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Portos do México movimentam menos contêineres em setembro de 2026

A movimentação de contêineres nos portos do México registrou nova queda em setembro de 2026, acumulando dois meses consecutivos de retração na comparação mensal. Apesar do recuo, o volume movimentado entre janeiro e setembro permaneceu acima do registrado no mesmo período de 2025, embora o ritmo de crescimento tenha perdido força em relação ao balanço divulgado em agosto.

Dados da Secretaria da Marinha do México (Semar) mostram que o Sistema Portuário Nacional movimentou 777.826 TEUs em setembro, resultado 8,3% inferior aos 848.641 TEUs registrados no mês anterior. A sigla TEU corresponde à unidade equivalente a um contêiner de 20 pés, utilizada como referência para medir a movimentação portuária.

Segundo análise da T21 Business Intelligence, os quatro principais terminais de contêineres do país apresentaram queda mensal no nono mês do ano.

Principais portos mexicanos registram retração mensal

A redução no volume de cargas foi observada tanto nos terminais do Pacífico quanto nos portos localizados no Golfo do México. Manzanillo e Lázaro Cárdenas, que lideram a movimentação nacional, também registraram resultados negativos na comparação com agosto.

No litoral do Pacífico, o porto de Manzanillo movimentou 329.942 TEUs em setembro, uma queda de 10,6% em relação aos 368.883 TEUs do mês anterior.

Já Lázaro Cárdenas contabilizou 203.575 TEUs, recuo de 7,9% diante dos 221.131 TEUs registrados em agosto.

No Golfo do México, o porto de Veracruz movimentou 105.618 TEUs, volume 3,6% menor na comparação mensal. Altamira apresentou uma retração mais acentuada, de 9,7%, com 72.891 TEUs no período.

Os resultados indicam uma desaceleração generalizada na movimentação de contêineres nos portos mexicanos, mesmo com o desempenho acumulado do ano ainda positivo.

Movimentação de contêineres cresce 2,4% no acumulado de 2026

Apesar da queda em setembro, o balanço dos nove primeiros meses do ano mostra expansão no setor portuário mexicano.

Entre janeiro e setembro de 2026, os terminais do país movimentaram 7.290.474 TEUs, alta de 2,4% em comparação com os 7.120.875 TEUs contabilizados no mesmo intervalo de 2025.

O resultado foi impulsionado principalmente pelo desempenho de Manzanillo, que permaneceu na liderança nacional em volume de contêineres.

Manzanillo amplia participação no mercado portuário

Manzanillo movimentou 3.154.781 TEUs entre janeiro e setembro, crescimento de 9,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. O terminal respondeu por 43,3% de toda a movimentação de contêineres do México, consolidando sua posição como principal porto do país nesse segmento.

Na segunda colocação, Lázaro Cárdenas registrou 2.008.597 TEUs, avanço de 2,9% na comparação anual.

Somados, os dois portos do Pacífico concentraram 70,8% do volume de contêineres movimentado nacionalmente nos nove primeiros meses de 2026, reforçando a importância dessa região para a logística e o comércio exterior mexicano.

Portos de Veracruz e Altamira acumulam perdas no ano

Enquanto os principais terminais do Pacífico apresentaram crescimento no acumulado, os portos do Golfo do México tiveram desempenho negativo.

Veracruz movimentou 907.802 TEUs entre janeiro e setembro, uma redução de 5,6% em relação ao mesmo intervalo de 2025.

Em Altamira, o volume chegou a 651.914 TEUs, queda de 5% na comparação anual.

Os números evidenciam diferenças no desempenho dos principais corredores marítimos do país, com os terminais do Pacífico sustentando o crescimento geral da movimentação portuária mexicana.

Exportações do México avançam e reforçam o comércio exterior

A retração mensal na movimentação de contêineres ocorre em um cenário de fortalecimento das exportações mexicanas.

De acordo com o Instituto Nacional de Estatística e Geografia do México (Inegi), as exportações do país alcançaram US$ 7,01 bilhões em agosto de 2026, um aumento de 40,4% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

O avanço das vendas externas indica a expansão do comércio internacional mexicano, embora os dados de setembro mostrem que esse movimento não se traduziu em crescimento mensal da movimentação de contêineres nos principais portos.

FONTE: Portal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuário

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