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Varejo brasileiro registra queda recorde em agosto, enquanto e-commerce avança

O varejo brasileiro registrou nova retração em agosto de 2026, enquanto o e-commerce manteve trajetória de crescimento. Segundo o Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA), as vendas do setor recuaram 2,0% em termos reais na comparação com agosto de 2025.

Com o resultado, o varejo chegou ao 15º mês consecutivo de queda real, evidenciando um cenário de maior pressão sobre o consumo no país.

Agosto tem pior desempenho para o varejo desde 2020

O resultado registrado em agosto foi o mais negativo para o mês desde 2020. A retração também superou as quedas observadas nos períodos anteriores.

Em julho de 2026, o recuo havia sido de 1,4%, enquanto agosto de 2025 apresentou redução de 1,5%. O novo resultado, portanto, reforça a sequência de desempenho negativo do comércio varejista.

E-commerce cresce enquanto lojas físicas avançam em ritmo menor

A diferença entre os canais de venda ficou ainda mais evidente em agosto. Enquanto o comércio eletrônico apresentou crescimento nominal de 5,1%, o varejo físico avançou apenas 1,2%.

A diferença entre os desempenhos chegou a 3,9 pontos percentuais, indicando uma maior força das vendas pela internet em relação às lojas físicas.

O cenário mostra uma mudança no comportamento do consumidor, que vem ampliando sua presença nos canais digitais mesmo diante da retração registrada pelo varejo como um todo.

Consumidor muda hábitos de compra

Os números de agosto reforçam a transformação na dinâmica do consumo no Brasil. A expansão do e-commerce contrasta com a dificuldade enfrentada pelo varejo tradicional, sinalizando que os canais digitais seguem ganhando espaço nas decisões de compra.

Enquanto o setor acumula meses de retração real, as vendas pela internet apresentam desempenho mais favorável, ampliando a distância em relação ao comércio físico.

FONTE: Correio Braziliense
TEXTO: Redação
IMAGEM: Minervino Júnior/CB/D.A.Press

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Comércio

Vendas no varejo na Black Friday sobem 1,9% e mostram força do e-commerce

As vendas no varejo na Black Friday registraram avanço de 1,9% em comparação ao mesmo período de 2024, conforme dados do Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA). Apesar de ser o menor crescimento desde 2019, o resultado reflete uma base elevada do ano anterior e a forte expansão do e-commerce, que aumentou 16,1% e atingiu recorde histórico de transações. No varejo físico, houve retração de 1,9%.

Impacto do calendário e comportamento do consumidor
Segundo a Cielo, o desempenho mais modesto também foi influenciado pela coincidência da data com o pagamento de salários e a liberação do 13º tanto em 2024 quanto em 2025, o que tende a neutralizar efeitos típicos da sazonalidade. No varejo presencial, parte das compras foi antecipada para as semanas anteriores, diluindo a demanda da sexta-feira.

Força do comércio digital
No ambiente digital, o padrão permaneceu: pico de vendas na virada da madrugada, concentração de transações e tíquetes mais altos. Foram registradas 32,8 milhões de operações online, o maior volume já observado pela empresa.

O vice-presidente de Negócios da Cielo, Carlos Alves, destaca que a data segue como um “termômetro do varejo brasileiro” e reforça a necessidade de ampliar investimentos em tecnologia, integração de canais e estratégias baseadas em dados.

Desempenho por setor
Entre os macrossetores, Serviços liderou com alta de 10,8%, impulsionado por Turismo & Transporte, que avançou 18,6%. Drogarias e farmácias cresceram 6,1%, enquanto bens duráveis e semiduráveis caíram 3,2%, impacto atribuído ao crédito mais restrito e ao alto endividamento das famílias.

No e-commerce, todos os setores subiram: Serviços (19,4%), Bens Não Duráveis (10,6%) e Bens Duráveis e Semiduráveis (6,2%), consolidando o digital como protagonista da Black Friday.

Formas de pagamento mais usadas
O crédito parcelado registrou o maior tíquete médio geral: R$ 813,67. No digital, representou 70,4% do faturamento, com tíquete acima de R$ 1.100. Já no varejo físico, o débito à vista liderou em volume, com 58,6% das vendas. O Pix seguiu em expansão e atingiu 6,9% das transações presenciais.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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