Informação

Preço do diesel sobe 22% e dá sinais de estabilidade em abril

O preço do diesel acumulou alta de 22,1% entre o fim de fevereiro e a segunda semana de abril, influenciado pela instabilidade no Oriente Médio. No mesmo intervalo, outros combustíveis também registraram avanço: a gasolina comum subiu 7,5% e o etanol hidratado teve aumento de 1,9%.

Os dados fazem parte do monitoramento de preços elaborado pela Veloe, com suporte técnico da Fipe.

Queda recente indica trégua no mercado

Apesar da trajetória de alta nas semanas anteriores, os números mais recentes apontam uma desaceleração. O diesel atingiu o pico no fim de março, com valor médio de R$ 7,62 por litro. Desde então, apresentou leve recuo: caiu para R$ 7,60 em 7 de abril e, posteriormente, para R$ 7,55 em 15 de abril.

Esse movimento sugere uma possível estabilização no mercado de combustíveis, após semanas de pressão nos preços.

Gasolina e etanol também mostram acomodação

Outros combustíveis seguem a mesma tendência de alívio. O etanol alcançou seu maior valor no final de março, com média de R$ 4,80 por litro. Já a gasolina atingiu pico no início de abril, chegando a R$ 6,87.

Desde então, ambos apresentam comportamento mais estável, acompanhando a redução das tensões externas.

Diferença de preços entre estados chega a 20%

Mesmo com sinais de trégua, o cenário ainda revela forte desigualdade regional no preço do diesel S-10. A variação entre estados chegou a R$ 1,45 por litro na segunda semana de abril, o equivalente a uma diferença de cerca de 20%.

Entre os estados com os maiores preços estão:

  • Acre (R$ 8,68);
  • Bahia (R$ 8,15);
  • Roraima (R$ 7,87).

Outras unidades federativas como Piauí, Mato Grosso e Pará também registraram valores acima de R$ 7,70 por litro.

Por outro lado, os menores preços foram observados em:

  • Espírito Santo (R$ 7,23);
  • Rio Grande do Sul (R$ 7,24);
  • Ceará (R$ 7,25);
  • Distrito Federal (R$ 7,25);
  • Pernambuco (R$ 7,26).

Tendência ainda depende do cenário externo

A recente acomodação nos preços não elimina as incertezas. O comportamento do diesel no Brasil segue atrelado a fatores internacionais, especialmente ao mercado de petróleo e ao contexto geopolítico.

FONTE: O Globo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Hermes de Paula/Agência O Globo

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Importação

Subsídio ao diesel importado tem adesão de mais de 80% dos estados brasileiros

Mais de 80% dos estados brasileiros sinalizaram apoio à proposta de subsídio ao diesel importado apresentada pelo Ministério da Fazenda. A informação foi divulgada em nota conjunta com o Comitê dos Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal.

A iniciativa surge como resposta à recente alta nos preços dos combustíveis, influenciada pelo cenário internacional e tensões no Oriente Médio. Na prática, a adesão representa cerca de 22 ou 23 das 27 unidades da federação.

Apesar do avanço nas negociações, o governo não detalhou quais estados optaram por não participar, alegando que as tratativas ainda estão em andamento.

Governo prevê publicação de medida provisória

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a medida provisória que institui o benefício deve ser publicada ainda nesta semana. Segundo ele, embora não seja obrigatória a adesão total dos estados, o governo segue em diálogo para ampliar a participação.

A proposta tem caráter emergencial e visa garantir maior estabilidade nos preços do diesel, além de reduzir impactos imediatos para consumidores e setores dependentes do transporte rodoviário.

Como funcionará o subsídio ao diesel

O plano prevê um subsídio de R$ 1,20 por litro de diesel importado, válido por dois meses. O custo será dividido entre União e estados:

  • R$ 0,60 por litro pagos pelo governo federal
  • R$ 0,60 por litro arcados pelos estados

A divisão da participação estadual será proporcional ao consumo de diesel em cada região, embora os critérios finais ainda estejam em definição.

Modelo preserva autonomia dos estados

A adesão ao programa é voluntária, conforme discutido no âmbito do Conselho Nacional de Política Fazendária. O modelo também garante que os estados que optarem por não participar não terão suas cotas redistribuídas entre os demais.

Segundo a nota oficial, a medida reforça a cooperação entre União e governos estaduais para enfrentar a volatilidade do mercado, com foco na segurança do abastecimento, na previsibilidade de preços e no equilíbrio fiscal.

Medida temporária mira impacto imediato

Com duração limitada, o subsídio foi desenhado para evitar efeitos permanentes nas contas públicas, atuando como um mecanismo emergencial diante da pressão sobre os preços dos combustíveis.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Marcello Casal jr/Agência Brasil

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