Comércio Exterior

O Catálogo de Produtos como peça-chave no desligamento das LI/DI

O catálogo de produtos deixou de ser um detalhe técnico para se tornar o coração do novo modelo de importação brasileiro. Com o cronograma oficial de desligamento das LI/DI em pleno desenvolvimento, o Governo Federal deu o sinal definitivo para a transição à DUIMP — e com ela, à padronização e à rastreabilidade total das informações de importação. Nesse cenário, a tecnologia ganha papel central, e soluções como a da Blue Route mostram que a inteligência artificial pode ser a chave para cumprir as novas exigências com segurança e eficiência.

O cronograma que acelera a mudança

O plano de desligamento do módulo LI/DI do SISCOMEX estabelece etapas escalonadas que obrigam importadores a migrarem gradualmente para a DUIMP e a adotarem o Catálogo de Produtos padronizado. A transição, prevista em várias fases, torna imprescindível que empresas ajustem processos e bases de dados para evitar retrabalho, atrasos ou inconformidades que podem travar operações.

O Catálogo de Produtos exige não apenas campos preenchidos, mas informações fundamentais como: classificação correta, especificações técnicas e atributos de cada item, quando exigido, devendo o importador complementar as informações no detalhamento. Em suma: não basta declarar — é preciso justificar tecnicamente cada escolha. Isso eleva a complexidade operacional, especialmente para importadores que trabalham com grande volume de SKUs e produtos tecnicamente sofisticados.

Blue Route: IA, fundamentação técnica e gestão de risco

Nesse ambiente de maior rigor, a Blue Route surge como solução tecnológica que combina automação, inteligência artificial e um sistema de gerenciamento de risco integrado. Segundo Beatriz Grance Rinn, CEO da Blue Route, a plataforma oferece ao importador autonomia para determinar o nível de auditoria que deseja aplicar — “É uma sistemática que gerencia o risco dessa operação. O importador vai poder determinar o percentual de conferência mais adequado para sua segurança — seja 5%, 30%, 70% ou até 100% dos itens”, explica.

Quatro camadas de IA — e uma ênfase na fundamentação

A plataforma da Blue Route foi aprimorada com quatro camadas de IA; a mais recente é especificamente voltada à fundamentação técnica das informações — justamente o que o Catálogo exige. “A palavra fundamentação é muito importante nas exigências e nas normativas. Você não pode simplesmente reproduzir qualquer informação. É preciso justificar por que aquele produto é o que está sendo declarado”, afirma Beatriz. A ferramenta busca informações em fontes confiáveis para embasar a classificação fiscal sugerida, criando um ciclo seguro de validação.

Redução de erros humanos e ganho de produtividade

Ao automatizar o preenchimento e, ao mesmo tempo, oferecer justificativas técnicas verificáveis, a solução reduz drasticamente o risco de falhas humanas — uma vulnerabilidade comum quando grandes volumes de produtos são cadastrados manualmente. “Nosso objetivo é criar uma menor interação humana e aumentar o nível de produtividade, assertividade e segurança nos preenchimentos”, diz a CEO. 

Além da automação, a Blue Route entrega controle estratégico: o importador escolhe sua política de auditoria e o percentual amostral a ser verificado, seguindo lógica semelhante à utilizada pela Receita Federal na seleção de cargas para inspeção física. Essa flexibilidade permite que empresas adaptem o nível de revisão à sua realidade operacional e ao perfil de risco de cada operação.

Escala e credenciais

Com mais de 500 projetos ativos nos mais diversos seguimentos da economia, a Blue Route já atende clientes que enfrentam alta complexidade técnica e grandes catálogos de produtos. A empresa se posiciona como parceira na transição para o novo modelo, com foco em compliance aduaneiro, segurança regulatória e eficiência operacional. “Nosso objetivo sempre foi apoiar os importadores nesse grande desafio que é o comércio exterior e prepará-los para o futuro”, reforça Beatriz Grance Rinn. Para o CTO Christiano Fitarelli, o diferencial da Blue Route vai além da tecnologia: “Nossa missão não é apenas entregar tecnologia, mas oferecer soluções direcionadas ao compliance aduaneiro e às exigências normativas do setor”.

TEXTO: REDAÇÃO
IMAGEM: ILUSTRATIVA / FREEPIK

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Comércio Exterior

Lacre inteligente da Fractal fortalece a performance no comércio exterior

A busca por operações seguras e previsíveis no comércio exterior pode elevar o interesse por tecnologias capazes de reforçar compliance, mitigar riscos e atender às exigências do Programa Operador Econômico Autorizado (OEA). Entre os elementos avaliados para a certificação, a integridade da carga e o controle de acesso aos volumes ocupam posição central.

A Fractal, empresa especializada em segurança tecnológica para cadeias logísticas, destaca que a adoção de dispositivos capazes de registrar violações, autenticar aberturas e gerar histórico auditável fortalece a performance das operações que buscam ou já mantêm o selo OEA. A tecnologia pode ampliar o controle de ponta a ponta e reduz vulnerabilidades em processos de importação e exportação.

Para Mary Anne Amorim, cofundadora e CCO da Fractal, o uso de lacres tradicionais já não atende às exigências de uma cadeia globalizada.

“O OEA exige previsibilidade, governança e fluxo operacional confiável. O lacre inteligente agrega camadas de segurança que o lacre físico não oferece, porque conecta dados, autentica eventos e registra tudo de forma interoperável”, afirma.

A executiva explica que o dispositivo inteligente funciona como parte de um ecossistema de integridade logística.

“A tecnologia permite validar quem abriu, quando abriu e o local que foi aberto (gps). Esses dados se conectam a sistemas corporativos e plataformas governamentais, fortalecendo auditorias e reduzindo dúvidas sobre a custódia da carga”, destaca Amorim.

Segundo a Fractal, a rastreabilidade combinada à análise de eventos ajuda empresas a monitorar ocorrências em tempo real, antecipar riscos e atender requisitos de segurança previstos em normas internacionais.

“A precisão das informações melhora a tomada de decisão e reduz impactos financeiros decorrentes de inconsistências nos processos. É uma evolução importante para quem atua em comércio exterior”, acrescenta a executiva.

TEXTO E IMAGEM: FRACTAL

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Comércio Exterior

Infraestrutura e desempenho portuário permanecem como desafios centrais para o comércio exterior brasileiro

Um conjunto de levantamentos divulgados por entidades do setor produtivo aponta que o custo de transporte e a ineficiência portuária continuam entre os principais entraves para a competitividade das exportações brasileiras. Os dados mostram que o país enfrenta limitações históricas em infraestrutura, que afetam diretamente o desempenho das empresas que atuam no comércio internacional.

O estudo mais recente da Confederação Nacional da Indústria indica que os custos logísticos representam, em média, 12,4% do faturamento das empresas voltadas ao mercado externo. O percentual é mais que o dobro do observado em países que lideram o comércio global, onde o indicador costuma permanecer entre 6% e 8%.

Outro ponto identificado é o tempo de permanência das cargas nos portos. Informações reunidas pelo Banco Mundial no Índice de Desempenho Logístico mostram que o Brasil ainda figura abaixo de economias emergentes da América Latina no quesito agilidade portuária. O tempo médio entre chegada, inspeção, carregamento e liberação da carga pode ser até três vezes maior que o observado em terminais da Ásia e da Europa.

A combinação entre alto custo de transporte terrestre e limitação operacional nos portos afeta tanto exportadores quanto importadores. No caso das exportações, os produtos chegam ao mercado externo com menor margem competitiva. Já nas importações, o impacto aparece no preço final, no prazo de entrega e na capacidade de abastecimento das cadeias internas.

Estrutura logística e gargalos operacionais

O Instituto de Logística e Supply Chain aponta que o transporte rodoviário concentra cerca de 65% do deslocamento de cargas no país, o que aumenta a dependência de combustíveis, pedágios e manutenção de frota. Em regiões em que as rotas passam por estradas com pavimentação irregular, o tempo de transporte pode dobrar em comparação a trajetos equivalentes em países com matriz logística mais diversificada.

Nos portos, a limitação de calado, a baixa automação de pátios e o uso reduzido de sistemas integrados de gestão continuam entre os principais fatores que ampliam o tempo de espera para atracação. Dados recentes da Antaq mostram que o tempo médio de fila para navios de container variou acima da média global em diversos terminais ao longo de 2024.

Os setores mais impactados são o agronegócio, a indústria de transformação e os embarcadores de produtos de alto valor agregado. Em períodos de safra, a combinação de picos de demanda e gargalos estruturais afeta a fluidez das operações, ampliando custos de armazenagem e estendendo prazos logísticos.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil também registrou aumento no custo logístico para exportadores de grãos. O deslocamento de cargas do Centro-Oeste até os portos do Sudeste pode representar até 30% do valor do produto em determinadas rotas, o que limita a competitividade frente a países que possuem corredores ferroviários ou hidrovias mais consolidados.

Impactos diretos na cadeia importadora e exportadora

O cenário atual aponta que a ineficiência logística não atinge apenas quem envia produtos ao exterior. Importadores também enfrentam custos adicionais com armazenagem, demurrage e variações de prazos decorrentes da lentidão operacional. Relatórios recentes do setor marítimo indicam que atrasos recorrentes influenciam diretamente a formação de preços e a previsibilidade das cadeias internas de suprimento.

A falta de integração entre transporte terrestre, terminais portuários e sistemas aduaneiros aparece como um dos fatores centrais. Empresas que dependem de insumos importados relatam que a instabilidade logística interfere na produção e na capacidade de atender à demanda interna. O problema se intensifica em segmentos que operam com estoques reduzidos.

A discussão sobre infraestrutura volta ao centro do debate econômico com os dados apresentados este ano. Enquanto investimentos em corredores logísticos avançam em países concorrentes, o Brasil mantém gargalos que repercutem em toda a cadeia importadora e exportadora. A capacidade de reduzir esses custos e ampliar a eficiência portuária será determinante para posicionar o país de forma mais competitiva no comércio global.

TEXTO E IMAGEM: PROCESS CERTIFICAÇÕES

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Portos

Nomeação de vice-CEO fortalece estratégia da TCP no setor portuário

A TCP, administradora do Terminal de Contêineres de Paranaguá, anunciou em dezembro de 2025 a nomeação de Michael Zhang para o cargo de vice-CEO. Com ampla atuação nas áreas de operações portuárias, logística e desenvolvimento de negócios, o executivo chega com a missão de reforçar a posição da companhia como referência em eficiência operacional e inovação portuária na América Latina.

TCP consolida crescimento e recordes operacionais

Atualmente, a TCP ocupa a posição de terceiro maior terminal portuário do Brasil e lidera a movimentação de contêineres na Região Sul. Entre janeiro e novembro de 2025, o terminal movimentou 1.518.385 TEUs, superando a marca de 1,5 milhão de unidades ainda em novembro, 20 dias antes do registrado em 2024.

O desempenho reforça a relevância da TCP no comércio exterior brasileiro, especialmente em um cenário de expansão da demanda logística.

Estratégia de longo prazo e foco em competitividade

A chegada de Zhang integra um plano estratégico voltado à expansão da capacidade operacional, ao fortalecimento da liderança regional e à aceleração dos objetivos de crescimento sustentável da empresa. A experiência internacional do novo vice-CEO é vista como um diferencial para alinhar inovação, eficiência e competitividade.

Entre as prioridades da gestão estão o aumento da capacidade para atender ao avanço do comércio exterior, a transformação digital dos processos, o aprimoramento da experiência do cliente e o fortalecimento das iniciativas de sustentabilidade, em consonância com padrões ambientais globais.

Inovação, tecnologia e sustentabilidade no centro da gestão

Segundo Zhang, no curto prazo, os clientes devem perceber melhorias na qualidade dos serviços e maior agilidade operacional. No horizonte estratégico, a TCP seguirá investindo em tecnologias de ponta, soluções logísticas inovadoras e práticas sustentáveis, ampliando o papel do Brasil nas cadeias globais de comércio.

A visão é posicionar o terminal como uma referência latino-americana em eficiência e inovação, contribuindo diretamente para a competitividade da economia nacional.

Formação acadêmica e trajetória internacional

Michael Zhang possui mestrado em administração de empresas e gestão de projetos, além de cursar doutorado em Transportes e Logística na Southeast University, na China. Ao longo da carreira, acumulou passagens por cargos estratégicos em empresas e grupos internacionais ligados à infraestrutura portuária, investimentos e compliance corporativo.

O executivo destaca sua experiência na condução de projetos complexos e na integração de equipes como fatores essenciais para impulsionar o desempenho da TCP em um setor altamente competitivo.

Valorização de pessoas e cultura organizacional

Zhang também ressalta o compromisso da companhia com uma gestão transparente, o desenvolvimento profissional dos colaboradores e o fortalecimento de uma cultura baseada em inovação, colaboração e sustentabilidade. Atualmente, a TCP é o maior empregador privado do litoral paranaense, com mais de 1.700 colaboradores.

A estratégia inclui investimentos contínuos em infraestrutura e serviços, com o objetivo de reduzir custos logísticos, aumentar a confiabilidade da cadeia de suprimentos e apoiar o crescimento econômico do país.

Estrutura e diferenciais da TCP

Fundada em 1998, a TCP se destaca por oferecer soluções logísticas completas para exportadores e importadores. O terminal conta com a maior frota de terminal tractors e guindastes RTG entre os portos brasileiros, além do maior pátio para contêineres refrigerados da América do Sul, armazém alfandegado próprio, área dedicada a cargas perigosas e acesso ferroviário direto à zona alfandegada, exclusividade na Região Sul.

Desde 2018, a TCP integra o portfólio da China Merchants Port Holding Company (CMPort), um dos maiores operadores e investidores portuários do mundo.

FONTE: TCP
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/TCP

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Comércio Exterior

Corrente de comércio brasileira alcança US$ 12,4 bilhões na segunda semana de dezembro

A corrente de comércio brasileira somou US$ 12,4 bilhões na segunda semana de dezembro de 2025, com superávit de US$ 1,5 bilhão. O resultado é fruto de exportações de US$ 6,9 bilhões e importações de US$ 5,5 bilhões, conforme dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).

Resultado mensal mantém saldo positivo

No acumulado de dezembro, o país registra US$ 14,3 bilhões em exportações e US$ 11 bilhões em importações, o que gera um saldo comercial positivo de US$ 3,3 bilhões. A corrente de comércio do mês atinge US$ 25,2 bilhões, mantendo a tendência de crescimento observada ao longo do ano.

Desempenho anual reforça força do comércio exterior

No acumulado de 2025, as exportações brasileiras totalizam US$ 332,1 bilhões, enquanto as importações somam US$ 271 bilhões. O superávit comercial no ano chega a US$ 61,1 bilhões, com corrente de comércio acumulada de US$ 603 bilhões, consolidando o bom desempenho do comércio exterior brasileiro.

Médias diárias mostram avanço expressivo

Na comparação entre as médias diárias até a segunda semana de dezembro de 2025 e o mesmo período de 2024, as exportações cresceram 20,4%, passando de US$ 1,2 bilhão para US$ 1,4 bilhão por dia. As importações avançaram 13,9%, com média diária de US$ 1,1 bilhão, ante US$ 964,06 milhões no ano anterior.

Com isso, a média diária da corrente de comércio alcançou US$ 2,52 bilhões, enquanto o saldo médio diário foi de US$ 327,67 milhões. Em relação a dezembro de 2024, houve alta de 17,5% na corrente de comércio.

Exportações por setor puxam crescimento

Na análise setorial das exportações, considerando a média diária até a segunda semana de dezembro de 2025 frente ao mesmo período de 2024, todos os segmentos apresentaram crescimento. A Agropecuária registrou aumento de US$ 77,86 milhões, alta de 41,1%. A Indústria Extrativa teve avanço de US$ 125,57 milhões, com crescimento de 52,0%. Já a Indústria de Transformação apresentou elevação de US$ 37,67 milhões, equivalente a 5,0%.

Importações também avançam em todos os segmentos

O desempenho das importações por setor também foi positivo no período analisado. A Agropecuária cresceu 12,6%, com acréscimo de US$ 2,85 milhões na média diária. A Indústria Extrativa avançou 28,9%, somando US$ 11,2 milhões. A Indústria de Transformação teve aumento de US$ 121,47 milhões, alta de 13,6%.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNC

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Exportação

Abertura de 500 mercados internacionais impulsiona exportações da agropecuária brasileira

A abertura de mercados internacionais para produtos agropecuários brasileiros alcançou um marco expressivo entre 2023 e 2025. Nesse período, mais de 500 novos mercados foram habilitados, resultado do trabalho integrado do governo federal, da diplomacia brasileira e da competitividade da produção nacional. A expansão já representa US$ 3,4 bilhões em exportações efetivadas.

O anúncio foi feito durante a inauguração da sede própria da ApexBrasil, em Brasília, evento que também simbolizou o avanço da promoção comercial brasileira no exterior e a ampliação do acesso do país a novos destinos comerciais.

Estratégia integrada de expansão comercial

A política de abertura de mercados para o agronegócio é coordenada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em parceria com a ApexBrasil, o Ministério das Relações Exteriores (MRE) e o Ministério da Indústria, Comércio e Serviços, além de forte articulação com o setor privado.

O foco está na capacidade do Brasil de atender simultaneamente o mercado interno e o mercado externo, mantendo padrões elevados de qualidade, regularidade e escala produtiva. Essa combinação tem sido determinante para ampliar a presença brasileira no comércio global.

Potencial bilionário em mais de 80 países

Segundo estimativas do Mapa, os 500 mercados abertos em mais de 80 países têm potencial para gerar US$ 37,5 bilhões por ano em exportações. Cada país pode absorver diferentes tipos de produtos, o que amplia as oportunidades comerciais.

Entre os principais itens habilitados estão carnes, algodão, frutas e pescados, segmentos que concentram alta demanda internacional e forte competitividade brasileira.

Reconhecimento sanitário fortalece acesso externo

Para o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, a expansão é considerada um feito histórico, sustentado pela boa diplomacia comercial e pela evolução sanitária do país. Ele destacou que, em 2025, o Brasil obteve o reconhecimento internacional como país livre de febre aftosa, após mais de sete décadas de combate à doença.

Esse avanço elevou a confiança internacional nos produtos brasileiros e ampliou o alcance do trabalho dos adidos agrícolas, que passaram de 29 para 40 representantes no exterior, atuando diretamente na prospecção de novos negócios.

Novos mercados devem se converter em negócios contínuos

De acordo com o Mapa, a abertura de mercados é apenas o primeiro passo. A expectativa é que, gradualmente, esses acessos se transformem em relações comerciais duradouras, à medida que compradores internacionais testem e ampliem suas encomendas, consolidando o Brasil como fornecedor confiável e capaz de atender grandes demandas.

Promoção comercial e apoio às empresas brasileiras

Dados da ApexBrasil mostram que, entre 2023 e 2025, foram realizadas mais de 170 ações internacionais em 42 países, com US$ 18 bilhões em negócios projetados e atendimento a mais de três mil empresas brasileiras. No período, ocorreram 19 missões presidenciais e cinco vice-presidenciais.

A agência mantém 52 convênios com setores da economia, dividindo investimentos com entidades privadas para garantir a presença do Brasil em cerca de mil eventos internacionais por ano, estratégia considerada essencial para ampliar a visibilidade dos produtos nacionais.

Criada em 2003, a ApexBrasil registrou, até outubro de 2025, 20.754 empresas apoiadas no ano, sendo 66% micro, pequenas e médias, com prioridade para as regiões Norte e Nordeste, dentro de uma política de descentralização da promoção comercial.

Comércio exterior em ritmo recorde

O vice-presidente e ministro da Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou que o Brasil deve alcançar recorde histórico de exportações, mesmo em um cenário global de crescimento mais moderado. A projeção é de US$ 345 bilhões em exportações e US$ 629 bilhões na corrente de comércio.

Segundo ele, a abertura ao comércio internacional é fator decisivo para um crescimento econômico sustentável e consistente.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

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Indústria

Indústrias brasileiras precisam se reinventar para competir no mercado global

Diante de um ambiente internacional marcado por incertezas econômicas, avanços tecnológicos acelerados e uma guerra tarifária que encarece produtos em diversos países, as indústrias brasileiras precisam se adaptar para competir em mercados cada vez mais digitais e exigentes. A avaliação é de Julio Damião, especialista em negócios e finanças e presidente do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (Ibef-MG).

O tema foi abordado durante o Seminário de Economia Internacional, realizado nesta quinta-feira (11), na Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC).

China ganha protagonismo no cenário industrial global

Segundo Damião, a China vem ampliando sua competitividade de forma consistente, impulsionada por investimentos maciços em tecnologia, automação e inteligência artificial. Para ampliar a presença no comércio internacional, o especialista defendeu que empresas brasileiras considerem parcerias estratégicas com companhias chinesas.

“Os Estados Unidos continuam sendo um mercado essencial, mas a China se tornou um polo decisivo de inovação e escala. Minha recomendação é: almocem nos EUA e jantem na China”, afirmou.

Alianças estratégicas seguem tendência global

O especialista destacou que a formação de alianças internacionais já é uma realidade em setores como o automotivo, onde grandes fabricantes passaram a cooperar para enfrentar a concorrência de empresas chinesas mais produtivas e eficientes. Para Damião, esse modelo tende a se expandir para outros segmentos industriais.

Santa Catarina e a vocação para o comércio exterior

O 1º vice-presidente da FIESC, André Odebrecht, reforçou que o comércio internacional sempre foi um dos motores da indústria catarinense. Segundo ele, o atual contexto geopolítico exige maior presença global e conexão com os principais mercados.

Na avaliação de Damião, o cenário de tarifas elevadas e mudanças geopolíticas sinaliza que as empresas precisarão rever estratégias consolidadas para se manterem competitivas. “As decisões que nos trouxeram até aqui não serão suficientes para os próximos três anos”, alertou.

Planejamento estratégico e foco na competitividade

Entre as principais recomendações, o especialista orientou que os empresários planejem o futuro com base em duas perguntas centrais: o que aumenta a competitividade do negócio e o que reduz essa competitividade. A partir dessas respostas, as decisões estratégicas devem ser direcionadas.

Outro ponto destacado foi a necessidade de acompanhar de perto os impactos da inteligência artificial, especialmente sobre custos, receitas e eficiência operacional.

Qualidade virou pré-requisito, não diferencial

Damião ressaltou ainda que a qualidade do produto deixou de ser um diferencial competitivo e passou a ser uma exigência básica do mercado. “O produto é apenas a porta de entrada. O desafio agora é gerar valor por meio da experiência do cliente”, explicou.

Como exemplo, citou a Ford, que reduziu a produção de veículos no Brasil, mas melhorou seus resultados ao investir em uma plataforma de serviços e soluções, ampliando os pontos de contato com o consumidor e fortalecendo a relação com a marca.

Inércia é o maior risco para as empresas

Para o especialista, o maior perigo para as indústrias atualmente não está na falta de capital ou na qualidade do produto, mas na resistência à mudança. “O maior risco das empresas hoje é a inércia diante das transformações do mercado”, concluiu.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Fabrício de Almeida

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Comércio

CNI defende acordo de livre comércio mais amplo entre Brasil e México

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) avalia que o Brasil precisa avançar na negociação de um acordo de livre comércio mais abrangente com o México, considerado um mercado prioritário na agenda internacional da indústria brasileira. Para a entidade, o fortalecimento do diálogo bilateral é essencial para preservar e ampliar a relação comercial entre os dois países, especialmente no atual cenário econômico.

Possíveis medidas mexicanas preocupam exportadores brasileiros

A CNI aguarda a confirmação de eventuais mudanças no escopo das medidas anunciadas pelo governo mexicano para calcular com maior precisão os impactos sobre as exportações brasileiras. Ainda assim, estimativas preliminares feitas com base na proposta inicial indicam que as medidas podem afetar cerca de US$ 1,7 bilhão, o equivalente a 14,7% do total exportado pelo Brasil ao México em 2024.

Acordos atuais são considerados insuficientes

Na avaliação da entidade, os acordos bilaterais em vigor não são suficientes para garantir a competitividade dos produtos brasileiros no mercado mexicano. Em um contexto de mudanças nas regras comerciais, a CNI alerta para o risco de perda de espaço da indústria nacional caso não haja avanços na modernização do marco regulatório entre os países.

Diálogo bilateral é visto como caminho para evitar tarifas

A CNI defende que os governos do Brasil e do México intensifiquem as negociações para buscar isenções ou tratamentos diferenciados aos produtos brasileiros diante das tarifas de importação anunciadas pelo México. Segundo a entidade, essas medidas vão na contramão das negociações em curso e podem comprometer o equilíbrio comercial.

Modernização dos acordos é prioridade

Para a indústria, a manutenção do compromisso bilateral passa pelo cumprimento ágil do plano de trabalho para atualização dos acordos comerciais, com foco em regras mais modernas e compatíveis com o comércio internacional. Um acordo mais amplo, avalia a CNI, traria maior previsibilidade, segurança jurídica e oportunidades de crescimento para as exportações brasileiras.

FONTE: Portal da Indústria
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal da Indústria

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Especialista

O que o mercado em ascensão espera dos profissionais de Comex e Logística para 2026?

Setor de logística no Brasil deve crescer 23% até 2029 com e-commerce e automação, isso faz com que as movimentações de Logística Internacional, também sejam impactadas.
O mercado brasileiro de frete e logística projeta alta significativa nos próximos anos. Segundo dados da Cobli, o setor deve passar de US$ 104,79 bilhões em 2025 para US$ 129,34 bilhões até 2029, impulsionado pelo crescimento do e-commerce e por inovações tecnológicas.

No cenário global, estima-se que o mercado de frete/logística internacional atingirá US$ 7,54 trilhões em 2029, partindo de US$ 6,03 trilhões em 2025. A taxa média de crescimento anual prevista é de 4,57%, segundo Mordor Intelligence, consultoria especializada para entender consumidores e tendências de mercado. 

Logística lidera geração de empregos formais, segundo o “Mapa do Trabalho Industrial 2025-2027”, elaborado pelo Observatório Nacional da Indústria (ONI), os setores de logística e transporte devem liderar a criação de vagas até 2027. A projeção supera os 8 milhões de postos formais.

Essa tendência já é visualizada pela crescente movimentação nos Portos e Aeroportos do Brasil.

Os dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) para o acumulado de janeiro a novembro de 2025, ainda não foram divulgados, mas as tendências parciais apresentam alta de 5,3% no acumulado do ano até outubro, totalizando 136 milhões de toneladas movimentadas em cargas conteinerizadas, seguidos pelos granéis sólidos, que lideraram em volume, com 692,8 milhões de toneladas e granéis líquidos, que somaram 275 milhões de toneladas.


O setor portuário mantém a projeção de recorde anual de movimentação para 2025, superando o recorde anterior. 

O crescimento de 9,8% em relação de janeiro a outubro de 2024 nas movimentações de Comercio Internacional são reflexo da crescente valorização do profissional de Logística.

O profissional de Logística em 2026 é de um mercado em forte crescimento e transformação digital, onde serão altamente valorizadas competências em tecnologia, análise de dados e sustentabilidade. O profissional precisará se adaptar a um setor que busca mais inteligência, autonomia e eficiência.

O mercado logístico brasileiro está aquecido, com previsão de crescimento contínuo, impulsionado por investimentos governamentais no setor portuário e pelo avanço do e-commerce. A demanda por profissionais qualificados é alta, e a falta de mão de obra especializada pode se aprofundar. 

Oportunidade de mercado

O mercado logístico brasileiro está aquecido, com previsão de crescimento contínuo, impulsionado por investimentos governamentais no setor portuário e pelo avanço do e-commerce. A demanda por profissionais qualificados é alta, e a falta de mão de obra especializada pode se aprofundar. 

O profissional de logística de 2026 deve ser um agente de mudança, que utiliza a tecnologia para tornar as operações mais inteligentes, eficientes e sustentáveis. Manter-se atualizado e buscar capacitação contínua é essencial para o sucesso na carreira.

O setor de transporte, logística e automotivo lidera a lista dos mais afetados no Brasil, com 91% das empresas relatando dificuldades em preencher vagas essenciais.

78% das empresas brasileiras seguem com dificuldades para contratar, segundo a nova edição do Índice de Confiança Robert Half. 

A principal razão não é a falta de vagas, mas sim a falta de profissionais com a qualificação necessária para as demandas atuais do mercado, que exige novas competências tecnológicas e analíticas.

Um déficit crítico de categorias específicas, como a de motoristas profissionais, que chega a mais de 120 mil vagas em aberto em todo o país, ameaçando a operação de grandes empresas.

O crescimento acelerado do setor, record de movimentação dos Portos e Aeroportos e também movimentações geradas pelo e-commerce e pela expansão econômica, criou uma demanda por profissionais em todos os níveis, do operacional ao estratégico, que o mercado atual não consegue suprir.

Em resumo, o setor logístico brasileiro vive um paradoxo: um mercado em expansão, com muitas vagas de emprego, mas com uma grave carência de profissionais qualificados para preenchê-las. 

A resolução desse paradoxo no setor logístico brasileiro exige ações coordenadas entre governo, empresas e instituições de ensino. Não existe uma solução única, mas sim um conjunto de estratégias:

1) Investimento em Qualificação e Treinamento;

2) Atração e Retenção de Talentos;

3) Incentivos Governamentais e Políticas Públicas;

A solução passa necessariamente por uma mudança de mentalidade, onde a educação e o desenvolvimento humano são vistos como investimentos estratégicos, e não apenas custos operacionais.

RêConectaNews entra trazendo cada vez mais profissionais capacitados, desenvolver soft e hard skills para profissionais em 2026. Em seu planejamento estratégico, o foco é, trazer mais qualificação para o mercado. 

Este ano de 2025 foram mais de 10 treinamentos em que estivemos envolvidos, como treinamento doe NPI (Novo Processo de Importação), Gestão Financeira, Desenvolvimento de Inteligência Emocional; Desenvolvimento de Carreira, Impacto de Networking nas Negociações, entre outros… 


Renata Palmeira é CEO do RêConecta News, executiva comercial e especialista em Logística, Comércio Exterior e Gestão de Pessoas. Com mais de 15 anos de experiência nos setores de vendas e logística, atua na gestão comercial, desenvolvimento de equipes e soluções logísticas integradas. Fundadora do portal RêConecta News, trabalha para ampliar a visibilidade e o posicionamento estratégico de empresas e profissionais de Comex e Logística, além de atuar como palestrante nas áreas de vendas, marketing e logística.


Imagens: Internet


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Comércio Exterior

Tarifaço do México sobre produtos brasileiros deve travar acordos comerciais bilaterais

O tarifaço do México aprovado pelo Congresso do país, com vigência prevista para 1º de janeiro de 2026, tende a esfriar as negociações para a atualização dos acordos comerciais entre Brasil e México. A avaliação é de técnicos da equipe econômica brasileira que acompanham as tratativas, ouvidos pelo PlatôBR.

A medida eleva o custo de produtos brasileiros no mercado mexicano e cria um ambiente menos favorável ao avanço das conversas diplomáticas e comerciais entre os dois países.

Cronograma inicial previa assinatura em 2026

A expectativa inicial do vice-presidente Geraldo Alckmin, que também comanda o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), era concluir a assinatura dos novos tratados em julho de 2026. O calendário havia sido definido após reuniões com a presidente do México, Claudia Sheinbaum, durante visita oficial realizada em agosto do ano passado.

Com a nova política tarifária, no entanto, o ritmo das negociações deve ser revisto.

Pressão dos Estados Unidos influencia decisão mexicana

De acordo com integrantes do governo brasileiro, o esfriamento das conversas ocorre em meio à pressão exercida pelo governo Donald Trump, que acusa o México de funcionar como rota de entrada de produtos chineses nos Estados Unidos.

O movimento ganha ainda mais peso diante da proximidade das negociações entre México, Canadá e Estados Unidos para a renovação do Tratado de Livre Comércio da América do Norte (T-MEC). Nesse cenário, técnicos do MDIC avaliam que o governo mexicano pode adotar postura mais cautelosa e postergar avanços com o Brasil.

Impactos diretos para o comércio Brasil–México

Atualmente, as relações comerciais entre os dois países são regidas por dois Acordos de Complementação Econômica (ACE). O ACE-55 trata do setor automotivo, enquanto o ACE-53 prevê redução ou eliminação de tarifas de importação para cerca de 800 linhas tarifárias de produtos não automotivos.

Em 2024, a corrente de comércio Brasil–México somou US$ 13,6 bilhões. Levantamentos preliminares da Confederação Nacional da Indústria (CNI) indicam que o tarifaço mexicano pode atingir aproximadamente US$ 1,7 bilhão das exportações brasileiras realizadas no período.

Setores atingidos e alcance da sobretaxação

Além do Brasil, a nova política tarifária do México também afeta países como China, África do Sul, Coreia do Sul, Índia, Indonésia, Vietnã, entre outros. As tarifas incidirão sobre 1.463 classificações tarifárias, distribuídas em 17 setores, incluindo automotivo, têxtil, vestuário, siderurgia, plásticos, eletrodomésticos, móveis e calçados.

Desse total, 316 classificações atualmente não sofrem tributação, o que amplia o impacto da medida sobre o comércio internacional, especialmente em relação a produtos de origem chinesa.

FONTE: Plato BR
TEXTO: Redação
IMAGEM: Cadu Gomes/VPR

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