump para introduzir taxas sobre o uso de navios comerciais chineses pode prejudicar a economia dos Estados Unidos e não reverter o domínio da China na construção naval, afirmou uma das principais associações do setor marítimo.

O Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) delineou um plano para cobrar taxas de navios construídos na China que entrem em portos americanos. A proposta também inclui uma exigência para que parte dos produtos dos EUA seja transportada em embarcações americanas. Uma audiência está marcada para 24 de março para coletar opiniões sobre as medidas, que, caso não sejam alteradas, podem causar grandes impactos na indústria naval.

A Bimco, associação com sede na Dinamarca que representa cerca de 2.100 proprietários de embarcações em 130 países, incluindo EUA e China, alertou que as taxas portuárias geralmente são repassadas ao longo da cadeia de suprimentos, o que acabaria resultando em preços mais altos para os consumidores americanos. A entidade também destacou que a proposta pode colocar empregos nos estaleiros em risco e, se implementada como está, ameaçar as exportações de energia dos EUA.

“As medidas propostas aumentarão significativamente os custos de transporte das importações e exportações americanas e terão efeitos negativos sobre a economia dos EUA como um todo”, afirmou Lars Robert Pedersen, vice-secretário-geral e diretor de assuntos regulatórios da Bimco, em carta enviada como feedback ao plano. “O impacto sobre o domínio chinês é muito mais incerto.”

A Bimco, maior associação comercial do setor naval em número de membros diretos, destacou que a maioria dos proprietários de navios tentaria evitar o pagamento das taxas reduzindo o número de viagens aos Estados Unidos.

Além de elevar os custos do transporte marítimo devido à menor concorrência, isso também poderia levar a congestionamentos nos portos e ameaçar empregos no setor, tornando alguns terminais menos atrativos para o comércio exterior.

A resposta de Pedersen às propostas foi publicada no site da Bimco e no portal de comentários do USTR.

Fonte:Bloomberg News
Shipping Trade Group Says Trump Port-Fee Plan Will Hurt US – Bloomberg

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Estaleiros da região vão construir navios híbridos pra Petrobras em contratos bilionários

Projeto prevê 12 embarcações de apoio às plataformas de petróleo.

A Petrobras assinou contratos de R$ 16,5 bilhões com os estaleiros Bram/Navship, de Navegantes e Starnav/Detroit, de Itajaí, para a construção e afretamento de 12 navios do tipo PSV (Platform Supply Vessel), que presta apoio no transporte de suprimentos pra plataformas de petróleo e gás em alto mar.

A contratação visa garantir o suporte logístico para as operações de exploração e produção da Petrobras até 2028. Os navios serão construídos nos estaleiros próprios em Itajaí e Navegantes das empresas vencedoras da licitação para o projeto, a Bram Offshore e Starnav Serviços Marítimos. Cada empresa construirá seis embarcações.

Os contratos foram anunciados pela presidente da Petrobras, Magda Chambriard, em reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, em Brasília (DF), na quinta-feira, com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). Segundo a chefe da estatal, os novos navios terão o que há de mais moderno em tecnologia.

As embarcações terão um sistema híbrido, com motores elétricos e baterias com geradores a diesel e biodiesel. A modernização está alinhada à meta da Petrobras em reduzir as emissões de gases do efeito estufa. “São projetos que atendem aos mais elevados padrões ambientais, sociais e de governança, essenciais para um futuro sustentável, além de gerar cerca de 11 mil empregos diretos e indiretos”, destacou Magda.

O cronograma prevê até quatro anos de mobilização pra construção das embarcações e 12 anos de operação para a Petrobras. Os contratos também exigem 40% de conteúdo local na fase de construção dos navios. O projeto pra fabricação e afretamento (espécie de aluguel) dos navios integra o Plano Estratégico da Petrobras para o período 2025-2029.

FONTE: Diarinho.net
https://diarinho.net/materia/658220/?utm_source=whatsapp

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