Comércio, Portos

Porto de Santos bate novo recorde com 16,6 milhões de toneladas de cargas em um mês

Foi a maior movimentação mensal da história do complexo portuário santista para o mês de maio

O Porto de Santos registrou a maior movimentação mensal de sua história em maio de 2025, com 16,6
milhões de toneladas de cargas processadas. O volume representa um crescimento de 5,1% em relação ao mesmo período de 2024, consolidando, também, a melhor performance já alcançada para o mês de maio. As informações são da Autoridade Portuária de Santos (APS).

Dentre os segmentos que impulsionaram o desempenho, destacam-se os granéis sólidos (+5,3%), com aumento significativo do embarque de soja em grãos (+12,6%) e farelo de soja (+6,9%). Já a carga geral conteinerizada alcançou 477 mil TEU (medida padrão de um contêiner de 20 pés), a melhor marca para o mês de maio (+7,5%).

No acumulado do ano, a movimentação de contêineres também registra números recordes, chegando a 2,29 milhões de TEU (+6%). Já os granéis líquidos apresentaram aumento de 2,3% sobre maio de 2024, com 1,6 milhão de toneladas e destaque para o crescimento do embarque de óleo combustível (+51,3%) e sucos cítricos (+11,8%).

“Este recorde histórico em maio reflete a excelência da gestão portuária e a robustez da nossa logística. Cada tonelada movimentada é fruto de planejamento estratégico, investimentos em eficiência operacional e parcerias sólidas com o setor privado”, comenta Anderson Pomini, presidente da Autoridade Portuária de Santos.

Os destaques positivos ainda incluem o crescimento nos desembarques de enxofre (141,8 mil toneladas, +29,9%), soda cáustica (129,7 mil toneladas, +65,3%) e trigo (126,1 mil toneladas, +12,8%). O fluxo de navios também reflete a dinâmica de expansão portuária, com 495 atracações em maio (+4,9% ante 2024).

Nacional

No ano (janeiro a maio), o porto aumentou sua relevância na logística nacional, respondendo por 29,8% da corrente comercial brasileira — alta frente aos 29,3% de 2024. A China, com 29,3% das transações com o exterior em 2025, mantém-se como o maior parceiro comercial do Porto.

Apesar do cenário positivo, alguns segmentos apresentaram quedas pontuais, como açúcar (–7,2% nos embarques) e café (–21,4%), “reflexo de ajustes sazonais e de mercado”, diz a APS.

Fonte: A Tribuna



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Internacional, Logística, Mercado Internacional

Panamá: o polo logístico mais importante da América Latina

O Panamá continua se destacando como o hub logístico mais importante da América Latina, impulsionado por sua infraestrutura portuária, conectividade multimodal e pela Zona Livre de Colón.

Em 2024, o país movimentou mais de 9,5 milhões de TEUs (unidades equivalentes a contêineres de 20 pés), um aumento de 15,1% em relação a 2023, segundo a Autoridade Marítima do Panamá (AMP). Esse desempenho mantém o país entre os dez principais centros logísticos do mundo.

Modelo logístico 360°

Nesse contexto, a Interborders — empresa especializada em comércio exterior, logística e aduanas — anunciou a abertura de sua sede corporativa na Cidade do Panamá. A nova base, localizada em Costa del Este, faz parte de um investimento anual estimado em US$ 200.000 e complementa a operação já existente em Colón, onde a empresa possui armazém próprio.

Com essa expansão, a Interborders fortalece sua oferta de serviços logísticos integrados, incluindo armazenagem, distribuição e operações multimodais.

“Estamos marcando um marco ao nos posicionarmos entre os grandes nomes do setor logístico regional”, afirmou Lucas Bianchi, CEO da empresa.

Presente na Argentina, Chile, Uruguai, Paraguai, Estados Unidos e Panamá, a empresa projeta crescimento constante de sua carteira de clientes e um investimento total de US$ 700.000 no Panamá durante 2025. A expectativa é alcançar um volume mensal de 900 TEUs e superar a marca de cem clientes regulares.

Geração de empregos e projeção regional

A abertura da sede na capital panamenha também reflete o compromisso com o desenvolvimento de talentos locais. A Interborders mantém abertas vagas para diferentes posições, com candidaturas recebidas pelo e-mail rrhh@interborders.com.

A Cidade do Panamá se consolida como centro estratégico para decisões regionais, complementando a operação em Colón e facilitando o atendimento a diversos perfis de clientes na América Latina e no Caribe.

Simpósio e visão de futur

A empresa organizou o simpósio “Estratégia Logística: Inteligência Artificial, Conflitos e Portos”, que abordou temas como instabilidade geopolítica, digitalização e o uso de IA. Participaram especialistas como Miguel Vallejos, Jorge Barnett Lawton e Yohane Mavel López, que destacaram a resiliência e a adaptabilidade como elementos-chave do sucesso logístico atual.

Com isso, a Interborders avança em seu objetivo de se tornar um provedor líder em soluções logísticas personalizadas em toda a região, promovendo eficiência, inovação e sustentabilidade a partir de um dos eixos centrais do comércio mundial.

Fonte: Todo Logística News

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Comércio Exterior, Internacional

Conflito entre Irã e Israel: impacto nas cadeias de suprimento globais

O conflito armado entre Irã e Israel, que se intensificou em junho de 2025, está gerando uma série de riscos logísticos que afetam as cadeias de suprimento globais. As tensões provocaram interrupções em rotas marítimas estratégicas, aumentos nos custos de energia e uma crescente incerteza nos mercados internacionais.

Interrupções em rotas marítimas estratégicas

O estreito de Ormuz — por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial — tem sido palco de incidentes recentes, como a colisão de dois petroleiros perto de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos. Esse tipo de evento evidencia a vulnerabilidade das rotas marítimas da região, que são essenciais para o comércio global.

Além disso, o conflito reacendeu temores sobre um possível fechamento do estreito por parte do Irã, o que poderia disparar os preços do petróleo e causar uma crise energética global.

Aumento de custos e volatilidade nos mercados de energia

Os preços do petróleo subiram significativamente devido à instabilidade na região. Por exemplo, o petróleo Brent chegou a US$ 76,45 por barril — o nível mais alto desde o início de 2025. Esse aumento impacta diretamente os custos de transporte e produção no mundo todo.

Desvios e atrasos nas cadeias de suprimento

Empresas estão reavaliando suas rotas logísticas, optando por alternativas mais seguras — porém mais caras. Por exemplo, algumas cargas que tradicionalmente passariam pelo Mar Vermelho estão sendo desviadas para contornar o Cabo da Boa Esperança, o que implica maiores tempos de trânsito e custos extras.

Recomendações para mitigar os riscos

Diante desse cenário, recomenda-se que as empresas:

  • Diversifiquem suas rotas logísticas: Evitar a dependência de uma única rota pode reduzir a exposição a riscos.
  • Revisem seus contratos de transporte: Incluir cláusulas que contemplem situações de força maior e ajustes de custos.
  • Fortaleçam relações com fornecedores alternativos: Isso pode garantir o fornecimento em caso de interrupções nas cadeias existentes.
  • Acompanhem de perto a situação geopolítica: Estar bem informado permite tomar decisões proativas e se adaptar rapidamente às mudanças.

O conflito entre Irã e Israel está impondo sérios riscos logísticos que afetam as cadeias de suprimento globais. É essencial que as empresas adotem estratégias de mitigação para se adaptarem a esse ambiente volátil e garantir a continuidade de suas operações.

Fonte: Todo Logística News

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Portos

Portos enfrentam congestionamento crescente com 40% dos navios atrasados

Portos ao redor do mundo estão enfrentando um aumento acentuado no congestionamento, com atrasos crescendo até 300% em junho de 2025, segundo dados recentes da Tradlinx.

Principais centros marítimos como Singapura, Cidade do Cabo e Roterdã estão entre os mais afetados, enfrentando longas filas de navios e sérios desafios operacionais.

Os dados revelam que 96% dos principais portos de contêineres estão atualmente lidando com interrupções operacionais, com tempos médios de espera de navios ultrapassando 10 dias em algumas localidades.

Essa é a pior situação de congestionamento portuário global desde a pandemia da COVID-19, com apenas 58,7% dos navios chegando no prazo.

A Tradlinx atribui o agravamento da situação a uma combinação de fatores, incluindo greves trabalhistas, condições climáticas adversas e gargalos persistentes na cadeia de suprimentos.

Em Singapura, por exemplo, o porto tem registrado um acúmulo rápido de navios, levando algumas transportadoras a desviar cargas para outros destinos. Da mesma forma, a Cidade do Cabo sofre com lentidão causada por condições climáticas, enquanto Roterdã enfrenta um acúmulo de embarcações e congestionamento nos pátios.

Os atrasos estão provocando efeitos em cascata nas redes de comércio global, com exportadores enfrentando custos mais altos e maior incerteza. Transportadoras têm ajustado cronogramas, pulado escalas e aplicado sobretaxas, prejudicando ainda mais a confiabilidade da cadeia de suprimentos.

O congestionamento também está afetando cargas a granel e gerais, gerando preocupações sobre impactos mais amplos na gestão de estoques e nos prazos de produção.

Embora alguns portos tenham adotado medidas para aliviar o congestionamento — como ampliar o horário de funcionamento dos portões e usar equipamentos adicionais —, a Tradlinx alerta que a recuperação deve ser gradual, dada a magnitude da interrupção.

Fonte: Port Technology

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Internacional, Negócios

Brasil e Honduras discutem a ampliação do comércio bilateral

Em reunião no MDIC, representantes dos dois países debatem formas de cooperação

Café, frutos do mar, têxteis máquinas e veículos integram a lista de potenciais produtos que podem fortalecer a balança comercial entre Brasil e Honduras. As oportunidades foram discutidas na reunião realizada nesta quarta-feira (18/6) entre o secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, e o ministro de Promoção de Investimentos de Honduras, Miguel Medina, que está em visita ao Brasil.

Além da pauta comercial, o ministro hondurenho manifestou interesse também em aumentar ações de cooperação com o Brasil. “Temos uma relação comercial já exitosa com o Brasil e queremos ampliar outras formas de parcerias”, disse. Medina solicitou apoio ao MDIC para a concretização de uma missão empresarial brasileira para Honduras, que está sendo organizada para o segundo semestre.

O secretário Márcio Elias Rosa avalia que há interesse significativo das empresas brasileiras em incrementar o comércio e os investimentos com Honduras. Assegurou ainda o interesse do governo brasileiro em impulsionar a agenda comercial. “Queremos prosperar nesta parceria e desenvolver a complementariedade econômica, especialmente em áreas estratégicas como descarbonização e digitalização”, observou.

Em 2024, Honduras foi o 97º com maior fluxo de comércio com o Brasil. As exportações brasileiras para Honduras, no ano passado, somaram US$ 205,4 milhões. Predominam nesta pauta produtos da indústria de transformação (95,1%) e agropecuária (4,6%). Já as importações brasileiras de Honduras, em 2024, chegaram a US$ 23,9 milhões. As compras se devem em 65,9% de produtos variados; 31,8% da indústria de transformação e 2,3% da agropecuária.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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Comércio, Saúde

Brasil declara estar livre de gripe aviária e espera que comércio de frango normalize

O primeiro surto no Brasil atingiu uma granja de matrizes no sul do país no mês passado, desencadeando proibições comerciais que agora podem ser revertidas com a recuperação do status de livre da doença

O Brasil se declarou livre do vírus da gripe aviária nesta quarta-feira (18), após nenhum novo surto da doença ter sido detectado em granjas comerciais de aves desde o primeiro caso, em maio, de acordo com um comunicado do Ministério da Agricultura.

Em nota, a pasta afirmou que informou oficialmente nesta quarta-feira à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) o fim do chamado vazio sanitário, conforme previsto nos protocolos internacionais.

O primeiro surto no Brasil atingiu uma granja de matrizes no sul do país no mês passado, desencadeando proibições comerciais que agora podem ser revertidas com a recuperação do status de livre da doença.

“Seguimos todos os protocolos, contivemos o foco e agora avançamos com responsabilidade para uma retomada gradativa do comércio exterior, mostrando a força do serviço sanitário brasileiro”, afirmou o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, em nota.
A recuperação do status do Brasil como livre do vírus da gripe aviária de alta patogenicidade não é automática e precisa ser confirmada pela OMSA, de acordo com as diretrizes do órgão.

O ministério também afirmou estar notificando os países que impuseram restrições temporárias às exportações brasileiras de produtos avícolas, com o objetivo de restabelecer o comércio internacional.

“Chegamos hoje ao fim do vazio sanitário… Isso não apenas fortalece a credibilidade do nosso sistema sanitário, como também representa um passo fundamental para a reabertura de mercados e a normalização das exportações”, disse o secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart.

Dezenas de importadores colocaram proibições totais ou parciais à carne de frango do Brasil, o maior exportador global de carne de frango. A suspensão dos embargos depende de cada país.

A exportação de carne de frango in natura do Brasil teve uma queda de cerca de 25% em volume pela média diária nas duas primeiras semanas de junho, na comparação com o dado do mesmo mês do ano passado, de acordo com números da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), publicados na última segunda-feira.

A contagem regressiva de 28 dias para a autodeclaração do status de livre da doença começou em 22 de maio, após as autoridades locais informarem que a granja onde o único surto no Brasil foi detectado havia sido totalmente desinfetada.

De acordo com os protocolos comerciais existentes, a China, a União Europeia e outros importadores proibiram as exportações de carne de frango de todo o Brasil após a confirmação do primeiro surto em granja comercial.

Mas alguns países impuseram embargos restritos ao local do foco, o município de Montenegro (RS), como é o caso dos Emirados Árabes Unidos e do Japão.

Mais cedo, o governo do Rio Grande do Sul havia afirmado ter cumprido os protocolos, e que o país já poderia se autodeclarar livre da doença.

Fonte: InfoMoney

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Comércio

Brasil avança e é 58º em competitividade global, mas precisa de mudanças estruturais

Desempenho brasileiro é moldado pelas commodities, e não pela exportação de tecnologia e conhecimento.

O Brasil avançou quatro posições no Ranking Mundial de Competitividade 2025, saindo do 62º para o 58º lugar entre 69 países analisados. Embora este seja o melhor desempenho desde 2021, a análise aponta que a melhora não representa um avanço estrutural e que ainda há muito a ser feito – afinal, o país ainda está entre as nações com desempenho inferior à média.

Os dados da 37ª edição do ranking foram divulgados nesta segunda-feira (16) pelo International Institute for Management Development (IMD) em parceria com a Fundação Dom Cabral (FDC). Eles mostram que o desempenho brasileiro é moldado pelas commodities, e não pela exportação de tecnologia e conhecimento. 

O ranking é liderado por Suíça (1º), Singapura (2º), Hong Kong (3º), Dinamarca (4ª), e Emirados Árabes Unidos (5º). Na sequência, vem Taiwan (6º), Irlanda (7º), Suécia (8º), Qatar (9º) e Países Baixos (10º). 

Abaixo do Brasil (58º) estão Botswana (59º), Peru (60º), Gana (61º), Argentina (62º), Eslováquia (63º) e África do Sul (64º). Fecham o ranking Mongólia (65º), Turquia (66º), Nigéria (67º), Namíbia (68º) e Venezuela (69º).

Brasil avança, mas se mantém atrás

Os dados apontam que o Brasil melhorou em áreas como desempenho econômico e eficiência empresarial, mas ainda encontra dificuldades em exportar serviços, distribuir riqueza (PIB per capita), controlar a inflação, diminuir o custo do capital, melhorar o marco regulatório e qualificar a mão-de-obra, entre outros pontos.

Na análise por setores, o Brasil saiu da 38ª e agora está na 30ª posição no ranking geral de performance econômica. Dentro dos subitens analisados neste setor, o país é o 5º em fluxo de investimento direto estrangeiro, o 7º em crescimento de longo prazo de emprego, e o 11º em formação bruta de capital fixo (crescimento real). O desempenho do país é puxado para baixo em exportações de serviços comerciais, em que ocupa a 67ª posição, seguido por receitas de turismo (66ª) e proporção comércio-PIB (65º).

Nos demais setores, o Brasil também está entre os países com piores desempenhos. Embora tenha saído da 61ª posição, ainda é o 56º em eficiência empresarial, com pontos positivos em total de atividade empreendedora em estágio inicial (8º), salário mínimo (13º), níveis de compensação (14º) e remuneração de gestão (14º). Ainda neste subitem, o país vai mal em dívida corporativa (68º), mão de obra qualificada (68º) e sistema de valores (68º).

Pelo indicador de infraestrutura, o Brasil é o 58º do ranking de competitividade, mesma posição do ano anterior. Puxam o indicador para cima os subitens de energias renováveis (5º), taxa de dependência (13º), custo de telefonia móvel (15º). Mas está na última posição em habilidades linguísticas (69º), educação primária e secundária (68º) e educação em gestão (67º).

Na leitura de Eficiência Governamental, o país é o 68º do ranking, atrás apenas da Venezuela. Na edição anterior, o Brasil ocupava a 65ª posição. Dentro deste subitem, o país está em 5º lugar em subsídios governamentais, 16º em viés de mídia (conversão de notícias em prol do governo) e 21º em renda disponível para consumo. Os pontos fracos do indicador são custo de capital (69º), protecionismo (68º) e finanças públicas (67º).

Custo de capital e dívida

Entre os principais pontos de atenção sobre os dados do Ranking Mundial de Competitividade estão o custo do capital e da dívida corporativa. O Brasil está na lanterninha da dívida corporativa e do crédito, ocupando a 68ª posição nos dois indicadores, o que aponta para a dificuldade em obter recursos para investimentos, expansão e inovação.

Para melhorar e avançar, o Brasil precisaria reduzir a taxa de juros, que está em 14,75%, desburocratizar o acesso ao crédito e fortalecer o mercado de capitais, segundo o relatório.

“O dinheiro está indo embora, o governo está gastando muito, e as empresas estão pagando por seus projetos em uma taxa de financiamento cada vez maior. Isso afugenta nosso potencial de crescimento”, avalia Hugo Tadeu, diretor do Núcleo de Inovação e Tecnologias Digitais da FDC, responsável pela divulgação dos dados no Brasil.

Melhora virá com políticas de longo prazo

Na avaliação de Tadeu, os países mais competitivos são os mais abertos para o avanço tecnológico e o comércio internacional. Já o desempenho brasileiro é moldado pelas commodities, e não pela exportação de tecnologia e conhecimento. 

Ele afirma que a divulgação dos dados em meio às discussões sobre novas tributações, como o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), aponta que estamos escolhendo caminhos contrários ao necessário, que seria o de simplificar a estrutura brasileira para investimentos.

“O Brasil continua no mesmo patamar de 10 anos atrás, no bloco final da competitividade. [Isso ocorre] Porque a gente insiste em uma agenda que não é de reforma, abertura comercial, investimento direto estrangeiro, simplificação tributária do ambiente de negócios, livre comércio, inovação e tecnologia e, consequentemente, que não é uma agenda de formação de mão-de-obra”, analisa Tadeu.]

Para ele, competitividade não é “agenda de curtíssimo prazo”, e precisa ser vista como estratégia permanente. “Não adianta as lideranças públicas continuarem a insistir na agenda de riqueza por commodities. Precisamos pensar seriamente em plano de estado e em que país queremos para daqui 10 a 15 anos”, afirma.

Fonte: InfoMoney

 

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Comércio, Portos

Porto de Santos registra a maior movimentação de cargas da história em maio de 2025

Resultado se deve à performance em segmentos-chave como soja, celulose e contêineres

O Porto de Santos registrou a maior movimentação mensal de sua história em maio de 2025, com 16,6 milhões de toneladas de cargas processadas, um aumento de 5,1% em relação ao mesmo período de 2024, impulsionado pelo aumento nos embarques de soja. Os números foram divulgados nesta terça-feira (17).

Aproximadamente 30% das trocas comerciais brasileiras passam pelo Porto de Santos, que é o maior da América Latina, com 53 terminais.

Em maio de 2025, o embarque de granéis sólidos aumentou 5,3% na comparação anual, alimentado pela alta de 12,6% no embarque de soja em grãos e de 6,9% no farelo de soja.

Já a carga geral conteinerizada alcançou 477 mil TEU (medida padrão de contêiner), a melhor marca para o mês de maio (aumento de 7,5% ano contra ano).

No acumulado do ano, a movimentação de contêineres também registra números recordes, chegando a 2,29 milhões de TEU (+6%). Já os granéis líquidos apresentaram aumento de 2,3% sobre maio de 2024, com 1,6 milhão de toneladas e destaque para o crescimento do embarque de óleo combustível (+51,3%) e sucos cítricos (+11,8%).

“Este recorde histórico em maio reflete a excelência da gestão portuária e a robustez da nossa logística. Cada tonelada movimentada é fruto de planejamento estratégico, investimentos em eficiência operacional e parcerias sólidas com o setor privado”, comenta Anderson Pomini, presidente da Autoridade Portuária de Santos.

Carga geral

Outro setor que bateu recorde mensal e de acumulado no ano é o de Carga Geral Solta, que registrou 1,1 milhão de toneladas em maio, (+36,7%), impulsionado pela marca histórica da celulose: 919,2 mil toneladas, representando uma alta de 45,5% em relação a maio passado.

Os destaques positivos ainda incluem o crescimento nos desembarques de enxofre (141,8 mil toneladas, +29,9%), soda cáustica (129,7 mil toneladas, +65,3%) e trigo (126,1 mil toneladas, +12,8%). O fluxo de navios também reflete a dinâmica de expansão portuária, com 495 atracações em maio (+4,9% ante 2024).

No acumulado do ano (janeiro a maio), o porto aumentou sua relevância na logística nacional, respondendo por 29,8% da corrente comercial brasileira — alta frente aos 29,3% de 2024. A China, com 29,3% das transações com o exterior em 2025, mantém-se como o maior parceiro comercial do Porto.

Apesar do cenário positivo, alguns segmentos apresentaram quedas pontuais, como açúcar (–7,2%) e café (–21,4%), reflexo de ajustes sazonais e de mercado.

O Porto de Santos é administrado pela Autoridade Portuária de Santos (APS), empresa pública vinculada ao Ministério dos Portos e Aeroportos, responsável pelo planejamento logístico e pela administração da infraestrutura.

Fonte: InfoMoney

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Comércio, Logística

Portos de SC movimentam 1 em cada 5 contêineres no país

Dados da Antaq divulgados pela Secretaria de Portos, Aeroportos e Ferrovias indicam que portos de SC cresceram acima da média nacional no primeiro quadrimestre de 2025

Os portos de SC movimentam 20% do mercado nacional de contêineres, ou seja: a cada cinco contêineres, um passa pelo estado. Com este número, Santa Catarina lidera a movimentação no Sul do país, na frente do Paraná (com 10,1%) e Rio Grande do Sul (com 6,21%).

Na movimentação total de cargas, o crescimento catarinense no primeiro quadrimestre de 2025 foi o maior, com 7,93% a mais do que o mesmo período de 2024, superando o índice nacional (que teve queda de 1,1%).

Os dados foram apurados pela Secretaria de Portos, Aeroportos e Ferrovias, conforme informações da Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários).

Quais portos de SC se destacaram

Na movimentação total de contêineres, passaram pelos portos catarinenses até o mês de abril 949,1 mil TEUs, que significam 10,2 milhões de toneladas e crescimento de 16% e 19,2%, respectivamente, em relação ao mesmo período de 2024. Veja o ranking:

  • Porto Itapoá – lidera a movimentação com 489,8 mil TEUs e terceiro maior movimento do Brasil;
  • Portonave – 348,1 TEUs (quarto maior movimento do país);
  • Porto de Itajaí  – 73,6 mil TEUs;
  • Porto de Imbituba – 37,4 mil TEUs.

O primeiro quadrimestre de 2025 também registrou uma movimentação total de cargas nos portos de SC de 21,8 milhões de toneladas. Veja quanto cada porto catarinense movimentou no total:

  1. Porto de São Francisco do Sul  – 5,7 milhões de toneladas
  2. Porto Itapoá  – 5,4 milhões de toneladas
  3. Terminal Aquaviário de São Francisco do Sul – 3,4 milhões de toneladas
  4. Portonave  – 3,3 milhões de toneladas
  5. Imbituba – 2,3 milhões de toneladas
  6. Porto de Itajaí  – 858,3 mil toneladas
  7. Demais Terminais Portuários Privados (TUPs) – 178,6 mil toneladas

Fonte: ND +

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Comércio, Negócios

Secretário do MDIC destaca importância de parcerias para fortalecer cadeias produtivas

No Encontro Econômico Brasil-Alemanha, que acontece em Salvador, Uallace Moreira destacou papel estratégico da indústria naval

Parcerias estratégicas são fundamentais para o fortalecimento de cadeias produtivas setoriais, segundo afirmou o secretário de Desenvolvimento Industrial, Inovação, Comércio e Serviços do (SDIC), Uallace Moreira, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), durante Encontro Econômico Brasil-Alemanha (EEBA) que acontece nesta segunda-feira (16) em Salvador, Bahia.

“Nenhum país no mundo tem possibilidade de ter soberania em toda a cadeia produtiva. Neste sentido, busca-se parcerias estratégicas”, disse.

Ao participar de um painel sobre a cooperação em matéria de segurança, o secretário destacou a importância da indústria naval, que tem um papel estratégico na Missão 6 da Nova Indústria Brasil (NIB), focada na promoção do uso de tecnologias para a soberania e defesa nacional. Com investimentos públicos e privados de R$112,9 bilhões, a missão busca ampliar o domínio brasileiro em áreas como radares, satélites e foguetes.

“Ao desenvolver a indústria de base de defesa, ao desenvolver a indústria naval, a gente fortalece a cadeia produtiva, por exemplo, da perfuração, da exploração de petróleo… isso é muito importante”, disse.

Esse segmento da indústria, segundo ele, também nas missões 3 (infraestrutura, saneamento, moradia e mobilidade) e 5 (transição energética) da NIB, por sua dualidade tecnológica.

Neste contexto, ele lembrou que muitas ideias aplicadas em celulares, por exemplo, são resultado de tecnologias desenvolvidas a partir de investimentos na base industrial de defesa ou mesmo a naval.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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