Comércio Internacional

Tarifas dos EUA mudam cadeias globais de suprimentos e redefinem comércio internacional

A nova política de tarifas dos EUA implementada em 2025 está provocando mudanças profundas no comércio internacional e forçando empresas a reformularem suas estratégias logísticas e operacionais. A conclusão faz parte do relatório “The Rise of the Tariff-Optimized Supply Chain: Inside the New Rules of Global Trade”, divulgado pela empresa de tecnologia logística Infios.

O estudo analisou mais de um milhão de registros de importação dos Estados Unidos entre 2024 e 2025 e identificou uma transformação estrutural nas cadeias globais de suprimentos.

Tarifas deixam de ser custo fixo e passam a influenciar decisões logísticas

Segundo a pesquisa, as tarifas deixaram de ser apenas um custo previsível para se tornarem um fator estratégico na execução do comércio exterior. Empresas passaram a ajustar rotas, modais de transporte, armazenagem e planejamento financeiro para minimizar impactos tributários.

De acordo com Ed Auriemma, CEO da Infios, organizações que conseguirem identificar rapidamente as mudanças no cenário global terão mais capacidade de manter operações eficientes e sem interrupções.

Estudo aponta duas fases de reação ao tarifaço

O levantamento mostra que a reação das empresas ocorreu em dois momentos distintos. Na fase inicial, marcada pelo impacto imediato das medidas tarifárias, importadores adotaram ações emergenciais conhecidas como “panic routing”, com mudanças rápidas de modal logístico e aumento temporário do uso do acordo comercial USMCA.

Nesse período, tarifas superiores a 50% — praticamente inexistentes antes de 2025 — cresceram rapidamente. Como consequência, o frete aéreo e o transporte rodoviário ganharam espaço, priorizando velocidade e previsibilidade operacional.

Com o passar dos meses, as mudanças deixaram de ser temporárias e passaram a representar um novo modelo estrutural para o comércio global.

Flexibilidade se torna vantagem competitiva

Para Don Mabry, vice-presidente de soluções globais da Infios, o cenário atual exige capacidade de adaptação constante. Segundo ele, empresas que conseguem reconfigurar rapidamente suas operações terão vantagem frente às organizações que ainda dependem de sistemas rígidos e pouco flexíveis.

A análise indica que a execução logística passou a ser elemento estratégico nas empresas, deixando de ocupar apenas um papel operacional de retaguarda.

Principais impactos das tarifas no comércio global

O relatório destaca diversas mudanças provocadas pelo novo ambiente tarifário:

  • As alíquotas efetivas ficaram entre 20% e 80% mais altas em determinados setores devido ao chamado “tariff stacking”, que é o acúmulo de tarifas;
  • O frete aéreo internacional cresceu cerca de 12% e permaneceu elevado;
  • O frete marítimo registrou queda entre 10% e 12%, sem recuperação no período analisado;
  • O transporte rodoviário aumentou aproximadamente 8%, impulsionado pelo avanço do nearshoring;
  • O uso de armazéns alfandegados subiu de 10% para até 18% dos registros de importação;
  • A complexidade da classificação tarifária praticamente dobrou;
  • O valor médio das cargas aumentou 78%, enquanto o número de embarques caiu cerca de 7%.

Novas rotas comerciais surgem com mudanças tarifárias

O estudo também mostra que alguns setores começaram a diversificar fornecedores fora da China, especialmente nas áreas de bens de consumo e manufatura leve. Já segmentos industriais e químicos mantiveram maior dependência de mercados tradicionais.

Além disso, novos corredores logísticos passaram a ganhar relevância, enquanto antigas rotas perderam competitividade diante das mudanças tarifárias.

Para a Infios, a chamada “tariff-optimized supply chain” — ou cadeia de suprimentos otimizada para tarifas — passa a ser o novo modelo operacional do comércio internacional. Nesse sistema, tarifas são tratadas como variável estratégica e não mais apenas como custo inevitável.

Empresas precisam agir com rapidez diante da volatilidade

A conclusão do relatório aponta que, em um ambiente de instabilidade comercial permanente, empresas mais flexíveis e preparadas para responder rapidamente às mudanças tendem a conquistar vantagem competitiva no mercado global.

A pesquisa reforça que inteligência logística, adaptação operacional e rapidez na tomada de decisão serão fatores determinantes para o futuro do comércio internacional.

FONTE: Tecnologística
TEXTO: Redação
IMAGEM: Mike Blake/Reuters

Ler Mais
Internacional

China defende reabertura de rotas marítimas e manutenção do cessar-fogo com o Irã

O governo da China voltou a defender a continuidade do cessar-fogo no conflito envolvendo o Irã e afirmou que a guerra “nunca deveria ter começado”. A declaração foi feita nesta sexta-feira (15) pelo Ministério das Relações Exteriores chinês, que também pediu a retomada das rotas marítimas internacionais afetadas pela crise.

Xi Jinping e Trump discutem conflito no Oriente Médio

Segundo o governo chinês, o presidente Xi Jinping conversou sobre a guerra com o líder dos Estados Unidos, Donald Trump, durante uma reunião realizada na quinta-feira em Pequim.

Questionado sobre o encontro, um porta-voz da chancelaria chinesa reafirmou a posição de Pequim em defesa da paz e da retomada das negociações diplomáticas.

“Essa guerra, que jamais deveria ter ocorrido, não precisa continuar”, afirmou o representante do ministério, de acordo com a emissora estatal CCTV.

China pede avanço das negociações e estabilidade global

Ainda segundo o porta-voz, uma solução rápida para o conflito seria benéfica tanto para os Estados Unidos quanto para o Irã, além de contribuir para a estabilidade internacional.

A China destacou que o atual cessar-fogo abriu espaço para o diálogo e defendeu que as negociações sejam mantidas. Para o governo chinês, a oportunidade diplomática não deve ser interrompida neste momento.

Outro ponto ressaltado por Pequim foi a necessidade de normalizar o tráfego marítimo internacional. O país afirmou que a reabertura das rotas marítimas deve ocorrer o mais rápido possível para evitar impactos nas cadeias globais de abastecimento e no comércio internacional.

China e EUA discutem temas globais

O Ministério das Relações Exteriores chinês informou ainda que Xi Jinping e Donald Trump trataram de “questões importantes” relacionadas aos dois países e ao cenário global, alcançando novos entendimentos durante as conversas.

Em entrevista à Fox News, Trump afirmou que Xi Jinping se ofereceu para ajudar em um possível acordo com o Irã. O presidente norte-americano também declarou que ambos concordam que o Irã não deve possuir armas nucleares.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Edgar Su/Reuters via CNN Newsource

Ler Mais
Portos

Maiores portos do mundo: ranking dos principais hubs logísticos e seus impactos no comércio global

Os principais centros portuários do planeta revelam a força da economia global — e a Ásia ocupa posição de destaque absoluto. Terminais como Xangai, Singapura e outros gigantes chineses lideram a movimentação de cargas e funcionam como peças-chave na logística internacional.

Esses portos são responsáveis por conectar continentes, sustentar cadeias de suprimentos e impulsionar o fluxo de mercadorias em escala mundial.

Porto de Xangai: o maior do mundo em movimentação de cargas

Localizado na costa leste da China, o Porto de Xangai ocupa o primeiro lugar entre os portos mais movimentados do mundo. Sua estrutura moderna inclui terminais especializados para contêineres, cargas gerais e veículos.

O complexo desempenha papel estratégico no comércio exterior chinês, funcionando como ponto de conexão entre a Ásia e mercados internacionais. Sua operação é essencial para o escoamento de produtos e para o fortalecimento da economia global.

Singapura: hub estratégico do comércio marítimo mundial

O Porto de Singapura é considerado um dos principais centros logísticos globais. Situado no estratégico Estreito de Malaca, ele funciona como um dos maiores hubs de transporte marítimo internacional.

Com alta eficiência operacional e infraestrutura avançada, o porto conecta o comércio entre a Ásia, Europa e demais regiões, sendo vital para a cadeia global de suprimentos e para a economia local.

Ningbo-Zhoushan: potência em volume de carga

Na província chinesa de Zhejiang, o Porto de Ningbo-Zhoushan se destaca entre os maiores do mundo em volume movimentado. O terminal possui estrutura especializada para contêineres, grãos e cargas diversas.

Sua localização no litoral leste da China garante forte integração com o mercado internacional, consolidando sua importância na exportação de commodities e minerais.

Shenzhen: referência em exportação de tecnologia

O Porto de Shenzhen, no sul da China, é um dos principais hubs globais de movimentação de contêineres. A infraestrutura moderna o torna essencial para importação e exportação de mercadorias.

A proximidade com Hong Kong e o dinamismo econômico da região fortalecem sua atuação no comércio internacional, especialmente na exportação de produtos de alta tecnologia e manufaturados.

Qingdao e Guangzhou: pilares da logística chinesa

O Porto de Qingdao, localizado na costa leste chinesa, é conhecido por sua eficiência e infraestrutura avançada, com terminais voltados para contêineres, produtos químicos e carga geral.

Já o Porto de Guangzhou, no sul do país, se destaca por sua grande capacidade operacional e pela localização estratégica no delta do Rio das Pérolas, sendo fundamental para o fluxo de cargas industriais e comerciais.

Busan: o maior porto da Coreia do Sul

Na Coreia do Sul, o Porto de Busan é o principal centro logístico do país e um dos mais importantes da Ásia. Sua infraestrutura moderna permite grande movimentação de contêineres e cargas gerais.

Localizado estrategicamente no Estreito da Coreia, o porto conecta mercados asiáticos e internacionais, sendo peça-chave na integração do comércio global.

Hong Kong e Tianjin: relevância estratégica regional

O Porto de Hong Kong mantém posição de destaque mundial graças à sua eficiência e localização estratégica no sul da China. Ele atua como um importante hub de contêineres e cargas gerais.

Já o Porto de Tianjin, no norte do país, próximo a Pequim e ao Mar de Bohai, também desempenha papel relevante na logística chinesa, com terminais voltados para grãos, contêineres e produtos industriais.

Roterdã: maior porto da Europa e elo global

Fora da Ásia, o Porto de Roterdã, na Holanda, lidera como o maior da Europa. Localizado entre os rios Reno e Mosa, ele conta com infraestrutura altamente desenvolvida e grande capacidade de movimentação de cargas.

O terminal é peça central na conexão entre o mercado europeu e o restante do mundo, reforçando seu papel estratégico no comércio marítimo internacional.

FONTE: Terra
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Terra

Ler Mais
Comércio Exterior

Cancelamento de viagens marítimas deve atingir 54 saídas nas próximas semanas

Um levantamento da consultoria Drewry aponta que o número de viagens marítimas canceladas deve chegar a 54 nas próximas cinco semanas. O total representa as chamadas “saídas em branco” dentro de um universo de 689 partidas programadas globalmente.

Apesar das interrupções, a expectativa é de que cerca de 92% dos navios mantenham seus itinerários conforme o planejado, indicando relativa estabilidade no setor de transporte marítimo.

Rotas globais registram cancelamentos moderados

Entre a semana 18 (27 de abril a 3 de maio) e a semana 22 (25 a 31 de maio), as principais rotas internacionais — Transpacífico, Transatlântico e Ásia–Norte da Europa/Mediterrâneo — devem concentrar aproximadamente 8% de cancelamentos do total de viagens previstas.

Esse índice reflete ajustes operacionais das companhias diante de fatores econômicos e logísticos que ainda impactam o comércio global.

Transpacífico lidera interrupções

As interrupções no transporte marítimo estão mais concentradas na rota transpacífica no sentido leste, que responde por 44% dos cancelamentos. Na sequência aparece a rota Ásia–Europa/Mediterrâneo, com 37%, enquanto o eixo Transatlântico registra menor impacto, com 19%.

Um destaque do relatório é que a aliança Gemini Cooperation não apresentou cancelamentos nas principais rotas leste-oeste, mantendo suas operações estáveis no período analisado.

Custo do combustível segue como fator decisivo

Segundo a Drewry, o custo do combustível marítimo continua sendo uma variável determinante para o setor. Embora os preços ainda estejam elevados, há sinais de queda, o que reduz a pressão por novos aumentos nas tarifas de frete.

Ainda assim, a combinação de demanda enfraquecida e capacidade disponível tem limitado o sucesso das transportadoras em aplicar sobretaxas integrais aos clientes.

Impactos para embarcadores e mercado

Para os embarcadores, o cenário atual pode representar fretes mais baixos em determinadas rotas, além de uma oferta de capacidade relativamente estável. No entanto, permanecem riscos associados às rotas e à volatilidade dos custos de combustível, exigindo atenção constante dos operadores logísticos.

FONTE: Portal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuário

Ler Mais
Comércio Exterior

Estreito de Malaca entra no radar global e acende alerta no comércio marítimo

Com a crise no Estreito de Ormuz, outra rota estratégica para o comércio internacional começa a gerar preocupação: o Estreito de Malaca, no sudeste asiático. A região voltou ao centro das atenções após discussões envolvendo possível ampliação da presença militar dos Estados Unidos na área, o que pode trazer impactos geopolíticos relevantes.

Rota essencial para o comércio global

O Estreito de Malaca é considerado uma das principais artérias do transporte marítimo mundial. Ele conecta os oceanos Índico e Pacífico, sendo a via mais curta entre regiões como Oriente Médio, Europa e leste asiático.

Por essa rota passam:

  • cerca de 29% do petróleo transportado por via marítima no mundo;
  • aproximadamente um terço do comércio global;
  • grandes volumes de gás natural liquefeito (GNL).

Além de energia, o estreito é fundamental para o fluxo de produtos eletrônicos, bens industriais, automóveis e commodities agrícolas como soja e cereais.

Volume de cargas e relevância econômica

Dados recentes indicam que mais de 23 milhões de barris de petróleo transitam diariamente pelo estreito. O local também concentra cerca de 25% do comércio marítimo global de automóveis, evidenciando sua importância logística.

Diferentemente de outras rotas estratégicas, o papel de Malaca vai além da energia, abrangendo uma ampla diversidade de mercadorias, o que reforça seu peso na economia global.

Riscos crescentes: pirataria e fatores naturais

Apesar da relevância, o estreito enfrenta desafios constantes. Entre eles:

  • aumento de casos de pirataria marítima, com mais de 100 incidentes registrados recentemente;
  • riscos naturais, como tsunamis e פעילות vulcânica;
  • alta densidade de tráfego, que eleva o risco de acidentes.

Esses fatores tornam a região vulnerável e exigem monitoramento contínuo.

Tensões geopolíticas elevam preocupação

O interesse estratégico no Estreito de Malaca não é apenas econômico, mas também político. A possibilidade de maior presença militar estrangeira na região pode alterar o equilíbrio de poder e gerar tensões entre grandes potências, como Estados Unidos, China e Índia.

Especialistas apontam que, embora impactos imediatos no comércio sejam improváveis, o cenário pode evoluir para um ambiente mais competitivo e militarizado no longo prazo.

Impactos indiretos no comércio global

Mesmo sem interrupções diretas, mudanças na dinâmica de segurança podem gerar efeitos como:

  • aumento nos custos de seguro marítimo;
  • maior percepção de risco nas rotas;
  • volatilidade nos fluxos comerciais.

Esses fatores podem afetar cadeias logísticas globais e pressionar custos de transporte.

O “dilema de Malaca” e a dependência da China

A importância do estreito é ainda mais evidente para a China. O conceito conhecido como “dilema de Malaca” descreve a forte dependência do país dessa rota para exportações e importações.

Atualmente:

  • cerca de 75% do petróleo importado pela China passa pela região;
  • aproximadamente 60% do comércio marítimo chinês utiliza essa rota.

Essa dependência representa um risco estratégico, especialmente em cenários de conflito ou bloqueio.

Alternativas são limitadas

Embora existam rotas alternativas, como os estreitos de Sunda e Lombok, elas apresentam limitações logísticas e operacionais. Outras opções, como contornar a Austrália, implicam custos elevados e maior tempo de viagem.

Diante disso, a tendência é que países dependentes da rota, como China, Japão e Coreia do Sul, continuem apostando em estratégias para gerenciar riscos, em vez de substituí-la.

Equilíbrio geopolítico em jogo

A movimentação recente envolvendo a Indonésia reflete um cenário de equilíbrio diplomático. O país busca manter relações tanto com os Estados Unidos quanto com a China, evitando alinhamentos diretos.

Esse contexto reforça a complexidade do comércio global, cada vez mais influenciado por disputas estratégicas em regiões-chave.

FONTE: BBC
TEXTO: Redação
IMAGEM: BBC

Ler Mais
Internacional

Militares de 30 países debatem em Londres plano para reabertura do Estreito de Ormuz

Representantes militares de cerca de 30 países se reúnem em Londres para avançar na elaboração de um plano voltado à possível reabertura do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo. O encontro ocorre no Quartel-General Conjunto Permanente britânico, em Northwood, ao norte da capital, e terá duração de dois dias, segundo o Ministério da Defesa do Reino Unido.

A proposta é transformar o acordo político firmado na semana anterior, em Paris, em um plano militar operacional detalhado, com foco na garantia da liberdade de navegação em uma via por onde transita cerca de um quinto do petróleo global.

Missão defensiva para proteger o tráfego marítimo

Na última sexta-feira, aproximadamente 50 governos e organizações apoiaram uma iniciativa liderada por França e Reino Unido para criação de uma missão de caráter “estritamente defensivo”. O objetivo é proteger o tráfego comercial no Estreito de Ormuz, região considerada sensível para o comércio internacional de energia.

O cenário de tensão na área se intensificou após a ofensiva lançada por Estados Unidos e Israel contra o Irã, em fevereiro, que elevou preocupações sobre a segurança da navegação.

Cessar-fogo e negociações entre EUA e Irã

O cessar-fogo temporário relacionado ao conflito também entrou em uma nova fase após anúncio do presidente norte-americano Donald Trump, que decidiu prorrogar a trégua a pedido do Paquistão. A medida permanecerá válida até que o Irã apresente proposta para um novo acordo.

Apesar disso, Washington e Teerã ainda não chegaram a um consenso sobre a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz, ponto considerado essencial para o comércio global. O impasse inclui episódios de bloqueio da região por parte do Irã em resposta às ofensivas militares.

Planejamento militar e possíveis desdobramentos

De acordo com o Ministério da Defesa britânico, a reunião em Londres vai analisar capacidades militares disponíveis, estrutura de comando e controle e possíveis condições para o envio de forças à região.

A ideia é deixar a operação pronta para ativação imediata, caso haja evolução positiva nas condições políticas e de segurança.

Segurança energética e economia global em pauta

O ministro da Defesa do Reino Unido, John Healey, afirmou que o objetivo central é construir um plano conjunto de proteção à navegação internacional e contribuir para um cessar-fogo mais duradouro.

Ele destacou ainda que o comércio internacional e a estabilidade da economia global dependem diretamente da livre circulação marítima.

Segundo Healey, uma ação coordenada entre os países pode ser decisiva para garantir a reabertura segura do estreito.

Ampliação de aliados na missão internacional

França e Reino Unido trabalham para ampliar o número de países envolvidos na iniciativa. No entanto, a lista completa de participantes da reunião militar em Northwood ainda não foi divulgada oficialmente.

FONTE: RTP Notícias
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters

Ler Mais
Transporte

MSC alcança 1.000 navios e consolida liderança no transporte marítimo global

A gigante do transporte marítimo Mediterranean Shipping Company (MSC) atingiu um marco histórico ao se tornar a primeira empresa do mundo a operar uma frota de 1.000 navios porta-contêineres. A informação foi divulgada pela consultoria asiática Linerlytica, especializada no setor.

Entrega de novo navio garante recorde

O feito foi possível após a entrega do navio MSC Migsan, com capacidade para 11.480 TEUs, construído pelo estaleiro Zhoushan Changhong Shipyard. A incorporação da embarcação elevou a frota da companhia ao patamar inédito de quatro dígitos na indústria de contêineres.

Expansão acelerada e liderança global

Empresa privada e maior armadora de contêineres do planeta, a MSC ultrapassou a dinamarquesa Maersk há cerca de cinco anos, consolidando sua posição no topo do ranking mundial. Atualmente, sua frota é cerca de 57% maior que a da principal concorrente.

Com capacidade total de aproximadamente 7,3 milhões de TEUs, a companhia alcança um volume equivalente à soma das frotas de outras grandes operadoras globais, como Hapag-Lloyd, Ocean Network Express, Evergreen Marine e HMM.

Crescimento impulsionado pelo mercado

Segundo especialistas, o avanço da empresa coincide com o período de maior valorização já registrado no mercado de transporte de contêineres, especialmente a partir de 2020. O diferencial da MSC está no fato de ter ampliado sua presença global majoritariamente por meio de crescimento orgânico, sem depender de grandes aquisições.

Sucessão familiar e legado

A companhia também anunciou recentemente mudanças em sua estrutura de comando. O fundador Gianluigi Aponte, de 85 anos, transferiu o controle do grupo para seus filhos, Diego Aponte e Alexa Aponte.

“Essa transição reflete não apenas o comprometimento e as conquistas deles, mas também a continuidade da tradição marítima da nossa família”, afirmou o empresário.

Natural de Nápoles, Aponte fundou a MSC em 1970 e transformou a companhia em um dos maiores conglomerados do setor, com forte atuação também no mercado de cruzeiros.

Fortuna e relevância global

A família Aponte figura entre as mais ricas do mundo, aparecendo regularmente na lista de bilionários da Forbes e sendo frequentemente apontada como a mais rica da Suíça.

FONTE: Splash 247
TEXTO: Redação
IMAGEM:  Zhoushan Changhong International Shipyard

Ler Mais
Importação

UE aumenta tarifa do aço para 50% e reduz cotas de importação

A União Europeia avançou em um acordo político para endurecer as regras sobre a entrada de aço estrangeiro no bloco. A proposta eleva para 50% a tarifa sobre importações de aço que ultrapassarem as cotas estabelecidas e reduz significativamente o volume permitido sem cobrança.

A iniciativa tem como objetivo conter os impactos do excesso de oferta global e reforçar a competitividade da indústria siderúrgica europeia.

Redução significativa das cotas de importação

Pelo novo entendimento, o limite de importações isentas de tarifas será reduzido para 18,3 milhões de toneladas por ano. O volume representa uma queda de 47% em comparação com os níveis registrados em 2024.

Além disso, a nova tarifa de 50% também será aplicada a determinados produtos de aço que atualmente não estão incluídos no sistema de cotas.

Novo mecanismo substitui salvaguardas atuais

As mudanças irão substituir o atual regime de medidas de salvaguarda, em vigor desde 2018 e com validade até junho de 2026. A expectativa é que as novas regras entrem em vigor já em 1º de julho, após aprovação formal das instâncias europeias.

Regras mais rígidas para rastreabilidade

O pacote também estabelece critérios mais rigorosos de controle sobre a origem do aço importado. Exportadores deverão informar detalhes como o local de fundição e processamento do metal, fator que influenciará a distribuição das cotas entre os países fornecedores.

Essa medida visa aumentar a transparência e evitar práticas que distorçam o comércio internacional.

Revisão prevista e pressão sobre o setor

O regulamento inclui uma revisão após seis meses, que poderá ampliar a lista de produtos abrangidos pelas novas regras.

A indústria do aço na Europa enfrenta um cenário desafiador, marcado pela concorrência de produtos mais baratos e pelo avanço de políticas protecionistas em diversos países. Desde 2008, o setor já perdeu cerca de 100 mil empregos, refletindo as dificuldades estruturais enfrentadas.

Contexto global pressiona decisões comerciais

O endurecimento das regras ocorre em meio ao aumento das tensões no comércio global de aço, com países adotando medidas para proteger suas economias diante de desequilíbrios de oferta e demanda.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Yves Herman

Ler Mais
Comércio Exterior

Frete marítimo: índice global de contêineres sobe 1% e pressiona custos logísticos

Após um período de estabilidade, o índice global de preços de contêineres voltou a registrar alta, refletindo mudanças nas principais rotas marítimas e impactos na logística internacional.

O Índice Mundial de Contêineres (WCI), divulgado pela consultoria Drewry, avançou 1% na última semana. O valor médio do frete passou de US$ 2.287 para US$ 2.309 por contêiner de 40 pés.

Segundo a consultoria, o aumento foi impulsionado principalmente pelas rotas Transpacífica e Transatlântica, que vêm apresentando maior volatilidade nos preços.

Rota Transatlântica tem salto expressivo

Um dos principais destaques foi a elevação nas tarifas spot entre Roterdã e Nova York, que subiram 25% em uma semana, atingindo US$ 1.968 por contêiner de 40 pés.

Esse movimento rompe o padrão recente de estabilidade no comércio Transatlântico e está diretamente ligado à redução de 13% na capacidade marítima disponível para abril.

Transpacífico também registra aumento

No eixo Transpacífico, os preços também avançaram. As tarifas entre Xangai e Nova York cresceram 7%, chegando a US$ 3.671, enquanto os embarques para Los Angeles tiveram alta de 9%, alcançando US$ 2.910 por contêiner.

A tendência reforça o cenário de pressão sobre o frete marítimo global, especialmente em rotas de alta demanda.

Ásia–Europa segue em queda

Na contramão das demais rotas, o transporte entre Ásia e Europa apresentou recuo nos preços. Os fretes de Xangai para Gênova caíram 3%, enquanto os envios para Roterdã tiveram queda mais acentuada, de 9%.

Custos de combustível e tensões geopolíticas influenciam mercado

A Maersk busca aprovação regulatória nos Estados Unidos para implementar uma sobretaxa emergencial de bunker, diante da volatilidade dos custos de combustível.

Além disso, as tensões no Oriente Médio seguem impactando o setor. Um cessar-fogo temporário no Estreito de Ormuz permitiu a retomada parcial das operações, mas ainda há incertezas operacionais e logísticas.

Perspectiva: tendência de alta no curto prazo

Apesar da retomada gradual de algumas atividades marítimas, a normalização dos fluxos de petróleo — responsáveis por cerca de 20% da oferta global que passa pelo estreito — pode levar meses.

Esse cenário mantém a pressão sobre o custo do combustível bunker e indica que as tarifas de frete marítimo devem continuar elevadas nas próximas semanas.

Fonte: Drewry

Texto: Redação

Imagem: Infomoney/REUTERS/Carlos Barria

Ler Mais
Transporte

MSC Irina: maior navio do mundo redefine logística marítima global

O setor de transporte marítimo global atingiu um novo marco com a entrada em operação do MSC Irina, atualmente o maior navio do mundo. Com 399,9 metros de comprimento e capacidade para mais de 24.346 contêineres (TEU), a embarcação inaugura uma nova era de escala e eficiência na logística internacional.

Com dimensões equivalentes a quatro campos de futebol, o navio simboliza o avanço dos mega porta-contêineres e seu papel estratégico na integração econômica entre continentes.

Da padronização ao gigantismo: a evolução do transporte marítimo

Para compreender o impacto do MSC Irina, é necessário revisitar a origem da conteinerização. Em 1956, o navio Ideal X realizou uma viagem histórica transportando apenas 58 contêineres entre Nova Jersey e Texas.

A iniciativa foi liderada pelo empresário Malcolm McLean, que introduziu o conceito de padronização de cargas — inovação que revolucionou o comércio global ao reduzir custos e acelerar operações.

Desde então, a indústria evoluiu rapidamente. Navios que antes transportavam cerca de 1.000 TEU deram lugar a embarcações cada vez maiores, passando pelo padrão Panamax nos anos 1980 até chegar aos atuais gigantes dos oceanos.

Corrida por escala culmina em novo recorde mundial

A busca por eficiência levou a uma escalada no tamanho dos navios. Em 2017, o OOCL Hong Kong ultrapassou 21 mil TEU, seguido por modelos como o MOL Triumph e o Madrid Maersk.

Em 2023, o OOCL Spain estabeleceu novo recorde com 24.188 TEU — rapidamente superado pelo MSC Irina, que assumiu o topo do ranking global.

A capacidade do navio impressiona: seria equivalente a uma fila de mais de 24 mil caminhões, ocupando cerca de 340 quilômetros de extensão.

Engenharia avançada e tecnologia de ponta

Construído pelo estaleiro Yangzijiang Shipbuilding, o MSC Irina representa um salto em engenharia naval. A estrutura utiliza aço de alta resistência, com placas de até 110 mm de espessura, garantindo robustez em alto-mar.

O navio também incorpora soluções tecnológicas que permitem empilhar contêineres em até 26 níveis, maximizando o uso de espaço e aumentando a eficiência operacional.

Apesar do alto consumo — cerca de 300 toneladas de combustível por dia — a embarcação apresenta melhorias ambientais, reduzindo entre 3% e 4% as emissões de carbono em comparação com modelos anteriores.

Riscos do gigantismo entram no radar do setor

O crescimento dos navios também levanta desafios. Um exemplo foi o incidente com o Ever Given, que interrompeu o tráfego no Canal de Suez em 2021 durante seis dias.

O episódio evidenciou a vulnerabilidade das cadeias globais, com prejuízos estimados em bilhões de dólares por dia. Assim, embora tragam ganhos de escala, esses navios ampliam riscos em rotas estratégicas.

Estratégia global da MSC impulsiona expansão

O MSC Irina faz parte da estratégia da Mediterranean Shipping Company, uma das maiores operadoras do mundo. Fundada por Gianluigi Aponte, a empresa controla atualmente cerca de 20% da capacidade global de transporte marítimo.

Com mais de 600 navios em operação e centenas em construção, a companhia aposta na expansão da frota para atender à crescente demanda do comércio internacional.

Uma transformação contínua na economia global

A evolução do transporte marítimo, dos 58 contêineres do Ideal X aos mais de 24 mil do MSC Irina, reflete uma transformação profunda na economia mundial.

Esses gigantes seguem sendo essenciais para a cadeia logística global, garantindo o fluxo de mercadorias que sustenta mercados e conecta países.

Mais do que um recorde, o MSC Irina representa a combinação de inovação tecnológica, escala e eficiência — fatores que continuam moldando o futuro do comércio internacional.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook