Comércio Exterior

Brasil aciona OMC contra tarifaço dos Estados Unidos 

Itamaraty diz que EUA violam compromissos com a entidade

O governo brasileiro acionou a Organização Mundial do Comércio (OMC) contra as medidas tarifárias impostas pelos Estados Unidos contra produtos produzidos no Brasil. Na avaliação do Itamaraty, os EUA “violaram flagrantemente” compromissos assumidos com a própria OMC.

“Ao impor as citadas medidas, os EUA violam flagrantemente compromissos centrais assumidos por aquele país na OMC, como o princípio da nação mais favorecida e os tetos tarifários negociados no âmbito daquela organização”, informou, por meio de nota, o Ministério das Relações Exteriores.

O documento enviado à OMC é um pedido de consultas aos EUA, instrumento instituído com o propósito de viabilizar, às partes, uma solução negociada para a disputa antes do eventual estabelecimento de um painel.

Trata-se, portanto, de uma primeira etapa formal no âmbito do sistema de solução de controvérsias na OMC. 

Nesse documento, o governo brasileiro voltou a reiterar sua disposição para negociação. Ele espera que as consultas contribuam para uma solução para a questão. A data e o local das consultas deverão ser acordados entre as duas partes nas próximas semanas.

Trump

No mês passado, o presidente Donald Trump anunciou tarifas mais altas para produtos importados do Brasil como retaliação pelo processo de tentativa de golpe de Estado ao qual o ex-presidente Jair Bolsonaro responde na Justiça.

Na prática, as tarifas de 50% para vários produtos brasileiros inviabilizam a comercialização desses produtos com os Estados Unidos. 

Fonte: Agência Brasil

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Comércio

Balança comercial tem menor superávit para julho em três anos

Balança comercial tem menor superávit para julho em três anos

Pressionada pela queda no preço de diversas commodities (bens primários com cotação internacional) e pelo aumento das importações, a balança comercial registrou o superávit mais baixo para meses de julho em três anos. No mês passado, o país exportou US$ 7,075 bilhões a mais do que importou ─ uma queda de 6,3% em relação ao registrado no mesmo mês de 2024.

Os números foram divulgados nesta quarta-feira (6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). O superávit em julho é o menor desde 2022, quando o resultado positivo ficou em US$ 5,357 bilhões.

A balança comercial acumula superávit de US$ 36,982 bilhões nos sete primeiros meses de 2025. O valor representa queda de 24,7% em relação aos mesmos meses do ano passado e é o pior para o período desde 2020, quando houve superávit de US$ 29,896 bilhões.

Parte do recuo no valor acumulado ocorreu porque a balança comercial teve déficit de US$ 471,6 milhões em fevereiro, motivado pela importação de uma plataforma de petróleo.

Comércio exterior recorde

Tanto as exportações como as importações bateram recorde no mês passado, mas as compras do exterior cresceram ainda mais. Em julho, o país exportou US$ 32,310 bilhões, alta de 4,8% em relação ao registrado no mesmo mês do ano passado. As importações somaram US$ 25,236 bilhões, alta de 8,4% na mesma comparação.

Ao analisar a quantidade exportada e os preços médios, o volume de mercadorias exportadas subiu 7,2%. Os preços, no entanto, recuaram 2,1%, em média, na comparação com o mesmo mês do ano passado, refletindo a queda no valor das commodities (bens primários com cotação internacional). Nas importações, a quantidade comprada subiu 7,9%, impulsionada pelo crescimento econômico, mas os preços médios recuaram 0,2%.

Setores

No setor agropecuário, a queda na quantidade vendida pesou mais para o leve crescimento de 0,3% nas exportações do segmento. O volume de mercadorias embarcadas caiu 2% em julho, na comparação com o mesmo mês de 2024, enquanto o preço médio subiu 3,3%.

Na indústria de transformação, a quantidade subiu 10,3%, com o preço médio caindo 1,6%, o que refletiu uma certa recuperação econômica na Argentina, o maior comprador de bens industrializados do Brasil.

Na indústria extrativa, que engloba a exportação de minérios e de petróleo, a quantidade exportada subiu 13,1%, enquanto os preços médios recuaram 8,1%, fruto da desaceleração econômica na China e do acirramento da guerra comercial por parte do governo de Donald Trump.

Produtos

Do lado das exportações, as de soja, principal produto da agropecuária, cresceram 1,2% em relação a julho do ano passado, por causa da concentração de embarques que fez o volume vendido subir 9%. Os preços médios, no entanto, recuaram 7,1%.

A alta do preço do café continuou a segurar o crescimento das exportações agrícolas. O valor exportado crescer 25,4% em julho, na comparação com o mesmo mês do ano passado. Apesar da queda de 20,4% no volume embarcado, os preços médios subiram 57,5% no mesmo período.

Segundo produto de exportação do agronegócio, o milho teve desempenho negativo. Por causa do fim da safra, as exportações caíram 27,2% em relação a julho do ano passado. O preço médio subiu 6,3%, mas o volume embarcado recuou 31,5%.

Na indústria extrativa, as vendas de petróleo subiram 8,1%, após meses de queda. Isso ocorreu porque o volume vendido subiu 17,6%, compensando a queda de 8% na cotação do barril. As exportações de minério de ferro recuaram 8,8%. Apesar de a quantidade ter subido 4,7%, os preços caíram 12,9%.

Do lado das importações, as aquisições de motores e máquinas não elétricos; adubos e fertilizantes; e combustíveis puxaram o crescimento. A maior alta ocorreu com os motores, cujo valor comprado aumentou US$ 325,2 milhões (+43,9%) em julho na comparação com julho do ano passado.

Estimativa

Segundo as estimativas mais recentes do Mdic, divulgadas em abril, o superávit deverá ficar em US$ 50,4 bilhões, queda de 32% em relação a 2024. A próxima projeção será divulgada em outubro. As estimativas serão revistas, porque não consideram a tarifa de 50% sobre os produtos brasileiros nos Estados Unidos.

As previsões estão mais pessimistas que as do mercado financeiro. O boletim Focus, pesquisa com analistas de mercado divulgada toda semana pelo Banco Central, projeta superávit de US$ 65,25 bilhões neste ano.

Fonte: Agência Brasil

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Comércio Exterior

Tarifaço: Especialistas apontam saídas jurídicas que exportador pode usar

Tributaristas avaliam soluções para mitigar os efeitos da tarifa de 50% dos EUA, que entra em vigor nesta quarta (6)

Os Estados Unidos começam a aplicar nesta quarta-feira (6) uma tarifa de 50% sobre importações brasileiras, e os exportadores têm buscado soluções para mitigar os prejuízos com o fluxo comercial menor entre os países.

CNN consultou tributaristas que representam diferentes setores afetados pelo tarifaço sobre as alternativas jurídicas que podem ajudar as empresas a diminuir o prejuízo decorrente das taxas impostas pelo presidente norte-americano, Donald Trump.

Felipe Rainato, especialista em comércio exterior do Hondatar Advogados, atua diretamente com associações como a Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção) e Abiplast (Associação Brasileira da Indústria do Plástico).

O advogado afirma que as empresas podem acionar cláusulas contratuais como as de caso fortuito e força maior para readequar seus acordos com importadores dos EUA.

A medida visa buscar equilíbrio econômico entre as partes e pode ser acionada em caso da impossibilidade do cumprimento das obrigações pelos exportadores, que podem não conseguir mais vender seus produtos para o território norte-americano nas condições acordadas antes das tarifas.

Thaisis Lessa, advogada especializada em negócios agrícolas da Pontes Leal Advocacia, cita também o uso da teoria da imprevisão ou onerosidade excessiva, caso o contrato se torne caro demais para uma das partes, para tentar uma revisão ou renegociação judicial dos acordos firmados.

Rainato também ressalta a importância das companhias brasileiras se manifestarem ao escritório do USTR (Representante Comercial dos Estados Unidos) sobre a investigação nos termos da seção 301 da Lei de Comércio de 1974, usada como argumento para indicar práticas comerciais “desleais” do Brasil.

A medida pode não ter efeito imediato, segundo o especialista, mas seria importante para posicionar as empresas brasileiras diante das autoridades norte-americanas e impedir que conclusões sejam tomadas sem os players serem ouvidos.

Em momentos de instabilidade comercial, Lessa ressalta a importância dos seguros de crédito à exportação: ao amparar os contratos com seguros públicos ou privados, cobrem-se riscos de variação cambial.

As empresas que utilizam a modalidade de drawback – regime aduaneiro para isenção de tributos incidentes na aquisição de matérias utilizadas na industrialização de produtos exportados – para comprar seus insumos devem tentar negociar acordos com o governo brasileiro, reforça Rainato.

Isso porque muitas empresas que utilizam o drawback se comprometeram a exportar quantidades de seus produtos que podem não conseguir cumprir no prazo definido, com a aplicação das tarifas. A consequência seria arcar com os custos das importações e multas decorrentes do não cumprimento do acordo.

Para o advogado, as autoridades brasileiras podem permitir a prorrogação dos prazos para atingir os volumes prometidos ou obter avanços nas negociações com os EUA. A possibilidade de dispensa das obrigações definidas no regime também não é descartada.

Por fim, Lessa pontua sobre o lado comercial e recomenda que os exportadores busquem – além de mercados alternativos com condições tarifárias melhores – intermediar vendas por empresas que façam a triangulação das exportações via destinos menos afetados pelas tarifas.

Fonte: CNN Brasil

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Portos

Novo Porto Seco de Foz do Iguaçu ampliará em 30% a capacidade de operação

Com um investimento de R$ 500 milhões, unidade movimentará até dois mil caminhões por dia

A Multilog lançou a pedra fundamental do Novo Porto Seco de Foz do Iguaçu. Com um investimento de R$ 500 milhões, a unidade ampliará em 30% a capacidade de operação, com previsão de movimentar até dois mil caminhões por dia e gerar cerca de 3 mil empregos diretos e indiretos.

De acordo com o presidente da Multilog, Djalma Vilela, embora a concessãopara administrar o Porto Seco de Foz do Iguaçu seja de 25 anos, podendo ser prorrogada por mais dez anos, a empresa está construindo um terminal preparado para atender a Tríplice Fronteira por um período mais longo. “Quando fizemos o plano, olhamos as demandas atuais e as futuras, inclusive o crescimento dos países vizinhos, nossos parceiros comerciais”, disse.

Segundo Vilela, na área de 550 mil m² será construído o Porto Seco tradicional. A expectativa é consolidar a região como o maior porto seco da América Latina e um dos maiores do mundo. Também está prevista a construção de um terminal de contêineres.

O NOVO PORTO SECO

As obras da nova unidade serão divididas em duas fases. Nesta primeira, serão investidos R$ 240 milhões na área de pátio destinada aos caminhões. De acordo com a empresa, a área de armazenagem e vistoria terá área coberta fechada, incluindo câmara fria, com docas exclusivas para o armazenamento de produtos que necessitam de temperaturas controladas.

A estrutura incluirá balanças de precisão, scanner e câmeras de vigilância para monitoramento interno e externo. Os acessos terão gates de entrada e saída para diferentes tipos de carga, incluindo veículos com dimensões excedentes. A identificação e pesagem de veículos será feita por sistemas automatizados. O projeto também prevê uma área de apoio para motoristas.

Fonte: Logística do Futuro

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Exportação

Mato Grosso responde por 1/3 das exportações de gergelim para a China

Estado lidera produção nacional e concentra 32,7% das empresas brasileiras habilitadas para atender o maior mercado consumidor do mundo

Mato Grosso consolidou sua posição de protagonismo no mercado internacional de gergelim. O estado responde por 1/3 da demanda nacional de exportação da oleaginosa para a China, de acordo com dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

O número de empresas mato-grossenses habilitadas a exportar gergelim para o país asiático saltou de 8 para 20, uma alta de 150%. A nova lista, divulgada recentemente pela Administração-Geral das Alfândegas da China (GACC), ampliou de 31 para 61 o total de estabelecimentos brasileiros autorizados. Com isso, Mato Grosso representa 32,7% das empresas aptas a atender o maior mercado importador do mundo.

China lidera o consumo global de gergelim, com 38,4% de participação. O avanço nas habilitações brasileiras é um passo importante na consolidação do país como fornecedor estratégico da semente.

No campo, os números também reforçam a liderança de Mato Grosso. O estado é o maior produtor de gergelim do Brasil, com estimativa de 276,3 mil toneladas para a safra 2024/25. O volume representa um crescimento de 12,3% em relação ao ciclo anterior, conforme projeção da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A produção nacional está estimada em 396,7 mil toneladas, alta de 9,8%.

O cultivo da oleaginosa vem ganhando espaço especialmente em áreas de segunda safra, como alternativa de renda e estratégia de diversificação da agricultura. Segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso, César Miranda, o resultado alcançado é reflexo da organização do setor produtivo e da articulação entre os setores público e privado.

“Esse avanço expressivo é resultado direto do dinamismo dos nossos produtores e da atuação estratégica do Governo de Mato Grosso, que tem buscado abrir novos mercados e fortalecer a imagem do nosso agronegócio no exterior”, afirma.

Como parte dessa estratégia, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec) criou a Câmara Técnica do Gergelim. O grupo reúne produtores, exportadores e órgãos públicos com o objetivo de alinhar estratégias, garantir qualidade e ampliar a presença do produto mato-grossense no mercado internacional.

Hoje, o Brasil ocupa atualmente a sétima posição entre os maiores exportadores mundiais de gergelim, com 5,31% de participação no comércio global. Goiás, Pará e Tocantins também figuram entre os principais estados produtores, enquanto Bahia, Minas Gerais, Maranhão e Rondônia apresentam forte potencial de crescimento.

Fonte: Mato Grosso Canal Rural

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Evento

Logistique 2025 traz um dos maiores nomes da geopolítica atual

Thiago de Aragão será destaque no Summit Logistique abordando a temática “O novo tabuleiro mundial: quem controla a cadeia, controla o poder”; a Logistique 2025 acontece de 12 a 14 de agosto

A Logistique 2025 confirma a presença de Thiago de Aragão, um dos principais especialistas em geopolítica do Brasil, como palestrante no primeiro dia do Logistique Summit, congresso técnico realizado em paralelo à feira. Mestre em Relações Internacionais pela Johns Hopkins University, nos Estados Unidos, Thiago vive atualmente em Washington e atua com análise de risco político, redes de influência e cenários internacionais. Ele será um dos destaques do Summit Logistique 2025.

O especialista defende que, em um mundo em constante transformação, compreender os impactos geopolíticos deixou de ser exclusividade de diplomatas e economistas e se tornou ferramenta essencial de planejamento estratégico para empresas. Antecipar riscos regulatórios e comerciais, entender realinhamentos globais e identificar mercados em mudança são hoje diferenciais competitivos. É sobre essa integração entre inteligência geopolítica e estratégia corporativa que o Thiago irá tratar em sua palestra.

“O acirramento da rivalidade entre Estados Unidos e China está redesenhando rotas, revisando dependências e acelerando a regionalização e a diversificação de fornecedores. É uma transformação estrutural que exige leitura geopolítica apurada e adaptação ágil do setor privado”, afirma Aragão.

Segundo ele, o comércio global ocupa o centro desse novo tabuleiro. “Tarifas, restrições tecnológicas e a reconfiguração de blocos e acordos moldam um cenário fragmentado, mas repleto de oportunidades para quem souber se posicionar com inteligência. A logística assume um papel estratégico, agregando resiliência, eficiência e vantagem competitiva às empresas”, avalia.

Para o especialista, o Brasil tem uma oportunidade única neste contexto: “Podemos nos tornar uma alternativa geopolítica na diversificação de cadeias produtivas, sobretudo em áreas como alimentos, energia, minerais críticos e produtos industriais. Mas isso só se concretiza com visão estratégica, investimentos corretos em infraestrutura e capacidade institucional de se posicionar com assertividade”.

Diretor de estratégia da Arko Advice, Thiago de Aragão é também pesquisador associado do Institut de Relations Internationales et Stratégiques (França), co-editor do Brazilian Politics Podcast e membro do conselho da Fight Cancer Global Organization. Com ampla experiência em consultoria para empresas, fundos de investimento e agências de risco, é reconhecido por suas análises sobre os cenários político e econômico do Brasil e da América Latina.

“A curadoria do Summit está cada vez mais apurada, e é uma grande honra receber o Thiago, um dos maiores nomes brasileiros em relações internacionais”, destaca Leonardo Rinaldi, diretor-geral da Logistique. Karine Marmitt, diretora executiva da feira, ressalta que o evento ganha ainda mais relevância num momento em que o comércio internacional enfrenta novos desafios.

“A presenta de Thiago de Aragão, que vem dos Estados Unidos trazer sua expertise para a edição deste ano da Logistique, só engrandece o evento”, afirma Karine. A expectativa de crescimento da edição de 2025 da Logistique é de 60% em relação à edição anterior, com mais de 200 expositores e 16 mil visitantes.

Logistique 2025 em BC: posição estratégica

Com localização estratégica no Expocentro Júlio Tedesco, ao lado do principal entroncamento rodoviário do Sul e próximo aos portos de Paranaguá, Itajaí, Navegantes, Itapoá e São Francisco do Sul, além de estar a menos de 200 km dos aeroportos de Florianópolis, Curitiba, Navegantes e Joinville, a Logistique se consolida como o maior evento de logística da região.

Balneário Camboriú também se destaca no cenário econômico. Em 2024, Santa Catarina teve a maior taxa de crescimento do País, com avanço de 5,7%, segundo o Banco Central, superando a média nacional de 3,8%. A projeção para o PIB estadual em 2025 é de 5,3%, a segunda maior da década. “Com crescimento expressivo, nova localização aprovada pelo mercado e impacto direto na competitividade das empresas, a Logistique 2025 promete ser um evento imperdível para o setor”, finaliza Rinaldi.

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Portos

O TC2 cresce 41% em operações

A Terminal de Contêineres Dois (TC2) encerrou o primeiro semestre de 2025 com um crescimento de 41% no volume de operações, em comparação com o mesmo período do ano anterior.

No total, foram movimentados 5.492 TEUs, impulsionados por um aumento nas exportações, maior frequência de serviços marítimos e mais operações por via terrestre.

Avanços em conectividade e novos serviços
Entre os destaques, a companhia marítima CMA CGM anunciou a frequência semanal do serviço Atlas, que conecta Mar del Plata ao porto de Santos (Brasil). Por sua vez, a Maersk continuará com operações regulares, consolidando a conectividade do Atlântico Sul.

A diversidade de serviços também foi ampliada com a operação de navios frigoríficos transportando carga a granel. Além disso, pela primeira vez em mais de 15 anos, a terminal operou dois navios de comércio exterior simultaneamente: o Artemis da CMA CGM (no cais 2) e o MV Prince of the Seas (no cais 3).

Melhorias em infraestrutura e eficiência
Em termos operacionais, a TC2 incorporou novos equipamentos e painéis elétricos para contêineres refrigerados, com o objetivo de alcançar 1.000 posições de conexão simultânea. Também foram realizadas obras de renovação da fiação elétrica, aumentando a eficiência e segurança no manuseio de cargas refrigeradas (reefer).

Compromisso com o desenvolvimento sustentável
Para Emilio Bustamante, referência da TC2, o desenvolvimento do porto exige uma visão integrada, baseada na colaboração público-privada, na inovação tecnológica e em uma gestão orientada ao crescimento sustentável.

“Junto com meu sócio Alberto Ovejero e toda a nossa equipe, seguimos apostando no fortalecimento do porto como um nó logístico chave que impulsione as exportações e o desenvolvimento regional”, afirmou.

Fonte: Todo Logistica News

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Exportação

Barranqueras exporta couro bovino salgado para a China

Em um fato sem precedentes, o Porto de Barranqueras, na Argentina, consolidou pela primeira vez a exportação de couro bovino salgado; marcando um avanço logístico e produtivo para a região, informou o Governo do Chaco.

O envio partiu de armazéns em Puerto Tirol e foi transportado em cinco caminhões, cada um com 28 toneladas. O destino final do couro chaqueño é a China.

Espera-se que, durante a primeira semana de agosto, outros 10 contêineres com couro salgado sejam adicionados; reforçando a abertura de novos mercados internacionais para essa produção regional.

O governador Leandro César Zdero destacou que essa conquista “reflete o compromisso do Porto de Barranqueras com o desenvolvimento econômico, a sustentabilidade e a formação; consolidando-o como um motor estratégico do comércio exterior do Chaco”.

Além disso, o porto fortalece seu vínculo com a comunidade educativa; recebendo visitas de estudantes de escolas primárias, secundárias, técnicas e universidades da região. E também promovendo a integração entre conhecimento acadêmico e desenvolvimento logístico.

Fonte: Todo Logistica News

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Portos

Dragagem reforça capacidade de atracação no Porto de São Sebastião

A dragagem de manutenção foi intensificada no Porto de São Sebastião, no Litoral Norte. Os serviços, que começaram há duas semanas, estão concentrados no berço 101. O trabalho é fundamental para a continuidade e eficiência das operações portuárias.

A intervenção vai remover 57 mil metros cúbicos (m3) de sedimentos acumulados na bacia de manobra e no berço de atracação, restabelecendo a profundidade operacional mínima de 10 metros.

A dragagem é realizada pela Companhia Docas de São Sebastião (CDSS), com autorização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). O Porto é vinculado à Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil).

Segundo o presidente da CDSS, Ernesto Sampaio, o início da obra representa um avanço estratégico. “Com a dragagem, ampliamos a segurança e a previsibilidade das operações, mantendo o Porto em plenas condições de atender à demanda com eficiência e responsabilidade ambiental”, afirmou.

Os sedimentos retirados serão depositados no Dique de Contenção, área interna ao Porto destinada exclusivamente para esse tipo de material. “Trata-se de uma solução sustentável, já que o local recebe apenas sedimentos de boa qualidade, sem contaminação, que podem ser reaproveitados de forma benéfica”, informa a Semil.

Outro diferencial da obra, diz a secretaria, é o monitoramento constante da fauna marinha. “Durante toda a dragagem, um profissional especializado, com apoio de drones, realiza o acompanhamento da área para detectar a presença de baleias e tartarugas. Caso algum animal se aproxime, os trabalhos são imediatamente suspensos até que o afastamento seguro seja confirmado”.

O Porto de São Sebastião possui um dos canais mais profundos do País, com até 42 metros, e é considerado estratégico para o escoamento de cargas do Litoral Norte. A dragagem de manutenção é necessária devido ao assoreamento natural causado por chuvas, ventos, correntes marítimas e movimentação de navios.

Fonte: A Tribuna

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Comércio

MSC lança novo serviço marítimo entre Ásia e América do Sul com foco em frutas frescas e comércio regional

A Mediterranean Shipping Company (MSC) anunciou nesta quarta-feira (31) o lançamento do serviço Alpaca, uma nova rota marítima regular e independente que conectará semanalmente o Extremo Oriente à Costa Oeste da América do Sul a partir de setembro de 2025. A proposta da companhia é oferecer transit times ultrarrápidos entre os portos de Ningbo (China), Busan (Coreia do Sul) e Callao (Peru), com escalas estratégicas no Chile e conexão reforçada com corredores logísticos da Bolívia.

Além de atender o comércio geral entre as duas regiões, o Alpaca foi desenhado especialmente para a temporada de exportação de cerejas do Chile, um dos produtos agrícolas mais valorizados do país sul-americano. Durante o período da safra, o novo serviço funcionará também como Cherry Express, solução da MSC voltada ao transporte de frutas frescas com alto valor agregado para os mercados asiáticos.

A companhia destaca que o Alpaca será equipado com sua tecnologia iReefer, que permite controle avançado de temperatura, rastreabilidade em tempo real e maior integridade da carga refrigerada ao longo de toda a cadeia logística. A expectativa é atender com mais agilidade e eficiência os exportadores que visam reduzir o tempo de prateleira e garantir frescor na entrega final.

A rotação completa da nova linha será:
Ningbo (CN) – Busan (KR) – Callao (PE) – Arica (CL) – Iquique (CL) – San Antonio (CL) – Nansha (CN) – Hong Kong (CN) – Ningbo (CN).

Com mais de 675 escritórios espalhados pelo mundo, a MSC orienta exportadores e importadores interessados a procurarem suas equipes locais para informações detalhadas sobre a nova operação. Mais detalhes também podem ser encontrados na página dedicada à rede independente da companhia.

Fonte: Datamar News

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