Aeroportos

Aviação comercial registra recorde histórico com 153,3 mil voos em 24 horas

A aviação comercial mundial alcançou um novo marco ao registrar 153.359 voos em apenas 24 horas. O recorde foi contabilizado na última quinta-feira pela plataforma Flightradar24, que monitora o tráfego aéreo em tempo real. O resultado representa o maior volume de operações já registrado pelo sistema e reflete o forte aumento da demanda por viagens durante o período de férias de verão no Hemisfério Norte.

Novo recorde supera marcas registradas em 2023

De acordo com a plataforma, os últimos dias de julho tradicionalmente estão entre os períodos mais movimentados do calendário da aviação mundial, impulsionados pelas férias escolares na Europa e na América do Norte. Em 2026, porém, o fluxo de aeronaves ultrapassou todos os recordes anteriores.

A marca anterior havia sido registrada em 13 de julho de 2023, quando foram monitorados 137.225 voos em um único dia. Antes disso, o maior número era de 134.396 operações, alcançado em 6 de julho de 2023.

Monitoramento inclui voos de passageiros e carga aérea

O levantamento realizado pela Flightradar24 reúne voos comerciais de passageiros, tanto regulares quanto fretados, além das operações de carga aérea acompanhadas pela rede de rastreamento da plataforma.

A empresa destaca que os números representam as aeronaves monitoradas por seu sistema, já que não existe uma base de dados global capaz de registrar a totalidade dos voos comerciais realizados diariamente. Ainda assim, a plataforma é considerada uma das principais referências internacionais para acompanhar o tráfego da aviação comercial.

Europa, América do Norte e Ásia concentram maior fluxo aéreo

A animação divulgada pela Flightradar24 mostra milhares de aeronaves em operação simultaneamente, com maior concentração sobre a Europa, a América do Norte e parte da Ásia.

O cenário reflete o auge da temporada de verão no Hemisfério Norte, período em que milhões de passageiros viajam e as companhias aéreas ampliam suas malhas para atender ao crescimento da procura por voos.

O novo recorde evidencia a recuperação e a expansão contínua do transporte aéreo global, impulsionadas pelo aumento da demanda por viagens internacionais e domésticas durante uma das épocas mais movimentadas do ano.

FONTE: O Globo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Transporte

Acordo Alas amplia integração do transporte aéreo na América do Sul com novas adesões

A integração do transporte aéreo na América do Sul ganhou um novo impulso nesta quarta-feira (22). Uruguai e Bolívia oficializaram a adesão ao Acordo de Liberalização Aérea Sul-Americana (Alas) junto ao Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), elevando para seis o número de países participantes.

Com a entrada dos dois novos integrantes, o acordo passa a reunir Brasil, Argentina, Chile, Paraguai, Uruguai e Bolívia, fortalecendo o diálogo para ampliar a cooperação entre os mercados de aviação civil da região.

Grupo de trabalho irá harmonizar regras da aviação

Como primeira etapa do acordo, os países participantes criarão um grupo de trabalho que terá prazo de 12 meses para elaborar estudos e propostas voltados à harmonização das normas do setor.

Entre os temas que serão analisados estão segurança operacional, segurança da aviação civil, regulação econômica, defesa da concorrência, direitos dos passageiros e outros aspectos considerados estratégicos para promover uma integração gradual do mercado aéreo sul-americano.

As propostas servirão de base para futuras decisões dos governos que integram o Alas.

Brasil firma acordos sobre a 7ª Liberdade do Ar

Além da adesão ao acordo regional, Brasil, Uruguai e Bolívia assinaram acordos bilaterais que passam a incluir a chamada 7ª Liberdade do Ar.

Essa modalidade permite que uma companhia aérea autorizada por determinado país opere voos internacionais entre dois países estrangeiros, sem que o voo tenha origem ou destino em seu território de registro.

Na prática, a medida amplia a flexibilidade operacional das empresas aéreas e cria novas oportunidades para a expansão de rotas internacionais.

Integração busca fortalecer competitividade regional

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, a ampliação do Alas representa mais um passo na construção de um ambiente regulatório mais integrado para a aviação sul-americana.

De acordo com o ministro, a iniciativa também contribui para fortalecer as relações econômicas, sociais e culturais entre os países da região, além de aumentar a competitividade da América do Sul no mercado internacional.

Acordo segue aberto para novos participantes

O Acordo Alas foi criado por meio de um Memorando de Entendimento assinado inicialmente por Brasil, Argentina, Chile e Paraguai no início deste mês.

A iniciativa continua aberta à adesão de outros países sul-americanos interessados em participar do processo de integração da aviação regional, ampliando a cooperação e o desenvolvimento do transporte aéreo no continente.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Sérgio Frances

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Aeroportos

Governo libera R$ 661 milhões em crédito para fortalecer capital de giro das companhias aéreas

O Governo Federal disponibilizou R$ 661 milhões em crédito para reforçar o capital de giro das companhias aéreas, em uma iniciativa voltada a reduzir os impactos do aumento do querosene de aviação (QAv) sobre o setor. A operação foi formalizada nesta sexta-feira (26), com a assinatura dos contratos de empréstimo entre o Banco do Brasil e quatro empresas do segmento.

As maiores beneficiadas foram as companhias Gol e Azul, que contrataram R$ 330 milhões cada, valor máximo autorizado pela resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN).

Linhas de crédito têm prazo de seis meses

Os financiamentos concedidos possuem prazo de pagamento de até seis meses e taxa de juros equivalente a 100% do CDI.

Além das grandes companhias, as empresas regionais Abaeté e Rima também aderiram à linha emergencial. Os empréstimos somaram R$ 819 mil e R$ 634 mil, respectivamente, respeitando o limite de até 1,6% do faturamento bruto registrado em 2025 por cada empresa.

Medida busca reduzir impactos da alta do combustível

O objetivo da iniciativa é garantir liquidez imediata às empresas aéreas em um período de forte pressão sobre os custos operacionais, principalmente em razão da valorização do querosene de aviação, um dos principais componentes das despesas do setor.

Os recursos serão administrados pelo Banco do Brasil, enquanto o risco das operações será integralmente assumido pela União. O modelo segue a mesma lógica de programas emergenciais adotados pelo governo em situações excepcionais, como as ações implementadas durante as enchentes no Rio Grande do Sul, para assegurar a continuidade de serviços considerados essenciais.

Financiamento é temporário e deverá ser reembolsado

O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, ressaltou que a linha de crédito não representa um repasse de recursos a fundo perdido.

Segundo ele, trata-se de um financiamento reembolsável, criado em caráter emergencial e destinado exclusivamente ao capital de giro das empresas. A medida busca preservar a regularidade das operações, manter a malha aérea nacional e evitar impactos operacionais provocados pelo aumento extraordinário dos custos.

Governo quer preservar conectividade aérea

De acordo com o Ministério de Portos e Aeroportos, a nova linha de crédito integra o conjunto de ações voltadas à manutenção da conectividade aérea no país.

A expectativa é que o reforço financeiro contribua para reduzir os efeitos da alta do combustível sobre as companhias, ajudando a preservar a oferta de voos, a estabilidade do setor e os serviços prestados aos passageiros.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Transporte

Acordo de céus abertos entre Brasil e Hong Kong amplia oportunidades no transporte aéreo

Brasil e Hong Kong finalizaram as negociações para um novo Acordo de Serviços Aéreos, que estabelece um modelo de céus abertos entre os dois mercados. O entendimento foi concluído durante reunião realizada no Rio de Janeiro entre o diretor-presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Tiago Faierstein, e o secretário adjunto principal do Departamento de Transportes e Logística de Hong Kong, Wong Chun-to.

As tratativas se estendiam desde 2015 e resultaram em um acordo alinhado à política brasileira de expansão e liberalização do transporte aéreo internacional.

Novo acordo elimina restrições operacionais

O instrumento firmado prevê maior liberdade para as companhias aéreas designadas por ambos os lados. Com o regime de céus abertos, as empresas poderão operar sem limitações de capacidade ou restrições quanto ao número de frequências de voos.

Além disso, o acordo estabelece um quadro de rotas flexível e amplia os direitos de tráfego aéreo até a chamada quinta liberdade do ar, mecanismo que permite às companhias realizar voos entre países terceiros durante suas operações internacionais.

A medida abre espaço para novas estratégias comerciais e maior integração entre os mercados de aviação de Brasil e Hong Kong.

Conectividade internacional deve ganhar impulso

Segundo a Anac, a expectativa é que o novo acordo fortaleça as relações aerocomerciais entre os dois destinos e estimule a criação de novas ligações aéreas.

A ampliação da conectividade internacional poderá favorecer tanto o transporte de passageiros quanto o de cargas, aumentando as opções de deslocamento e impulsionando atividades econômicas ligadas ao comércio e ao turismo.

Memorando atualiza cooperação entre as partes

Durante o encontro, também foi assinado um novo Memorando de Entendimento que consolida e atualiza os compromissos anteriormente estabelecidos entre Brasil e Hong Kong.

O documento substitui o acordo firmado em 2009 e suas alterações posteriores, incorporando diretrizes mais alinhadas às práticas regulatórias atuais do setor aéreo.

De acordo com a Anac, a iniciativa reforça o compromisso com um ambiente regulatório moderno, eficiente e compatível com os padrões internacionais da aviação civil.

Estratégia busca fortalecer presença global do Brasil

A celebração de acordos de céus abertos faz parte da estratégia brasileira de ampliar sua inserção no mercado global de transporte aéreo.

Ao reduzir barreiras operacionais e ampliar a liberdade de atuação das empresas aéreas, esse tipo de instrumento contribui para aumentar a oferta de voos, estimular a concorrência e melhorar os serviços disponibilizados aos usuários.

Além dos benefícios para passageiros e empresas, a ampliação da conectividade é vista como um fator importante para o desenvolvimento econômico e a atração de investimentos.

Com a conclusão das negociações, o texto seguirá agora os procedimentos formais necessários para sua ratificação e entrada em vigor.

FONTE: ANAC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Aeroin

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Aeroportos

Companhias aéreas enfrentam alta nos custos e devem ter queda de 50% na lucratividade em 2026

O aumento das tensões no Oriente Médio tem provocado impactos significativos na aviação mundial. Segundo projeções da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA), os gastos adicionais com combustível devem elevar em cerca de US$ 100 bilhões os custos das companhias aéreas neste ano, reduzindo drasticamente a rentabilidade do setor.

A expectativa é que o lucro líquido global das empresas aéreas caia de aproximadamente US$ 45 bilhões registrados em 2025 para cerca de US$ 23 bilhões em 2026. Com isso, a margem líquida da indústria deve recuar de 4,2% para 2%.

As estimativas foram apresentadas por Willie Walsh, diretor-geral da IATA, durante a 82ª Assembleia Geral Anual da entidade, realizada no Rio de Janeiro.

Demanda por viagens continua em crescimento

Apesar do cenário de custos elevados, a entidade não classifica a situação atual como uma crise para a aviação comercial. Isso porque a demanda global por voos segue avançando, embora em ritmo inferior ao projetado antes do agravamento do conflito.

De acordo com a IATA, o segmento de passageiros deve registrar crescimento de 2,1%, enquanto o transporte de cargas aéreas tem previsão de expansão de 0,7%.

Walsh destacou que o período mais crítico para o setor ocorreu entre março e abril. Dados consolidados mostram que a demanda global por transporte aéreo, medida em quilômetros pagos por passageiro, apresentou queda de 3,4% em abril na comparação com o mesmo mês do ano anterior.

Entretanto, ao excluir os mercados do Oriente Médio, o desempenho global teria apresentado crescimento de 1,2%, evidenciando que os impactos da guerra estão concentrados principalmente na região.

Passageiros mantêm planos de viagem apesar das tarifas mais altas

O executivo afirmou que o aumento do preço do combustível tem levado as empresas a reajustarem as tarifas aéreas. Ainda assim, os consumidores continuam demonstrando disposição para viajar.

Pesquisas realizadas pela entidade indicam que 86% dos passageiros consideram natural que os preços das passagens acompanhem a valorização do petróleo. Além disso, quase metade dos entrevistados pretende gastar mais com viagens em 2026 do que no ano anterior, enquanto 43% afirmam que manterão o mesmo orçamento.

Segundo Walsh, esse comportamento sustenta a expectativa de uma temporada de verão forte no Hemisfério Norte. A principal dúvida, no entanto, é por quanto tempo viajantes e empresas conseguirão absorver os custos crescentes da conectividade aérea.

IATA critica falhas na cadeia de suprimentos da indústria

Durante o evento, o diretor-geral da IATA também direcionou críticas à cadeia de suprimentos aeroespacial, apontando atrasos recorrentes na entrega de aeronaves e motores.

Segundo ele, a carteira global de pedidos ultrapassa 18 mil aeronaves, enquanto a idade média da frota mundial atingiu o recorde de 15,2 anos. Além disso, mais de 5 mil aeronaves modernas e mais eficientes em consumo de combustível deixaram de ser entregues conforme o planejado.

Na avaliação da entidade, esses problemas geraram perdas superiores a US$ 11 bilhões para as companhias aéreas somente em 2025, devido ao aumento dos custos de leasing, manutenção e menor eficiência operacional.

Fabricantes de motores são alvo de críticas

Walsh afirmou que o setor perdeu a paciência com os fabricantes de motores e cobrou maior comprometimento com qualidade e prazos de entrega.

O executivo argumentou que, enquanto as empresas aéreas enfrentam atrasos e problemas técnicos, os fabricantes vêm registrando crescimento expressivo de lucros. Para ele, a indústria precisa voltar a priorizar a confiabilidade dos equipamentos e atender às necessidades dos clientes.

Segurança aérea segue como referência mundial

Apesar dos desafios econômicos e operacionais, a segurança continua sendo um dos pontos fortes da aviação global.

Dados apresentados pela IATA mostram que quase 5 bilhões de passageiros viajaram em cerca de 39 milhões de voos durante o último ano. Nesse período, foram registrados 51 acidentes, dos quais oito tiveram consequências fatais.

Segundo Walsh, a evolução contínua da segurança depende da adoção de padrões globais, regulamentações consistentes e compartilhamento de dados entre autoridades e empresas do setor.

Para a entidade, a aplicação uniforme das melhores práticas internacionais permanece essencial para reduzir riscos e fortalecer ainda mais a segurança do transporte aéreo mundial.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Lindsey Wasson

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Informação

Governo cria subsídio para diesel e adia tarifas de companhias aéreas

O governo federal publicou uma nova medida provisória que institui um subsídio de R$ 1,12 por litro para produtores e importadores de diesel. A iniciativa tem como objetivo reduzir os impactos da alta do preço do diesel e assegurar o abastecimento nacional diante das consequências do conflito no Oriente Médio.

A Medida Provisória 1363/26, assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi divulgada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) no último sábado (30).

Benefício será válido até o fim de 2026

De acordo com o texto, o incentivo financeiro estará disponível entre 1º de junho e 31 de dezembro de 2026 para empresas autorizadas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Para participar do programa, as companhias deverão aderir formalmente à iniciativa, repassar integralmente o valor do subsídio ao preço final do combustível e fornecer informações periódicas à agência reguladora.

ANP fará fiscalização e controle dos pagamentos

A medida estabelece que a ANP será responsável pela habilitação das empresas participantes, pela fiscalização do cumprimento das regras e pela liberação dos recursos previstos.

O texto também prevê que o Ministério da Fazenda poderá revisar ou até suspender o benefício a cada dois meses. Qualquer alteração deverá ser comunicada com antecedência mínima de 15 dias.

Companhias aéreas terão prazo ampliado para pagamento

Além das ações voltadas ao setor de combustíveis, a medida provisória concede novo prazo para o pagamento de tarifas de navegação aérea por parte das companhias aéreas nacionais.

Os valores que venceriam entre setembro e novembro deste ano poderão ser quitados até 4 de dezembro de 2026, oferecendo maior flexibilidade financeira ao setor.

Embora a medida provisória já esteja em vigor, sua validade definitiva ainda depende da análise e aprovação do Congresso Nacional.

FONTE: Câmara dos Deputados
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Câmara dos Deputados

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Informação

Preço do querosene de aviação cai 14,2% em junho, anuncia Petrobras

A Petrobras anunciou uma redução de 14,2% no preço médio de venda do querosene de aviação (QAV) para as distribuidoras a partir deste mês de junho. De acordo com a estatal, o reajuste representa uma queda de R$ 0,93 por litro em relação ao valor praticado em maio.

A medida foi divulgada nesta segunda-feira (1º) e marca a primeira redução do combustível aeronáutico após uma série de aumentos registrados desde março.

Cenário internacional influencia queda nos preços

Segundo a companhia, a diminuição do valor do combustível de aviação está relacionada à desaceleração das pressões observadas no mercado internacional de petróleo.

A Petrobras destacou que a redução reflete a melhora das condições globais após o período de forte valorização das commodities energéticas, movimento que havia sido impulsionado pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio.

Reajustes seguem contratos com distribuidoras

Os preços do querosene de aviação comercializado pela Petrobras são atualizados mensalmente, conforme previsto nos contratos firmados com as distribuidoras.

Esses ajustes acompanham fatores como a cotação internacional do petróleo, a variação cambial e as condições do mercado global de combustíveis.

Apesar da queda, combustível acumula alta no ano

Mesmo com a redução anunciada para junho, o preço do QAV ainda apresenta forte valorização em 2026.

Dados divulgados pela estatal mostram que, no acumulado do ano, o combustível registra aumento de 54,5% em comparação aos valores praticados em dezembro de 2025. O avanço corresponde a um acréscimo de R$ 1,98 por litro.

O comportamento dos preços continua sendo acompanhado de perto pelo setor aéreo, já que o combustível representa uma das principais despesas operacionais das companhias aéreas.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Shutterstock

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Informação

Power banks em voos: companhias aéreas adotam novas regras para transporte de baterias portáteis

Passageiros que pretendem viajar com power banks precisam redobrar a atenção às novas regras de segurança adotadas pelas companhias aéreas. As medidas seguem orientações da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e estabelecem limites para o transporte de carregadores portáteis em aeronaves.

As mudanças envolvem restrições de capacidade, forma de armazenamento durante o voo e proibição de uso em determinadas situações, com foco na prevenção de incidentes relacionados às baterias de lítio.

Limite de capacidade dos power banks

Pelas novas determinações, cada passageiro poderá embarcar com até dois carregadores portáteis de no máximo 100 Wh, capacidade equivalente a cerca de 27 mil mAh.

Já os aparelhos com capacidade entre 100 Wh e 160 Wh só poderão ser transportados mediante autorização prévia da companhia aérea, normalmente solicitada no momento do check-in.

Equipamentos que ultrapassem 160 Wh continuam proibidos em voos comerciais.

Onde os aparelhos devem ser transportados

As novas regras também alteram a forma de acomodação dos dispositivos dentro da aeronave.

Os power banks deverão permanecer obrigatoriamente em mochilas, bolsas ou itens pessoais posicionados sob o assento ou nos bolsões das poltronas. O armazenamento no compartimento superior da cabine, junto às malas de mão, não será permitido.

Outra orientação importante é que os carregadores portáteis não devem ser conectados às entradas USB da aeronave durante o voo.

Além disso, segue proibido o envio desses equipamentos na bagagem despachada.

Medidas buscam evitar riscos de incêndio

As restrições foram implementadas com base em recomendações da Organização da Aviação Civil Internacional (Oaci), após registros de incidentes envolvendo superaquecimento e princípios de incêndio causados por baterias de lítio em aeronaves.

O objetivo das novas exigências é ampliar a segurança operacional e reduzir riscos durante os voos.

Plataforma ajuda passageiros a verificar limites

Os viajantes podem consultar informações detalhadas sobre as regras no portal Tem Regra, que reúne orientações sobre o transporte de eletrônicos em aeronaves.

A plataforma também oferece uma calculadora que converte a capacidade dos aparelhos de mAh para Wh, permitindo que o passageiro verifique se o equipamento está dentro dos limites autorizados para embarque.

Veja o que muda no transporte de power banks

  • Cada passageiro poderá levar até dois aparelhos de até 100 Wh;
  • Equipamentos entre 100 Wh e 160 Wh exigem autorização da companhia aérea;
  • Power banks acima de 160 Wh estão proibidos;
  • Os dispositivos devem permanecer em bolsas ou mochilas durante o voo;
  • Não podem ser armazenados no compartimento superior da cabine;
  • O transporte em bagagem despachada continua vetado;
  • O uso conectado às entradas USB da aeronave não é permitido.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Aeroportos

Alta do querosene leva aéreas a cortar voos e pressiona aviação no Brasil

O aumento do querosene de aviação (QAV), impulsionado pela disparada do petróleo, já provoca impactos diretos na malha aérea brasileira. Companhias aéreas cancelaram mais de 2 mil voos previstos para maio, em resposta à elevação dos custos operacionais.

Redução de voos atinge principalmente rotas menos rentáveis

Os cortes têm se concentrado em trajetos considerados menos lucrativos, preservando, por enquanto, rotas estratégicas como São Paulo–Rio de Janeiro e São Paulo–Brasília.

Entre os estados mais afetados pela redução na oferta de voos estão:

  • Amazonas (-17,5%);
  • Pernambuco (-10,5%);
  • Goiás (-9,3%);
  • Pará (-9,0%);
  • Paraíba (-8,9%).

A tendência, no entanto, pode se ampliar caso os custos continuem subindo.

Impacto direto da alta do combustível

Executivos do setor apontam que o principal fator por trás das suspensões é o reajuste de 54% no preço do QAV, aplicado no início de abril pela Petrobras. O combustível é um dos maiores componentes de custo das companhias aéreas.

Além disso, há expectativa de um novo aumento já em maio, com estimativa preliminar de alta próxima a 20%, dependendo da variação do mercado internacional nas últimas semanas.

Queda na oferta e menos assentos disponíveis

Dados da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) mostram que o número médio de voos diários caiu de 2.193 para 2.128 em maio — uma redução de 2,9%.

Na prática, isso representa:

  • cerca de 2 mil voos a menos no mês;
  • redução de aproximadamente 10 mil assentos por dia;
  • retirada de cerca de 12 aeronaves de médio porte da operação.

Setor aéreo alerta para impacto “grave”

A Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas) classificou os efeitos do aumento do combustível como severos e informou que mantém diálogo com o governo para buscar alternativas.

Apesar de medidas anunciadas recentemente, como:

  • isenção de PIS/Cofins sobre o QAV;
  • adiamento de tarifas de navegação aérea;
  • possibilidade de financiamento via Fundo Nacional de Aviação Civil;

as empresas avaliam que os efeitos ainda são limitados frente à magnitude da alta.

Parcelamento do reajuste gera insatisfação

Uma das propostas para aliviar o impacto foi o parcelamento do aumento do combustível. No entanto, a cobrança de juros acima do mercado surpreendeu negativamente o setor.

Inicialmente, a taxa informada foi de 1,6% ao mês, depois ajustada para 1,23%, ainda considerada elevada pelas companhias aéreas.

Novas demandas das companhias

Além das medidas já anunciadas, as empresas defendem:

  • retomada da isenção de Imposto de Renda sobre leasing de aeronaves;
  • revisão das alíquotas do IOF aplicadas ao setor.

Essas ações são vistas como essenciais para reduzir custos e evitar novos cortes na malha aérea.

Petrobras cita regras contratuais

Em nota, a Petrobras informou que os preços do querosene de aviação são atualizados mensalmente, conforme contratos vigentes há duas décadas.

A empresa destacou que não antecipa reajustes devido à volatilidade do mercado, mas afirmou que estuda alternativas, como o parcelamento de aumentos futuros, dependendo das condições do setor.

Cenário segue incerto

Com o petróleo em alta no mercado global, o setor aéreo enfrenta um cenário de pressão contínua sobre custos. Caso os preços do combustível permaneçam elevados, novas reduções de voos podem ocorrer, afetando a conectividade e o preço das passagens no Brasil.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN Brasil

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Aeroportos

Querosene de aviação: governo estuda zerar imposto para frear alta das passagens aéreas

O governo federal avalia medidas emergenciais para conter a alta das passagens aéreas no Brasil, pressionadas pelo aumento expressivo no custo do querosene de aviação. Entre as propostas em análise está a possibilidade de zerar tributos federais sobre o combustível, principal insumo das companhias aéreas.

Isenção de impostos entra no radar

O Ministério de Portos e Aeroportos encaminhou ao Ministério da Fazenda um pacote de ações voltadas ao setor aéreo. A principal medida é a isenção de PIS/Cofins sobre o querosene de aviação, com o objetivo de reduzir custos operacionais e evitar novos reajustes nas tarifas.

O combustível representa uma das maiores despesas das companhias, o que faz com que qualquer variação de preço tenha impacto direto no valor final das passagens.

Linhas de crédito para companhias aéreas

Além da desoneração, o governo também estuda oferecer linhas de crédito para empresas aéreas, utilizando recursos do Tesouro Nacional.

A proposta prevê:

  • Financiamento via Banco do Brasil
  • Limite de até R$ 400 milhões por empresa
  • Prazo de pagamento até o fim de 2026

A medida busca garantir liquidez ao setor em meio ao aumento dos custos.

Possível adiamento de tarifas aeronáuticas

Outra frente em discussão envolve o adiamento do pagamento das tarifas de navegação aérea, cobradas pela Força Aérea Brasileira.

Esse ponto ainda está em negociação e depende de alinhamento entre as áreas técnicas do governo. Uma reunião entre os ministérios está prevista para definir quais medidas serão adotadas.

Alta do combustível pressiona o setor

O pacote de ações surge após um aumento significativo no preço do querosene de aviação anunciado pela Petrobras.

O reajuste, superior a 50%, acompanha a valorização do petróleo no mercado internacional, impulsionada por tensões no Oriente Médio. O cenário elevou rapidamente os custos das companhias aéreas.

Impacto direto nas passagens aéreas

Com o combustível representando grande parte das despesas operacionais, o aumento tende a ser repassado ao consumidor.

Mesmo antes do reajuste recente, os preços das passagens aéreas já vinham registrando alta, refletindo a pressão inflacionária no setor.

Para amenizar os efeitos, a Petrobras anunciou a possibilidade de parcelamento no pagamento do combustível para distribuidoras, enquanto o governo busca alternativas adicionais.

Setor alerta para riscos

A Associação Brasileira das Empresas Aéreas já manifestou preocupação com o cenário, alertando para possíveis impactos relevantes no setor.

Segundo a entidade, a elevação no custo do combustível pode gerar consequências severas para as companhias, especialmente em um ambiente de margens pressionadas.

Medidas buscam proteger consumidor

As ações em estudo têm como objetivo principal evitar repasses mais intensos ao consumidor e preservar a sustentabilidade do setor aéreo.

A definição final das medidas deve ocorrer nos próximos dias, em meio à tentativa do governo de equilibrar custos operacionais e preços das tarifas.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Marcelo Camargo / Agência Senado

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