Logística

Maersk moderniza contêineres refrigerados com tecnologia IoT e conectividade de última geração

A Maersk iniciou a modernização de sua frota de contêineres refrigerados (reefers) com a instalação de uma nova geração de dispositivos de Internet das Coisas (IoT). O objetivo da empresa é equipar todos os equipamentos refrigerados com a nova tecnologia ao longo dos próximos anos, ampliando a visibilidade das cargas e a eficiência das operações logísticas.

A iniciativa faz parte da estratégia de transformação digital da companhia para oferecer monitoramento mais preciso e maior disponibilidade de dados durante todo o transporte de cargas refrigeradas.

Monitoramento em tempo real ganha mais eficiência

Segundo Bruce Marshall, responsável pela área de cargas refrigeradas da Maersk, a atualização permitirá um fluxo de informações mais confiável durante toda a jornada dos contêineres.

A expectativa é que a nova infraestrutura ofereça acesso em tempo real aos dados da carga, atendendo à crescente demanda dos clientes da cadeia do frio por informações precisas sobre localização e condições do transporte.

Nova plataforma digital já está presente em 450 navios

Paralelamente à atualização dos contêineres, a Maersk conclui a implantação de uma plataforma de conectividade digital em cerca de 450 embarcações da frota.

De acordo com a companhia, essa infraestrutura servirá como base para futuras soluções inteligentes voltadas ao rastreamento, gerenciamento e otimização das cargas transportadas.

Bruce Marshall explica que a substituição dos diferentes modelos de dispositivos utilizados nos últimos anos permitirá padronizar a frota e oferecer uma experiência mais uniforme aos clientes.

Tecnologia deve ampliar serviços oferecidos aos clientes

Desde 2019, a empresa disponibiliza aos embarcadores a plataforma Captain Peter, ferramenta que acompanha a carga desde o lacre do contêiner até a entrega no destino final.

Com a nova geração de dispositivos IoT, a expectativa é ampliar as funcionalidades da solução, que deverá evoluir de um sistema de monitoramento para uma plataforma capaz de interpretar os dados coletados e fornecer recomendações inteligentes para apoiar a tomada de decisão dos clientes.

Segundo a Maersk, a melhoria na qualidade e na disponibilidade das informações será um dos principais diferenciais da atualização tecnológica.

30% da frota já recebeu os novos dispositivos

Até o momento, aproximadamente 30% dos contêineres refrigerados da empresa já foram equipados com a nova tecnologia.

Os novos dispositivos oferecem capacidade de processamento superior às versões anteriores e são compatíveis com redes 4G e 5G, mantendo também funcionamento em conexões 2G e 3G.

Além disso, contam com recursos aprimorados de segurança, atendem às normas da Organização Marítima Internacional (IMO) e utilizam painéis solares para geração de energia, garantindo operação contínua durante o transporte.

Digitalização fortalece a logística da cadeia do frio

Com a atualização tecnológica, a Maersk reforça sua estratégia de digitalização da logística refrigerada, oferecendo maior controle sobre as operações, mais confiabilidade no monitoramento das cargas e ferramentas que devem contribuir para aumentar a eficiência da cadeia de suprimentos global.

FONTE: Maersk
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Aeroportos, Logística, Portos

Logística brasileira avança, mas ainda enfrenta desafios estruturais

Santa Catarina se consolida como hub estratégico e o Logistique Summit debate o futuro do setor

A logística brasileira desempenha um papel estratégico no desenvolvimento econômico do país e na sua integração ao mercado global. Desde a construção das primeiras rodovias e ferrovias até a adoção de tecnologias avançadas nos centros de distribuição e portos, o setor tem buscado se modernizar para lidar com uma demanda crescente, cada vez mais complexa, e manter-se competitivo.

O Brasil conta com uma das maiores malhas rodoviárias do mundo, com mais de 1,7 milhão de quilômetros de estradas — sendo apenas 12,3% pavimentada. Esse modal ainda é responsável por cerca de 60% do transporte de cargas no país. No entanto, especialistas apontam a necessidade urgente de diversificação e maior integração entre os diversos modais de transporte.

A malha ferroviária ainda está muito aquém do ideal, enquanto portos e aeroportos ganham protagonismo. O Brasil opera mais de 36 portos públicos e terminais privados, que juntos movimentam cerca de 1,1 bilhão de toneladas de cargas por ano. Investimentos recentes em automação, ampliação de terminais e melhorias operacionais têm impulsionado a competitividade brasileira no comércio internacional.

Já o transporte aéreo representa apenas 1% do volume total de cargas, mas é responsável por 10% do valor das mercadorias transportadas, especialmente em segmentos de alto valor agregado. Com mais de 100 aeroportos com operações regulares de carga, o país vem ampliando sua conectividade com os principais mercados globais.

Desafios persistem

Apesar dos avanços, os desafios persistem. A precariedade da malha rodoviária, especialmente em regiões remotas, continua elevando os custos logísticos — que hoje representam cerca de 12% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Esse índice é superior ao observado em países desenvolvidos, comprometendo a competitividade das empresas nacionais.

Além disso, a burocracia e a lentidão nos processos aduaneiros dificultam tanto o fluxo interno quanto as operações de importação e exportação. A falta de integração entre os modais também gera gargalos operacionais e perdas econômicas. Para especialistas, o futuro da logística no Brasil passa por investimentos sustentados em infraestrutura, ampliação do transporte ferroviário e hidroviário, digitalização de processos e incentivos à intermodalidade. A eficiência logística é considerada peça-chave para a redução de custos, aumento da produtividade e conquista de novos mercados.

“Um estado com infraestrutura logística eficiente atrai investimentos, reduz os custos operacionais das empresas, melhora a competitividade de seus produtos e impulsiona setores como indústria, agronegócio, comércio e serviços. A logística também é vetor de geração de empregos, inovação tecnológica e desenvolvimento regional”, destaca o CEO da Logistique 2025, Leonardo Rinaldi.

Rumos da logística em debate

Nesse contexto, o Logistique Summit assume papel determinante nas discussões sobre o futuro da logística brasileira. O evento ocorre em paralelo à Logistique 2025, de 12 a 14 de agosto, no Expocentro Júlio Tedesco, em Balneário Camboriú, em Santa Catarina. Consolidada como uma das principais feiras e congressos do setor no país, a Logistique reúne grandes nomes para debater também comércio exterior, relações internacionais, macroeconomia e geopolítica. O Summit já tem confirmadas as presenças de importantes nomes do mercado, entre eles, o ex-presidente do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), Marcos Troyjo.

“Mais do que uma feira, a Logistique é uma plataforma de articulação entre o poder público, a iniciativa privada, a inovação e o conhecimento técnico. Reúne os principais players da cadeia logística para debater soluções, apresentar tecnologias, formar parcerias e criar oportunidades reais de negócios”, acrescenta Rinaldi.

Estado de excelência

O fato do evento ser realizado em Santa Catarina, um dos estados mais produtivos do Brasil, também reforça seu papel catalisador no avanço da logística nacional de forma mais integrada e eficiente. Com crescimento de 12% em 2024, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o setor logístico catarinense vive um momento de expansão e consolidação. O Estado se destaca não apenas por sua localização estratégica — que facilita a conexão com os principais mercados nacionais e internacionais —, mas também por sua capacidade de inovação e investimentos contínuos em infraestrutura e tecnologia.

Em 2024, Santa Catarina movimentou mais de US$ 11,6 bilhões em exportações e US$ 33,7 bilhões em importações, consolidando-se como o segundo maior importador do país. A modernização dos portos e aeroportos, somada ao bom desempenho da indústria — que cresceu 6,3% até setembro, segundo a Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) —, reforça o papel do estado como um dos principais hubs logísticos do Brasil.

O crescimento da produção industrial, puxado por setores como metalurgia, alimentos e tecnologia, eleva ainda mais a demanda por soluções logísticas eficientes. Cidades como Joinville, Itajaí e Chapecó atraem investimentos produtivos; enquanto polos como Balneário Camboriú, Blumenau e novamente Joinville vivem um varejo aquecido, ampliando a necessidade por transporte e armazenagem qualificados.

A combinação entre localização estratégica, infraestrutura moderna, base industrial diversificada e capacidade de adaptação às demandas globais posiciona Santa Catarina como referência nacional em logística.

SAIBA MAIS EM: https://logistique.com.br/ 

TEXTO E IMAGEM: ASSESSORIA DE IMPRENSA LOGISTIQUE

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