Transporte

Acordo de céus abertos entre Brasil e Hong Kong amplia oportunidades no transporte aéreo

Brasil e Hong Kong finalizaram as negociações para um novo Acordo de Serviços Aéreos, que estabelece um modelo de céus abertos entre os dois mercados. O entendimento foi concluído durante reunião realizada no Rio de Janeiro entre o diretor-presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Tiago Faierstein, e o secretário adjunto principal do Departamento de Transportes e Logística de Hong Kong, Wong Chun-to.

As tratativas se estendiam desde 2015 e resultaram em um acordo alinhado à política brasileira de expansão e liberalização do transporte aéreo internacional.

Novo acordo elimina restrições operacionais

O instrumento firmado prevê maior liberdade para as companhias aéreas designadas por ambos os lados. Com o regime de céus abertos, as empresas poderão operar sem limitações de capacidade ou restrições quanto ao número de frequências de voos.

Além disso, o acordo estabelece um quadro de rotas flexível e amplia os direitos de tráfego aéreo até a chamada quinta liberdade do ar, mecanismo que permite às companhias realizar voos entre países terceiros durante suas operações internacionais.

A medida abre espaço para novas estratégias comerciais e maior integração entre os mercados de aviação de Brasil e Hong Kong.

Conectividade internacional deve ganhar impulso

Segundo a Anac, a expectativa é que o novo acordo fortaleça as relações aerocomerciais entre os dois destinos e estimule a criação de novas ligações aéreas.

A ampliação da conectividade internacional poderá favorecer tanto o transporte de passageiros quanto o de cargas, aumentando as opções de deslocamento e impulsionando atividades econômicas ligadas ao comércio e ao turismo.

Memorando atualiza cooperação entre as partes

Durante o encontro, também foi assinado um novo Memorando de Entendimento que consolida e atualiza os compromissos anteriormente estabelecidos entre Brasil e Hong Kong.

O documento substitui o acordo firmado em 2009 e suas alterações posteriores, incorporando diretrizes mais alinhadas às práticas regulatórias atuais do setor aéreo.

De acordo com a Anac, a iniciativa reforça o compromisso com um ambiente regulatório moderno, eficiente e compatível com os padrões internacionais da aviação civil.

Estratégia busca fortalecer presença global do Brasil

A celebração de acordos de céus abertos faz parte da estratégia brasileira de ampliar sua inserção no mercado global de transporte aéreo.

Ao reduzir barreiras operacionais e ampliar a liberdade de atuação das empresas aéreas, esse tipo de instrumento contribui para aumentar a oferta de voos, estimular a concorrência e melhorar os serviços disponibilizados aos usuários.

Além dos benefícios para passageiros e empresas, a ampliação da conectividade é vista como um fator importante para o desenvolvimento econômico e a atração de investimentos.

Com a conclusão das negociações, o texto seguirá agora os procedimentos formais necessários para sua ratificação e entrada em vigor.

FONTE: ANAC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Aeroin

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Aeroportos

Companhias aéreas enfrentam alta nos custos e devem ter queda de 50% na lucratividade em 2026

O aumento das tensões no Oriente Médio tem provocado impactos significativos na aviação mundial. Segundo projeções da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA), os gastos adicionais com combustível devem elevar em cerca de US$ 100 bilhões os custos das companhias aéreas neste ano, reduzindo drasticamente a rentabilidade do setor.

A expectativa é que o lucro líquido global das empresas aéreas caia de aproximadamente US$ 45 bilhões registrados em 2025 para cerca de US$ 23 bilhões em 2026. Com isso, a margem líquida da indústria deve recuar de 4,2% para 2%.

As estimativas foram apresentadas por Willie Walsh, diretor-geral da IATA, durante a 82ª Assembleia Geral Anual da entidade, realizada no Rio de Janeiro.

Demanda por viagens continua em crescimento

Apesar do cenário de custos elevados, a entidade não classifica a situação atual como uma crise para a aviação comercial. Isso porque a demanda global por voos segue avançando, embora em ritmo inferior ao projetado antes do agravamento do conflito.

De acordo com a IATA, o segmento de passageiros deve registrar crescimento de 2,1%, enquanto o transporte de cargas aéreas tem previsão de expansão de 0,7%.

Walsh destacou que o período mais crítico para o setor ocorreu entre março e abril. Dados consolidados mostram que a demanda global por transporte aéreo, medida em quilômetros pagos por passageiro, apresentou queda de 3,4% em abril na comparação com o mesmo mês do ano anterior.

Entretanto, ao excluir os mercados do Oriente Médio, o desempenho global teria apresentado crescimento de 1,2%, evidenciando que os impactos da guerra estão concentrados principalmente na região.

Passageiros mantêm planos de viagem apesar das tarifas mais altas

O executivo afirmou que o aumento do preço do combustível tem levado as empresas a reajustarem as tarifas aéreas. Ainda assim, os consumidores continuam demonstrando disposição para viajar.

Pesquisas realizadas pela entidade indicam que 86% dos passageiros consideram natural que os preços das passagens acompanhem a valorização do petróleo. Além disso, quase metade dos entrevistados pretende gastar mais com viagens em 2026 do que no ano anterior, enquanto 43% afirmam que manterão o mesmo orçamento.

Segundo Walsh, esse comportamento sustenta a expectativa de uma temporada de verão forte no Hemisfério Norte. A principal dúvida, no entanto, é por quanto tempo viajantes e empresas conseguirão absorver os custos crescentes da conectividade aérea.

IATA critica falhas na cadeia de suprimentos da indústria

Durante o evento, o diretor-geral da IATA também direcionou críticas à cadeia de suprimentos aeroespacial, apontando atrasos recorrentes na entrega de aeronaves e motores.

Segundo ele, a carteira global de pedidos ultrapassa 18 mil aeronaves, enquanto a idade média da frota mundial atingiu o recorde de 15,2 anos. Além disso, mais de 5 mil aeronaves modernas e mais eficientes em consumo de combustível deixaram de ser entregues conforme o planejado.

Na avaliação da entidade, esses problemas geraram perdas superiores a US$ 11 bilhões para as companhias aéreas somente em 2025, devido ao aumento dos custos de leasing, manutenção e menor eficiência operacional.

Fabricantes de motores são alvo de críticas

Walsh afirmou que o setor perdeu a paciência com os fabricantes de motores e cobrou maior comprometimento com qualidade e prazos de entrega.

O executivo argumentou que, enquanto as empresas aéreas enfrentam atrasos e problemas técnicos, os fabricantes vêm registrando crescimento expressivo de lucros. Para ele, a indústria precisa voltar a priorizar a confiabilidade dos equipamentos e atender às necessidades dos clientes.

Segurança aérea segue como referência mundial

Apesar dos desafios econômicos e operacionais, a segurança continua sendo um dos pontos fortes da aviação global.

Dados apresentados pela IATA mostram que quase 5 bilhões de passageiros viajaram em cerca de 39 milhões de voos durante o último ano. Nesse período, foram registrados 51 acidentes, dos quais oito tiveram consequências fatais.

Segundo Walsh, a evolução contínua da segurança depende da adoção de padrões globais, regulamentações consistentes e compartilhamento de dados entre autoridades e empresas do setor.

Para a entidade, a aplicação uniforme das melhores práticas internacionais permanece essencial para reduzir riscos e fortalecer ainda mais a segurança do transporte aéreo mundial.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Lindsey Wasson

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Informação

Governo cria subsídio para diesel e adia tarifas de companhias aéreas

O governo federal publicou uma nova medida provisória que institui um subsídio de R$ 1,12 por litro para produtores e importadores de diesel. A iniciativa tem como objetivo reduzir os impactos da alta do preço do diesel e assegurar o abastecimento nacional diante das consequências do conflito no Oriente Médio.

A Medida Provisória 1363/26, assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi divulgada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) no último sábado (30).

Benefício será válido até o fim de 2026

De acordo com o texto, o incentivo financeiro estará disponível entre 1º de junho e 31 de dezembro de 2026 para empresas autorizadas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Para participar do programa, as companhias deverão aderir formalmente à iniciativa, repassar integralmente o valor do subsídio ao preço final do combustível e fornecer informações periódicas à agência reguladora.

ANP fará fiscalização e controle dos pagamentos

A medida estabelece que a ANP será responsável pela habilitação das empresas participantes, pela fiscalização do cumprimento das regras e pela liberação dos recursos previstos.

O texto também prevê que o Ministério da Fazenda poderá revisar ou até suspender o benefício a cada dois meses. Qualquer alteração deverá ser comunicada com antecedência mínima de 15 dias.

Companhias aéreas terão prazo ampliado para pagamento

Além das ações voltadas ao setor de combustíveis, a medida provisória concede novo prazo para o pagamento de tarifas de navegação aérea por parte das companhias aéreas nacionais.

Os valores que venceriam entre setembro e novembro deste ano poderão ser quitados até 4 de dezembro de 2026, oferecendo maior flexibilidade financeira ao setor.

Embora a medida provisória já esteja em vigor, sua validade definitiva ainda depende da análise e aprovação do Congresso Nacional.

FONTE: Câmara dos Deputados
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Câmara dos Deputados

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Informação

Preço do querosene de aviação cai 14,2% em junho, anuncia Petrobras

A Petrobras anunciou uma redução de 14,2% no preço médio de venda do querosene de aviação (QAV) para as distribuidoras a partir deste mês de junho. De acordo com a estatal, o reajuste representa uma queda de R$ 0,93 por litro em relação ao valor praticado em maio.

A medida foi divulgada nesta segunda-feira (1º) e marca a primeira redução do combustível aeronáutico após uma série de aumentos registrados desde março.

Cenário internacional influencia queda nos preços

Segundo a companhia, a diminuição do valor do combustível de aviação está relacionada à desaceleração das pressões observadas no mercado internacional de petróleo.

A Petrobras destacou que a redução reflete a melhora das condições globais após o período de forte valorização das commodities energéticas, movimento que havia sido impulsionado pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio.

Reajustes seguem contratos com distribuidoras

Os preços do querosene de aviação comercializado pela Petrobras são atualizados mensalmente, conforme previsto nos contratos firmados com as distribuidoras.

Esses ajustes acompanham fatores como a cotação internacional do petróleo, a variação cambial e as condições do mercado global de combustíveis.

Apesar da queda, combustível acumula alta no ano

Mesmo com a redução anunciada para junho, o preço do QAV ainda apresenta forte valorização em 2026.

Dados divulgados pela estatal mostram que, no acumulado do ano, o combustível registra aumento de 54,5% em comparação aos valores praticados em dezembro de 2025. O avanço corresponde a um acréscimo de R$ 1,98 por litro.

O comportamento dos preços continua sendo acompanhado de perto pelo setor aéreo, já que o combustível representa uma das principais despesas operacionais das companhias aéreas.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Shutterstock

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Informação

Power banks em voos: companhias aéreas adotam novas regras para transporte de baterias portáteis

Passageiros que pretendem viajar com power banks precisam redobrar a atenção às novas regras de segurança adotadas pelas companhias aéreas. As medidas seguem orientações da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e estabelecem limites para o transporte de carregadores portáteis em aeronaves.

As mudanças envolvem restrições de capacidade, forma de armazenamento durante o voo e proibição de uso em determinadas situações, com foco na prevenção de incidentes relacionados às baterias de lítio.

Limite de capacidade dos power banks

Pelas novas determinações, cada passageiro poderá embarcar com até dois carregadores portáteis de no máximo 100 Wh, capacidade equivalente a cerca de 27 mil mAh.

Já os aparelhos com capacidade entre 100 Wh e 160 Wh só poderão ser transportados mediante autorização prévia da companhia aérea, normalmente solicitada no momento do check-in.

Equipamentos que ultrapassem 160 Wh continuam proibidos em voos comerciais.

Onde os aparelhos devem ser transportados

As novas regras também alteram a forma de acomodação dos dispositivos dentro da aeronave.

Os power banks deverão permanecer obrigatoriamente em mochilas, bolsas ou itens pessoais posicionados sob o assento ou nos bolsões das poltronas. O armazenamento no compartimento superior da cabine, junto às malas de mão, não será permitido.

Outra orientação importante é que os carregadores portáteis não devem ser conectados às entradas USB da aeronave durante o voo.

Além disso, segue proibido o envio desses equipamentos na bagagem despachada.

Medidas buscam evitar riscos de incêndio

As restrições foram implementadas com base em recomendações da Organização da Aviação Civil Internacional (Oaci), após registros de incidentes envolvendo superaquecimento e princípios de incêndio causados por baterias de lítio em aeronaves.

O objetivo das novas exigências é ampliar a segurança operacional e reduzir riscos durante os voos.

Plataforma ajuda passageiros a verificar limites

Os viajantes podem consultar informações detalhadas sobre as regras no portal Tem Regra, que reúne orientações sobre o transporte de eletrônicos em aeronaves.

A plataforma também oferece uma calculadora que converte a capacidade dos aparelhos de mAh para Wh, permitindo que o passageiro verifique se o equipamento está dentro dos limites autorizados para embarque.

Veja o que muda no transporte de power banks

  • Cada passageiro poderá levar até dois aparelhos de até 100 Wh;
  • Equipamentos entre 100 Wh e 160 Wh exigem autorização da companhia aérea;
  • Power banks acima de 160 Wh estão proibidos;
  • Os dispositivos devem permanecer em bolsas ou mochilas durante o voo;
  • Não podem ser armazenados no compartimento superior da cabine;
  • O transporte em bagagem despachada continua vetado;
  • O uso conectado às entradas USB da aeronave não é permitido.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Aeroportos

Alta do querosene leva aéreas a cortar voos e pressiona aviação no Brasil

O aumento do querosene de aviação (QAV), impulsionado pela disparada do petróleo, já provoca impactos diretos na malha aérea brasileira. Companhias aéreas cancelaram mais de 2 mil voos previstos para maio, em resposta à elevação dos custos operacionais.

Redução de voos atinge principalmente rotas menos rentáveis

Os cortes têm se concentrado em trajetos considerados menos lucrativos, preservando, por enquanto, rotas estratégicas como São Paulo–Rio de Janeiro e São Paulo–Brasília.

Entre os estados mais afetados pela redução na oferta de voos estão:

  • Amazonas (-17,5%);
  • Pernambuco (-10,5%);
  • Goiás (-9,3%);
  • Pará (-9,0%);
  • Paraíba (-8,9%).

A tendência, no entanto, pode se ampliar caso os custos continuem subindo.

Impacto direto da alta do combustível

Executivos do setor apontam que o principal fator por trás das suspensões é o reajuste de 54% no preço do QAV, aplicado no início de abril pela Petrobras. O combustível é um dos maiores componentes de custo das companhias aéreas.

Além disso, há expectativa de um novo aumento já em maio, com estimativa preliminar de alta próxima a 20%, dependendo da variação do mercado internacional nas últimas semanas.

Queda na oferta e menos assentos disponíveis

Dados da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) mostram que o número médio de voos diários caiu de 2.193 para 2.128 em maio — uma redução de 2,9%.

Na prática, isso representa:

  • cerca de 2 mil voos a menos no mês;
  • redução de aproximadamente 10 mil assentos por dia;
  • retirada de cerca de 12 aeronaves de médio porte da operação.

Setor aéreo alerta para impacto “grave”

A Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas) classificou os efeitos do aumento do combustível como severos e informou que mantém diálogo com o governo para buscar alternativas.

Apesar de medidas anunciadas recentemente, como:

  • isenção de PIS/Cofins sobre o QAV;
  • adiamento de tarifas de navegação aérea;
  • possibilidade de financiamento via Fundo Nacional de Aviação Civil;

as empresas avaliam que os efeitos ainda são limitados frente à magnitude da alta.

Parcelamento do reajuste gera insatisfação

Uma das propostas para aliviar o impacto foi o parcelamento do aumento do combustível. No entanto, a cobrança de juros acima do mercado surpreendeu negativamente o setor.

Inicialmente, a taxa informada foi de 1,6% ao mês, depois ajustada para 1,23%, ainda considerada elevada pelas companhias aéreas.

Novas demandas das companhias

Além das medidas já anunciadas, as empresas defendem:

  • retomada da isenção de Imposto de Renda sobre leasing de aeronaves;
  • revisão das alíquotas do IOF aplicadas ao setor.

Essas ações são vistas como essenciais para reduzir custos e evitar novos cortes na malha aérea.

Petrobras cita regras contratuais

Em nota, a Petrobras informou que os preços do querosene de aviação são atualizados mensalmente, conforme contratos vigentes há duas décadas.

A empresa destacou que não antecipa reajustes devido à volatilidade do mercado, mas afirmou que estuda alternativas, como o parcelamento de aumentos futuros, dependendo das condições do setor.

Cenário segue incerto

Com o petróleo em alta no mercado global, o setor aéreo enfrenta um cenário de pressão contínua sobre custos. Caso os preços do combustível permaneçam elevados, novas reduções de voos podem ocorrer, afetando a conectividade e o preço das passagens no Brasil.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN Brasil

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Aeroportos

Querosene de aviação: governo estuda zerar imposto para frear alta das passagens aéreas

O governo federal avalia medidas emergenciais para conter a alta das passagens aéreas no Brasil, pressionadas pelo aumento expressivo no custo do querosene de aviação. Entre as propostas em análise está a possibilidade de zerar tributos federais sobre o combustível, principal insumo das companhias aéreas.

Isenção de impostos entra no radar

O Ministério de Portos e Aeroportos encaminhou ao Ministério da Fazenda um pacote de ações voltadas ao setor aéreo. A principal medida é a isenção de PIS/Cofins sobre o querosene de aviação, com o objetivo de reduzir custos operacionais e evitar novos reajustes nas tarifas.

O combustível representa uma das maiores despesas das companhias, o que faz com que qualquer variação de preço tenha impacto direto no valor final das passagens.

Linhas de crédito para companhias aéreas

Além da desoneração, o governo também estuda oferecer linhas de crédito para empresas aéreas, utilizando recursos do Tesouro Nacional.

A proposta prevê:

  • Financiamento via Banco do Brasil
  • Limite de até R$ 400 milhões por empresa
  • Prazo de pagamento até o fim de 2026

A medida busca garantir liquidez ao setor em meio ao aumento dos custos.

Possível adiamento de tarifas aeronáuticas

Outra frente em discussão envolve o adiamento do pagamento das tarifas de navegação aérea, cobradas pela Força Aérea Brasileira.

Esse ponto ainda está em negociação e depende de alinhamento entre as áreas técnicas do governo. Uma reunião entre os ministérios está prevista para definir quais medidas serão adotadas.

Alta do combustível pressiona o setor

O pacote de ações surge após um aumento significativo no preço do querosene de aviação anunciado pela Petrobras.

O reajuste, superior a 50%, acompanha a valorização do petróleo no mercado internacional, impulsionada por tensões no Oriente Médio. O cenário elevou rapidamente os custos das companhias aéreas.

Impacto direto nas passagens aéreas

Com o combustível representando grande parte das despesas operacionais, o aumento tende a ser repassado ao consumidor.

Mesmo antes do reajuste recente, os preços das passagens aéreas já vinham registrando alta, refletindo a pressão inflacionária no setor.

Para amenizar os efeitos, a Petrobras anunciou a possibilidade de parcelamento no pagamento do combustível para distribuidoras, enquanto o governo busca alternativas adicionais.

Setor alerta para riscos

A Associação Brasileira das Empresas Aéreas já manifestou preocupação com o cenário, alertando para possíveis impactos relevantes no setor.

Segundo a entidade, a elevação no custo do combustível pode gerar consequências severas para as companhias, especialmente em um ambiente de margens pressionadas.

Medidas buscam proteger consumidor

As ações em estudo têm como objetivo principal evitar repasses mais intensos ao consumidor e preservar a sustentabilidade do setor aéreo.

A definição final das medidas deve ocorrer nos próximos dias, em meio à tentativa do governo de equilibrar custos operacionais e preços das tarifas.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Marcelo Camargo / Agência Senado

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Aeroportos

Ministério de Portos e Aeroportos defende cabotagem para reduzir preço das passagens aéreas

Proposta prevê abertura do mercado a companhias estrangeiras em trechos domésticos iniciados na Amazônia Legal

A cabotagem aérea — possibilidade de companhias estrangeiras operarem trechos domésticos no Brasil em continuidade a voos internacionais — foi apresentada pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) como alternativa para ampliar a concorrência e reduzir os preços das passagens, especialmente na Amazônia Legal, onde há menos conectividade entre cidades. A proposta foi discutida pelo ministro Silvio Costa Filho em reunião com a bancada de parlamentares do Norte como medida para aumentar a oferta de voos para os estados da região.

Costa Filho lembrou que, ao contrário de países como Estados Unidos, Alemanha, França e Portugal, que destinaram bilhões de dólares às companhias aéreas durante a pandemia, o Brasil não aportou recursos diretos ao setor. Para enfrentar os desafios atuais, anunciou a criação de uma linha de crédito para as empresas aéreas, via Fundo Nacional de Aviação Civil (Fnac), para compra de aeronaves e motores, beneficiando também a aviação regional.

“Na pandemia, outros países colocaram bilhões para salvar suas companhias aéreas. Aqui, nada foi feito. Agora estamos criando uma linha de crédito e defendendo a cabotagem para que o setor tenha condições de crescer e, principalmente, para que o povo do Norte tenha acesso a passagens mais baratas e maior oferta de voos”, afirmou.

Segundo o secretário Nacional de Aviação Civil, Daniel Longo, a regulamentação da cabotagem exigirá mudanças legais e normativas específicas. “A abertura na Amazônia Legal pode atrair oferta e reduzir preços onde o mercado é mais frágil, desde que venha acompanhada de regras claras de segurança, custos operacionais viáveis e estabilidade regulatória. Para o restante do país, reciprocidade é condição para uma abertura responsável”, destacou.

A deputada Cristiane Lopes (RO) ressaltou a urgência da pauta e informou que já protocolou requerimento de urgência para votação até o fim de outubro. “Esse é um projeto de lei do Norte, mas também do Brasil. A população não pode mais esperar diante de tarifas tão altas e da diminuição constante da malha aérea”, afirmou.

Silvia fez um apelo para ampliação de voos por meio da cabotagem com intuito de trazer mais opções e redução da tarifa aos passageiros do transporte aéreo. “O rondoniense ainda está alheado. Mesmo com o aeroporto da capital modernizado, a população continua sem alternativa. A cabotagem é a esperança de solução”, disse.

O deputado Stélio Dener (AM) também destacou que há municípios na Amazônia com mais de 1.000 km de distância sem alternativa de transporte. “A população está ilhada. Só a integração aérea pode devolver dignidade a esses municípios”, afirmou.

O ministro concluiu que a tarifa média nacional caiu nos últimos anos, mas afirmou que os picos de preço e a falta de conectividade no Norte exigem ações específicas. “Não se trata de uma medida isolada. O que estamos construindo é um conjunto de soluções que incluem crédito, investimentos em aeroportos e marcos regulatórios, com a cabotagem aérea como peça central para abrir o mercado onde ele é mais frágil”, disse.

Fonte:
Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

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Negócios

Azul anuncia encerramento de operações em 13 cidades e ajustes em rotas

Medidas atoadas pela companhia aérea buscam a recuperação financeira da operação

A Azul anunciou a interrupção de voos em 13 cidades, cortando ao todo 53 rotas que apresentam baixa rentabilidade. Essa iniciativa faz parte de um plano de reestruturação da empresa, que está em processo de recuperação judicial nos Estados Unidos desde maio deste ano.

A companhia ainda não revelou quais localidades serão afetadas nem as rotas que serão descontinuadas. O foco da Azul será concentrar suas operações nos aeroportos estratégicos de Viracopos (Campinas), Confins (Belo Horizonte) e Recife, conhecidos como hubs, para otimizar a conectividade e reduzir a dependência de múltiplas conexões.

Além da redução da malha aérea, a Azul pretende diminuir sua frota em cerca de um terço e ajustar os preços das passagens para aumentar a receita. A meta é alcançar uma ocupação média de 83% nos voos, o que deve contribuir para a recuperação financeira da empresa.

O plano também inclui melhorias no atendimento a bordo, buscando oferecer uma experiência mais satisfatória aos passageiros. A empresa está reforçando suas fontes de receita, incluindo a cobrança por bagagens despachadas.

Para viabilizar essas mudanças, a Azul está negociando um financiamento de US$ 1,6 bilhão, que ajudará a reduzir sua dívida em mais de US$ 2 bilhões. A expectativa é que o processo de recuperação judicial seja concluído até fevereiro de 2026, momento em que a companhia espera estar em uma posição financeira mais estável.

Fonte: InfoMoney

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Greve

Pilotos de linhas aéreas aprovam greve nacional na Argentina

Paralisação é resposta a decreto do governo Milei que reduziu período mínimo de descanso e aumentou tempo máximo de voos

A APLA (Associação de Pilotos de Linhas Aéreas) da Argentina aprovou, por unanimidade, na 5ª feira (26.jun.2025) uma greve nacional de pilotos. Ainda não há data para a paralisação. Os trabalhadores protestam contra o decreto 378/2025, que alterou o regime de tempo máximo de voo e de período de descanso para os tripulantes.

A decisão foi tomada durante Assembleia Geral realizada na sede do sindicato em Lezica, a menos de 1 mês do início das férias de inverno no país.

Segundo a APLA, a norma do governo de Javier Milei (La Libertad Avanza, direita) foi implementada sem o devido processo de consulta aos profissionais do setor e sem análise técnica adequada dos riscos envolvidos.

O decreto modificou os parâmetros operacionais estabelecidos para os pilotos, incluindo a extensão dos tempos máximos de voo e a redução dos períodos mínimos de descanso entre as jornadas de trabalho.

Apesar da mobilização da associação, as novas regras na Argentina se alinham a normas e legislações já estabelecidas internacionalmente.

O horário de voo para pilotos argentinos, por exemplo, ficou estabelecido em 1000h por ano –antes era 800h–, o que significava um aumento na quantidade de voos e dias trabalhados. Esse limite, no entanto, já é praticado no Brasil –na Lei nº 13.475/2017, Estados Unidos –na CFR Part 117– e nos países da UE (União Europeia).

As horas de descanso também são semelhantes. A Argentina passaria a praticar 30 horas semanais de descanso. É o padrão das legislações brasileiras e norte-americanas. O decreto também cria um mínimo de 120h mensais de voo para os pilotos.

Eis como ficaram as regras na Argentina e como são em outros países:

  • Argentina
    • Limite anual de voo: até 1.000 horas para voos regulares (1.400 horas para voos charter);
    • Limite mensal de voo: até 120 horas;
    • Descanso mínimo diário: descanso igual ao tempo trabalhado no dia anterior, mas nunca inferior a 10 horas consecutivas. A cada 7 dias, é obrigatório um descanso mínimo de 30 horas consecutivas;
    • Férias: direito a pelo menos 15 dias de férias consecutivas por ano.
  • Brasil
    • Limite anual de voo: 800 a 960 (aviões convencionais) horas;
    • Limite mensal de voo: 80 a 100 horas;
    • Descanso mínimo diário: 12 a 24 horas.
  • Estados Unidos
    • Limite anual de voo: Até 1.000 horas (ou 1.400 horas para voos charter, ou seja, sob demanda);
    • Limite mensal de voo: 100 horas;
    • Descanso mínimo diário: 10 horas.
  • União Europeia
    • Limite anual de voo: 900 horas;
    • Limite mensal de voo: 100 horas
    • Descanso mínimo diário: 10 a 12 horas.

Na teoria, a Argentina não pratica uma “precarização” do trabalho, mas uma flexibilização das regras ao estabelecer mínimos mais baixos –como nas férias, que variavam de 30 a 45 dias, e ficam com mínimo de 15 dias na nova legislação.

Na prática, no entanto, tais mudanças abrem espaço para as companhias aéreas estabelecerem prazos mais apertados e com menos descanso para os pilotos. “É o preço da liberdade”.

Segundo mensagem publicada no perfil da associação no X, a assembleia teve ampla participação de filiados. Os pilotos ratificaram o estado de assembleia permanente e concederam à comissão diretiva autoridade para implementar “todas as medidas de ação gremial que considere pertinentes”.

Reivindicações da APLA

A APLA manifestou preocupação com os efeitos da nova normativa sobre a segurança operacional do sistema aeronáutico argentino. “Seguiremos com nossa luta, com a responsabilidade e a consciência que a segurança operacional exige — um princípio fundamental da nossa atividade”, escreveu na mensagem.

Em comunicado divulgado após a assembleia, a APLA declarou que “o decreto […] foi imposto sem análise de risco sistêmico nem consulta aos atores do setor”. O texto também acrescentou: “Não apenas precariza nossas condições laborais: compromete diretamente a segurança dos voos”.

Os pilotos representados pela APLA são os profissionais diretamente afetados pela medida governamental. O sindicato alerta que as mudanças introduzidas pelo decreto têm impacto direto sobre a capacidade de recuperação das tripulantes, o que pode resultar em situações críticas durante o voo.

Diante da mobilização dos trabalhadores, segundo o La Nación, o governo publicou a resolução 402/2025, que suspende por 90 dias a implementação do decreto 378/2025.

Essa medida, no entanto, foi rejeitada pela APLA, que exige a revogação definitiva da norma. O sindicato considera que a suspensão total do decreto, em vez da revisão apenas do artigo mais questionado, confirma a falta de solidez técnica da medida.

A Comissão Diretiva da APLA direcionou suas críticas ao subsecretário de Transporte Aéreo, Hernán Gómez, apontando-o como o principal responsável por impulsionar uma medida “improvisada, tecnicamente inconsistente e completamente desconectada do funcionamento real do sistema aerocomercial”.

Enquanto a data da greve não é anunciada, o sindicato mantém estado de assembleia permanente, permitindo ativar ações sindicais imediatas caso não haja avanços na revogação da normativa questionada.

Fonte: Poder 360

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