Comércio Exterior, Economia

Tarifaço é ação de grupo político, diz presidente da Apex

Taxação aos produtos brasileiros está prevista para começar em agosto

O presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), Jorge Viana, disse nesta terça-feira (22) que o tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao Brasil não se trata de um “problema” de comércio, mas da ação de grupos políticos ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

“Eu não consigo achar o problema que nós temos com os Estados Unidos, para poder agir. Porque o que está vindo para nós não é um problema de comércio, é uma ação perversa de família, de grupos extremistas que querem danificar o país, querem danificar quem trabalha, danificar as empresas e danificar a soberania do nosso país. E diante disso devemos estar unidos como nunca antes”, disse Viana.

A afirmação foi feita durante cerimônia de assinatura de um convênio da Apex com a União Nacional das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafes), voltado para a exportação de produtos agroindustriais produzidos pelas cerca de 1,5 mil cooperativas ligadas à organização.

Cooperativas

Batizado de Projeto de Extensão Industrial Exportadora (Peiex), a ação é destinada exclusivamente às cooperativas e visa dar os subsídios para que elas consigam atingir mercados externos, por meio de capacitações.

Segundo dados da Unicafes, 92,6% das cooperativas adotam práticas sustentáveis na produção; 75% são agroindústrias e 73,4% promovem a inclusão de jovens e mulheres. A valorização das mulheres é um dos eixos do projeto, como reconhecimento ao trabalho desenvolvido e a dedicação ao cultivo de suas terras e ao desenvolvimento das comunidades onde atuam.

A presidente da Confederação Unicafes, Fátima Torres, destacou que a iniciativa vai ajudar a aumentar a força e a competitividade das cooperativas na abertura de novos mercados, tanto fora quanto dentro do país.

“Nós vamos estar disponibilizando capacitação para as nossas cooperativas e essa formação serve para os mercados. Claro que a Apex tem um foco no mercado internacional, mas essa capacitação vem para promover, cada vez mais, o amadurecimento da gestão das nossas cooperativas. E aí, a outra coisa é que, a partir desse convênio, nós vamos poder cada vez mais internacionalizar o nosso cooperativismo solidário”, afirmou.

Fonte: Agência Brasil

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Comércio, Comércio Exterior

Distribuidora americana de suco de laranja contesta na Justiça tarifas de Trump ao Brasil

Uma distribuidora de suco de laranja nos Estados Unidos acionou a Justiça contra a aplicação de tarifas de 50% sobre produtos importados do Brasil anunciada pelo presidente Donald Trump.

A sobretaxa está prevista para ser implementada em 1º de agosto. As empresas Johanna Foods e Johanna Beverages argumenta que o republicano usou um argumento na divulgação das taxas que não justifica a aplicação da sobretaxa sem a autorização do Congresso americano.

A ação foi protocolada na última sexta (18) no Tribunal de Comércio Internacional dos EUA e pede que a corte reconheça que a tarifa foi aplicada de forma irregular e declare sua nulidade. É a primeira contestação de uma empresa americana às tarifas brasileiras.

Na carta endereçada ao presidente Lula (PT), Trump diz que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) sofre uma “caça às bruxas” no julgamento de que é alvo no Brasil acusado de tramar um golpe de Estado, entre outros.

A razão apontada, que é política, e não comercial, é ilegal na visão de diversos economistas americanos, que já previam uma contestação em tribunais.

A empresa alega que a “carta ao Brasil” não configura uma ação executiva válida, não é uma Ordem Executiva e não faz referência ou alteração a ordens previamente existentes, o que compromete sua legitimidade como ato oficial do governo.

Além disso, a empresa afirma que o presidente não declarou emergência nacional nem apontou qualquer ameaça incomum ou extraordinária vinda do exterior que justificasse a imposição da tarifa com base na segurança nacional, política externa ou econômica.

A companhia argumenta que, caso as sobretaxas entrem em vigor, ela teria os gastos com suco de laranja não concentrado importado do Brasil ampliados em cerca de US$ 68 milhões (R$ 380 milhões) no próximo ano. Segundo a empresa, caso as tarifas vão adiante, ela precisará aumentar os preços para o consumidor final em até 25%.

“A tarifa do Brasil resultará em um aumento significativo -e possivelmente proibitivo- no preço de um alimento básico do café da manhã americano”, afirma a petição.

A Johanna Foods alerta ainda para possíveis demissões, redução na produção e riscos à continuidade de suas operações, que sustentam cerca de 700 empregos nos estados de Nova Jersey e Washington.

Na petição protocolada no tribunal, a empresa afirma ser responsável pela produção de sucos de fruta e bebidas e iogurtes e são fornecedores de suco a gigantes varejistas, como “Aldi, Walmart, Sam’s Club, Wegman’s, Safeway e Albertsons”.

A empresa também afirma ser responsável pelo fornecimento de 75% “de todo o suco de laranja não proveniente de concentrado de marca própria nos Estados Unidos” e também para dois dos maiores produtores de suco de laranja de marca no país.

A companhia alega que a importação dos produtos brasileiros é fundamental para suas operações.

Como mostrou a Folha de S.Paulo, o Brasil é hoje o maior produtor e exportador de suco de laranja do planeta, vendendo 95% de sua produção para o Exterior. Desse volume, 42% tem os Estados Unidos como destino.

O diretor-executivo da Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos (CitrusBR), Ibiapaba Netto, disse que se a nova alíquota for levada adiante, representaria um aumento de 533% nos tributos.

O Tribunal de Comércio Internacional dos EUA foi o mesmo que derrubou em 28 de maio a aplicação das tarifas globais de Trump. As sobretaxas foram reestabelecidas um dia depois por uma corte de apelação do país.

No centro da disputa, está o embasamento de Trump para dar uma justificativa legal às suas tarifas: a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA), de 1977. A norma, historicamente utilizada para sanções e embargos, tornou-se peça central na estratégia de Trump para aplicar sobretaxas a diversos países e já é alvo de contestação na Justiça.

A IEEPA autoriza o presidente a agir diante de uma “ameaça incomum e extraordinária” vinda do exterior. Trump, no entanto, vem estendendo essa definição para justificar tarifas generalizadas, inclusive alegando que déficits comerciais ameaçam a prontidão militar americana.

No caso específico do Brasil, a transgressão teria ficado mais evidente, na opinião de analistas, por ele deixar claro a motivação política na retaliação comercial.

O argumento é que Trump teria excedido as prerrogativas que a legislação lhe confere para aplicar tarifas sem precisar do aval do Congresso Nacional.

Fonte: Folha de São Paulo

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Comércio

Tarifaço pode desequilibrar mercado interno no Brasil, alerta ministro

Redução no preço de alimento tende a desestimular produção

O tarifaço de 50% anunciado pelos Estados Unidos contra produtos brasileiros pode resultar em redução momentânea de preços para alguns alimentos no mercado interno brasileiro. No entanto, se, por um lado, isso pode ser positivo para o consumidor, com uma inflação menor para os alimentos, por outro pode desestimular produtores – o que, também, seria prejudicial para o país, disse nesta terça-feira (22) o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias.

A afirmação foi feita durante o Bom Dia, Ministro, programa produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

Segundo Dias, nesse contexto o desafio do governo é o de trabalhar para garantir preço adequado de alimentos ao consumidor e também ao produtor.

“É buscar um preço adequado. Essa é a nossa missão”, disse o ministro.

Tarifaço

Recentemente, o presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou o aumento tarifário a ser aplicado a partir de 1º de agosto sobre produtos brasileiros exportados para os EUA.

Nas manifestações, Trump tem associado a medida a supostas desvantagens comerciais na relação entre os dois países e, também, à forma como as investigações contra o ex-presidente Jair Bolsonaro têm sido conduzidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Influência momentânea

Perguntado sobre se a diminuição das exportações de produtos como laranja, café, carnes e frutas poderia resultar em um escoamento deles para o mercado interno, beneficiando o consumidor brasileiro, o ministro disse que sim, mas que o ideal é que essa redução de preços seja estimulada por outros fatores. Em especial, por uma maior competitividade da produção brasileira.

“As tarifas podem, sim, ter alguma influência momentânea [baixando a inflação dos alimentos], mas o que queremos é a redução dos preços por competitividade. Ou seja, pela capacidade de mais produção numa mesma área; por um financiamento com juros mais baixos. Esse é o ganho que queremos alcançar”, disse o ministro.

“Mas veja bem: assim como a gente quer proteger o consumidor nessa tarefa, temos de proteger o produtor. Caso contrário desestimularíamos a produção. Nesse caso, precisamos ter equilíbrio”, acrescentou.

De acordo com o ministro, a estratégia do governo é a de, por meio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) e de algumas pastas ministeriais, buscar alternativas de mercado, de forma a ajudar produtores como, por exemplo, os de mel, frutas e carne.

Investigação

Wellington Dias lembrou da boa relação histórica entre Brasil e Estados Unidos e reiterou que, comercialmente, essa relação sempre foi favorável aos norte-americanos. “Compramos mais do que vendemos para os EUA”, disse ele ao desmentir as alegações apresentadas por Trump, de que seu país estaria sendo prejudicado comercialmente na relação entre os dois países.

“O que o presidente Trump está fazendo não tem nada a ver com medida econômica ou comercial. Na verdade, são ataques especulativos fora do contexto. Por isso acho que tem que ter na uma investigação internacional, e que os países atacados devem se proteger nessa direção, claro, mantendo a diplomacia e o diálogo”, argumentou o ministro.

Dias lembrou que tanto o Supremo Tribunal Federal como a Justiça norte-americana abriram investigações em meio à confirmação de que “espertos foram avisados antes”, e compraram dólar anteriormente ao anúncio, obtendo lucros bilionários. 

Fonte: Agência Brasil

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Exportação, Mercado Internacional

PCI Itália: estudo destaca 410 oportunidades para ampliar exportações brasileiras com destino ao país europeu

Estudo da ApexBrasil revela potencial de diversificação da pauta exportadora e destaca aumento dos investimentos italianos no Brasil

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) publicou uma atualização do Perfil de Comércio e Investimentos: Itália. Elaborado pela equipe de Inteligência da Agência, o estudo reforça a importância estratégica da Itália como parceiro comercial do Brasil na Europa e destaca oportunidades concretas para diversificação da pauta exportadora e ampliação de investimentos bilaterais.

Com população de 59,3 milhões de habitantes e PIB de US$ 2,4 trilhões, a Itália é a oitava maior economia do mundo. Em 2024, o comércio bilateral entre os países totalizou US$ 10,8 bilhões, tornando o país o 15º principal destino das exportações brasileiras. No entanto, o estudo aponta que a pauta exportadora ainda é concentrada em commodities, produtos como café, celulose, soja, carnes, petróleo, farelo de soja, açúcar e minérios.

O Mapa de Oportunidades da ApexBrasil identificou 410 produtos com potencial de exportação para o mercado italiano. Além dos setores tradicionais, há espaço para avançar em áreas como madeira compensada, papel e motores elétricos. A Agência atualmente apoia sete projetos setoriais voltados à Itália, que incluem moda, couro, audiovisual, móveis, gemas e joias, vitivinicultura e produtos para pets.

O estudo traz alertas importantes para os exportadores sobre regulamentações ambientais recentes da União Europeia, como o EUDR (Produtos Livres de Desmatamento) e o CBAM (Ajuste de Fronteira de Carbono). As tratativas do Acordo de Associação Mercosul–União Europeia também são relevantes para o comércio bilateral. A Itália participa do processo, que pode reduzir tarifas e facilitar o acesso de produtos brasileiros ao bloco europeu. No entanto, o país ainda não definiu oficialmente sua posição.

Do lado dos investimentos, os números também são expressivos. Em 2023, o estoque de Investimento Estrangeiro Direto (IED) da Itália no Brasil cresceu US$ 2,7 bilhões, alcançando US$ 23,8 bilhões, um aumento de 12,8% em relação ao ano anterior. Os aportes italianos se concentram principalmente nos setores automotivo, de energia, agricultura e bens de consumo.

Fonte: Apex Brasil

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Comércio Exterior

EUA adquiriu apenas 7,20% da carne bovina exportada por Mato Grosso no primeiro semestre

China lidera entre os principais destinos das exportações de carne bovina mato-grossense com 49,55% de participação

As exportações de carne bovina mato-grossense no primeiro semestre de 2025 somaram 368,81 mil Toneladas em Equivalente Carcaça (TEC). Deste volume 49,55% tiveram a China como destino e apenas 7,20% os Estados Unidos, segundo maior importador do estado.

Brasil está há 10 dias do início do aumento tarifário imposto pelo presidente norte-americano Donald Trump de 50%. Com a tarifa adicional, as importações de produtos brasileiros somaram 76% de impostos.

Hoje, os Estados Unidos é o segundo maior comprador de carne bovina brasileira, representando 13,69% do volume total exportado no primeiro semestre de 2025.

Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), somente de Mato Grosso o país importou entre janeiro e junho 26,5 mil TEC, enquanto a líder China 182,7 mil TEC. O Chile foi o terceiro principal importador com 20,3 mil TEC, seguido da Rússia com 19,7 mil TEC e o Egito com 12,4 mil TEC.

“Apesar das tarifas adicionais, o Mato Grosso é pouco dependente dos Estados Unidos, já que conta com um mercado externo bem diversificado, o que cria a possibilidade de redirecionamento para países que já importam carne bovina, reduzindo os impactos da retração nos envios ao mercado norte-americano”, pontua o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) em seu boletim semanal da bovinocultura.

Em recente entrevista ao Canal Rural Mato Grosso, o presidente da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Oswaldo Pereira Ribeiro Junior, pontuou que a imposição de uma tarifa de 50% ao Brasil “inviabiliza qualquer concorrência”.

De acordo com a Acrimat, a nova taxação dos Estados Unidos colocaria o preço da tonelada da carne bovina mato-grossense em cerca de US$ 8,6 mil, o que inviabilizaria a comercialização para aquele país.

“Essa carne que seria mandada para os Estados Unidos vai impactar no nosso mercado. Vai refletir em baixa no preço da arroba. Impacta a cadeia como um todo. Os frigoríficos estão preocupados e o produtor, como sempre a bomba estoura no lado mais fraco, vai sofrer esse impacto com maior força”, frisou o presidente da entidade à reportagem.

Conforme o boletim do Imea, atualmente os Estados Unidos contam com 30% das importações totais sendo oriundas do Brasil. “Dessa forma, eles precisariam redirecionar a compra para países como Austrália, Argentina e Uruguai, países que, em geral, possuem preços acima dos do Brasil”, completa.

Fonte: Mato Grosso Canal Rural

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Comércio

Brasil: Balança comercial tem superávit de US$ 1,5 bilhão na terceira semana de julho/2025

A balança comercial registrou superávit comercial de US$ 1,530 bilhão na terceira semana de julho. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) divulgados nesta segunda, 21, o valor foi alcançado com exportações de US$ 7,480 bilhões e importações de US$ 5,950 bilhões.

O superávit acumulado no mês de julho é de US$ 3,608 bilhões. No ano, o superávit soma um total de US$ 33,700 bilhões.

Até a terceira semana de julho, comparado a julho de 2024, as exportações cresceram 4,5% e somaram US$ 19,61 bilhões. O resultado se deu devido a uma queda de 1,9% em Agropecuária, que somou US$ 4,28 bilhões; crescimento de 5,0% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 4,57 bilhões e, por fim, expansão de 7,2% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 10,68 bilhões.

Já as importações cresceram 12,9% e totalizaram US$ 16,00 bilhões na mesma comparação, com aumento de 4,8% em Agropecuária, que somou US$ 31 milhões; queda de 11,9% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 77 milhões e, por fim, alta de 14,9% em Indústria de Transformação, para US$ 14,83 bilhões.

Fonte: Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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Comércio, Comércio Exterior

Corrente de comércio chega a US$ 337,26 bi neste ano

Até 3ª semana de julho, exportações totalizam US$ 185,48 bi e importações US$ 151,78 bi, com superávit de US$ 33,7 bi

Na 3ª semana de julho, a Balança Comercial registrou superávit de US$ 1,53 bilhão e corrente de comércio somou US$ 13,43 bilhões, resultado de exportações no valor de US$ 7,48 bilhões e importações de US$ 5,95 bilhões, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (21/7) pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).

No acumulado do ano, as exportações totalizam US$ 185,48 bilhões e as importações US$ 151,78 bilhões, com saldo positivo de US$ 33,7 bilhões e corrente de comércio de US$ 337,26 bilhões.

Balança Comercial Preliminar Parcial do Mês | 3ª Semana de julho/2025

Comparativo Mensal

Nas exportações, comparadas as médias até a 3ª semana de julho/2025 (US$1,4 bi) com a de julho/2024 (US$ 1,34 bi), houve crescimento de 4,5%. Em relação às importações, o crescimento foi de 12,9% na mesma comparação – saindo de US$ 1,01 bi para US$ 1,14 bi).

Assim, a média diária da corrente de comércio totalizou US$ 2,54 bilhões e a do saldo foi de US$ 257,71 milhões. Comparando-se este período com a média de julho/2024, houve crescimento de 8,1% na corrente de comércio.

Exportações e importações por setores

No acumulado das exportações, até a 3ª semana do mês de julho/2025, o desempenho dos setores pela média diária mostrou crescimento de US$ 51,39 milhões (7,2%) em produtos da Indústria de Transformação; e de US$ 15,43 milhões (5%) em Indústria Extrativa; com queda de US$ 5,79 milhões (-1,9%) em Agropecuária.

No acumulado das importações, também na média diária do período, houve crescimento de US$ 137,49 milhões (14,9%) em produtos da Indústria de Transformação; e de US$ 1 milhão (4,8%) em Agropecuária; com queda de US$ 7,44 milhões (-11,9%) em Indústria Extrativa.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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Comércio Exterior, Economia

Escalada da tensão entre Brasil e EUA eleva preocupação da indústria, diz FIESC

Setor defende o diálogo para evitar a aplicação do tarifaço — que, se for confirmado, trará consequências graves não só para o setor produtivo, mas para toda a sociedade brasileira

A escalada da tensão política entre Brasil e Estados Unidos aumentou a preocupação da indústria catarinense. O setor defende o diálogo para evitar a aplicação do tarifaço — que, se for confirmado, trará consequências graves não só para o setor produtivo, mas para toda a sociedade brasileira. O assunto foi discutido na reunião de diretoria da Federação das Indústrias (FIESC), nesta sexta-feira, dia 18.

Conforme relatos de industriais à Federação, embora ainda não estejam sendo cancelados pedidos, muitos clientes estão solicitando para que mercadorias encomendadas ainda não sejam embarcadas, até haver maior clareza sobre a situação.

“O ônus será para a sociedade. Dependemos muito dos Estados Unidos. É o destino para o qual exportamos produtos de valor agregado e que não conseguiremos redirecionar para outros mercados no curto prazo”, alertou o presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar, ressaltando que os EUA são o principal destino dos embarques catarinenses.

No ano passado, SC exportou US$ 1,74 bilhão para os Estados Unidos. Entre os principais produtos embarcados estiveram: obras de carpintaria para construções, motores elétricos, partes de motor, madeira, transformadores elétricos e partes e acessórios para veículos.

“Reconquistar um cliente norte-americano perdido por conta de aplicação de tarifas é difícil e caro. Então, o prejuízo será enorme. Temos uma relação de 200 anos de comércio e cooperação. Não podemos perder isso”, declarou Aguiar.

Na quarta, dia 16, Aguiar reuniu-se com o vice-presidente da República e ministro de Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, e defendeu o diálogo para tentar reverter os impactos do tarifaço. 

No encontro, ele salientou que retaliar seria o pior encaminhamento, pois ampliaria ainda mais os prejuízos para a indústria brasileira. “Além de tentar reduzir as tarifas, precisamos buscar alternativas como a prorrogação do prazo de início da aplicação, para haver mais tempo para as negociações e para que as empresas tenham fôlego para se reorganizar e buscar novos mercados”, disse, lembrando que a palavra de ordem é negociar. 

Fonte: FIESC

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Comércio Exterior

Setor de café negocia com os EUA deixar o produto fora da nova tarifa

Argumento é de que café é um produto natural não disponível nos EUA e, com isso, não faria sentido a sobretaxa norte-americana

setor de café brasileiro negocia com o governo de Donald Trump, nos Estados Unidos, medidas para retirar o café da lista de produtos que devem ser sobretaxados em 50% a partir de 1º de agosto.

Uma fonte que acompanha as negociações disse à EXAME que, nos EUA, a National Coffee Association (NCA), entidade comercial que representa a indústria do café americana, realizará uma nova rodada de conversas com a gestão do republicano nesta semana.

A negociação entre a associação de classe e o governo americano, que começou em abril, visa incluir o café brasileiro na lista de produtos estratégicos, classificando-o como um produto natural não disponível nos Estados Unidos. Dessa forma, o produto brasileiro ficaria de fora da lista de tarifas de Trump .

Além do argumento, a NCA deve apresentar um estudo que mostra que o café gera significativa riqueza nos EUA, já que o país importa o grão e agrega valor por meio da industrialização. Cerca de 76% dos americanos consomem café.

Para cada dólar de café importado, são gerados US$ 43 na economia americana. Isso representa 2,2 milhões de empregos, o que equivale a 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA, segundo o estudo da NCA.

A pesquisa também destaca que a indústria de café contribui com US$ 343 bilhões para a economia norte-americana.

No Brasil, Lula se encontrará com representantes do agro

Do lado de cá, representantes do setor de café devem se reunir nesta terça-feira, 15, com o governo federal para discutir a tarifa de Trump.

Participam do encontro com a gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entidades dos setores de laranja, celulose e café para definir os próximos passos nas negociações com o governo norte-americano. No domingo, 13, Luladeterminou a criação de um comitê interministerial para conversar com os setores mais afetados pela tarifa.

O encontro, marcado para as 14h, será liderado pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin (PSB), e contará com a participação dos ministérios da Agricultura e Pecuária (Mapa)Relações Exteriores e Fazenda.

Marcos Mattos, diretor-geral do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), afirmou à EXAME que, além do governo, a Frente Parlamentar Agropecuária (FPA) também agendou uma reunião para esta terça-feira, com foco na tarifa dos EUA.

A intenção, diz Mattos, é “munir os parlamentares” com informações sobre o setor e os possíveis impactos caso Trump mantenha a tarifa de 50% sobre os produtos importados do Brasil, a partir de 1º de agosto.

Além de ser o maior produtor mundial de café , o Brasil responde por 30% do market share de café nos EUA, segundo dados do Departamento de Estatísticas dos EUA, o que o posiciona como principal fornecedor do grão para o país, especialmente do tipo arábica. Em 2024, 83% do café desembarcado nos EUA era arábica.

No ano passado, os EUA representaram 16,1% de todas as exportações de café do Brasil , correspondendo, em termos de receita, a cerca de US$ 2 bilhões.

Com a taxação de Trump, países como Vietnã e Colômbia, que ocupam o segundo e o terceiro lugar, respectivamente, na produção global, não têm capacidade para oferecer uma quantidade significativa de café aos EUA, que têm uma demanda anual de 24 milhões de sacas. No caso do Vietnã, a produção é majoritariamente do tipo canéfora.

Tarifa de Trump

Analistas afirmam que, caso o Brasil deixe de exportar café para os EUA, a produção nacional poderia ser direcionada para outros mercados, especialmente os asiáticos, mas na visão do setor cafeeiro, a medida é vista como de curto prazo.

Na visão do diretor-executivo do Cecafé, sendo os Estados Unidos o principal mercado do Brasil, qualquer ação nesse sentido deve ser estruturada a longo prazo.

“Temos 30% do mercado. É preciso encontrar um meio-termo que beneficie ambas as partes”, afirma.

Celírio Inácio, diretor-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), compartilha da mesma visão e diz que, até que haja um alinhamento com novos mercados, “não há uma alternativa imediata”.

“Não podemos simplesmente substituir os 8 milhões de sacas exportadas para os Estados Unidos por outros países de forma rápida. Isso não é algo simples. Não podemos considerar a possibilidade de ficar sem os EUA”, diz.

José Pimenta Júnior, diretor de Comércio Internacional e Relações Governamentais na BMJ Associados, enfatiza que é necessário que o governo se organize com os setores agropecuários para definir os próximos passos, caso ocorram retaliações.

“Há diversas opções, que vão desde negociações de acesso a produtos americanos no mercado brasileiro, até retaliações em bens, além de possíveis retaliações cruzadas, como em Propriedade Intelectual ou Serviços”, afirma Pimenta.

Para ele, cabe ao governo brasileiro decidir quais instrumentos serão utilizados e como será feito esse processo.

“A experiência de outros países nas negociações com os americanos gira, principalmente, em torno do acesso preferencial e da melhoria do fluxo comercial. A retaliação, seja em bens ou cruzada, é uma medida arriscada e pode causar mais danos à relação bilateral”, diz.

Fonte: Exame

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Comércio, Portos

Tarifa retém em portos ou em alto-mar 30 mil t de carne destinadas aos EUA, diz Abiec

Segundo presidente da entidade, De acordo com Perosa, sobretaxa de 50% torna inviável exportação de carne bovina aos EUA

A indústria exportadora de carne bovina estima que cerca de 30 mil toneladas de mercadoria com destino aos Estados Unidos estão paradas em alto-mar após o anúncio do governo norte-americano de imposição de tarifa adicional de 50% sobre produtos importados brasileiros.

“Temos cerca de 30 mil toneladas de carne bovina produzidas que estão nos portos ou em alto-mar. A nossa preocupação é como será o desdobramento a partir de 1º de agosto”, afirmou o presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), Roberto Perosa, a jornalistas após reunião do setor agropecuário no âmbito do comitê interministerial do governo que discute a reação do Executivo ao tarifaço dos EUA.

“É um volume em torno de US$ 150 milhões a US$ 160 milhões que já estão produzidos e a caminho dos Estados Unidos. É uma preocupação adicional ao produtor de carne bovina”, apontou.

Fonte: Canal Rural

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