Portos

Portos de SC registram aumento na movimentação de cargas

O resultado supera a média nacional

Os portos de Santa Catarina registraram aumento de 5,23% na movimentação de cargas no primeiro semestre de 2025, em comparação com o mesmo período de 2024. Entre janeiro e junho, eles movimentaram mais de 32,2 milhões de toneladas. O resultado supera a média nacional, de 1,02%, e representa o melhor desempenho entre os estados do Sul do país. A Gerência de Portos da Secretaria de Portos, Aeroportos e Ferrovias apurou os dados junto à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

Conforme o secretário de Estado de Portos, Aeroportos e Ferrovias (SPAF), Beto Martins os números são resultado de planejamento.

“Os portos de Santa Catarina seguem cumprindo o seu papel de importância dentro da logística estadual e nacional. Pelos nossos portos passam quase 20% do total de contêineres do país. Atendemos também setores do agronegócio e seguimos em constante crescimento nos últimos anos “, comentou.

No setor de contêineres, os portos de Santa Catarina registraram crescimento de 12,4% em relação a 2024, movimentando mais de 1,34 milhão de TEUs. A carga corresponde a mais de 15 milhões de toneladas e supera o crescimento nacional que é de 10,2%. Os portos catarinenses respondem por 19,25% de toda a movimentação de contêineres do Brasil.

Resultados

No primeiro semestre, o Porto Itapoá registrou o segundo maior movimento do país, com 8,1 milhões de toneladas em cargas conteinerizadas. A Portonave movimentou 4,8 milhões de toneladas, o Porto de Itajaí, 1,4 milhão, e o Porto de Imbituba, 656,3 mil toneladas.

Balanço total

Na movimentação total de cargas, o Porto de São Francisco do Sul liderou no primeiro semestre com 8,7 milhões de toneladas, seguido por Itapoá, com 8,1 milhões. O Terminal Aquaviário de São Francisco do Sul registrou 5,1 milhões, a Portonave, 4,8 milhões, Imbituba, 3,6 milhões, e Itajaí, 1,6 milhão de toneladas. Outros terminais do estado somaram 246 mil toneladas.

Fonte: Guararema News

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Importação

Importações marítimas se recuperam em julho

O fluxo marítimo de contêineres nos Estados Unidos registrou em julho uma recuperação de 18,2% em relação a junho, alcançando 2.621.910 TEUs.

Esse número fica apenas 555 TEUs abaixo do recorde histórico de maio de 2022. O aumento rompe com a desaceleração observada em maio e junho, impulsionado pela alta temporada e por compras antecipadas diante de mudanças tarifárias.

As importações marítimas vindas da China chegaram a 923.075 TEUs — um aumento de 44,4% em relação ao mês anterior e o nível mais alto desde janeiro de 2025. Embora ainda estejam 9,8% abaixo do recorde de julho de 2024, a participação da China atingiu 35,2%, sua maior fatia no ano. Outros países asiáticos também apresentaram crescimento, com destaque para Hong Kong, que teve um aumento de 47,8%. No total, os dez principais países fornecedores cresceram 25,4% em relação ao mês anterior.

Portos respondem à pressão

Apesar do aumento nos volumes, os principais portos dos EUA mantiveram um desempenho estável, com apenas leves aumentos nos tempos de trânsito. Os portos da costa oeste consolidaram sua liderança sobre os da costa leste e do Golfo pelo segundo mês consecutivo, refletindo capacidade para lidar com picos de demanda.

Fatores e perspectivas

A recuperação também está ligada a compras antecipadas para evitar custos extras decorrentes de novos tarifários. Entre os marcos:

  • 1º de agosto: entraram em vigor tarifas recíprocas sobre mais de 60 países;
  • 7 de agosto: tarifas específicas para a Índia e um tarifário universal sobre o cobre;
  • 15 de outubro: vence a trégua tarifária com a China.

Em comparação com julho de 2019, as importações são 19,3% maiores. O acumulado de 2025 já supera em 3,6% o de 2024. O desempenho dos EUA continuará influenciando as tendências na logística global, enquanto o setor ajusta suas estratégias para lidar com incertezas comerciais e possíveis mudanças nos custos.

Fonte: Todo Logistica News

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Comércio Exterior

Receita Federal realiza live sobre alterações recentes no catálogo de produtos e o futuro do comércio exterior

A live será transmitida no dia 14 de agosto, às 14h, pelo canal oficial da Receita Federal no YouTube.

A Receita Federal convida toda a comunidade aduaneira, servidores e cidadãos interessados para a live “Simplificação Radical: alterações recentes no catálogo de produtos e o futuro do comércio exterior”, que será transmitida no dia 14 de agosto, às 14h, pelo canal oficial da Receita Federal no YouTube. 

O evento contará com a participação do subsecretário de Administração Aduaneira, do coordenador-geral da Coordenação-Geral de Administração Aduaneira (Coana), do coordenador de Riscos Aduaneiros, de delegados das vinte maiores Alfândegas da Receita Federal e de demais representantes da comunidade aduaneira. 

Durante a transmissão, serão apresentadas e debatidas as recentes alterações no catálogo de produtos, bem como as perspectivas e diretrizes para o futuro do comércio exterior brasileiro. A iniciativa busca promover a integração, a transparência e a simplificação dos processos, fortalecendo a competitividade e a segurança nas operações internacionais.

📅 Data: 14/08/2025
⏰ Horário: 14h
▶️ Clique para assistir pelo Youtube

Participe e acompanhe as discussões que irão impactar o comércio exterior nos próximos anos.

Fonte: Receita Federal

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Importação

Déficit do Brasil com EUA, nas importações, chegou a US$ 28 bi em 2024

“Brasil não deveria ser alvo dessas medidas”, diz Tatiana Prazeres

O Brasil tem uma relação deficitária com os Estados Unidos nas importações. Ou seja, importa mais do que exporta. E esse déficit chegou no ano passado a US$ 28 bilhões. A maior parte de serviços, o que justamente não é alvo do tarifaço imposto por Donald Trump. A informação é da secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Tatiana Prazeres, que falou na Câmara dos Deputados sobre o assunto.

E ela complementou: até por conta desse déficit, nós aqui no Brasil não somos um problema comercial para eles, os Estados Unidos. É uma questão de complementaridade, que gera emprego e investimentos para os dois lados.

Além disso, a alíquota média de importação do Brasil para produtos norte-americanos é de 2,73%. Isso porque alguns têm alíquota zero, como petróleo e derivados.

“O perfil tarifário do Brasil, para importações provenientes dos Estados Unidos, é um perfil baixo, o que soma ao argumento de que, ao final de contas, se o Brasil tem um déficit comercial com os Estados Unidos, não deveria ser alvo dessas medidas que vêm sendo adotadas pelos Estados Unidos, sobretudo porque esse parece ser um tema de preocupação relevante para o lado americano”.

Por isso, a secretária de Comércio Exterior do MDIC reforçou a importância de se desfazer a visão que muitos têm de que o Brasil é um país de imposto de importação elevado. Ela acrescentou que as negociações continuam no sentido de ampliar a lista de exceções à taxação, como café, carnes e frutas que não ficaram de fora da sobretaxa do governo norte-americano.

Fonte: Agência Brasil

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Comércio Exterior

As compras no exterior aumentaram 300% desde o novo limite de US$ 3.000

Marcelo García, da Galeón Logistics Solutions, explicou à Cadena 3 que, com o novo limite de dólares por envio, os argentinos estão optando por importar produtos mais baratos

Marcelo García, especialista em comércio exterior e sócio da Galeón Logistics Solutions, destacou em entrevista à Cadena 3 uma mudança significativa nas compras do exterior por parte dos argentinos. Desde dezembro de 2024, o limite de compra por envio aumentou para 3.000 dólares, o que facilitou o processo de importação.

García comentou que “há uma situação negativa de defasagem cambial, o que faz com que os produtos no mercado local fiquem mais caros do que os que podem ser adquiridos no exterior”.

O aumento no uso de serviços de courier tem sido notável. Segundo García, o crescimento no volume de envios é estimado em 300% em comparação com o ano anterior. “Em junho deste ano, foram importados pouco mais de 70 milhões de dólares, com quase 400.000 envios e um preço médio próximo de 200 dólares”, detalhou.

Aproximadamente 70% das compras realizadas correspondem a celulares, computadores e tablets. “A única explicação é que sai mais barato comprar e trazer de fora do que adquirir localmente”, afirmou García.

Os limites estabelecidos permitem até 3.000 dólares por envio e até 50 quilos por volume. Além disso, os usuários podem realizar até cinco envios por ano por pessoa, sendo que alguns deles contam com envio gratuito. Para facilitar o processo, os clientes compram em plataformas que têm operadores logísticos associados, como FedEx ou DHL.

García detalhou que o volume de envios aumentou, com uma média no aeroporto de Ezeiza que passou de 400 para quase 900 toneladas mensais. “No aeroporto de Córdoba também há um crescimento exponencial”, acrescentou.

Quanto aos impostos, os compradores devem considerar que há uma franquia de até 400 dólares isenta de tarifas de importação. O que excede esse valor enfrenta uma carga tributária que pode chegar a até 35%.

A simplificação dos trâmites e a possibilidade de comprar produtos mais baratos do que no mercado local têm levado cada vez mais argentinos a optarem por compras internacionais.

Entrevista do programa Informados al regreso.

Fonte: Cadena 3

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Comércio

Veículos eletrificados registram alta de 27% nos sete primeiros meses

China lidera com mais de 6 milhões de veículos vendidos, enquanto EUA e Canadá registram crescimento tímido

O mercado global de veículos eletrificados continua em expansão. Nos primeiros sete meses de 2025, foram vendidos 10,7 milhões de veículos elétricos e híbridos plug-in (EVs), representando um crescimento de 27% em relação ao mesmo período de 2024, segundo dados da Rho Motion, empresa especializada em pesquisa da cadeia de suprimentos de veículos elétricos.

China mantém liderança

A China segue como maior mercado de eletrificados plug-in (EVs) do mundo, com 6,5 milhões de unidades vendidas no acumulado de 2025, alta de 29% em comparação ao ano passado. Apesar de uma queda de 13% nas vendas de julho em relação a junho, a penetração de EVs permanece acima de 50% pelo terceiro mês consecutivo. A maior parte das vendas é de veículos totalmente elétricos (BEVs), que registraram crescimento de 40% no ano, enquanto os híbridos plug-in (PHEVs) tiveram expansão mais modesta. O governo chinês mantém incentivos por meio de programas de troca de veículos e subsídios, com nova rodada de financiamento prevista para outubro de 2025.

Europa cresce impulsionada por Alemanha, Reino Unido e Itália

O mercado europeu registrou crescimento de 30% em veículos elétricos e híbridos plug-in nos sete primeiros meses do ano. Alemanha e Reino Unido lideram, com alta de 43% e 32%, respectivamente, enquanto a França ainda enfrenta desempenho mais tímido, mesmo com aumento de 9% em julho. A Itália desponta como mercado emergente na região, com crescimento estimado em 40% até julho, impulsionado por subsídios recém-aprovados no valor de 600 milhões de euros. Tanto BEVs quanto PHEVs contribuíram para esse avanço, com crescimento de 30% e 32%, respectivamente.

América do Norte apresenta expansão modesta

Nos EUA, Canadá e México, as vendas de EVs cresceram apenas 2% no período. A expectativa é de um aumento temporário na demanda nos Estados Unidos antes do término do crédito fiscal do IRA em 30 de setembro de 2025, seguido de possível desaceleração. No cenário industrial, algumas montadoras norte-americanas avaliam ampliar a participação de veículos a combustão em suas linhas, enquanto a Ford planeja lançar uma picape elétrica de médio porte com bateria LFP em 2027.

Tendências e impactos para o Brasil

No acumulado de janeiro a julho de 2025, o Brasil registrou 37.586 veículos totalmente elétricos (BEVs) e 51.014 híbridos plug-in (PHEVs), segundo dados da ABVE. O desempenho reflete o aumento do interesse por tecnologias eletrificadas, com os híbridos plug-in ainda superando os veículos totalmente elétricos em volume, embora essa dinâmica varie de acordo com as condições do mercado. 

O crescimento global reforça que 2025 será mais um ano de consolidação para os carros que vão na tomada, ainda que com diferentes ritmos de expansão conforme políticas locais e incentivos governamentais.

Fonte: RHO Motion


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Comércio, Negócios

MDIC e República Democrática do Congo discutem ampliação de comércio e investimento bilateral

Há interesse dos dois países em promover o comércio e as oportunidades de investimentos

Ampliar a cooperação em áreas estratégicas como comércio e investimento foram os temas centrais da reunião da terça-feira (12/8) entre o secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, e o ministro de Comércio Exterior da República Democrática do Congo (RDC), Julien Paluku Kahongya, em visita oficial ao Brasil.

O governo congolês tem interesse em ampliar e fortalecer a parceria histórica com o Brasil por intermédio de um entendimento, principalmente na área de facilitação e promoção comerciais. O secretário Márcio Elias propôs adicionalmente um diálogo sobre investimentos. “Poderíamos explorar a possibilidade de se avançar na cooperação e na facilitação de investimentos recíprocos”, ressaltou.

Ele lembrou que atualmente o Brasil tem uma política industrial que busca atrair investimentos nas seis áreas em que está estruturada, seja em agroindústria, defesa, bioeconomia e energia renovável, entre outros. Há interesse dos dois países em explorar a possibilidade de se organizar missões e fóruns empresariais para o levantamento de oportunidades comerciais e de investimentos. 

Cooperação ambiental

Além da importância comercial, o ministro Kahongya lembrou que Brasil e o Congo já têm uma importante parceria na área ambiental por conta da grandeza de suas florestas: detêm as maiores florestas tropicais do mundo e atuam conjuntamente em diversos fóruns. “Os dois países, somado à Indonésia, representam quase 80% do pulmão do mundo”, disse.

O secretário Márcio Elias Rosa observou que os dois países podem trabalhar em conjunto para desenvolver projetos na área de bioeconomia. Ele lembrou do Centro de Bionegócios da Amazônia (CBA), órgão vinculado ao MDIC, que pode auxiliar neste trabalho. “Podemos transformar atrativos da floresta em riqueza econômica, à luz do conhecimento científico”, disse.

O CBA é uma organização social dedicada a promover bionegócios na Amazônia, integrando pesquisa científica, inovação e sustentabilidade para valorizar e proteger a biodiversidade da região, em estreita colaboração com diversas entidades e comunidades locais para desenvolver soluções que combinam desenvolvimento econômico e preservação ambiental.

Em novembro de 2022, Brasil, RDC e Indonésia assinaram uma Declaração Conjunta sobre Cooperação em Florestas Tropicais e Ação Climática, fortalecendo sua posição nas negociações climáticas internacionais. Em agosto de 2023, o presidente congolês Félix Tshisekedi participou da Cúpula da Amazônia em Belém — a primeira visita de um presidente da RDC ao Brasil.

Comércio

O comércio entre o Brasil e a RDC atingiu o maior valor da série histórica em 2024, na marca de US$ 259 milhões (aumento de 28% em relação a 2023). O Brasil exportou US$ 191,5 milhões em produtos, com a pauta concentrada em açúcares (36%), carnes de aves (19%) e carne suína (8,6%). As importações oriundas da RDC, em US$ 67,6 milhões, foram principalmente de óleos brutos de petróleo ou minerais betuminosos (99,8%).

Fotos: Júlio César Silva/MDIC
Fonte: MDIC

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Portos

APM Terminals Pecém consolida o Ceará como hub estratégico

O terminal registra movimentação histórica de 389.024 TEUs; crescimento de 38,75% no primeiro semestre

A APM Terminals Pecém, no Ceará, registrou um desempenho histórico no período de janeiro a julho de 2025, consolidando o terminal como um dos principais hubs logísticos do país. Nesse período foram movimentados 389.024 TEUs (unidades equivalentes a contêineres de 20 pés), um crescimento de 38,75% em comparação aos 280.368 TEUs registrados no mesmo período de 2024.

A marca de 389 mil TEUs alcançada nesses sete meses reflete um desempenho excepcional e já sinaliza para um resultado anual muito superior ao recorde de 500 mil TEUs de 2024.

Além de fortalecer a posição do Ceará no cenário portuário nacional, o resultado reforça o papel estratégico do terminal na cadeia produtiva local, especialmente no momento em que a indústria cearense lidera o crescimento no Brasil, com alta de 39% no primeiro trimestre de 2025, segundo dados Pesquisa Industrial Mensal (PIM) do IBGE.

“Este marco não apenas demonstra o potencial da APM Terminals Pecém, como também reflete nossa estratégia contínua de investimentos em infraestrutura, ampliação de capacidade e adoção de novas tecnologias. Esses pilares são essenciais para atender à crescente demanda e fortalecer a logística da região Nordeste, conectando o Brasil ao mundo, pela nova rota marítima direta para a Ásia”, afirma Daniel Rose, diretor-presidente da APM Terminals Suape e Pecém. 

No mesmo período, a movimentação geral do Porto do Pecém também apresentou crescimento significativo: foram 11,3 milhões toneladas movimentadas de janeiro a julho, uma alta de 7% na comparação com 2024.

“O contêiner foi uma das estrelas do período e deve seguir crescendo acima de dois dígitos, impulsionado pelo e-commerce, pela safra de frutas e pela cabotagem, especialmente para atender à demanda da Black Friday e do Natal. Nosso serviço para a Ásia está ganhando força. Enquanto isso, avançamos no desenvolvimento de novos negócios como algodão, carne, minerais e granito, além de projetos estratégicos para a ZPE Ceará”, ressalta André Magalhães, diretor comercial do Complexo do Pecém.

Fonte: Modais em Foco

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Internacional

Peru e Indonésia assinam acordo comercial para fortalecer laços econômicos

O Ministério de Comércio Exterior e Turismo (Mincetur) informou que o Peru e a Indonésia assinaram um Acordo Abrangente de Parceria Econômica (CEPA), marcando assim um marco nas relações comerciais entre ambos os países e ampliando as oportunidades para os produtos peruanos nesse mercado asiático.

Com a presença da presidenta da República, Dina Boluarte, e do presidente da Indonésia, Prabowo Subianto, a ministra de Comércio Exterior e Turismo, Desilú León, e o ministro de Comércio da Indonésia, Budi Santoso, assinaram o CEPA em uma cerimônia realizada na cidade de Jacarta, Indonésia, como parte da Visita de Estado da delegação peruana.

“O CEPA representa uma nova era para o comércio, na qual ambos os países buscam fortalecer seus laços econômicos. Com esse novo mercado para os exportadores peruanos, estimamos um impacto positivo em setores como o agrícola, manufatura, químicos, entre outros”, destacou Desilú León.

“Desde o Mincetur, continuaremos abrindo mercados com preferências tarifárias, que permitam ampliar o desenvolvimento econômico e a geração de empregos em nível nacional”, acrescentou.

O acordo comercial com a Indonésia abre oportunidades para que as exportações peruanas cheguem a um mercado de mais de 270 milhões de consumidores em condições preferenciais.

O tratado abrange nove capítulos, como: Tratamento Nacional e Acesso ao Mercado de Bens; Regras de Origem e Procedimentos de Origem; Defesa Comercial; Barreiras Técnicas ao Comércio; Medidas Sanitárias e Fitossanitárias; Procedimentos Aduaneiros e Facilitação do Comércio; Cooperação; Solução de Controvérsias; Transparência e Assuntos Institucionais e Legais.

Entre os principais benefícios desse acordo, uma vez que entre em vigor, está o fato de que 56% dos produtos que o Peru exporta para a Indonésia terão acesso imediato com tarifa zero, incluindo as principais mercadorias como cacau, mirtilos (blueberries), abacates, café, mangas, zinco, entre outros. Outros produtos terão um período de eliminação gradual de tarifas de 5, 7 e 10 anos, após os quais 86% dos produtos peruanos entrarão na Indonésia livres de tarifas.

“Com isso, os produtos peruanos melhorarão suas condições de entrada no mercado indonésio com preços mais competitivos”, acrescentou a ministra Desilú León.

O acordo foi resultado de quatro rodadas de negociação realizadas durante 2024, no contexto da reunião de Líderes da APEC Peru, onde os presidentes do Peru e da Indonésia anunciaram a conclusão da negociação dos capítulos do CEPA, restando apenas a negociação dos anexos. Durante 2025, foram realizadas mais três rodadas adicionais para sua finalização.

Antes da assinatura do acordo comercial, a ministra Desilú León participou do Fórum de Negócios Peru–Indonésia, liderado pela presidenta Dina Boluarte, e que contou com a participação da vice-ministra de Comércio da Indonésia, Dyah Roro Esti Widya Putri; do ministro das Relações Exteriores, Elmer Schialer; do ministro da Economia e Finanças, Raúl Pérez-Reyes; do ministro do Desenvolvimento Agrário e Irrigação, Angel Manero; do presidente da Câmara de Comércio e Indústria da Indonésia (KADIN), Anindya Bakrie; além de líderes empresariais e representantes do setor privado indonésio.

Em 2024, o comércio com a Indonésia alcançou 646 milhões de dólares, um aumento de 25% em relação a 2023. Nesse mesmo ano, as exportações peruanas para a Indonésia somaram 191 milhões de dólares, um aumento de 210% em relação a 2023. Isso se deve ao aumento das exportações agrícolas, em particular do cacau e seus derivados (74% do total exportado), bem como taya, quinoa, chia, castanhas, uvas, entre outros.

Fonte: Portal Portuário

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Comércio

Vendas de caminhões usados em julho sobem 29,6%

Segmento soma 243,3 mil unidades no acumulado do ano, alta de 24,3%

As vendas de caminhões usados no Brasil totalizaram 42.907 unidades em julho, segundo dados da Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores (Fenauto). O resultado representa crescimento de 15,2% em relação a junho e de 29,6% frente ao mesmo mês de 2024.

No acumulado de 2025, o segmento registra 243.343 unidades comercializadas, alta de 24,3% sobre o mesmo período do ano anterior.

Modelos mais vendidos

O modelo Volvo FH manteve a liderança no ranking dos pesados mais vendidos, com 2.883 unidades transferidas em julho. Em seguida, aparecem Ford Cargo (2.786) e Ford F-4000 (1.600).

A lista dos dez modelos mais vendidos no mês inclui:

  1. Volvo FH – 2.883 unidades (6,72%)
  2. Ford Cargo – 2.786 (6,49%)
  3. Ford F-4000 – 1.600 (3,73%)
  4. Mercedes-Benz Atego – 1.512 (3,52%)
  5. Mercedes-Benz Axor – 1.483 (3,46%)
  6. Mercedes-Benz 1113 – 1.395 (3,25%)
  7. Mercedes-Benz 1620 – 1.036 (2,41%)
  8. Volvo VM – 863 (2,01%)
  9. VW 24.280 – 862 (2,01%)
  10. Mercedes-Benz 710 – 840 (1,96%)

Desempenho do mercado de usados

O mercado total de veículos usados — incluindo automóveis, comerciais leves, pesados, motocicletas e outros — movimentou 1.711.074 unidades em julho, crescimento de 19,1% em relação a junho e de 16,6% sobre julho de 2024. Foi o melhor resultado para o mês desde o início da série histórica acompanhada pela Fenauto.

A média diária de vendas atingiu cerca de 74,4 mil unidades por dia útil, recorde para o setor. No acumulado de 2025, foram comercializadas 10.061.523 unidades, alta de 14,2% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Fonte: Modais Em Foco

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