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Porto de Paranaguá amplia calado e se prepara para receber navios porta-contêineres maiores

O Porto de Paranaguá, um dos principais terminais de contêineres do Brasil, anunciou a ampliação do calado operacional para navios porta-contêineres. A profundidade, que antes era de 12,8 metros, passou para 13,3 metros nos berços 216 e 218, permitindo que as embarcações deixem o porto mais carregadas e com maior eficiência logística.

O calado representa a distância entre a superfície da água e a parte mais profunda do navio, conhecida como quilha. Segundo a Portos do Paraná, a nova medida foi autorizada pela Marinha do Brasil e pela praticagem local, e publicada pela portaria nº 224/2025 da Norma de Tráfego Marítimo e Permanência.

Porto se prepara para receber mega-navios

“Com este aumento, queremos atrair navios de grande porte, como os de 366 metros de comprimento, que poderão sair de Paranaguá ainda mais carregados”, afirmou o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

A estimativa é que os 50 centímetros adicionais de calado permitam o embarque de cerca de 400 TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés) extras por navio, o que representa maior capacidade de transporte sem aumento de custos operacionais.

As obras de derrocagem, finalizadas em 2024, e os investimentos contínuos em dragagem, foram essenciais para alcançar essa ampliação — mais um passo dentro do plano de modernização portuária do estado.

Concessão prevê novas melhorias no canal de acesso

Em outubro, o governo realizou o leilão do canal de acesso aos portos paranaenses, vencido pelo Consórcio Canal da Galheta Dragagem, formado pelas empresas FTS Participações Societárias S.A., Deme Concessions NV e Deme Dredging NV.

O contrato, válido por 25 anos, prevê investimentos de R$ 1,23 bilhão nos cinco primeiros anos, com foco em dragagem, derrocagem, sinalização e modernização do canal de acesso. Uma das metas é ampliar o calado para 15,5 metros, garantindo condições para operação de navios ainda maiores.

A concessão também estabelece um desconto de 12,63% na taxa Inframar, cobrada das embarcações, até que o consórcio conclua as melhorias exigidas em edital.

Avanços contínuos na navegação de granéis

A última atualização da Norma de Tráfego, em setembro, já havia autorizado o aumento de calado para navios que transportam granéis sólidos, como soja, milho, farelo e açúcar.

A Portaria nº 188/2025 passou a valer em 17 de setembro e incluiu os berços 201, 202, 204, 209, 211, 212 e 213. A decisão foi possível após a remoção da ponta da Pedra da Palangana e a atualização da sinalização do canal de acesso, com base em simulações de manobras seguras que permitem saídas sem restrição de maré ou corrente.

Com os avanços recentes, o Porto de Paranaguá consolida sua posição como um dos mais modernos e competitivos da América do Sul, reforçando sua importância nas exportações brasileiras e na logística internacional.

FONTE: Portos do Paraná
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portos do Paraná

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Novo modelo de concessão garante dragagem contínua e amplia eficiência do Porto de Paranaguá

Projeto inédito moderniza acesso a portos públicos e aumenta segurança da navegação

O novo modelo de licitação do canal de acesso ao Porto de Paranaguá (PR) marca o início de uma fase de modernização para os portos públicos brasileiros. A iniciativa, lançada pelo Ministério de Portos e Aeroportos em parceria com a Infra S.A., prevê dragagem contínua e manutenção permanente dos canais de navegação — medida essencial para reforçar a segurança operacional e a previsibilidade do transporte marítimo.

Até então, a gestão dos canais ficava sob responsabilidade de empresas públicas estaduais. Com o novo modelo de concessão portuária, as obrigações passam a ser definidas em edital, garantindo clareza e eficiência na execução das obras. O formato adotado em Paranaguá será replicado em outros importantes terminais, como Santos (SP), Itajaí (SC), Salvador (BA) e Rio Grande (RS).


Aprofundamento do canal amplia capacidade operacional

As intervenções previstas vão aumentar a profundidade do canal de 13,5 para 15,5 metros, possibilitando a entrada de navios de até 366 metros de comprimento. Com isso, o porto poderá movimentar embarcações de maior porte, ampliando sua capacidade de carga de 80 mil para 120 mil toneladas por operação.

Essa modernização trará mais segurança e fluidez nas manobras, reduzindo custos logísticos e fortalecendo a competitividade do Porto de Paranaguá no comércio internacional.


Retirada da “Pedra da Palangana” melhora navegação

Um dos destaques do projeto é a retirada da Pedra da Palangana, uma formação rochosa que atua como um “quebra-molas natural” no canal, prejudicando o fluxo de embarcações conforme o nível da maré. A remoção será executada em fases, com conclusão estimada em cinco anos, e deve ampliar a bacia de evolução — área de manobra dos navios.

Em 2024, parte do obstáculo já havia sido eliminada, com 20% da estrutura rochosa derrocada, preparando o terreno para as próximas etapas da obra.


Sustentabilidade e descarbonização como pilares

O novo modelo de concessão portuária está alinhado à Política de Sustentabilidade do MPor, que incentiva práticas ambientais responsáveis e ações de descarbonização. O projeto passará por licenciamento ambiental rigoroso, com monitoramento da emissão de gases, qualidade da água, sedimentos e fauna marinha.

A concessionária também deverá adotar medidas de compensação e recuperação ambiental em áreas impactadas, garantindo que o avanço da infraestrutura ocorra de forma ecologicamente responsável.


Tecnologia e gestão inteligente de tráfego marítimo

Entre as inovações previstas está a implantação do VTMIS (Vessel Traffic Management and Information System), sistema de gerenciamento e monitoramento em tempo real do tráfego marítimo. A tecnologia permite maior segurança na navegação, melhora a proteção ambiental e aumenta a eficiência das operações portuárias, tornando o processo de condução e atracação mais ágil e preciso.


Etapas de execução e cronograma

Nos dois primeiros anos de contrato, a concessionária deverá realizar o mapeamento da topografia submarina, levantamentos hidrográficos e estudos ambientais e de engenharia. A partir do terceiro ano, terão início as obras de alargamento, aprofundamento e derrocagem, até atingir o calado ideal.

Simultaneamente, ocorrerão as dragagens de manutenção e a implantação do sistema de sinalização náutica, assegurando navegabilidade contínua e segura em todo o percurso.

Com informações do Ministério de Portos e Aeroportos e da Portos do Paraná.
TEXTO: Redação

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Portos do Canal do Panamá em risco por decisão judicial

O Canal do Panamá, um dos corredores mais estratégicos do planeta, volta a ocupar o centro das atenções. Um processo judicial em andamento pode definir o futuro da concessão dos dois principais portos que operam em suas extremidades — um no Pacífico e outro no Atlântico — em um contexto de crescente competição global pelo controle de infraestruturas críticas.

O caso, atualmente nas mãos da Corte Suprema do Panamá, surgiu a partir de uma ação que questiona a validade do contrato de concessão e sua prorrogação. A decisão, que pode ser conhecida nas próximas semanas, mantém em suspense o sistema logístico internacional diante da possibilidade de suspensão operacional, afetando o trânsito de mercadorias entre os oceanos.

Segundo a Organização Mundial de Cidades e Plataformas Logísticas (OMCPL), a decisão pode gerar uma disrupção sem precedentes nas cadeias de suprimentos, com consequências imediatas nos fluxos comerciais que dependem do transporte interoceânico.

Os dois portos concentram mais de quatro milhões de TEUs anuais e conectam-se a mais de sessenta serviços marítimos internacionais. Uma paralisação simultânea bloquearia o trânsito logístico de contêineres entre os oceanos, impactando companhias marítimas, seguradoras, operadores e toda a rede de fornecedores ligada ao comércio marítimo global.

Rotas comprometidas
As rotas mais afetadas seriam aquelas que conectam o Golfo do México, América do Sul, Ásia e Europa. Se houver interrupção, os portos de Colón, Manzanillo, Cartagena e Kingston absorveriam parte do tráfego, mas nenhum tem capacidade imediata para substituir o papel duplo do Panamá como hub interoceânico.

Na prática, os tempos de trânsito aumentariam, os custos operacionais subiriam e a estabilidade do comércio marítimo poderia ser prejudicada. Os setores mais impactados seriam os ligados à indústria eletrônica, automotiva, farmacêutica e energética, todos dependentes de fluxo contínuo e previsível entre regiões.

O conflito judicial surge em um momento de reconfiguração do poder logístico mundial. No início de 2025, um fundo de investimento americano e uma das principais companhias marítimas do planeta anunciaram a compra da maioria dos ativos portuários de um grupo asiático com presença global. A operação, avaliada em mais de 22 bilhões de dólares, atraiu atenção internacional pelo crescente interesse de grandes capitais em corredores estratégicos do comércio marítimo.

A disputa legal poderia invalidar essa transação caso a justiça panamenha declare nula a concessão. Nesse caso, os ativos ficariam sem validade para transferência, obrigando à suspensão das operações e à abertura de um novo processo licitatório que poderia durar meses.

Impacto além do local
O impacto de uma decisão desse tipo transcenderia o âmbito local. Por se tratar de um ponto crucial que canaliza mais de seis por cento do comércio marítimo mundial, qualquer interrupção geraria efeito dominó com implicações financeiras, geopolíticas e logísticas globais.

Há décadas, o Panamá funciona como um “hub de hubs”, ponto de convergência de mercadorias, capitais e decisões estratégicas. Por isso, o conflito atual vai além do jurídico e se insere na disputa pelo controle dos nós de conectividade mundial. A OMCPL alerta que um veredicto desfavorável poderia replicar impactos de episódios recentes que paralisaram infraestruturas críticas na região. Diferente desses casos, a suspensão das operações portuárias panamenhas afetaria o eixo principal do transporte marítimo interoceânico.

O resultado do processo judicial determinará não apenas o futuro das terminais envolvidas, mas também a estabilidade do fluxo logístico global em um momento de crescente tensão comercial entre potências e vulnerabilidade das cadeias de suprimentos. Enquanto o mundo observa, o Panamá se encontra em um ponto de inflexão: se confirmada a suspensão, o país deixaria temporariamente de ser o elo que une os oceanos para se tornar o ponto onde a cadeia global pode se romper.

FONTE: Todo Logistica News
IMAGEM: Reprodução/Todo Logistica News

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Petrobras vence leilão e assume terminal no Porto do Rio com outorga de R$ 104 milhões

A Petrobras venceu o leilão de concessão do terminal RDJ07, localizado no Porto do Rio de Janeiro, com um lance de R$ 104 milhões de outorga. O certame foi realizado na B3, em São Paulo, e teve lance mínimo simbólico de R$ 1. O ativo faz parte do segundo bloco da carteira de concessões portuárias de 2025, promovida pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) e pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

Terminal voltado à logística offshore

Com contrato de 25 anos, o terminal RDJ07 será dedicado à movimentação de cargas de apoio logístico offshore, voltadas às operações de exploração e produção de petróleo e gás natural. Estão previstos investimentos de R$ 99,4 milhões para adequações estruturais e melhorias operacionais.

De acordo com Fernando Vidal, gerente geral de Logística Portuária da Petrobras, “o Porto do Rio é estratégico para a companhia e teve papel decisivo no desenvolvimento do Pré-Sal, por sua localização privilegiada, próxima a grandes rodovias e polos industriais importantes”.

Disputa com apenas um concorrente

Na disputa, a Petrobras superou o Consórcio Sul Real GMBL 2025A, que apresentou lance de R$ 1 milhão. A rodada chegou a ser levada ao viva-voz, mas a diferença expressiva de propostas levou a concorrente a não seguir ofertando.

Leilão também contemplou Maceió

No mesmo evento, o Terminal Marítimo de Passageiros (TMP) de Maceió, situado no Porto Organizado de Maceió, também foi arrematado. O vencedor foi o Consórcio Britto Mavelog, com lance de outorga de R$ 50 mil e previsão de investimento de R$ 3,75 milhões para modernização da estrutura. O grupo alagoano venceu sem concorrentes.

Investimentos nacionais ultrapassam R$ 1,22 bilhão

Somando as concessões do Porto do Rio, do Terminal de Maceió e do Canal de Acesso do Porto de Paranaguá (PR) — que também teve seu leilão concluído —, os investimentos totais ultrapassam R$ 1,22 bilhão. O modelo adotado em Paranaguá é inédito no país, sendo o primeiro canal de acesso portuário concedido à iniciativa privada, com previsão de R$ 1,2 bilhão em melhorias ao longo de 25 anos.

Segundo o ministro Silvio Costa Filho, a iniciativa “inaugura um novo formato de concessão, aumentando a eficiência dos portos e a competitividade na movimentação de cargas”. O modelo será replicado em futuros processos para os portos de Santos (SP), Itajaí (SC), Salvador (BA) e Rio Grande (RS).

Atualmente, o Porto de Paranaguá movimenta cerca de 2.600 navios por ano, com destaque para granéis sólidos, como soja e proteína animal. Com as concessões recentes, o governo estima maior eficiência operacional e expansão da capacidade de exportação, especialmente no agronegócio.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portos do Rio

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Porto de Paranaguá é o primeiro do Brasil com canal de acesso concedido à iniciativa privada

O Porto de Paranaguá, no litoral do Paraná, tornou-se o primeiro do país a ter o canal de acesso marítimo concedido à iniciativa privada. O resultado foi definido em leilão realizado nesta quarta-feira (22) na B3, em São Paulo. O Consórcio Canal Galheta Dragagem (CCGD) venceu a disputa e assinou contrato de 25 anos para administrar e manter o canal.

Disputa acirrada e proposta vencedora

O leilão contou com a participação de quatro empresas. Na fase final, o CCGD e a Chec Dredging Co. chegaram ao desconto máximo permitido de 12,63% sobre a taxa Inframar, paga por embarcações que acessam o porto. Essa redução representa economia direta para os operadores que exportam ou importam produtos pelo Paraná.

Após uma disputa por viva-voz, o Consórcio Canal Galheta Dragagem garantiu a vitória ao oferecer R$ 276 milhões de outorga, superando a proposta de R$ 86,1 milhões apresentada pela concorrente.

Investimentos bilionários e ampliação do calado

De acordo com o edital, o grupo vencedor deverá investir R$ 1,23 bilhão nos primeiros cinco anos de concessão. A principal meta é ampliar a profundidade do canal de 13,3 para 15,5 metros, permitindo o tráfego de navios maiores.

Segundo o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, “cada dois metros de calado a mais significam cerca de mil contêineres extras por navio ou 14 mil toneladas adicionais de carga, sem aumento de custo para os usuários”.

Os investimentos incluem dragagem, derrocagem, sinalização náutica, levantamentos hidrográficos e outras ações voltadas à modernização do Canal da Galheta, principal rota de acesso aquaviário ao porto desde a década de 1970.

Modelo para futuros leilões

O Ministério de Portos e Aeroportos afirmou que o modelo de concessão aplicado em Paranaguá servirá de referência para futuras licitações em outros portos brasileiros, como Santos (SP), Itajaí (SC), Bahia e Rio Grande (RS).

Atualmente, os 34,5 quilômetros do Canal de Acesso, localizados ao sul da Ilha do Mel, são essenciais para a movimentação de cargas no porto paranaense. Com a concessão, o consórcio privado assumirá a responsabilidade de manter a profundidade necessária para as operações, antes feita pela Autoridade Portuária.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Claudio Neves/Portos do Paraná

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