Agricultura

20 municípios que mais produzem soja no Brasil: veja os líderes da safra

O Brasil deve colher 180,5 milhões de toneladas de soja na safra 2025/26, segundo o balanço mais recente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume representa uma alta de 5,3% em relação à temporada anterior e reforça a força da produção de soja no país.

Soja mantém trajetória de crescimento no Brasil

A expectativa de uma nova produção recorde evidencia a capacidade de reação dos produtores brasileiros diante dos desafios do campo. Mesmo com os riscos relacionados ao clima, o setor continua ampliando os investimentos na principal commodity agrícola do país.

A soja brasileira está presente em praticamente todas as regiões nacionais. Atualmente, o cultivo do grão alcança 2.640 municípios, distribuídos de Norte a Sul, mostrando a ampla presença da oleaginosa no território.

Municípios que lideram a produção de soja

Os dados do levantamento Produção Agrícola Municipal (PAM), elaborado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que a produção está concentrada em algumas das principais áreas agrícolas do país.

De acordo com o relatório, os 20 municípios que mais produzem soja no Brasil respondem, juntos, por aproximadamente 14% de toda a produção nacional.

O ranking evidencia a importância dessas localidades para o mercado de grãos, para o agronegócio brasileiro e para o abastecimento da cadeia ligada à soja.

Produção nacional segue em alta

Com a perspectiva de 180,5 milhões de toneladas na safra 2025/26, o Brasil mantém sua posição de destaque no cenário mundial da produção de soja. O resultado também reforça o peso da cultura na economia agrícola e nas exportações do país.

A expansão da área cultivada, aliada ao desempenho das lavouras, mantém a soja entre os principais motores do agronegócio brasileiro.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: IA

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Agronegócio

Preço do café sobe no Brasil após chuvas afetarem a colheita e a oferta do grão

O preço do café registrou alta em julho, contrariando o comportamento esperado para o período de maior oferta da safra brasileira. O café arábica acumulou valorização de 10,5% no mês, enquanto o café conilon teve aumento de 3%, mesmo com a colheita dessa variedade já concluída.

Tradicionalmente, os meses de junho, julho e agosto costumam apresentar recuo nas cotações devido ao aumento da disponibilidade do produto. Neste ano, porém, fatores climáticos alteraram esse cenário e pressionaram os preços do grão.

Segundo especialistas, o aumento dos custos pagos pela indústria aos produtores tende a ser repassado ao longo da cadeia produtiva, podendo refletir no valor final pago pelos consumidores.

Clima prejudica colheita e secagem dos grãos

As chuvas nas principais regiões produtoras, especialmente em Minas Gerais e no interior de São Paulo, são apontadas como a principal causa da valorização do café. As precipitações atrasaram tanto a colheita quanto o processo de secagem dos grãos, reduzindo o ritmo esperado de disponibilização da safra.

Esse cenário também influenciou o mercado internacional, gerando preocupação quanto ao cumprimento do cronograma de embarques do café brasileiro. A valorização começou nas bolsas internacionais, impactou os preços nos portos e acabou sendo transmitida para toda a cadeia de comercialização.

Produção deve crescer, mas preços podem demorar a cair

Apesar do cenário de alta, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta uma safra de aproximadamente 66 milhões de sacas em 2025, volume 18% superior ao registrado no ciclo anterior. Desse total, cerca de 44 milhões de sacas correspondem ao café arábica.

Mesmo com a expectativa de maior produção, analistas avaliam que a queda nos preços pode acontecer de forma mais lenta do que o previsto, já que os impactos climáticos seguem influenciando o mercado.

Floração antecipada preocupa produtores

Além dos atrasos na colheita, as chuvas fora de época provocaram outro efeito que preocupa o setor cafeeiro: a floração antecipada dos cafezais.

O fenômeno, que normalmente ocorre entre setembro e outubro, foi registrado ainda em julho em diversas propriedades. Especialistas alertam que essa floração precoce pode comprometer o desenvolvimento das plantas, reduzindo a energia disponível para a formação dos frutos na próxima safra.

O setor também acompanha com atenção os reflexos das condições climáticas observadas nos últimos anos. Eventos como o El Niño e perdas de produção registradas entre 2024 e o início de 2025 contribuíram para a forte valorização do café no mercado internacional, cenário que ainda influencia as cotações.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Data Mercantil

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Agronegócio

Mercado de soja mantém ritmo forte com demanda aquecida e dólar favorável às exportações

O mercado de soja continua registrando forte movimentação no Brasil, sustentado pelo aumento da demanda internacional e pela maior participação das indústrias nacionais nas compras da oleaginosa. Mesmo com o ritmo acelerado das negociações, a ampla oferta global segue limitando ganhos mais expressivos nas cotações.

Segundo análises do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a competitividade da soja brasileira ganhou impulso nas últimas semanas com a valorização do dólar frente ao real. O movimento torna o produto nacional mais atrativo para compradores estrangeiros e favorece o desempenho das exportações.

Apesar desse ambiente positivo, o elevado volume disponível no mercado internacional continua exercendo pressão sobre os preços da commodity.

Oferta global recorde reduz espaço para altas

As perspectivas para a produção mundial reforçam o cenário de abundância. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) revisou para cima sua estimativa para a safra global de soja 2025/26.

A nova projeção aponta produção de 429,2 milhões de toneladas, um volume recorde e cerca de 0,4% superior ao previsto anteriormente. Caso a estimativa se confirme, o resultado também ficará levemente acima da temporada passada.

O aumento da oferta mundial tende a equilibrar o mercado, mesmo diante da demanda consistente observada entre os principais países consumidores.

Brasil deve seguir como maior produtor mundial

A liderança global na produção de soja deve permanecer com o Brasil. De acordo com o USDA, a colheita brasileira poderá atingir 180 milhões de toneladas na safra 2025/26.

O número está alinhado às projeções da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que estima uma produção de 180,25 milhões de toneladas.

Na Argentina, outro importante player do mercado internacional, a previsão foi elevada para 50 milhões de toneladas. O volume representa crescimento de 4,2% em relação à estimativa divulgada no mês anterior, embora ainda permaneça 2,2% abaixo do registrado na safra passada.

Exportações brasileiras devem alcançar 115 milhões de toneladas

Além de liderar a produção, o Brasil deve manter sua posição como principal exportador mundial da oleaginosa.

As projeções do USDA indicam que os embarques brasileiros poderão alcançar 115 milhões de toneladas no ciclo comercial compreendido entre outubro de 2025 e setembro de 2026.

O desempenho reforça a relevância do país no abastecimento global de commodities agrícolas, especialmente em um contexto de demanda firme por parte dos grandes mercados consumidores.

Demanda continua sustentando o setor

Mesmo com a expectativa de uma safra global recorde, a combinação entre câmbio favorável, forte demanda internacional e participação ativa da indústria nacional mantém o mercado brasileiro de soja aquecido.

O cenário aponta para a continuidade de bons volumes de comercialização, consolidando a importância da soja na balança comercial brasileira e no agronegócio nacional.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Canal Rural Mato Grosso

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Agricultura

Safra de grãos 2025/26 pode bater novo recorde no Brasil, projeta Conab

A safra brasileira de grãos 2025/26 segue em trajetória de crescimento e pode alcançar o maior volume já registrado no país. A mais recente estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) aponta uma produção de 358,6 milhões de toneladas, resultado superior ao projetado no levantamento anterior e 1,8% acima da safra passada.

O desempenho positivo é atribuído principalmente à expansão da área cultivada e às condições climáticas favoráveis observadas ao longo do ciclo produtivo.

Área plantada maior impulsiona produção

Segundo a Conab, a área destinada ao cultivo de grãos deverá atingir 83,5 milhões de hectares, reforçando o potencial de crescimento da agricultura brasileira.

Mesmo com ajustes pontuais em algumas culturas, a avaliação da companhia é de que a temporada mantém um desempenho robusto e caminha para consolidar um novo recorde histórico de produção.

Soja lidera crescimento e pode registrar nova máxima

Principal produto do agronegócio nacional, a soja teve sua projeção elevada em relação ao levantamento anterior. Com a colheita praticamente encerrada, a expectativa é de uma produção de 180,3 milhões de toneladas.

O volume representa crescimento de 5,1% em comparação à safra anterior e, se confirmado, estabelecerá um novo recorde para a cultura.

De acordo com a Conab, o resultado reflete a ampliação das áreas cultivadas, a adoção de tecnologias de produção mais eficientes e o comportamento favorável do clima durante grande parte do desenvolvimento das lavouras.

Produção de milho permanece elevada

O milho, considerando as três safras anuais, deverá alcançar 140,5 milhões de toneladas.

Embora o número represente uma leve redução de 0,5% em relação ao ciclo anterior, a produção segue em patamar elevado. A segunda safra, responsável pela maior parte do volume nacional, ainda está em fase inicial de colheita.

Algodão registra retração por redução de área

Para o algodão, a previsão é de uma produção próxima de 4 milhões de toneladas de pluma.

A estimativa representa queda de 2,5% na comparação anual, influenciada principalmente pela diminuição da área destinada ao cultivo da fibra.

Arroz e feijão devem garantir abastecimento interno

A colheita do arroz está praticamente concluída e deverá somar 11,1 milhões de toneladas. O volume é inferior ao registrado na temporada passada, refletindo a redução das áreas plantadas em razão das condições de mercado.

Apesar da retração, a produtividade foi considerada satisfatória e o cenário para exportações permanece favorável.

Já a produção de feijão está estimada em aproximadamente 3 milhões de toneladas nas três safras previstas para o ano. O resultado representa uma pequena queda em relação ao ciclo anterior, mas continua suficiente para atender ao consumo interno e possibilitar embarques ao mercado externo.

Trigo deve ter queda expressiva na safra de inverno

Entre as culturas de inverno, o trigo apresenta o cenário mais desafiador.

A Conab projeta uma produção de 6,3 milhões de toneladas, volume cerca de 20% inferior ao da safra anterior. A redução está relacionada principalmente à menor área plantada nos estados do Rio Grande do Sul e Paraná, maiores produtores do cereal no país.

Além das condições de mercado, as expectativas em torno da influência do fenômeno El Niño no segundo semestre também contribuíram para a diminuição da intenção de plantio.

Agronegócio mantém perspectiva positiva

Mesmo com recuos pontuais em algumas culturas, o panorama geral da agricultura brasileira permanece favorável. A combinação entre expansão da área cultivada, ganhos de produtividade e condições climáticas adequadas sustenta a expectativa de uma das maiores safras da história do país.

Caso as projeções sejam confirmadas, o Brasil reforçará sua posição entre os principais produtores e exportadores de alimentos do mundo.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Agronegócio

Exportações de café para a China disparam e Brasil se prepara para atender demanda histórica

O avanço do consumo de café na China está redesenhando o mercado global e abrindo uma nova fronteira para o agronegócio brasileiro. Em apenas seis anos, as exportações brasileiras de café para o país asiático cresceram mais de 12 vezes, enquanto o Brasil projeta uma safra recorde de 66 milhões de sacas para o ciclo 2026/27.

O movimento reforça a posição brasileira como principal fornecedor mundial do grão e coloca a China no centro das atenções da cadeia produtiva do café.

China impulsiona crescimento do mercado global de café

A China se consolidou como o mercado de café que mais cresce no mundo. Atualmente, o país reúne cerca de 300 milhões de consumidores e mais de 200 mil cafeterias em funcionamento, em um cenário impulsionado pela urbanização, mudança de hábitos e influência do estilo de vida ocidental entre os jovens.

Entre abril de 2020 e março de 2021, o Brasil exportou US$ 32,9 milhões em café para o mercado chinês. Já em março de 2026, esse volume financeiro saltou para US$ 402,8 milhões, evidenciando a forte expansão da demanda chinesa pelo produto brasileiro.

Safra recorde fortalece capacidade de exportação do Brasil

Para atender ao aumento da demanda internacional, o Brasil inicia a colheita 2026/27 com expectativa de recorde histórico na produção de café.

Segundo estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra deve alcançar 66 milhões de sacas, um crescimento de 17% em comparação ao ciclo anterior. A previsão inclui aproximadamente 44 milhões de sacas de café arábica e 22 milhões de sacas de conilon.

O setor atribui o avanço às condições climáticas favoráveis, ao aumento da produtividade e à expansão da área plantada, que se aproxima de 2 milhões de hectares.

Durante o 25º Seminário Internacional do Café, realizado em Santos, representantes do mercado destacaram o otimismo com os próximos embarques, principalmente para a Ásia.

Produção brasileira cresce sem necessidade de desmatamento

Um dos pontos mais destacados pelo setor cafeeiro é a capacidade de expansão sustentável da produção brasileira.

Nas últimas décadas, o Brasil mais que dobrou a produção de café utilizando praticamente a mesma área cultivada. O avanço ocorreu por meio da renovação de cafezais, uso de variedades mais produtivas e adoção de tecnologias de manejo agrícola.

Especialistas afirmam que o país ainda possui áreas aptas para expansão do cultivo sem necessidade de desmatamento, tema cada vez mais relevante para compradores internacionais preocupados com critérios ambientais e sustentabilidade.

Mercado chinês representa mudança estratégica para o café brasileiro

A entrada da China como grande compradora de café brasileiro é vista pelo setor como uma transformação estrutural no comércio global do produto. Com uma população de quase 1,4 bilhão de habitantes, qualquer mudança de hábito alimentar no país gera impacto direto nas cadeias globais de produção e exportação.

Além do aumento no consumo, o governo chinês também vem ampliando a habilitação de empresas brasileiras aptas a exportar café ao país. Em agosto de 2025, a Embaixada da China no Brasil autorizou 183 novas empresas do setor para atuação no mercado chinês.

A expectativa é de que a demanda continue crescendo nos próximos anos, exigindo do Brasil maior capacidade logística, eficiência operacional e manutenção da qualidade para atender contratos de longo prazo.

Fonte: Com informações do TIMES BRASIL.

Texto: Redação

Imagem Ilustrativa: Reprodução SouAgro.net

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Exportação

Produção de milho no Brasil sofre pressão de custos em meio a cenário geopolítico

No Dia Internacional do Milho, celebrado em 24 de abril, o Brasil reafirma sua posição como o terceiro maior produtor mundial do grão, mesmo diante de um cenário de pressão sobre custos e leve retração na safra.

De acordo com a Conab, a produção nacional em 2025/26 deve atingir 139,5 milhões de toneladas. O volume representa uma queda moderada em relação ao ciclo anterior, quando foram colhidas cerca de 141 milhões de toneladas, mas ainda mantém o país em patamar elevado no mercado global.

Mato Grosso lidera produção, mas registra queda

Principal polo da segunda safra de milho, o estado de Mato Grosso deve produzir 51,7 milhões de toneladas na temporada 2025/26, segundo estimativas do Imea.

O número indica uma redução de 6,7% em comparação ao ciclo anterior, quando a produção chegou a 55,4 milhões de toneladas, refletindo ajustes no ritmo produtivo regional.

Maior parte da produção fica no mercado interno

Apesar da forte presença no comércio internacional, cerca de dois terços do milho brasileiro são consumidos internamente. Desse total, aproximadamente 60% são destinados à produção de proteína animal, enquanto 22% vão para a fabricação de etanol.

O restante abastece setores industriais diversos, com uso do grão na produção de medicamentos, tintas, plásticos biodegradáveis e até componentes industriais como pneus.

Custos de produção sobem com crise internacional

O setor enfrenta um aumento relevante nos custos de produção devido ao cenário geopolítico. O conflito no Oriente Médio impulsionou o preço da ureia, fertilizante essencial para o cultivo do milho, com altas que variam entre 30% e 50%.

Esse aumento pressiona produtores, especialmente aqueles que reduziram o uso de fertilizantes nitrogenados, o que pode impactar a produtividade das lavouras.

Exportações seguem fortes, apesar das incertezas

Segundo especialistas do setor, a área plantada não deve sofrer redução significativa, já que grande parte do cultivo foi realizada antes da escalada do conflito.

De acordo com Daniel Rosa, diretor técnico da Abramilho, o impacto nas exportações tende a ser temporário. O Irã, que respondeu por 22% das compras brasileiras de milho em 2025, deve retomar gradualmente o ritmo de importações até junho.

No ano passado, o país asiático foi o principal destino do milho brasileiro, com 9,08 milhões de toneladas, seguido por Egito e Vietnã.

Brasil mantém posição de destaque no mercado global

Mesmo com desafios logísticos e aumento de custos, o Brasil continua como o segundo maior exportador mundial de milho, atrás apenas dos Estados Unidos. A competitividade do setor segue apoiada na escala produtiva e na demanda internacional por grãos.

Congresso discute inovação e futuro do setor

As perspectivas para o agronegócio do milho serão tema do 4º Congresso Abramilho, marcado para 13 de maio em Brasília. O encontro reunirá representantes do setor para discutir inovação, segurança alimentar e os impactos da geopolítica nos custos de produção.

A agenda também deve abordar soluções tecnológicas para aumentar eficiência e reduzir a pressão sobre os produtores diante do cenário global mais instável.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

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Agricultura

Brasil projeta colheita de 354,8 milhões de toneladas de grãos em 2025/26

O Brasil estima colher 354,8 milhões de toneladas de grãos na safra 2025/26, segundo a segunda projeção divulgada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A área destinada à produção agrícola deve alcançar 84,4 milhões de hectares, um aumento de 3,3% em relação à temporada anterior.

A produtividade média nacional é prevista em 4,2 mil quilos por hectare, mas a Conab alerta que o desempenho pode ser afetado por condições climáticas adversas, como irregularidades de chuvas em Mato Grosso, atrasos em Goiás e eventos extremos no sul do país.

Soja: crescimento da área e desafios climáticos

Para a soja, a expectativa é de aumento de 3,6% na área cultivada, totalizando 49,1 milhões de hectares e uma produção de 177,6 milhões de toneladas.

Embora o plantio esteja dentro da média dos últimos cinco anos, houve atrasos em estados como Goiás e Minas Gerais, devido à falta de chuvas adequadas. No Mato Grosso, o ritmo é similar ao da safra passada. No entanto, áreas plantadas no início de outubro enfrentaram déficit hídrico, comprometendo o desenvolvimento inicial da oleaginosa.

Milho: leve queda na produção total

A produção das três safras de milho está estimada em 138,8 milhões de toneladas, 1,6% inferior ao ciclo anterior. Já a área cultivada na primeira safra deve crescer 7,1%.

No Sul do Brasil, temperaturas baixas retardaram o desenvolvimento inicial da cultura, sem afetar seu potencial produtivo. Porém, chuvas intensas, ventos fortes e granizo em novembro afetaram algumas lavouras no Paraná.

Arroz e feijão: redução no arroz e estabilidade no feijão

A colheita de arroz deve totalizar 11,3 milhões de toneladas, 11,5% a menos que a safra anterior, principalmente devido à redução da área cultivada. No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a semeadura avançou mais de 78%, apesar de atrasos ocasionados por chuvas que dificultaram o uso de máquinas.

O feijão deve produzir 3,1 milhões de toneladas, mantendo patamar semelhante ao ciclo anterior. A primeira safra apresenta queda de 7,3% na área plantada, totalizando 841,9 mil hectares, e deve gerar 977,9 mil toneladas, 8% abaixo da safra passada. O plantio já está avançado em São Paulo, Paraná (91%) e Minas Gerais (44%).

Culturas de inverno: trigo em destaque

A safra de culturas de inverno, especialmente o trigo, já está em fase de colheita, com previsão de 7,7 milhões de toneladas. As condições climáticas das principais regiões produtoras são favoráveis, mas a redução de investimentos em insumos como fertilizantes e defensivos tornou as lavouras mais vulneráveis a doenças, resultando em espigas menores e menor número de grãos. Chuvas intensas no Paraná em novembro podem impactar as lavouras ainda em campo.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: CNA/Wenderson Araujo/Trilux

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Comércio Exterior

China retoma compras de soja dos EUA e pressiona prêmios de exportação no Brasil

Reação do mercado à movimentação chinesa

A retomada parcial das compras de soja da China nos Estados Unidos provocou queda nos prêmios de exportação brasileiros, segundo levantamento do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). Os contratos para embarque em 2026 voltaram a registrar valores negativos — algo que não acontecia desde julho de 2024.

Apesar da pressão nos prêmios, os preços da soja no mercado físico permaneceram firmes ao longo da última semana, indicando sustentação na demanda interna e postura cautelosa por parte dos vendedores.

Estratégia dos vendedores brasileiros

De acordo com o Cepea, os produtores de soja no Brasil têm priorizado negociações spot — com entrega imediata e pagamento alongado — para garantir os atuais níveis de preço. Essa estratégia reflete a incerteza diante das variações externas e da influência das compras chinesas sobre o mercado global da oleaginosa.

Safra recorde e impacto do clima

Para a safra 2025/26, a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) projeta uma colheita recorde de 177,6 milhões de toneladas. Contudo, a estatal alerta para menor produtividade no Centro-Oeste, região que pode ser afetada pelos efeitos do fenômeno La Niña.

Nos últimos dias, o retorno das chuvas em áreas produtoras trouxe alívio e otimismo ao setor, que ainda monitora as condições climáticas para definir o ritmo de plantio e as perspectivas de rendimento.

FONTE: Cepea/USP e Conab
TEXTO: Redação

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Exportação

Exportações de farelo de soja alcançam 15,3 milhões de toneladas até agosto

Demanda do biodiesel impulsiona o setor

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou, no Boletim Logístico de setembro, que a demanda por farelo de soja segue sustentada principalmente pelo setor de proteína animal e, em maior escala, pelo avanço da produção de biodiesel. Segundo a estatal, esse cenário contribuiu para melhorar a rentabilidade da indústria de esmagamento no país.

Produção e consumo interno

A Conab estima que a produção nacional de farelo de soja atinja 45,1 milhões de toneladas em 2025. Desse total, 23,6 milhões de toneladas devem ser destinadas à exportação, enquanto o consumo interno deve chegar a 19,5 milhões de toneladas.

Embora o crescimento em relação à safra anterior seja pequeno, o setor deve encerrar o ciclo com um estoque de passagem de 5,4 milhões de toneladas, o maior da série histórica acompanhada pela entidade.

Exportações estáveis no acumulado do ano

Entre janeiro e agosto de 2025, o Brasil exportou 15,3 milhões de toneladas de farelo de soja, volume próximo ao registrado no mesmo período de 2024, quando foram embarcadas 15,4 milhões de toneladas.

Portos e principais origens do produto

O porto de Santos segue na liderança do escoamento, com 43,5% da participação nacional, ainda que abaixo dos 45,2% registrados em 2024. Já Paranaguá ampliou sua fatia para 29,1% (ante 26,7% no ano passado), enquanto o porto do Rio Grande respondeu por 15,3% (contra 14,7%) e Salvador alcançou 7,8% (ante 6,9% em 2024).

As exportações tiveram origem principalmente nos estados de Mato Grosso, Paraná, Rio Grande do Sul e Goiás, grandes produtores de soja e responsáveis por sustentar a oferta ao mercado interno e externo.

FONTE: Agrolink
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Economia, Importação, Industria, Informação, Negócios, Notícias

Preço do trigo sobe e mercado recorre à importação

O preço do trigo segue em alta no mercado brasileiro devido à oferta restrita durante a entressafra. Segundo o boletim informativo do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), a baixa disponibilidade do cereal no país tem levado os compradores a intensificar a busca por novos lotes, enquanto os vendedores seguem retraídos nas negociações.

Esse cenário tem impulsionado as importações, já que, segundo agentes do setor, os preços internacionais estão mais atrativos em relação ao produto nacional.

Com a entressafra reduzindo os estoques internos, muitos compradores estão recorrendo à importação para atender à demanda. Segundo o Cepea, o atual patamar de preços internacionais favorece essa movimentação, tornando o trigo importado uma opção viável. No entanto, a volatilidade cambial e os custos logísticos podem influenciar a competitividade desse mercado nos próximos meses.

A valorização do trigo também impacta outros segmentos da cadeia produtiva, como as indústrias de panificação e ração animal, que já sinalizam preocupações com os custos elevados. Além disso, a dependência da importação pode tornar o Brasil mais vulnerável às oscilações no cenário global, especialmente em relação à oferta de países exportadores, como Argentina e Estados Unidos.

Para 2025, a produção brasileira de trigo deve registrar crescimento de 15,6% em comparação com 2024, totalizando 9,117 milhões de toneladas, de acordo com projeções da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Esse aumento deve ser impulsionado por uma recuperação na produtividade, estimada em 3,04 toneladas por hectare, um avanço de 18% sobre o ciclo anterior.

Apesar desse crescimento na produção, a área de cultivo do trigo deve sofrer uma redução de 2,1%, ficando próxima de 3 milhões de hectares. Segundo a Conab, essa queda reflete as incertezas do setor diante das condições climáticas e das oscilações do mercado. Eventos extremos, como secas ou geadas, podem impactar a produtividade e, consequentemente, a rentabilidade dos produtores.

A instabilidade climática continua sendo um fator de risco para a produção de trigo no Brasil. Eventos adversos, como chuvas excessivas ou períodos prolongados de estiagem, podem comprometer o rendimento das lavouras e afetar a qualidade do cereal. Além disso, as oscilações no preço do dólar e dos insumos agrícolas são fatores que podem influenciar a decisão dos produtores sobre o plantio do grão nos próximos ciclos.

Fonte: Agro Link
Preço do trigo sobe e mercado recorre à importação

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