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Meeting Comex 2026 teve público recorde e participação internacional

O Meeting Comex 2026 reuniu 3 mil empresários, executivos e profissionais ligados aos negócios internacionais e marcou a primeira edição com caráter internacional. Na 13ª edição, o evento teve números que reforçam a dimensão alcançada no cenário do comércio exterior brasileiro. O encontro foi realizado nos dias 22 e 23 de setembro, na Expoville, em Joinville (SC).

Promovido pela Associação Empresarial de Joinville (ACIJ), o Meeting Comex contabilizou mais de 20 horas de conteúdo técnico, reunindo especialistas, lideranças empresariais, representantes de órgãos anuentes e nomes com atuação nos cenários nacional e internacional.

Entre os temas discutidos estiveram a influência da geopolítica nos negócios internacionais, o acordo entre União Europeia e Mercosul, os impactos da reforma tributária no comércio exterior, o transporte aéreo de cargas, os desafios do transporte marítimo global e questões relacionadas à atuação administrativa dos órgãos anuentes.

Conteúdo técnico e decisões que impactam o comércio exterior

A programação foi construída a partir de temas que estão diretamente relacionados aos desafios enfrentados pelas empresas que atuam no comércio internacional. Painéis com CEOs, representantes de órgãos públicos e especialistas dividiram espaço com palestras de nomes como o secretário Paulo Bornhausen, o general André Novaes, o presidente da ABIMAQ, José Velloso, e o empresário, diplomata e economista Marcos Troyjo.

Além das discussões nos palcos, o evento também ofereceu workshops e espaços voltados à troca de experiências e à geração de negócios, aproximando profissionais de diferentes segmentos da cadeia de comércio exterior e logística.

Um dos principais marcos desta edição foi a internacionalização do evento. Delegações de câmaras de comércio de 17 países participaram da programação, ampliando as possibilidades de conexão entre empresas brasileiras e mercados estrangeiros.

A presença internacional acompanhou uma proposta que foi além da exposição de tendências. O Meeting Comex buscou aproximar empresários, especialistas e instituições para discutir oportunidades concretas de negócios e os movimentos que podem influenciar as relações comerciais nos próximos anos.

A área de exposição também teve papel importante nesse processo, reunindo dezenas de empresas e criando um ambiente de relacionamento e networking ao longo dos dois dias.

Público recorde reforça dimensão do evento

Com 3 mil participantes, o Meeting Comex 2026 registrou o maior público de sua história. O número reúne empresários, executivos, profissionais e representantes de organizações ligadas ao comércio exterior e aos negócios internacionais.

A participação recorde ocorre em um momento de transformações importantes para o setor, marcado por mudanças regulatórias, avanços tecnológicos, reorganização de rotas logísticas e um cenário geopolítico que influencia diretamente as relações comerciais. Nesse contexto, o evento se consolidou como um espaço para acompanhar essas transformações e, principalmente, discutir seus impactos sobre as empresas brasileiras.

Para a CEO da ReConecta News, Renata Palmeira, eventos como o Meeting Comex têm papel importante para profissionais e empresas que precisam acompanhar as transformações do comércio exterior e, ao mesmo tempo, fortalecer suas conexões no mercado. “Eventos como o Meeting Comex são fundamentais porque reúnem, em um mesmo ambiente, informação, atualização e networking. O comércio exterior está em constante transformação, seja pelas mudanças regulatórias, pela tecnologia, pela logística ou pelo cenário internacional. Estar presente nesses encontros permite acompanhar de perto o que está acontecendo, trocar experiências com outros profissionais e criar conexões que podem se transformar em oportunidades e novos negócios”, destaca Renata.

Conexões como estratégia para o futuro

Para a presidente do Meeting Comex 2026, Carolina Botelho, a capacidade de adaptação continuará sendo uma característica necessária para quem atua no comércio exterior. “Os mercados continuarão mudando. Novas tecnologias surgirão, rotas serão redesenhadas e desafios inevitavelmente aparecerão. Essa é a realidade do comércio exterior. Em meio a tudo isso, permanece a nossa convicção de que são as conexões entre pessoas que tornam possível aproximar mercados”, afirma.

O presidente da ACIJ, André Daher, também destacou o papel do evento na estratégia da entidade para o desenvolvimento empresarial. “Com o Meeting Comex, a ACIJ reafirma seu compromisso de liderar e articular o aumento de competitividade das empresas, o desenvolvimento da economia e o bem-estar das pessoas. Continuaremos a construir juntos um futuro sempre promissor, um futuro em que as parcerias internacionais estarão cada vez mais presentes no dia a dia das empresas associadas à entidade”, destaca.

Mais do que dois dias de palestras e painéis, o encontro reforçou a importância da aproximação entre empresas, instituições e mercados em um cenário no qual decisões tomadas em diferentes partes do mundo podem repercutir diretamente sobre a cadeia de suprimentos brasileira.

Para o setor, a edição de 2026 também representa um movimento de ampliação das conexões internacionais do evento e abre espaço para que os próximos encontros avancem ainda mais na discussão sobre competitividade, inovação, logística e negócios globais.

Fonte: ACIJ / Meeting Comex 2026

Texto: Redação

Imagem: Divulgação

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Comércio Exterior

Balança comercial brasileira registra superávit de US$ 3,36 bilhões até a 2ª semana de setembro

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 3,36 bilhões até a segunda semana de setembro de 2026, resultado 193,8% superior ao registrado no mesmo período de 2025. O desempenho foi impulsionado principalmente pelo avanço das exportações, que cresceram em ritmo mais acelerado que as importações.

Entre o início de setembro e a segunda semana do mês, o Brasil exportou US$ 14,25 bilhões, alta de 28,5% na comparação com setembro de 2025. As importações somaram US$ 10,89 bilhões, crescimento de 9,5%.

Com isso, a corrente de comércio, que reúne exportações e importações, alcançou US$ 25,14 bilhões, aumento de 19,5% na comparação anual.

Exportações avançam em setembro

O crescimento das exportações brasileiras foi observado nos três principais setores da economia. A Indústria Extrativa apresentou a maior expansão, com alta de 70,5% e vendas externas de US$ 4,19 bilhões. A Indústria de Transformação cresceu 17%, alcançando US$ 7,14 bilhões, enquanto a Agropecuária avançou 16,5%, com US$ 2,83 bilhões exportados.

Entre os produtos que contribuíram para o resultado positivo estão centeio, aveia e outros cereais não moídos, cujas vendas dispararam 39.529,5%, além de café não torrado, com alta de 35%, e soja, que cresceu 19,2%.

Na Indústria Extrativa, destacaram-se os minérios de cobre e seus concentrados, com aumento de 39,5%; outros minérios e concentrados de metais de base, com alta de 172,2%; e óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, que avançaram 126,2%.

Já na Indústria de Transformação, os principais destaques foram os farelos de soja e outros alimentos para animais, com crescimento de 90,7%; celulose, com alta de 49,6%; e ouro não monetário, que registrou avanço de 80%.

Produtos que tiveram queda nas exportações

Apesar do crescimento geral das vendas externas, alguns produtos registraram retração. Na Agropecuária, as quedas mais relevantes ocorreram nas exportações de sementes oleaginosas, que recuaram 71%; especiarias, com redução de 21,9%; e milho não moído, cuja queda foi de 3,7%.

Na Indústria Extrativa, as exportações de minérios de níquel e seus concentrados caíram 100%, enquanto linhita e turfa recuaram 67,8% e minério de ferro e seus concentrados tiveram redução de 4,4%.

Entre os produtos da Indústria de Transformação, houve queda nas vendas externas de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada, de 23%; produtos semiacabados, lingotes e outras formas primárias de ferro ou aço, de 37,2%; e veículos automóveis de passageiros, de 29,1%.

Importações crescem 9,5%

As compras brasileiras no exterior também apresentaram crescimento na segunda semana de setembro. A Indústria de Transformação concentrou a maior parcela das importações, com US$ 10,17 bilhões e alta de 9,2%.

A Agropecuária registrou crescimento de 13,7%, somando US$ 200 milhões, enquanto a Indústria Extrativa avançou 13,5%, chegando a US$ 470 milhões.

Entre os produtos que tiveram maior aumento nas compras externas estão pescado inteiro vivo, morto ou refrigerado, com alta de 41%; frutas e nozes não oleaginosas, frescas ou secas, com crescimento de 29,1%; e soja, que avançou 50,9% na Agropecuária.

Na Indústria Extrativa, chamou atenção o crescimento das importações de minério de ferro e seus concentrados, que aumentaram 1.886.114,4%. Também houve alta de 78,6% nas compras de outros minérios e concentrados de metais de base e de 52,3% nas aquisições de óleos brutos de petróleo ou minerais betuminosos.

Na Indústria de Transformação, os destaques foram os óleos combustíveis de petróleo, com crescimento de 81,2%; válvulas, tubos, diodos e transistores, com alta de 92%; e veículos automóveis de passageiros, cujas importações cresceram 146%.

Quais produtos tiveram queda nas importações?

Alguns grupos de produtos apresentaram redução nas compras brasileiras. Na Agropecuária, as importações de cevada não moída caíram 36,4%, enquanto centeio, aveia e outros cereais não moídos recuaram 54,3%. As compras de trigo e centeio não moídos tiveram queda de 10,9%.

Na Indústria Extrativa, houve redução de 59,9% nas importações de gás natural, de 22,7% nos fertilizantes brutos e de 7,5% no carvão não aglomerado.

Na Indústria de Transformação, as principais retrações ocorreram nas compras de plataformas, embarcações e outras estruturas flutuantes, com queda de 98,2%; motores e máquinas não elétricos e suas partes, com redução de 76,3%; e adubos ou fertilizantes químicos, que recuaram 16,9%.

Acumulado do ano mostra saldo positivo

Considerando o período de janeiro até a segunda semana de setembro de 2026, as exportações brasileiras somaram US$ 265,10 bilhões, crescimento de 11,1% em relação ao mesmo período de 2025.

As importações alcançaram US$ 206,43 bilhões, alta de 5,4%.

O resultado é um superávit comercial acumulado de US$ 58,67 bilhões, crescimento de 36,9% sobre o registrado no período correspondente do ano anterior.

No mesmo intervalo, a corrente de comércio chegou a US$ 471,53 bilhões, avanço de 8,5%.

Os números mostram um cenário de expansão do comércio exterior brasileiro em 2026, com as exportações crescendo em ritmo superior ao das importações e contribuindo para a ampliação do saldo positivo da balança comercial.

Fonte: MDIC

Texto: Redação

Imagem: Arquivo ReConecta News

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Comércio Exterior

SDA promove curso sobre os impactos da Reforma Tributária no Comércio Exterior em Curitiba e Itajaí

O Comércio Exterior brasileiro vive um momento de transição com a fase de testes das mudanças implantadas pela Reforma Tributária. Este é o momento ideal para que empresas e profissionais adaptem seus sistemas e processos, garantindo o cumprimento integral das novas exigências a partir de 2027.

Pensando nesse cenário, o SDA – Sindicato dos Despachantes Aduaneiros do Paraná e Santa Catarina promove o curso “Os Impactos da Reforma Tributária no Comex”, no dia 20 de junho, em Curitiba (PR), e no dia 4 de julho, em Itajaí (SC).

O curso será ministrado por Thális Andrade, advogado, doutor em Direito pela USP, professor de Direito Aduaneiro e analista de Comércio Exterior, especialista em tributação e facilitação do comércio internacional; e por Tiago Barbosa, consultor do BID e do FMI, ex-coordenador-geral de Facilitação do Comércio da SECEX e ex-gerente do Portal Único de Comércio Exterior, com ampla atuação na modernização e simplificação das operações de importação e exportação no Brasil. A intenção é trazer uma abordagem prática sobre os reflexos da Reforma Tributária nas rotinas do Comércio Exterior. As inscrições já estão abertas e as vagas são limitadas.

Reforma Tributária exige atualização dos profissionais do Comércio Exterior

Segundo o presidente do SDA, Flavio Demetrio da Silva, a Reforma Tributária promoverá mudanças estruturais na forma como os tributos incidem sobre as operações econômicas, incluindo aquelas relacionadas ao Comércio Exterior. “O despachante aduaneiro atua diretamente na interface entre empresas e órgãos governamentais, sendo fundamental que esteja preparado para compreender os novos procedimentos, regras e impactos fiscais. O conhecimento dessas mudanças permitirá uma atuação mais segura, eficiente e estratégica, reduzindo riscos e contribuindo para a competitividade das empresas brasileiras no mercado internacional”, destaca.

Entre as principais mudanças previstas está a substituição gradual de tributos como PIS, Cofins, ICMS, ISS e parte do IPI pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e pelo Imposto Seletivo (IS). Segundo o Governo Federal, a medida deve simplificar a arrecadação, reduzir a cumulatividade e aumentar a transparência do sistema tributário.

A transição ocorrerá de forma escalonada até 2033, permitindo que empresas e governos se adaptem gradualmente às novas regras.

Capacitação será diferencial estratégico para despachantes aduaneiros

Para Flavio Demetrio da Silva, o período de transição exigirá interpretação técnica, acompanhamento constante da legislação e capacidade de traduzir informações complexas para a realidade operacional das empresas. “O despachante aduaneiro que investe em atualização profissional estará mais preparado para identificar oportunidades, prevenir problemas e orientar seus clientes com maior assertividade. Além disso, poderá auxiliar na adaptação de processos internos, no planejamento tributário e na tomada de decisões estratégicas, agregando ainda mais valor aos serviços prestados”, reforça.

A iniciativa reafirma o compromisso do SDA com a qualificação da categoria e incentiva os profissionais a participarem de cursos, treinamentos e debates sobre o tema. “O conhecimento continuará sendo o principal diferencial para o sucesso profissional. Os profissionais que buscarem capacitação estarão mais aptos a enfrentar os desafios e aproveitar as oportunidades que surgirão”, finaliza Flavio.

Informações e inscrições

Mais informações e inscrições para o curso “Os Impactos da Reforma Tributária no Comex”, em Curitiba e Itajaí, podem ser obtidas pelo e-mail: patricia.financeiro@sda.org.br

SERVIÇO

Curso: “Os Impactos da Reforma Tributária no Comex”

📍 Curitiba (PR)
📅 20/06/2026
🕘 Das 9h às 16h
📌 Hotel Pestana – Rua Comendador Araújo, 499, Centro

📍 Itajaí (SC)
📅 04/07/2026
🕘 Das 9h às 16h
📌 Sandri Palace Hotel – Avenida Sete de Setembro, 1675, Fazenda

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Exportação

Governo amplia crédito a exportadores com R$ 5 bilhões diante de tarifas e crise global

O governo federal anunciou a liberação de R$ 5 bilhões em crédito para exportadores brasileiros, com o objetivo de mitigar os impactos de tarifas internacionais e da instabilidade provocada por conflitos no Oriente Médio. A medida foi oficializada por meio de medida provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Recursos fortalecem apoio ao comércio exterior

Os valores serão destinados ao Fundo de Garantia à Exportação (FGE), mecanismo que viabiliza financiamentos ao setor ao oferecer garantias para operações de crédito voltadas ao comércio exterior brasileiro.

Na prática, o reforço amplia a capacidade de bancos concederem crédito a empresas exportadoras e seus fornecedores, incluindo pessoas físicas e jurídicas inseridas no Plano Brasil Soberano.

Medida integra estratégia já em andamento

O novo aporte faz parte de uma série de ações do governo para sustentar empresas afetadas por mudanças no cenário global. Em etapas anteriores, já haviam sido liberados mais de R$ 16 bilhões em crédito, além de uma ampliação adicional de até R$ 15 bilhões no programa.

As medidas priorizam setores estratégicos, com maior intensidade tecnológica, e empresas mais expostas às oscilações do mercado internacional.

Crédito responde a tarifas dos EUA e tensões globais

O Plano Brasil Soberano foi lançado em 2025 como resposta ao aumento de tarifas aplicadas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, que em alguns casos chegaram a 50%.

Além das barreiras comerciais, o programa também passou a considerar os efeitos da instabilidade geopolítica, como conflitos no Oriente Médio, que impactam cadeias produtivas e o acesso a insumos.

Medida provisória já está em vigor

Apesar de já produzir efeitos imediatos, a medida provisória ainda precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional em até 60 dias, prazo que pode ser prorrogado por mais 60 dias. Caso não seja validada, perde eficácia.

Estratégia combina crédito, garantias e estímulos

O Plano Brasil Soberano reúne um conjunto de ações que inclui crédito, garantias financeiras e medidas tributárias. O foco é preservar a competitividade das exportações brasileiras, proteger empregos e fortalecer cadeias produtivas, com atenção especial a pequenas e médias empresas.

FONTE: O Globo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Jonne Roriz/Bloomberg

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Exportação

Exportações do Brasil para os EUA caem e China amplia liderança no comércio exterior em 2026

O comércio exterior brasileiro passou por mudanças relevantes em março de 2026. Enquanto as exportações do Brasil para os Estados Unidos recuaram 9,1%, as vendas para a China cresceram 17,8%, consolidando uma mudança no peso dos principais parceiros comerciais.

Os dados, divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), indicam que a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 6,405 bilhões no mês, resultado abaixo das expectativas do mercado.

Tarifas dos EUA pressionam vendas brasileiras

As exportações para os Estados Unidos somaram US$ 2,894 bilhões em março, abaixo dos US$ 3,182 bilhões registrados no mesmo período de 2025. As importações também caíram, totalizando US$ 3,314 bilhões.

Com isso, o saldo comercial ficou negativo em US$ 420 milhões, marcando a oitava retração consecutiva nas vendas ao mercado norte-americano. O movimento está ligado às tarifas sobre produtos brasileiros, que chegaram a 50% após medidas adotadas em 2025.

Apesar da retirada de parte dessas sobretaxas, cerca de 22% das exportações ainda enfrentam algum nível de tributação adicional, o que continua afetando a competitividade.

No acumulado do primeiro trimestre de 2026, as exportações brasileiras para os EUA caíram 18,7%, somando US$ 7,781 bilhões. Já as importações recuaram 11,1%, resultando em déficit de US$ 1,388 bilhão no período.

China fortalece posição como principal destino

Na direção oposta, a China ampliou sua relevância nas exportações brasileiras. Em março, as vendas ao país asiático atingiram US$ 10,490 bilhões, crescimento expressivo em relação ao ano anterior.

As importações vindas da China também avançaram, mas em ritmo menor no acumulado do trimestre. O resultado foi um superávit de US$ 3,826 bilhões em março e de US$ 5,983 bilhões entre janeiro e março.

O desempenho reforça a China como principal parceira comercial do Brasil, especialmente em um contexto de retração das vendas aos Estados Unidos.

União Europeia e Argentina mantêm relevância

A União Europeia registrou aumento de 7,3% nas importações de produtos brasileiros em março, enquanto as compras do Brasil no bloco cresceram 14,9%, gerando déficit mensal. Ainda assim, no trimestre, o saldo ficou positivo.

Já a Argentina, outro parceiro estratégico, apresentou queda nas exportações brasileiras no mês, mas manteve superávit tanto em março quanto no acumulado do ano.

Esses mercados continuam entre os principais destinos do comércio exterior do Brasil, ao lado de China e Estados Unidos.

Superávit depende cada vez mais de mercados em expansão

O resultado de março evidencia que o superávit da balança comercial brasileira está cada vez mais sustentado por países que ampliam suas compras, com destaque para a China.

Por outro lado, a perda de espaço dos Estados Unidos reflete o impacto das barreiras tarifárias e reforça os desafios enfrentados por exportadores brasileiros.

O cenário indica uma possível reconfiguração das relações comerciais, com maior protagonismo de mercados asiáticos e manutenção da relevância europeia e regional.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Agronegócio

Agroexportadoras crescem 60% no Brasil e impulsionam diversificação das exportações

O Brasil registrou um avanço significativo no número de empresas agroexportadoras ao longo da última década. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) mostram que a quantidade de CNPJs do setor com atuação no mercado externo saltou de 1.440, em 2015, para 2.316 em 2025 — um crescimento de 60,8%.

O levantamento inclui negócios de todos os portes, desde MEIs, microempresas e pequenas empresas até médias e grandes corporações, refletindo a ampliação da presença do agro brasileiro no comércio internacional.

Expansão produtiva e tecnologia impulsionam o setor

O aumento da produção agrícola e a adoção de novas tecnologias têm sido fatores determinantes para a entrada de novos players no mercado externo. Além disso, o desenvolvimento de novas culturas contribui para ampliar as oportunidades, especialmente para empresas de menor porte.

Esse cenário também favorece a diversificação da pauta exportadora, reduzindo a dependência de produtos tradicionais e ampliando o portfólio do agronegócio brasileiro.

Pequenas empresas lideram crescimento das exportações

Um dos destaques do período é o avanço expressivo das empresas de menor porte. O número de microempresas e MEIs exportadores cresceu de 153 para 443, alta de 189,5%. Já as pequenas empresas passaram de 191 para 434, aumento de 127,2%.

Entre médias e grandes companhias, o crescimento foi mais moderado, passando de 1.096 para 1.439 empresas — avanço de 31,3%.

Com isso, os pequenos negócios passaram a representar 37,9% das agroexportadoras, ante 23,9% há dez anos, evidenciando maior inclusão e profissionalização no setor.

Apoio institucional fortalece inserção internacional

O crescimento das exportações do agronegócio também é impulsionado por iniciativas de apoio, como as desenvolvidas pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações (ApexBrasil).

Programas como o Exporta Mais Brasil promovem rodadas de negócios com compradores internacionais, enquanto o Programa de Qualificação para Exportação (PEIEX) prepara empresas para atuar no mercado externo.

Além disso, o uso do e-commerce internacional vem ganhando espaço como alternativa para pequenos produtores ampliarem sua visibilidade global, apesar de ainda enfrentar desafios regulatórios.

Diversificação de produtos amplia competitividade

Outro indicador relevante é o aumento da variedade de produtos exportados. O número de itens classificados na Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM) cresceu de 225 para 387 entre 2015 e 2025 — avanço de 70%.

A diversificação inclui maior presença de frutas, como tangerina, nectarina, pitaia e lichia, além da expansão em verduras, leguminosas e até sementes para semeadura, como mostarda, rícino e algodão.

Esse movimento fortalece a competitividade do Brasil no mercado global e amplia nichos de atuação para empresas de diferentes portes.

Participação do agro cresce nas exportações brasileiras

Em 2025, a agropecuária brasileira respondeu por 6,9% das empresas exportadoras do país. Embora a indústria de transformação ainda lidere em volume, o agro ampliou sua participação no valor exportado.

As exportações do setor passaram de US$ 35 bilhões, em 2015, para US$ 77,4 bilhões em 2025 — crescimento de cerca de 121%. A participação no total exportado subiu de 19,7% para 23,9% no período.

Considerando toda a cadeia do agronegócio, o valor exportado alcançou US$ 169,2 bilhões em 2025, o equivalente a 48,5% das exportações brasileiras, consolidando o setor como pilar da economia nacional.

FONTE: Globo Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Informação

Salvaguardas bilaterais: MDIC abre consulta para regulamentação no Brasil

O MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) abriu, nesta sexta-feira (27), uma tomada de subsídios com o objetivo de regulamentar as salvaguardas bilaterais no Brasil. O mecanismo é utilizado como instrumento de defesa comercial para proteger a indústria nacional diante do aumento expressivo de importações que possam causar prejuízos ao setor produtivo.

A iniciativa marca mais um passo na atualização das políticas de comércio exterior brasileiro, com foco em maior transparência e segurança regulatória.

Secex será responsável pela regulamentação

A condução do processo ficará a cargo da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), que também será responsável pela elaboração da portaria que definirá os procedimentos administrativos. O documento deve estabelecer regras claras para:

  • Etapas das investigações;
  • Prazos processuais;
  • Critérios de análise de dano;
  • Aplicação de medidas provisórias e definitivas.

Segundo a secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres, a medida reforça o compromisso do país com a previsibilidade. “O Brasil avança ao estruturar regras claras, ao mesmo tempo em que amplia sua rede de acordos comerciais”, destacou.

Nova regulamentação busca segurança jurídica

A consulta pública tem como base o Decreto nº 12.866/2026, que definiu princípios e diretrizes gerais para a aplicação das salvaguardas. A proposta agora é detalhar os procedimentos, garantindo maior segurança jurídica para empresas e investidores.

De acordo com o Departamento de Defesa Comercial, o objetivo é assegurar proteção ao setor produtivo em cenários de crescimento relevante das importações, evitando danos ou prejuízos graves à indústria nacional.

Participação do setor produtivo e especialistas

A tomada de subsídios é aberta a diversos públicos, incluindo representantes da indústria, importadores, exportadores, entidades de classe e especialistas. Entre os principais pontos em debate estão:

  • Requisitos para apresentação de petições;
  • Tratamento de informações confidenciais;
  • Metodologias de análise;
  • Aplicação e prorrogação de medidas;
  • Compatibilização com acordos comerciais internacionais.

As contribuições poderão ser enviadas até 28 de abril por meio da plataforma Brasil Participativo. Embora não tenham caráter vinculante, as sugestões serão analisadas pela equipe técnica da Secex e poderão influenciar a versão final da norma.

Avanço no marco regulatório do comércio exterior

A iniciativa reforça o movimento de modernização do marco regulatório do comércio exterior, alinhando o Brasil às melhores práticas internacionais. Com regras mais claras para o uso de instrumentos de defesa comercial, o governo busca equilibrar a abertura de mercado com a proteção da indústria nacional.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MDIC

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Informação

Receita Federal promove live sobre comércio exterior e administração aduaneira

A Receita Federal realiza, na próxima segunda-feira (30), às 10h, uma transmissão ao vivo para divulgar novidades relacionadas à administração aduaneira e ao comércio exterior brasileiro. O evento será exibido no canal oficial do órgão no YouTube e estará disponível ao público em geral.

A iniciativa busca informar operadores do setor, empresas e demais interessados sobre mudanças recentes que impactam diretamente as operações de importação e exportação no país.

Especialistas discutem avanços e normas aduaneiras

A live contará com a participação de autoridades da área, responsáveis por apresentar os principais temas e esclarecer dúvidas relevantes. Entre os participantes estão:

  • Fabiano Coelho, subsecretário de Administração Aduaneira;
  • Mario de Marco, subsecretário substituto;
  • Felipe Mendes, coordenador-geral de Administração Aduaneira;
  • Amanda Martha Scarlatelli, coordenadora de Controle de Intervenientes no Comércio Exterior.

Portal Único e trânsito aduaneiro estão entre os destaques

Durante a transmissão, serão abordados pontos considerados prioritários para o setor, como a evolução do Portal Único do Comércio Exterior, ferramenta essencial para a modernização dos processos. Também estará em pauta o novo projeto de trânsito aduaneiro, além da Portaria Coana nº 185/2026, que trata do credenciamento e autorização de pessoas para acesso a recintos alfandegados.

Esses temas têm impacto direto na rotina de empresas e profissionais que atuam com logística internacional e operações aduaneiras.

Transparência e modernização dos processos

A realização da live reforça o compromisso da Receita Federal com a transparência institucional e o aprimoramento contínuo das práticas no comércio exterior. Ao divulgar avanços normativos e operacionais, o órgão busca tornar os processos mais ágeis, seguros e eficientes.

A transmissão poderá ser acompanhada ao vivo pelo canal oficial no YouTube.

FONTE: Receita Federal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Receita Federal

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Exportação

Receita Federal atualiza Manual de Exportação após criação de imposto sobre petróleo e diesel

A Receita Federal do Brasil atualizou o Manual de Exportação para incluir as mudanças relacionadas à incidência do Imposto de Exportação (IE) sobre petróleo bruto e óleo diesel. A atualização reflete as novas regras estabelecidas pela Medida Provisória nº 1.340 de 2026, publicada em 12 de março.

Com a alteração, o tributo — historicamente aplicado apenas em situações específicas — passa a atingir também produtos estratégicos do setor energético, ampliando o alcance da tributação sobre exportações brasileiras.

Novas alíquotas para petróleo e diesel

De acordo com as regras atualizadas, o Imposto de Exportação passa a incidir sobre duas categorias de produtos:

  • Óleos brutos de petróleo (NCM 2709.00): alíquota de 12%
  • Óleo diesel (NCM 2710.19.21): alíquota de 50%

No caso do diesel, a cobrança está vinculada ao período de vigência do programa de subvenção econômica ao combustível, previsto na própria medida provisória.

Mudanças no processo da DU-E

A atualização também traz ajustes operacionais no sistema de comércio exterior brasileiro. Com a integração da Declaração Única de Exportação ao módulo de Tratamento Tributário (TT), o cálculo do imposto será realizado automaticamente no momento do registro da operação.

O manual orienta que os exportadores observem alguns pontos essenciais durante o processo.

Base de cálculo

A base utilizada corresponde ao Valor da Mercadoria no Local de Embarque (VMLE), parâmetro que define o valor da carga no momento da saída do território nacional.

Taxa de câmbio aplicada

Para conversão cambial, será considerada a taxa de compra do dia útil imediatamente anterior ao registro da DU-E.

Pagamento do imposto

O recolhimento deverá ser feito por meio de DARF, que deve ser anexado à declaração no sistema eletrônico.

Embora o prazo para pagamento seja de até 15 dias, o embarque da mercadoria só será autorizado após a comprovação do recolhimento do imposto.

Manual atualizado para operadores de comércio exterior

A Receita Federal recomenda que exportadores, despachantes aduaneiros e demais operadores de comércio exterior consultem a versão atualizada do Manual de Exportação, que reúne orientações detalhadas, procedimentos operacionais e a fundamentação legal das novas regras.

Segundo o órgão, a atualização faz parte do esforço para manter os sistemas e orientações alinhados às mudanças normativas, garantindo segurança jurídica e maior eficiência nos processos aduaneiros brasileiros.

👉 [Acesse aqui a página do Imposto de Exportação no Manual de Exportação]

FONTE: Receita Federal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Receita Federal

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Comércio Exterior

Corrente de comércio atinge US$ 12,8 bilhões na primeira semana de março

A corrente de comércio brasileira somou US$ 12,8 bilhões na primeira semana de março de 2026. No período, a balança comercial registrou superávit de US$ 1,8 bilhão, resultado de exportações de US$ 7,3 bilhões e importações de US$ 5,5 bilhões.

Os dados mostram o desempenho das trocas comerciais do Brasil no início do mês e refletem a dinâmica recente do comércio exterior brasileiro.

Desempenho da balança comercial em 2026

No acumulado de 2026 até agora, o país contabiliza US$ 58,2 bilhões em exportações e US$ 48,4 bilhões em importações. Com isso, o saldo positivo da balança comercial chega a US$ 9,8 bilhões, enquanto a corrente de comércio totaliza US$ 106,6 bilhões no período.

Exportações e importações registram leve queda

Na comparação das médias diárias, as exportações brasileiras apresentaram recuo de 3,3%. A média diária registrada até a primeira semana de março de 2026 foi de US$ 1,461 bilhão, abaixo dos US$ 1,511 bilhão observados em março de 2025.

Já as importações tiveram redução mais discreta, de 0,4%, passando de US$ 1,104 bilhão em março do ano passado para US$ 1,100 bilhão na média diária registrada neste início de mês.

Com isso, a média diária da corrente de comércio atingiu US$ 2,56 bilhões, enquanto o saldo comercial médio diário ficou em US$ 360,92 milhões. Em relação à média registrada em março de 2025, houve queda de 2,1% na corrente de comércio.

Desempenho por setores nas exportações

Considerando o acumulado até a primeira semana de março de 2026 e comparando com o mesmo período do ano passado, o desempenho das exportações por setor apresentou resultados distintos.

A indústria extrativa registrou crescimento de 4,9%, com aumento de US$ 13,85 milhões na média diária. Por outro lado, houve retração na agropecuária, com queda de 8,5% (redução de US$ 36,58 milhões), e nos produtos da indústria de transformação, que recuaram 3,6%, equivalente a US$ 28,21 milhões a menos na média diária.

Importações também variam entre setores

Entre os setores importadores, a indústria extrativa apresentou crescimento expressivo de 19,9%, com avanço de US$ 9,89 milhões na média diária.

Já a agropecuária teve retração de 23,3%, com queda de US$ 7,06 milhões, enquanto os produtos da indústria de transformação registraram leve redução de 0,4%, equivalente a US$ 3,59 milhões.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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