Exportação

Exportações do Brasil crescem e compensam perdas com tarifas impostas por Trump

Mesmo com a queda nas exportações do Brasil para os Estados Unidos após o tarifaço imposto por Donald Trump, o país conseguiu compensar as perdas ampliando as vendas para outros mercados. Entre agosto e outubro de 2025, o valor total perdido nas exportações para os americanos foi mais do que recuperado pelo aumento das receitas com os mesmos produtos enviados ao restante do mundo.

De acordo com levantamento do Valor Econômico com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), as exportações de 1.503 produtos afetados pelo tarifaço renderam US$ 1,58 bilhão a menos para os EUA em comparação com o mesmo período de 2024. Em contrapartida, os embarques desses itens para outros países aumentaram em US$ 3,1 bilhões, superando a perda.

Brasil mantém desempenho positivo apesar das tarifas de Trump

A análise considerou produtos em que os EUA representavam ao menos 5% das exportações brasileiras no mesmo trimestre de 2024 — um grupo que responde por 96% do valor total atingido pelas tarifas.

Segundo o economista-chefe do Iedi, Rafael Cagnin, o impacto do tarifaço foi limitado. “No agregado, o tarifaço americano não é uma hecatombe. Há uma boa capacidade de redirecionamento das exportações”, afirmou. Ele explica que setores mais voltados a bens intermediários e matérias-primas conseguiram se adaptar com mais facilidade, enquanto segmentos mais dependentes do mercado americano ainda enfrentam dificuldades.

Exportações aos EUA recuam, mas outros mercados absorvem mais

Nos três meses analisados, 24,2% dos produtos exportados aos EUA registraram aumento no valor embarcado. Já em 30% dos itens, houve queda tanto nas vendas aos americanos quanto ao restante do mundo. Em outros 27,6% dos produtos, o ganho com novos destinos superou a perda com os EUA.

No total, os bens afetados pelo tarifaço somaram US$ 3,76 bilhões em exportações aos EUA, contra US$ 5,3 bilhões no mesmo período de 2024. Para outros mercados, o montante subiu para US$ 18,2 bilhões, crescimento de 20% na comparação anual.

A exportação brasileira geral para os Estados Unidos — incluindo produtos isentos e não isentos — caiu 24,9% no trimestre até outubro. A retração foi mais acentuada entre os itens atingidos pelo tarifaço, com queda de 29,6%.

Lula e Trump discutem tarifaço em encontro na Malásia

No fim de outubro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu com Donald Trump na Malásia para discutir formas de reduzir o impacto das tarifas americanas sobre produtos brasileiros.

Para a economista Lia Valls, da FGV Ibre, a diversificação dos destinos mostra a resiliência da pauta exportadora brasileira. “O mercado americano continua relevante, mas o efeito do tarifaço foi menor do que se esperava, o que fortalece o Brasil nas negociações”, avaliou.

Setores mais afetados e produtos em destaque

Entre os 1.503 produtos analisados, o ferro e aço semimanufaturados lideram as exportações atingidas. As vendas ao mercado americano caíram 16,4%, totalizando US$ 491,3 milhões, enquanto os embarques para o resto do mundo cresceram 27,2%. Mesmo assim, a dependência dos EUA — que absorvem 65,7% das vendas brasileiras desse item — impediu uma compensação completa das perdas.

O cenário é diferente para o café brasileiro, que reduziu as vendas aos EUA em 16,7%, mas ampliou 14,5% para outros mercados. A perda de US$ 71,2 milhões nas exportações aos americanos foi compensada com folga por um ganho de US$ 409,4 milhões em outros destinos.

A carne bovina congelada seguiu a mesma tendência: queda de 60,5% nos embarques aos EUA e alta de 64,3% para o restante do mundo. A perda de US$ 165,2 milhões com os americanos foi mais do que compensada por US$ 1,7 bilhão adicionais em outros países. A participação dos EUA nas exportações de carne caiu de 9,3% para 2,4% em um ano.

De acordo com André Valério, economista do Inter, o México foi um dos principais destinos que absorveram a carne antes enviada aos EUA, com alta de 174,3% nos embarques. A China, principal parceira comercial do Brasil, também ampliou suas compras em 66,3% no período.

Alguns setores, porém, não conseguiram realocar a produção — como os de madeira e armamentos, que permanecem mais dependentes do mercado americano.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Leo Pinheiro/Valor

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Comércio Exterior

Trump anuncia corte nas tarifas do café e pode impulsionar exportações do Brasil

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que pretende reduzir tarifas sobre o café, uma das principais exportações do Brasil. A declaração foi feita durante entrevista ao programa The Ingraham Angle, da Fox News.

Segundo Trump, a medida será aplicada “em breve” e pode impactar diretamente os preços da bebida no mercado americano. “Vamos baixar algumas tarifas sobre o café e garantir que o produto volte a entrar nos EUA. Vamos resolver isso rapidamente, de forma cirúrgica”, declarou o republicano, destacando que o custo de vida no país “está bem menor”.

Tarifas de 50% reduziram as exportações brasileiras

Desde agosto, o café brasileiro vem sendo taxado em 50% para entrar no mercado americano, o maior consumidor mundial do produto. O Brasil é responsável por cerca de um terço do café consumido nos EUA, com exportações de US$ 1,96 bilhão em 2024, segundo dados da International Trade Administration. A Colômbia aparece em segundo lugar, com US$ 1,48 bilhão no mesmo período.

As tarifas impostas pela gestão Trump afetaram importadores e consumidores, causando estoques parados, cancelamentos de contratos e uma alta média de 40% nos preços ao consumidor. Em setembro, os preços registraram a maior alta mensal do século, com avanço de 3,6%, e em outubro o café ficou 19% mais caro que no mesmo mês de 2024.

Conversas entre Trump e Lula indicam possível acordo

Em outubro, Trump se reuniu com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na Malásia, para discutir a remoção de tarifas sobre produtos brasileiros. O encontro pode abrir caminho para um novo acordo comercial que reduza os preços do café nos Estados Unidos.

Dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (CeCafé) apontam que as exportações brasileiras para os EUA caíram 52,8% em setembro de 2025 em comparação ao mesmo mês de 2024, totalizando 332,8 mil sacas. Mesmo assim, os Estados Unidos seguem como principal destino do café brasileiro no acumulado de janeiro a setembro, com 4,36 milhões de sacas, o equivalente a 15% dos embarques totais.

Setor de café especial sofre com tarifas e clima

Entre janeiro e outubro, o café não torrado representou 5,3% das exportações brasileiras para os EUA, somando US$ 1,7 bilhão, conforme o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) — acima dos 4,7% registrados em 2024.

Além das tensões comerciais, o setor cafeeiro enfrenta desafios climáticos. Desde 2020, secas recorrentes têm reduzido a oferta global, elevando os preços futuros do arábica em 40% e do robusta em 37% desde agosto.

De acordo com a Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA), os embarques de cafés finos para os EUA caíram 67% após o início das tarifas. Antes das taxações, cerca de 150 mil sacas eram enviadas mensalmente para Califórnia, Nova York e Oregon, número que despencou para 50 mil.

Esses cafés, que podem ultrapassar R$ 3 mil por saca de 60 quilos, foram destaque durante a Semana Internacional do Café (SIC), em Belo Horizonte, onde produtores relataram perdas expressivas e esperam que o corte anunciado por Trump reacenda as exportações brasileiras e estabilize o mercado americano.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters

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Economia, Internacional

Café da Manhã com Câmaras de Comércio reforça parcerias internacionais e oportunidades de negócios no Paraná

O Sistema Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Sistema Fiep), por meio do Centro Internacional de Negócios (CIN-PR), realizou o evento “Café da Manhã com as Câmaras de Comércio do Paraná”, iniciativa voltada ao fortalecimento das relações bilaterais e à criação de novas oportunidades de negócios e investimentos para o estado.

O encontro reuniu representantes de diversas Câmaras de Comércio, instituições e órgãos públicos, consolidando o Paraná como um polo de cooperação internacional e inovação empresarial. Entre os participantes, estiveram a Associação Comercial do Paraná (ACP), o Corpo Consular do Paraná, os Correios, o Sebrae, o IRIP e a Prefeitura de Curitiba.

Networking e cooperação internacional em foco

O evento foi marcado por um ambiente de diálogo e networking, com a integração de lideranças empresariais e diplomáticas. As discussões reforçaram o papel estratégico das Câmaras de Comércio na promoção do comércio exterior, na atração de investimentos estrangeiros e no fortalecimento das relações econômicas globais — pilares centrais do programa Paraná4Business.

Durante a abertura, o gerente de Relações Internacionais da Fiep, Higor de Menezes, apresentou o trabalho do Sistema Fiep ao lado de Juliana Penhaki, Rafael Asinelli, Caroline Nascimento e Fernanda Wolf, dos Conselhos Temáticos e Setoriais. O grupo destacou iniciativas voltadas ao desenvolvimento industrial paranaense e à internacionalização das empresas locais.

Câmaras de Comércio apresentam projetos e estratégias para 2026

Na sequência, os representantes das Câmaras de Comércio apresentaram planos e projetos para 2026, com foco em cooperação econômica, inovação e internacionalização de empresas. Participaram do encontro as câmaras de Alemanha, Estados Unidos (AMCHAM), Argentina, China, Finlândia, França, Índia, Itália, Japão, Luxemburgo, Portugal e Romênia-Moldávia.

As propostas destacaram a importância de ações conjuntas para ampliar o intercâmbio comercial e criar novas rotas de investimento entre o Paraná e os principais mercados mundiais.

Paraná se consolida como estado globalmente competitivo

O Café da Manhã com as Câmaras de Comércio reafirmou o compromisso do Sistema Fiep em aproximar o setor produtivo paranaense das redes internacionais de negócios, consolidando o estado como um ambiente aberto, inovador e competitivo no cenário global.

Diante dos resultados positivos, o Sistema Fiep anunciou que o evento terá novas edições, com o objetivo de ampliar o diálogo bilateral e fomentar parcerias estratégicas para o desenvolvimento econômico sustentável.

A instituição agradeceu a presença dos representantes das câmaras e dos parceiros institucionais, reforçando que a iniciativa representa um marco para o futuro das relações internacionais e do crescimento industrial no Paraná.

FONTE: FIEPR
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/FIEPR

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Exportação

Piauí e Roraima vão implementar planos de promoção da cultura exportadora em 2026

O Comitê Nacional para a Promoção da Cultura Exportadora (CNPCE), vinculado à Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), realizou sua 4ª Reunião Ordinária. O encontro reforçou o compromisso do governo federal com a diversificação das exportações brasileiras e a interiorização das oportunidades de comércio exterior.

Durante a reunião, foi definido que Piauí e Roraima terão seus Planos Estaduais de Promoção da Cultura Exportadora elaborados no primeiro semestre de 2026, com apoio técnico e financeiro do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Oficinas e apoio às empresas locais

Os planos incluirão oficinas virtuais e presenciais voltadas à identificação das prioridades de cada estado. Segundo a secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres, o objetivo é fortalecer a cultura exportadora e levar ferramentas de apoio às empresas com potencial de acesso ao mercado internacional.

“Fortalecer a cultura exportadora é dar visibilidade ao potencial local e abrir caminhos para que mais empresas brasileiras alcancem o mercado global”, destacou Prazeres.

A diretora de Promoção às Exportações e Facilitação do Comércio do MDIC, Janaína Batista, ressaltou que a parceria entre o governo federal e os estados tem gerado resultados concretos.

“Cada plano estadual representa um passo importante na construção de uma rede de exportadores mais diversa. A PNCE é sobre dar ferramentas, confiança e visibilidade para que empresas de todos os tamanhos e regiões possam chegar mais longe”, afirmou.

Novos integrantes fortalecem a governança

A reunião marcou ainda a adesão da Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP) ao comitê. A entrada da entidade amplia a presença da Política Nacional da Cultura Exportadora (PNCE) nos municípios, aproximando as prefeituras das ações de fomento ao comércio exterior e fortalecendo o ecossistema exportador.

O CNPCE é composto por representantes do MDIC, MAPA, MDA, MRE, ApexBrasil, Sebrae, BNDES, Banco do Brasil, Correios, Embratur, CNI, CNC, CNS, CNA, FNP, além dos estados e do Distrito Federal. O grupo é responsável por acompanhar a execução da PNCE, propor melhorias e articular ações entre órgãos públicos e o setor privado.

Expansão regional e resultados positivos

O encontro também apresentou o Relatório de Implementação da PNCE 2025 (versão preliminar), o monitoramento do Plano de Trabalho 2024/2025, além do novo plano 2025/2026 e atualizações sobre os programas Elas Exportam e Raízes Comex.

Atualmente, todos os estados brasileiros participam da PNCE. Sete deles — Pará, Pernambuco, Rondônia, Mato Grosso, Tocantins, Espírito Santo e Amapá — já concluíram seus planos estaduais, desenvolvidos de forma colaborativa entre governos locais, parceiros regionais e o MDIC.

Em 2024, esses estados reuniram 2.171 empresas exportadoras, representando 7,5% do total nacional e movimentando US$ 68,8 bilhões, o equivalente a 20,4% das exportações brasileiras.

De janeiro a outubro de 2025, as exportações desses estados cresceram 4,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, totalizando US$ 61,2 bilhões e respondendo por 21,1% das vendas externas do país.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MDIC

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Exportação

Brasil amplia exportações e conquista habilitação para vender sorgo e DDG à China

O Brasil recebeu autorização para que dez unidades exportem sorgo e cinco estabelecimentos enviem DDG (grãos secos de destilaria) à China, consolidando o país asiático como o principal parceiro comercial do agronegócio brasileiro. A medida abre novas oportunidades tanto para o setor de sorgo quanto para a indústria de etanol de milho, ampliando o alcance internacional dos produtos nacionais.

Parcerias firmadas e protocolos assinados

As habilitações são resultado direto da assinatura de dois acordos bilaterais: o Protocolo Fitossanitário do Sorgo, firmado em novembro de 2024, e o Protocolo de Proteínas e Grãos Derivados da Indústria do Etanol de Milho, celebrado em maio de 2025. Além disso, os modelos de certificado fitossanitário foram finalizados em conjunto pelas autoridades brasileiras e chinesas, garantindo conformidade com as exigências técnicas de ambos os países.

Produção e exportação de sorgo no Brasil

Responsável por mais de 60% da produção nacional, a região Centro-Oeste é o principal polo de sorgo do Brasil. Em 2024, segundo o IBGE, o país produziu 4 milhões de toneladas, das quais 178,4 mil toneladas (4%) foram destinadas à exportação. Foram habilitadas dez unidades, distribuídas entre Mato Grosso (4), Minas Gerais (4), Rondônia (1) e Bahia (1). A China, que responde por 80% das importações globais de sorgo, comprou mais de US$ 2,6 bilhões do grão no último ano.

Expansão do mercado de DDG

O DDG, coproduto obtido do processamento do milho para etanol, também ganha destaque nas exportações brasileiras. O país é o terceiro maior produtor de milho do mundo e exportou cerca de 791 mil toneladas de DDG em 2024. A nova habilitação contempla quatro unidades no Mato Grosso e uma no Mato Grosso do Sul, fortalecendo o comércio com a China, que importou mais de US$ 66 milhões desse insumo no mesmo período.

Impactos econômicos e sustentáveis

Com essas autorizações, o Brasil estabelece um canal regular de exportação para o maior importador global de grãos e insumos para ração animal, aumentando a previsibilidade dos contratos e criando condições para ampliar o volume exportado nas próximas safras. Além dos ganhos econômicos, as novas habilitações reforçam o compromisso do país com a sustentabilidade, já que a exportação de coprodutos do agronegócio, como o DDG, estimula a economia circular e o aproveitamento de resíduos industriais.

Cooperação entre governo e setor privado

O avanço nas negociações foi resultado do trabalho conjunto entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a Adidância Agrícola e a Embaixada do Brasil em Pequim, o Ministério das Relações Exteriores (MRE) e o setor privado, em alinhamento com as exigências técnicas das autoridades chinesas.

Em 2024, a China se manteve como o principal destino das exportações agropecuárias brasileiras, com mais de US$ 49,6 bilhões em produtos enviados pelo agronegócio nacional.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério da Agricultura e Pecuária

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Eventos

Tarifaço e barreiras comerciais: especialistas discutem riscos e caminhos para o Brasil em evento online

Especialistas em comércio exterior, economia e relações institucionais estarão reunidos no dia 18 de novembro para analisar o avanço do protecionismo global e debater alternativas para fortalecer a presença do Brasil nas cadeias internacionais de valor.

O Fórum Comércio Exterior – Desafios e Oportunidades, promovido pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), será realizado em formato online, com transmissão ao vivo pelo canal CNC Play no YouTube, das 10h às 11h30. O encontro foi organizado em um momento decisivo: o aumento das barreiras comerciais ao redor do mundo e as novas sobretaxas anunciadas pelos Estados Unidos reacenderam o alerta sobre a competitividade do Brasil no mercado internacional.

Tarifaço dos EUA reacende alerta

O recente movimento de aumento tarifário pelos Estados Unidos — que pode chegar a até 50% sobre produtos brasileiros — já preocupa o setor exportador. Segmentos como o químico, metalúrgico e de transformação relatam perda de competitividade e redução das margens.

José Carlos Raposo Barbosa, presidente da Federação Nacional dos Despachantes Aduaneiros (Feaduaneiros), representará no Fórum a Câmara Brasileira do Comércio Exterior (CBCEX) da CNC. Ele destaca que o momento exige alinhamento institucional e estratégia. “O comércio exterior brasileiro precisa de previsibilidade e de uma estratégia nacional sólida. As empresas estão preparadas para competir, mas precisam de um ambiente que ofereça segurança jurídica e apoio governamental para enfrentar as barreiras externas”, afirma Raposo.

Brasil ainda enfrenta barreiras internas

Além das pressões externas, o país convive com entraves domésticos que dificultam a inserção de empresas nas cadeias globais. Estudos apontam que o Brasil é um dos países com maior número de barreiras não tarifárias, como exigências técnicas e licenças específicas, além da morosidade nos processos aduaneiros.

O economista Fabio Bentes, gerente-executivo de Análise e Desenvolvimento Econômico da CNC, reforça que o cenário internacional passa por transformações profundas. “A tendência mundial é de reindustrialização e regionalização de cadeias. Se o Brasil não reagir com acordos comerciais e políticas de incentivo, pode ver sua participação no comércio global cair ainda mais”, alerta Bentes.

Agenda de soluções no formato digital

O evento tem como objetivo propor caminhos práticos para que o setor privado e o poder público trabalhem de forma integrada na construção de uma política comercial mais competitiva.

Além de Raposo e Bentes, participarão:

  • Otávio Leite, consultor da Fecomércio-RJ e ex-deputado federal
  • Felipe Miranda, coordenador legislativo da Diretoria de Relações Institucionais da CNC

As discussões incluirão estratégias de diplomacia comercial, redução de custos logísticos, acordos regionais e mecanismos para ampliar a participação de pequenas e médias empresas no comércio exterior.

Felipe Miranda destaca a importância da aproximação entre o Congresso Nacional e as entidades empresariais. “O Brasil precisa atualizar sua política comercial com base em dados e previsões globais. O papel da CNC é justamente articular essa ponte entre o Legislativo e o setor produtivo”, afirma.

Liderança institucional

A abertura contará com a participação de José Roberto Tadros, presidente da CNC, além de:

  • Luiz Carlos Bohn (Fecomércio-RS)
  • Sergio Henrique Moreira de Sousa (AGR)
  • Andrea de Marins Esteves (ACBCS)

A iniciativa reforça o protagonismo da CNC na articulação de pautas estratégicas do comércio e serviços, com atuação em fóruns nacionais e internacionais.

Serviço – Evento Online

Fórum Comércio Exterior – Desafios e Oportunidades
📅 18 de novembro de 2025
🕙 10h às 11h30 (horário de Brasília)
💻 Transmissão ao vivo no YouTube – canal CNC Play
👥 Palestrantes: José Carlos Raposo, Otávio Leite, Fabio Bentes e Felipe Miranda


Inscrições gratuitas no link abaixo:
https://www.sympla.com.br/evento-online/forum-comercio-exterior-desafios-e-oportunidades/3149329?referrer=cnc.agidesk.com&referrer=cnc.agidesk.com&referrer=www.google.com&referrer=www.google.com

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Agronegócio

Brasil amplia exportações com novas aberturas de mercado nos Emirados Árabes e no Líbano

O Brasil conquistou duas novas aberturas de mercado internacional, com autorização para exportar codornas aos Emirados Árabes Unidos (EAU) e feijão preto ao Líbano. As negociações, concluídas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em parceria com o Ministério das Relações Exteriores (MRE), reforçam a presença do país no comércio agropecuário global.

Exportações para os Emirados Árabes Unidos

As autoridades sanitárias dos EAU aprovaram a importação de codornas destinadas à alimentação animal, abrindo mais uma frente para o setor pecuário brasileiro. Somente em 2024, o país árabe comprou mais de US$ 3,3 bilhões em produtos agropecuários do Brasil, tornando-se o sexto maior destino das exportações do agronegócio brasileiro.

Feijão preto brasileiro chega ao Líbano

No Líbano, o aval sanitário permitirá a entrada do feijão preto brasileiro, fortalecendo o comércio bilateral. No mesmo ano, o Brasil exportou US$ 432 milhões em produtos agropecuários ao mercado libanês, com destaque para carnes, itens do complexo sucroalcooleiro e derivados de soja.

Expansão do agronegócio

Com as novas autorizações, o agronegócio do Brasil acumula 488 aberturas de mercado desde o início de 2023, resultado direto da diplomacia comercial e do esforço conjunto entre Mapa e MRE para ampliar o acesso dos produtos brasileiros a novos destinos.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério da Agricultura e Pecuária

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Sem Categoria

Santa Catarina fortalece laços comerciais com a Argentina e amplia exportações de produtos de alto valor agregado

Governo catarinense busca ampliar negócios com a Argentina

Com o objetivo de impulsionar as exportações e promover produtos de alto valor agregado, o Governo de Santa Catarina, em parceria com a Fiesc (Federação das Indústrias) e o Sebrae/SC, realizou o Encontro de Negócios BR/SC – Argentina. O evento aconteceu na Embaixada do Brasil em Buenos Aires e reuniu empresários dos dois países para discutir novas oportunidades de cooperação.


Santa Catarina apresenta potencial econômico

A missão catarinense foi liderada pelo governador Jorginho Mello, que ressaltou o papel estratégico da aproximação com o mercado argentino.

“Viemos a Buenos Aires para mostrar as potencialidades de Santa Catarina e abrir portas para novos negócios em diversos setores, especialmente o moveleiro”, afirmou o governador.


Exportações crescem mais de 25% em 2024

Os números confirmam o bom momento da balança comercial entre Santa Catarina e a Argentina. As vendas ao país vizinho cresceram 25,2% nos dez primeiros meses de 2024, em relação ao mesmo período do ano anterior. Apenas em outubro, o aumento foi de 8,4%, evidenciando o fortalecimento das relações econômicas.

Parceria estratégica além do turismo

O secretário de Articulação Internacional e Projetos Estratégicos de SC, Paulinho Bornhausen, destacou que a relação entre os dois mercados vai muito além do turismo.

“O evento reuniu um grande número de empresários argentinos e brasileiros. Santa Catarina está de portas abertas para a Argentina, incentivando novos investimentos e parcerias comerciais”, disse Bornhausen.


Indústria diversificada impulsiona oportunidades

Para o presidente da Fiesc, Gilberto Seleme, a aproximação ocorre em um momento propício, diante da recuperação econômica argentina.

“A Argentina é uma parceira natural de Santa Catarina. Nosso estado tem uma indústria diversificada e competitiva, e a presença do governador reforça a credibilidade do setor produtivo catarinense”, destacou.

Seleme ainda acrescentou que o objetivo é mudar a percepção sobre o estado no mercado argentino.

“Queremos que o argentino veja Santa Catarina não só como destino turístico, mas também como um ambiente de negócios e investimentos”, concluiu.


Delegação empresarial catarinense

A comitiva de Santa Catarina contou com 23 empresários de diferentes segmentos, reforçando o interesse do estado em ampliar a presença de produtos catarinenses no mercado internacional e estreitar os laços econômicos com a Argentina.

Fonte: Governo de Santa Catarina / Fiesc
TEXTO: Redação

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Comércio Exterior

Corrente de comércio brasileira chega a US$ 540,8 bilhões até a 1° semana de novembro

Na 1ª semana de Novembro de 2025, a balança comercial registrou superávit de US$ 1,811 bilhão e corrente de comércio de US$ 13,8 bilhões, resultado de exportações no valor de US$ 7,8 bilhões e importações de US$ 5,9 bilhões.

No ano, as exportações totalizam US$ 297,5 bilhões e as importações, US$ 243,3 bilhões, com saldo positivo de US$ 54,2 bilhões e corrente de comércio de US$ 540,8 bilhões. Esses e outros resultados foram divulgados nesta segunda-feira (10/11) pela Secretaria de Comércio Exterior (SECEX) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Balança Comercial Mensal – Dados preliminares – 1ª semana de novembro/2025

Nas exportações, comparadas as médias até a 1ª semana de novembro/2025 (US$ 1,56 bilhão) com as de novembro/2024 (US$ 1,46 bilhão), houve crescimento de 6,4%. Em relação às importações, houve crescimento de 7,9% na comparação entre as médias até a 1ª semana de novembro/2025 (US$ 1,19 bilhão) com as do mês de novembro/2024 (US$ 1,11 bilhão).

Assim, até a 1ª semana de Novembro/2025, a média diária da corrente de comércio totalizou US$ 2.759 milhões e o saldo, também por média diária, foi de US$ 362 milhões. Comparado este período com a média de Novembro/2024, houve crescimento de 7,1% na corrente de comércio

Exportações e Importações por Setor

No acumulado até a 1ª semana do mês de Novembro/2025, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores exportadores, pela média diária, foi o seguinte: crescimento de US$ 99,66 milhões ( 42,2%) em Agropecuária; queda de US$ -90,63 milhões (-22,7%) em Indústria Extrativa e crescimento de US$ 88,02 milhões ( 10,7%) em produtos da Indústria de Transformação.

No acumulado até a 1ª semana do mês de Novembro/2025, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores importadores, pela média diária, foi o seguinte: queda de US$ -1,16 milhões ( -5,2%) em Agropecuária; crescimento de US$ 7,13 milhões ( 11,5%) em Indústria Extrativa e crescimento de US$ 81,32 milhões ( 8,0%) em produtos da Indústria de Transformação.

FONTE: MDIC
IMAGEM: Reprodução/ACICG

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Exportação

Brasil bate recorde de exportações de café para a Rússia em outubro e fatura quase R$ 400 milhões

O Brasil registrou um recorde histórico nas exportações de café para a Rússia em outubro, movimentando US$ 74,4 milhões (cerca de R$ 398 milhões), segundo dados da alfândega brasileira compilados pela Sputnik Brasil. O resultado representa um salto expressivo nas vendas externas, consolidando o país como maior produtor e exportador de café do mundo.

Exportações de café crescem seis vezes em um mês

O volume exportado à Rússia aumentou quase seis vezes em relação a setembro e 30% na comparação anual, impulsionando o país ao sétimo lugar entre os principais importadores do café brasileiro. A Alemanha continua na liderança, com US$ 267,3 milhões em compras, seguida pelos Estados Unidos (US$ 140,2 milhões) e Itália (US$ 118,4 milhões).

Em termos de quantidade física, as exportações somaram 11,8 mil toneladas, alta de 5,5 vezes em relação ao mês anterior, mas queda de 2,5% frente a outubro de 2024. Especialistas explicam que essa leve retração é resultado da alta de 25% no preço do café arábica, variedade na qual o Brasil se destaca mundialmente.

Receita acumulada supera desempenho do ano anterior

Apesar da queda pontual no volume, o desempenho financeiro das exportações segue em ritmo acelerado. De janeiro a outubro, as empresas russas compraram 57,7 mil toneladas de café brasileiro, movimentando US$ 362,4 milhões — valor 72% superior ao registrado no mesmo período de 2024, quando o total foi de US$ 211,8 milhões.

Fortalecimento das relações comerciais entre Brasil e Rússia

O resultado confirma a diversificação geográfica das exportações brasileiras e o estreitamento das relações comerciais com a Rússia, especialmente no setor agroindustrial. Para analistas, o cenário favorável deve se manter, embora a volatilidade dos preços internacionais e as variações cambiais continuem sendo fatores de atenção para os próximos meses.

Com a demanda russa aquecida e os preços do café em alta, produtores brasileiros buscam aproveitar o bom momento e monitoram atentamente o clima e a oferta global, que podem influenciar as próximas safras.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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